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Stadler vê aumento de demanda por reciclagem de filmes e embalagens flexíveis

07/02/2022

Planta de seleção de filme construída pela Stadler

Filmes e embalagens flexíveis são produtos excelentes do ponto de vista do desempenho, o que explica seu uso extensivo, mas apresentam um difícil problema de fim de vida. A solução está na criação de uma economia circular onde esses materiais são devolvidos ao ciclo produtivo. No entanto, a reciclagem desses materiais requer uma abordagem específica devido às suas características. A Stadler, fornecedora de plantas de triagem para a indústria de reciclagem, está vendo um aumento acentuado na demanda por instalações de triagem e reciclagem capazes de fechar esse ciclo.

A pressão para lidar com resíduos de filmes e embalagens flexíveis vem aumentando. A conscientização sobre resíduos plásticos e como reutilizar materiais cresceu e os consumidores estão cada vez mais ativos em seus pedidos por uma abordagem mais ecológica às embalagens. A legislação também está se tornando mais rígida para incentivar os fabricantes a usar Resina Pós-Consumo (PCR), além da resina virgem. Por exemplo, nos Estados Unidos, o parlamento de Nova Jersey enviará ao governador um projeto de lei exigindo 20% de PCR em sacolas plásticas e 40% três anos depois. A California Assembly Bill torna as marcas as únicas responsáveis por atingir 50% de PCR em recipientes de bebidas até 2030, com o objetivo de “tornar os fabricantes parceiros para garantir que eles tenham material suficiente para atender a esse requisito” (1). As grandes marcas internacionais estão se auto impondo o emprego de uma certa porcentagem de PCR em suas embalagens na expectativa de que a legislação em todo o mundo se torne cada vez mais rigorosa.

Como resultado da pressão para a criação de uma economia circular de plásticos, o setor de reciclagem está atraindo investimentos públicos e privados. A Closed Loop Partners – uma empresa de investimento sediada em Nova York que fornece capital e financiamento de projetos para dimensionar produtos, serviços e infraestrutura na vanguarda do desenvolvimento da economia circular – está participando da aquisição de uma participação majoritária na Sims Municipal Recycling e planeja expandir o negócio em municípios adicionais e em outro fluxos de recicláveis pós-consumo. (2)

O desafio de reciclar resíduos de filmes e embalagens flexíveis

Enrico Siewert, Diretor de Desenvolvimento de Produto e Mercado da Stadler

A reciclagem de filmes e embalagens flexíveis apresenta desafios muito específicos e únicos. “O primeiro desafio é a baixa densidade aparente desses materiais, que são muito leves e flexíveis”, explica Enrico Siewert, Diretor de Desenvolvimento de Produto e Mercado da Stadler. “Eles tendem a se movimentar nas esteiras de uma planta de triagem e se enrolam nos rolamentos dos eixos, afetando o desempenho e a manutenção do equipamento. Além disso, esses materiais são suscetíveis à retenção de umidade e tendem a dobrar-se, bloqueando a umidade, sendo necessária muita energia para limpá-los”.

“No entanto, o maior problema é que muitos desses materiais são multicamadas, onde diferentes polímeros – EVOH, PE, PP ou PET – são colocados juntos para alcançar as propriedades de desempenho desejadas. As camadas são fundidas entre si e por isso são muito difíceis de serem separadas mecanicamente. Além disso, eles têm diferentes temperaturas de fusão, o que dificulta o processo de extrusão deste material durante a refabricação de novos produtos.

A reciclagem mecânica não pode lidar facilmente com multicamadas. Em alguns casos, a reciclagem química pode ser uma solução: “trata-se de quebrar os hidrocarbonetos em óleo, que é refinado e transformado em combustível ou transformado em resina com o objetivo de fechar o ciclo”, diz Enrico Siewert. No entanto, este processo ainda está em suas primeiras fases de desenvolvimento, ainda é caro e apresenta dificuldades relevantes.

Equipamento de classificação específico para uma tarefa desafiadora

Filmes e materiais plásticos flexíveis exigem equipamentos de classificação muito específicos devido ao tamanho e comportamento dos materiais em máquinas específicas.

Fardos de material plástico flexível misturado

Segundo a Stadler, o processo (3) começa com os materiais – principalmente de PE e PP – entrando na unidade de processamento como um fardo, que é triturado. O material é alimentado em um separador balístico, onde é dividido em dois fluxos, 2D e 3D. O material 2D é espalhado e passa por separadores óticos para separar PEBD, PP e PEAD.

Segue-se a separação por densidade em um tanque, onde os materiais leves de PE e PP flutuam e os materiais mais pesados afundam e passam por pás, que os limpam. O PE e PP flutuantes são então triturados em pedaços menores e posteriormente limpos com água quente e/ou fria, em diversos dispositivos de fricção. Este processo atinge uma separação muito boa, com cerca de > 70% da saída composta de PE e PP (em grande parte dependente da pureza do material de entrada). O material é refundido em uma resina, que é então filtrada para remover quaisquer partículas remanescentes de impurezas, como papel, sujeira, alumínio e outros polímeros.

A Stadler afirma que a saída deste processo são pellets limpos, de tonalidade cinza escura (quando não se separa o material por cor no início), compostos de até 99% de PE puro. Este material pode ser usado para produzir itens de filme plástico preto, como sacos de lixo. Também pode ser reciclado quimicamente para retirar a coloração ao final do processo e obter uma resina transparente quase como a virgem.

Uma demanda crescente por soluções de classificação de embalagens flexíveis e filmes

A Stadler experimentou um aumento na demanda por soluções de classificação para filme e embalagens flexíveis desde que concluiu sua primeira planta para Integra, em Sofia, na Bulgária, em 2018. Seus separadores balísticos, removedores de etiquetas e esteiras transportadoras estão no centro de sua oferta para plantas de separação de filmes. “Estamos sempre desenvolvendo novos maquinários, estabelecendo parcerias e buscando formas de lidar com esse fluxo de material difícil de reciclar, porque nossos clientes estão exigindo isso”, diz Enrico Siewert. “E estamos refinando nossos sistemas para as usinas de reciclagem química, que estão cada vez mais conscientes da necessidade de sistemas sofisticados de front-end para classificar, filtrar e lavar os materiais antes que eles possam ser quimicamente decompostos”.

Filmes Transparentes

A Stadler também está ativamente envolvida no diálogo contínuo entre a indústria de reciclagem e grandes marcas sobre a adoção de uma abordagem mais sustentável de ‘Design para Reciclagem’ para embalagens que facilite a recuperação de materiais no final de sua vida útil. “Acredito que, na Stadler, somos muito bons em ouvir nossos clientes e entender suas necessidades. Trazemos a equipe certa e experiência no setor, e prestamos atenção. Estamos envolvidos no setor, sempre olhando para a nova tecnologia que chega, para que possamos aconselhar nossos clientes sobre a melhor solução para sua operação – qual tecnologia está disponível, como sequenciar o equipamento corretamente para preencher a lacuna entre o resíduo descartado e o produto reciclado acabado.”

Fundada em 1791, a dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários qualificados oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

Notas:
1. Fonte: Plastic Recycling Update, 1/12/22
2. Fonte: Waste Dive, 1/4/22
3. Processo de classificação descrito pela Stadler

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Sealed Air amplia portfólio para e-commerce e lança no Brasil almofada de ar feita com plástico reciclado

13/10/2021

Fabricante de embalagens e soluções de proteção, a Sealed Air Brasil complementa seu portfólio local para o segmento de proteção com a chegada da almofada de ar EarthAware. Segundo a Sealed Air, a solução foi desenvolvida a partir de matéria-prima composta por pelo menos 95% de polietileno reciclado de origem pós-industrial, sendo 100% reciclável.

Muito utilizada por indústrias de diferentes segmentos – como eletrônicos, decoração e produtos com alta fragilidade – almofadas de ar são necessárias para o preenchimento de espaços vazios dos pacotes e na proteção das mercadorias durante seu percurso até o consumidor, minimizando impactos que podem causar avaria. Além de colaborar com uma operação mais sustentável, as almofadas de ar feitas de polietileno reciclado possuem alta densidade e maior espessura que as tradicionais, permitindo maior resistência e proteção.

Segundo a Sealed Air, a almofada de ar EarthAware apresenta durante todo seu ciclo de vida – fabricação, transporte e descarte – uma redução de 52% no consumo de combustíveis fósseis em comparação com soluções tradicionais, além de reduzir em 44% o consumo de água, quantia equivalente a 31 piscinas olímpicas.

“Com o avanço do e-commerce, decidimos investir ainda mais em soluções inovadoras para este mercado. O EarthAware é uma solução perfeita para o varejo eletrônico nacional, já que além de oferecer alta qualidade técnica, contribui para redução do impacto ambiental”, destaca Flávia Moreira, Gerente de Marketing para Fullfilment e Indústria da Sealed Air na América Latina. A executiva pontua também que a EarthAware foi desenvolvida para retornar ao ciclo da reciclagem, favorecendo assim, a economia circular.

Até 2025, a empresa tem como meta intensificar esforços para desenvolver soluções de embalagem 100% recicláveis ou reutilizáveis e atingir 50% de conteúdo reciclado, em média, em todas as soluções de embalagens.

O portfólio de soluções da Sealed Air inclui embalagens para alimentos da marca Cryovac, embalagem protetora da marca Sealed Air, sistemas automatizados da marca Autobag e embalagem da marca Bubble Wrap. Segundo a empresa, as suas marcas impulsionam o comércio por meio de soluções de embalagem e automação que levam proteção para o transporte mundial de mercadorias. A Sealed Air gerou US $ 4,9 bilhões em vendas em 2020 e tem aproximadamente 16.500 funcionários que atendem clientes em 115 países.

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