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ENAFER tem início com workshops técnicos

17/05/2018

Encontro Nacional de Ferramentarias ocorre em Caxias do Sul, RS, com expectativa de 350 participantes

Com a realização de oito workshops sobre novas tecnologias e serviços, teve início na manhã desta quinta (17), em Caxias do Sul, RS, o 11º Encontro Nacional de Ferramentarias (ENAFER). Os workshops constituem novidade no encontro, que nas 10 edições anteriores concentrava toda a sua programação em um único dia.

A realização dos encontros, em salas do Bloco M da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a partir das 8h desta quinta (17), visa ampliar a oferta de informações estratégicas para os empresários e atender demanda de patrocinadores – aproximadamente 70 marcas nesta edição – que reivindicavam espaço para expor produtos e serviços, além de tratar de temas técnicos. Cada encontro, com duração de duas horas, tem a participação máxima de 70 inscritos.

A abertura oficial está programada para 9h da sexta (18), com manifestações dos presidentes Christian Dihlmann, da Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (ABINFER), e Jaime Lorandi, do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), entidades promotoras do ENAFER. A expectativa dos organizadores é reunir em torno de 350 participantes, de diferentes estados do Brasil. A programação da sexta contempla quatro palestras, duas mesas redondas e a assembleia geral da ABINFER. Todas as atividades serão concentradas no Bloco M da UCS.

Ações para preparar o futuro das empresas nortearão palestras de gestores de indústrias automotivas. O Diretor de Ferramentaria da General Motors do Brasil, José Antônio Zara, discorrerá sobre como os empresários devem preparar seus negócios para atender ao futuro da ferramentaria nacional, em termos de competência humana e tecnologia. Já Bruno Luís Ferrari Salmeron, diretor da Schulz Automotive, de Joinville (SC), centrará atenções na importância da governança como fator de sucesso da empresa. Ainda haverá palestra motivacional de Márcio Mancio sobre o tema Tropa de elite: A força da sua empresa.

Ao final da programação será realizada mesa redonda sobre a história da ferramentaria no Brasil com a participação dos empresários ferramenteiros mais experientes de Caxias do Sul. Também será prestada homenagem, com a entrega da medalha Herói Ferramenteiro, aos empresários Renato Henrique Leonardelli, Alcides Jerônimo Bonezi e Salustiano Lino Machado.

Rota 2030: sustentabilidade para o setor

O eixo central dos debates do ENAFER é o Programa Rota 2030, novo regime para o sistema automotivo em substituição ao Inovar-Auto, que teve sua vigência encerrada em dezembro de 2017. O formato do novo regime e suas condições interessa diretamente à indústria de ferramentais, que tem no segmento automotivo um de seus maiores clientes.

O Programa Rota 2030, que deve ser anunciado pelo governo ainda em maio, é considerado vital para dar sustentabilidade a todos os participantes da cadeia automotiva, pois demandará aumento no uso de conteúdos nacionais, criando mais e novas oportunidades de negócios. Os ajustes finais em discussão entre áreas do governo federal e setores empresariais diretamente envolvidos serão expostos por Igor Calvet, titular da Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante palestra no início da tarde desta sexta (18).

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Ferramentais (ABINFER), Christian Dihlmann, o setor tem consciência de que dificilmente se repetirão as diretrizes de funcionamento do Inovar-Auto. Porém, há um anseio claro por isonomia frente às condições de disputa verificadas no mercado externo.“Não queremos agir sem regras, mas quando se permite que outros países o façam e ainda se comprem moldes de lá, a luta fica injusta. O Brasil precisa gerar emprego, mas coloca regras demais, que inviabilizam a competitividade. Concorremos com países que não têm o mínimo respeito pelo meio ambiente, onde as indústrias não têm sequer que atender às normas de um conselho de engenharia e arquitetura. Deste jeito, as empresas brasileiras vão fechando, gerando desemprego e acabando com o poder aquisitivo da população. Se continuar assim, não haverá mercado consumidor interno nem para adquirir os produtos que vêm da China”, adverte.

Gelson de Oliveira, vice-presidente técnico da ABINFER, acrescenta que as regras do jogo devem ser claras para que o empresário possa definir a sua estratégia de negócio, direcionando ações para o mercado interno ou apostando no externo. Segundo ele, o Inovar-Auto garantiu que as ferramentarias se mantivessem ativas, mesmo com as dificuldades decorrentes da crise. “Teria sido muito pior sem o Inovar-Auto. Por isso, a necessidade urgente da aprovação do Rota 2030”, sustentou.

Oliveira, empresário do setor em Caxias do Sul, lembrou que, atualmente, a capacidade instalada nas ferramentarias atende em torno de 30% das demandas da indústria automotiva. Atualmente, o índice médio de atendimento é de 15%. “No momento, quem determina como e onde serão feitos os moldes é a matriz das montadoras. Por isso, a saída para resolver esta equação é uma política governamental, que é importante, inclusive, para as montadoras”, assinala.

A definição das regras é fundamental para que as empresas possam se preparar diante da perspectiva de retomada mais intensa da atividade econômica nos próximos anos. De acordo com José Alceu Lorandi, integrante do Conselho Fiscal da ABINFER, o ano de 2018 ainda será de instabilidade em razão do processo eleitoral de outubro, mas os seguintes, de 2019 a 2021, apontam para um desempenho mais consistente. “Já temos indicações de novos projetos no setor automotivo, o que nos impõe a adoção de medidas para atender às demandas futuras com capacidade tecnológica e de produção ”, alertou.

Para o 1º tesoureiro da entidade, Antônio Gaviraghi, este ano tem se apresentado como um dos melhores para sua empresa, a Gama Matrizes, que já investiu perto de R$ 6 milhões na compra de novos equipamentos, que ainda não instalados. A demanda, segundo o empresário, visa suprir moldes para produção de modelos automotivos já em linha de produção. “Menos de 20% dos pedidos é para projetos futuros. A maioria é para atender a necessidades atuais”, comentou.

Fortalecimento do associativismo

O ENAFER é o maior fórum nacional de discussões na área de moldes e ferramentais, realizado anualmente, de modo itinerante, em São Paulo (SP), Joinville (SC) e Caxias do Sul (RS), os principais polos brasileiros de produção destes itens para diferentes segmentos industriais. A última passagem por solo gaúcho foi em 2014, também em Caxias do Sul. O objetivo é traçar um panorama atual e futuro do setor, além de propor e articular ações de fortalecimento para empresas, fornecedores e parceiros.

De acordo com o empresário José Alceu Lorandi, o ENAFER é fundamental na defesa dos interesses de todo o setor, independentemente do porte da empresa. Assinala que reduzir ao mínimo possível as importações de moldes representa aumentar a geração de empregos, renda e impostos internamente. “Ao longo destes anos, evoluímos muito, inclusive no fortalecimento do associativismo para empregar forças na direção de interesses comuns”, destacou.

O tesoureiro da ABINFER, Antônio Darci Gaviraghi, acrescenta que os encontros têm gerado a oportunidade de que os participantes se vejam como parceiros e não como concorrentes, estabelecendo novas relações comerciais. “É o caso da minha empresa, que tem terceirizado alguns serviços com outras ferramentarias”, exemplifica. Também destaca ser importante o engajamento de mais empresários à entidade visando fortalecer a sua representatividade.

Fonte: Assessoria de Imprensa – ENAFER

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11º Encontro Nacional de Ferramentarias começa no próximo dia 17

14/05/2018

Após três anos consecutivos de atividade produtiva muita baixa e faturamento em queda, a economia brasileira dá indicativos, ainda tímidos, de retomada. O cenário tende a induzir parte da classe empresarial a esquecer os efeitos danosos da crise e, assim, desmobilizar-se da tarefa de cobrar políticas governamentais de longo prazo que deem sustentabilidade aos negócios.

A 11ª edição do Encontro Nacional de Ferramentarias (ENAFER), confirmada para os dias 17 e 18 de maio, em Caxias do Sul, RS, tem como um de seus propósitos manter o empresariado mobilizado, especialmente em torno da definição do Programa Rota 2030, fundamental para que a indústria de ferramentaria crie condições para vislumbrar seu negócio no longo prazo. “Não podemos, em função de um sopro de retomada, baixar a guarda e esquecer de todas as dificuldades pelas quais passamos e que ainda não foram totalmente superadas. Construir uma política estruturante de longo prazo é vital para a continuidade do setor e isto será pauta central no 11º ENAFER”, afirma Christian Dihlmann, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (ABINFER), organizadora do evento, que deve receber em torno de 300 participantes, número similar aos de anos anteriores.

De acordo com Dihlmann, o mercado segue em situação delicada e instável. “Temos de discutir e definir, desde já, uma política industrial de Estado e não de governo. O programa Rota 2030 é o caminho neste momento e por ele precisamos estar mobilizados, mostrando isto no 11º ENAFER, com grande participação”, convoca.

O presidente da ABINFER destaca a presença, no evento, do ministro Marcos Jorge, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que falará sobre a importância do programa Rota 2030 para o futuro da indústria automotiva e de ferramentaria no Brasil, em palestra agendada para às 13h35 do dia 18. “O ministro precisa ver que o empresariado está mobilizado nesta demanda e sentir a pressão do setor, por meio de uma grande participação no evento”, reforça.

Gelson de Oliveira, vice-presidente técnico da ABINFER, acrescenta que as regras do jogo devem ser claras para que o empresário possa definir a sua estratégia de negócio, direcionando ações para o mercado interno ou apostando no externo. Segundo ele, o InovarAuto, programa que pautou as políticas do setor automotivo nos últimos anos e que se encerrou em 31 de dezembro de 2017, garantiu que as ferramentarias se mantivessem ativas, mesmo com as dificuldades decorrentes da crise. “Teria sido muito pior sem o InovarAuto. Por isso, a necessidade urgente da aprovação do Rota 2030”, sustentou.

Oliveira, empresário do setor em Caxias do Sul, lembrou que, atualmente, a capacidade instalada nas ferramentarias atende em torno de 30% das demandas da indústria automotiva. Atualmente, o índice médio de atendimento é de 15%. “No momento, quem determina como e onde serão feitos os moldes é a matriz das montadoras. Por isso, a saída para resolver esta equação é uma política governamental, importante, inclusive, para as montadoras”, assinala.

Mas pondera que, mesmo com estas ações, será longo e penoso o período para que as ferramentarias atinjam níveis de produção de anos anteriores. “Mesmo já sendo reconhecidos por nossa qualidade, aqui e no exterior, as empresas terão de investir em equipamentos, processos e softwares de última geração”, alertou. E para que o ritmo destes ajustes seja rápido, serão necessárias fontes públicas de financiamentos, porque as empresas, em sua maioria, não tem força financeira para investimentos expressivos, afirma Oliveira. “Não queremos nada de graça, pois temos de ser competentes. Mas sem uma política clara, os clientes escolherão fornecedores onde os impostos são menores e as tecnologias e os equipamentos estão disponíveis em abundância”, salientou.

Dihlmann destaca que o empenho da ABINFER em torno do programa Rota 2030 está alinhado com a própria estratégia do governo de criar condições para o desenvolvimento do setor automotivo. Ele lembra que veículos e casa própria são sonhos permanentes do consumidor brasileiro. “Considerando que os ferramentais são determinantes na produção de veículos, precisamos aproveitar para organizar e consolidar o setor neste momento onde o governo direciona grande energia para a indústria automotiva”, reforçou o dirigente, observando que, ao contrário do automotivo, onde novidades são rotineiras, na construção civil, outro forte mercado das ferramentarias, o ciclo de vida dos produtos é mais longo. Assegurou, no entanto, ser objetivo da entidade lutar também por programas de incentivo em outros setores, como eletrodomésticos, embalagens e a própria construção civil.

Programação terá dois dias

Nas 10 edições anteriores, o ENAFER concentrou suas atividades em um único dia, visando oferecer ao máximo informações estratégicas para o empresário. Como forma de atender a uma demanda de patrocinadores, que passam de 60 marcas nesta edição, a organização optou por criar um dia específico para tratar de temas técnicos. Desta forma, a quinta-feira, dia 17 de maio, será reservada para workshops, desenvolvidos em salas com capacidade para até 70 participantes e apresentados por patrocinadores, que divulgarão produtos e serviços. Na avaliação de Christian Dihlmann, presidente da ABINFER, a maioria dos participantes destes encontros será formada por empresários locais ou regionais.

Os workshops técnicos ocorrerão em salas da Universidade de Caxias do Sul, a partir de 8h. Até o momento estão confirmadas palestras conduzidas por representantes das marcas Top Solid, Polimod, +GF+, Casafer, Villares Metais e Produttare. As inscrições gratuitas podem ser feitas diretamente em http://www.enafer.com.br/workshops-tecnicos/.

A programação do 11º ENAFER terá início na quinta à noite, 17 de maio, com jantar de confraternização. Na sexta-feira, a abertura oficial está programada para 9h, com manifestações de Jaime Lorandi, presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, e de Christian Dihlmann, da ABINFER.

A programação contempla quatro palestras, duas mesas redondas, assembléia geral da ABINFER, almoço e intervalos para relacionamento. Todas as atividades serão concentradas no UCS Teatro, no Bloco M da Universidade de Caxias do Sul. As inscrições gratuitas podem ser feitas em http://www.enafer.com.br, onde também está disponível toda a programação.

Fonte: Assessoria de Imprensa: Abinfer

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Encontro Nacional de Ferramentarias debateu perspectivas para o setor

23/05/2012

Evento reuniu representantes da área e discutiu as estratégias para manutenção e expansão das empresas

O 5º Enafer – Encontro Nacional de Ferramentarias, promovido pela – Abinfer – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais e Virfebras – Organização Virtual de Ferramentarias do Brasil reuniu cerca de 200 empresários e representantes do setor no auditório da CIC – Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul – RS, durante o dia 18 de maio.

O centro dos debates do evento foi a elaboração de estratégias para o fortalecimento das ferramentarias no país, através da parceria entre entidades representativas, instituições públicas e privadas. É a segunda vez que Caxias do Sul recebe o Enafer, na condição de ser uma das cidades brasileiras mais proeminentes para o setor.

Avaliação dos representantes do setor

Gelson Oliveira, coordenador do evento, salientou que o evento proporciona a união entre representantes de setores para proporcionar o desenvolvimento das ferramentarias. “Esta é uma oportunidade para buscarmos parceiros que se comprometam com a sustentabilidade das ferramentarias, tanto entre representantes do setor como nas esferas de governo”, apontou.

Christian Dihlmann, presidente da Abinfer ressaltou o motivo da escolha de Caxias do Sul como sede do Encontro e a importância do evento.“Mais uma vez escolhemos Caxias pela pujança e pelo nível de organização. O Enafer vem se consolidando como um espaço para debatermos estratégias de perpetuação de nossas empresas. É um momento em que se faz necessário o comprometimento de governantes e parlamentares. Não avançaremos apenas discutindo internamente em nossas empresas”, avaliou.

Orlando Marin, presidente do presidente do Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho – avaliou o cenário em que se encontram as empresas do setor ferramenteiro. “Nossas feramentarias precisam melhorar em muito. Não representamos empresas poderosas. Cerca de 90% de nossos associados possuem cerca de 100 funcionários. O trabalho está desvalorizado. Percebemos que não há cultura do trabalho. Um país para se desenvolver precisa de indústria”, ponderou.

O presidente do Simecs – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul,  Getúlio Fonseca,  enfatizou a relevância das ferramentarias entre os associados da entidade. “Temos nosso quadro, cerca de 300 ferramentarias associadas, responsáveis por cerca de 8 mil postos de trabalho”, considerou.

Getúlio Paulo Zluhan, da Acij – Associação Empresarial de Joinville, ressaltou que a realização dos Encontros são fundamentais para a manutenção das ferramentarias. “A importância dos temas debatidos e a continuidade das ações definidas no Enafer têm promovido sobrevida e esperança às nossas empresas”, observou.

Cadastro valoriza empresas nacionais

Um dos palestrantes 5º Enafer, Jeovanildo Farias da Silva, do departamento de Cadastro Industrial da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, apresentou durante o evento, o Datamaq, um banco de dados da entidade para a consulta de máquinas e equipamentos disponível às empresas associadas à entidade.

O cadastro é o maior banco de dados de máquinas e equipamentos da América Latina, que possibilita fornecer ao mercado informações precisas sobre as empresas, possibilitando a geração de negócios. “No Datamaq, temos informações padronizadas de 4 mil e 500 empresas. Qualquer empresa nacional que fabrica máquinas e equipamentos pode estar no cadastro. Atualmente temos 24 mil registros de produto, com informações padronizadas. O cadastro valoriza os fabricantes nacionais e inibe as importações”, expôs.

Rede Senai de Ferramentaria

Os representantes do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Rolando Vallejose Luiz Eduardo Leãoexpuseram aos presentes a estrutura e a capacidade da instituição em oferecer suporte às indústrias e formação técnica e comportamental aos profissionais que atuarão nas ferramentarias através da rede Senais de Ferramentaria.

“Nesse momento em que os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, considerando a possibilidade do país se tornar um grande player mundial, o Senai pode contribuir para o fortalecimento da indústria de Ferramentaria no Brasil provendo soluções em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica e a melhoria de processos e produtos. Através da rede Senai de Ferramentaria, podemos promover capacitação, assessoria e consultoria, certificação e serviços técnicos especializados, alinhado às expectativas e demandas atuais e futuras do setor”, ressaltaram.

Procedimentos para Validação de Importação de Ferramentais e Regulamentação da Importação de Peças Automotivas

Paulo Braga, da Abinfer, conduziu o painel ”Procedimentos para Validação de Importação de Ferramentais e Regulamentação da Importação de Peças Automotivas”. Braga abordou a necessidade da união entre o setor em todos os Estados para que as reivindicações das empresas encontrem respaldo no Governo Federal. “O setor das ferramentarias está presente no Brasil há mais de 50 anos. Temos desenvolvimento tecnológico. Não perderemos para a China. É necessário formarmos uma massa crítica no setor ferramenteiro, em todo o pais. Só assim seremos ouvidos em Brasília”, enfatizou.

Além disso, Braga apresentou o trabalho desenvolvido por um Grupo de Trabalho no MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O documento é um diagnóstico de fatores que prejudicam a competitividade das autopeças produzidas no Brasil e contempla uma série de medidas que deverão ser adotadas pelo Governo Federal para o fortalecimento desse segmento em que estão inseridas as ferramentarias.

Composição de custos de produção e impacto no setor ferramenteiro

Um dos destaques do Encontro foi a realização de uma mesa redonda sobre a Composição de Custos de Produção e Impacto no Setor Ferramenteiro, com exemplo de custos de componentes na fabricação de um veículo e impacto na cadeia produtiva. Na oportunidade foi apresentado um paralelo de custos entre a fabricação de moldes para a linha automotiva no Brasil e na China.

A diferença entre os valores pesou em três quesitos: preço do aço, valor da mão de obra e o custo da carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O estudo constatou que o aço custa mais de 5 vezes no Brasil, ao passo que a carga tributária que pesa para os empresários brasileiros é 2,1 vezes maior do que para os chineses. Já os encargos trabalhistas pagos no Brasil – INSS, FGTS, 13º salário e férias – contribuem definitivamente para a enorme diferença constatada na produção de um molde entre os dos países.

Reivindicações ao Governo Federal

O representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edilson Urbano, considerou a necessidade de ampliar a representatividade para o setor ferramenteiro. “Quando recebemos as entidades em Brasília, precisamos saber os números que elas representam em quantidade de empresas e de empregos gerados. A partir daí, com a noção proporcionada pelos números, podemos encaminhar as necessidades do setor no Ministério”, destacou.

Ao final do evento, os participantes deliberaram os próximos locais que receberão o Encontro. Ficou definido que em 2013, o Enafer será realizado em São Paulo (SP) e em Joinville (SC) em 2014. Em 2015, o Encontro Nacional de Ferramentarias retorna à Caxias do Sul (RS) para a realização de sua 8ª edição.

A realização do 5º Enafer contou com apoio especial do Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, Plastech Brasil 2013 – Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos, Simecs – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Acij – Associação Empresarial de Joinville.

Fonte: Núcleo Comunicação e Marketing

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