Posts Tagged ‘1o. Trimestre’

Armacell adquire 100% das ações da PoliPex, fabricante brasileira de espumas em polietileno para isolamento térmico

20/10/2016

polipex-isolante A Armacell (www.armacell.com) , empresa com sede em Luxemburgo e líder global em espumas flexíveis para o mercado de isolamento de equipamentos, além de fornecedora de espumas de engenharia, adquiriu 100% das ações da PoliPex (www.polipex.com.br), uma importante fabricante brasileira de espumas de PE extrudado para isolamento, em um acordo de participação por uma quantia não revelada. Esta transação reforça significativamente o portfólio de produtos da Armacell na América Latina e aumenta os níveis de serviço para clientes brasileiros, bem como, o apoio para os OEMs regionais. Com a adição da planta da PoliPex em Florianópolis (SC), a Armacell fica bem posicionada para continuar a desenvolver a sua presença de fabricação na América Latina.

“A PoliPex tem décadas de know-how na produção de PE extrudado, bem como uma forte equipe nacional. Estamos ansiosos para servir aos nossos clientes em toda a América Latina com um portfólio de produtos mais amplo e maiores níveis de serviço ao cliente”, explica Patrick Mathieu, Presidente e CEO da Armacell Internacional S.A.” Historicamente, a PoliPex exibiu taxas de crescimento sólidas e margens operacionais saudáveis. A recuperação prevista para a economia brasileira e o mercado de construção tornam a PoliPex um investimento atraente para nós. ”

A PoliPex atua no mercado de espumas extrudadas de Polietileno para isolamento e tem cerca de 80 funcionários. A empresa foi fundada por John Johannes van Mullem em 1991 e mantém sede em Santa Catarina, bem como, centros de distribuição no Sul e no Nordeste do país. No ano de 2015, a Polipex teve um faturamento de aproximadamente R$ 43 milhões.

Fonte: Armacell / foto: site Polipex

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Setor de compósitos faturou R$ 850 milhões no 1º trimestre

03/06/2014

Empresas representadas pela ALMACO produziram 53,7 mil toneladas no período

O setor brasileiro de materiais compósitos faturou R$ 850 milhões no primeiro trimestre de 2014, alta de 11,2% em comparação a igual período do ano passado e 0,5% acima do resultado dos últimos três meses de 2013. Os números são da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO).

De janeiro a março deste ano, foram produzidas no país 53,7 mil toneladas de compósitos, volume 8% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2013, mas 1,2% abaixo do montante transformado entre outubro e dezembro passados.

“A redução notada agora é consequência da má fase vivida por praticamente todos os segmentos em que os moldadores de compósitos atuam, como transportes, implementos rodoviários, agronegócio e náutico. Os únicos mercados que estão se mantendo estáveis são o eólico e a construção civil”, afirma Gilmar Lima, presidente da ALMACO.

Com uma fatia de 49%, a construção civil liderou em 2013 o ranking brasileiro dos principais consumidores de compósitos de poliéster, à frente de transporte (17%), corrosão (11%) e saneamento (6%), entre outros – total de 154.000 toneladas. Já a geração de energia eólica respondeu por 89% das 56.000 toneladas de compósitos de epóxi. Com 6%, o mercado de petróleo apareceu em segundo lugar.

Para 2014, a Maxiquim estima uma elevação de 5,1% na receita do setor representado pela ALMACO, totalizando R$ 3,415 bilhões. Em termos de produção, a expectativa é de 212 mil toneladas (+1,1%).

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro – os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus e aviões.

Para mais informações, acesse http://www.almaco.org.br

Fonte: SLEA / Almaco

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Receita líquida da Braskem atinge R$ 11,8 bilhões no primeiro trimestre

14/05/2014

Em um cenário econômico desafiador, a Braskem obteve receita líquida de R$ 11,8 bilhões no primeiro trimestre de 2014, superior em 10% ao registrado no último trimestre do ano anterior. O crescimento é fruto do efeito da apreciação do dólar e da recuperação dos preços dos produtos petroquímicos no mercado internacional, em função da melhor demanda global.

A demanda brasileira de resinas termoplásticas no trimestre foi de 1,3 milhão de toneladas, patamar similar ao do trimestre anterior. As vendas da Braskem totalizaram 901 mil toneladas, praticamente em linha com o quarto trimestre de 2013. Na comparação com o igual período de 2013, a demanda doméstica apresentou alta de 3%, influenciada pelo bom desempenho de setores relacionados a bens de consumo não duráveis; enquanto as vendas da Companhia apresentaram redução de 2%.

No primeiro trimestre, a taxa média de utilização dos crackers foi de 85%, impactada pela parada programada de manutenção na principal linha da central de Triunfo (RS) e de ocorrências pontuais nas centrais petroquímicas de Duque de Caxias (RJ) e Mauá (SP).

Em linha com sua estratégia de concentrar seus investimentos no setor petroquímico, a Braskem alienou os ativos integrantes da Unidade de Tratamento de Água de Triunfo (UTA) para a Odebrecht Ambiental. A venda deste ativo trouxe um ganho de R$ 277 milhões no trimestre.

Em decorrência dos fatores acima mencionados, a Braskem registrou um EBITDA de R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre de 2014. Em dólares, a marca alcançada foi de US$ 690 milhões. Em base recorrente, o EBITDA foi de US$ 573 milhões, 9% superior ao último trimestre. O lucro líquido foi de R$ 396 milhões, positivamente influenciado pela venda da UTA e pelo melhor desempenho operacional.

Os resultados alcançados refletem, principalmente, o melhor desempenho da economia global. O cenário brasileiro ainda requer cautela e permanece desafiador, especialmente em relação à competitividade da indústria. O custo e a disponibilidade de energia, a baixa competitividade da matéria-prima base nafta quando comparada ao shale gas norte-americano e questões ligadas à infraestrutura e ao baixo crescimento econômico exigem medidas adicionais para a recuperação da competitividade do setor industrial do país.

Inovação e Investimento

Comprometida a realizar investimentos com retorno acima de seu custo de capital, a Braskem investiu R$ 763 milhões no primeiro trimestre deste ano. Deste montante, 50% foram destinados à manutenção, melhoria da produtividade e confiabilidade dos ativos e 45% direcionados à construção do novo complexo petroquímico no México para produção de polietileno, cujo progresso físico da obra atingiu 66% ao final de março.

Embora siga em estudos de análise de viabilidade econômica e técnica, o projeto Ascent (Apallachian Shale Cracker Enterprise) já avançou importantes passos. Em março, foi assinado um acordo com a Antero Resources, empresa independente na exploração de gás natural e petróleo. Embora o contrato esteja condicionado à decisão final de  investimento, ele assegura a proximidade dos fornecedores de um insumo competitivo.

“O empreendimento no México vem avançando conforme o cronograma. Enquanto isso, seguimos trabalhando nos estudos para viabilizar o projeto Ascent que utilizará o shale gas como matéria prima nos Estados Unidos e, no Brasil, seguimos em diálogo com a Petrobras sobre o Comperj Petroquímico A diversificação de matéria-prima, com projetos de base gás, vão permitir à Braskem a ser cada vez mais competitiva”, afirma Carlos Fadigas, presidente da Braskem.

Fonte: Braskem

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Grupo Solvay divulga resultados do primeiro trimestre de 2014

06/05/2014

Faturamento no período foi de 2,552 bilhões de euros e lucro líquido alcançou 107 milhões de euros, 24% maior do que o registrado no mesmo período em 2013

O grupo Solvay divulgou os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2014, no qual registrou um faturamento de 2,552 bilhões de euros (mais 1% sobre o mesmo período de 2013).

No trimestre, o grupo obteve um REBITDA – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – de 467 milhões de euros, uma alta de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2013, e um resultado líquido ajustado de 107 milhões de euros, contra 86 milhões alcançados no primeiro trimestre de 2013.

“A Solvay teve um bom começo de ano graças à melhora da demanda e dos ganhos obtidos com as iniciativas e projetos relativos aos processos de excelência”, disse o CEO do grupo, Jean-Pierre Clamadieu.

A recuperação da demanda se refletiu no aumento dos volumes de produtos comercializados na maioria dos negócios do grupo, ao mesmo tempo em que o desempenho operacional da Chemlogics (empresa adquirida em 2013) exibiu um crescimento de dois dígitos. Os resultados dos programas de excelência lançados em todo o Grupo ajudaram a compensar os impactos adversos das flutuações cambiais e eventos não recorrentes registrados no período.

Durante o primeiro trimestre, a Solvay gerou crescimento e suas margens melhoraram, informou Clamadieu, acrescentando que em 2014 o grupo vai continuar a sua profunda transformação voltada para a criação de um grupo químico de crescimento rápido, mais rentável e menos sujeito aos ciclos do setor.

“A partir deste encorajador primeiro trimestre, estamos confiantes de que vamos conseguir um bom desempenho operacional em 2014. Excluindo aquisições e as variações das taxas de câmbio atuais, esperamos em 2014 obter um REBITDA na faixa mais alta de um dígito”, concluiu o CEO do grupo Solvay.

Fonte:  Solvay

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Dow registra vendas de US$ 14,5 bilhões no primeiro trimestre de 2014

06/05/2014
  • Resultado da companhia reflete o sexto trimestre consecutivo de aumento de EBITDA e expansão de margem ajustados, na comparação ano a ano
  • Dow anuncia ganhos de US$ 0,79 por ação, em comparação com os ganhos de US$ 0,46 por ação no mesmo trimestre do ano anterior, ou ganhos ajustados de US$ 0,69 por ação – um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2013
  • EBITDA foi de US$ 2,4 bilhões, comparado com US$ 2,2 bilhões ou US$ 2,3 bilhões em uma base ajustada no mesmo período do ano anterior. Os aumentos foram reportados na maioria dos segmentos operacionais, liderado pelos ganhos em Plásticos de Performance, Ciências Agrícolas, e Soluções de Revestimentos e Infraestrutura

A The Dow Chemical Company registrou vendas de US$ 14,5 bilhões no primeiro trimestre de 2014. As vendas tiveram alta de 1% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, com Plásticos de Performance registrando ganhos de vendas ajustados de 6%.  Soluções de Revestimentos e Infraestrutura reportaram aumento de vendas de 5%, devido ao aumento de volume.

As geografias emergentes aumentaram as vendas em 3% em uma base ajustada, resultado impulsionado principalmente por um aumento de volume de 7% na China. Ganhos de preços na América do Norte foram compensados ??por quedas de volume devido a impactos relacionados ao clima e transporte. Vendas na Europa Ocidental tiveram um pequeno aumento devido ao crescimento do volume.

“O desempenho do Dow neste trimestre representa foco contínuo e intenso de nossa equipe na execução de nossos direcionamentos estratégicos – incluindo inovação direcionada, investimentos de alto retorno e ações de produtividade. Obtivemos expansão de margem em todos os nossos principais segmentos operacionais – apesar de uma série de problemas relacionados ao clima e ao transporte na América do Norte. Estas ações estão em andamento e têm mitigado o crescimento lento persistente da economia mundial, superando mais de US$ 300 milhões no aumento dos custos de hidrocarbonetos durante o trimestre”, diz Andrew N. Liveris, CEO global da The Dow Chemical Company.

“Nossas prioridades financeiras estão firmemente institucionalizadas e continuamos a aumentar o fluxo de caixa e melhorar o retorno sobre o capital. Além disso, aumentamos nosso dividendo e completamos US$ 1,25 bilhão em recompra de ações no primeiro trimestre. Juntos, esses resultados refletem o nosso foco em maximizar valor para os acionistas”, completa o executivo.

A Dow apresentou um EBITDA de US$ 2,4 bilhões, em comparação com US$ 2,2 bilhões no mesmo período do ano anterior, ou US$ 2,3 bilhões em uma base ajustada. Aumentos foram registrados em todos os segmentos operacionais, com exceção de Matérias-primas e Energia.

Os ganhos no trimestre foram de US$ 0,79 por ação, em comparação com os ganhos de US$ 0,46 por ação no mesmo trimestre do ano anterior, ou ganhos ajustados de US$ 0,69 por ação – um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2013.

O fluxo de caixa proveniente das operações aumentou quase 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo as iniciativas de ganho de produtividade da companhia visando aumentar a eficiência do capital de giro e reduzir custos.

As despesas com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) foram reduzidas em 10% em relação ao mesmo trimestre de 2013. Esta redução reflete a estratégia da Dow em maximizar os retornos ao priorizar os recursos de P&D em mercados de alto crescimento.

Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas aumentaram em 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Aumentos foram registrados em Plásticos de Performance e Ciências Agrícolas, refletindo o foco da companhia orientado para o mercado.

Fonte: Dow

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Vendas de resinas da Braskem crescem 6% no primeiro trimestre de 2013

15/05/2013

Volume atinge 921 mil toneladas e Braskem ganha participação de mercado

Influenciada pelo movimento de reconstrução de estoque na Ásia e paradas de plantas para manutenção, a demanda mundial por resinas e petroquímicos subiu no primeiro trimestre de 2013, favorecendo os spreads internacionais. As vendas totais de resinas no Brasil totalizaram 1,3 milhão de toneladas, crescimento de 5,6% sobre o trimestre anterior. Já as vendas da Braskem no mercado interno somaram 921 mil toneladas, uma alta de 6,2% no mesmo período. Com o movimento, a Companhia ganhou participação de mercado, registrando avanço de um ponto percentual, atingindo 71%.

A Braskem voltou a operar seus crackers com normalidade no 1T13, atingindo uma taxa média de 90%, após enfrentar cortes no fornecimento de energia no último trimestre de 2012, que resultaram em uma taxa média de 82% nas centrais. Com a melhor eficiência operacional, combinada à recuperação dos spreads das resinas termoplásticas e petroquímicos básicos no mercado internacional – que tiveram aumento de 24% e 6%, respectivamente – e maior volume de vendas, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do período cresceu 6% em relação ao EBITDA recorrente do 4o trimestre, chegando a R$ 937 milhões.

A receita líquida da Braskem atingiu R$ 9,3 bilhões, alta de 1% sobre o montante registrado no trimestre anterior. As exportações geraram uma receita de US$ 1,9 bilhão, em linha com o 4T12.

“Apesar da melhoria dos spreads e do aumento das vendas no mercado doméstico, continuamos a acompanhar com atenção a evolução dos próximos meses para verificar se essa tendência positiva se confirma”, afirma Carlos Fadigas, presidente da Braskem. “Mantemos o foco em fortalecer a parceria com os nossos clientes, apoiar o desenvolvimento da cadeia petroquímica e de plásticos brasileira, na captura e criação de valor das capacidades adicionais de PVC e butadieno, assim como no aumento de nossa competitividade”, reforça Fadigas.

A demanda estimada de Poliolefinas (polietileno e polipropileno) foi de 994 mil toneladas no 1º trimestre de 2013, crescimento de 3% em relação ao trimestre anterior, explicado pela recomposição de estoques na cadeia e pelo bom desempenho dos setores de alimentos, automotivo e agroindustrial. Já a demanda por PVC foi 15% superior no mesmo período, alcançando 311 mil toneladas, refletindo o melhor desempenho do setor de construção civil e a recomposição de estoque na cadeia.

O lucro líquido totalizou R$ 227 milhões nos três primeiros meses do ano, influenciado pela maior geração de caixa e pela redução da despesa financeira, que foi positivamente impactada pela apreciação cambial ao longo do trimestre.

A dívida líquida da Braskem foi de US$ 7,4 bilhões, 8% superior à apresentada ao final de 2012, impactada principalmente pelos aportes no projeto do México. Até a data já foram antecipados US$ 619 milhões para o projeto, que serão restituídos à Braskem por ocasião do saque da 1ª parcela do project finance, prevista para junho de 2013.

Para 2013, o investimento estimado é de R$ 2,2 bilhões, com cerca de 70% direcionados à manutenção, melhoria da produtividade e confiabilidade dos ativos, incluindo despesa decorrente da parada programada de 30 dias para manutenção de um dos crackers em Camaçari; e de 25% para a construção do novo complexo petroquímico do México. O restante será direcionado para outros projetos em andamento, como estudos relacionados ao Comperj e a construção do pipeline para futuro fornecimento de propeno ao polo acrílico da Bahia.

Diante das recentes medidas anunciadas pelo governo brasileiro, as perspectivas são mais promissoras para o setor. “O governo brasileiro tem reagido às incertezas da economia global e tomado decisões importantes para resgatar parte da competitividade da indústria nacional, que sofre com questões relacionadas à infraestrutura e produtividade”, afirma Fadigas sobre a redução de PIS e COFINS na compra de matérias-primas para a 1ª e 2ª gerações do setor químico, que são consumidas por cerca de 50 empresas. Pela medida, anunciada em abril pelo Ministério da Fazenda, os tributos serão reduzidos para 1% de 2013 a 2015 e, a partir de 2016, as alíquotas voltam a subir gradualmente até 2018.

Para o presidente da Braskem, a perspectiva do cenário global se mantém desafiadora. “Ainda há a necessidade de uma política industrial ampla, que siga fortalecendo a produção nacional. O incentivo fiscal promovido pelo governo será fundamental para a retomada do crescimento do setor, e deverá permitir o aumento da taxa de utilização da indústria, que tem operado nos últimos anos com capacidade ociosa, melhorando sua geração de resultado e fortalecendo sua capacidade de investir para reverter o déficit da balança comercial e atender à crescente demanda local”, conclui Fadigas

Fonte: Braskem

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Ebitda da Braskem alcança R$ 919 milhões no 1o. trimestre de 2011.

16/05/2011
Receita líquida avança 12% sobre o mesmo período de 2010 e atinge R$ 7,4 bilhões

Em meio a um cenário no qual o forte ritmo de crescimento das economias emergentes possibilitou a recuperação de preços de resinas mesmo diante de elevada volatilidade e aumento nos preços de matéria-prima, a Braskem teve o seu desempenho no primeiro trimestre afetado pela restrição de produto em suas plantas no nordeste brasileiro, impactadas pela interrupção de energia em fevereiro, que levou a uma parada não programada nos Polos da Bahia e de Alagoas no período. Nesse contexto, a Companhia registrou EBITDA – lucro antes dos impostos, taxas, depreciações e amortizações – de R$ 919 milhões, com alta de 1% sobre o mesmo período de 2010. A margem EBITDA do 1T11, sem considerar a revenda de nafta/petróleo, foi de 14,1%.

A economia brasileira se manteve em expansão no primeiro trimestre, impulsionada pelo aquecimento do mercado de trabalho, elevado índice de confiança do consumidor e a contínua recuperação da indústria. No entanto, a demanda por resinas termoplásticas no mercado doméstico manteve-se em linha com a verificada no primeiro trimestre de 2010, graças ao bom desempenho de setores como automotivo e agrícola, entre outros.

Os três primeiros meses do ano também foram marcados na indústria petroquímica pela contínua alta de preços no mercado internacional, gerada por fatores como aumento de custos de nafta, desvalorização global do dólar e retomada da demanda asiática.

Em relação ao quarto trimestre de 2010, os melhores preços compensaram parcialmente o volume 12% menor de resinas termoplásticas comercializadas pela Braskem e a alta da matéria-prima. Além da redução natural dessa época do ano, as vendas foram afetadas pela queda de energia ocorrida em 4 de fevereiro, que atingiu todos os estados do Nordeste brasileiro. O episódio ocasionou uma parada não programada nas plantas da Companhia localizadas nessa região, impactando o resultado em aproximadamente R$ 230 milhões.

A Braskem alcançou receita líquida consolidada de R$ 7,4 bilhões, o que representou alta de 3% sobre o quarto trimestre de 2010 e de 12% na comparação com o primeiro trimestre daquele ano. A receita em dólares totalizou US$ 4,4 bilhões e as exportações representaram 30% desse valor (US$ 1,3 bilhão), com avanço de 47% sobre o mesmo período de 2010.

O lucro líquido consolidado da Braskem atingiu R$ 305 milhões entre janeiro e março, positivamente influenciado pelo resultado financeiro do trimestre.

A dívida líquida da Companhia manteve a trajetória de queda e atingiu R$ 9,6 bilhões ao final do primeiro trimestre. A redução da dívida líquida, associada à manutenção do EBITDA nos últimos 12 meses, assegurou a queda da alavancagem financeira medida pela relação dívida líquida/EBITDA de 2,43x no quarto trimestre de 2010 para 2,37x no primeiro trimestre de 2011. Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, quando a alavancagem era de 3,12x, a queda foi de 24%.

Com a aprovação da aquisição da Quattor pelo CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – o processo de integração dos ativos e equipes foi intensificado, o que favorece a captura de sinergias para os próximos trimestres. Os ganhos com sinergias alcançaram R$ 75 milhões no primeiro trimestre. Para todo o ano de 2011, estima-se a captura de R$ 377 milhões, em bases anuais e recorrentes.

“Os indicadores de desempenho da Braskem mostraram robustez mesmo diante das adversidades pontuais do primeiro trimestre, o que nos deixa muito satisfeitos”, afirma Carlos Fadigas, presidente da Braskem. “A expectativa para os próximos meses é bastante otimista, com um crescimento projetado da demanda interna de resinas próximo de 10%. A Braskem reafirma seu compromisso de crescer junto com o país”, diz.

Atendendo ao seu compromisso com a disciplina de capital e com a realização de investimentos com retorno acima de seu custo de capital, a Braskem realizou investimentos operacionais de R$ 282 milhões no primeiro trimestre. A maior parte desses recursos foi direcionada a aumentos de capacidade, com destaque para o projeto de construção da planta de PVC em Alagoas, ao qual foram destinados R$ 63 milhões. Também merece destaque o projeto de construção da planta de butadieno, no Rio Grande do Sul, que recebeu R$ 14 milhões.

Em março, as agências de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) e Moody’s elevaram o rating da Braskem para “BBB-” e “Baa3”, respectivamente, concedendo à Companhia o investment grade. Os principais fatores que contribuíram para a obtenção do grau de investimento pela Braskem foram o gerenciamento eficiente de seu capital, a perspectiva favorável da indústria e o ganho de sinergias, com a aprovação final da aquisição da Quattor.

Fonte: Braskem