Clariant vende negócio de Masterbatches à PolyOne por aproximadamente 1,6 bilhão de dólares

25/12/2019

A Clariant concordou no dia último dia 19 em vender integralmente o seu negócio de Masterbatches para a PolyOne. A transação avaliou a unidade de negócios em aproximadamente US$ 1,56 bilhões, representando cerca de 12,2 vezes o Ebitda registrado nos últimos doze meses (encerrado em setembro de 2019). A transação será fechada em espécie e sem dívidas. O valor será pago na conclusão do negócio, o que é esperado para o terceiro trimestre de 2020.

“Este anúncio é um marco significativo em nosso caminho para nos focalizarmos em negócios com crescimento acima do mercado, maior lucratividade e geração de caixa mais forte. Após o desinvestimento bem-sucedido da unidade Healthcare Packaging em outubro de 2019, o acordo para a venda da unidade Masterbatches é um passo importante no cumprimento de nossa estratégia definida em 2015 que visa nos concentrarmos em três principais áreas de negócios: produtos químicos para cuidados com o consumidor, catálise e recursos naturais ”, disse Hariolf Kottmann, presidente executivo da Clariant. “Conforme anunciado, estamos confiantes de que executaremos o desinvestimento restante de nossos negócios de Pigmentos em 2020, a fim de construir uma Clariant nova, mais focalizada e mais forte até 2021”, acrescentou.

Conforme comunicado anteriormente, os recursos provenientes dos desinvestimentos pretendidos dos negócios não essenciais da Clariant serão utilizados para investir em inovações e aplicações tecnológicas nas principais áreas de negócios, para fortalecer o balanço da Clariant e retornar capital aos acionistas.

Como conseqüência do desinvestimento dos negócios da Masterbatches, bem como do desinvestimento antecipado dos negócios de Pigmentos até o final de 2020, o Conselho de Administração da Clariant está propondo uma distribuição extraordinária em dinheiro de 3,00 francos suíços por ação à Assembléia Geral Anual da Clariant, que será realizada em 30 de março de 2020. Sujeito ao voto positivo dos acionistas da empresa, a distribuição extraordinária de aprox. 1 bilhão de francos suíços será pago após o fechamento do desinvestimento do negócio de Masterbatches.

O acordo com a PolyOne compreende duas transações separadas. O negócio global de Masterbatches é vendido em um negócio avaliado em US$ 1,5 bilhões, representando c. 12,1 vezes o EBITDA registrado nos últimos doze meses (encerrado em setembro de 2019). Separadamente, a venda dos negócios da Masterbatches da Clariant na Índia foi aprovada pelo Conselho de Administração da Clariant Chemicals (India) Limited e está avaliada em aproximadamente. US$ 60 milhões, representando c. 17,3 vezes o EBITDA registrado nos últimos doze meses (encerrado em setembro de 2019). A Clariant Chemicals (India) Limited está listada nas bolsas de valores da Índia, com a Clariant AG possuindo 51% do controle. O fechamento de ambas as transações está sujeito às condições habituais de fechamento e aprovações regulatórias.

O negócio Masterbatches da Clariant oferece concentrados deaditivos e cores e soluções de desempenho para plásticos. Os Masterbatches da Clariant ajudam a aprimorar o apelo de mercado ou o desempenho no uso final de produtos, embalagens ou fibras de plástico. No exercício de 2018, o negócio total da Masterbatches gerou vendas de cerca de US$ 1,15 bilhão.

A PolyOne, com sede em Ohio (EUA), foi fundada no ano 2000 e registrou vendas de US $ 2,9 bilhões em 2018.

Com as operações da Clariant, a PolyOne adicionará 46 operações de produção e centros de tecnologia em 29 países e cerca de 3.600 funcionários. Eles serão adicionados ao segmento de cores, aditivos e tintas da PolyOne.

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Evonik e Dow desenvolvem síntese direta em escala industrial de Propileno Glicol a partir de propeno e peróxido de hidrogênio

25/12/2019

Fluidos descongelantes para aviões com base em Propileno Glicol desempenham função importante na segurança, continuidade e pontualidade das viagens aéreas em condições climáticas severas

  • Parceria estratégica para desenvolver uma tecnologia disruptiva até à maturidade de mercado
  • Planta piloto será alocada para o site da Evonik em Hanau
  • Propileno Glicol é usada na produção de resinas de poliéster e como agente descongelante
  • Novo processo preserva recursos e reduz custos de investimento

As empresas Dow e Evonik firmaram parceria tecnológica exclusiva com a finalidade de desenvolver um método exclusivo para a síntese direta de Propileno Glicol (PG) a partir de propeno e peróxido de hidrogênio até à sua maturidade de mercado.

A base do método denominado Hyprosyn foi criada nos últimos anos por um time de mais de 100 colaboradores da Evonik. O elemento crucial é um sistema catalítico desenvolvido pelos pesquisadores da Evonik que permite a síntese direta do PG diretamente a partir de propeno e peróxido de hidrogênio, em um processo que se destaca por um alto rendimento e um consumo de energia comparativamente baixo, afirma a empresa.

Cerca de 1,9 milhão de toneladas de Propileno Glicol foram consumidas no mundo em 2018. A substância é empregada na produção de resinas de poliéster ou como agente descongelante. É também um importante aditivo alimentar e serve como umectante e cossurfactante em muitos produtos no mercado de cuidados pessoais e do lar.

“Estamos muito satisfeitos com a cooperação com a Dow a fim de levar o Hyprosyn ao estágio de maturidade de mercado. A Dow é de longe a maior produtora de PG do mundo e é líder no campo da ciência de materiais. A experiência técnica e de mercado da Dow será inestimável no desenvolvimento dessa tecnologia”, afirma Michael Träxler, responsável pela linha de negócios Active Oxygens da Evonik.

Até o final de 2020, uma planta piloto será erguida no site de Hanau da Evonik, seguida de implementação em larga escala nos próximos anos.

“Acreditamos que a nova tecnologia de síntese direta Hyprosyn possibilitará uma alternativa mais competitiva para a produção de PG com um melhor perfil ambiental e nos permitirá mais flexibilidade no atendimento das necessidades dos nossos clientes”, disse Andrew Jones, diretor global de negócios para óxido de propeno, Propileno Glicol, cloro-álcali e vinil na Dow. A Dow é o único produtor global de PG com cinco unidades de produção localizadas em quatro continentes.

No processo tradicional, o óxido de propileno (PO) é convertido em PG mediante o uso de água. Segundo a Evonik, a tecnologia Hyprosyn oferece diversas vantagens em relação a esse processo:

  • O novo processo consome significativamente menos energia ao mesmo tempo em que oferece um rendimento nitidamente mais alto;
  • O processo Hyprosyn combina todas as etapas de reação em um único reator, eliminando a necessidade de investir em uma unidade de PO.
  • As plantas de PG existentes podem ser adaptadas com facilidade;
  • Somente peróxido de hidrogênio e propeno são processados como insumo, o que aumenta a flexibilidade e reduz os custos totais do investimento.

“Além das potenciais receitas provenientes de licenças, essa parceria também demonstra como criamos novas áreas de aplicação para o peróxido de hidrogênio, além de nos posicionar como fornecedor preferencial”, acrescentou Träxler. Em anos recentes, o H2O2 se estabeleceu como importante agente oxidante na síntese química – especialmente em resultado do processo HPPO para a produção de óxido de propileno.

“Estamos animados por colaborar com a Evonik para colocar essa nova tecnologia inovadora e sustentável no mercado. Acreditamos que seja um desenvolvimento importante em apoio à crescente demanda dos nossos clientes de PG no mundo inteiro”, diz Jones.

A Evonik é uma das maiores fabricantes mundiais de peróxido de hidrogênio, uma das duas matérias-primas usadas no processo Hyprosyn. As 13 unidades de produção da empresa, localizadas em diversas partes do mundo e com uma capacidade anual de 950.000 toneladas, asseguram um abastecimento ideal de peróxido de hidrogênio (H2O2).

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Projeto oficial do Simperj “Sementes do Plástico” associa coleta de material plástico para reciclagem, causas sociais e educação ambiental

25/12/2019

Quadro de bicicleta, injetado com tampinhas plásticas recicladas

O projeto “Sementes do Plástico” é o projeto oficial de reciclagem do Simperj (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro), conta com o apoio da Abiplast (Associação Brasileira das Indústria do Plástico) e funciona prestando educação ambiental e assessoria na correta classificação, separação e, através disso, na valorização dos resíduos de plásticos, estimulando a Logística Reversa pelo engajamento da sociedade através de causas. “Sementes do Plástico” foi lançado oficialmente em setembro de 2018 pelo Instituto Soul Ambiental, criado para gestão de projetos socioeducativos para soluções ambientais.

O projeto “Sementes do Plástico” atua  diretamente em 3 causas: Animal, Acessibilidade e Educacional.

Na causa Animal, há uma parceira com a ONG Rio Eco Pets que, através de sua rede de voluntários, juntam tampinhas em prol de benefícios para animais em situação de abandono.

Já na causa de Acessibilidade, a parceria com o projeto Rodando com Tampinhas, da Paróquia São José da Lagoa, está conectada ao Sementes do Plástico desde 01/01/2019 recebendo o treinamento adequado para uma melhor valorização das tampinhas de plásticos e, com isso, gerando receita para compras de cadeiras de rodas para serem doadas à ABBR, diminuindo assim a fila de espera de pessoas carentes com necessidade de mobilidade. Desde o início da parceria já foram doadas mais de 80 cadeiras de rodas.

O Instituto Soul Ambiental financia a compra dos resíduos plásticos desses dois projetos – fazendo com que os mesmos tenham viabilidade econômica para continuar se mantendo – e trabalha junto às recicladoras e às indústrias transformadoras do Estado do Rio de Janeiro para que tais resíduos sejam transformados em matéria prima e assim em novos produtos feitos com plástico reciclado. Com isso, fecha-se o ciclo e, na prática, fica demonstrado que é possível executar a Economia Circular dentro da cadeia do plástico no estado.

Segundo o Simperj, no âmbito dos dois projetos – Rio Eco Pets e Rodando com Tampinhas – há um total de 37.000 pessoas engajadas que atuam como voluntários de uma rede de colaboração, que servem de multiplicadores de conhecimento para milhares de pessoas de seus círculos de relacionamento.

Já na causa Educacional, desde o dia 03/01/2019 foi estabelecida uma parceria com o projeto piloto da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro de nome “Escolas Sustentáveis”, onde a meta é atender 25 escolas ao longo do ano. O Instituto Soul Ambiental também atua em algumas escolas particulares. Para atender à demanda dessas escolas no que diz respeito ao “Compliance”, foi criada uma moeda virtual e disponibilizada no site uma área reservada com login e senha para cada instituição de ensino onde é possível fazer o download de materiais didáticos para a multiplicação do conhecimento das futuras gerações e a qualquer momento cada escola poderá visualizar a quantidade de material plástico enviado para a reciclagem e quantos pontos foram creditados. Todos os pontos podem ser trocados no site por produtos preferencialmente feitos com plástico reciclado ou até mesmo serem resgatados em espécie com depósito direto na conta cadastrada pela escola.

O instituto também tem parceria com 15 escolas Sesi da Firjan espalhadas pelo Estado e presta consultoria na implantação da Educação Ambiental para as crianças que frequentam as Colônias de Férias da instituição. Ainda na vertente Educacional, o Instituto já capacitou mais de 500 profissionais que puderam multiplicar esse conhecimento da reciclagem de plástico para mais de 10.000 alunos. Essa capacitação é feita através de treinamentos ministrados por uma equipe composta por biólogos, educadores, tecnólogos em plástico e engenheiros químicos especialistas no assunto.

Outra conquista do “Sementes do Plástico” foi conseguir reciclar mais de 5.000.000 de copos descartáveis, gerados nas arenas esportivas da cidade do Rio de Janeiro, conectando a cooperativa ECCO PONTO com a recicladora e transformadora MMS Plásticos. A ação contou com o apoio tecnológico da Petroquímica Unigel para a fabricação, pelo processo de coextrusão de laminados plásticos, de modo que o material reciclado dos copos fosse alocado na camada intermediária das chapas produzidas, com acabamento nas faces da chapa proveniente de resina U8884 da Unigel pigmentada de branco. O material resulante é usado em aplicações da indústria como expositores, displays, placas de sinalização, carenagem de bicicletas ergométricas dentre outras.

A matéria prima fabricada através das tampinhas plásticas foi homologada para aplicações em bancos para jardins, quadros de bicicletas, comedores para cães e gatos, saboneteiras, brinquedos, bandejas para fastfood e bandejas de degustação para coquetéis. Todos esses produtos foram fabricados por empresas fluminenses.

Após 1 ano de operação e consolidação do projeto “Sementes do Plástico” chegou-se à marca de 105.000 kg de plástico reciclado, ou seja, além dos 5.000.000 de copos descartáveis reciclados, das arenas, adicionou-se também 30.000.000 de tampinhas recicladas e mais de 4.000.000 de embalagens plásticas variadas.

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PICPlast leva crianças do projeto Embaixadores do Esportes para Estação Plástico Transforma

25/12/2019

Ação faz parte da segunda edição de 2019 do KidZania para Todos, evento que recebe instituições parceiras das marcas com atividades no parque.

Conhecer as etapas do processo de reciclagem dos materiais plásticos de forma leve e divertida – essa foi a experiência vivida pelas crianças do projeto Embaixadores do Esporte na visita à Estação Plástico Transforma, atividade instalada no parque temático KidZania. A iniciativa fez parte da 2ª edição de 2019 do KidZania para Todos, evento que recebe instituições apoiadas pelas marcas patrocinadoras das atividades no espaço, realizado no último dia 17 de dezembro, em São Paulo. A Estação Plástico Transforma é uma realização do Movimento Plástico Transforma, promovido pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, PICPlast.

Meninos e meninas com idades entre 6 e 10 anos acompanharam os principais processos da reciclagem, representados de forma lúdica na atividade. O cenário colorido encantou as crianças, que acompanharam curiosos e interagiram com etapas como: separação manual dos tipos de resíduos plásticos na esteira, passagem pelo moinho, separação por densidade, secagem, chegada do material na extrusora e, posteriormente, na injetora. Ao fim do ciclo, as crianças percebem que o resíduo plástico foi reciclado e transformado em óculos coloridos que elas puderam levar para casa.

Além dos óculos, as crianças também ganharam vasos autoirrigáveis, produzidos a partir de material plástico reciclado. Cerca de 700 crianças de outras instituições, que estiveram no parque neste dia, também receberam os vasinhos. A realização dessa ação reforça a proposta de despertar a consciência dos pequenos cidadãos em torno da sustentabilidade. Após aprenderem sobre a reciclagem do plástico, todas as crianças puderam aproveitas as demais atrações do KidZania, que exploram cerca de 50 profissões diferentes.

Manuela Victoria de Oliveira Andrade, de 7 anos, saiu entusiasmada da atividade. “Achei incrível, porque eu descobri que podemos fazer várias coisas com o plástico que, para mim, não era possíveis”. A orientadora Flavia Molla, responsável pelas crianças do projeto Embaixadores do Esporte, ressalta a importância deste dia. “Foi um aprendizado único: sei que tudo que as crianças viveram aqui servirá como uma sementinha para o futuro delas”.

“É muito gratificante dar oportunidade para mais crianças visitarem a Estação Plástico Transforma e temos certeza de que esta será uma experiência para toda a vida”, afirma Mariana Cardoso, coordenadora do Movimento Plástico Transforma. “É inspirador vê-los interagindo com conceitos que eles conheciam só na teoria. Esperamos que eles se tornem multiplicadores e possam estimular amigos e familiares a desenvolverem hábitos sustentáveis”, diz Simone Carvalho, também coordenadora do Movimento Plástico Transforma.

1ª edição do KidZania para Todos – Esta não é a primeira vez que o Movimento Plástico Transforma leva instituições parceiras para conhecer a Estação Plástico Transforma. Em março de 2019, cerca de 40 crianças que fazem parte do projeto Seci Social, da ONG Azo, no ABC Paulista, também puderam conhecer a atividade que gera consciência ambiental nestes pequenos cidadãos.

Promotores

PICPlast: O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) foi criado em 2013 pela Braskem e pela ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, e prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e o crescimento da transformação plástica. Baseado em três pilares – aumento da competitividade e inovação do setor de transformação, estímulo às exportações de transformados plásticos e promoção das vantagens do plástico –, o PICPlast também conta com investimentos voltados ao reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial. No pilar de vantagens do plástico, as frentes de trabalho são voltadas para a reciclagem, os estudos técnicos, a educação e a comunicação, com destaque para o Movimento Plástico Transforma.

Braskem: Com 41 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 58 bilhões (US$ 15,8 bilhões), a Braskem possui produção anual de mais de 20 milhões de toneladas de resinas plásticas e produtos químicos e exporta para Clientes em aproximadamente 100 países.

Abiplast: A Associação Brasileira da Indústria do Plástico representa o setor de transformados plásticos e de reciclagem desde 1967, atuando para aumentar a competitividade da indústria. Para isso, realiza ações que promovem novas tecnologias, novos processos, pesquisa de produtos com foco na sustentabilidade, entre outras. A Abiplast representa atualmente 12,1 mil empresas que empregam um total de 322,9 mil pessoas.

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Acrílico reciclado ganha espaço no mercado

25/12/2019

Nestes tempos em que o plástico se tornou vilão ambiental, o setor de acrílico que trabalha com a recuperação de sucatas do material mostra-se sustentável. Por ano, mais de 1200 toneladas do material são recuperadas no País

No setor de acrílicos, a recuperação e o reaproveitamento de sucatas são realidade, assim como as chapas “ecológicas” – produto final do reaproveitamento de sobras industriais. “Por ser um plástico com maior valor agregado, o acrílico não é descartado facilmente. Tenho clientes para os quais fiz cadeiras há mais de 12 anos que, uma vez ou outra, aparecem pedindo para polir o material. Claro que a valorização também tem um lado ruim, pois o produto acaba sendo menos utilizado em tempos difíceis, mas o acrílico não é descartável, muito longe disso”, explica Marcos Rodrigues, diretor da Sheet Cril.

João Orlando Vian, consultor executivo do INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico), lembra que não se pode confundir o plástico de uso único – descartável – com o acrílico, que é o material plástico que menos se descarta, principalmente por conta de sua valorização. “Só para se ter uma ideia, o preço pago pelo mercado por um quilo de sucata de acrílico é de em média 1 dólar. E vale ressaltar que, para se fazer um quilo de chapa ecológica, são necessários dois quilos de sucata, já que o processo envolve perdas durante o refino”, ressalta Gonçalves.

A Sheet Cril, que fica em Arealva, interior de São Paulo, é hoje a maior recicladora de acrílico do país. Na empresa são recicladas por ano cerca de 800 toneladas de acrílico, que, após processadas, resultam em cerca de 400 toneladas de chapas “ecológicas”. Considerando todo o país, que atualmente conta com nove empresas recicladoras de acrílico, de 100 a 120 toneladas de chapas acrílicas por mês são reaproveitadas. “Esse número pode variar bastante dependendo do mercado, mas, no geral, a maior dificuldade das empresas deste segmento é mesmo encontrar sucata. Não há sobra pra que você consiga atender uma maior demanda. Lembrando que a maior parte do material com que trabalhamos são sobras industriais”, afirma Marcos.

Ao contrário do que acontece normalmente no mercado, em que os produtos ditos “ecológicos” são mais caros que suas versões padrão, no mercado de acrílico as chapas recicladas vão para o mercado com um valor em torno de 20% inferior ao das chapas originais. A preferência por chapas coloridas é maior entre os compradores de chapas “ecológicas” do que entre os compradores de chapas virgens. Enquanto no segmento “ecológico” as chapas coloridas movimentam 40% das vendas, no de chapas transparentes ou cristal respondem por cerca de 20% das vendas.

Por outro lado, como acontece no mercado de chapas acrílicas no país, o segmento de comunicação visual também é o que mais consome acrílico “ecológico” e responde por cerca de 70% da demanda. As vantagens oferecidas não deixam por menos: elas são mais facilmente moldadas e possuem durabilidade muito similar à de uma chapa virgem, ressalta o diretor da Sheet Cril. “Temos testado aqui na empresa também, com bastante sucesso, a produção de luminosos e letras caixas feitas inteiramente em acrílico, sem fundo misto, que, graças à adição de um protetor solar, podem ser usadas mesmo em ambientes externos”.

Novo player

De olho neste mercado, a Castcril, maior produtora de chapas acrílicas do país, desenvolveu uma chapa de acrílico “ecológica” que promete superar as ofertadas atualmente. “Desenvolvemos uma matéria-prima de alta qualidade, feita para atender especialmente grandes empresas. Nosso objetivo é quebrar o paradigma de que o acrílico reciclado deve ser aplicado apenas em projetos que visam redução de custo e baixa exigência de qualidade”, explica William Oliveira, diretor da empresa que há um ano já trabalha com a reciclagem do acrílico. O novo produto será lançado no início de 2020.

Ainda segundo Oliveira, o baixo reaproveitamento de materiais plásticos hoje no país se deve a falta de educação ambiental e de políticas públicas que incentivem a reciclagem. Neste sentido, ressalta ele, o acrílico é 100% reciclável, mas vale lembrar que mesmo ele sofre com a falta de políticas públicas que incentivem o uso e a comercialização de materiais reciclados.

Apesar da maior oferta do produto no mercado, o executivo do INDAC alerta para a importância de se ficar atento à qualidade do produto e critérios de reciclagem adotados pela empresa. No caso das chapas, vale conferir os aspectos visuais da superfície, além das resistências química e mecânica, que precisam ser comparáveis a do produto original.

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada há 19 anos, com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado. A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 30 filiados em todo o país.

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Braskem, Biowash e Greco e Guerreiro firmam parceria para lançamento de embalagens feitas com plástico de origem renovável e resina pós-consumo

25/12/2019

A mistura de resinas utilizada na solução para produtos de limpeza reduz em até 168% as emissões de CO2, um dos gases causadores do efeito estufa, afirma a Braskem

Empenhada em impulsionar o conceito de economia circular também no segmento de embalagens, uma das principais áreas de atuação da Braskem, a companhia anuncia mais uma parceria para alavancar o desenvolvimento de soluções sustentáveis. A partir de agora, as embalagens dos produtos de 1 e 5 litros da empresa brasileira Biowash , pioneira no desenvolvimento de produtos de limpeza naturais e 100% biodegradáveis, passam a ser produzidas a partir da mistura de plástico renovável, feito à base da cana-de-açúcar , e resina pós-consumo (PCR).

“A iniciativa reforça um movimento em prol da economia circular, importante para a Braskem, e que depende muito do trabalho em conjunto com nossos clientes, parceiros, e da sociedade de uma forma geral. Por isso, estamos buscando cada vez mais parcerias para o desenvolvimento de novas soluções que atendam às tendências de mercado, considerando importantes pontos como a seleção prévia de matéria-prima, o design e o retorno do produto ao ciclo produtivo por meio da reciclagem”, explica Rafaela Baldin, responsável pelo projeto com o cliente.

Reforçando a importância do trabalho em conjunto, a parceria conta ainda com participação do transformador Greco e Guerreiro , responsável pela produção e fornecimento das novas embalagens sustentáveis a Biowash. Os frascos, encontrados nos multiusos concentrados, lava-roupas e lava-louças, passam a conter 60% de plástico de origem renovável da Braskem e 40% de resina PCR, oriunda da reciclagem de produtos plásticos.

Segundo a Braskem, como mais da metade da composição dos frascos contém plástico de origem renovável I’m green bio-based, que captura gás carbônico, um dos principais causadores do efeito estufa, a solução captura 6,30 toneladas de CO2 ao ano, ou seja, uma redução de até 168% de emissões atmosféricas na comparação com as embalagens convencionais. O volume de CO2 capturado por ano pelo produto também é seis vezes maior que a quantidade de gás carbônico absorvido por mil mudas de árvores cultivadas ao longo de dez anos, segundo a Braskem.

E por também incluir em sua composição a resina pós-consumo, a embalagem se torna ainda mais sustentável, contribuindo para que itens plásticos sejam reciclados e se tornem matéria-prima para uma nova utilização na cadeia produtiva. “O uso de 40% de PCR natural agrega maior sustentabilidade à embalagem e ao mesmo tempo traz o impacto visual, sem o uso de pigmentos, fazendo a diferença no ponto de venda. O esforço conjunto, a conscientização, a inclusão do trabalho de catadores e cooperativas e o foco em economia circular agregam todos os valores que norteiam o trabalho da Greco e Guerreiro nesta trajetória de 30 anos de mercado” ressalta Marcelo Guerreiro Mason, head de Sustentabilidade da empresa.

Segundo a Biowash, a parceria vai muito além do seu constante compromisso com a qualidade e respeito ao meio ambiente. “Este é o primeiro passo da Biowash na entrega de embalagens sustentáveis, mas ainda contamos com o consumidor para fazer a sua parte, destinando sempre os frascos a reciclagem”, ressalta Becky Weltzein, sócia-diretora da empresa.

“A embalagem endereça importantes questões, como a segurança do produto final, mas também é a cara da marca e reforça a sua identidade para o mercado e para o consumidor, por isso acreditamos que as parcerias neste segmento nos ajudam a levar uma mensagem mais positiva a sociedade. Sobretudo, acreditamos que o engajamento da cadeia de valor nos ajuda a seguir com o nosso propósito, que é melhorar a vida das pessoas criando soluções sustentáveis da química e do plástico, como as novas embalagens da Biowash”, finaliza Baldin.

A Biowash, fundada em 1981, é pioneira na fabricação de produtos de limpeza 100% naturais. Atualmente, a empresa conta com 24 itens. Todos biodegradáveis, veganos, base vegetal e com a importante certificação IBD e o selo Empresas BT. Conta ainda com produtos destinados a pessoas alérgicas, oferecendo produtos dermatologicamente testados e hipoalergênico.

A Greco e Guerreiro conta com mais de 800 funcionários entre todas as suas planta fabris, transformando 60 milhões de frascos soprados por mês. Fundada em 1990 na cidade de Morungaba, no interior de São Paulo, a empresa é referência em uso de material reciclado pós consumo e signatária do Global Commitment, iniciativa da Fundação EllenMacArthur e ONU Meio Ambiente. Com unidades de Sopro PEAD e PET, injeção, envase de líquidos e transportadora; o grupo atua nos segmentos de Higiene e Limpeza, Alimentício, Farmacêutico, Hospitalar e Automotivo.

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Evonik e NXT Factory intensificam cooperação em impressão 3D

24/12/2019

A tecnologia QLS da NXT Factory foi projetada para processar materiais de alta temperatura, como a poliamida 613 da Evonik.

A empresa de especialidades químicas Evonik e a startup americana de tecnologias para impressão 3D NXT Factory, com sede em Ventura, Califórnia, expandem sua parceria na manufatura aditiva. Como parte dessa colaboração, a Evonik usará o seu conceito de desenvolvimento de materiais prontos para uso em prol da inovadora tecnologia QLS da NXT Factory, a fim de estabelecê-la no mercado com um portfólio de materiais correspondente.

Fabricação totalmente automatizada

A QLS 350 é uma tecnologia de impressão em pó desenvolvida pela NXT Factory tendo como base uma fonte de luz a laser patenteada. Segundo a empresa, a tecnologia foi projetada para aplicação em operações contínuas 24/7 totalmente automatizadas. Assim, o sistema transfere a manufatura aditiva do estágio de prototipagem para o de produção em série pequena a média.

O fabricante afirma que o design de fácil utilização dos recursos da impressora inclui, dentre outros atributos, um sistema de transporte autônomo (AGV), para que o leito do pó seja resfriado fora da máquina e transferido automaticamente para a estação de eliminação do pó, melhorando de maneira significativa a produtividade. A QLS 350 também foi projetada para permitir o processamento de materiais de alta temperatura como a poliamida 613 (PA 613) da Evonik.

“Aplicamos toda a nossa experiência em engenharia mecânica no desenvolvimento da tecnologia QLS, a fim de criar uma nova categoria na produção industrial”, diz Kuba Craczyk, CEO da NXT Factory. “Estamos muito empolgados por usar a profunda expertise em materiais da Evonik para, em conjunto, promover o avanço da nossa tecnologia.

Uma ampla gama de materiais em uso

“A nova tecnologia da NXT Factory oferece outras possibilidades para as nossas formulações poliméricas e se encaixa perfeitamente no nosso conceito pronto para uso no desenvolvimento de materiais estratégicos. Temos como objetivo fornecer novos sistemas de materiais em cooperação com nossos clientes e parceiros a fim de continuar diversificando o mercado de materiais para impressão em 3D, fazendo-o avançar na direção da produção em série”, diz Thomas Große-Puppendahl, responsável pela área de crescimento em inovação Additive Manufacturing na Evonik.

A Evonik reúne suas competências no setor da impressão 3D em sua área de crescimento em inovação Additive Manufacturing. O foco estratégico é o desenvolvimento e a fabricação de materiais de alta performance “prontos para uso” em todos os segmentos tecnológicos importantes. A empresa de especialidades químicas pretende lançar seu pó de poliamida de alta temperatura PA 613 na plataforma NXT Factory QLS 350 da NXT Factory no primeiro trimestre de 2020.

O mercado de impressão 3D está em franco desenvolvimento, apresentando taxas de crescimento de dois dígitos. Dentro desse mercado, a Evonik a firma ser a principal empresa mundial na fabricação de pós de poliamida 12 (PA 12), que vêm sendo empregados em tecnologias de manufatura aditiva há mais de 20 anos. Além de filamento em PEEK e dos pós PA 12, o portfólio de produtos da empresa inclui pós de PEBA flexíveis e copoliésteres, além de uma variedade de aditivos como dispersantes, melhoradores de fluxo e modificadores reativos.

Com mais de 32.000 colaboradores, a Evonik atua em mais de 100 países no mundo inteiro. No ano fiscal de 2018, a empresa gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um lucro operacional (EBITDA ajustado) de 2,15 bilhões de euros.

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Solvay dobra capacidade de produção de polímero PVDF para fabricação de baterias de lítio

24/12/2019

Polímero especial PDVF da Solvay é utilizado principalmente em baterias para veículos elétricos

A Solvay está reforçando sua atividade no mercado de baterias de íons de lítio por meio da duplicação de sua capacidade de produção do polímero Solef PVDF (fluoreto de polivinilideno), em sua unidade de produção em Changshu, na China.

Este projeto apoia a recém-anunciada estratégia de crescimento da companhia, denominada GROW, que se focaliza no investimento em soluções sustentáveis de forte crescimento na área de materiais avançados. A nova unidade deverá iniciar a produção no primeiro semestre de 2022.

Segundo a empresa, a mobilidade sustentável está estimulando uma demanda com crescimento de dois dígitos para o polímero Solef PVDF em aplicações de baterias de íon de lítio para veículos elétricos, em especial na Ásia, que é atualmente o maior mercado desses produtos.

Segundo a Solvay, as soluções e o pipeline de inovação da empresa no Solef PVDF ajudarão seus clientes a otimizar a eficiência do armazenamento de energia, aumentando a densidade, a segurança e a potência da bateria. Outras aplicações em crescimento incluem tubos e revestimentos de petróleo e gás offshore, semicondutores de alta pureza e membranas para purificação de água.

“A decisão da Solvay de aumentar a capacidade do Solef PVDF em Changshu, após nosso recente anúncio de aumento da capacidade na Europa, comprova nosso compromisso contínuo de atender às necessidades de nossos clientes em todo o mundo”, disse Augusto Di Donfrancesco, membro do Comitê-Executivo da Solvay.

Recentemente, a Aliança Mundial para Soluções Eficientes, criada pela Fundação Solar Impulse, reconheceu o valor do Solef PVDF como uma solução sustentável (e lucrativa) para um meio ambiente mais limpo.

A Solvay é uma empresa de materiais avançados e de especialidades químicas. Seus produtos e soluções são utilizados em aviões, automóveis, dispositivos inteligentes e instrumentos médicos, baterias, na extração de minerais e petróleo, entre outras aplicações. A Solvay tem sede em Bruxelas e emprega 24.500 pessoas em 61 países. As vendas líquidas pro forma foram de € 10,3 bilhões em 2018, com uma margem de EBITDA de 22%. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

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Assembléia Legislativa do Espírito Santo mantém veto ao Projeto de Lei que proibia o uso de copos plásticos descartáveis no Estado

21/12/2019

O setor de Transformados Plásticos capixaba conquistou uma importante vitória na segunda-feira, 9, quando foi mantido o veto governamental 30/2019, referente ao Projeto de Lei (PL) nº 26/2019, que buscava proibir a utilização e o fornecimento de copos plásticos descartáveis pelos restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia, ambulantes e similares em todo o Estado.

Por 25 votos a dois, tendo ainda uma abstenção, a Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), sustentou o entendimento do Governo do Estado sobre a necessidade de haver mais tempo para discussão com os atores envolvidos e o estabelecimento de prazos para a adequação em toda a cadeia produtiva atuante no Espírito Santo.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (Sindiplast-ES), Jackley Maifredo, o resultado da votação é uma conquista parcial do setor, que permanece lutando por soluções conjuntas que avaliem os impactos do plástico ao meio ambiente, mas também considerem a gestão pós-consumo, o incentivo à prática da economia circular e o consumo consciente, pautas defendidas e trabalhadas pelo Sindiplast-ES e pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) em todo o Brasil.

Jackley Maifredo afirma que a votação na Ales demonstra que é possível avançar nos debates e que foi aberto um caminho para a manutenção de um diálogo construtivo que avalie as questões de ordem social, econômica e ambiental que envolvem o plástico. “O governador Renato Casagrande criou um Grupo de Trabalho (GT), incluindo secretarias, setor produtivo, a Ales e diversos setores da sociedade, para criar normas para o bom uso do plástico e estimular a logística reversa e a economia circular de todos os resíduos”, disse.

O presidente do Sindiplast-ES também elogiou a mobilização de diferentes organizações capixabas que fortaleceram a representatividade e o debate que motivou o veto ao PL nº 26/2019, como a Findes, o Sinrecicle, o Fórum Empresarial de Reciclagem e Logística Reversa, a Câmara de Alimentos e Bebidas, o Sindibares, as Associações de Catadores e Recicladores, a Copobras, a Cristal Copos, a Miniplast, a Meiwa Embalagem, a Copoplástico e a Top Form.

“Essa a cooperação mostrou que unidos somos capazes de promover reflexões entre os gestores públicos e proporcionar mudanças que levem ao caminho do desenvolvimento sustentável de forma responsável. Sabemos que esse caminho passa pela educação ambiental, pelo fomento da indústria de reciclagem e pelo estímulo ao cumprimento do Política Nacional de Resíduos Sólidos, com incentivos à economia circular e à logística reversa”, completou.

O Projeto de Lei (PL) nº 26/2019, de autoria do deputado Emílio Mameri, buscava proibir a utilização e o fornecimento de copos plásticos descartáveis pelos restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia, ambulantes e similares em todo o Estado. Desde o início, o projeto foi contestado pelo Sindiplast-ES e pela Abiplast, que chegou a enviar uma assessoria técnica à Casa Legislativa para apresentar os impactos do projeto para o setor de Transformados Plásticos e propostas do setor para a questão dos resíduos plásticos.

Após ser inicialmente aprovado pelos deputados, no mês de outubro, o PL nº 26/2019 foi encaminhado para apreciação do Governo do Estado, recebendo o veto total do governador Renato Casagrande. Uma nova mobilização ocorreu por parte de diferentes organizações capixabas, que solicitaram à Ales a manutenção do veto governamental. O Sindiplast-ES manteve audiências com o poder legislativo, oferecendo informações técnicas sobre o setor e sobre o trabalho de economia circular já realizado por indústrias capixabas. Na segunda-feira, 9, a Comissão de Justiça da Ales manteve o veto ao PL nº 26/2019, consolidando a decisão do Governo do Estado.

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Vendas de associados da Adirplast crescem 6% em 2019

21/12/2019

A entidade realizou seu Encontro de Final de Ano 2019 com associados, fornecedores e convidados. Na oportunidade, homenageou importantes personalidades do setor de plástico.

A Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) divulgou os resultados obtidos pelas empresas associadas neste ano. Houve um aumento total de 6% do volume comercializado em relação a 2018. Em relação as commodities (PE + PP + PS), o volume vendido foi de 398,5 kt, resultado 6,9% superior ao obtido em 2018. Já entre os plásticos de engenharia, a demanda em 2019 foi de 51,5 kt, 5,5% acima de 2018.

“Este ano tivemos muitos desafios e enfrentamos as muitas intempéries do nosso país e do mundo, mas estamos vencendo. Resistimos ao burocrático sistema tributário brasileiro, que cria brechas para um tipo de concorrência descompromissada com a lei e, portanto, desleal. Também foi mais um ano de economia fraca e, além disso, temos convivido com as campanhas diárias contra o plástico, as quais vilanizam um produto que sabiamente ajuda a sociedade a evoluir em diversas áreas”, afirmou o presidente da Adirplast, Laercio Gonçalves, no evento de encerramento do ano da entidade, que aconteceu em São Paulo, no último dia 05.

Em seu discurso, Gonçalves também reforçou a importância da entidade: “Temos trabalhado para que a Adirplast seja um instrumento capaz de transformar o debate dos desafios em ações que contribuam para um salto de qualidade em nosso setor”.

Apresentações

Além da divulgação dos resultados, o evento da Adirplast ainda contou com duas apresentações para os empresários presentes. Na primeira delas, Fabiana Quiroga Garbin, diretora de Economia Circular da Braskem, mostrou a importância do plástico para o desenvolvimento da sociedade e a necessidade de investir na economia circular: “Temos que trazer informação e conscientizar a população de que o plástico não é um vilão e como é possível reaproveitá-lo inúmeras vezes”, explicou Quiroga.

A segunda apresentação foi do economista Alexandre Schwartsman, que falou dos cenários econômicos para 2020. “A recuperação é extraordinariamente lenta. É preciso que no próximo ano o foco continue sendo nas reformas como a tributária, fiscal e administrativa”, explicou.

Adirplast e Abiplast – Durante o evento, Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast, e José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, assinaram o protocolo de intenção do projeto de integração da cadeia do plástico ao programa “Nos Conformes” da SEFAZ – SP. O objetivo é apresentar o plano até junho de 2020. Mais informações sobre o programa: https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/nosconformes

Homenagens

Na ocasião, a Adirplast também homenageou quatro personalidades: Jane Campos, da RadiciGroup, pelo excelente relacionamento entre a petroquímica com a distribuição; José Ricardo Roriz Coelho, pelo reconhecimento do trabalho feito para o setor no arranjo das questões tributárias; Alexandre Turra, professor da USP, pelo conhecimento agregado do setor de plásticos à Economia Circular, e João Rodrigues, da Thati Polímeros, como associado destaque do ano de 2019, pelo compromisso demonstrado com a entidade.

Na ocasião, a entidade também destacou a importância da vereadora de São Paulo, Janaina Lima, em prol do setor do plástico. “É necessário abrir o diálogo sobre a importância do plástico. Sem vilanizar ou criar leis que apenas proíbem. É preciso abrir. É preciso debater novas políticas”, disse ela no evento.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Seu objetivo é demonstrar a importância que os distribuidores têm para o setor e para o desenvolvimento do mercado brasileiro de plásticos. A entidade trabalha ainda para promover a imagem sustentável do plástico, ampliar os laços com as empresas produtoras e ajustar o desordenamento tributário sobre a indústria.

Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento de cerca de R$ 4 bilhões em 2018. Elas responderam por cerca de 15%% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, cerca de 65% dos transformadores de plásticos no Brasil.

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Cultivo com mulching de bioplástico compostável avança na agricultura

21/12/2019

Por Mario Cerqueira*

Na agricultura, a técnica de cobertura do solo ao redor das mudas com um filme plástico, conhecida como mulching, é um recurso importante de proteção do cultivo para garantir maior produtividade e qualidade da colheita – e dispõe agora de um aliado que reforça e valoriza os ganhos de economia circular: o uso do bioplástico compostável.

A grande vantagem do uso do material compostável em relação aos plásticos convencionais é que os filmes do material não precisam ser removidos e, pelo contrário, transformam-se em adubo em seu fim de vida útil, servindo como fertilizante para a terra. Ele se degrada naturalmente pelos microrganismos presentes no solo, que reconhecem sua estrutura como alimento que pode ser metabolizado. O material pode, inclusive, ser arado no solo depois da colheita mecânica, diminuindo o enorme trabalho de retirada de material, reduzindo os custos com mão de obra, eliminando os resíduos indesejados no meio ambiente, beneficiando o plantio e aumentando sua produtividade.

Para que o plástico possa ser considerado compostável, deve atender a três critérios segundo normas certificadoras: o de biodegradação, se decompondo em água, dióxido de carbono e biomassa; o de desintegração, ficando o material indistinguível do solo; além do material produzido não poder apresentar nenhuma toxicidade. O ecovio, polímero da BASF também obtido a partir de matérias-primas renováveis à base de milho, segue todos esses critérios e possui certificações internacionais de compostabilidade.

O mulching é um recurso usado para conservar a temperatura, melhorar aproveitamento de nutrientes e proteger diversas culturas como tomate, morango, uva, pepino, melão, melancia, berinjela, pimentão e alface, entre outras. Os filmes mulching feitos de ecovio podem contribuir para um aumento de cerca de 20% na produção de tomate, além de garantir menor consumo de água e um melhor controle de ervas daninhas com menos uso de herbicidas, se comparado com o uso do plástico tradicional. Também foi observada maior resistência da cultura a doenças fúngicas, melhor desenvolvimento da raiz, melhor crescimento da planta, redução no tempo de colheita e qualidade homogênea dos frutos.

Além de contribuir para a produção eficiente de alimentos e para uma agricultura sustentável, a aplicação dos bioplásticos compostáveis está se expandindo para inúmeras possibilidades, como para a produção de utensílios descartáveis, sacolas plásticas, cápsulas de café, embalagens de alimentos e outros produtos que também podem ser direcionados para a compostagem.

Os bioplásticos podem ser ainda aliados no gerenciamento de resíduos sólidos orgânicos urbanos, usados na coleta e destinação às centrais de compostagem, eliminando a fase de separação das embalagens. O compromisso por um futuro sustentável passa por apresentar soluções efetivas que ofereçam redução de resíduos, possibilidade de reciclagem, compostagem, enfim, favoreçam a economia circular.

Mario Cerqueira, engenheiro químico, é coordenador regional de Especialidades Plásticas da BASF para a América do Sul

* As informações e opiniões expostas neste artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não necessariamente coincidindo com a opinião do Blog do Plástico

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Removedor de rótulos da Stadler auxilia na triagem de garrafas plásticas para reciclagem

13/12/2019

Segundo a empresa, o removedor de rótulos pode aumentar as taxas de produção e pureza.

O uso responsável do plástico e a sua reintrodução no ciclo de produção no final de sua vida útil, através da reciclagem, tornaram-se uma necessidade para resolver de maneira eficaz o problema dos resíduos plásticos em terra, rios e oceanos.

A Stadler viu uma oportunidade para melhorar o processo de reciclagem de garrafas plásticas e desenvolveu uma solução específica para remover os rótulos.

Rok Mežič, chefe de R&D da Eslovênia, que liderou o processo de desenvolvimento do Remover de Rótulos, explica: “As garrafas compõem uma grande proporção de resíduos de plástico e apresentam um problema específico para a indústria de reciclagem: as etiquetas são feitas de um polímero diferentes do material das garrafas, com cores também diferentes, o que afeta negativamente a precisão do processo de classificação. Na Stadler, vimos a necessidade de resolver esse problema e desenvolvemos um Removedor de Rótulos para remover as etiquetas automaticamente no início do processo, a fim de obter uma classificação de alta qualidade e boas taxas de pureza”.

Segundo a Stadler, o seu Removedor de Rótulos remove etiquetas de garrafas de todos os tipos, atingindo um percentual de até 80% de etiquetas removidas. Ele processa um fluxo de massa de até nove toneladas por hora – dependendo do tamanho das partículas e da composição do material.

A empresa afirma que a construção geral robusta do seu Removedor de Rótulos e a sua resistência a impurezas e materiais problemáticos resultam em durabilidade e significam que ele proporcionará um desempenho consistente ao longo de seu ciclo de vida. É equipado com lâminas de aço de resistentes que são fixadas ao rotor em uma extremidade para que possam oscilar livremente e na parede interna da caixa na outra, descreve a Stadler. Os recursos da máquina incluem o rotor com braços rotativos, o acionamento por correia com polia tensora, o motor e a caixa de engrenagens da SEW, as portas de manutenção com trava de segurança e o quadro elétrico com inversor de frequência e velocidade ajustável do rotor – de 20 a 60 Hz (80 a 240 rpm), informa a fabricante.

A Stadler relata que o seu Removedor de Rótulos foi testado nos Estados Unidos, Romênia e em duas plantas de reciclagem na Alemanha. Segundo a empresa, os clientes envolvidos gostaram da máquina e dos resultados em seus processos e compraram o equipamento após a conclusão dos testes.

A Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. A empresa afirma oferecer um serviço que vai desde o projeto conceitual até o planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos. A empresa também é capaz de fornecer estruturas de aço e armários elétricos para as plantas que instala. Fundada em 1791, a empresa investe 5% da sua receita em Pesquisa e Desenvolvimento e possui aproximadamente 450 funcionários.

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Durante 36º Encontro Nacional do Plástico (ENP), Abiplast expressa otimismo e fecha alianças para 2020

06/12/2019

Acordo de cooperação técnica com a ABDI e renovação de programa de exportação com a Apex-Brasil foram assinados durante jantar institucional.

“Apesar de todas as dificuldades, estamos entrando em um período virtuoso”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), José Ricardo Roriz Coelho, durante o 36º Encontro Nacional do Plástico (ENP). “Temos indícios de que nossa economia começa um processo de recuperação, depois da maior recessão de todos os tempos, e há indicativos de que nos próximos anos teremos mais investimento”. A perspectiva otimista para o setor foi compartilhada com representantes da indústria e do governo durante o jantar anual da entidade, realizado na noite da sexta-feira (29), em São Paulo.

Roriz Coelho falou, no entanto, que há um conjunto de reformas necessárias para a consolidação desse patamar e apontou o Custo Brasil – estimado em R$ 1,5 trilhão – como um entrave ao investimento e à competitividade do País. Para o biênio 2020-2021, o cenário deve ser melhor: “O Brasil deverá ter, no mínimo, o dobro do crescimento econômico observado em 2018 e 2019”.

O presidente da ABIPLAST também destacou que um grande desafio é a mudança do modelo de consumo e de produção, uma transição que oferece muitas oportunidades para o protagonismo do setor plástico.

Nesse contexto, a economia circular e a mineração urbana vêm ganhando cada vez mais espaço nos negócios. Para fomentar projetos e ações que acelerem esses novos modelos, a ABIPLAST assinou no jantar um acordo de cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Igor Calvet, presidente da entidade, mencionou a resiliência da indústria na defesa do setor, com um olhar para o futuro e para a produção e o consumo sustentáveis.

Ainda na cerimônia, foi assinada a renovação do programa de exportação em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para ampliação de aportes e maximização de metas, garantindo cada vez mais eficiência no apoio às vendas e à presença internacional das indústrias do setor. Em sua fala, o presidente da Apex, Sergio Segovia, evidenciou o sucesso do programa Think Plastic Brazil e os 16 anos dessa parceria, que compreendeu 161 iniciativas, com a geração de US$ 739,3 milhões em negócios.

Representando o governador João Doria, a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, disse que o governo está feliz com o setor – incluído entre os 12 Polos de Desenvolvimento do Estado –, para o qual tem grandes expectativas. Com vistas ao futuro, a executiva disse que a Secretaria está comprometida em melhorar a posição do Brasil no ranking de ambiente de negócios.

Por sua vez, a vereadora Janaina Lima ressaltou que o desafio do setor é construir pontes e ter as decisões públicas baseadas em dados e fatos.

Já os quatro homenageados da 36ª edição do ENP foram: Laura Erica Canteiro, presidente da Embaquim; Albano Schmidt, presidente da Termotécnica e do SIMPESC – Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina; Gilvan Severiano Leite, presidente do SINPLAST/AL – Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas; e José da Rocha Pinto, ex-presidente do SIMPERJ – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Abiplast

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SABIC lança policarbonato parcialmente baseado em matéria-prima renovável

05/12/2019

  • Solução tem potencial para reduzir as emissões de CO2 e o uso de matéria-prima fóssil durante a produção
  • Os clientes podem usar esta resina de policarbonato em seus equipamentos existentes, sob condições de processo idênticas

A SABIC, uma das empresas líderes globais na indústria química, anunciou o lançamento de seu policarbonato (PC) baseado em matéria-prima renovável certificada. A SABIC diz que é a pioneira nesse tipo de rota para a obtenção de policarbonato, disponibilizando para a empresa e seus clientes diretos e finais uma solução com potencial para reduzir as emissões de CO2 e o uso de matéria-prima fóssil durante a produção.

“A liderança de mercado da SABIC na arena de policarbonato com base em matéria-prima renovável certificada – parte de nossa iniciativa “Trucircle” de soluções circulares – está ligada aos compromissos de nossos clientes, que cada vez mais requerem soluções sustentáveis ​​em resposta tanto às demandas reguladoras como às dos consumidores”, disse Abdulrahman Al-Fageeh, vice-presidente executivo de petroquímicos da SABIC. “Esse importante marco no caminho estratégico de sustentabilidade da SABIC agora amplia nossa oferta para além das poliolefinas, onde já possuímos nossos portfólios certificados circulares e renováveis”, acrescentou.

A SABIC diz que seu estudo de ACV “cradle-to-gate” (do berço ao portão) para o PC (*) revela reduções potencialmente significativas na pegada de carbono (até 50%) e impactos de depleção fóssil (até 35%) para a produção de resina de policarbonato com base na incorporação de matéria-prima renovável, em comparação com a produção de policarbonato fóssil.

Os clientes podem usar as resinas de policarbonato baseadas em matérias-primas renováveis ​​e certificadas em seus equipamentos existentes, sob condições de processo idênticas. Assim, contribuindo potencialmente para a redução da pegada de carbono de seus produtos.

“Na SABIC, nós engajamos a nossa cadeia de valor e a nossa posição única na Europa para produzir policarbonato usando matérias-primas renováveis ​​de segunda geração que não estão em concorrência com a cadeia alimentar, para fabricar uma resina com desempenho igual ao produzido a partir da nafta fóssil”, disse Lennard Markestein , Diretor ETP BU Petroquímicos, SABIC.

A SABIC trabalhou em estreita colaboração com a International Sustainability and Carbon Certification (ISCC) para fornecer prova da incorporação de matéria-prima renovável em sua produção de PCs e as reivindicações de sustentabilidade resultantes, verificadas por auditores independentes.

Além disso, a CEPSA – empresa multinacional espanhola de petróleo e gás – é um parceiro estratégico da cadeia de valor nesse projeto, apoiando a SABIC por meio da produção de intermediários renováveis.

O processo utiliza uma mistura de matérias-primas de origem fóssil e renovável (**) para alimentar o Steam Cracker da SABIC, onde benzeno é obtido. Através de uma reação adicional em uma planta química de terceiros, o fenol é produzido a partir de benzeno e posteriormente convertido em BPA na planta de monômeros da SABIC. O próximo passo na cadeia de produção é uma reação de polimerização por condensação para gerar policarbonato (resina Lexan), onde o BPA é um dos reagentes. Após sua produção, a resina de policarbonato pode ser enviada para uma planta de compostagem para fabricar compostos de policarbonato que serão utilizados pelos clientes da SABIC na conversão em produtos acabados.

O policarbonato da SABIC baseado em matéria-prima certificada ISCC PLUS será produzido inicialmente em suas instalações de fabricação em Bergen op Zoom, na Holanda, com disponibilidade global no futuro. A resina PC certificada pode ser usada para aplicações em todos os segmentos de mercado, como Automotivo, Consumidor, Eletrônico e Elétrico, Construção e Construção e Saúde, atualmente atendidos pelo portfólio de PCs existente.

* A SABIC concluiu um estudo detalhado da ACV (análise de ciclo de vida) que atualmente está em processo de revisão crítica por terceiros. No entanto, o estudo passou na revisão interna da SABIC, que se baseia nos protocolos da SABIC para o controle de qualidade da ACV. Como normalmente ocorre com o uso de matéria-prima de base biológica, os resultados do estudo da ACV mostram perdas e ganhos ambientais com relação à eutrofização e consumo de água. Esses impactos ambientais podem ser mitigados por meio de práticas de gerenciamento sustentável na cadeia de valor a montante.

** Apenas uma parte da matéria-prima usada na produção de policarbonato é proveniente de matéria-prima renovável. O estudo da ACV avaliou o desempenho ambiental da rota renovável em comparação com a rota baseada em origem fóssil nos níveis de escopo “Cradle to Gate“, bem como os níveis de escopo “Cradle to Gate + End of Life” e se baseia na metodologia PAS 2050 para contabilidade de carbono biogênico .

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Associação americana da Indústria do Plástico (PLASTICS) pretende “transformar o amanhã” na Feira NPE 2021

05/12/2019

Associação da Indústria de Plásticos (PLASTICS) lançou oficialmente a campanha da NPE2021

A Associação da Indústria de Plásticos dos Estados Unidos (PLASTICS) iniciou oficialmente a marcha para a feira NPE2021  durante a K 2019, em Düsseldorf (Alemanha). Programada para o período de 17 a 21 de maio de 2021 no Orange County Convention Center (OCCC) em Orlando, Flórida, a NPE 2021 (www.npe.org) deve atrair mais de 55.000 participantes, vindos de aproximadamente 20.000 empresas que representam mais de U$ 100 bilhões em poder de compra.

A NPE2021 também está apresentando um visual totalmente novo – um novo logotipo, um site redesenhado e um slogan original: “Transform Tomorrow” (transforme o amanhã).

“Pense em quantas vidas os plásticos já transformaram e pense em quantos produtos e setores ainda estamos em processo de transformação”, disse o presidente e CEO da PLASTICS, Tony Radoszewski. “Quando falamos em transformar o amanhã, falamos de setores que variam desde o automotivo e transporte até produtos de consumo, embalagens e além”.

Além das centenas de máquinas que estarão em operação com capacidade total no salão da feira, a NPE 2021 também apresentará novas oportunidades educacionais e novas Zonas de Tecnologia para permitir que os participantes encontrem com facilidade exatamente o que estão procurando.

“Agora, todos os visitantes podem personalizar sua visita para aproveitar ao máximo o seu tempo na NPE. Além disso, as Zonas de Tecnologia permitem que os expositores procurem localizar seu estande em uma área onde as pessoas nos corredores estejam interessadas exatamente no que eles estão vendendo”. disse a Vice-Presidente de Feiras e Marketing da PLASTICS, Susan Krys. “Com essas mudanças e nosso compromisso contínuo com a sustentabilidade, a NPE2021 será certamente “a feira” para a indústria de plásticos do futuro. O que você estiver procurando, poderá encontrá-la na NPE2021″.

A Plastics Industry Association (PLASTICS), anteriormente SPI, é a organização que apóia toda a cadeia de suprimentos de plásticos, representando quase um milhão de trabalhadores na indústria americana que fatura US $ 451 bilhões. Desde 1937, a PLASTICS trabalha para tornar seus membros e a indústria mais competitivos globalmente, enquanto promove a reciclagem e a sustentabilidade.

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Ineos Styrolution anuncia família de materiais de SMMA para aplicações de contato com alimentos

05/12/2019

  • Conformidade com os regulamentos de contato com alimentos norte-americanos da FDA, UE, China e Mercosul
  • Combinação equilibrada de propriedades do produto
  • Grades do material usados para várias aplicações domésticas

A Ineos Styrolution, líder global em estirênicos, apresenta sua linha NAS como um material de escolha para aplicações de contato com alimentos. Segundo a empresa, clareza cintilante, fluidez, facilidade de processamento, estabilidade térmica, resistência a riscos e álcool são algumas das principais propriedades do NAS, um grade de SMMA (estireno-metilmetacrilato).

A Ineos Styrolution afirma que a sua família de materiais NAS inclui o NAS 21 (SMMA de uso geral), o NAS 30 (melhor cor, clareza, brilho e resistência a produtos químicos) e o NAS 90 (resistência). Segundo o fabricante, em virtude de apresentar conformidade com as regulamentações internacionais de contato com alimentos, incluindo a FDA americana, União Europeia (UE), os padrões GB nacionais da China e os regulamentos de contato com alimentos do Mercosul, a linha NAS apresenta-se como uma opção de material para aplicações nesse segmento. Além disso, afirma a empresa, a linha de NAS também atende às especificações USP XXIII para plásticos de classe VI, tornando-a adequada para aplicações ainda mais exigentes, como dispositivos médicos.

Os grades NAS da Ineos Styrolution são atualmente usadas em várias aplicações domésticas que exigem um plástico forte, rígido e transparente, incluindo filtros de água, copos, recipientes de água para máquinas de café e recipientes para alimentos, afirma a Ineos Styrolution.

“Com o aumento cada vez maior dos regulamentos de conformidade de segurança para contato com alimentos plásticos em todo o mundo, é importante que as aplicações desse segmento atendam aos regulamentos internacionais”, diz Paulo Motta, vice-presidente de gestão de negócios de especialidades da Ásia-Pacífico, Ineos Styrolution. “A gama NAS da Ineos Styrolution fornece uma excelente solução para atender aos requisitos internacionais de conformidade regulamentar e às necessidades de produção dos clientes.”

A Ineos Styrolution é o principal fornecedor global de estirênicos, com foco nas especialidades de monômero de estireno, poliestireno, ABS Standard e especialidades estirênicas. A empresa fornece aplicações estirênicas para muitos produtos do dia-a-dia em uma ampla gama de indústrias, incluindo Automotiva, Eletrônica, Doméstica, Construção, Saúde, Embalagens e Brinquedos / Esportes / Lazer. Em 2018, as vendas foram de 5,4 bilhões de euros. A Ineos Styrolution emprega aproximadamente 3.500 pessoas e opera 20 plantas produtivas em dez países.

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Reifenhäuser apresenta linha de produção de filme de PE totalmente reciclável para embalagens pouch

04/12/2019

Solução 100% Monomaterial foi apresentada durante a K 2019

Possuir 100% de reciclagem e excelentes propriedades de barreira não precisam ser uma contradição. A máquina EVO Ultra Stretch patenteada pela Reifenhäuser produz filme monomaterial (100 % de polietileno). Segundo a empresa, é uma alternativa econômica ao uso do PET.

Filme Stretched de PE para aplicações complexas de embalagem

Em embalagens muiticamadas convencionais, o PET fornece propriedades de estabilidade e barreira. Por outro lado, sua reciclabilidade é muito restrita. A Reifenhäuser diz que o filme de PE “stretched” produzido com sua tecnologia pode substituir totalmente o PET, sem perda de qualidade.

Segundo a empresa, o processo EVO Ultra Stretch produz filmes de PE com propriedades mecânicas que atendem a todos os requisitos da indústria de embalagens em termos de embalagens de alto desempenho e sua conversão: propriedades de selagem térmica, alta rigidez na direção da máquina, boa planicidade e impressão de qualidade.

Eficiência energética e relação custo-benefício facilitam a entrada

O processo envolve o alongamento do filme até dez vezes sua área superficial inicial. Devido ao seu posicionamento na puxada, o EVO Ultra Stretch apresenta consumo de energia muito baixo e alta estabilidade do processo, afirma a Reifenhäuser. Uma grande vantagem é que o filme PE pode ser convertido em linhas de conversão existentes, sem necessidade de adaptação. O fabricante afirma que isso facilita consideravelmente a transição para embalagens monomaterial feitas de PE.

“Para ajudar nossos clientes a apresentarem o produto da maneira mais tranquila possível, nós fornecemos um pacote completo de know-how de uma única fonte, compreendendo tecnologia, receita de filme e parâmetros de processamento”, explica Eugen Friedel, Diretor de Vendas da Reifenhäuser Blown Film.

A aplicação já passou com sucesso em testes de campo em um cliente da Reifenhäuser e proprietário de marca. É um dos 15 exemplos de economia circular que foram exibidos no estande da Reifenhäuser durante a K 2019. “A embalagem monomaterial é a chave para uma economia circular em funcionamento”, diz Eugen Friedel.

Fonte: Reifenhäuser

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Clariant lança nova marca de aditivos sequestradores de oxigênio para embalagens PET

04/12/2019

  • Extensão da validade de bebidas e alimentos embalados
  • Eercados incluem garrafas de sucos de frutas e cerveja
  • Combina proteção aprimorada de alimentos com design sustentável de embalagens

A Clariant anunciou a criação de uma nova marca patenteada de masterbatches de aditivos sequestradores de oxigênio: Cesa ProTect.

O principal mercado-alvo para o novo masterbatch de aditivos é o de embalagens monocamada de tereftalato de polietileno (PET), embora outros materiais à base de poliéster também possam se beneficiar. Bem conhecido por seu uso generalizado em garrafas de refrigerante e água, o PET tem muitas vantagens. Em comparação com outros polímeros, oferece excelente transparência, é adequado para contato com alimentos e é fácil de processar, além de ser o polímero mais reciclado atualmente.

“O PET já é um bom material de barreira”, afirma Antonello Decortes, Global Innovation Manager na Clariant, “mas aplicações sensíveis ainda podem sofrer com a entrada de oxigênio. Isso não é um problema para a água ou a maioria dos refrigerantes carbonatados, mas os sucos de laranja perdem a potência das vitaminas e mudam de cor; os laticínios podem azedar, as cápsulas de café têm perda de sabor e basta 1 ppm de oxigênio para mudar o sabor e o aroma da cerveja. Os aditivos Cesa ProTect podem ajudar a aumentar o prazo de validade desses produtos e garantir que menos alimentos sejam descartados.”

Segundo a Clariant, os ingredientes ativos dos masterbatches Cesa ProTect não desaceleram a penetração de oxigênio através das paredes PET do recipiente. Ao invés disso, trata-se de um “sequestrador de oxigênio”, que absorve moléculas de O2 à medida que entram, para que não atinjam o produto protegido.

Cesa ProTect só é ativo após o processamento e os recipientes de PET tratados com o produto estão protegidos após a produção, podendo ser enchidos e transportados. A linha de aditivos também é ideal para distribuição em cadeia frigorífica, já que apresentou bom desempenho quando usado com produtos refrigerados, afirma a empresa.

Segundo Decortes, “o período exato que os masterbatches de aditivos Cesa ProTect conseguem proteger os alimentos e bebidas depende de diversos fatores, como carga de aditivos, tamanho e design da embalagem. Em testes com uma garrafa de 23 g e 0,5 litro, uma carga de 3,6% do masterbatch Cesa ProTect conseguiu manter os níveis de oxigênio abaixo de 1 ppm por 588 dias, ou mais de 18 meses. Por outro lado, o PET não tratado manteve os níveis abaixo de 1 ppm por apenas 22 dias, e um sequestrador de oxigênio concorrente durou apenas 63 dias. Mesmo a uma carga de 2%, os masterbatches Cesa ProTect mostraram eficácia por 266 dias.”

“Com base nesses resultados”, declara Alessandro Dulli, Global Head of Segment and Business Development Packaging, “acreditamos que Cesa ProTect é um dos mais poderosos masterbatches sequestradores de oxigênio no mercado.”

Segundo a Clariant, o masterbatch Cesa ProTect também demonstra ter pouco ou nenhum impacto no aspecto visual ou nas propriedades mecânicas da embalagem. Quando Cesa ProTect é usado nas dosagens recomendadas, afirma a empresa, os recipientes acabados de diferentes tamanhos e formas mantêm um nível de transparência de acordo com as expectativas do mercado. O produto é altamente compatível com PET e não demonstra impactar o processamento, segundo o fabricante. Ainda estão pendentes as aprovações para contato com alimentos.

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Evonik confirma expectativas para o ano de 2019, apesar do contínuo enfraquecimento da economia global

04/12/2019

  • 2019: Ebitda ajustado deve continuar, no mínimo, estável
  • Expectativas de fluxo de caixa livre para o ano inteiro confirmadas e especificadas: cerca de 700 milhões de euros
  • Q3: Vendas e receitas operacionais abaixo das registradas no mesmo período do último ano
  • Disciplina de custos mais austera respalda as receitas

A Evonik confirmou as expectativas para o ano completo de 2019, apesar do contínuo enfraquecimento da economia global. A empresa prevê que o Ebitda ajustado se mantenha, no mínimo, estável na comparação com o último ano. As vendas devem ficar ligeiramente mais baixas que as do ano passado em virtude da queda na demanda. A expectativa era que as vendas permanecessem estáveis. Em 2018, a Evonik gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um Ebitda ajustado de 2,15 bilhões de euros – não incluindo o desinvestimento do negócio de Metacrilatos.

“Nós nos preparamos em tempo adotando uma disciplina de custos mais austera e outras medidas contingenciais frente a uma economia global desaquecida”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da Evonik. “Estamos sendo bastante proativos para assegurar o cumprimento das nossas expectativas para o ano”.

O programa de eficiência iniciado em 2018 com o objetivo de reduzir em 200 milhões ao ano as despesas administrativas e de vendas, foi acelerado. Até o final deste ano, a Evonik economizará 120 milhões de euros, 20 milhões de euros a mais que o originalmente planejado. Outros 20 milhões de euros serão economizados com a adoção de medidas contingenciais adicionais, como o adiamento de novas contratações e a redução de gastos com serviços externos.

A Evonik está especificando suas expectativas de fluxo de caixa livre para o ano inteiro e, agora, espera um valor em torno dos 700 milhões de euros, um fluxo de caixa livre significativamente mais alto que o do ano passado. Isso se deve sobretudo à redução de gastos de capital, à menor formação de capital de giro líquido e ao reembolso parcial de pagamentos de aposentadorias decorrente do “Contractual Trust Arrangement” (CTA). As previsões mais precisas não incluem impostos resultantes do carve-out da venda do negócio de Metacrilatos.

O desaquecimento da economia global continuou impactando o desempenho da Evonik no terceiro trimestre. Nos meses de julho a setembro, as vendas caíram 3% para 3,23 bilhões de euros devido à redução nos volumes e nos preços de venda. O Ebitda ajustado caiu 6% para 543 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho por segmento

Resource Efficiency: As vendas do segmento caíram 1% para 1,4 bilhão de euros no terceiro trimestre. Os negócios de tintas assim como de adesivos e resinas foram afetados pelo arrefecimento da economia global, especialmente nas indústrias automotiva e de tintas. Os volumes de vendas da sílica para aplicações industriais baixaram. Os polímeros de alta performance, no entanto, foram beneficiados pela sólida demanda por membranas e pela indústria de impressão 3-D. Os “Crosslinkers” tiveram uma procura elevada da indústria eólica. O Ebitda ajustado do segmento baixou 4% para 322 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas declinaram 2% para 1,14 bilhão de euros no terceiro trimestre. A demanda por aminoácidos essenciais para nutrição animal se manteve alta, enquanto os preços de venda caíram ainda mais. Nos negócios de Health Care as vendas aumentaram, especialmente em resultado de boa demanda por ingredientes farmacêuticos e alimentícios. As vendas de aditivos para espumas de poliuretano subiram de maneira significativa, sobretudo devido à alta demanda por bens de consumo duráveis e materiais de isolamento. O Ebitda ajustado do segmento recuou 11% para 188 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas no terceiro trimestre caíram 20% para 475 milhões de euros na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O avanço dos negócios de Performance Intermediates foi prejudicado pela redução do preço do petróleo e da nafta e, também, em decorrência de preços de venda ligeiramente mais baixos. Restrições continuadas no fornecimento de matérias-primas e problemas técnicos nas plantas de C4 em Marl e Antuérpia afetaram as receitas. Nos negócios de Functional Solutions o setor de alcóxidos apresentou bom avanço. O Ebitda ajustado do segmento declinou 25% para 47 milhões de euros.

A Evonik é uma das empresas líderes mundiais em especialidades químicas. Com mais de 32.000 colaboradores, a Evonik atua em mais de 100 países no mundo inteiro. No ano fiscal de 2018, a empresa gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um lucro operacional (Ebitda ajustado) de 2,15 bilhões de euros.

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Lanxess se compromete a atingir neutralidade em impacto para o clima até 2040

03/12/2019

  • Primeiros grandes projetos para reduzir o CO2e estão em andamento na Bélgica e na Índia
  • Pegada de carbono se torna critério para futuro crescimento
  • Pesquisa com foco em processos de impacto neutro e inovações tecnológicas

A Lanxess, empresa de especialidades químicas alemã, estabeleceu uma meta ambiciosa de proteção climática. Até 2040, o Grupo pretende se tornar neutro e eliminar suas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 3,2 milhões de toneladas de CO2e. Em 2030, a Lanxess pretende reduzir suas emissões em 50%, em comparação com o nível atual, para cerca de 1,6 milhão de toneladas de CO2e.

“Com o acordo de Paris, a comunidade mundial decidiu limitar o aquecimento global a menos de dois graus. Isso requer grandes esforços por parte de todos os envolvidos. Com o objetivo de alcançar a neutralidade até 2040, estamos cumprindo nossa responsabilidade como empresa global de especialidades químicas. Ao mesmo tempo, seremos um parceiro ainda mais sustentável para nossos clientes no futuro”, diz Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess AG. Zachert também destacou a economia de longo prazo associada a um uso mais eficiente dos recursos, dizendo que “a proteção ao clima é um assunto de negócios”.

Estratégia clara para reduzir as emissões

A Lanxess está adotando uma estratégia baseada em 3 pilares para se tornar neutra em carbono até 2040.

1) Lançamento de grandes projetos de impacto para a proteção do clima: Nos próximos anos, a Lanxess colocará em ação projetos especiais para reduzir significativamente as emissões os gases de efeito estufa. O grupo está, por exemplo, construindo uma instalação para a decomposição de óxido nitroso em sua unidade em Antuérpia. A nova instalação começará a operar em 2020 e reduzirá as emissões anuais de gases de efeito estufa em cerca de 150.000 toneladas de CO2e. Após uma segunda expansão, em 2023, as emissões de CO2e deverão cair mais 300.000 toneladas.

Além disso, a Lanxess está mudando todo o fornecimento de energia em suas instalações na Índia para fontes de energia renováveis. Lá, o Grupo está expandindo o abastecimento por biomassa e energia solar e deixará de usar carvão ou gás no futuro, o que reduzirá as emissões de CO2e em mais 150.000 toneladas a partir de 2024. Com esses projetos e outras medidas, a Lanxess reduzirá suas emissões de CO2e em um total de 800.000 toneladas até 2025, investindo até 100 milhões de euros no processo.

2) Dissociar emissões e crescimento: A Lanxess está em processo de expansão. Apesar do aumento da produção, as emissões de gases de efeito estufa em cada uma das unidades de negócios devem diminuir. Para isso, além da eficiência tecnológica, as mudanças nos instrumentos de gestão também desempenham um papel importante com o impacto na pegada de carbono da empresa, já que ganha relevância como critério de investimentos para crescimento orgânico e aquisições. A medida ainda gera valor às unidades de negócios ao obterem reduções acima da média nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a redução de CO2e será introduzida como critério de avaliação no sistema de bônus para os gerentes.

3) Fortalecer as inovações tecnológicas e de processo: A Lanxess está revisando muitos de seus processos de produção existentes para se tornar neutra até 2040. O Grupo continuará a investir no aprimoramento das estruturas da Verbund, por exemplo, quando se trata de troca térmica entre plantas e purificação do ar. Outros procedimentos serão desenvolvidos em escala industrial. Para isso, o Grupo está concentrando sua pesquisa no processo de neutralidade e na inovação tecnológica.

Apoio político para a meta de neutralidade

A Lanxess está comprometida com o acordo de Paris, em particular com a demanda por redução das emissões de gases de efeito estufa. Para Zachert, a indústria e o governo compartilham uma responsabilidade coletiva. “Com nossa iniciativa ambiental, estamos apresentando uma proposta às lideranças políticas. No entanto, só podemos fazer isso se forem adotadas políticas que criem as condições certas”, acredita. Observando o atual processo legislativo para aprovar o pacote climático do governo alemão, Zachert afirmou “um compromisso com a proteção ambiental não deve prejudicar nossa competitividade. O governo deve ter isso em mente ao projetar as especificidades do acordo climático”.

Zachert defendeu a importância de evitar um duplo ônus para a indústria diante do atual regime europeu de comércio de licenças de emissão. Esse ainda é o caso de uma lei em vigor na Alemanha sobre um sistema nacional de comércio de licenças de emissão decorrentes de uso de combustíveis. “No curto prazo, precisamos voltar a preços competitivos da energia. A longo prazo, poderemos fornecer soluções substanciais para o clima, se houver energia renovável suficiente a preços competitivos no setor”.

Os procedimentos de aprovação também precisam ser simplificados e acelerados, e as estruturas financeiras e fiscais para investimentos futuros devem ser aprimoradas. “Estamos envolvidos em diálogo com essas lideranças e estamos felizes em fornecer nossa experiência para apoiar o processo de tomada de decisões sobre políticas”, disse Zachert.

Redução de 50% nos gases de efeito estufa desde que a Lanxess foi fundada

Desde que foi fundada, a Lanxess fez um progresso substancial no seu objetivo de se tornar ambientalmente mais amigável. Entre 2004 e 2018, o Grupo reduziu pela metade suas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 6,5 milhões de toneladas de CO2e para cerca de 3,2 milhões de toneladas. Entre outras iniciativas, uma contribuição substancial veio de uma planta de óxido nitroso, em Krefeld-Uerdingen, Alemanha, licenciada em 2009. O projeto recebeu vários prêmios, inclusive o concurso “365 Landmarks in the Land of Ideas” e o “VCI Responsible Care Award North Rhine-Westphalia”. A Lanxess também realizou vários outros projetos para reduzir as emissões em suas instalações no mundo todo e apoia iniciativas locais para combater as mudanças climáticas. A Lanxess já alcançou suas metas anteriores de melhorar a eficiência energética em conjunto com a redução de emissões específicas de CO2 e de compostos orgânicos voláteis em 25% cada uma, em relação a 2015.

Para realizar o inventário de emissões de gases de efeito estufa, a Lanxess analisa as emissões definidas no Protocolo de Kyoto e as calcula em comparação ao dióxido de carbono (CO2e) produzido. A empresa de especialidades químicas inclui emissões de sua própria produção (Escopo 1) e de fontes externas de energia (Escopo 2) no cálculo.

A Lanxess é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 7,2 bilhões em 2018. Atualmente, a empresa tem cerca de 15,500 funcionários em 33 países e está representada em 60 plantas produtivas em todo o mundo. O core business da Lanxess é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de intermediários e especialidades químicas, aditivos e plásticos. A Lanxess está listada nos principais índices de sustentabilidade do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World e Europa) e FTSE4Good.

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Braskem aumenta vendas e gera Ebitda de R$ 1,5 bilhão no 3T, mas sofre impactos da depreciação cambial

03/12/2019

A Braskem registrou no seu balanço do terceiro trimestre um maior volume de vendas de resinas tanto no mercado brasileiro quanto no externo, registrando Ebitda 2% superior ao do trimestre anterior . O Ebitda recorrente da Companhia foi de R$ 1,55 bilhão (US$ 389 milhões, em linha com o 2T19) e a receita de vendas foi de R$ 13,3 bilhões nos três meses até setembro, mesmo patamar do trimestre anterior.

Em função do menor desempenho da economia global, a Companhia vem enfrentando o ciclo de baixa que atinge o setor petroquímico global. “Estamos concentrados em fazer a nossa parte para atravessar esse momento do ciclo. Melhoramos a eficiência na gestão de estoques no trimestre, reduzimos a taxa de frequência de acidentes, que está 63% abaixo da média do setor, e arquivamos os Formulários 20-F referentes aos exercícios de 2017 e 2018 na U.S. Securities Exchange Comission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano)”, disse o presidente da Braskem, Fernando Musa.

A geração livre de caixa no 3T19 foi de R$ 401 milhões, 82% inferior ao 2T19, o que é explicado pelo efeito do menor consumo de matéria-prima no capital de giro, mas compensado pela eficiência na gestão de estoques. No acumulado do ano, a geração livre de caixa da Companhia atingiu R$ 2,8 bilhões.

O impacto negativo da depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida da Companhia não designada para hedge accounting resultou num prejuízo de R$ 888 milhões. A alavancagem corporativa, medida pela relação dívida líquida/Ebitda em dólares foi de 2,78x.

Em outubro, a Companhia emitiu US$ 2,25 bilhões em títulos de dívida no mercado internacional, sendo US$ 1,5 bilhão com prazo de dez anos e US$ 750 milhões com prazo de 30 anos, a maior emissão na história da Braskem. Em novembro, a Companhia emitiu R$ 550 milhões em notas promissórias com prazo de até cinco anos. Os recursos captados estão sendo utilizados principalmente para o pagamento de outras dívidas de prazos mais curtos e custos mais elevados.

No mesmo mês, foram arquivados os Formulários 20-F referentes aos exercícios de 2017 e 2018 na U.S. Securities Exchange Comission (SEC). Como consequência, as negociações das American Depositary Shares (ADSs) da Braskem foram retomadas na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange – NYSE).

A Braskem apresentou à Agência Nacional de Mineração (ANM) medidas para o encerramento definitivo da extração de sal e fechamento de seus poços em Maceió . Entre as ações previstas está a criação de uma área de resguardo em torno de alguns poços, que implicará realocação de pessoas e desocupação de imóveis. A Braskem disponibilizará os recursos necessários para esta situação e o planejamento e a execução ocorrerão em conjunto com Defesa Civil e demais autoridades.

Segurança, comunicação e sustentabilidade

A taxa de frequência de acidentes com e sem afastamento (taxa CAF+SAF) por milhão de horas trabalhadas, considerando integrantes e terceiros, foi de 1,17 no 3T19, 34% inferior ao 2T19 e 63% abaixo da média do setor.

Na busca por tornar mais transparente a gestão de capitais e estratégia de geração de valor da Companhia para todas as suas partes interessadas, permitindo aos investidores uma alocação de capital mais eficiente e produtiva, a Braskem dá mais um passo no aprimoramento de sua comunicação com o mercado e divulgou seu primeiro relatório elaborado com base na Estrutura Internacional do Relato Integrado desenvolvida pelo International Integrated Reporting Council (IIRC) .

No tocante à sustentabilidade, a Empresa recebeu pelo nono ano consecutivo a classificação Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol por ter realizado o seu inventário de emissões de Gases do Efeito Estuda (GEE) ano base 2018 abrangendo todas as categorias dos Escopos 1, 2 e 3 e com verificação externa independente.

A Braskem reforçou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável ao aderir ao CEO Water Mandate , uma iniciativa especial da Organização das Nações Unidas e do Pacto Global da ONU em prol do uso sustentável da água no mundo.

Reforçando também o compromisso com a economia circular , a Braskem se juntou à Tramontina , uma das maiores empresas brasileiras de utensílios e equipamentos domésticos, numa parceria para lançar em setembro uma linha de cadeiras produzidas a partir de resina pós-consumo (PCR), que passou a integrar o portfólio I’m greenTM, marca que identifica as resinas da Braskem com melhor impacto.

A Companhia anunciou ainda parceria com a marca norte-americana GreenGear Supply Company , para a aplicação do Plástico Verde em capas de chuva leves, duráveis e reutilizáveis da linha EcoRain, utilizada principalmente por fãs de esportes.

Fonte: Braskem

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Ineos Composites é finalista do Top of Mind da Indústria de Compósitos 2019

03/12/2019

Fábrica de resinas termofixas da Ineos em Araçariguama

Empresa está entre as mais votadas nas categorias “Resina Poliéster” e “Resina Éster-Vinílica”

A Ineos Composites (www.ineos.com/composites) é finalista do Top of Mind da Indústria de Compósitos nas categorias “Resina Poliéster” e “Resina Éster-Vinílica”. A empresa foi a vencedora de ambas as categorias nas últimas cinco edições da premiação.

Organizado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco), o Top of Mind é a principal premiação do setor de compósitos. Os ganhadores deste ano serão conhecidos na cerimônia de entrega dos troféus, evento agendado para o dia 12/12, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo (SP).

Com fábrica em Araçariguama (SP) e distribuidores oficiais em todas as regiões do país, a Ineos Composites fornece no Brasil as resinas poliéster Arazyn, Aropol e Arotran, além das acrílicas Modar e acrílicas modificadas Polaris.

A Ineos Composites também abastece o mercado com a resina éster-vinílica Derakane, utilizada na proteção contra a corrosão há quase 55 anos. As resinas Derakane são empregadas na fabricação de tubos, equipamentos, peças e revestimentos de plantas de papel e celulose, usinas de álcool e açúcar, fábricas de produtos químicos e plataformas offshore, entre outros ambientes quimicamente agressivos.

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Tecnologia da Logoplaste para acondicionamento de leite em garrafas PET permite reciclagem total das embalagens

03/12/2019

Por ser um material muito resistente ao impacto e transparente, o Polietileno Tereftalato é utilizado para embalagens de produtos dos mais diversos segmentos, desde o setor de alimentos e bebidas a medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza.

Desde que chegou ao Brasil, em 1988, trazido pela indústria têxtil para a produção de tecidos, esse material foi aos poucos ganhando novas funcionalidades, ampliando os horizontes do mercado para fabricantes nacionais e empresas do exterior. Não demorou muito para as embalagens PET ocuparem espaços cada vez maiores nas prateleiras dos supermercados e nas despensas dos lares brasileiros.

Universo do PET

A verdadeira revolução, no entanto, aconteceu nos anos de 1990, com o crescimento exponencial da popularidade das embalagens de alimentos e bebidas. Por serem mais acessíveis, modernas e seguras, as garrafas PET para refrigerantes, águas, sucos e outras bebidas dominaram a produção, assim como as embalagens termoformadas para alimentos, que, desde o início, tiveram ótima aceitação.

Nesse cenário, em 1995, a empresa portuguesa Logoplaste enxergou a oportunidade de abrir uma frente operacional no Brasil. O mercado lácteo foi a porta de entrada. Segundo o Presidente do Conselho de Administração da companhia, Filipe de Botton, “nosso primeiro parceiro no país foi a Danone e, desde então, tivemos o privilégio de criar uma equipe local absolutamente extraordinária, permitindo que a Logoplaste do Brasil crescesse e se tornasse rapidamente um dos maiores players locais na produção de embalagens rígidas para grandes clientes como a Reckitt Benckiser, a Nestlé, a P&G e a Shefa, entre tantas outras”.

Inovação

Com essa visão inovadora, a Logoplaste conseguiu elevar o mercado brasileiro de garrafas PET para outro patamar. Criado em 2010, o projeto Bottle-to-bottle tinha como objetivo viabilizar uma garrafa em PET para leite longa vida UHT que protegesse adequadamente o produto, mas sem deixar de lado a ideia de criar soluções circulares para as embalagens.

Thomé Brito, Diretor da Logoplaste Brasil, classifica a tecnologia de bicamada utilizada nas garrafas para o leite Shefa como um grande trunfo do projeto. “O interessante e mais bonito desse projeto é que ele está inserido na economia circular, já que podemos reutilizar as garrafas no próprio processo de fabricação de novas garrafas, evitando, assim, o descarte indevido. A tecnologia já existia, mas fomos os primeiros a utilizá-la por aqui”.

Para conservar o produto à temperatura ambiente por um longo período, era preciso bloquear a passagem de luz. Então, a solução encontrada foi desenvolver uma tecnologia que consistisse em utilizar duas camadas de PET, sendo a interna preta, para não haver degradação do leite, e a externa branca, preservando as propriedades da embalagem. Com isso, a proteção do leite é garantida por um período de 4 a 6 meses.

Segundo Thomé, existe muita confusão por parte do consumidor e da mídia ao olhar para a garrafa com bicamada e achar que o produto não é bom para reciclar. Sobre o processo de reciclagem desenvolvido para as novas garrafas, o executivo explica que todas as etapas seguem os termos da solução de reciclagem circular, que foram desenvolvidos após extensos testes com os produtos para atender aos avanços da nova regulamentação, de novembro de 2018.

“Não são dois materiais. É um só, mas em duas camadas. Para a reciclagem e a reutilização, o material é lavado, moído e passa por um processo de pós-condensação, que traz de volta as características necessárias ao processamento e incorporação às novas garrafas. Ou seja, 100% dos resíduos são reaproveitados, desde a tampa e o rótulo, até a garrafa em si. Todo este processo de circularidade é aprovado pela Anvisa, seguindo os rígidos padrões da indústria alimentícia brasileira”, conclui.

Fonte e foto: PICPlast

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Mecalor expõe equipamentos de refrigeração na Andina Pack

03/12/2019

Colômbia se destaca como um forte mercado para a venda de chillers no setor de plástico

A Mecalor vai fechar esse ano com um expressivo crescimento nas exportações. A maior parte dessas vendas foi para a países da América do Sul e a Colômbia se destaca como um importante mercado para a empresa. É com esse cenário positivo que a Mecalor expôs na edição 2019 da Andina Pack. Esse ano, a empresa levou para a feira equipamentos mais robustos, como o Chiller RLA 260 de 80 TR e o MSA 15 de 5 TR, uma versão menor, voltados à indústria de transformação do plástico.

A empresa participa da feira desde 2007, mas essa foi a primeira vez que apresentou um equipamento de grande porte. O gerente de exportação da Mecalor, Flavio Pereira, comentou sobre a participação na feira: “A Colômbia é um dos nossos principais mercados, possuímos várias máquinas instaladas, e contamos com uma boa infraestrutura de vendas e de suporte técnico. Temos clientes em todos os grandes centros do país”, afirmou.

Embora o cenário econômico da América Latina em geral seja de instabilidade, Flávio Pereira acredita que ainda há espaço para a Mecalor crescer nesses mercados. “A Colômbia, por exemplo, conta com a segunda maior população da América do Sul. O mercado interno colombiano aumentou e a indústria local seguiu essa tendência”, disse. Flávio aponta o Peru como outro país de relevância para as vendas internacionais. “A Mecalor cresceu bem em exportações para esses países, porque há décadas faz um trabalho comercial consistente, com a venda de equipamentos de ponta”, ressaltou.

Internacionalização

A inauguração da filial do México em maio desse ano foi o marco na internacionalização da Mecalor. Flavio Pereira salientou ainda que faz parte da estratégia de crescimento da marca no mercado externo a participação em grandes feiras internacionais do setor da indústria de transformação de plástico. Dessa forma, além da Andina Pack, a Mecalor esteve presente na Feira K, realizada em Dusseldorf (Alemanha), em outubro. “Os objetivos foram fortalecer a presença da marca em um evento internacional de ponta, atender clientes do Brasil que estavam na feira, reforçar aos clientes da América Latina que agora temos uma filial no México e manter contato com novos mercados”, explicou o executivo.

Seguindo a sua estratégia de internacionalização,a empresa planeja para o ano que vem ampliar sua presença em países da África, onde já conta com um representante, e começar a prospectar a Europa, a partir de Portugal e Espanha.

Há 60 anos no mercado, a Mecalor fornece soluções de engenharia térmica para a indústria no Brasil e em outros países da América Latina, EUA e Europa. Ela atua em diversos setores, além da indústria de transformação de plástico, como: hospitalar, alimentício, farmacêutico, ar condicionado de precisão e automotivo. Neste último, destaca-se pela fabricação de câmaras climáticas para teste de veículos e auto partes.

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Stadler apresentou soluções “turn-key” ao mercado brasileiro na Waste Expo

03/12/2019

Planta de RSU e produção de CDR em Pernambuco – projeto completo da Stadler

Apresentar um leque diversificado de soluções para o mercado brasileiro foi o objetivo da empresa alemã, que procura agregar valor numa fase determinante da política de reciclagem dos resíduos sólidos urbanos.

A Economia Circular nunca foi tão falada como agora e é um tema muito relevante no Brasil, dada a sua dimensão e as oportunidades que apresenta tanto no aspecto nacional como também numa vertente internacional que cada vez tem regras mais rigorosas. De acordo com um estudo recente feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil produz 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano e recicla apenas 1%, ou seja, 145.043 toneladas.

Os números podem ser surpreendentes, mas a verdade é que o país está apenas atrás dos Estados Unidos, China e Índia no que diz respeito ao lixo plástico. As medidas para combater este problema tenderam a multiplicar-se nos últimos anos, mas a verdade é que as respostas ainda não foram encontradas e 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários.

No entanto, com uma vasta experiência internacional, já tendo montado mais de 350 plantas de triagem e instalado mais de 3.000 máquinas de triagem em todo o mundo, a Stadler , líder de mercado no projeto e montagem de plantas de triagem para o setor de reciclagem e eliminação de resíduos, marcou presença na Waste Expo, que se realizou entre os dias 12 e 14 de Novembro no Expo Center Norte, em São Paulo, para apresentar um leque diversificado de soluções “turn-key”, que tem como objetivo ir contra esses números e ajudar o país a melhorar as taxas de reciclagem.

Com a Economia Circular como pano de fundo e um dos temas mais focalizados nos últimos meses, a empresa acredita que o início para o tratamento adequado dos resíduos passa pela recuperação dos materiais valorizáveis que atualmente estão sendo dispostos, de forma a aumentar o ciclo de vida desses produtos, colocando-os de volta ao mercado através da reciclagem.

Para isso a Stadler coloca ao dispor do mercado brasileiro “um conjunto de soluções e de serviços personalizado para cada cliente e que representa os valores da Stadler: qualidade, comprometimento, responsabilidade capacidade de desenvolver projetos de acordo com a realidade de cada cliente e mercado”, explica Sérgio M. Atienza (foto), Diretor da América Latina da Stadler.

O executivo da empresa vai mais longe e explica “que a técnica no seu melhor” é a base da estratégia e o lema de uma vida, que representa a visão da empresa. Isto significa nas palavas do Diretor, “quer se trate de concepção, planejamento, fabricação, modernização, otimização, montagem, colocação em funcionamento, modificação, desmontagem, manutenção e serviço de componentes e instalações de reciclagem ou classificações completas, oferecemos um serviço completo adaptado às exigências dos nossos clientes e cada caso é um caso, pois a mesma solução não serve para todos”.

A Stadler está no mercado brasileiro desde 2014, quando instalou uma solução completa (“turn key”) numa planta que tem uma capacidade de processar 15 toneladas de lixo por hora de coleta seletiva. Até ao momento já foram instaladas mais oito soluções, sendo que atualmente está sendo instalado em Guarulhos, São Paulo, um projeto completo totalmente arquitetado pela Stadler, que será a planta mais automática da América Latina, uma referência mundial, para o material procedente de coleta seletiva.

De acordo com Sérgio M. Atienza, “a ideia passa por reforçar estrategicamente a nossa presença no mercado brasileiro com uma equipe sólida, atraindo o comprometimento dos municípios em atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos, principalmente no que tange à reciclagem, geração de energia limpa e redução do volume a ser disposto em aterros sanitários”.

A empresa alemã ainda reforça que não fornece apenas “serviços “turn-key””, mas também pode ajudar com equipamentos pontuais. Sérgio reitera que “os separadores balísticos e os separadores óticos são os mais vendidos no Brasil” e que o mercado está “em fase de amadurecimento, propenso a aceitar uma nova realidade sobre o futuro do modelo de negócios, destinação de resíduos e da abertura da indústria cimenteira para combustíveis alternativos”.

A importância da Waste Expo no panorama nacional

De forma a dar respostas e colocar desafios às atuais políticas do país, a Waste Expo Brasil reuniu nos dias 12, 13 e 14 de Novembro especialistas do setor, que exploraram alternativas para a gestão de resíduos sólidos e identificaram possíveis caminhos para uma mudança de mentalidade.

Para Sérgio M. Atienza, a participação da Stadler é “fundamental para apresentar novos processos e conhecer novos parceiros”. O Diretor reforçou que esta foi a quarta participação da Stadler e “queremos nos manter como número um no mercado e ajudar o Brasil a solucionar os problemas gerados pela destinação incorreta dos resíduos”.

A Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos. A empresa também é capaz de fornecer estruturas de aço e armários elétricos para as plantas que instala. Para mais informações, visite http://w-Stadler.de/pt

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