Archive for the ‘Sustentabilidade’ Category

Covestro promove 2ª Trilha da Sustentabilidade para a indústria calçadista

23/09/2021

No dia 28 de setembro, a partir das 16h30, a Covestro, em parceria com a Assintecal, promove a 2ª edição da Trilha da Sustentabilidade.

O evento visa abordar os aspectos econômico, social, cultural e ambiental da sustentabilidade e economia circular e seus impactos à toda a cadeia produtiva calçadista. Nesta edição, o webinar irá debater o tema de financiamento e modelos de negócios alavancando a economia circular, com apresentação de cases de empresas sobre sua trajetória em economia circular e conectando a indústria calçadista com a FINEP como financiadora de projetos voltados a economia circular. O objetivo é tornar a discussão sobre economia circular acessível e apoiar as empresas que possuem iniciativas a colocar a sustentabilidade em seu modelo de negócio.

O evento é gratuito e direcionado a empresários da indústria calçadista. As inscrições podem ser feitas por este link.

Confira quem são os palestrantes:

Henrique Vasquez Féteira do Vale é gerente do Departamento de Química, Metalurgia e Materiais (DQMM) da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense, atua na coordenação de diversos programas de financiamento para projetos de desenvolvimento tecnológico.

Paulo Garbelotto é responsável pelo Comercial e Marketing na Oryzasil Sílicas Naturais, indústria química moderna e sustentável cuja missão é contribuir para um perfil de baixo carbono para as empresas de solados para calçados. Paulo é graduado em Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos com pós-graduação em Polímeros. Tem experiência em negócios a nível global, acumulada na indústria química, atuando em empresas multinacionais e com produtos para mercados como borracha, plásticos, tintas, e segmentos ligados aos cuidados pessoais, higiene e limpeza, alimentação humana e animal. É o diretor-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha (ABTB).

Moisés Weber é CEO da Plastiweber Circular Plastics, a primeira empresa das Américas a produzir plástico reciclado certificado EuCertPlast. É administrador, pós-graduado em Gestão de Empresas pela FGV. Moisés é sócio da Lauro Weber Agrícola e da Werde – Circular Consult, reciclador de embalagens há mais de 20 anos, e pioneiro na implantação de conceitos da Economia Circular em seus negócios.

Sobre a Covestro: Com 10,7 bilhões de euros em vendas em 2020, a Covestro é uma das empresas líderes mundiais em polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros e no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. As principais indústrias atendidas são automotiva e de transportes, construção, móveis e processamento de madeira e os segmentos eletroeletrônicos e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. Ao final de 2020, a Covestro tinha 33 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,5 mil pessoas.

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Grupo Carrefour, Green Mining e Ambev implementam ação para coleta e reciclagem de garrafas de Guaraná Antarctica em São Paulo

22/09/2021

O Grupo Carrefour Brasil firmou parceria com a startup brasileira Green Mining, especializada em logística reversa, e com a Cervejaria Ambev para levar a ação de reciclagem para seis lojas Carrefour Express de São Paulo.

Lançada esta semana com o slogan “Pequeno Grande Passo”, a campanha disponibiliza coletores personalizados para descarte de vidro e embalagens plásticas vazias em lojas Carrefour Express situadas em São Paulo (SP). Os recicláveis serão recolhidos pelos coletores da Green Mining que levarão o material até o ponto de concentração (hub). Ao atingir um certo volume, o material será prensado e destinado para reciclagem no Rio de Janeiro, sendo o vidro levado direto para a fábrica Ambev Vidros e o PET destinado para a produção de novas embalagens de Guaraná Antarctica, devolvendo, assim, o material à cadeia produtiva.

“Nossas decisões são tomadas com o objetivo de minimizar o impacto ambiental em toda a cadeia de produção, promover a inclusão e democratizar o acesso às práticas sustentáveis”, afirma Lucio Vicente, Diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil. “Estamos em constante movimento pela preservação do meio ambiente e a parceria com a Green Mining e com a Ambev representa a perspectiva de um futuro melhor, pautado pelo desenvolvimento sustentável”, complementa.

Para garantir que todo o material seja destinado corretamente, a Green Mining realiza a pesagem dos resíduos em cada etapa do processo, registrando os dados no sistema da startup que garante a rastreabilidade com segurança da tecnologia blockchain. “A rastreabilidade é o futuro da logística reversa porque impede que qualquer dado inserido no sistema seja alterado. Seguimos na missão de mudança dessa cultura de descarte inadequado e, com essas grandes parceiras, inovamos e promovemos um modelo de economia circular de verdade, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico”, diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

“Como sempre dizemos, a sustentabilidade é o nosso negócio e não apenas parte dele. Em 2018, traçamos metas de sustentabilidade ambiciosas para 2025, incluindo toda nossa cadeia de valor. Antes disso, sempre tivemos compromissos ambientais dentro das nossas operações e, hoje, temos conquistas que refletem a solidez dessa jornada. Atualmente, nossas metas para 2025 estão apoiadas em cinco pilares: gestão da água, ações climáticas, agricultura sustentável, embalagem circular e ecossistema de empreendedores. Com eles, impulsionamos o progresso na direção dos ODS, usando a nossa escala e parcerias para gerar uma mudança positiva significativa”, finaliza Carolina Pecorari, Diretora de Sustentabilidade da Ambev.

A Green Mining integra o grupo de empresas do Pacto Global da Organização das Nações Unidas, assim como o Grupo Carrefour Brasil e a Ambev, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Os pontos de descarte de vidro e embalagens plásticas vazias estão dispostas nos seguintes endereços das lojas Carrefour Express:

•Alameda Ribeirão Preto, 580 – Bela Vista, SP
•Rua Albuquerque Lins, 603 – Santa Cecília, SP
•Av. João Carlos da Silva Borges, 789 – Vila Cruzeiro, SP
•Rua Pedro de Toledo 145, Vila Clementino, SP
•Rua Fradique Coutinho, 125 – Pinheiros, SP
•Av. Dr. Gentil de Moura, 287 e 293 – Alto do Ipiranga, SP

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Braskem anuncia parceria com Gelmart International para fornecimento de EVA derivado de cana-de-acúcar para produção de peças íntimas

22/09/2021

O EVA I’m green bio-based da Braskem, uma matéria-prima de origem sustentável, é utilizado em linha de sutiãs da Gelmart

A Braskem anunciou sua parceria com a Gelmart International, uma das maiores fabricantes de peças íntimas de vestuário do mundo. A Braskem está fornecendo seu biopolímero EVA I’m green, obtido a partir de cana-de-açúcar, para a produção do primeiro bojo de sutiã de origem renovável do mundo. A nova linha kindly de peças íntimas sustentáveis da Gelmart foi lançada em agosto e está disponível para venda exclusivamente em 3.300 lojas do Walmart nos Estados Unidos, bem como no site Walmart.com.

A Gelmart projetou, desenvolveu e produziu mais de 1,25 bilhão de unidades de peças íntimas, sutiãs e peças modeladoras para os maiores varejistas e marcas do mundo. A linha de sutiãs kindly, da Gelmart, resulta de mais de três anos de desenvolvimento próprio, que resultou no primeiro sutiã de base vegetal com produção em massa do mundo. A linha kindly tem o objetivo de incorporar mais materiais ecológicos, como o biopolímero EVA I’m greenM da Braskem, em substituição aos tradicionais materiais de espuma utilizados.

“Como líder global em biopolímeros, a Braskem tem um compromisso de longa data com a criação de um futuro mais sustentável. Nosso portfólio inovador de materiais de bio-based I’m green tem ajudado marcas e fabricantes globais a fazerem a transição de matérias-primas produzidas a partir de combustíveis fósseis para soluções mais ecológicas. Estamos muito animados em anunciar nossa parceria com a Gelmart, empresa cuja liderança visionária está ajudando a transformar a indústria global de vestuário com novas ofertas criativas que oferecem o mesmo nível de qualidade e conforto com uma pegada mais sustentável para o planeta”, afirma Edison Terra, vice-presidente executivo da Braskem.

“É com muita satisfação que lançamos no mercado o primeiro bojo de sutiã de base vegetal. No entanto, a sustentabilidade real não existe sem acessibilidade. É importante para nós que nossas marcas sejam conhecidas não apenas por oferecerem produtos de qualidade, mas também por criarem um movimento em busca de um estilo de vida mais ecológico e acessível a todos. Por isso, encontrar o parceiro ideal que nos oferecesse materiais ecológicos de alta qualidade e em escala era um fator essencial na nossa estratégia. A Braskem foi nossa escolha natural por ser uma das maiores fornecedoras de biopolímeros, sendo que seu profundo conhecimento em EVA Verde e abordagem colaborativa foram a combinação perfeita”, afirma Yossi Nasser, presidente da Gelmart International.

O cultivo da cana-de-açúcar, fonte renovável para a produção do EVA I’m green, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa a partir da captura de CO2. O material possui as mesmas propriedades que o EVA oriundo de fontes fósseis e pode ser utilizado em roupas, calçados, brinquedos infantis, espumas em geral e outras aplicações.

“Hoje, os consumidores têm adotado uma abordagem mais holística em suas decisões de compra; por isso, escolhem cada vez mais produtos que são desenvolvidos e fabricados tendo como principal preocupação o foco na sustentabilidade. Temos orgulho de atuar com a Gelmart para ajudar com o avanço da indústria de vestuário em sua jornada de sustentabilidade, entregando produtos que atendam às necessidades dos consumidores”, diz Giancarlos Delevati, gerente de contas e desenvolvimento de negócios da Braskem.

“Nos meus mais de 40 anos de atuação na indústria, este foi o projeto mais desafiador no qual já trabalhei – e certamente o mais recompensador. Foi um trabalho de três anos em busca de um bojo sustentável que fosse mais de 80% de base vegetal. Nosso objetivo é que os consumidores nunca tenham de escolher entre função, sustentabilidade e preço, a partir da criação de um futuro mais sustentável com produtos que ofereçam um belo design e que as pessoas se sintam bem em vestir”, afirma Eve Bastug, diretora de produtos da Gelmart International.

A marca I’m green representa o portfólio sustentável da Braskem, que oferece produtos reciclados e de fonte renovável, em linha com o compromisso da companhia com a economia circular. O portfólio I’m green de químicos e polímeros da Braskem agora inclui uma gama de soluções produzidas a partir de rejeitos plásticos pós-consumo, bem como materiais de fonte renovável, incluindo o EVA verde.

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Cidade do México inaugura maior Estação de Transferência e Triagem de RSU no País com planta fornecida pela Stadler

20/09/2021

A Estação de Transferência e Triagem de Azcapotzalco, a maior e mais moderna da América Latina, abriu suas portas na Cidade do México (CDMX). Com esta unidade, a prefeitura é a primeira do país a avançar no tratamento dos resíduos urbanos com base no conceito de economia circular – um dos objetivos prioritários da atual gestão.

A Stadler forneceu tecnologia de ponta para atingir esse marco. Natalya Duarte, Diretora de Vendas para o México na Stadler, afirma: “Gostaríamos de agradecer à Cidade do México por nos permitir dar nossa contribuição e participar do grande desafio de reduzir o desperdício na Cidade do México, uma das megacidades mais populosas do mundo, onde mais de 12.000 toneladas de resíduos são geradas todos os dias”. Assim, a prefeitura estabelece as bases para o cumprimento de sua responsabilidade ambiental, reconhecendo a importância do cumprimento dos acordos internacionais e a necessidade de aplicação dos princípios da economia circular.

Natalya Duarte, diretora de vendas da Stadler no México

É a primeira usina automatizada de propriedade do governo do país para a separação e tratamento de resíduos sólidos urbanos. A unidade de 11.000 m2 separa papel, papelão, embalagens multicamadas, PET e HDPE, sacolas e filmes plásticos, latas de alumínio, sacolas metalizadas, tecidos, vidro e outros metais. A usina foi comissionada em maio de 2021. Ela opera em conjunto com uma estação de transferência para processar cerca de 1.000 toneladas por dia de resíduos dos municípios de Cuauhtémoc, Gustavo A. Madero, Miguel Hidalgo e Azcapotzalco, e terá capacidade para receber até 1.400 toneladas de resíduos por dia. Seu funcionamento vai gerar 404 empregos.

A instalação é administrada pela Pro Ambiente, uma subsidiária da CEMEX, que tem mais de 25 anos de experiência na gestão de resíduos e na operação de fábricas para a seleção e recuperação de combustíveis derivados de resíduos. “Temos orgulho de participar desse novo projeto, que está alinhado aos nossos objetivos de sustentabilidade e redução de emissões. Estamos preparados para operar essa planta sob um modelo que garanta, antes de mais nada, a segurança de todos os nossos colaboradores, a continuidade operacional por meio de programas de manutenção e produção com padrões internacionais e a qualidade de triagem, a fim de garantir um maior aproveitamento dos resíduos gerados na Cidade do México”, afirma José Guillermo Díaz, gerente de tecnologia e combustíveis alternativos da CEMEX.

Cerimônia de inauguração

A usina foi inaugurada oficialmente no domingo, 25 de julho, em um evento que contou com a presença de personalidades da cena política, entre elas Claudia Sheinbaum Pardo, Chefe de Governo da CDMX; Jesús Antonio Esteva Medina, Secretário de Obras da CDMX; Marina Robles García, chefe da SEMADET da CDMX; Vidal Llerenas Morales, prefeito de Azcapotzalco; e Gautier Mignot, Embaixador da Delegação da UE no México.

Na sequência de seu discurso sobre a importância da implementação da unidade, Claudia Sheinbaum apertou o botão que ligou a planta, cumprindo o plano definido em sua agenda de avançar para uma economia circular.

“Em vez de dirigir caminhões para despejar resíduos e lixo em aterros, estamos separando tudo. Além disso, a reciclagem é usada para produzir outros produtos. Isso se chama economia circular na Cidade do México. Vamos nos orgulhar desta planta de triagem de resíduos sólidos, a mais moderna da América Latina – aqui na Cidade do México “, disse Claudia Sheinbaum durante o evento de inauguração.

Equilíbrio entre automação e mão de obra

O uso de tratamento mecânico entre a transferência e a disposição final foi um primeiro passo fundamental e natural no programa de “desperdício zero” da atual administração da Cidade do México. O objetivo era capturar e separar todas as embalagens recicláveis dentro da própria estação de transferência.

“A inovadora tecnologia de triagem da Stadler faz sentido tanto pela eficiência alcançada no processo de recuperação quanto pelo alto grau de pureza dos materiais obtidos. Ela profissionaliza e industrializa este processo de gestão de resíduos, proporcionando aos classificadores manuais condições de trabalho comparáveis às de qualquer planta de primeiro mundo. Vale ressaltar que a automação não desloca recursos humanos. É possível conseguir um equilíbrio perfeito entre os dois, o que é fundamental para o mercado mexicano. Demonstramos claramente que isso é possível neste projeto na Cidade do México, onde o equilíbrio entre tecnologia e recursos humanos melhora os números do ponto de vista da administração pública e otimiza o custo operacional desse tipo de usina de reciclagem”, afirma Natalya Duarte.

Stadler: tecnologia voltada para a economia circular

A confiança que o governo depositou na Stadler foi desenvolvida através de um processo licitatório com a participação de acadêmicos e especialistas a nível nacional, bem como de instituições e ministérios envolvidos na legislação e fiscalização do correto tratamento do RSU. Segundo a empresa alemã, o resultado de uma análise detalhada feita por um comitê de especialistas, com base em uma caracterização de resíduos realizada pela UAM, levou à conclusão de que a tecnologia da Stadler, adaptada às necessidades locais e aos requisitos específicos, proporciona um tratamento mecânico que cumpre elevados padrões de qualidade e eficiência e se baseia nos princípios da sustentabilidade e da economia circular.

A Stadler é líder mundial em usinas de RSU e está presente no México por meio de 4 importantes projetos de separação de resíduos para a reciclagem: em Cuautla de Morelos (OFMRS), em Chihuahua, em San Luis Potosi e agora em Azcapotzalco. Três desses projetos foram totalmente concluídos e o restante será inaugurado em breve.

Orgulhosa pela participação da Stadler no projeto, Natalya Duarte diz que esta planta é especial por vários motivos: “A tecnologia de classificação inovadora nos permite passar de um processo de triagem mais manual para um processo automático, o qual garante maior eficiência de recuperação e pureza do material. Isso resulta em materiais recicláveis de maior valor. O processo de reciclagem também é profissionalizado e industrializado, encontrando o equilíbrio certo entre tecnologia e controle de qualidade manual. Além disso, a planta opera sob critérios de eficiência e sustentabilidade totalmente novos no país, e vê a inovação tecnológica como uma ferramenta fundamental no cuidado com o meio ambiente”.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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Movimento Plástico Transforma apoia a 11ª Virada Sustentável

16/09/2021

Movimento é uma das 100 organizações participantes da ação

Até o dia 22 de setembro ocorre, na capital paulista, a 11ª Virada Sustentável. Neste ano, #MinhaMensagem é o tema norteador do maior festival de sustentabilidade do país, que traz 100 mensagens importantes sobre este momento de construção coletiva para o futuro pós-pandemia.

Uma dessas mensagens – Atitudes de hoje transformam o amanhã – foi idealizada pelo Movimento Plástico Transforma, que tem como objetivo demonstrar que o plástico, aliado à tecnologia, à criatividade e à responsabilidade, gera inúmeras possibilidades para os mais diferentes segmentos.

“Assim como o objetivo da Virada Sustentável é apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade, o nosso objetivo com o Movimento é reforçar a importância do plástico na nossa vida, destacar a importância de seu consumo consciente e descarte correto e, suas inúmeras possibilidades quando reciclado. O apoio ao festival traz essa sinergia”, explica Fernanda Maluf, coordenadora do Movimento Plástico Transforma.

A frase apoiada pelo Movimento, assim como as outras 99 frases apoiadas por organizações de diversos setores da sociedade civil, estará em diversos locais da cidade de São Paulo como, por exemplo, em empenas de prédios e escolas, mobiliário urbano e estações de metrô. O tema #MinhaMensagem permeia toda a programação do evento, que é gratuita e repete o modelo híbrido experienciado na edição de 2020.

Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma tem como objetivo promover conteúdo e ações educativas que demostram que o plástico, aliado à tecnologia, à criatividade e à responsabilidade, traz possibilidades para diferentes segmentos. Além do site, onde é possível encontrar conceitos importantes sobre aplicações, reutilização, descarte correto e reciclagem do plástico, o Movimento é responsável por diversos projetos voltados à sociedade que juntos já impactaram mais de 200 mil pessoas. A iniciativa é uma ação do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico – fruto da parceria entre a ABIPLAST e a Braskem.

A Virada Sustentável é o maior festival de sustentabilidade do Brasil. Envolvendo articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades. O festival tem como objetivo apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, gerando reflexão e discussões a fim de promover um futuro sustentável e reforçando as redes de transformação e impacto social existentes. O evento, que pelo segundo ano apresenta atividades em formato híbrido, acontece por meio de intervenções em diversas áreas da cidade de São Paulo e em plataformas virtuais, com programação completamente gratuita que apresenta instalações, projeções, grafites, performances, teatro, programação de bem-estar, além do Fórum Virada Sustentável. Ministério do Turismo, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e Braskem apresentam Virada Sustentável São Paulo 2021. Lei de incentivo à Cultura, patrocínio master da Isa Cteep, patrocínio da Ambev, Gerdau, copatrocínio de Electrolux, Mercado Livre, Novelis, Tetra Pak e apoio das empresas Ball, Deloitte, Instituto Center Norte, Instituto Vedacit e ValGroup. Além da correalização com a Prefeitura de São Paulo e parceria com Instituto Alana, Metrô SP, Pacto Global, Rotary Club, Sesc, Estadão, Eletromidia e Ótima, realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.

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Dow lança plataforma focalizando sobre o futuro dos plásticos

16/09/2021

Tela da Plataforma “Futuro do Plástico”

O objetivo da plataforma é incentivar transformadores da indústria do plástico a terem olhar estratégico que contemple rentabilidade do negócio, benefícios ao meio ambiente e à sociedade ao implementar a transição para a economia circular.

As discussões sobre o plástico passam por muitas esferas – ambiental, social e econômica –, sempre pela perspectiva da necessidade de mudança. Para colaborar com essa conversa e levantar possibilidades reais de transformação, a Dow lança a plataforma Futuro do Plástico, voltada para a própria cadeia, sobretudo para seu cliente transformador – que é justamente quem transforma o plástico em embalagem, por exemplo.

“A plataforma foi desenvolvida com o intuito de promover uma cadeia de ideias e inspirações que caminhem em direção à sustentabilidade. Com a iniciativa, convidamos clientes a se unirem nessa jornada para conhecer, visualizar e chegar a um futuro baseado na circularidade do plástico. A plataforma traz informações sobre economia circular e desafios do plástico, apresenta iniciativas e pessoas que atuam nesse tema e como transformar o negócio para a circularidade, com planos e ferramentas de transformação.”, explica Daniella Souza Miranda, vice-presidente comercial de Embalagens e Especialidades Plásticas (P&SP) da Dow na América Latina.

O Futuro do Plástico também oferece pautas práticas que funcionam como um acervo para esclarecimento de dúvidas, pesquisas e ampliação de conhecimentos sobre o tema. Os conteúdos disponíveis na plataforma são resultados de trabalhos de pesquisa, consulta a fontes internacionais e especialistas brasileiros, organizados de forma prática e concisa, prontos para serem utilizados. O projeto foi criado para ampliar, principalmente, a comunicação com os clientes transformadores, atores essenciais da cadeia estendida do plástico, “que precisam ser estimulados a transformar seus processos produtivos e gestão de negócio, para incorporarem a mudança da economia linear para a circular”, explica a vice-presidente comercial de P&SP da Dow.

A executiva esclarece ainda que, embora a plataforma tenha como público prioritário os clientes da Dow, as informações disponíveis são didáticas e acessíveis para pessoas interessadas em saber mais sobre ações sustentáveis e mudanças no processo produtivo do plástico rumo à economia circular. “Os updates constantes e a variedade de fontes garantem um espaço rico em informação para as mentes inovadoras que já perceberam o potencial da economia circular.”

Mirando em empresas comprometidas com um mercado mais sustentável, o projeto também visa criar eventuais parcerias, deixa a mensagem de que o futuro pode estar a poucos cliques de distância e que o conhecimento e a informação qualificada podem, e devem, ser a base para que, juntos, possamos construir um caminho em que o destino do plástico é traçado com responsabilidade e sem desperdícios.

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Projeto Eco patrocinado pela Lord fala sobre sustentabilidade do plástico a voluntários

16/09/2021

Projeto teve início nesta semana e contou com a presença de aproximadamente 250 pessoas

Esta semana foi dado início ao Projeto Eco, que tem como principal objetivo difundir na sociedade os benefícios do plástico e a sua sustentabilidade. O projeto conta com a Lord – uma das principais fabricantes de embalagens plásticas flexíveis do Brasil – como principal apoiador.

Nesta primeira etapa, o programa recebeu cerca de 250 pessoas, que se inscreveram de forma 100% voluntária. Durante os dois dias de treinamento, os voluntários souberam mais sobre os benefícios do plástico no dia a dia, os diferentes tipos de resinas e formas de produção, a importância dos aditivos e masterbatches em diferentes aplicações plásticas e sua essencial contribuição para importantes segmentos da economia brasileira, como o agronegócio.

O Projeto Eco ainda terá algumas etapas para aprofundamento do assunto e de questões relacionadas ao material e à sustentabilidade, as quais acontecerão até novembro. Já no ano que vem, os voluntários participantes darão o passo mais importante: serão os multiplicadores na sociedade, levando todo o conteúdo recebido para escolas, ETEC´s e até mesmo, universidades. “O público jovem é o principal foco da empresa, uma vez que, em breve, essas pessoas serão os responsáveis por toda a cadeia de consumo”, destaca a coordenadora de marketing da Lord, Maria Claudia Muraro.

“Estamos fazendo a transição de uma economia linear para uma economia circular e abraçarmos inteiramente o Projeto Eco porque temos a plena convicção de que plástico e sustentabilidade devem caminhar juntos nessa nova realidade, de um futuro mais sustentável”, comenta Herman Moura presidente da Lord.

A Lord é especializada no desenvolvimento e na produção de filmes e embalagens plásticas flexíveis, atendendo ao mercado nacional e internacional há mais de 50 anos. A empresa atua nos segmentos agrícola, alimentício, bebidas, conversão, higiênicos e descartáveis, industrial, varejo entre outros.

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Braskem e tailandesa SCG Chemicals estudam investimento conjunto na obtenção de eteno derivado de fontes renováveis para produção de Polietileno “Verde”

13/09/2021

A Braskem assinou memorando de entendimento (MOU) com a SCG Chemicals, uma das maiores empresas petroquímicas da Tailândia, para realizar estudos para investir conjuntamente em uma nova planta de desidratação de etanol na Tailândia para produção de eteno e polietileno I’m greenTM. Se implementada, esta cooperação pode dobrar a capacidade existente do Polietileno “Verde” I’m green.

“Em meio à crescente demanda por soluções sustentáveis e por economia circular em todo o mundo, continuamos em busca de oportunidades para expandir a disponibilidade de bio-PE I’m greenTM. Além de atender às expectativas dos clientes e contribuir para o compromisso de neutralidade de carbono até 2050, este projeto pode ser um marco para a presença da Braskem na Ásia. Temos a satisfação de desenvolver esta potencial parceria com a SCG Chemicals, a qual compartilha semelhante visão com respeito à sustentabilidade e tem um histórico de sucesso na indústria química na Ásia”, afirma Roger Marchioni, Diretor da Braskem para a Ásia.

Tanawong Areeratchakul, presidente da SCG Chemicals acrescenta: “Estamos comprometidos com a sustentabilidade e o avanço da economia circular para uma sociedade e meio ambiente melhores. Esse MOU significa que estamos explorando possíveis opções de parceria e investimento com a Braskem para trazer a produção de biopolímeros para a Ásia. Isso nos ajudaria a cumprir nossa promessa de nos tornarmos “Empresas Químicas para a Sustentabilidade” e de garantir a gestão social e ambiental de acordo com os padrões ESG (Ambientais, Sociais e de Governança), ao mesmo tempo em que promovemos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) e atendemos ao mercado crescente demanda por produtos ambientalmente corretos de acordo com as diretrizes para o desenvolvimento da Economia Bio-Circular-Verde: Modelo BCG da Tailândia.”

Se os estudos de viabilidade forem aprovados de comum acordo entre as partes, a unidade de produção ficará localizada em Map Ta Phut, Rayong, Tailândia. Este projeto permitiria a combinação do know-how de tecnologia e biopolímeros da Braskem com o conhecimento da SCG Chemicals do mercado asiático e expertise na produção de PE.

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BASF conclui compra de 49,5% do parque eólico offshore no Mar do Norte holandês

02/09/2021

  • Aprovação de todas as autoridades relevantes já recebidas
  • As obras no Mar do Norte já começaram
  • Fornecimento de energia para tecnologias de baixa emissão com início em 2023

Após a aprovação de todas as autoridades relevantes, a BASF concluiu com sucesso hoje, 01/09/2021, a compra de 49,5% do parque eólico offshore Hollandse Kust Zuid da Vattenfall. O fechamento da transação, originalmente previsto para o quarto trimestre de 2021, foi concluído antes do planejado.

De acordo com o acordo que a BASF e a Vattenfall assinaram em junho de 2021, o preço de compra chega a € 300 milhões. Incluindo a contribuição da BASF para financiar a construção do parque eólico, o compromisso total da BASF chega a cerca de € 1,6 bilhão. A BASF pretende reduzir seu investimento vendendo ações para um co-investidor financeiro; o processo respectivo já foi iniciado.

As obras de construção do parque eólico no Mar do Norte holandês começaram em julho de 2021. O parque eólico offshore não conta com subsídios e deverá estar totalmente operacional em 2023. Nessa época, será o maior parque eólico offshore do mundo, com 140 turbinas e uma total capacidade instalada de 1,5 gigawatts. A eletricidade do parque eólico permitirá à BASF implementar tecnologias inovadoras de baixa emissão em vários de suas instalações de produção na Europa. Outra parte significativa da produção de eletricidade é reservada para os clientes holandeses da Vattenfall.

O complexo químico da BASF em Antuérpia (Bélgica) se beneficiará da energia renovável em uma extensão significativa. A unidade da BASF em Antuérpia é a maior unidade de produção de produtos químicos na Bélgica e a segunda maior unidade do Grupo BASF em todo o mundo.

O esquema de fornecimento para outras unidades da BASF na Europa dependerá do desenvolvimento do respectivo regulamento para energia renovável. O parque eólico também ajudará a Holanda a atingir sua meta de geração de energia renovável e metas de redução de gases de efeito estufa. A BASF tem mais de 1.500 funcionários na Holanda que desenvolvem, produzem e vendem produtos para muitos setores em vários locais.

“Este parque eólico será um importante alicerce para fornecer eletricidade renovável ao nosso site de Antuérpia e outros sites europeus. É o primeiro grande investimento da BASF em instalações para energia renovável. Com este investimento, estamos garantindo volumes significativos de eletricidade de fontes renováveis ​​para a BASF, que é um elemento-chave de nossa transformação em direção à neutralidade climática ”, disse o Dr. Martin Brudermüller, Presidente do Conselho de Diretores Executivos da BASF SE.

“A Vattenfall e a BASF compartilham um objetivo comum de eliminar gradualmente as emissões de gases de efeito estufa de nossas operações. Com esta cooperação, a Vattenfall prova mais uma vez que as parcerias com as indústrias são um elemento chave para acelerar a transição energética europeia entre os vários setores da economia. Estou particularmente orgulhosa de podermos fazer isso e, ao mesmo tempo, garantir o fornecimento de eletricidade livre de recursos fósseis aos nossos clientes holandeses ”, disse Anna Borg, presidente e CEO da Vattenfall.

A Vattenfall afirma ter como missão permitir uma vida livre de combustíveis fósseis em uma geração. Para atingir esse objetivo, a empresa investe fortemente em energias renováveis. A energia eólica offshore desempenha um papel importante no alcance de seus objetivos. Uma pedra angular da estratégia de crescimento da Vattenfall é procurar parceiros para equilibrar os custos de investimento significativos de seus ativos futuros. Investidores fortes apoiarão a Vattenfall para acelerar e impulsionar a transformação do cenário energético, uma vez que abrirá espaço financeiro para novos investimentos em energias renováveis ​​e descarbonização.

A BASF pretende reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 25% até o ano 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050. Uma importante alavanca para reduzir ainda mais as emissões é substituir a eletricidade de base fóssil por eletricidade livre de recursos fósseis. A BASF garantirá o suprimento das quantidades necessárias de energia renovável por meio de uma abordagem “fazer e comprar”. Isso inclui a intenção de trazer co-investidores financeiros para este projeto, permitindo um uso eficiente do capital.

A BASF está trabalhando na ampliação de tecnologias de baixa emissão para dimensões industriais. Após 2030, a BASF espera implementar tecnologias tais como processos livres de CO2 para a produção de hidrogênio e crackers a vapor aquecidos eletricamente, o que aumentará significativamente a demanda da BASF por energia renovável. Os crackers a vapor desempenham um papel central na produção de produtos químicos básicos e requerem uma quantidade significativa de energia para quebrar os hidrocarbonetos, sob altas temperaturas e pressão, em olefinas e aromáticos. Os parques eólicos offshore podem desempenhar um papel fundamental no fornecimento das quantidades necessárias de energia renovável.

“Vattenfall e BASF são parceiros de longa data. Com este projecto verdadeiramente europeu damos mais um passo no reforço da nossa parceria. Juntos, faremos um impacto positivo no clima, em nossos negócios e continuaremos a buscar oportunidades futuras de cooperação ”, disseram Borg e Brudermüller.

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SABIC lança policarbonato produzido com matéria prima quimicamente reciclada

01/09/2021

  • SABIC lança policarbonato circular certificado – segundo a empresa, o primeiro na indústria com base na reciclagem química
  • Plástico misturado pós-consumo é usado como matéria-prima para produzir policarbonato com base no conceito de balanço de massa
  • Redução potencial de até 23% da pegada de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao policarbonato existente, afirma a SABIC

A SABIC anunciou o lançamento de uma resina de policarbonato (PC) e blendas obtidos a partir do processamento de resíduos de plásticos mistos pós-consumo. Segundo a SABIC, trata-se de uma inovação na indústria, baseada em reciclagem química, e demonstra o compromisso da empresa em se orientar para a uma economia circular para plásticos.

De acordo com um estudo interno de LCA da SABIC, o novo policarbonato circular certificado oferece uma redução potencial da pegada de carbono de até 23%, em comparação com a versão convencional fabricada pela empresa.

“Em outra contribuição para o desenvolvimento de uma economia circular para plásticos, estamos orgulhosos de ter desenvolvido uma nova solução que pode ajudar nossos clientes a cumprir suas metas de sustentabilidade e gerar valor, ao aumentar a quantidade de plástico misturado pós-consumo reciclado que processam” disse Abdullah S. Al-Otaibi, Gerente Geral de Soluções de Termoplasticos de Engenharia e Mercado da SABIC. “A SABIC está continuamente ampliando suas ofertas de sustentabilidade e em termoplásticos de engenharia, especificamente, novas soluções em nosso portfólio de policarbonato para ajudar a apoiar as necessidades crescentes de nossos clientes de conteúdo circular e redução da pegada de CO2 ”, acrescentou Al-Otaibi.

Parte do portfólio de soluções circulares Trucircle da SABIC, a nova resina de policarbonato circular certificada é produzido por meio da reciclagem química de plástico misturado pós-consumo que, de outra forma, poderia acabar em aterros sanitários ou incinerado. Por meio de um processo chamado pirólise, o plástico usado, difícil de ser reciclado mecanicamente, é convertido em um líquido chamado óleo de pirólise. Este óleo é então usado como matéria-prima para produzir as substâncias químicas (monômeros) que serão convertidos em plásticos com as mesmas propriedades do material virgem – neste caso, policarbonato.

O policarbonato – mais especificamente a resina Lexam, faz parte do portfólio de termoplásticos de engenharia da SABIC, incluindo blendas de PC, tais como as resinas Cycoloy e Xenoy . Os clientes de todos os setores – como Eletro-eletrônico, automotivo, saúde e bens de consumo – podem usar o novo policarbonato circular sob condições de processo idênticas às usadas para as resinas atualmente disponíveis.

O policarbonato circular é certificado por um entidade independente sob o esquema de Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC PLUS), usando uma abordagem de balanço de massa padronizada, que fornece um método de avaliação do conteúdo de material reciclado de acordo com regras predefinidas e transparentes. Além disso, o credenciamento ISCC PLUS, amplamente reconhecido, fornece rastreabilidade ao longo da cadeia de suprimentos fisicamente ligada da SABIC, desde a matéria-prima até o produto final, exigindo uma cadeia de custódia com base no sistema de balanço de massa.

Lançado em 2019, o portfólio Trucircle da SABIC abrange o design para reciclabilidade, produtos mecanicamente reciclados, produtos circulares certificados de reciclagem de matéria-prima de plásticos usados, produtos renováveis ​​certificados de matéria-prima biológica, além de iniciativas de ciclo fechado para reciclar plástico de volta em aplicações de alta qualidade, ajudando a evitar que plásticos valiosos usados ​​se tornem desperdício.

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Ineos Styrolution se associa ao Pacto de Plásticos dos EUA para promoção da economia circular para plásticos

01/09/2021

  • Empresa líder global em estirênicos acrescenta sua voz à visão de alcançar um futuro sustentável para os plásticos por meio de mudanças e soluções inovadoras.
  • Ineos Styrolution juntou-se ao Pacto de Plásticos dos EUA (U.S. Plastics Pact), liderado pela The Recycling Partnership e World Wildlife Fund, em parceria com a Ellen MacArthur Foundation.

A Ineos Styrolution juntou-se ao Pacto de Plásticos dos EUA em seu apoio a iniciativas colaborativas voltadas para soluções destinadas a promover mudanças significativas no sistema de design, uso e reutilização de plásticos. O Pacto de Plásticos dos EUA une abordagens intersetoriais, definindo uma estratégia nacional e criando soluções escaláveis ​​para criar um caminho em direção a uma economia circular para plásticos nos Estados Unidos até 2025.

Como parte do Pacto de Plásticos dos EUA, ativadores como a Ineos Styrolution reconhecem que uma mudança significativa é essencial para realizar uma economia circular para plásticos. Como tal, o Pacto de Plásticos dos EUA está reunindo mais de 10 marcas, varejistas, ONGs e agências governamentais em toda a cadeia de valor dos plásticos para trazer uma voz às embalagens dos EUA. Os membros empregarão iniciativas coordenadas e soluções inovadoras para repensar produtos, embalagens e modelos de negócios.

A Ineos Styrolution afirma ter uma forte visão de sustentabilidade com o objetivo de melhorar e aumentar a recuperação de resíduos plásticos pós-consumo e fortalecer a inovação para a circularidade. “Devemos estar focalizados na solução. É fundamental que vejamos os avanços inovadores em sustentabilidade e numa economia circular de plásticos trazidos para uma realidade global ”, diz Ricardo Cuetos, Vice-Presidente da Ineos Styrolution America LLC.

“Juntos, por meio do Pacto de Plásticos dos EUA, daremos início a mudanças no sistema para acelerar o progresso em direção a uma economia circular”, disse Emily Tipaldo, Diretora Executiva do Pacto de Plásticos dos EUA. “O Pacto dos Plásticos dos EUA mobilizará mudanças em todo o sistema por meio do apoio à inovação a montante (upstream) e de uma estratégia nacional coordenada. Essa estrutura unificada permitirá que os membros acelerem o progresso em direção às nossas ambiciosas metas de sustentabilidade para 2025. A participação integral dos membros será vital para alcançar nossos objetivos comuns. ”

Desde 2016, a iniciativa Nova Economia dos Plásticos da Ellen MacArthur Foundation tem reunido empresas e governos por trás de uma visão positiva de uma economia circular para o plástico. Seus relatórios de 2016 e 2017 sobre a Nova Economia dos Plásticos foram manchetes em todo o mundo, revelando os custos financeiros e ambientais dos resíduos de plástico e da poluição.

O Pacto de Plásticos é uma rede global de iniciativas que reúne todos os principais interessados ​​em nível nacional ou regional por trás de uma visão comum com um conjunto concreto de metas locais ambiciosas. Ele constrói uma plataforma única para trocar aprendizados e melhores práticas entre as regiões para acelerar a transição para uma economia circular para o plástico – uma Nova Economia do Plástico – na qual ele nunca se torna lixo ou poluição.

A Ineos Styrolution é um fornecedor líder global de estirênicos, com foco em monômero de estireno, poliestireno, padrão ABS e especialidades estirênicas. A empresa fornece aplicações estirênicas para muitos produtos de uso diário em uma ampla gama de indústrias, incluindo automotiva, eletrônica, doméstica, construção, saúde, embalagens e brinquedos / esportes / lazer. Em 2020, as vendas foram de 4 bilhões de euros. A Ineos Styrolution emprega aproximadamente 3.600 pessoas e opera 20 unidades de produção em dez países.

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Polipropileno quimicamente reciclado da Borealis é usado em embalagens para bebida gelada Cafè Latte da suíça Emmi

30/08/2021

A empresa suíça de laticínios Emmi está fazendo parceria com a Borealis e a Greiner Packaging para produzir copos para a bebida Caffè Latte da Emmi, usando polipropileno reciclado quimicamente.

O Caffè Latte da Emmi, uma das principais marcas de café gelado pronto para beber na Europa, começou a incorporar polipropileno reciclado quimicamente em suas embalagens. Os copos, contendo 30% de material quimicamente reciclado, são produzidos pela Greiner Packaging e o material reciclado quimicamente vem da Borealis.

A Emmi, a maior processadora de leite da Suíça, afirma estar comprometida com a proteção do clima e a economia circular. A empresa de laticínios tem a meta declarada de tornar todas as suas embalagens 100% recicláveis ​​e está comprometida com várias medidas para promover a circularidade, tais como a de usar embalagens que contenham pelo menos 30% de reciclado até 2027. Focalizando em embalagens recicláveis ​​e no uso de materiais reciclados, a Emmi está dando um primeiro passo com sua a marca Caffè Latte.

Escassez de materiais e política ambiental

A partir de setembro de 2021, a marca Emmi CaffÈ Latte, usará pelo menos 100 toneladas de plástico baseado em material reciclado a cada ano. A reciclagem química transforma quimicamente os resíduos de plástico novamente em plástico, criando materiais reciclados com um nível de pureza equivalente ao Polipropileno baseado em combustível fóssil e, portanto, adequado para proteção, segurança alimentar e outras aplicações exigentes. Desta maneira, a Emmi está utilizando matéria-prima de difícil reciclagem por vias convencionais, evitando o descarte de lixo plástico que provavelmente seria depositados em aterro ou incinerado. No futuro, dependendo da disponibilidade de material adequado, a quantidade de plástico reciclado nas embalagens Emmi Caffé Latte deverá ser aumentada.

A nova tecnologia de recuperação do polipropileno ainda está engatinhando e a Greiner Packaging e a Borealis são líderes nesse processo. Apenas quantidades limitadas de polipropileno reciclado quimicamente estão disponíveis atualmente e a Emmi é um dos poucos fabricantes de alimentos a ter garantido o fornecimento de uma parcela do polipropileno reciclado quimicamente, em função do seu compromisso inicial e colaboração de longa data com as empresas que estão à frente do desenvolvimento.

“São necessários esforços conjuntos dos fabricantes de alimentos e embalagens para reduzir o desperdício e fazer um progresso mensurável na economia circular”, diz Bendicht Zaugg, que é responsável por Embalagens Sustentáveis ​​na Emmi.

“Temos uma parceria longa e recompensadora com a Emmi e a Borealis”, disse o gerente de contas-chave da Greiner Packaging, Vincenzo Crescenza. “Esta conquista está de acordo com nosso objetivo declarado de trabalhar para alcançar uma economia circular. Nossa estratégia é desenvolver produtos inovadores, desenvolver novas parcerias de serviços e modelos de negócios, além de parcerias pioneiras em materiais. ”

“A Borealis anseia por um mundo sem resíduos de plástico”, disse Trevor Davis, Chefe de Marketing de Produtos de Consumo da Borealis. “O polipropileno reciclado quimicamente usado neste novo copo do Emmi Caffè Latte é fabricado com o portfólio Borealis Borcycle C de soluções de reciclagem química, dando outra vida aos resíduos pós-consumo à base de poliolefinas. Ele oferece benefícios abrangentes, permitindo a transição para uma indústria de poliolefinas circular, ao mesmo tempo que cria produtos plásticos de qualidade virgem. Ao permanecermos fiéis à nossa ambição EverMinds de acelerar a ação na circularidade, junto com nossos valiosos parceiros ao longo de toda a cadeia de valor, como Emmi e Greiner Packaging, estamos reinventando em direção a uma vida mais sustentável. ”

O material reciclado quimicamente usado para o copo da Emmi Caffè Latte é composto total e exclusivamente por material certificado com ISCC (International Sustainability & Carbon Certification), com base no balanço de massa. O balanço de massa é uma metodologia que permite rastrear a quantidade e as características de sustentabilidade do conteúdo circular e / ou de base biológica na cadeia de valor e em cada etapa do processo. Em última análise, isto proporciona transparência também aos consumidores, permitindo-lhes saber que o produto que estão comprando é baseado em material renovável.

A Borealis é uma das empresas líderes no mercado europeu de produtos químicos básicos, fertilizantes e plásticos. Com sede em Viena, Áustria, a Borealis emprega 6.900 funcionários e opera em mais de 120 países. Em 2020, a Borealis gerou EUR 6,8 bilhões em receitas de vendas e um lucro líquido de EUR 589 milhões. A OMV, a empresa internacional de petróleo e gás sediada na Áustria, detém 75% da Borealis, enquanto os 25% restantes são detidos por uma holding da Mubadala, sediada em Abu-Dhabi. A joint venture fornece serviços e produtos para clientes em todo o mundo por meio da Borealis e de duas outras joint ventures: Borouge (com a Abu Dhabi National Oil Company, ou ADNOC, com base nos Emirados Árabes Unidos); e Baystar (com a TotalEnergies, com sede nos EUA).

A Emmi é a maior processadora de leite da Suíça. Suas raízes remontam a 1907, quando foi fundada por 62 cooperativas de produtores de leite nos arredores de Lucerna. Na Suíça, a Emmi produz uma gama completa de produtos lácteos para suas próprias marcas e marcas próprias de clientes, incluindo Emmi Caffè Latte e Kaltbach. Além disso, existem produtos fabricados localmente dependendo do país – principalmente no segmento de especialidades. Além do leite de vaca, também é processado leite de cabra e ovelha. O Grupo Emmi possui 25 unidades de produção na Suíça. No exterior, a empresa possui subsidiárias em 14 países, incluindo unidades de produção em 8 deles. A Emmi exporta produtos da Suíça para cerca de 60 países. Além de seu mercado doméstico na Suíça, as atividades de negócios da empresa se concentram na Europa Ocidental e no continente americano. As vendas de CHF 3,7 bilhões – cerca de 10% dos quais vêm de produtos orgânicos – são divididas igualmente entre a Suíça e outros países. Dos quase 8.900 funcionários, mais de dois terços agora estão empregados em locais fora da Suíça.

Greiner Packaging é um fabricante europeu líder de embalagens plásticas nos setores alimentício e não alimentício. A empresa fornece soluções especializadas nas áreas de desenvolvimento, design, produção e decoração há mais de 60 anos. A Greiner Packaging possui duas unidades de negócios: Packaging e Assistec. Enquanto a unidade Embalagem se concentra em soluções de embalagem inovadoras, a unidade Assistec se dedica à produção de peças técnicas sob medida. A Greiner Packaging emprega uma força de trabalho de aproximadamente 4.900 em mais de 30 localidades em 19 países ao redor do mundo. Em 2020, a empresa gerou receitas de vendas anuais de EUR 692 milhões (incluindo joint ventures), o que representa aproximadamente 35 por cento das vendas totais da Greiner.

Firjan: uso do hidrogênio como energia pode impulsionar investimentos no Rio de Janeiro

29/08/2021

O cenário mundial do uso do hidrogênio (H2) como energia, que prevê investimentos de US$ 500 bilhões até 2030, e o conjunto de oportunidades que o desenvolvimento dessa tecnologia representa para o Brasil e para o estado do Rio foram debatidos na segunda Websérie Novas Energias, organizada pela Firjan, no início deste mês. O H2 poderá trazer investimentos para o Rio, como no Porto do Açu, em São João da Barra, que negocia a instalação de usinas no local.

“É uma oportunidade única de discutir o tema de extrema relevância para a indústria e sua competitividade internacional. União Europeia e EUA têm metas ambiciosas de redução de emissão de carbono até 2050 e vão recorrer ao hidrogênio”, analisou Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional e um dos mediadores da série “Rotas de Hidrogênio: energia do futuro e oportunidades para o Rio”.

No país, os projetos de hidrogênio verde somam US$ 22 bilhões. O Porto do Açu aposta nessa produção, utilizando água e usinas eólica e solar que devem ser instaladas na área. “Abre um leque de opções de produção de baixo carbono, também com o uso da amônia, que tem maior potencial de transporte do hidrogênio. Estamos participando desse desenvolvimento da tecnologia e do mercado”, explicou Filipe Segantine, gerente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis no Porto do Açu.

“A demanda por hidrogênio verde tem a ver com a descarbonização, com o compromisso mundial de conter o crescimento da temperatura global em 1,5 grau. O H2 vai transformar o mercado de energia mundial. Até 2025, os países que representam 80% do PIB mundial terão suas estratégias de hidrogênio definidas. A Alemanha definiu que vai descarbonizar sua economia até 2050 e, para isso, precisa importar 90% de H2. Com esse objetivo, dedica recursos para fomentar a economia de hidrogênio no Brasil e em outros países. Mais de 60% das empresas alemãs com tecnologia nessa área têm subsidiárias no Brasil”, destacou Ansgar Pinkowski, gerente de Inovação e Sustentabilidade na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio).

“O Ministério de Minas e Energia (MME) vai lançar o Programa Nacional de Hidrogênio, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e que tem sua minuta sendo avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética do Ministério. O H2 foi introduzido como um dos temas prioritários de pesquisa e desenvolvimento”, adiantou Luciano Basto Oliveira, consultor técnico na EPE, do MME. A nota técnica de fevereiro de 2021 da EPE já mostra o panorama desse mercado, seus desafios e oportunidades.

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Stadler: o desafio da triagem em recicláveis secos e embalagens leves

16/08/2021

Planta da Indaver (Bélgica)

A composição variável e em constante mudança dos materiais residuais representa um desafio para os projetistas de plantas de triagem, que precisam fornecer taxas de pureza consistentemente altas enquanto gerenciam um grau crescente de complexidade. A Stadler, fornecedora de plantas de separação para a indústria de reciclagem, vem projetando e implementando instalações flexíveis, que se adaptem aos requisitos específicos dos materiais processados e de pureza do produto final.

O setor de reciclagem e destinação de resíduos está em constante evolução, com graus de complexidade e volumes crescentes. Novos regulamentos, políticas e metas foram introduzidos em todo o mundo para abordar a questão global de resíduos. Diferentes países adotaram abordagens variadas para coletar e separar recicláveis mistos secos e embalagens leves, enquanto se esforçam para reduzir a quantidade de materiais que vão para aterros. A composição e a densidade desses resíduos também estão em constante mudança, com proporção crescente de filmes e bandejas plásticas. Ao mesmo tempo, a indústria de reciclagem está exigindo altos níveis de pureza das frações separadas, para que seus produtos finais reciclados possam competir com os materiais virgens do mercado. Esses fatores estão impulsionando a demanda por plantas de separação capazes de processar vários materiais de maneira flexível, ao mesmo tempo em que fornecem taxas de pureza consistentemente altas.

O desenvolvimento de plantas de triagem para recicláveis mistos secos e embalagens leves que atendam a esses requisitos exige uma abordagem flexível e personalizada, combinada com um conhecimento de como a composição variável do material residual afeta o processo de triagem. A Stadler tem estado envolvida no projeto das primeiras plantas deste tipo desde o início e desenvolvido inúmeras dessas instalações em todo o mundo.

Considerações de design: composição do material residual

A composição dos resíduos que chegam às estações de triagem pode variar em função de diversos fatores, a começar pela forma como os resíduos são recolhidos e separados, que pode variar de país para país ou mesmo a nível regional. Os recicláveis mistos secos podem incluir papel e papelão, embalagens plásticas, metais ferrosos e não ferrosos e filmes – em alguns casos, também embalagens tetra-pak ou vidro. O vidro e o papel também podem ser recolhidos separadamente. Os sistemas de descarte tendem a resultar em resíduos mais limpos do que a coleta. A forma como as autoridades locais cobram pela coleta de resíduos sólidos urbanos pode afetar a quantidade de pessoas que separam seus resíduos para reciclagem. Diferentes dados demográficos em áreas rurais e urbanas resultarão em fortes variações na composição e haverá até flutuações sazonais.

Jürgen Berger

“Ao desenvolver uma planta de triagem para recicláveis mistos secos e embalagens leves, a composição dos resíduos é uma consideração chave”, disse Jürgen Berger, Diretor de Vendas Internacionais da Stadler. “Por exemplo, o conteúdo misto de filme e papel na coleta de material reciclável seco no Reino Unido requer um processamento mais complexo. Se o vidro for incluído, ele precisa ser removido nos estágios iniciais para proteger o processo”.

Gerenciando complexidade crescente

A introdução de novas metas européias de reciclagem está conduzindo mudanças na forma como os resíduos são recolhidos. Na Bélgica, a decisão foi estender os tipos de plásticos coletados na sacola azul de resíduos de embalagens para incluir todas as embalagens de plástico. Como resultado, a planta de triagem em Willebroek operada pelo fornecedor de soluções de gestão de resíduos Indaver teria que processar volumes muito maiores e gerenciar a complexidade envolvida na separação de mais materiais.

A empresa decidiu investir em uma nova unidade três vezes maior que a anterior. Eles escolheram a Stadler para o projeto de uma planta com a capacidade necessária e capaz de gerenciar a complexidade: “Iniciar o projeto com a Stadler nos deixou muito confiantes de que, no final, teríamos uma instalação de alta qualidade com tecnologias de ponta. Sabíamos desde o início que o projeto estaria em boas mãos e que a Stadler faria o que fosse necessário para dar a partida pontualmente”, afirma Eline Meyvis, engenheira de projeto da unidade de triagem da Indaver.

A Stadler desenvolveu e construiu uma nova planta para separar o alto volume de resíduos de embalagens em 14 frações, com uma taxa de produção de mais de 20 t/h, usando um rasga-sacos, peneiras giratórias, separadores magnéticos, separadores por ar, separadores indutivos, separadores balísticos e separadores óticos. “A flexibilidade de toda a equipe do projeto, incluindo as pessoas no local, foi incrível. Também a vontade de resolver problemas e de fazer funcionar a instalação foi extraordinária. A Stadler entregou uma planta de alta qualidade na qual a Indaver pode confiar”.

A Stadler também gerenciou as complexidades de entregar um projeto durante uma pandemia global: “Não foi um ano fácil com a pandemia do Corona, mas a Stadler fez isso acontecer mesmo assim. Todos os marcos de produção e entrega de peças e máquinas foram alcançados. A construção foi concluída conforme planejado e o comissionamento foi iniciado no prazo. Muitos subcontratados estiveram envolvidos, sob a coordenação estrita da Stadler. Com a COVID-19, foi necessária administração extra e testes a serem feitos. Embora não tenha sido uma tarefa fácil, quaisquer possíveis atrasos e problemas foram compensados por um grande trabalho em equipe e muita flexibilidade de ambos os lados”.

Uma abordagem flexível feita sob medida para o cliente

A Stadler afirma trabalhar com uma abordagem flexível para cada projeto, desenvolvendo uma solução sob medida para as necessidades individuais de cada cliente. Silvio Urias Pereira, Diretor da empresa brasileira de gestão de resíduos Flacipel Comércio de Aparas e Sucatas Ltda, parte do Grupo Multilixo, concluiu que este foi o caso quando a Stadler projetou uma nova planta de triagem de material reciclável seco: “A Stadler trabalha em estreita colaboração com a cliente. Eles nos acompanharam durante toda a fase de ajuste e treinamento para produção e manutenção. Sua equipe técnica possui um amplo conhecimento da planta e dos materiais, o que contribui para uma excelente parceria”.

A planta processa uma entrada de material bastante heterogênea, que passa por uma pré-triagem utilizando um separador balístico Stadler PPK2000 no final da linha. Ele continua com um rasga-sacos, dois separadores balísticos Stadler STT5000, 2 separadores magnéticos, 9 separadores óticos, um separador indutivo e um sistema de sucção.

“Este projeto está em fase de planejamento há quase oito anos e, graças ao trabalho em conjunto com a Stadler, tornou-se possível”, afirma Pereira. “Foi um trabalho a 4 mãos, unindo o conhecimento da Flacipel sobre o material e demanda pela qualidade do produto final com o bom desempenho e tecnologia dos equipamentos Stadler. Com esta planta, é possível atender às altas demandas de nosso mercado, atendendo às expectativas de nossos clientes com um produto diferenciado e de qualidade”.

Flexibilidade incorporada ao processo de design e entrega

“Os principais desafios a serem enfrentados ao projetar e construir uma planta para recicláveis mistos secos e embalagens leves são as mudanças na composição do material, na embalagem e nos requisitos de pureza, porque podem afetar a qualidade e a recuperação dos produtos”, explica Jürgen Berger. “Essas mudanças podem acontecer entre a fase de projeto e o comissionamento final da planta, e essa possibilidade precisa ser levada em consideração. Na Stadler, temos experiência para resolver esses problemas, integrando flexibilidade e capacidade sobressalente em nosso projeto”.

Esta abordagem foi particularmente importante quando a Stadler projetou uma planta de triagem flexível e preparada para o futuro para o Grupo Schroll, na França, para quem a empresa já havia projetado e construído 5 plantas. A pedido do cliente, a instalação foi concebida de forma a permitir a futura expansão e a triagem de novas frações, bem como a possibilidade de instalação de robôs. A Stadler atendeu a essa demanda incluindo duas linhas de separação independentes – uma para o tratamento de multimaterial e outra para material oco – uma configuração que oferece mais flexibilidade.

Vincent Schroll, co-proprietário do Grupo Schroll, afirmou: “a evolução técnica do equipamento atende aos requisitos crescentes de nossos centros de triagem.” Pascal Schroll co-proprietário acrescenta: “Agradecemos a capacidade da Stadler de cumprir os compromissos, aconselhar-nos e responder às mudanças durante a configuração do equipamento”.

Atendendo à crescente demanda por reciclagem

O esforço para abordar a questão global de resíduos, trabalhando em direção a uma economia circular, está impulsionando um crescimento no setor de reciclagem. Como resultado, a Stadler viu um aumento na demanda por novas plantas de triagem, bem como reformas e expansões das instalações existentes.

Este foi o caso da Viridor, uma das principais empresas de reciclagem, gestão de recursos e resíduos do Reino Unido, que realizou uma reforma de 15,4 milhões de libras esterlinas em sua Planta de Reciclagem de Materiais Masons (MRF) em 2020. Como um dos dois planejadores desta planta, a Stadler afirma ter transformado sua operação, aumentando sua capacidade de 65.000 tpa para 75.000 tpa, e melhorando a qualidade da produção, alcançando 98,5% de pureza em jornais e panfletos e 95% para polímeros como PET, HDPE e plásticos mistos.

O Diretor de Reciclagem da Viridor, Colin Richardson, disse: “Este foi de longe o maior investimento em uma MRF do Reino Unido nos últimos anos. A Viridor está focada em desenvolver oportunidades para colocar materiais de reciclagem de qualidade de volta na economia a que pertencem. O plano de investimento da planta Masons foi projetado especificamente não apenas para atingir uma maior capacidade, mas para combinar a qualidade de sua produção com os requisitos do mercado. A planta agora tem o mesmo material de alimentação de antes, mas a reforma resultou em sermos capazes de lidar com um adicional de 10.000 toneladas de material por ano. Estamos satisfeitos com o desempenho da planta e seus equipamentos desde que a reforma foi concluída”.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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Earth Renewable Technologies inaugura planta de plástico biodegradável em Curitiba

16/08/2021

Eduardo Pimentel (Vice-Prefeito de Curitiba), Emanuel Martins, Kim Gurtensten Fabri e Alan Fuchs

No dia 12/08, em Curitiba, foi inaugurada oficialmente a planta industrial da Earth Renewable Technologies (ERT), primeira da América Latina focada na produção de plásticos com base em biopolímeros biodegradáveis.

A ERT afirma que os seus materiais oferecem a marcas de todos os segmentos a possibilidade de substituir embalagens tradicionais fabricadas com plásticos derivados de fontes fósseis (sejam potes, garrafas, talheres, copos, bandejas, sacolas de compras, ou outros) por outros recipientes plásticos produzidos a partir de materiais renováveis e que se degradam em até 6 meses.

“Isso é possível com a aplicação do nosso biopolímero, feito com base biológica a partir de materiais renováveis, que atende as normas técnicas e apresenta a mesma performance, mas com menor impacto ambiental. Nossa solução empodera as empresas e as conduz em direção aos conceitos mais concretos de economia circular, reduzindo suas pegadas de carbono, diminuindo a dependência de plásticos de origem fóssil, focando no desperdício zero e reduzindo o descarte de lixo plástico não degradável na natureza”, pontua Kim Gurtensten Fabri, CEO da Earth Renewable Technologies. “A expectativa da ERT na atual planta é crescer de 2 mil para 35 mil toneladas de polímeros, chegando em 800 milhões de faturamento e gerando 160 empregos em Curitiba, com investimento de R$ 250 milhões. Queremos nos tornar em breve a terceira maior empresa de biopolímeros do mundo”, complementa Fabri.

A ERT afirma que suas soluções permitem criar e personalizar variados tipos de embalagens. Uma dessas aplicações é a sacola PLA Biobased. Segundo a empresa, trata-se de uma solução biodegradável obtida de fontes renováveis (vegetais). Outra exemplo são as embalagens feitas especialmente para a Melíponas (a EarthBottle, embalagem para envase de própolis, a qual, segundo a a empresa, é compostável).

“Nossa empresa tem duas premissas. A primeira é de que o plástico é necessário, mas logo em seguida a segunda, de que os plásticos a base de petróleo não podem permanecer”, diz o membro do Conselho da ERT, Alan Fuchs.

“Estamos muto satisfeitos em contar com uma empresa que se preocupa com o desenvolvimento sustentável e a inovação. A ERT aqui, ocupando um espaço urbano que estava vazio, trazendo movimento, emprego e uma linha de produção moderna, está totalmente em sinergia com o DNA da cidade, levando nosso nome para o Brasil e para o mundo afora”, resume o Vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.

A ERT surgiu há 12 anos como uma startup na Clemsom University, na Carolina do Sul/EUA. Há dois anos, iniciou uma pesquisa com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) focada no desenvolvimento de polímeros fabricados a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Atualmente, a produção utiliza a cana-de-açúcar inteira.

Segundo a ERT, a fibra patenteada pela empresa ERT – intitulada Short Fiber Reinforced Polymer (SFRP) – é capaz de modificar o desempenho de biopolímeros e possibilitar aplicações antes desconhecidas para estes materiais. “Isso se dá pelo uso de bioplásticos, que são produtos de base biológica, derivados de plantas e outros materiais renováveis agrícolas, marinhos e florestais”, explica Fabri.

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Ambev investe em startup que produz embalagens a partir de rejeitos agrícolas

16/08/2021

Embalagem é produzida com rejeitos agrícolas, como palha de milho

A Ambev assumiu metas sustentáveis ambiciosas para 2025, como ter 100% das embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de conteúdo reciclado e diminuir a poluição plástica.

A empresa investiu na rodada seed de captação de uma startup que detém uma tecnologia regenerativa que possibilita o desenvolvimento de embalagens fabricadas com compostos orgânicos. Um projeto piloto da companhia lançará em outubro deste ano novas embalagens fabricadas com biomaterial em pontos de venda de São Paulo. A ideia é validar a embalagem com os consumidores para produção em escala já em 2022.

Para que a inovação sustentável saísse do papel, a Ambev e a growPack, startup participante da segunda edição do programa Aceleradora 100+ em 2020, firmaram parceria para a viabilização do projeto piloto. Nas duas primeiras edições do programa Aceleradora 100+, a Ambev investiu mais de R$ 12 milhões em projetos, que trouxeram soluções inovadoras em áreas como o desenvolvimento de novas embalagens, caminhões elétricos, agricultura sustentável dentre outros.

Segundo a growPack, o ciclo de vida da embalagem é completamente sustentável – ela é  produzida com rejeitos agrícolas, basicamente palha de milho, de forma 100% mecânica (sem químicos e efluentes). O descarte acontece de maneira compostável ou reciclado junto na cadeia do papel, afirma a empresa.

Números divulgados pela Ambev informam que a produção das embalagens com o biomaterial consome 80% menos água, reduz em 50% as emissões de gás carbônico (CO2) e economiza 25% de energia elétrica em comparação com o papel cartão. A empresa afirma ainda que, em 2020,  atingiu 45% de conteúdo reciclado nas embalagens de PET, 47% nas embalagens de vidro e 74% nas latas de alumínio no Brasil.

“Estamos testando novas soluções, considerando matérias primas sustentáveis para a produção de embalagens e ampliação da cultura do retornável até atingir nossa meta zero de emissões plásticas até 2025”, diz Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Suprimentos e Sustentabilidade da Ambev.

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Tomra: A gestão de resíduos contribui para proteção do clima

11/08/2021

Planta Ivar IKS, na Noruega

Estudo encomendado pela Tomra indica que Sistemas de recursos holísticos podem economizar emissões de 2,76 bilhões de toneladas de CO2

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) de 2016 foram concretizados pela Comissão Européia: a nova lei climática da UE aumenta a meta de redução de emissões de 40% para, pelo menos, 55% até 2030, a fim de atender às expectativas da Cúpula Mundial do Clima que se realizará em novembro, em Glasgow. Nesse contexto, a atuação da Tomra pretende contribuir para atingir esses objetivos e aprimorar a gestão de resíduos. Um novo estudo encomendado pela Tomra e conduzido pela Eunomia, empresa de consultoria de sustentabilidade com sede em Londres, demonstra o potencial para um sistema de gestão de resíduos otimizado no que diz respeito às mudanças climáticas. Segundo o estudo, no geral, é possível uma redução de 2,76 bilhões de toneladas de CO2 / ano.

Tal redução pode ser alcançada, segundo a empresa, pelo uso de Sistemas de Recursos Holísticos – a combinação otimizada das principais práticas de gerenciamento de resíduos para coleta, seleção e reciclagem para promover a transição para uma economia circular, contribuindo para evitar o esgotamento de recursos naturais, reduzir o descarte e contribuir para um mundo neutro em carbono.

Os Sistemas de Recursos Holísticos são uma combinação ideal de regulamentos de estrutura política – como responsabilidade estendida do produtor -, sistemas de devolução de embalagens e processos técnicos para a triagem de resíduos. A Eunomia, examinou vários modelos para identificar o cenário mais eficiente e econômico para um sistema holístico.

Os resultados indicam que:

  • Os sistemas de devolução de embalagens para garrafas PET e latas de bebidas, com uma eficiência de retorno acima de 90%, devem desempenhar um papel central em tal sistema.
  • Com relação ao restante do lixo doméstico, apenas resíduos orgânicos, papel, têxteis e equipamentos elétricos e eletrônicos devem ser coletados separadamente.
  • O resto deve permanecer em um fluxo de resíduos mistos, que pode ser mais eficientemente separado em materiais reutilizáveis para reciclagem posterior.

Isso permitirá que modelos holísticos personalizados regionalmente cortem as emissões globais de CO2 em até 5% – o equivalente a deixar no solo todos os vôos comerciais em todo o mundo e tirar 65% dos carros das estradas.

“Agora é a hora de ação real para garantir que as sociedades parem de desperdiçar recursos, com todas as consequências negativas relacionadas. Em muitos lugares, a pandemia ajudou a cumprir as metas do Acordo Climático de Paris”, ressalta Volker Rehrmann, Vice-Presidente Executivo e Chefe da Divisão de Reciclagem / Mineração e Economia Circular da Tomra. “Mas, mesmo para manter esse nível, será exigida uma implementação determinada e consistente, incluindo sistemas holísticos, para fechar os ciclos.”

Os três elementos da gestão holística de resíduos são:

  • Sistemas de devolução de embalagens (deposit return schemes – DRS) para embalagens PET e latas de bebidas com eficiência de retorno acima de 90%. Eles maximizam a recuperação de material de alta qualidade e alta intensidade de carbono enquanto reduzem o lixo.
  • Coletas seletivas de resíduos orgânicos, papel, têxteis e equipamentos elétricos e eletrônicos (REEE) permitem que esses materiais sejam reciclados para o maior aproveitamento do carbono. Segundo a Tomra, embora coletas seletivas sejam uma parte intrínseca dos recursos holísticos, os índices de recuperação, mesmo nas melhores práticas, não são boas o suficiente. Uma triagem adicional da fração de resíduos restante sempre será necessária.
  • A triagem de resíduos misturados (mixed waste sorting – MWS) gera taxas adicionais de coleta e reciclagem acima e além do que os outros elementos podem oferecer, afirma a Tomra. A incineração ou a disposição em aterro de plásticos e outros materiais com alto teor de carbono geram emissões desnecessárias de gases de efeito estufa (GEE). A MWS reduz essas emissões e retorna mais materiais ao sistema para incorporação em novos produtos. Segundo a empresa, a MWS precisa ser considerada uma prioridade de investimento agora, já que é uma barreira necessária para garantir que os sistemas de gerenciamento de resíduos recuperem o máximo de recursos possível para reciclagem.

Para discutir mais a fundo esses conceitos e o white paper recentemente lançado (https://solutions.Tomra.com/hrs-whitepaper-download), a Tomra realizou um webcast ao vivo “Sistemas de recursos holísticos” com o Dr. Volker Rehrmann, EVP, Tomra e o convidado Joe Papineschi, Presidente da Eunomia, em 7 de julho de 2021 (https://solutions.Tomra.com/ce-webcast-registration).

Caso 1: Melhores práticas em DRS – Lituânia

Em fevereiro de 2016, o governo da Lituânia implementou um “sistema de devolução de embalagens” para dar aos consumidores um incentivo para devolver embalagens de bebidas a serem usadas para reciclagem. A Tomra apoiou a Lituânia com a implementação de seu sistema de depósito de garrafas, lançado em fevereiro de 2016. O lançamento foi a primeira vez que a Tomra trabalhou com um modelo “throughput” na Europa. Segundo a Tomra, o sistema de devolução de garrafas da Lituânia superou as expectativas, com 91,9% de todas as garrafas de bebidas devolvidas para reciclagem até o final de 2017.
Mais informações: https://www.Tomra.com/en/collection/reverse-vending/case-studies/roll-out-lithuania

Caso 2: Melhores práticas MWS – IVAR IKS / Stavanger

Um modelo exemplo da estrutura de Sistemas de Recursos Holísticos está na região ao redor de Stavanger, na Noruega. Antes da análise, a região oferecia um sistema abrangente de coleta seletiva de resíduos orgânicos (alimentos e jardim), papel, plásticos, vidro e têxteis. Agora, o sistema IVAR IKS processa todos os seus resíduos sólidos urbanos misturados em uma das Plantas de Triagem de RSU mais avançadas da Europa. O resultado: uma planta de triagem de resíduos mistos recém-construída e totalmente automatizada, incluindo novas instalações para beneficiamento de plásticos e triagem de papel. A IVAR IKS alcançou aumento significativo nas taxas gerais de reciclagem, com a recuperação de plásticos e metais, sendo mais notável na redução das emissões das mudanças climáticas, afirma a Tomra. As mudanças implementadas no sistema, incluindo a separação de resíduos mistos, resultaram nas maiores taxas de reciclagem na sua classe. De acordo com a empresa, em 2021, a IVAR IKS ficou em primeiro lugar na Noruega em taxas de coleta de embalagens de plástico pós-consumo.

Para assistir ao Webcast na íntegra: https://video.Tomra.com/the-holistic-resource-systemmp4

A Tomra Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Cerca de 7.400 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo, segundo a empresa. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de seleção de resíduos, a Tomra Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 995 milhões de euros e emprega mais de 4.300 pessoas globalmente.

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Descarte correto e coleta seletiva serão temas da Semana do Plástico no Espírito Santo

06/08/2021

Descarte Correto e Coleta Seletiva, Economia Circular, Inovação e Novas Tecnologias são temas que serão abordados durante a 14ª Semana do Plástico. Com o tema “Utilização do Plástico na Saúde”, o evento, que será realizado pelo Sindiplast-ES, terá painéis que contarão com especialistas do Brasil e Exterior.

As discussões do evento, que terá formato híbrido, são voltadas para o setor de plásticos e também pra a sociedade em geral. O evento será realizado entre os dias 8 e 13 de novembro.

Os plásticos, presentes no dia a dia dos hospitais, além de proporcionarem segurança e avanço para o setor médico-hospitalar, oferece outras propriedade úteis nesse segmento, tais como resistência química, estabilidade dimensional, impermeabilidade, leveza, facilidade de moldagem, durabilidade e compatibilidade com outros materiais.

Durante a pandemia da COVID-19, a utilização dos plásticos se tornou ainda mais imprescindível, pois integram ações fundamentais de não contaminação e combate à enfermidade, tanto para a preservar a vida da população como um todo, quanto para os profissionais da área da saúde.

Fonte/Foto: Sindiplast-ES

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DSM e Fibrant reduzem emissões de Gases de Efeito Estufa na produção de Poliamida 6

22/07/2021

Tendo em vista o atual afunilamento das metas de emissões de gases de efeito estufa (GHG) na Europa, a DSM e a Fibrant anunciaram a obtenção de uma grande redução nas emissões de GHG na produção de Caprolactama e, portanto, subsequentemente, também da Poliamida 6 (PA6) produzida na Europa a partir de Julho de 2021. A redução nas emissões de GHG é estimada em cerca de 800 milhões de kg de CO2 por ano. Esta redução significativa foi alcançada com a implementação de várias melhorias de tecnologia, entre as quais um programa avançado de abatimento de N2O no processo de produção de caprolactama da Fibrant.

A partir de julho, a Fibrant comercializará a sua caprolactama com pegada de carbono reduzida sob o nome comercial EcoLactam.

Paul Habets, Diretor de Marketing e Vendas Fibrante disse: “Tenho o orgulho de anunciar que a Fibrant migrará para 100% EcoLactama, uma caprolactama de nova geração com uma pegada de carbono (CFP) muito baixa. Tudo isso foi alcançado por meio da melhoria contínua dos processos e de um foco claro na sustentabilidade. Com uma nova geração de produtos, reduziremos nosso CFP em mais de 50% através da redução significativa de N2O e aplicando nossa tecnologia proprietária HPO e Hydranone, mantendo o desempenho e qualidade no mesmo alto nível. ”

Com a introdução do EcoLactam pela Fibrant, a DSM Engineering Materials será capaz de oferecer seu portfólio de poliamida 6 Akulon produzido na Europa com a menor pegada de carbono de PA6 disponível no mercado, afirma a empresa. Isso permite que os clientes da DSM reduzam a pegada de carbono de seus próprios produtos e contribuam para a redução global das emissões de GHG nas cadeias de valor posteriores, em segmentos como o automotivo, elétrico, eletrodomésticos e embalagens de alimentos. Além disso, as duas empresas se uniram para reduzir ainda mais as emissões de GHG, visando atingir emissões Zero já em 2040.

Bert Havenith, Diretor de Sustentabilidade da DSM Engineering Materials acrescenta: “Temos uma longa história de fornecimento de provas tangíveis de nosso compromisso com a sustentabilidade. Como uma etapa adicional, somos capazes de reduzir ainda mais nossa pegada com uma abordagem de balanço de massa de matéria-prima de base biológica (Akulon B-MB) ou via abordagem reciclada (Akulon RePurposed, Akulon CRC-MB). Junto com nossos clientes, fornecedores e parceiros, estamos prontos para impulsionar nosso setor, aproveitar as oportunidades sustentáveis ​​à frente e cumprir nossos propósitos ”.

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Arburg prepara exposição para a Fakuma 2021

22/07/2021

Juliane Hehl, sócia-diretora da Arburg

• “Wir sind da.”: Arburg terá uma presença pessoal relevante na feira de plásticos em Friedrichshafen
• Dois mundos, um objetivo: Digitalização e sustentabilidade para mais eficiência de produção
• Ao vivo: novas máquinas, aplicativos inovadores, discussões pessoais no estande de Arburg

Ocorrendo entre 12 a 16 de outubro, a Fakuma será o primeiro grande evento presencial internacional deste ano para o setor de plásticos a ser realizado na Alemanha. A Arburg está se preparando para uma ter uma exposição relevante na feira de Friedrichshafen. O foco será “O melhor dos dois mundos”: “arburgXworld” e “arburgGREENworld”. Arburg estará ao vivo e pessoalmente no estande 3101 no Hall A3, onde os visitantes profissionais entrarão em contato com os temas do processamento de plásticos digital, sustentável e de produção eficiente.

“Mal podemos esperar para voltar a falar pessoalmente com os clientes e partes interessadas. Nossa equipe está muito motivada e ansiosa para apresentar os diversos destaques ao vivo aos visitantes”, enfatiza Juliane Hehl, Sócia-Diretora responsável por Marketing na Arburg. “A Fakuma tem sido tradicionalmente de grande importância para nós. A visita ao stand da Arburg certamente será uma experiência da qual os visitantes profissionais irão se lembrar por muito tempo. Com nosso espírito pioneiro e estratégia focalizada, mostraremos como as peças de plástico podem ser produzidas hoje e amanhã, de forma competitiva, sustentável e digitalmente interconectada. “

Grandes temas do futuro

Na Fakuma 2021, a Arburg apresentará suas competências agregadas e novos desenvolvimentos.

A Arburg disponibiliza um grande volume de know-how em seu portal do cliente “arburgXworld” e no desenvolvimento de novos serviços e recursos digitais que trazem valor agregado real, como o “AnalyticsCenter” para análise de processos. No futuro, também será possível integrar máquinas e dispositivos periféricos de outros fabricantes na plataforma central.

A produção sustentável de peças plásticas e seu retorno ao ciclo de materiais recicláveis ​​(Economia Circular) é ilustrada pela Arburg por meio de exemplos de aplicação inovadores. Entre esses, inclui-se a separação por tipo usando uma marca d’água digital (“HolyGrail2.0” e “CurveCode”) durante a produção de IML e xícaras de café expresso. Uma outra aplicação que também chama a atenção são os óculos de sol “verdes” feitos de PA12 de base biológica e produzidos em um sofisticado sistema turnkey.

Aplicações inovadoras e de primeira linha para feiras

A série Allrounder More para moldagem por injeção multicomponente eficiente será estreada na Fakuma 2021. Outros destaques são o acionador de rosca de rolos planetários desenvolvidos e produzidos em Lossburg e o sistema de controle Gestica. Um total de nove exposições de máquinas irão demonstrar aplicações e processos inovadores no estande da feira. Em exposição estará a produção eficiente de copos IML para o setor de embalagem, de tubos de sangue e invólucros de fluido 2k (2 componentes) para o setor médico, bem como a moldagem por injeção de porta-máscaras em Borracha de Silicone Líquido (LSR) e a manufatura aditiva industrial de materiais LSR e pellets de plástico originais.

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GreenPlast: nova feira com foco na sustentabilidade dos plásticos é anunciada para Maio de 2022 em Milão (Itália)

21/07/2021

A Promaplast srl apresentou a GreenPlast, uma nova feira / convenção dedicada a materiais, tecnologias e processos de transformação de plásticos e borracha, com forte ênfase na sustentabilidade ambiental, recuperação e reciclagem de materiais e eficiência energética.

O novo evento responde à necessidade de se descrever e compartilhar as melhores práticas na indústria de plásticos para benefício do meio ambiente.

De 3 a 6 de maio de 2022, a Fiera Milano sediará toda a indústria de plásticos e borracha em Rho-Pero, em um evento dedicado a soluções inovadoras para impulsionar a sustentabilidade ambiental, eficiência energética, opções para “Reduzir-Reutilizar-Reciclar” e avançar para uma economia circular. As empresas do setor vêm investindo nessas áreas há anos, liderando o caminho como players dinâmicos no mercado.

A GreenPlast, organizada pela Promaplast srl, permitirá que todos os operadores interessados ​​- italianos e não italianos – avaliem as tecnologias de processamento de plásticos e borracha e o novo paradigma da Indústria 4.0 com ênfase no Made-in-Italy, que tem se destacado em todo o mundo por suas soluções de alta tecnologia desde o despertar de uma consciência ambiental (há muitos anos e especialmente nos países mais desenvolvidos).

As principais empresas italianas e internacionais terão a chance de mostrar suas soluções inovadoras para a sustentabilidade ambiental nos corredores do Pavilhão de feiras, nos seguintes setores:

  • matérias primas virgens de baixo impacto e baixa pegada de carbono; matérias-primas secundárias, biopolímeros, aditivos
  • produtos semiacabados e acabados feitos de materiais inovadores, reciclados ou de origem biológica
  • máquinas, equipamentos e sistemas que combinem baixo consumo de energia com alto desempenho, processamento de alta eficiência e sejam capazes de usar materiais inovadores, reciclados e / ou de origem biológica
  • sistemas e máquinas para a seleção, processamento e reciclagem de plásticos e borracha, tanto em linha quanto pós-consumo
  • serviços de suporte e consultoria para a produção de plásticos e borracha em geral (da injeção à extrusão, do sopro à termoformagem, etc.) e recuperação e reciclagem
  • empresas públicas, consórcios e organizações ativas na reciclagem de plásticos e borracha.

A GreenPlast apresentará uma conferência internacional, recebendo palestrantes de renome mundial que discutirão questões-chave relacionadas à feira: sustentabilidade ambiental e economia circular, especialmente no que se refere a embalagens e produtos plásticos.

O evento acontecerá paralelamente à IPACK-IMA, feira internacional para a indústria de embalagens. A concomitância dos dois eventos é tudo menos casual: a afinidade entre as indústrias de embalagens e plásticos é afirmada pelo fato de cerca de 50% de todas as embalagens serem feitas de plástico (bandejas, garrafas, filme, etc.). Por outro lado, a demanda dos consumidores de embalagens para produtos ambientalmente sustentáveis ​​só está crescendo. A simultaneidade do IPACK-IMA e do GreenPlast permitirá, assim, combinar a apresentação de duas esferas de produção diferentes, mas altamente complementares.

O projeto irá, assim, promover momentos de contato e desenvolvimento, colocando os visitantes, sobretudo internacionais, em contato com um espectro completo, graças à natureza transversal das duas exposições e à experiência dos respectivos organizadores, apoiados pelas associações profissionais dos dois macrosetores representados: AMAPLAST (Associação Italiana de Fabricantes de Máquinas e Moldes para Processamento de Plásticos e Borracha) e UCIMA (Associação Italiana de Fabricantes de Máquinas de Embalagem).

Além disso, o recinto de feiras também receberá os eventos concomitantes Print4All (dedicada à impressão comercial e industrial), Intralogistica Italia (sistemas para manuseio de materiais industriais, gerenciamento de armazém, armazenamento de materiais e separação) e, pela primeira vez em Milão, Pharmintech (processamento, e soluções de embalagem para produtos farmacêuticos, nutracêuticos, cosmecêuticos). Esses eventos incorporam a lógica de uma cadeia de suprimentos integrada e são um componente importante da “The Innovation Alliance”.

Mais informações sobre a participação no GreenPlast serão fornecidas pela equipe de organização da feira comercial nas próximas semanas.

O diálogo dentro e fora da indústria do plástico ganhará novo fôlego em 2023 com a feira trienal internacional PLAST, que finalmente foi remarcada para 5-8 de setembro de 2023. Os expositores já confirmaram demanda por 30.000 m2, manifestando interesse em não perder a chance de participar do evento.

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Materiais de origem renovável para calçados são destaques da BASF no Inspiramais 2021

15/07/2021

  • Plásticos de base biológica são parcial ou totalmente feitos de matérias-primas renováveis
  • Evento Inspiramais está sendo apresentado digitalmente entre 13 e 16 de julho, com inovações para diversos setores

Novos produtos para fabricação de calçados desenvolvidos pela BASF serão apresentados no Inspiramais Digital, salão de soluções que está sendo realizado de 13 a 16 de julho em plataforma online. Segundo a BASF, a nova série N da companhia apresenta soluções em poliuretano termoplástico (TPU) e sistema PU (poliuretano) para componentes de calçados com cerca de 50% de sua composição vinda de fonte renovável, diminuindo o uso de materiais de fonte fóssil e as emissões de gases do efeito estufa. Os materiais mantêm as propriedades químicas e mecânicas dos sistemas já existentes, garantindo a performance desejada para cada tipo de calçado, afirma a empresa.

“O Inspiramais é um fórum altamente qualificado, que reúne soluções e materiais, considerando aspectos sociais, econômicos e culturais que impactam diretamente na moda. Nossa linha de base biológica se encaixa perfeitamente no propósito de contribuir para a produção de calçados cada vez mais sustentáveis, com performance, conforto, estabilidade e qualidade e atendendo à criatividade e propostas inovadoras dos designers”, explica Heitor Barbosa, gerente sênior do negócio de calçados da BASF para a América do Sul.

De acordo com a fabricante, fazem parte da nova linha os materiais para palmilha, entressola e sola Elastollan N Bio-based, um poliuretano termoplástico (TPU) produzido com matérias-primas com base em fontes renováveis e com bio-conteúdo de até 62%; e o Elastopan N, material com características únicas de amortecimento e alto desempenho, com bio-conteúdo de até 12%. Além dessas novidades, está sendo apresentado o portfólio mais amplo de soluções que a BASF oferece para o setor calçadista, com experiência de mais de 40 anos e com o apoio de um laboratório de desenvolvimento local.

Também fez parte da programação da empresa no Inspiramais um webinar apresentado no dia 14 de julho, que abordou as principais tendências no mercado calçadista: “TPU para calçados: performance, sustentabilidade e inovação”, com Luiz Roxo, desenvolvedor de aplicações e especialista em TPU na BASF e Flávia Vanelli, especialista em inovação, sustentabilidade, cadeias de valor e representante da Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos).

O Inspiramais (www.inspiramaisdigital.com.br) apresenta a cada semestre o lançamento de mais de 600 materiais desenvolvidos para os segmentos de calçados, confecção, móveis e bijuterias, projetos especiais e palestrantes que inspiram inovação e sustentabilidade para o setor da moda. A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo site

A divisão de Materiais de Performance da BASF engloba sob o mesmo teto todo o know-how de materiais da BASF em relação a plásticos inovadores e personalizados. Mundialmente ativa em quatro grandes setores da indústria – transporte, construção, aplicações industriais e bens de consumo – a divisão tem um amplo portfólio de produtos e serviços. Em 2020, a divisão de Materiais de Performance alcançou vendas globais de €5,63 bilhões. O grupo BASF como um  todo gerou vendas de € 59 bilhões em 2020.

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Abief debate reciclagem de embalagens plásticas flexíveis em evento virtual

14/07/2021

Um Seminário virtual organizado em parceria entre a Plásticos em Revista e a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) reuniu importantes players da cadeia de valor para discutir tendências, entraves e soluções para a reciclagem das embalagens plásticas flexíveis. Todos foram unânimes em concluir que a economia circular rege os novos modelos de negócio e que, portanto, pensar na reciclagem destas embalagens é garantir o crescimento sustentável do setor.

Segundo o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani, “criatividade e engajamento de todos os elos da cadeia de transformação são fundamentais, assim como o uso da tecnologia para criar soluções que garantam valor para o plástico”.

Anualmente a indústria de flexíveis transforma 2 milhões de toneladas de embalagens. “Este número demonstra como a sustentabilidade pode ser a grande oportunidade de investimento das próximas décadas. Dados da Fundação Ellen MacArthur indicam que o equivalente entre US$ 80 e US$ 120 bilhões em plásticos são descartados anualmente de forma inapropriada. Há, portanto, uma demanda crescente de oportunidades para o desenvolvimento de soluções”, pondera Mani.

Segundo ele, é possível reciclar todas as embalagens plásticas; os entraves ainda são o custo e ter uma cadeia focada e organizada para reciclar mecanicamente tudo o que for possível e retornar o material para a produção. “Onde a reciclagem mecânica não é viável, contamos com a reciclagem química. É preciso discutir ainda a desoneração do material reciclado, um item importante, inclusive, para fomentar mais investimentos e trabalhar em novas soluções.”

Um passo para trás

Para Paulo Teixeira, Executivo da Abiplast, a questão é até mais histórica. “Vivemos um problema do século 20 embora estejamos no século 21: a gestão de resíduos. Antes de discutirmos se a reciclagem será mecânica ou química, precisamos estudar, junto ao governo, a gestão de resíduos no país e criar modelos de negócio que o setor privado possa levar para as prefeituras como uma alternativa à política pública e que atraia investimentos. Só assim teremos escala na produção de materiais reciclados capaz de alimentar um sistema de produção circular.”

A lógica de Teixeira parte do princípio de buscar soluções junto a parceiros de todos os setores e garantir escala e payback do projeto. E para tal, vale trabalhar com cooperativas, municípios, empresas e governo. Este ‘passo para trás’ ajudará a resolver a questão dos resíduos e permitirá avançar com as soluções de circularidade, inclusive no que tange à educação do consumidor final, com sistemas de “cash back“, por exemplo, e a alavancar ‘eco startups’.

Novamente, o potencial é gigante pois dos 379 kg de resíduos gerados por cada brasileiro anualmente, entre 35% e 40% poderiam ser reciclados. “Precisamos trabalhar em planos macro onde os brand owners têm um papel fundamental como aceleradores. Um caminho é eles exigirem embalagens com conteúdo reciclado”, diz Rogério Mani.

Paulo Teixeira, da Abiplast completa: “A sociedade comprou a ideia de que não usar plástico é ser sustentável e esta é uma questão global. O desafio portanto também é desconstruir essa imagem.” Ele lembra que a circularidade está no DNA dos plásticos e este deve ser o direcionador do setor.

Eduardo Prestes, da Crisis Solutions, vai além e completa: “A grande briga do plástico não é técnica, mas de comunicação por conta das imagens e narrativas. Assim a questão é: a indústria tem condições de competir na era da comunicação global do jeito que é hoje? Infelizmente é na área de comunicação que as coisas serão definidas. Um exemplo? Apesar de sabermos que a sacola plástica é reutilizável, somos muito tímidos em comunicar isso, assim como todas as outras qualidades do plástico. Temos que comunicar melhor e de forma mais clara para não perdermos a ‘licença social’ de uso do plástico!”

Soluções

Soluções para reciclar as embalagens flexíveis já existem e começam a ganhar escala. Algumas delas foram apresentados por Cesar Sanches, diretor global de Sustentabilidade do Valgroup. Ele citou a embalagem ‘Super R’ desenvolvida com base no conceito ‘pronta para reciclar’. “Esta é uma solução economicamente eficiente, com resistência mecânica e a temperatura, que pode ser usada com produtos líquidos e sólidos e que pode ser personalizada.” Outra solução da empresa são os filmes shrink com conteúdo reciclado pós consumo; a Valgroup também recicla 300 milhões de garrafas PET pós consumo por mês, usadas em novas embalagens.

Sobre reciclagem de filmes, uma outra solução foi apresentada pela Ambev a partir da tecnologia de destintamento da Deink Brasil, ou seja, a retirada de 100% da tinta dos filmes shrink/stretch, os quais voltam a ser pellees utilizáveis na produção de novos filmes. “Este foi um passo importante para a Ambev se considerarmos que as embalagens flexíveis representam 35% de todos os plásticos que utilizamos”, celebrou Lisa Lieberbaum, gerente de Sustentabildiade em Embalagem.

Mas sempre que se fala de reciclagem pós consumo, o entrave fica por conta da coleta e separação. A startup Green Mining, acelerada pela própria Ambev, enxergou nesta deficiência uma oportunidade e criou um sistema que ajuda na eficiência – e inteligência – da logística reversa.

Segundo o fundador, Rodrigo Oliveira, a partir do volume de produtos entregues nos diversos PDV atendidos pela Ambev, o sistema identifica o volume e o tipo de embalagem que será descartado pós consumo, além de plotar as informações em um mapa. A partir destes dados, é possível roteirizar a coleta e engajar os estabelecimentos nesta cadeia de reciclagem. “Racionalizamos o descarte para trazer de volta os materiais. E este é um grande desafio especialmente com os filmes shrink, por conta da leveza do material. Para se ter uma ideia, 1 tonelada de material coletado pós consumo equivale a 50 mil embalagens.”

Como sintetizou Edison Terra, vice-presidente negócios de Olefinas e Poliolefinas da Braskem América do Sul, “o momento é de transformação e não podemos pensar em soluções como sempre pensamos. Temos que trabalhar para rejuvenescer o plástico, mesmo que isso impacte em algumas aplicações. É muito difícil reciclar o que não foi pensado para ser reciclado.”

Segundo a Abief, ficam como desafios para este novo momento da indústria:

  • o trabalho mais próximo às cooperativas;
  • um novo olhar para o design das embalagens;
  • uma nova – e mais eficiente – forma de comunicar os benefícios do plástico;
  • novas tecnologias para reciclagem;
  • uma participação ativa nas etapas de coleta e separação dos materiais pós consumo.

“A indústria de embalagens plásticas, e do plástico em geral, precisa de uma trégua. Estamos fazendo um mea culpa, mas precisamos de um tempo para digerir todas as informações e tomar as ações necessárias, com base em muita tecnologia de ponta e num diálogo franco, aberto e transparente com a sociedade. E isso só poderá ser feito com a participação de todos”, finalizou o Presidente da ABIEF, Rogério Mani.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

Fonte: Abief

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Braskem desenvolve cera de polietileno obtido a partir do etanol de cana-de-açúcar

19/06/2021

Com a nova solução, a empresa amplia seu portfólio I’m green

A Braskem lançou uma cera de polietileno (PE) produzida a partir de fonte renovável, direcionada para a produção de adesivos, cosméticos, tintas e compostos utilizados em processos de transformação das resinas termoplásticas. O produto, comumente utilizado como um agente modificador de viscosidade em diversas formulações, possui as mesmas propriedades e performance da versão feita com PE de origem fóssil. Produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar, a nova solução oferece menor pegada de CO2, é reciclável e tem aplicação multimercado, afirma a empresa.

Com a chegada da cera de PE de fonte renovável ao mercado mundial, a Braskem amplia o portfólio I’m green bio-based com produtos que vão além das resinas existentes e fornecidas até hoje. A marca I’m green é composta por soluções de fonte renovável e reciclada.

“Há mais de uma década, a Braskem produz plástico de origem renovável. Deste então, a Braskem vem buscando formas de apoiar seus clientes na busca de novos produtos para redução da pegada de carbono. Depois do PE e do EVA I’m green bio-based, agora trazemos a cera de PE de fonte renovável para o mercado global de adesivos, cosméticos, tintas e compostos, o que reforça o compromisso de nos tornamos uma empresa carbono neutro até 2050″, explica Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis e Especialidades da Braskem.

O polietileno I’m green bio-based utilizado na fabricação da cera de PE renovável absorve gás carbônico da atmosfera durante seu ciclo produtivo. Segundo a Braskem, a fabricação do polietileno renovável a partir do etanol gera economia de energia em torno de 80% em relação às rotas tradicionais. “Trabalhamos diariamente com o objetivo de unir inovação e desenvolvimento sustentável para gerar um melhor impacto ao planeta e à sociedade, e este lançamento é mais um dos frutos do nosso esforço na descarbonização da cadeia de valor na qual estamos inseridos”, finaliza Gustavo.

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Colorfix oferece masterbatches sustentáveis para os segmentos de higiene, beleza e cosméticos

19/06/2021

Embalagens podem ser desenvolvidas dentro do conceito de Design Circular

Masterbatches com a cor ideal e aditivos que podem corrigir imperfeições de processo e de características de performance mecânica são algumas das soluções que a Colorfix oferece aos segmentos de higiene, beleza e cosméticos

O conceito de Design Circular de produtos para os segmentos de cosméticos, higiene e beleza no Brasil vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. O consumidor contemporâneo está cada vez mais atento e exigindo que embalagens e demais componentes que acondicionam produtos consumidos no varejo estejam dentro de um conceito sustentável, ou seja, algo que realmente se faça presente em toda a cadeia de produção das embalagens.

Segundo o diretor superintendente da paranaense Colorfix Masterbatches, Francielo Fardo, empresa que atua há mais de 30 anos no mercado de transformação do plástico, essa tendência tem sido percebida pela companhia, que tem uma fatia de 10% da carteira composta por clientes deste segmento. “Em nossos estudos e pesquisas vemos que o mercado está cada vez mais voltado para um consumo de produtos que sejam amigos do meio ambiente”, avalia.

Conforme o executivo, o giro dos produtos deste segmento de mercado acaba sendo muito rápido, por se tratar de consumo não durável. “Profissionais da área de design também estão atentos a esta demanda, buscando respostas rápidas, criativas e sustentáveis, que acabam por demandar também a indústria da transformação do plástico”, comenta Fardo.

A Colorfix, de olho nesta necessidade, afirma ter desenvolvido soluções que vão ao encontro dos anseios de empresas e profissionais que atuam no segmento cosméticos. Dentro deste conceito destaca-se a linha denominada Revora.

“Essa linha apresenta facilidades para que o conceito de Design Circular seja aplicado na prática. Ou seja, utilizando do conceito Revora, proporcionamos ao mercado soluções que ajudam a criar, por exemplo, embalagens e acessórios criativos, com ressignificados. Um dos mercados mais abertos, promissores e que valorizam esses diferenciais é justamente o de cosméticos”, destaca Fardo.

Para a Colorfix, as modificações dos produtos e processos não ocorrem de uma forma imediata e automática, pois uma série de ajustes precisam ser identificados e revisados para um projeto contemplar conceitos voltados a Economia Circular. “Esta curva de aprendizado e adaptação, por exemplo, precisa ser levada em consideração para entendermos qual é o melhor momento para promovermos as melhores alternativas ao mercado”, considera Fardo.

Segundo a Colorfix, a sua linha Revora possui masterbatches feitos com resinas biodegradáveis, resinas verdes e resinas PCR, aditivos para otimizar o uso de resinas pós-consumo e aditivos que tornam o uso de resinas convencionais mais sustentáveis. Com todas essas soluções já disponíveis ao mercado, a meta da Colorfix é aumentar em 40% a carteira de clientes do segmento cosméticos, higiene e beleza até o final de 2022. A empresa afirma que essas soluções sustentáveis agregarão valor percebido nas embalagens e produtos para esse importante segmento do mercado brasileiro.

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