Archive for the ‘Resinas’ Category

SABIC lança novo grade de PBT feita com resíduos de garrafas PET

13/06/2022

A SABIC apresentou a resina LNP Elcrin WF0061BiQ, um novo material que usa garrafas de polietileno tereftalato (PET) como fluxo de alimentação para reciclagem química para convertê-la em resina de polibutileno tereftalato (PBT). Segundo a SABIC, o material corresponde a resíduos cujo descarte é mal gerenciado, originando-se a 50 km da costa e tendo o oceano como provável destino final. O novo grade é a mais recente adição ao portfólio da SABIC de materiais LNP Elcrin iQ reciclados quimicamente, que dão suporte à circularidade, ao tempo em que servem como substitutos potenciais para resinas PBT virgens. A resina LNP Elcrin WF0061BiQ é uma candidata para aplicações em eletrônicos de consumo, como caixas de ventiladores em computadores e assentos automotivos, bem como conectores elétricos e gabinetes.

“Estamos continuamente expandindo nosso portfólio LNP Elcrin iQ (assim como os fluxos de resíduos de PET usados ​​para produzir esses materiais) para ajudar a desviar mais plástico dos oceanos, ao mesmo tempo em que ajudamos nossos clientes a incorporar materiais reciclados em seus produtos, atingir suas metas de neutralidade de carbono e atender às demandas de consumidores por maior sustentabilidade”, disse Sanjay Mishra, GM Technology & Footprint, Specialties, SABIC. “Na próxima década, prevemos transformar 10 bilhões de garrafas plásticas em materiais duráveis ​​e de alto desempenho que agregam valor aos clientes. A SABIC está comprometida em trabalhar com a cadeia de suprimentos de plásticos para encontrar novas soluções para lidar com questões ambientais urgentes, como a redução de resíduos plásticos no oceano e a obtenção de zero emissões líquidas de carbono”.

Segundo a SABIC, o novo grade LNP Elcrin WF0061BiQ, um material PBT reforçado com fibra de vidro, apresenta retardância de chama sem o uso de bromo ou cloro, atendendo ao padrão UL94 V0 em 0,8 mm e classificação F1. Ele também oferece resistência ao calor, dureza e rigidez, possuindo um alto fluxo adequado para aplicações de moldagem de paredes finas para ambientes externos, como gabinetes de equipamentos elétricos.

A SABIC afirma que todos os materiais LNP Elcrin iQ podem servir como possíveis substitutos do PBT convencional para ajudar os transformadores a aumentar a sustentabilidade dos produtos finais. A tecnologia de upcycling proprietária da SABIC, que envolve a repolimerização de PET em PBT, oferece propriedades de desempenho semelhantes às virgens. Segundo a SABIC, este processo supera a reciclagem mecânica em qualidade e consistência.

“De acordo com uma análise interna de ciclo de vida realizada de acordo com os protocolos ISO 14040/14044, o composto LNP Elcrin WF0061BiQ pode oferecer reduções potenciais de até 14% na pegada de carbono e até 25% na demanda cumulativa de energia, quando comparado ao composto de PBT virgem reforçado com fibra de vidro”, disse Darpan Parikh, Líder de Atendimento ao Cliente das Américas, Especialidades, SABIC. “Ao substituir o material virgem por nossas resinas, os clientes podem ajudar a reduzir os impactos ambientais reutilizando resíduos plásticos e eliminando aditivos halogenados.”

Além da nova resina LNP Elcrin WF0061BiQ da SABIC, com é fabricada com base em garrafas PET potencialmente destinadas ao oceano, a empresa introduziu muitos grades diferentes no portfólio LNP Elcrin iQ, incluindo produtos reforçados com vidro ou reforços minerais e formulações retardantes de chama. Por exemplo, os novos compostos LNP Elcrin WF006XXPiQ e LNP Elcrin WF0061XPiQ da SABIC incorporam fibra de vidro reciclada pré-consumo desviada do fluxo de resíduos de processos industriais. O uso de fibra de vidro reciclada aumenta ainda mais a circularidade desses materiais PBT reciclados. Segundo a SABIC, a diversidade dessas formulações permite que as resinas LNP Elcrin iQ sejam consideradas para aplicações além de componentes elétricos e eletrônicos, como peças externas automotivas, aplicações de saúde e produtos de cuidados pessoais.

A SABIC afirma que não está apenas criando materiais sustentáveis, mas também formulando regularmente novas resinas e compostos usando produtos químicos ambientalmente responsáveis ​​e seguros, como retardadores de chama não bromados/não clorados. De acordo com a classificação de referência GreenScreen for Safe Chemicals, que foi criada pela organização sem fins lucrativos Clean Production Action (CPA), esses materiais SABIC e outros em desenvolvimento são, ou serão, reconhecidos com uma pontuação de 3 ou superior, de um teto de 4. O Benchmark 3 é um resultado relativamente melhor em comparação com os produtos médios e indica apenas uma ligeira preocupação.

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Aquários construídos em acrílico ganham formas, tamanhos e funções variadas

13/06/2022

Boa resistência e alto grau de transparência também são apontados como fatores que pesam na escolha do material em projetos que envolvam a construção de tanques de água para exibição de animais aquáticos

Poder ver de perto animais que vivem em habitats tão diferentes do nosso é o que move milhões de pessoas todos os anos aos aquários espalhados pelo mundo. Para se ter uma ideia da demanda, o AquaRio, maior aquário da América Latina, que foi inaugurado em novembro de 2016, ultrapassou em 2019, com menos de três anos de funcionamento, o número de 3 milhões de visitantes. O local, que possuí 26 mil m², conta com tanques com capacidade para armazenamento de 4,5 milhões de litros de água salgada e reúne mais de 350 espécies de animais. A principal atração da casa, no entanto, ou pelo menos o que permite que os visitantes consigam de fato experimentar a sensação de estar no fundo do mar, é um túnel com 26 metros de extensão construído com chapas acrílicas que contam com 3 metros de altura e 2 de largura. Essa passagem fica a 7 metros de profundidade e sob constante pressão dos 3,5 milhões de litros de água que ocupam o tanque. Lá vivem diferentes tipos de raias e tubarões, entre outros animais marinhos. “O acrílico permitiu que aquários se reinventassem e proporcionassem ao público experiências antes bastante limitadas, não só visualmente – já que outros materiais, como o vidro, não oferecem a mesma visibilidade que o acrílico -, mas também de se poder ter uma nova perspectiva sobre a visitação”, explica João Orlando Vian, consultor executivo do ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico.

Vian diz que, por seu um plástico termomoldável, o acrílico permitiu ,por exemplo, que os aquários pudessem explorar novas formas e dimensões com as quais esse novo habitat é apresentado e vivenciado: “Os imensos aquários cilíndricos, por exemplo, permitem uma visualização mais ampla desse universo e da interação com esses animais”. Um desses aquários, é o AquaDom, instalado no Radisson Collection Hotel, no complexo DomAquarée, em Berlim, na Alemanha. Com capacidade para armazenamento de 1 milhão de litros de água, o AquaDom é o maior aquário cilíndrico em acrílico do mundo. Seu cilindro externo conta com cerca de 11 metros de diâmetro e uma altura 16 metros. Além da altura, impressionam nesse projeto a instalação de um elevador transparente embutido dentro do cilindro. Ao todo, a obra tem 25 metros de altura.

O Aquário do Rio Paraná, localizado em Rosário, na Argentina, conta com dois tanques de acrílico feitos com estrutura cilíndrica. Cada um deles tem 3,30 metros de diâmetro e 3,5 metros de altura. As placas acrílicas usados na composição têm 60 mm de espessura. O trabalho de instalação e vedação é da Acrílicos Lamanna.

Além dos cilindros em acrílico, Antonio Lamanna conta que as janelas de visualização do Aquário do Rio Paraná também são feitas em acrílico. Uma delas, aliás, é composta pela maior chapa acrílica já instalada na Argentina. “Esse painel conta com 3,3 metros de altura por 8,7 metros de comprimento. Sua espessura é de 170 mm”, conta Lamanna. Segundo ele, o peso dessa chapa é de aproximadamente 5,5 toneladas. Nas demais janelas, diz ele, as espessuras usadas variam de 60 mm a 100 mm, de acordo com tamanho da peça e aplicações.

A vantagem do acrílico é que, ressalta Lamanna, suas chapas conseguem manter a transparência de 92%, independente de sua espessura. Tamanha nitidez evita distorções óticas e favorece a visibilidade proporcionada pelo produto, sem que sua resistência seja comprometida.

Outro projeto destacado por Lamanna é o do Delfinario Sonora, em San Carlos, no México. Para o local, Lamanna produziu dois painéis de observação de leões marinhos e de golfinhos. Cada um desses painéis conta com 2 metros de altura x 3,5 metros de comprimento. A espessura da chapa acrílica é de 140 mm. Também foram instalados no local três painéis curvos de 1,6 metros de altura e 4,6 metros de comprimento cada. Para que elas ganhassem as formas curvas, as chapas de 120 mm de espessura foram termo moldadas.

No Brasil, o Aquário de São Paulo, com 15 mil m² e 4 milhões de litros de água, onde habitam milhares de animais de centenas de espécies, é outro exemplo de como o acrílico permitiu que a experiência vivenciada pelo público fosse ampliada através de painéis capazes de transmitir luminosidade e cores de forma mais viva e próxima. Por lá, o trabalho de vedação das placas de acrílico foi feito pela Acriresinas.

No mundo, aquários gigantescos, como o The Georgia Aquarium, em Atlanta, nos Estados Unidos, ou o Chimelong International Ocean Resort, na China, abrigam tubarões-baleias que são vistos através de painéis de acrílico com proporções absurdamente grandes. O Chimelong, por exemplo, entrou para o Guiness Book como tendo a maior cúpula subaquática do mundo em acrílico.

O ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam do grupo. O Instituto segue as premissas do seu antecessor INDAC, que há mais de 20 atuava para gerar negócios e difundir o acrílico como matéria-prima. Atualmente, 33 empresas são associadas ao ILAC, entre elas: Acrilaria, Acriresinas, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Bold, Brascril, Campion, Castcril, Cobertura Telescópica, Cristal e Cores, CutLite, Emporium, Day Brasil, Inkcryl, JR Laser, Menaf, Mitsubishi Chemical, Osvaldo Cruz, Proneon, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico, Unigel e Work Special, juntam-se ao quadro as empresas Paolini e Lamanna, da Argentina, Formaplax, da Colômbia e Induacril do Chile.

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Programa de reciclagem de EPS da Termotécnica amplia alcance em estados do Sul e São Paulo

13/06/2022

Na última década, vem aumentando a pressão para que as empresas em todas as cadeias de produção e consumo realizem a logística reversa e reciclagem dos resíduos pós-consumo, fazendo a economia circular acontecer na prática. Antecipando-se à PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos –, desde 2007 a Termotécnica vem atuando para dar nova vida às embalagens pós-consumo de EPS, mais conhecido como isopor. Com o Programa Reciclar EPS a companhia vem transformando um material antes rejeitado nas coletas seletivas em um insumo valorizado no mercado e contribuindo para a inclusão sócio-produtiva de famílias de baixa renda que vivem desta cadeia de reciclagem.

Segundo a Termotécnica, neste período, a empresa já recuperou mais de 44 mil toneladas de EPS pós-consumo, o que representa 1/3 do material reciclado no mercado. “Todos nós, como sociedade, temos que estar conscientes de que uma vez que um material, produto ou embalagem sejam utilizados, temos a responsabilidade individual por sua correta destinação. Mas, para isso, é preciso também que os agentes públicos e privados ofereçam condições para esta destinação correta dos materiais, com um sistema de gestão de resíduos, de coleta e reciclagem como preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, afirma o presidente da Termotécnica, Albano Schmidt.

Para ampliar o volume de captação do material a ser reciclado, a Termotécnica afirma estar buscando expandir a cobertura do Programa Reciclar EPS no país. A empresa diz contar com uma rede de parceiros como cooperativas e associações de recicladores, gerenciadores de resíduos e prefeituras, entre outras, de forma a reforçar a conscientização para a destinação correta, reciclagem e reintrodução do EPS pós-consumo e pós-industrial na cadeia produtiva.

De acordo com a fabricante catarinense, atualmente o Programa Reciclar EPS gera cerca de 100 empregos diretos, conta com mais de 1,2 mil Pontos de Coleta e 300 cooperativas de recicladores parceiras no país, o que impacta diretamente mais de cinco mil famílias. “Sendo a única fonte de renda de recicladores autônomos e associações, com esse trabalho aumentamos a demanda, valorizamos e ampliamos os ganhos destas famílias”, afirma.

Em Rio Claro (SP), onde a Termotécnica tem uma unidade de fabricação de embalagens de EPS para atender principalmente às indústrias das linhas branca e de conservadoras para produtores de frutas do interior paulista, a empresa compra a sucata de embalagens de EPS-pós consumo no mercado. Uma das fornecedoras é a Cooperviva – Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Material Reaproveitável de Rio Claro -, que está completando 20 anos em 2022. Presidida por Inair Francisca da Rocha Marcelino, a Cooperviva conta com 37 associados, sendo que deste total, 95% é constituído de mulheres, que são responsáveis pelo sustento de cerca de 200 famílias.

Dos materiais reciclados que passam pela triagem, beneficiamento e comercialização na cooperativa, 50% chegam por meio da coleta seletiva municipal e os outros 50% são provenientes dos próprios catadores (porta a porta) e dos dois veículos próprios da cooperativa que fazem um roteiro de coleta nos comércios e indústrias. “A demanda pela compra do EPS tem aumentado e, consequentemente, também o incentivo e valorização destes trabalhadores para a coleta deste material”, afirma Valdemir dos Santos de Lima, que faz o apoio técnico para os cooperados.

Em Curitiba (PR), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por meio do Programa Ecocidadão, promove a inclusão socioambiental dos catadores por meio do fortalecimento das diversas etapas da cadeia informal da reciclagem. Atualmente, são 40 associações e cooperativas credenciadas, envolvendo cerca de 900 trabalhadores. “Os materiais provenientes da coleta seletiva do município e o que é recolhido diretamente pelos catadores são selecionados nas áreas de triagem nos barracões destas centrais e destinados para comercialização, gerando renda para estas famílias”, afirma a gerente de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba, Leila Maria Zem.

Buscando ampliar a cobertura de parceiros para reciclagem do EPS pós-consumo em todo o estado do Paraná, a Termotécnica iniciou uma parceria com a startup de soluções socioambientais A Riqueza dos Resíduos, de Curitiba. Na semana passada, o gerente de Sustentabilidade da Termotécnica, Paulo Michels e a fundadora e CEO da startup, Tatiane Martins Soares, foram convidados para participar da reunião do Grupo R20 (Associação dos Municípios do Paraná para a implementação da Logística Reversa). O objetivo foi apresentar o Programa Reciclar EPS que, a partir do uso do aplicativo Transbordo desenvolvido pela startup, irá facilitar a Logística Reversa do EPS no Estado do Paraná.

Com uma proposta inovadora de gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, a startup busca ser o elo da logística reversa de materiais recicláveis e realizar a inclusão sócio-produtiva de catadores e recicladores. Na parceria com a Termotécnica, a startup realiza o conceito de carga digital. Ou seja, os caminhões de coleta passam nesses locais de reciclagem em um roteiro pré-definido, formando uma carga completa para ser entregue nas unidades da Termotécnica em São José dos Pinhais (PR) e em Joinville (SC). Atualmente são 7 associações e cooperativas de recicladores que fazem parte da rede da startup da região metropolitana de Curitiba, mas a meta para atender a demanda da Termotécnica é aumentar esse número para cerca de 40 centros de triagem em todo o estado do Paraná. “Somos a conexão entre recicladores e as indústrias que compram os materiais pós-consumo, facilitando o acesso e otimização da rotina diária pela busca de recicláveis”, afirma Tatiane.

A startup A Riqueza dos Resíduos também está implantando ecopontos em escolas municipais de Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais e Colombo e fazendo um trabalho de capacitação de professores e equipe de limpeza e de conscientização dos alunos para a reciclagem do EPS. “Com isso, uma parte do valor que a Termotécnica paga pela compra das cargas recolhidas nas recicladoras é revertida para as Associações de Pais e Mestres destas escolas em forma de cashback. Esses recursos são reinvestidos em atividades de Educação Ambiental dos alunos”, conta Tatiane.

Em Santa Catarina, a Termotécnica conta com parceiros de cooperativas para reciclagem de EPS pós-consumo e com gerenciadores de resíduos (pós-indústria). Esta cooperação acontece também, há alguns anos, diretamente com os municípios como Canoinhas, Indaial e, mais recentemente, com a Prefeitura de Fraiburgo, por meio da SANEFRAI – Autarquia Municipal de Saneamento. “Esta parceria com a Termotécnica visa atender aos requisitos de destinação e disposição ambientalmente correta do material EPS, fazendo com que toda a carga deste tipo de material que chega na SANEFRAI seja transformada em novos produtos, não agredindo o meio ambiente e aumentando a vida útil do nosso aterro sanitário”, afirma Charles Weider Silveira, Engenheiro Sanitarista e Ambiental na SANEFRAI.

Em Jaraguá do Sul, são 12 cooperativas de recicladores credenciadas junto ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) com as quais a Termotécnica mantém contato para compra de EPS pós-consumo. De acordo com o supervisor de Manejo de Resíduos Sólidos do SAMAE, Jean Pablo de Mello Cordeiro, essas cooperativas envolvem mais de 100 famílias que recebem orientação para a seleção e comercialização de todo o isopor coletado. “Por meio do Programa Recicla Jaraguá, também realizamos campanhas de conscientização da população para incentivar a separação e destinação correta destes materiais e temos notado um aumento no volume de embalagens de isopor disponibilizado para coleta seletiva”, afirma Jean.

A fundadora e presidente da Reciclavale – Cooperativa de Trabalho de Reciclagem do Vale do Itajai – Marli Martins, desenvolve esse trabalho desde 2008. Hoje a cooperativa, com sede em Itajaí, envolve diretamente 16 famílias que vivem do beneficiamento e comercialização deste material. A Reciclavale conta com um caminhão para coletar o EPS nas cidades do Alto Vale do Itajaí e em todo o Litoral Norte catarinense, de Florianópolis a Itapoá. “A parceria sustentável com a Termotécnica vem de longa data e é fundamental para garantir essa renda aos nossos associados”, diz. Além da geração de emprego e renda, por meio do Instituto Reciclavale, Marli desenvolve um trabalho social e de educação ambiental nas escolas.

Em Joinville, cidade sede da Termotécnica, há diversas ações para promover a reciclagem das embalagens isopor. A mais recente é o ecoponto para coleta de resíduos recicláveis que a Prefeitura disponibilizou no Centreventos Cau Hansen. Para descartar corretamente as embalagens de EPS os moradores devem utilizar a lixeira vermelha destinando os resíduos junto com os plásticos.

A Termotécnica também tem uma parceria para recolher e reciclar marmitas de isopor distribuídas pelos Restaurantes Populares de Joinville. As marmitas acondicionam cerca de 1.500 refeições diárias, que atendem principalmente pessoas vulneráveis do município. Essas pessoas são sensibilizadas a trazer de volta suas embalagens para o restaurante, para que possam ser coletadas e recicladas pela Termotécnica. O primeiro contato entre a Termotécnica e o Restaurante Popular aconteceu durante a programação da Semana Lixo Zero Joinville 2020, quando a equipe dos restaurantes conheceu como era feito o processo de reciclagem do isopor na unidade da companhia em Pirabeiraba. Na sequência foi feito um trabalho de conscientização dos funcionários e dos usuários do restaurante e a coleta passou a acontecer semanalmente.

Uma ação similar está acontecendo em Joinville com o Projeto Isopor® Amigo, uma iniciativa de reciclagem da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) com apoio de diversas empresas do segmento (Termotécnica entre elas). Depois de um projeto-piloto no Perini Business Park, o projeto Isopor Amigo trabalha para expandir a sua rede de coleta. Albano Schmidt, presidente da Termotécnica, destaca a importância das empresas investirem em ações conjuntas de educação para a reciclagem. “Tudo começa nas pessoas, que precisam fazer a sua parte: descartar o produto limpo no local adequado. Parcerias como essa podem se estender para outros lugares que distribuem alimentos e para outras cidades”, diz.

Quer saber onde reciclar EPS na sua cidade?

O consumo do EPS é prejudicado pela falta de informação sobre seu descarte pós-uso. Atenta a essa realidade, a Termotécnica disponibiliza o site: www.reciclareps.com.br, que localiza em todo o território nacional o pontos de entrega voluntária (PEV) mais próximos de recebimento de EPS para reciclagem.

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Lanxess e Advent compram negócio de Materiais de Engenharia da DSM e estabelecem uma joint venture líder global para polímeros de engenharia

06/06/2022

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  • Lanxess e Advent adquirem negócios de materiais de engenharia da DSM por um preço de compra de cerca de 3,7 bilhões de euros
  • Lanxess transfere negócios da divisão de High Performance Materials para joint venture
  • Lanxess receberá um pagamento de pelo menos 1,1 bilhão de euros e uma participação de até 40% na joint venture
  • Lanxess usará recursos para reduzir dívidas e planeja recomprar ações
  • Nova joint venture terá portfólio de produtos pioneiros e cadeia de valor integrada

A Lanxess contribuirá com sua unidade de negócios High Performance Materials (HPM) para a nova joint venture.

A empresa de especialidades químicas Lanxess e o Advent International, um dos maiores e mais experientes investidores globais de private equity, com um histórico sólido de investimentos em produtos químicos, estão estabelecendo uma joint venture para polímeros de engenharia de alto desempenho. As duas empresas assinaram um acordo para adquirir o negócio de materiais de engenharia do grupo holandês Royal DSM (DSM Engineering Materials (DEM)), que fará parte da nova joint venture. O preço de compra é de cerca de 3,7 bilhões de euros e será financiado pela joint venture através de capital da Advent e dívida externa. O negócio representa vendas de cerca de 1,5 bilhão de euros, com uma margem EBITDA de aproximadamente 20%. A DEM é um dos principais fornecedores globais de materiais especiais de alto desempenho que atendem às necessidades de mercados chaves em produtos eletrônicos, elétricos e de consumo.

Além disso, a Lanxess contribuirá para a nova joint venture com sua unidade de negócios High Performance Materials (HPM). A HPM é um dos principais fornecedores de polímeros de alto desempenho, que são usados ​​principalmente na indústria automotiva. O negócio representa vendas anuais de cerca de 1,5 bilhão de euros, com EBITDA pré-excepcionais de cerca de 210 milhões de euros. A Advent terá pelo menos 60% da joint venture. A Lanxess receberá um pagamento inicial de pelo menos 1,1 bilhão de euros e uma participação de até 40% na futura joint venture. Após a transferência para a joint venture, o negócio HPM não será mais totalmente consolidado na Lanxess, mas será incluído nas demonstrações financeiras consolidadas no patrimônio líquido.

Esse movimento aprimora ainda mais o portfólio de negócios da Lanxess, que consistirá em três segmentos de especialidades químicas assim que a transação for concluída. A Lanxess usará os recursos da transação para reduzir sua dívida e fortalecer seu balanço. Além disso, o Grupo planeja um programa de recompra de ações com um volume de até 300 milhões de euros.

A Lanxess terá a possibilidade de alienar sua participação na joint venture para a Advent com o mesmo valor após três anos. O EBITDA poderia então ser significativamente maior do que hoje, já que o Advent e a Lanxess antecipam sinergias substanciais resultantes da combinação dos dois negócios.

A transação ainda está sujeita à aprovação das autoridades. O fechamento está previsto para o primeiro semestre de 2023.

Matthias Zachert, CEO da Lanxess, disse: “A Lanxess mais uma vez se tornará significativamente menos dependente das flutuações econômicas. Além disso, nós, como Lanxess, fortaleceremos nosso balanço patrimonial com os recursos da transação e ganharemos um novo escopo para o desenvolvimento adicional de nosso Grupo. Com a nova joint venture, estamos forjando um forte player global no campo de polímeros de alto desempenho. Os portfólios, cadeias de valor e posicionamento global dos dois negócios se complementam perfeitamente. Com seus produtos inovadores, a joint venture poderá desempenhar um papel fundamental na formação de desenvolvimentos futuros – por exemplo, no campo da eletromobilidade. Temos um parceiro forte e confiável na Advent, com profunda experiência na indústria química e nas indústrias de nossos clientes.”

Ronald Ayles, sócio-gerente da Advent International: “Unir forças com a Lanxess nesta transação transformadora do setor é um destaque para a Advent, pois construímos um relacionamento confiável e duradouro e compartilhamos o mais alto respeito mútuo. Juntos, planejamos trazer a experiência, conhecimento profundo do setor e recursos financeiros para tornar a joint venture uma história de sucesso global para todos os envolvidos. A combinação da High Performance Materials (HPM) da Lanxess com a DSM Engineering Materials (DEM) cria uma plataforma forte e reúne ampla experiência, resultando nas melhores oportunidades para os funcionários e mais valor para os clientes.”

Configuração global e alta integração na cadeia

O negócio de materiais de engenharia da DSM compreende poliamidas (PA6, PA66), bem como vários materiais especialidades (PA46, PA410 e poliésteres especiais, bem como PPS). Cerca de 2.100 funcionários trabalham para a divisão em 8 unidades de produção e 7 centros de pesquisa em mercados relevantes em todo o mundo. Além da Europa e dos EUA, o negócio tem uma presença particularmente forte na Ásia.

A unidade de negócios High Performance Materials (HPM) da Lanxess é uma das principais produtoras de polímeros de engenharia PA6 e PBT e compósitos termoplásticos com fibras. Um total de 1.900 funcionários em 10 unidades de produção e 7 laboratórios de pesquisa em todo o mundo trabalham para a HPM. A rede de produção global é caracterizada por um alto grau de integração da cadeia. A espinha dorsal é o site de Antuérpia, na Bélgica. Lá, a HPM produz não apenas polímeros PA6, mas também precursores relevantes, como caprolactama e fibras de vidro.

Portfólio de produtos sustentáveis

Tanto a DEM quanto a HPM oferecem alternativas de base biológica e reciclada em seus portfólios de produtos.

Por exemplo, a Lanxess lançou recentemente um novo polímero de alto desempenho feito com 92% de matérias-primas sustentáveis. Na produção do polímero, a Lanxess usa ciclohexano “verde” oriundo de fontes sustentáveis, como óleo de colza ou outra biomassa como matéria-prima. É reforçado com 60% em peso de fibras de vidro recicladas de resíduos de vidro industrial.

Aplicações orientadas para o futuro

A indústria automotiva é um segmento-foco para a nova joint venture. Lá, os polímeros são usados, entre outras coisas, para elementos leves em peças estruturais, mas também no interior e muitas vezes substituem peças metálicas. Desta forma, o peso do veículo pode ser diminuído e as emissões de CO2 reduzidas. Uma importante área de crescimento é a eletromobilidade. Aqui, os polímeros são usados, por exemplo, na construção de baterias e sistemas de carregamento, sistemas de controle eletrônico e eletrônica de potência.

Além disso, os materiais são usados ​​na indústria elétrica e eletrônica, por exemplo, em componentes para smartphones, TI e eletrodomésticos.

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Tecnologia de painéis solares flutuantes potencializa a geração de energia limpa a baixo custo

06/06/2022

Estrutura flutuante produzida com resina da Braskem, permite instalação dos painéis em reservatórios de água, gerando aumento da capacidade de produção; aplicação deve ser impulsionada pela recente aprovação da NR 954

O cenário desafiador enfrentado pelo setor elétrico, provocado pela crise hídrica em diversas regiões do país, vem impulsionando o desenvolvimento de soluções que aplicam novas tecnologias para atender a demanda crescente por energia barata, limpa e de fonte renovável. É o caso do Hydrelio, estrutura flutuante produzida com resina da Braskem, que permite a instalação de painéis solares em reservatórios d’água, como hidrelétricas, proporcionando aumento de sua capacidade produtiva.

Desenvolvida pela Ciel et Terre, empresa francesa especializada na integração de sistemas fotovoltaicos e representada no Brasil pela Ciel et Terre Brasil Manufactoring, a solução é pioneira no mercado mundial para usinas flutuantes de geração solar, sendo composta por painéis fotovoltaicos dispostos sobre flutuadores de polietileno de alta densidade da Braskem. No território brasileiro sua instalação é feita pela empresa Sunlution.

Além de hidrelétricas, os painéis solares sobre flutuadores podem ser instalados em outros tipos de superfícies de água, como lagos industriais e de retenção, reservatórios de irrigação e de água potável, estações de dessalinização e de tratamento de águas, açudes e canais de propriedades agrícolas e pecuárias. Essas aplicações passam a ser favorecidas com a aprovação, em novembro de 2021, da Resolução Normativa ANEEL nº 954 , que regulamenta a implantação de Centrais Geradoras Híbridas e Associadas.

Atenta a esse cenário e buscando apoiar os parceiros no desenvolvimento do mercado nacional, a Braskem trabalhou não só na adequação da resina de polietileno, mas também na identificação de transformadores para a produção dos flutuadores no Brasil e na modelagem dos negócios para o mercado local.

“O papel da Braskem no desenvolvimento desta solução tem sido fundamental. A demanda inicial, que era definir uma resina que atendesse os requisitos técnicos para os flutuadores, tornou-se uma oportunidade de negócio de elevado potencial frente à gama de mercados em que o Hydrelio pode ser viabilizado e empregado”, explica Jorge Alexandre Oliveira Alves da Silva, responsável por Desenvolvimento de Mercado de PE para construção civil e infraestrutura da companhia.

Os resultados desses esforços da Braskem já vêm sendo reconhecidos pelos parceiros, como explica Luiz Piauhylino Filho, sócio-diretor da Sunlution. “Há diversos benefícios expressivos na utilização da tecnologia. Além da potencialização da geração de energia por fonte renovável, quando um painel solar é instalado em uma superfície aquática, ocorre a liberação de terrenos em terra firme, que podem ser ocupados para produção rural agropecuária, por exemplo. A solução também gera redução de custos para ligação com a rede elétrica e envolve uma manutenção mais barata e simples do que os sistemas convencionais”, explica o executivo, ressaltando que o Hydrelio é capaz de reduzir em até 70% a evaporação dos locais onde é instalado, o que inibe a proliferação de algas e micro-organismos que comprometem a qualidade da água.

Caso de sucesso

Uma das empresas que já utilizam o Hydrelio para geração de energia em suas operações é a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras e concessionária de um dos maiores sistemas de geração e transmissão de energia elétrica do Brasil. A instalação de um sistema de energia solar flutuante na usina hidrelétrica que a Chesf possui em Sobradinho (BA) ocorreu em 2018, aumentando a produtividade local, chegando a 1 Megawatt-pico (MWp), afirma a Braskem.

“Apostamos em caminhos inovadores e sustentáveis, tendo o modelo de geração de energia híbrida como forma de potencializar o mercado energético nacional, que vem passando por um período transitório”, explica José Bione de Melo Filho, gerente do Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf”.

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Termotécnica firma parceria com startup para ampliar volume de reciclagem de EPS de embalagens pós-consumo

06/06/2022

Iniciativa contribui para a inclusão sócio-produtiva e o incremento da renda e a valorização de recicladores e catadores

Maior fabricante de soluções de embalagens de EPS e uma das principais recicladoras do material no país, a Termotécnica tem uma demanda maior do que a atual produção para fornecimento do Repor, matéria-prima desenvolvida pela companhia de origem proveniente de EPS pós-consumo reciclado. No entanto, a logística reversa do EPS – mais conhecido como isopor (marca de terceiros) -, para fazer chegar o material até as suas unidades de reciclagem ainda é um desafio. Para ampliar o volume de captação do EPS a ser reciclado, a Termotécnica iniciou uma parceria com a startup de soluções socioambientais A Riqueza dos Resíduos, de Curitiba (PR).

Com uma proposta inovadora de gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, a startup busca ser o elo da logística reversa de materiais recicláveis e realizar a inclusão sócio-produtiva de catadores e recicladores. Na parceria com a Termotécnica, a startup realiza o conceito de carga digital. Ou seja, os caminhões de coleta passam nesses locais de reciclagem em um roteiro pré-definido formando uma carga completa para ser entregue nas unidades da Termotécnica em São José dos Pinhais (PR) e em Joinville (SC).

Atualmente são 7 associações e cooperativas de recicladores que fazem parte da rede da startup da região metropolitana de Curitiba, mas a meta para atender a demanda da Termotécnica é aumentar esse número para cerca de 40 centros de triagem em todo o estado do Paraná. “Somos a conexão entre recicladores e as indústrias que compram os materiais pós-consumo, facilitando o acesso e otimização da rotina diária pela busca de recicláveis”, afirma a fundadora e CEO da startup, Tatiane Martins Soares.

De acordo com Albano Schmidt, presidente da Termotécnica, desde 2007 a empresa vem buscando ampliar a cobertura do seu Programa Reciclar EPS no país, com uma rede de parceiros como cooperativas e associações de recicladores, prefeituras, entre outras, de forma a reforçar a conscientização para a destinação correta, reciclagem e reintrodução do EPS pós-consumo na cadeia produtiva, realizando a economia circular na prática. “Sendo a única fonte de renda de recicladores autônomos e associações de catadores de baixa renda e com esse trabalho aumentamos a demanda, valorizamos e ampliamos os ganhos destas famílias”, afirma.

A startup A Riqueza dos Resíduos também está implantando ecopontos em escolas municipais de Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais e Colombo e fazendo um trabalho de capacitação de professores e equipe de limpeza e de conscientização dos alunos para a reciclagem do EPS. “Com isso, uma parte do valor que a Termotécnica paga pela compra das cargas recolhidas nas recicladoras é revertida para as Associações de Pais e Mestres destas escolas em forma de cashback. Esses recursos são reinvestidos em atividades de Educação Ambiental dos alunos”, conta Tatiane.

As embalagens em EPS estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas e das empresas. O material é amplamente utilizado no acondicionamento, conservação, transporte e proteção de alimentos, medicamentos e vacinas, eletrodomésticos, peças diversas e itens frágeis. Por ser um tipo de plástico, ele pode ser 100% reciclado e virar novos produtos, evitando que essa matéria-prima vá para um aterro.

A Termotécnica tem uma trajetória pioneira em logística reversa e economia circular ao estruturar uma rede de parceiros e investir na reciclagem do EPS pós-consumo, transformando o material em um insumo reciclado valorizado no mercado. Antecipando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), desde 2007 a Termotécnica coleta, recicla e reintroduz o material pós-consumo no mercado.

O Programa Reciclar EPS contempla serviços de logística reversa e reciclagem, ampliando o ciclo de vida dos materiais, evitando a exploração de novos recursos finitos e contribuindo para circularidade do material e preservação do meio ambiente. A reciclagem do EPS gera uma nova matéria-prima, denominada Repor – marca de poliestireno reciclado da Termotécnica -, utilizado na fabricação de rodapés, molduras, solados de sapatos, decks para piscinas, entre outros produtos.

“Nossa abordagem ambiental traz a economia circular na prática. Inclui uma visão integrada desde a concepção de produtos, eficiência operacional, passando por logística reversa, reciclagem e indo até novas cadeias produtivas, fechando o ciclo da economia circular. Pensando na cadeia logística como um todo, o Programa Reciclar EPS atende às exigências por uma atuação responsável das empresas em termos de sustentabilidade”, afirma o presidente, Albano Schmidt.

O programa reciclar EPS é responsável pela reciclagem de 1/3 do EPS disponível no mercado, afirma a Termotécnica. Em 2021, foram mais de 44 mil toneladas de EPS recicladas. Mais de 300 cooperativas no país são parceiras do programa, captando e selecionando EPS. Internamente, a empresa conta com cerca de 100 funcionários diretos atuando no reprocessamento deste material. Segundo a empresa, esse processo ajuda a gerar renda para aproximadamente 5.000 famílias.

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Campanha Reúse promove a coleta e reciclagem de geladeiras e freezers

06/06/2022

Iniciativa desenvolvida pela Dow, em parceria com Instituto Akatu e a Indústria Fox, visa fomentar a reciclagem de materiais de geladeiras e freezers na região de Jundiaí (SP) e cidades próximas: Itu, Itupeva, Cabreúva, Salto e Valinhos

A Dow, em parceria com Instituto Akatu e a Indústria Fox, anuncia o início da Campanha “Reúse – o descarte correto é só o começo” para a coleta seletiva e a reciclagem de geladeiras e freezers. Com investimento de mais de R$ 1 milhão, iniciativa tem como objetivo facilitar as condições para a gestão dos resíduos e reutilização dos materiais contidos nestes aparelhos, fomentando a circularidade e o desenvolvimento socioeconômico na região onde está sendo realizada.

Ao orientar e estimular a população dos municípios de Jundiaí (SP) e cidades próximas em relação ao descarte adequado de geladeiras e freezers antigos, a campanha Reúse também contribui diretamente para um consumo mais racional de eletricidade por parte da população local, uma vez que ajuda a reduzir o volume em operação de equipamentos antigos e menos eficientes no uso da energia elétrica. A Indústria Fox, situada em Cabreúva (SP), é a responsável pela coleta e reaproveitamento de peças e materiais dos eletrodomésticos descartados. A empresa é pioneira no Brasil em manufatura reversa e atua na desmontagem de aparelhos antigos, reciclagem dos componentes e destruição dos gases CFC (Clorofluorocarboneto), o que contribui para o combate ao aquecimento global e possibilita a proteção da camada de ozônio.

Nas cidades alcançadas pelo projeto, a campanha irá oferecer diferentes modalidades de participação, que incluem desde a possibilidade de agendamento para coleta gratuita da geladeira ou freezer antigo na residência do consumidor até a oferta de desconto na compra dos eletrodomésticos remanufaturados mediante o descarte da geladeira ou freezer usado. As informações sobre como agendar a coleta gratuita e realizar a compra dos equipamentos remanufaturados com desconto estão disponíveis para a população em https://bit.ly/projeto-Reuse.

Além disso, o Instituto Akatu coordenará iniciativas de sensibilização e comunicação do projeto em escolas, nas organizações da sociedade civil locais, junto aos consumidores e à cadeia de reciclagem. O objetivo dessas ações, que estão em fase de desenvolvimento e serão realizadas em parceria com prefeituras, consiste em ampliar a mobilização sobre a gestão de resíduos e divulgar os impactos do descarte incorreto dos aparelhos.

“As ações com a comunidade e público escolar por meio de conteúdos, materiais, e metodologia visam estimular a melhora dos seus hábitos pós-consumo, tais como a eliminação final adequada de geladeira e freezers antigos por meio de um sistema de gestão de resíduos que estimule a eliminação apropriada do equipamento descartado e facilite as condições para o tratamento correto dos resíduos e a reutilização dos materiais contidos nestes aparelhos”, afirma Fernando Martins, coordenador de projetos de educação do Instituto Akatu.

A Campanha Reúse oferece a oportunidade de estabelecer um modelo de reaproveitamento de materiais para a indústria de eletrodomésticos, trazendo parceiros, clientes e toda a sociedade, para possibilitar que não somente as espumas de poliuretano – como também outros componentes de geladeiras e freezers – sejam corretamente extraídos de aparelhos antigos e reciclados.

”Queremos não somente integrar as cadeias de valor na busca por soluções de circularidade de materiais, como também atuamos para acelerar o desenvolvimento socioeconômico nas regiões onde estamos presentes”, enfatiza Thales Oliveira, líder de sustentabilidade do negócio de Poliuretanos da Dow para a América Latina.

Para Marcelo Souza, CEO da Indústria Fox, a parceria nesse projeto contribuirá ainda mais para a sustentabilidade, a diminuição da degradação do meio ambiente e o equilíbrio socioeconômico. “O sucesso da campanha é mais um passo em direção ao modelo de economia circular, onde o desperdício cede lugar para à regeneração, à recuperação, ao prolongamento de ciclos e à transformação de matérias primas secundárias”, enfatiza.

Descarte correto e reaproveitamento inteligente

Criada em 2021, a campanha Reúse tem como objetivo acrescentar valor às espumas de poliuretano (PU) no fim da vida útil e evitar que esses materiais sejam descartados em aterros ou incinerados. As tecnologias para poliuretano estão entre as principais soluções produzidas pela Dow e utilizadas em aplicações de colchões, móveis estofados, sistemas de refrigeração, entre outros.

Em sua primeira fase, as ações foram realizadas na cidade de Hortolândia (SP), com foco na circularidade de colchões e sofás. Segundo a Dow, o projeto recolheu e encaminhou para a reciclagem mais de 3,5 mil itens, que resultaram no reaproveitamento de 83,8 toneladas de resíduos, entre madeira, espuma de poliuretano, tecidos, borracha, molas e outros materiais. De acordo com a empresa, o total de peças coletadas, caso fossem empilhadas, corresponderiam a 13 Torres Eiffel. Além disso, foram realizadas ações educacionais em cerca de 30 escolas da rede de ensino municipal para a sensibilização e a mobilização de alunos e comunidades para o descarte correto desses materiais.

Impulso à economia circular

Segundo a Dow, o desenvolvimento da campanha Reúse está alinhado à estratégia global e regional da empresa na instituição de ações voltadas para questões sociais e de sustentabilidade. Por meio de parcerias colaborativas, a companhia investe na implementação da economia circular ao desenvolver soluções para fechar os ciclos de recursos nos principais mercados, com foco na gestão de resíduos e reciclagem inclusiva. A iniciativa faz parte do conjunto de ações da Dow com foco nas Metas de Sustentabildiade até 2050.

A Dow possuim um portfólio diferenciado de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones, oferecendo uma variedade de produtos e soluções de base científica a clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura, mobilidade e aplicações para o consumidor. A Dow opera 104 unidades fabris em 31 países e emprega cerca de 35.700 pessoas. Em 2021, gerou aproximadamente US$ 55 bilhões em vendas.

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Adirplast divulga levantamento sobre varejo de resinas plásticas e insumos afins

06/06/2022

Pesquisa contratada pela entidade mostra os indicadores do mercado brasileiro de distribuição de resinas commodities, plásticos de engenharia e filmes de BOPP e BOPET, como também o mercado brasileiro de masterbatches em 2021. Levantamento aponta ainda os resultados deste segmento nos primeiros quatro meses de 2022

Os indicadores do mercado brasileiro de distribuição de resinas no varejo são parte integrante do estudo divulgado pela Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins). O levantamento foi realizado entre abril de 2021 a abril de 2022. “O propósito da pesquisa foi o de saber nosso posicionamento no mercado nacional, nosso market share, além de entender o crescimento ou queda das vendas e os impactos da regionalização”, explica Laercio Gonçalves, presidente da associação.

Diversas fontes foram consultadas para elaboração do estudo, entre elas os associados Adirplast, fabricantes e traders, mas também empresas não associadas. Além disso, foram utilizadas informações de comércio exterior e de balanço de oferta e de demanda.

O levantamento, que avalia o desempenho do setor de varejo de resinas plásticas e outros produtos deste mercado, foi feito considerando quatro segmentos. O primeiro deles é o de resinas termoplásticas de PEs, PP e PS, também conhecidas como as resinas commodities. No geral, o volume comercializado no país desses três produtos se manteve estável em 2021, com 720 mil toneladas, com leve incremento das importações em relação ao ano anterior. Os distribuidores, que em 2020 tinham mais da metade desse segmento, foi responsável no ano passado por apenas 26% das vendas. “Na pesquisa chama a atenção o crescimento de revendas com produtos nacionais, importados e fontes da zona franca de Manaus. Isso mostra que a diferença de ICMS entre estados tem cada vez mais influência competitiva”, diz Gonçalves. Segundo ele, isso também mostra a necessidade de não apenas se reduzir o imposto em momentos de crise, mas de revê-lo. A diferença nas alíquotas cobradas hoje pelos Estados é uma das principais fontes geradoras de sonegação e de concorrência desleal.

A distribuição de filmes flexíveis BOPP (biorientados de polipropileno) e BOPET (biorientados de poliéster) também foi avaliada na pesquisa. Diferentemente das resinas commodities, aqui houve um recuo considerável nos volumes de vendas deste segmento. No ano passado foram comercializadas 39 mil toneladas desses produtos, 18% a menos do que em 2020. Outra diferença entre esse mercado e o de commodities plásticas é que aqui são os distribuidores formais que respondem pela maior parte deste mercado, com uma fatia de mais de 75% das vendas. “O poder de compra do consumidor diminuiu neste último ano, impactado pela inflação e, consequentemente, nosso setor sentiu este recesso”, conta Cecília Vero, vice-presidente da entidade e diretora da Nova TIV.

Já para o varejo de plásticos de engenharia, no qual se enquadram produtos como ABS, PA6, PA66, POM e PBT, o estudo mostra que os números são positivos, com crescimento de 31% do volume de vendas em 2021, atingindo 52 mil toneladas comercializadas. “Este crescimento reflete uma importante retomada da economia interna, apesar dos problemas econômicos gerados pela pandemia, e demonstra uma pujança do setor em 2022. Ainda assim, é preciso lembrar que tivemos desafios causadas pela escassez de algumas matérias-primas, além de componentes, como os eletrônicos, que prejudicaram a retomada da indústria automotiva e problemas logísticos com os fretes marítimos internacionais”, comenta Osvaldo Cruz, da Entec.

No que diz respeito ao mercado total de masterbatches, o estudo destaca que houve uma retomada do consumo dessas resinas em 2021. Ao todo, foram comercializadas 153 mil toneladas dessas resinas no ano passado, a um valor de R$ 2.127 milhões.

A pesquisa feita pela Maxiquim, a pedido da Adirplast, também levou em consideração a receita envolvida. O levantamento mostra que, de forma geral, todos os segmentos experimentaram incrementos bastante consideráveis de preços em função dos novos patamares de valores praticados em 2021. No que diz respeito aos termoplásticos, pode-se dizer que os preços de 2021 foram em média 55% maiores do que no ano anterior. Já entre os plásticos de engenharia, os preços subiram em média 80%. “Falta de matéria-prima, dificuldades com a importação e frete alto são alguns fatores que resultaram no aumento de preços”, finaliza o presidente da entidade.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes biorientados, plásticos de engenharia, masterbatches e compostos. Atualmente, a associação agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2020. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros, masterbatches, compostos e filmes biorientados comercializados no país.

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Braskem e Lummus firmam parceria para licenciamento global da tecnologia de eteno verde

06/05/2022

Parceria focaliza-o licenciamento global da tecnologia do eteno verde para produção em escala comercial, o que irá acelerar a elaboração de produtos químicos e plásticos produzidos a partir de bioetanol, matéria-prima renovável

A Braskem e a Lummus Technology firmaram uma parceria que visa licenciar internacionalmente a tecnologia utilizada na produção de eteno renovável da Braskem. A parceria irá acelerar o uso de bioetanol na produção de químicos e plásticos, apoiando os esforços do setor para uma economia circular de carbono neutro.

A Braskem é uma das pioneiras na produção de resinas plásticas a partir de fonte renovável e, recentemente, anunciou a meta de produzir 1 milhão de toneladas de polietileno I’m greenT bio-based até 2030. Segundo a empresa, a cooperação será um elemento chave para atingir esta meta e a nova parceria com a Lummus trará a expertise e as habilidades complementares para encurtar o prazo desta meta, ampliando, ao mesmo tempo, o alcance geográfico da tecnologia.

A Lummus Technology, uma reconhecida líder em tecnologias de produção de eteno, licenciou aproximadamente 40% do fornecimento global desse hidrocarboneto, o que concedeu à empresa a capacidade técnica e a experiência para desenvolver e comercializar a tecnologia por trás do eteno renovável. Esta parceria possibilita o licenciamento da tecnologia globalmente, além dos dois primeiros projetos a serem desenvolvidos nos EUA e na Tailândia – este último ainda em avaliação e sujeito às aprovações dos respectivos órgãos de governança competentes.

Esta parceria também está alinhada com o objetivo da Braskem de melhorar a vida das pessoas e apoiar formas de promover um futuro climático seguro. A demanda pelo eteno renovável está crescendo e o licenciamento de uma tecnologia comprovada – que tem sido usada por mais de 10 anos – fornece a confiança necessária para investimentos futuros. Juntas, a Braskem e a Lummus vão garantir o crescimento da produção de eteno renovável em todo o mundo.

“A Lummus contribui com sua experiência em licenciamento e conhecimento de processo para esta parceria, com a finalidade de ampliar o alcance da tecnologia comprovada de eteno renovável da Braskem em todo o mundo. Por meio desta iniciativa, acreditamos também estar contribuindo com uma alternativa para a evolução do setor em direção à economia circular de carbono neutro”, disse Walmir Soller, vice-presidente de Olefinas & Poliolefinas da Braskem na Europa e Ásia.

“Estamos realmente entusiasmados com esta parceria, que ajuda o mundo a diversificar as fontes de matéria-prima para produtos químicos e plásticos com biomassa. Aproveitando a experiência e expertise combinadas da Lummus e da Braskem para produzir eteno verde, vamos reduzir a pegada de carbono e desempenhar um papel promissor na transição energética. A Braskem já vem operando a tecnologia com sucesso em larga escala e juntos vamos expandir a produção mundial de produtos químicos e polímeros de baixo carbono a partir de matérias-primas renováveis, ajudando nossos clientes a descarbonizar seus ativos e produzir produtos mais verdes”, disse Leon de Bruyn, presidente e CEO da Lummus Technology.

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PEAD e PVC são os principais materiais utilizados na construção de redes para saneamento básico no Brasil

06/05/2022

Resistência e durabilidade são as principais vantagens do material

Em julho de 2020, foi sancionado o novo Marco Legal de Saneamento, o qual prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até o ano de 2033. A nova lei tem como intuito alcançar quase 35 milhões de brasileiros que não têm acesso à água potável, segundo dados apresentados pelo Instituto Trata Brasil. Também prevê a instalação de coleta de esgoto para 100 milhões de brasileiros carentes do serviço no país, ainda de acordo com o instituto. Para atender essa fatia da população, o uso do plástico nas obras de saneamento é fundamental.

O PVC, por exemplo, é o material mais utilizado na fabricação de tubos e conexões, essenciais nas instalações de sistemas domésticos, como residências e estabelecimentos comerciais. Segundo o Instituto Brasileiro do PVC, o material está presente em 90% das instalações prediais. É uma solução superior aos tubos de metal por ser leve, mais resistente e ter um custo menor de produção.

Um estudo conduzido em 2019 pelo Conselho Europeu de Fabricantes de PVC (ECVM) e a Associação Europeia de Tubos e Acessórios de Plástico indica que as encanações no material têm vida útil maior que 100 anos, importante também quando se trata de construções perenes, como rede de água e esgoto dentro das residências. É o material que tem menor probabilidade de precisar de manutenção, por não sofrer corrosão.

Já o PEAD (polietileno de alta densidade) é largamente utilizado nas construções de saneamento básico por distribuidoras de água e companhias de captação de esgoto. Sua composição química se torna essencial nessas ligações por não permitir que os tubos passem por esclerosamento, ou seja, é muito mais difícil, nesse material, que se acumulem partículas nas paredes dos tubos. Dessa forma, fica garantido que a rede fluvial não perca sua capacidade de vazão. Quando se trata de circulação de esgoto, há também partículas abrasivas que podem corroer os tubos de aço e ferro fundido com o passar do tempo. Nesse cenário, o PEAD se mostra como o melhor material para essa aplicação por ser mais resistente.

Não à toa, é o material mais utilizado para obras de saneamento básico não só no Brasil, mas ao redor do mundo. Tanto que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a SABESP, tem feito substituições de sua infraestrutura por tubos em PEAD no âmbito de seu programa para redução de perdas. Segundo Adriano Meirelles, diretor Comercial da FGS, a etapa atual do projeto, que conta com financiamento da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA, na sigla em inglês), já possui investimento em torno de 3,5 bilhões de reais em mudanças, dentre elas a substituição pelos tubos em polietileno.

“A água é um bem extremamente valioso e os índices de perda das companhias estaduais e municipais são muito altos. Em São Paulo, por exemplo, a Sabesp está indo cada vez mais longe buscar água, pois as bacias hídricas próximas já estão sendo usadas em seu potencial máximo. Nesse sentido, a companhia iniciou um projeto que custou mais ou menos um bilhão e meio de reais, com o objetivo de buscar novas fontes a 90km da cidade. Graças ao PEAD foi possível pensar em um programa para diminuição de perdas, atualmente em torno de 30~40%. Se diminuirmos essa porcentagem para apenas um dígito, não vamos precisar buscar água tão longe e a economia será muito grande”, explica o diretor.

Segundo Simone Carvalho, membro do comitê técnico do PICPlast, outros benefícios que os tubos plásticos oferecem são o baixo índice de condutividade, o que evita a mudança drástica na temperatura da água encanada, e a alta possibilidade de reciclagem, característica do plástico. “O material presente nas tubulações é reciclável, portanto, além de ter longa vida útil quando aplicado em projetos de saneamento, ele ainda pode ser reciclado e transformado em outros produtos, o que confere uma duração ainda maior”, explica.

Proporcionar rede de água e esgoto para 100% dos brasileiros é um dos muitos desafios que as iniciativas pública e privada terão para que o Brasil possa se desenvolver e proporcionar plena cidadania para seus habitantes. Nesse cenário, o uso do plástico nas obras, por meio de encanamentos em PVC e PEAD, se torna um atalho para agilizar esse processo.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem, maior produtora de resinas das Américas, e ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. O PICPlast já investiu cerca de R$ 20 milhões em ações em prol da imagem do plástico e programas de capacitações.

A iniciativa é baseada em dois pilares: aumento da competitividade e inovação do setor de transformação, e promoção das vantagens do plástico. O PICPlast também conta com investimentos voltados ao reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial.

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Aditivo da Milliken ajuda a reduzir quantidade de plástico nos frascos de Advil

19/04/2022

Os novos frascos do analgésico Advil, que estão chegando às prateleiras do varejo nos Estados Unidos, usam uma tecnologia inédita de plástico sustentável para medicamentos sem necessidade de prescrição. A iniciativa é da GSK Consumer Healthcare, que tem o compromisso de reduzir 20% do plástico em mais de 80 milhões de frascos do produto.

Segundo a Milliken, isso foi possível graças a uma tecnologia de nucleação por ela fornecida, o UltraGuard, que é adicionada à própria resina. A empresa afirma que a tecnologia UltraGuard otimiza as propriedades de barreira do material e, com isso, possibilita a redução da quantidade de resina necessária para moldar e fabricar os frascos de polietileno de alta densidade (PEAD), mantendo as mesmas propriedades de proteção do produto. Nos Estados Unidos, o PEAD pode ser diretamente reciclado, quando separado corretamente de outros tipos de materiais.

Em matéria publicada pela revista Healthcare Packaging, Sarah McDonald, vice-presidente de sustentabilidade da GSK, explica que “utilizamos uma resina de PEAD bimodal e, adicionando esse agente, conseguimos reduzir a quantidade de plástico que usamos para fabricar os frascos, mantendo as mesmas qualidades de barreira protetora”. Na prática, reforça MacDonald, “isso significa que não precisamos de uma camada de barreira específica para que ela não afete a reciclabilidade”.

Essa mudança de material permite uma redução de 20% no uso de material para os frascos de PEAD, mantendo todas as características importantes de desempenho do frasco, o que segundo a empresa resultará numa redução de quase 227 toneladas de plástico no meio ambiente por ano.

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Covestro e Orbhes lançam, no mercado brasileiro, primeiro colchão produzido com tecnologia CO2

04/04/2022

A Covestro, uma das principais fabricantes mundiais de materiais de polímeros, e a Orbhes, fabricante nacional de colchões de alta qualidade com marcas conhecidas, como Restonic, apresentam ao mercado brasileiro os primeiros colchões produzidos com tecnologia CO2.

Isso é possível graças ao uso da exclusiva tecnologia Triturn , da Covestro, que permite a reutilização do dióxido de carbono como matéria-prima para a produção de poliol. Com este poliol de base CO2, chamado cardyon, até 20% de matéria-prima fóssil pode ser substituída na produção, reduzindo a dependência de recursos fósseis e impulsionando uma mudança sustentável.

Em parceria com a Covestro, a Orbhes utilizará a tecnologia para a produção das linhas de colchões Stallion, Kingpedic e Restonic, expressando seu compromisso rumo à sustentabilidade e economia circular.

“O lançamento com a Orbhes é fruto de um trabalho de anos realizado pela Covestro no Brasil e reforça a visão global da empresa de que uma economia circular só será possível com parcerias para soluções conjuntas”, destaca Fernanda Porto, representante técnica-comercial da Covestro Latam, responsável pelo projeto.

REutilizar, REduzir e REalizar

Há mais de 50 anos, a Covestro inventou a espuma de poliuretano que garante o conforto dos colchões. Em todas estas décadas, diferentes inovações trouxeram novas possibilidades à indústria de colchões e a Covestro segue inovando, buscando novas soluções capazes de atender às demandas atuais dos clientes e também da sociedade.

Este é o papel da tecnologia Triturn e de outras no portfólio da Covestro. Ao recuperar o CO₂ e inseri-lo novamente na cadeia de valor, a tecnologia permite que diferentes stakeholders da cadeia conduzam mudanças rumo a uma maior sustentabilidade.

“Tecnologias como o Triturn, da Covestro, são essenciais para apoiar a transformação da indústria de colchões rumo à sustentabilidade e economia circular”, afirma Rogério Coelho, diretor executivo do Grupo Orbhes e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Colchões. “A Orbhes já possui iniciativas relacionadas à compensação de CO2 por meio de plantio de árvores, mas ao tornamos nossos produtos mais sustentáveis enviamos uma clara mensagem ao mercado e a nossos consumidores finais sobre a importância destes conceitos para a empresa”.

A Covestro é uma das principais fabricantes mundiais de materiais de polímeros de alta qualidade e seus componentes. A Covestro atende clientes do mundo todo em indústrias-chave como mobilidade, construção e decoração, além dos setores elétrico e eletrônico. Além disso, os polímetros da Covestro são usados em setores como de esportes e lazer, cosméticos e saúde, além da própria indústria química. A empresa tem o compromisso de se tornar totalmente circular e está trabalhando para atingir a neutralidade climática até 2035 (escopos 1 e 2). A Covestro gerou vendas 15,9 bilhões de euros no ano fiscal de 2021. No fim de 2021, a empresa tinha 50 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 17,9 mil pessoas (em jornada integral).

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Novo Guia de compatibilizantes da Dow focaliza compatibilizantes para reciclagem de embalagens multimateriais

04/04/2022

A Dow desenvolveu o Guia de Compatibilizantes, que traz um portfólio inovador de soluções que melhoram a capacidade de reprocessamento de materiais. O conteúdo está disponível na plataforma “O Futuro do Plástico”, criada pela Dow com o objetivo de incentivar convertedores da indústria do plástico a terem olhar estratégico que contemple rentabilidade do negócio, benefícios ao meio ambiente e à sociedade ao implementar a transição para a economia circular. O guia explica como os compatibilizantes podem ser usados para tornar tecnicamente recicláveis mesmo em estruturas complexas como as embalagens multimateriais.

Repensar o design de embalagem a partir da lógica da circularidade é uma prioridade para a toda a cadeia de bens de consumo. A Dow afirma que tem como meta investir em soluções para embalagens desenhadas para reciclabilidade como um dos caminhos para a economia circular.

A partir dessa premissa, a Dow tem investido em soluções que permitem o desenvolvimento de embalagens monomaterial, como é o caso do Stand Up Pouch de polietileno e de embalagens termoformadas feitas com a tecnologia Phormanto. Porém, vale ressaltar que, em determinadas aplicações, as embalagens requerem altas barreiras ao oxigênio para a conservação de alimentos e de produtos perecíveis. Com isso, são necessários materiais adicionais, como EVOH (Copolímero de Etileno e Álcool Vinílico) e Poliamida, trazendo o desafio de balancear o melhor desempenho da conservação do alimento e da sua embalagem com a sua reciclabilidade.

Para solucionar esse desafio, a Dow afirma ter desenvolvido um portfólio de compatibilizantes que visam melhorar a capacidade de reprocessamento de diferentes materiais no processo de reciclagem. Os compatibilizantes são substâncias que, quando adicionadas às estruturas, permitem que elas sejam recicladas mais facilmente e incorporadas na cadeia de reciclagem de polietileno (PE) existente. Como resultado desse processo, origina-se a resina pós-consumo com melhor qualidade e desempenho – preservando as suas propriedades mecânicas, garante a Dow.

“Uma vez compatibilizado, esse material plástico pós-consumo pode resultar em um filme reciclado de melhor performance, especialmente em relação às propriedades óticas, se comparado a filmes reciclados sem a presença de compatibilizantes”, explica Gianna Buaszczyk, engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento na Dow Brasil.

Os compatibilizantes podem ser adicionados a estruturas feitas de diferentes polímeros, como as de EVOH/PE e PA/PE. Eles tornam esses materiais compatíveis, permitindo a reciclagem na cadeia de polietileno. Para tornar a embalagem tecnicamente reciclável desde o momento do seu desenvolvimento, é recomendado incorporar o compatibilizante na estrutura da embalagem.

Além disso, esses elementos ajudam a solucionar outro problema constante: os resíduos (aparas) que sobram do processo de produção de embalagens, que geram custo de armazenagem ou de descarte. Quando o compatibilizante é adicionado no processo de recuperação das aparas, pode gerar, em média, um ganho de até 15% em função do reaproveitamento desse material frente ao descarte.

Entre os compatibilizantes desenvolvidos com exclusividade pela Dow está o Retain 3000. Segundo a empresa, a sua utilização permite adicionar valor às estruturas – que podem voltar ao ciclo de produção pós-consumo na forma de uma resina reciclada de qualidade. Trata-se de uma solução para possibilitar a reciclagem de diversos tipos de embalagens de forma eficiente, otimizar o custo com o reúso de aparas e ser um caminho rumo às metas de sustentabilidade na indústria.

“Criar uma cadeia circular para o plástico de forma a promover a reciclagem segue como uma das metas de sustentabilidade mais importantes para nós, da Dow. Por isso, em minha recente colaboração para a plataforma digital Futuro do Plástico, destaco a utilização dos compatibilizantes como tecnologia inovadora para a expansão da reciclagem e, por consequência, da economia circular. A plataforma dispõe de um guia que explica como os compatibilizantes podem ser usados para tornar tecnicamente recicláveis mesmo estruturas complexas, como as embalagens multimateriais”, afirma Gianna Buaszczyk, engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento na Dow Brasil.

Plataforma “O Futuro do Plástico”

“O Futuro do Plástico” surgiu para guiar os convertedores na jornada da economia linear para o modelo circular. A transição pode ser complexa, mas a plataforma auxilia e facilita o caminho com conteúdos, como artigos, vídeos, seções rápidas e materiais exclusivos.

A plataforma existe para incentivar convertedores da indústria do plástico a terem olhar estratégico que contemple rentabilidade do negócio, benefícios ao meio ambiente e à sociedade ao implementar a transição para a economia circular.

Esse projeto é resultado de uma estratégia adotada pela Dow de colocar a sustentabilidade na base do desenvolvimento de novas soluções para a indústria do plástico. O objetivo da empresa é colaborar e inovar para oferecer produtos que contribuam para um mundo melhor por meio de três áreas centrais: proteção ao clima, produção de materiais mais seguros e economia circular.

A Dow possui um portfólio diferenciado de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones da Dow com uma grande variedade de produtos e soluções de base científica, ofertados a clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura, mobilidade e aplicações para o consumidor. A Dow opera 104 unidades fabris em 31 países e emprega cerca de 35.700 pessoas. Em 2021, gerou aproximadamente US$ 55 bilhões em vendas.

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Coberturas Retráteis de Acrílico agregam mais sofisticação e versatilidade a ambientes externos

04/04/2022

Extremamente versáteis, as coberturas retráteis de acrílico permitem que ambientes externos sejam aproveitados durante o ano todo. Além de leves, essas estruturas são charmosas

Não é só de verão que vivem muitos ambientes externos de casas e pontos comerciais, como restaurantes e até mesmo centros esportivos. Também, por isso, as coberturas retráteis de acrílico têm se tornado tendência entre os projetos de decoração e ambientação de áreas externas, como piscinas, varandas e jardins de casas. Esse sistema é composto de estruturas de coberturas retráteis e modulares. Diferentemente das coberturas retráteis comuns, elas contam com um sistema de abertura Rail-Less, ou seja, sem trilhos. Isso dá ao conjunto um movimento suave e linear dos módulos retráteis, além de evitar que trilhos tenham que ser instalados no piso destes lugares.

Além de poder aproveitar esses ambientes em diferentes estações do ano e mesmo em dias chuvosos, as coberturas retráteis de acrílico contribuem com a funcionalidade e a melhor eficiência de piscinas, por exemplo. Marco Pie, do departamento técnico comercial da Cobertura Telescópica, empresa responsável pelo desenvolvimento desses produtos no Brasil, explica que essas coberturas reduzem os gastos com a manutenção e o aquecimento da piscina em até 50%. Isso acontece porque a cobertura protege a área de sujeiras externas e eleva a temperatura do local e da água em até 12°C nos dias mais frios. Nos dias quentes, a fácil abertura total da área permite que ela seja aproveitada integralmente. “Vale considerar também que no caso das piscinas, a cobertura ainda se mostra uma excelente opção de proteção para crianças de animais de estimação”, diz Pie.

O executivo, que já trabalha com as coberturas retráteis há cerca de 15 anos e já entregou mais de 320 unidades do produto em diferentes locais do país, conta que desenvolveu a Cobertura Retrátil Rail-Less, que é um sistema composto essencialmente por elementos que funcionam como painéis, o que facilita sua produção e instalação. Além disso, o sistema, por dispensar a utilização de trilhos, trabalha de forma independente, o que o torna também mais seguro. Pie conta ainda que esse sistema de cobertura pode ser construído com diferentes materiais, mas ele indica o acrílico principalmente porque as chapas são leves e resistentes às trepidações do sistema. Além disso, elas possuem proteção contra raios ultravioletas do sol e, por isso, não amarelam com o tempo.

A grande maioria das Coberturas Retráteis Rail-Less (80% delas, conta Marco Pie) foi instalada para proteger piscinas. Mas restaurantes e outros pontos comerciais também estão entre os clientes frequentes do produto. Aliás, a maior cobertura retrátil de acrílico da América-Latina foi instalada sobre a cobertura do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, justamente para proteger uma área que abriga restaurantes. Outro grande projeto da empresa, diz Pie, é a cobertura retrátil do Sesi de Roraima. A estrutura, que protege a piscina do local, é de 28×18 metros.

Ainda segundo o executivo da Cobertura Telescópica, o preço do metro quadrado da Cobertura Retrátil Rail-Less varia de R$ 1.500 a R$ 3.000, incluindo os tetos e laterais.

Coberturas fixas em acrílico e outros benefícios do material

O acrílico também é uma excelente opção para os projetos de coberturas fixas. Recentemente o material foi utilizado na construção da cobertura de acesso do Mercado Público de Vacaria, no RS, onde são realizadas feiras e outros eventos.

Assim como mencionou Marco Pie, a leveza é um dos principais atributos das chapas acrílicas. Isso faz com que as estruturas onde tradicionalmente é empregado o vidro fiquem mais leves e, por isso, livres de boa parte da estrutura metálica pensada apenas para dar suporte à cobertura. O resultado é um projeto visualmente mais limpo e leve. No entanto, no caso do acrílico, renunciar ao peso não significa renunciar à resistência. Pelo contrário, as chapas de acrílico são dez vezes mais resistentes a impactos do que o vidro, afirma o ILAC. Isso permite que elas resistam melhor que o vidro inclusive a impactos causados por tempestades de granizo, por exemplo.

Outro ponto positivo do acrílico em relação ao vidro é seu alto percentual de transparência. As chapas de acrílico transparente permitem a passagem de 92% da luz. Já o vidro oferece um índice menor comparativamente às mesmas espessuras.

O uso das chapas acrílicas é vantajoso também em relação as chapas de policarbonato alveolares. Isso porque as chapas acrílicas não sujam ou amarelam com o tempo.

O ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam ou virem a participar do grupo. O Instituto segue as premissas do seu antecessor INDAC, que há mais de 20 vinha atuando para gerar negócios e difundir o acrílico como matéria-prima. Atualmente, 32 empresas são associadas ao ILAC, que deve crescer ainda mais em 2022. Entre elas: Acrilaria, Acriresinas, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Bold, Brascril, Caampion, Castcril, Cristal Cores, CutLite, Emporium, Day Brasil, Inkcryl, JR Laser, Menaf, Mitsubishi Chemical, Osvaldo Cruz, Proneon, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico, Unigel e Work Special, juntam-se ao quadro as empresas Paolini e Lamanna, da Argentina, Formaplax, da Colômbia e Induacril do Chile.

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Associados Adirplast do segmento de Plásticos de Engenharia prevêem leve recuperação em 2022

21/03/2022

O total das vendas dos distribuidores de plásticos de engenharia associados à Adirplast referente ao mês de janeiro de 2022 revelou um aumento de 34,8% de volume em relação a dezembro de 2021. Apesar do saldo positivo, o ano de 2022 ainda requer atenção

Os associados da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) do segmento de Plásticos de Engenharia começaram o ano com o “pé direito”: um aumento de 34,8% de volume em relação a dezembro do ano passado. Mas, apesar da alta, os números representam uma redução de 30,5% em relação a janeiro de 2021.

“O ano passado foi melhor comparado a 2020. Tivemos uma retomada das importações, mesmo que mais devagar, assim como a regularização do fornecimento das petroquímicas globais. Para 2022 temos expectativa de crescimento da produção de automóveis, produtos médico hospitalares, embalagens multicamadas e peças técnicas. Os plásticos de engenharia estão em todos os setores que demandam especificações mais detalhadas. Mas mantemos um otimismo, embora moderado, em relação a este segmento”, diz Laercio Gonçalves, presidente da entidade e diretor da Activas.

A questão da importação foi sentida por todos associados do segmento. Para João Rodrigues, da Thathi Polímeros, o ano de 2021 trouxe pendências em relação a plásticos de engenharia como POM (Acetal), PA6 (Poliamida 6), PA66 (Poliamida 66) e PBT (Polibutileno Tereftatalo). “Essas dificuldades permanecem por todo ano e devem continuar em 2022 com resinas POM e PA66, mas com menor impacto em PA6 e PBT. Além disso, matérias-primas auxiliares como as fibras de vidro também tiveram baixa oferta local dos fabricantes, nos obrigando a importar. Isso de alguma forma contribuiu para limitar os resultados na produção de compostos locais”. Mas Rodrigues afirma que, por outro lado, também houve um ganho com a estratégia de importar poliamidas e poliéster. “Tivemos uma atuação importante em 2021 e fomos capazes de atender a praticamente todos os clientes sem crise de abastecimento e atrasos sistemáticos de programações de entrega”, explica.

A dificuldade das importações também foi sentida pela associada Entec. De acordo com Luiz Squilante, gerente de vendas da distribuidora, o problema aconteceu por diversos fatores. “Muito em função do mau tempo que atingiu os EUA no início de 2021, mas também por problemas logísticos como, por exemplo, dificuldade de encontrar navios disponíveis, lead time extremamente longos, altos custos de frete, containers, etc”.

Mas um ponto positivo de 2021 precisa ser ressaltado. Segundo Joel Pereira de Araújo, da Master Polymers o mercado está ficando mais técnico. “Hoje a procura por especialidades está aumentando. As características técnicas do produto passaram a ser mais importantes que o preço. Novos desenvolvimentos estiveram mais voltados à diferenciação e qualidade/durabilidade do produto para um consumidor mais exigente”, explicou.

O que esperar de 2022

Para Fabricio Bento, da Polyfast, existirá um pequeno crescimento em relação a 2021. “Mas ainda existem muitas incertezas, pois estamos em um ano de eleições. Além do que, acreditamos que no primeiro semestre ainda teremos indisponibilidade de produto, preços elevados e demanda reprimida, que em nossa análise, é a maior vilã do esperado pífio crescimento do setor para 2022”.

Já Rodrigues é mais otimista: “Os contatos externos diretamente com grandes empresas químicas exportadoras desses polímeros e agentes exportadores nos abrem perspectivas otimistas tanto pela oferta quanto pelas condições competitivas para avançarmos. Claro que, por outro lado, o baixo crescimento da economia previsto para 2022 não favorece. A falta de componentes no setor automotivo, queda na produção e consumo, aumentos nos preços dos combustíveis e energia e as taxas de desemprego ainda altas afetam o ânimo de que tanto precisamos”.

Para Squilante, haverá uma melhora na disponibilidade das Matérias Primas. “Ainda que não de forma integral, pelos menos deverá haver mais disponibilidade de produto em relação ao ano anterior, pois já temos visto isso em relação à ABS”.

Araújo também acredita na normalização da oferta de produto e queda dos preços a partir do segundo semestre. “Todavia o aumento do petróleo, alto custo da energia e fretes internacionais continuam afetando a disponibilidade de produtos como PA 66 e 66, bem como EVOH. O aumento de preços neste início de 2022 chega a 10% em dólares americanos no caso das Poliamidas 6 e 66”.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes biorientados, plásticos de engenharia, masterbatches e compostos. A entidade trabalha ainda para promover a imagem sustentável do plástico, estreitar o relacionamento com as empresas produtoras e ajustar o desordenamento tributário sobre a indústria.

Atualmente, a associação agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2020. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros, masterbatches, compostos e filmes biorientados comercializados no país.

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Conservadoras para frutas DaColheita usadas para embalagem de goiaba

21/03/2022

O Brasil é líder mundial na produção de goiaba vermelha e a receita anual dos pomares brasileiros chega a R$ 800 milhões (IBGE). São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro são os estados que concentram 80% do total da produção da fruta. Os produtores de goiaba para comercialização da fruta in natura, que representa 14% do total desta produção, estão buscando a diferenciação no mercado com agregação de valor no varejo. Para preservar a qualidade da fruta durante toda a cadeia de produção, logística e consumo, as embalagens DaColheita fabricadas pela Termotécnica estão ganhando cada vez mais espaço.

As embalagens em EPS são usadas para o transporte, armazenamento e exposição das frutas no varejo, como a goiaba, que precisam de um acondicionamento que preserve a sua qualidade em toda a cadeia logística. Por ser muito sensível a danos mecânicos, qualquer batida, amassamento no seu manuseio, armazenamento e transporte já acelera o processo de apodrecimento da fruta, diminuindo a vida útil na comercialização e a manutenção do valor. Dessa forma, essas embalagens são úteis para o embalamento das goiabas, pois absorvem e protegem as frutas destes impactos em relação a outras embalagens.

Segundo a Termotécnica, as suas soluções pós-colheita podem ampliar em até 30% o shelf-life (vida de prateleira) das frutas, mantendo suas propriedades nutricionais por mais tempo. A empresa afirma que os resultados são certificados por testes em laboratórios europeus (AgroTropical e HDG) para diversas culturas. , conferindo redução de perdas e desperdício de alimentos e tornando a linha DaColheita sustentável e adequada para acondicionar as frutas da colheita até o consumidor, além de reduzir a absorção de impactos no transporte e melhorar a exposição no varejo.

Além disso, afirma a Termotécnica, permitem alto isolamento térmico, facilidade no empilhamento e transporte. Isso representa também dias a mais com a fruta saudável nas gôndolas com vantagens para o varejista.  Em comparação com as embalagens em papelão, por exemplo, as conservadoras em EPS são até 60% mais leves, reduzindo o peso em cerca de 30%, o que representa também economia no frete, garante a empresa.

De acordo com a fabricante das conservadoras, os produtores se beneficiam com menor índice de devolução dos lotes de frutas fora do padrão de qualidade exigido pelos clientes e permite a abertura de novos mercados mais distantes. Para os distribuidores e varejistas, propicia maior giro no PDV, têm sua marca associada a frutas de qualidade, com a manutenção do preço.

Outrs vantagem citada pelo fabricante é que, desde a colheita até chegar à mesa do consumidor final, a fruta permanece mais fresca, nutritiva e saborosa. As conservadoras reduzem a perda de vitaminas e da umidade das frutas, ampliando a sua resistência, além de não liberar resíduos e fungos nos alimentos, afirma a empresa. Elas desidratam menos, chegam à temperatura desejada mais rápido e mantêm o frio por mais tempo. Sua estrutura também diminui o risco de avarias durante a movimentação, absorvendo melhor os impactos e reduzindo a perda de carga por danos.

“As nossas conservadoras têm esse apelo de limpeza, leveza, praticidade e design para exposição das frutas no PDV ou para entrega por delivery via e-commerce. Ou seja, as nossas conservadoras DaColheita performam em toda a cadeia: do embalamento da fruta, à facilidade e custo/benefício logístico de transporte e armazenamento, até o varejo e, finalmente, até a mesa dos consumidores”, reitera o diretor Superintendente da Termotécnica, Nivaldo de Oliveira.

No quesito sustentabilidade, as caixas conservadoras DaColheita contribuem em três frentes, afirma a Termotécnica:

1) Na reciclagem pós-consumo, pois o EPS é um material que pode ser 100% reciclado e se transformar em matéria-prima para outras aplicações, como rodapés e molduras.
2) Aumento do shelf-life dos produtos frescos em até 30%, o que contribui para a redução do desperdício na cadeia de distribuição e consumo.
3) Contribui para a redução da pegada de carbono, com a diminuição da emissão de Co2 equivalente, no transporte devido ao peso mais leve das soluções, o que reduz o consumo de combustível.

“Nossa abordagem ambiental traz a economia circular na prática. Inclui uma visão integrada desde a concepção de produtos, eficiência operacional, passando por logística reversa, reciclagem e indo até novas cadeias produtivas, fechando o ciclo da economia circular. Pensando na cadeia logística como um todo é uma solução diferenciada e inovadora para este mercado e que atende às exigências por uma atuação responsável das empresas em termos de sustentabilidade”, diz o presidente da Termotécnica, Albano Schmidt.

Nivaldo de Oliveira reforça que “a embalagem é um veículo importante de posicionamento e de comunicação destes benefícios e agregação de valor. Toda a tecnologia de conservação e o design das nossas soluções em EPS DaColheita propiciam aos nossos clientes comunicar ao mercado esses diferenciais de qualidade e sustentabilidade”. E complementa: “Já temos muitos cases de sucesso da marca DaColheita para soluções para frutas junto a toda a cadeia, desde os fruticultores no campo, o canal de distribuição, inclusive na exportação de frutas premium. Isso nos dá muito potencial para diversificar o atendimento para diversos tipos de frutas, como é o caso da goiaba”.

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Covestro recebe certificação ISCC Plus para unidades na Alemanha

15/02/2022

  • Plantas de Leverkusen e Dormagen oferecem produtos certificados de massa balanceada
  • Soluções substituem similares de fonte fóssil com mesma qualidade

A Covestro acaba de receber a certificação reconhecida internacionalmente ISCCPlus de fabricação de produtos de massa balanceada para suas unidades em Leverkusen e Dormagen, na Alemanha.

Junto com a também alemã unidade de Krefeld-Uerdingen, certificado há um ano, agora a Covestro é capaz de fornecer grandes volumes de produtos a partir de matérias-primas atribuídas de forma renovável. Entre eles estão: policarbonatos, componentes para espumas rígidas e flexíveis de poliuretano (PU), matérias-primas para revestimentos e adesivos de poliuretano, poliuretanos termoplásticos (TPUs) e filmes especiais. Os produtos se caracterizam pela mesma qualidade e propriedades de seus similares de fonte fóssil.

“Estou muito satisfeita por podermos oferecer a nossos clientes ainda mais produtos certificados de massa balanceada, ajudando-os assim a atingirem suas metas de sustentabilidade e acelerando a transição rumo à economia circular”, afirma Sucheta Govil, Chief Commercial Officer (CCO) da Covestro. “Com isso, estamos apoiando o uso de matérias-primas alternativas e reduzindo as emissões de CO2 ao longo das cadeias de valor”.

Klaus Schäfer, Chief Technology Officer (CTO) da Covestro, disse: “As matérias-primas utilizadas para estes produtos atendem aos rigorosos requisitos de sustentabilidade do padrão ISCC Plus em toda a cadeia de valor. É por isso que queremos ampliar o uso de matérias-primas alternativas em nossa produção. Além dos três sites alemãos, nossas fábricas na Antuérpia (Bélgica) e Xangai (China) já possuem certificação ISCC Plus, e outros sites devem ser certificados em breve”.

No conceito de massa balanceada, matérias-primas de base biológica ou recicladas – neste caso, materiais residuais reprocessados – são introduzidas no momento inicial da extração da matéria-prima, sendo entao proporcionalmente atribuídas aos produtos finais. Isso preserva matérias-primas fósseis e reduz as emissões de gases de efeito estufa, sem deixar de lado a qualidade. Os fabricantes não precisam fazer nenhuma adaptação em suas produções, podendo manter suas formulações, equipamentos e processos.

O ISCC (International Sustainability and Carbon Certification) é um sistema de certificação de sustentabilidade internacionalmente reconhecido para biomassa e bioenergia, entre outros. Ele cobre todos os estágios da cadeia de valor e é amplamente utilizado em todo o mundo. O ISCC Plus inclui ainda outras opções de certificação para aplicação técnicas e químicas, incluindo plásticos derivados de biomassa.

Com 14,6 bilhões de euros em vendas em 2018, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem cerca de 30 unidades produtivas no mundo todo e, no final de 2018, empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas.

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Solvay lança nova poliamida com conteúdo reciclado para eletrodomésticos

14/02/2022

Segundo a Solvay, o material demonstra menor absorção de água, fluidez aprimorada e excelente acabamento superficial em comparação com poliamidas virgens similares

A Solvay, fornecedora líder global de polímeros especiais, introduziu a nova família de compostos de poliamida (HPPA) Omnix, com base em um mínimo de 33% de conteúdo reciclado, a partir de resina reciclada PIR/PCR. Segundo a Solvay, a resina reciclada é altamente segura e tem um processo controlado pelo fornecedor.

A tecnologia Omnix ReCycle HPPA segue o roteiro One Planet de sustentabilidade da Solvay para melhorar continuamente a pegada ambiental e a circularidade de seu portfólio de produtos.

“Assim como o primeiro HPPA de base reciclada da Solvay com 50% de reforço de fibra de vidro, o Omnix ReCycle é um verdadeiro avanço no mercado de poliamidas para eletrodomésticos. Ele combina as excelentes propriedades mecânicas do HPPA semiaromático virgem com melhor fluxo, menor absorção de água e o melhor aspecto de superfície da categoria”, informa Claire Guerrero, gerente de marketing global para o segmento de embalagens e sustentabilidade da Solvay.

Além disso, segundo Claire Guerrero, o perfil exclusivo de desempenho e sustentabilidade desse produto oferece uma solução de material atraente para proprietários de marcas e fabricantes que buscam aumentar o conteúdo reciclado em seus produtos sem comprometer a estabilidade dimensional, alta rigidez, resistência ao impacto e processabilidade.

A Solvay afirma que o conteúdo reciclado do Omnix ReCycle economiza recursos e resulta em uma pegada de carbono significativamente menor em comparação com o HPPA virgem, mostrando assim um potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês) 30% menor. Ao mesmo tempo, ele tem um perfil ideal para substituir poliamidas (PA) de baixo desempenho, bem como metais.

Em eletrodomésticos, por exemplo, ele oferece maior durabilidade do que os polímeros de poliamida PA6 ou PA66 padrão. Isso ajuda os OEMs a reduzirem devoluções por quebras e danos, ao mesmo tempo em que atende à crescente conscientização dos consumidores quanto à longevidade e menor impacto ambiental em suas escolhas de produtos.

Com sua aparência de superfície, o novo HPPA com base reciclada também pode eliminar a necessidade de pintura, o que aumenta seus benefícios gerais de sustentabilidade e facilita a reciclagem no fim da vida útil de aplicações em uma economia de plásticos cada vez mais circular. Outra intenção alvo é a resistência ao desgaste para componentes internos leves em transporte e automotivo.

O Omnix ReCycle da Solvay pode ser processado em injetoras convencionais, inclusive com o uso de moldes aquecidos a água. A Solvay afirma que, após a amostragem e aprovação bem-sucedidas por clientes selecionados, o novo material HPPA sustentável está disponível comercialmente em todo o mundo.

Com 23.000 empregados em 64 países, a Solvay oferece soluções e produtos que podem ser encontrados em residências, alimentos e bens de consumo, aviões, carros, baterias, dispositivos inteligentes, equipamentos de saúde, sistemas de purificação de água e ar. Fundada em 1863, a Solvay está hoje entre as três principais empresas do mundo na maioria de suas atividades e obteve vendas líquidas de € 8,9 bilhões em 2020. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

Foto: Solvay

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Poliamidas se destacam na produção de peças técnicas para uso industrial

14/02/2022

A complexidade de dimensões é uma das principais características das peças técnicas destinados ao setor industrial. Daí a importância de se utilizar um material que atenda a todos os requisitos técnicos não apenas na fabricação, mas também nas etapas de instalação, reposição e eventual substituição das peças.

Segundo a UBE, as suas poliamidas são amplamente utilizadas na produção de peças técnicas globalmente. Como explica Edgar Veloso, Supervisor de Vendas UBE América Latina, “os benefícios do nylon impactam, positivamente, na densidade, resistência química, resistência ao desgaste, resistência elétrica, entre outras propriedades relevantes para o desenvolvimento de projetos e produtos”. Ele lembra ainda que as poliamidas podem ser aditivadas de forma a garantir propriedades necessárias e específicas para cada aplicação.

As poliamidas para peças técnicas industriais se destacam por substituir peças metálicas ou de vidro, com as seguintes vantagens:

  • não necessita de lubrificação;
  • não sofre corrosão (em comparação às peças metálicas);
  • baixa densidade ou peso específico;
  • absorção de vibração com menor propagação de ruído;
  • resistência a diversos produtos químicos (gasolina, diesel, óleos e graxas);
  • baixo custo;
  • bom isolante elétrico;
  • excelente desempenho no processo de usinagem.

As poliamidas são amplamente utilizadas na produção de peças técnicas semiacabadas para diversas aplicações, entre elas, destaque para chapas, tarugos e pranchas, produzidos pelo processo de extrusão, como também, peças injetadas para linhas automotivas, proporcionando ótimo acabamento interno e economia de combustível.

Fundada na cidade de Ube, província de Yamaguchi, no Japão, em 1897, a UBE mantém 11 mil colaboradores em todo o mundo e um portfólio global de produtos que se divide em: químicos, cimento e materiais de construção, máquinas, meio ambiente e energia, e farmacêuticos. Ao todo são três plantas de poliamidas – Japão, Tailândia e Espanha – que abastecem o mercado global. Cada planta possui o seu próprio centro de Pesquisa & Desenvolvimento. No Brasil, a operação da UBE existe desde 2010 e as vendas de Plásticos de Engenharia representam cerca de 20% da produção de Castellón – Espanha. O escritório brasileiro atende a toda América Latina, com ênfase a Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Equador.

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Mercado de chapas acrílicas no Brasil encolhe em 2021

13/02/2022

No ano passado, o Brasil comercializou 10.630 toneladas de chapas acrílicas, 6% a menos do que em 2020; mas empresários do segmento se dizem otimista em relação a 2022

O mercado brasileiro de chapas acrílicas reduziu-se em 2021 cerca de 6% em relação a 2020. No ano passado, o volume comercializado de chapas no país, incluindo as chapas sustentáveis e as superfícies sólidas, chegou a 10.630 toneladas. Em 2020, esse montante foi de 11.296 toneladas. A queda, segundo João Orlando Vian, consultor executivo do ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico, pode ser explicada por alguns fatores. O principal deles é o da estagnação econômica vivida mais intensamente por alguns setores do país, como é o caso do setor de comunicação visual, principal consumidor de chapas acrílicas: “A pandemia fez com que as pessoas passassem a consumir através de aplicativos e outros canais digitais. Isso por sua vez, fez com que empresários do setor do varejo não priorizassem os investimentos feitos em comunicação visual. Acreditamos que, neste ano, com a volta gradual das atividades sociais e dos consumidores aos shoppings e outros centros comerciais, esse mercado volte à vida, mas ainda o vemos, pelo menos neste ano, com limitações de crescimento. Isso se deve, em parte, à expansão das vendas online, mas também ao cenário macroeconômico brasileiro e da América Latina”.

Ainda segundo Vian, ao falar em queda deste mercado, é preciso também considerar que 2020 foi um bom ano para quem comercializa acrílico. Isso, porque, no período, houve um aumento da demanda por barreiras de proteção e outros instrumentos em acrílico usadas como anteparos físicos contra o coronavírus em locais públicos e hospitais. Nesse ano, houve um crescimento de 11,4% em relação a 2019, que, por sua vez, foi um ano bastante difícil. Nele o setor amargou uma queda nas vendas de 8,4% em relação a 2018.

Além das barreiras de proteção, o mercado de acrílico aproveitou esses dois últimos anos para ampliar sua atuação em setores como o de móveis corporativos e de decoração. Além disso, diz Vian, o setor mira os mercados de construção civil e de arquitetura, para os quais o acrílico pode oferecer vantagens técnicas e visuais, como a leveza, alta durabilidade e a transparência.

Para 2022, os empresários do setor se dizem um pouco mais otimistas. Mas estar otimista, acreditando que eventuais desafios que surgirem poderão ser superados. Segundo Ralf Sebold, da Bold, estudos mostram que há no mundo uma previsão de crescimento do mercado de chapas acrílicas para um período de mais ou menos 10 anos. O mercado latino-americano de acrílico ainda está em uma fase inicial de desenvolvimento e, por isso, tende a crescer cerca de 6% ao ano até 2031, acredita o executivo. Entre os segmentos consumidores estão o de comunicação visual, que hoje é o que lidera o consumo de acrílico na América Latina. Porém, outros mercados, como os de construção civil e de arquitetura, móveis e de transportes, têm grande potencial e precisam ser explorados.

ILAC – Para os dirigentes da entidade, a expansão regional de atuação do antigo INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico) para o novo ILAC, que integra toda a América Latina, inclusive México, foi sem dúvida a principal conquista do setor neste ano. Segundo Marcelo Thieme, presidente da entidade, o instituto tem um alto potencial gerador de informação que deve ser aproveitado pelo setor. Além disso, diz ele, é mais fácil para todos que os desafios sejam enfrentados em conjunto.

Através do ILAC será possível ao mercado acompanhar mais regularmente não apenas os números do mercado brasileiro de chapas acrílicas – que equivale a cerca de 10.000 toneladas anuais -, mas de todo o mercado latino-americano, que responde por um número aproximado de 50.000 toneladas por ano.

O ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam ou que vierem a participar do grupo. O Instituto segue as premissas do seu antecessor INDAC, que há mais de 20 atua para gerar negócios e difundir o acrílico como matéria-prima.

Atualmente, 32 empresas são associadas ao ILAC, que deve crescer ainda mais em 2022. Entre elas: Acrilaria, Acriresinas, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Bold, Brascril, Caampion, Castcril, Cristal Cores, CutLite, Emporium, Day Brasil, Inkcryl, JR Laser, Menaf, Mitsubishi Chemical, Osvaldo Cruz, Proneon, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico, Unigel e Work Special, juntam-se ao quadro as empresas Paolini e Lamanna, da Argentina, Formaplax, da Colômbia, e Induacril, do Chile.

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Solvay investe 300 milhões de euros em polímeros especiais para atender crescente demanda por baterias de veículos elétricos

11/02/2022

O investimento aumentará a capacidade de produção de Solef, fluoreto de polivinilideno (PVDF), na unidade da Solvay em Tavaux, na França, tornando-a a maior unidade de produção de PVDF da Europa

A Solvay está anunciando investimento de 300 milhões de euros para expandir a capacidade de produção do polímero Solef (fluoreto de polivinilideno – PVDF), em sua unidade em Tavaux, França, com o objetivo de ampliar sua posição de liderança no mercado global de baterias de íons de lítio utilizadas em veículos elétricos e híbridos.

Este novo projeto expandirá a capacidade de produção da empresa na Europa para 35 mil toneladas, criando a maior unidade de produção de PVDF da região. O investimento será concluído em dezembro de 2023 e reforçará a liderança global da Solvay neste campo, posicionando-a para capitalizar a crescente demanda por veículos elétricos e híbridos.

O rápido crescimento desse segmento de veículos está impulsionando uma demanda sem precedentes por PVDF, um fluoropolímero termoplástico usado como aglutinante e revestimento separador em baterias de íons de lítio. Segundo a Solvay, o seu PVDF ajudará os fabricantes a otimizar a eficiência do armazenamento de energia, aumentando a densidade de energia, além da segurança e a potência da bateria.

A Solvay desenvolve soluções para a indústria automotiva há mais de 30 anos. Além do PVDF, a empresa afirma ter em seu portfólio uma série de polímeros e materiais leves que permitem que os OEM’s automotivos reduzam o peso e as emissões de CO2.

Com a previsão de aceleração da transformação para eletrificação na próxima década, a Solvay estima aumentar suas vendas do negócio de Materiais Avançados para o mercado automotivo de aproximadamente 800 milhões de euros em 2021 para mais de 2,5 bilhões de euros até 2030.

“A demanda por veículos elétricos está passando por um grande crescimento”, explicou Michael Finelli, presidente das plataformas de crescimento global da Solvay. “Estamos capitalizando essa poderosa megatendência focando na inovação que gera tecnologias para os nossos clientes e posicionando a Solvay como líder nesse campo. Temos um longo histórico de inovação em tecnologias de PVDF e estamos ampliando nossa liderança por meio desse investimento. Este investimento demonstra ainda mais nosso profundo compromisso com nossos clientes e está alinhado com nossa própria estratégia de crescimento de longo prazo e nossas ambições de sustentabilidade”, disse Michael Finelli.

Segundo ele, os planos da Solvay em Tavaux são um exemplo da execução da estratégia de crescimento da companhia, que foca em investimentos em soluções sustentáveis de alto crescimento em Materiais, alinhadas a importantes megatendências emergentes.

O polímero Solef PVDF da Solvay também foi reconhecido como uma solução sustentável e lucrativa pela World Alliance for Efficient Solutions por sua contribuição para a mobilidade mais limpa e foi um componente essencial usado pelo Solar Impulse, a primeira aeronave movida a energia solar do mundo a dar volta ao mundo, liderada pelo renomado balonista Bertrand Piccard.

Com 23.000 empregados em 64 países, o Grupo Solvay é uma companhia de química e de materiais cujos produtos podem ser encontrados em residências, alimentos e bens de consumo, aviões, carros, baterias, dispositivos inteligentes, equipamentos de saúde, sistemas de purificação de água e ar. Fundada em 1863, a Solvay está hoje entre as três principais empresas do mundo na maioria de suas atividades e obteve vendas líquidas de € 8,9 bilhões em 2020. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

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Evonik desenvolve poli-alfa-olefinas amorfas sustentáveis para a indústria de adesivos

09/02/2022

  • Matérias-primas para adesivos produzidas com biomassa > 90%
  • Redução do uso de recursos fósseis

A Evonik afirma ter ampliado seu portfólio de poli-alfa-olefinas amorfas para a indústria de adesivos mediante a inclusão de uma linha de produtos sustentáveis. Segundo a empresa, os seus novos produtos, comercializados sob a marca Vestoplast eCO, possuem certificação ISCC PLUS em relação ao seu teor de materiais sustentáveis com balanço de massa superior a 90%. A fabricante diz que o uso dessas matérias-primas sustentáveis reduz de maneira significativa as emissões de CO2 na comparação equivalente com o Vestoplast, produzido por fonte petroquímica. Ao usar energia renovável na produção, pode-se reduzir adicionalmente a pegada de CO2.

O Vestoplast é usado principalmente como matéria-prima em adesivos hotmelt aplicados em indústrias variadas, tais como os setores de higiene, automotivo, embalagens e processamento de madeira. O teor de biomassa do Vestoplast eCO é calculado segundo o método do balanço de massa: em outras palavras, o produto é fabricado usando uma mistura de recursos de origem bio e de origem fóssil. As propriedades físicas resultantes são idênticas àquelas dos grades clássicos de origem petroquímica do porftólio da empresa.

“Como empresa de especialidades químicas, estamos adotando medidas importantes para reduzir o impacto dos nossos produtos sobre o meio ambiente. Com o novo portfólio de produtos Vestoplast eCO, queremos reduzir o uso de recursos fósseis na indústria de adesivos em favor de recursos de origem bio”, explica Roberto Vila-Keller, responsável pela linha de negócios Coating & Adhesive Resins. “Com o enfoque do balanço de massa, a Evonik se compromete em aumentar o uso de biomateriais e a reduzir a dependência de recursos fósseis dos nossos clientes”.

A Evonik é uma das líderes mundiais em especialidades químicas. A empresa atua em mais de 100 países em todo o mundo e gerou vendas de 12,2 bilhões de euros e um lucro operacional (EBITDA ajustado) de 1,91 bilhão de euros em 2020, contando com cerca de 33.000 colaboradores.

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Milliken oferece modificador de desempenho para processamento de PP com alto teor de reciclado

24/01/2022

  • Os modificadores de performance atuam no processo de moldagem por injeção de polipropileno, aplicado em peças que requerem maior resistência ao impacto.
  • Segundo a empresa, a solução oferece aos transformadores ganhos operacionais, financeiros e em sustentabilidade.

A economia circular torna-se cada vez mais necessária para o uso eficiente dos recursos naturais. Na prática, os sistemas de produção industrial devem priorizar insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis. “Temos investido em tecnologias inovadoras que permitem aos transformadores do setor plástico utilizar uma resina 100% reciclada, desde que a matéria-prima tenha baixo grau de contaminantes, ou aumentar o teor de resina reciclada em misturas típicas com resina virgem”, diz Edmar Nogueira, gerente técnico da Milliken.

A empresa desenvolveu uma linha completa de modificadores de desempenho com foco em transformadores de PP copolímero de impacto, e principalmente PP reciclado. É uma linha de produtos multiuso que pode ser utilizada em diversas aplicações, tais como utilidades domésticas; elementos para construção civil; e componentes automotivos.

Segundo Nogueira, a aplicação do DeltaMax promove balanço entre resistência e processabilidade da resina, gerando ganhos operacionais, financeiros e em sustentabilidade. “É destinado a transformadores que queiram otimizar a resistência ao impacto da resina, para gerar peças acabadas mais robustas, sem ter que sacrificar o índice de fluidez e nem perder processabilidade”.

A fabricante afirma que a melhora na processabilidade, viabilizada pelo aumento do índice de fluidez da resina, reverte-se em ganhos de ciclo operacional: o transformador produz mais peças num mesmo período e, consequentemente, consome menos energia. A possibilidade de aumento do percentual de reciclado em misturas também proporciona ganhos financeiros, uma vez que a matéria-prima recuperada tem custo menor. Segundo a Milliken, testes por ela realizados registraram reduções do ciclo operacional de 10% a 15%, dependendo da aplicação, e economia de energia na mesma faixa. Como consequência, a redução na emissão de CO2 sofreu queda média de 10%.

Sustentabilidade

Segundo a Milliken, um dos projetos atendidos pela empresa ajudou um transformador líder na categoria de materiais para manutenção e reforma do lar a aumentar o uso de plásticos reciclados sem sacrificar propriedades físicas.

“Este cliente já tinha tentado elevar os níveis de uso de resinas de polipropileno (PP) reciclado que, ainda que bastante acessíveis, geralmente não têm as propriedades de impacto e fluidez necessárias para muitas aplicações finais. Isso resulta em um menor uso de PP reciclado, o que adiciona custos indesejados e não contribui para a diminuição da geração de resíduos”, explica Nogueira.

Ao aumentar as propriedades de impacto e o índice de fluidez do PP reciclado, o transformador conseguiu produzir o acessório para reformas utilizando 100% de plástico recuperado, em comparação com o índice anterior de 20%, afirma a Milliken. Isso reduziu o custo das matérias-primas e a destinação de resíduos para aterros, ao mesmo tempo aprimorando o desempenho e a margem de lucro dos produtos. O transformador também diminuiu as emissões de carbono em 20 quilos por tonelada de PP produzido, assegura a fabricante do DeltaMax.

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UBE indica filmes de poliamida como alternativa na agricultura

17/01/2022

Já faz algum tempo que a UBE vem recomendando a utilização da poliamida em estruturas de filmes plásticos para agricultura. Segundoa empresa, os principais atributos do material para esta aplicação são a resistência aos raios ultravioleta, a resistência mecânica, uma baixa permeação aos gases CO2 e O2 e a redução da espessura das camadas

“A poliamida se destaca, principalmente, por suas propriedades mecânicas que garantem maior resistência à perfuração e a intempéries, além de baixa permeabilidade aos gases CO2 e O2. Estas propriedades ajudam a manter a integridade dos produtos no momento da silagem (armazenamento e conservação de plantações e produtos agrícolas)”, explica Edgar Veloso, supervisor de Vendas da UBE América Latina.

Segundo Edgar, a UBE aposta no aumento do uso da poliamida em aplicações agrícolas, não apenas pelas vantagens do material, mas pelo próprio desempenho altamente positivo do mercado. “O mercado agrícola brasileiro tem um papel extremamente importante na economia do país e hoje já corresponde a 5% de todo o PIB”. Segundo o Ministério da Agricultura, o valor bruto da produção agropecuária de 2021 deve chegar a R$ 1,119 trilhão, um resultado 9,9% superior ao registrado em 2020.

“Recomendamos a linha Terpalex (terpolímeros) e as copoliamidas por proporcionarem menor efeito curling (encanoamento do filme), melhor processabilidade, melhor resistência à ruptura e menor barreira aos gases”, destaca Edgar.

Fundada na cidade de Ube, província de Yamaguchi, no Japão, em 1897, a UBE mantém 11 mil colaboradores em todo o mundo e um portfólio global de produtos que se divide em: químicos, cimento e materiais de construção, máquinas, meio ambiente e energia, e farmacêuticos. Ao todo são três plantas de poliamidas – Japão, Tailândia e Espanha – que abastecem o mercado global. Cada planta possui o seu próprio centro de Pesquisa & Desenvolvimento. No Brasil, a operação da UBE existe desde 2010 e as vendas de Plásticos de Engenharia representam cerca de 20% da produção de Castellón – Espanha. O escritório brasileiro atende a toda América Latina, com ênfase a Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Equador.

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Maior fabricante de pranchas de surf do país utiliza EPS como uma das principais matérias-primas

17/01/2022

Atualmente, cerca de 50% das pranchas fabricadas pela Pró-Ilha têm em sua estrutura blocos de EPS fornecidos pela Termotécnica

As pranchas utilizadas por importantes atletas do surf e do wakeboard que representam o Brasil nos campeonatos mundo afora são produzidas pela Pró-Ilha Surfboards, de São Francisco do Sul (SC). A empresa é a maior fabricante de pranchas para esportes aquáticos do país e a parceria com a Termotécnica vem desde 2015. De acordo com o presidente da Pró-Ilha, Josenir Breis Pereira, cerca de 50% das pranchas produzidas, tanto para sua marca própria como para marcas mundiais licenciadas, já têm em sua estrutura a matéria-prima fornecida pela Termotécnica.

Tanto para os surfistas que estão no topo do ranking quanto para amadores, as pranchas são customizadas pela Pró-Ilha de acordo com as características específicas de cada um. “Cada surfista tem uma prancha com um formato e um tipo de material que mais se adapta às suas características como atleta. Para cada surfista, seja de alta performance ou amadores, nós produzimos a prancha quase totalmente de forma artesanal, aliada com tecnologia de ponta “, diz Josenir.

Em maio de 1984, Josenir Breis Pereira abriu uma loja chamada QT Surf, na Ilha de São Francisco do Sul (SC). Esse foi o início do que, dois anos mais tarde, juntamente com a fabricação de pranchas de surf, viria a se tornar a atual Pró-Ilha Surfboards. Hoje, após mais de 30 anos, a marca é reconhecida como uma das maiores fabricantes de pranchas do país. Os seus mais de 900 m² de área são totalmente voltados para a fabricação de pranchas de surf e com capacidade de produzir até 500 pranchas por mês. Além da loja física com mais de 120 m², a Pró-Ilha apresenta um sistema e-commerce, onde conta com uma linha de acessórios para surf e para outros esportes aquáticos.

Fundada há 60 anos, a Termotécnica possui matriz em Joinville (SC) e unidade de reciclagem no Distrito de Pirabeiraba, a Termotécnica possui também unidades produtivas e de reciclagem em Manaus (AM), Petrolina (PE), Rio Claro (SP) e São José dos Pinhais (PR). Para dar uma destinação sustentável ao EPS pós-consumo, desde 2007 a Termotécnica realiza o Programa Reciclar EPS, com logística reversa e reciclagem do material em todo o Brasil. Já são mais de 44 mil toneladas de EPS pós-consumo que ganharam um destino mais nobre – cerca de 1/3 de todo o material consumido no país.

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