Archive for the ‘Plásticos na Arquitetura e Decoração’ Category

Coberturas Retráteis de Acrílico agregam mais sofisticação e versatilidade a ambientes externos

04/04/2022

Extremamente versáteis, as coberturas retráteis de acrílico permitem que ambientes externos sejam aproveitados durante o ano todo. Além de leves, essas estruturas são charmosas

Não é só de verão que vivem muitos ambientes externos de casas e pontos comerciais, como restaurantes e até mesmo centros esportivos. Também, por isso, as coberturas retráteis de acrílico têm se tornado tendência entre os projetos de decoração e ambientação de áreas externas, como piscinas, varandas e jardins de casas. Esse sistema é composto de estruturas de coberturas retráteis e modulares. Diferentemente das coberturas retráteis comuns, elas contam com um sistema de abertura Rail-Less, ou seja, sem trilhos. Isso dá ao conjunto um movimento suave e linear dos módulos retráteis, além de evitar que trilhos tenham que ser instalados no piso destes lugares.

Além de poder aproveitar esses ambientes em diferentes estações do ano e mesmo em dias chuvosos, as coberturas retráteis de acrílico contribuem com a funcionalidade e a melhor eficiência de piscinas, por exemplo. Marco Pie, do departamento técnico comercial da Cobertura Telescópica, empresa responsável pelo desenvolvimento desses produtos no Brasil, explica que essas coberturas reduzem os gastos com a manutenção e o aquecimento da piscina em até 50%. Isso acontece porque a cobertura protege a área de sujeiras externas e eleva a temperatura do local e da água em até 12°C nos dias mais frios. Nos dias quentes, a fácil abertura total da área permite que ela seja aproveitada integralmente. “Vale considerar também que no caso das piscinas, a cobertura ainda se mostra uma excelente opção de proteção para crianças de animais de estimação”, diz Pie.

O executivo, que já trabalha com as coberturas retráteis há cerca de 15 anos e já entregou mais de 320 unidades do produto em diferentes locais do país, conta que desenvolveu a Cobertura Retrátil Rail-Less, que é um sistema composto essencialmente por elementos que funcionam como painéis, o que facilita sua produção e instalação. Além disso, o sistema, por dispensar a utilização de trilhos, trabalha de forma independente, o que o torna também mais seguro. Pie conta ainda que esse sistema de cobertura pode ser construído com diferentes materiais, mas ele indica o acrílico principalmente porque as chapas são leves e resistentes às trepidações do sistema. Além disso, elas possuem proteção contra raios ultravioletas do sol e, por isso, não amarelam com o tempo.

A grande maioria das Coberturas Retráteis Rail-Less (80% delas, conta Marco Pie) foi instalada para proteger piscinas. Mas restaurantes e outros pontos comerciais também estão entre os clientes frequentes do produto. Aliás, a maior cobertura retrátil de acrílico da América-Latina foi instalada sobre a cobertura do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, justamente para proteger uma área que abriga restaurantes. Outro grande projeto da empresa, diz Pie, é a cobertura retrátil do Sesi de Roraima. A estrutura, que protege a piscina do local, é de 28×18 metros.

Ainda segundo o executivo da Cobertura Telescópica, o preço do metro quadrado da Cobertura Retrátil Rail-Less varia de R$ 1.500 a R$ 3.000, incluindo os tetos e laterais.

Coberturas fixas em acrílico e outros benefícios do material

O acrílico também é uma excelente opção para os projetos de coberturas fixas. Recentemente o material foi utilizado na construção da cobertura de acesso do Mercado Público de Vacaria, no RS, onde são realizadas feiras e outros eventos.

Assim como mencionou Marco Pie, a leveza é um dos principais atributos das chapas acrílicas. Isso faz com que as estruturas onde tradicionalmente é empregado o vidro fiquem mais leves e, por isso, livres de boa parte da estrutura metálica pensada apenas para dar suporte à cobertura. O resultado é um projeto visualmente mais limpo e leve. No entanto, no caso do acrílico, renunciar ao peso não significa renunciar à resistência. Pelo contrário, as chapas de acrílico são dez vezes mais resistentes a impactos do que o vidro, afirma o ILAC. Isso permite que elas resistam melhor que o vidro inclusive a impactos causados por tempestades de granizo, por exemplo.

Outro ponto positivo do acrílico em relação ao vidro é seu alto percentual de transparência. As chapas de acrílico transparente permitem a passagem de 92% da luz. Já o vidro oferece um índice menor comparativamente às mesmas espessuras.

O uso das chapas acrílicas é vantajoso também em relação as chapas de policarbonato alveolares. Isso porque as chapas acrílicas não sujam ou amarelam com o tempo.

O ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam ou virem a participar do grupo. O Instituto segue as premissas do seu antecessor INDAC, que há mais de 20 vinha atuando para gerar negócios e difundir o acrílico como matéria-prima. Atualmente, 32 empresas são associadas ao ILAC, que deve crescer ainda mais em 2022. Entre elas: Acrilaria, Acriresinas, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Bold, Brascril, Caampion, Castcril, Cristal Cores, CutLite, Emporium, Day Brasil, Inkcryl, JR Laser, Menaf, Mitsubishi Chemical, Osvaldo Cruz, Proneon, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico, Unigel e Work Special, juntam-se ao quadro as empresas Paolini e Lamanna, da Argentina, Formaplax, da Colômbia e Induacril do Chile.

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Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico amplia alcance, muda e nome e inclui outros países da América Latina

08/12/2021


Instituto fundado no Brasil em 2001 para representar empresas do setor do acrílico se expande e passa a atuar agora em toda a América Latina; entre os benefícios da ação está o compartilhamento de informações entre os associados

O Indac – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico – passou a se chamar Ilac – Instituto Latino-Americano do Acrílico a partir do mês de novembro. A mudança é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam ou que venham a participar do grupo. Segundo Marcelo Thieme, presidente do Ilac, o trabalho feito pelo Indac nos últimos 20 anos mostra que a troca de conhecimento tende a promover de maneira natural a ampliação do uso do acrílico em diferentes projetos e aplicações. Assim, por meio deste canal que se abre, os transformadores brasileiros terão acesso a informações de produtos e projetos feitos fora do país. “Essa é uma integração importante porque nos permitirá trocar experiências com empresários de outros países que possuem mercados mais maduros e já mais adaptados à forte concorrência asiática, como Argentina e Colômbia, por exemplo”, explica Thieme.

Na prática, isso é o que o Indac já faz desde 2001, quando foi fundado. Assim, o Instituto segue com o objetivo de promover o uso correto do acrílico, além de difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações. O que muda agora é seu alcance. Além de 30 empresas brasileiras associadas, entre elas: Acriresinas, Actos, Acrilaria, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Art Cryl, Brascril, Bold, Campion, Castcril, Cristal e Cores, CutLite, Day Brasil, Emporium, Inkcryl, Menaf, Mitsubishi, Osvaldo Cruz, Proneon, JR Laser, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico e Unigel, juntam-se ao quadro as empresas Paolini, da Argentina, e Formaplax, da Colômbia. A adesão da Plastiglas, do México, empresa que faz parte do grupo Unigel, está sendo estudada e pode acontecer já no próximo ano, acredita Thieme.

A ideia é que, na medida que o Instituto for ganhando mais visibilidade fora do país, novos associados se juntem ao grupo. O trabalho de divulgação, a princípio, será bastante focalizado na internet, conta João Orlando Vian, consultor executivo da entidade: “Todos esses anos de Indac nos deram uma boa experiência sobre o que funciona para esse setor. Nosso site, por exemplo, serve como um portal que abriga os mais diversos tipos de informações sobre o universo do acrílico no Brasil. Isso faz com que todas as buscas pelo produto sejam quase que automaticamente levadas a nós e, consequentemente, aos nossos associados. Através dos nossos canais na internet também estimulamos designers, arquitetos e especificadores a conhecerem melhor o acrílico e todas as suas aplicações. E é esse know-how que devemos agora ampliar para todo o mercado latino-americano.”

O mercado latino-americano de acrílico consome anualmente cerca de 50 mil toneladas do produto, segundo estimativa do Ilac. E esse é um número que também pode aumentar, diz Vian: “Percebemos isso quando comparamos o nosso consumo per capita do acrílico com o de países mais desenvolvidos. Isso mostra que ainda temos bastante trabalho a fazer, principalmente no que diz respeito à conscientização dos especificadores, que deixam de usar o produto porque não conhecem todas as suas vantagens e aplicações”.

Além da falta de conhecimento dos especificadores, diz Antonio Paolini, presidente da argentina Paolini, a busca por preços mais baixos também afeta as empresas do segmento em todo o mercado latino-americano. Em um breve comparativo entre Brasil e Argentina, por exemplo, ele comenta que em ambos os mercados, por questões econômicas, os clientes procuram os materiais transparentes mais baratos possíveis para seus projetos. E isso acontece em detrimento da qualidade ou da vida útil desses produtos. Na prática, acontece ainda que os produtores de chapas instalados na região tenham que competir com a importação de chapas de baixíssima qualidade ou mesmo com fornecedores de outros materiais plásticos como PS, PET, PC e, em menor medida, PETG. “Precisamos continuar trabalhando para que os processadores, clientes e usuários finais entendam as diferenças e a melhor maneira de tratar e manter o acrílico”, afirma Paolini.

O executivo argentino vê com otimismo essa integração das empresas do setor por meio do Ilac, principalmente no que diz respeito à defesa do mercado regional face à importação de produtos acabados da Ásia. “Compartilhar informações sobre nossos negócios, aplicações e sermos capazes de trabalhar juntos é um passo muito importante. Desta forma, podemos juntos aumentar os mercados e defendê-los das importações do Sudeste Asiático. Por lá, eles têm vantagens de custo de matérias-primas e custos de mão de obra, além da escala de produção, o que faz com que nossos clientes daqui se sintam tentados a importar”, explica Paolini.

A Argentina, assim como o restante do mundo, vem sofrendo com as consequências da pandemia de COVID-19, devendo fechar este ano com uma comercialização de chapas acrílicas bem abaixo das 2.000 toneladas. Isso representa um encolhimento de 50% do seu mercado tradicional. Entre as principais aplicações por lá estão as divisórias de ambientes e outros itens ligados à decoração e mobiliário. Em seguida vem o mercado de construção civil, seguido da comunicação visual. Demandas por banheiras e box de banheiros feitos em acrílico, além de iluminação, também são fortes no país.

Já no Brasil, é o mercado de comunicação visual quem lidera o consumo do acrílico, seguido de longe pelo segmento moveleiro. Diferenças como essas podem, por exemplo, indicar o segredo de novos negócios para os dois países. “Para o mercado brasileiro, o principal benefício estará em aprender como deixar um pouco de lado a visão de preço e partir para o desenvolvimento de novas aplicações. Apostar no requinte e em segmentos ainda menos explorados, mas com alto potencial comercial, como o da construção civil, assim como fazem Argentina e México é um caminho”, adiciona Thieme.

Para Sandra Cavalcante, gerente de contas das Américas do Sul e Central da Mitsubishi Chemical, a integração do mercado, por meio de um agente fomentador, pode abrir caminho não apenas para a troca de experiências sobre produtos, mas também servir de alicerce e ponto de partida para uma aproximação, inclusive comercial dos países. “Esse movimento permitirá incrementar a troca de detalhes como o das boas práticas de uso, fabricação e cuidados com o acrílico. Outra modalidade a ser considerada é uma Zona de Livre Comércio, que consiste na eliminação das barreiras tarifárias e não-tarifárias que incidem sobre o comércio entre os países constituintes”, comenta a executiva.

Indac/Ilac

Para que não haja desencontros, o Instituto ainda deve usar os dois nomes em sua comunicação com o público, principalmente na internet. Além disso, quem procurar por Indac na internet também será automaticamente direcionado ao Ilac.

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Gatron é finalista de prêmio internacional de inovação em compósitos

02/06/2021

Fabricação das molduras das lajes de primeiro edifício brasileiro com design da Pininfarina colocou a empresa entre as mais votadas no JEC Innovation Award

A Gatron é finalista do JEC Innovation Award na categoria “Edificação, Construção e Infraestrutura”. Principal prêmio da indústria global de compósitos, o JEC Innovation é promovido pelo francês JEC Group. A Gatron está entre as empresas mais votadas graças à fabricação de peças de compósitos usadas como molduras das lajes do Heritage, edifício construído pela Cyrela, em São Paulo (SP) – é o primeiro empreendimento imobiliário brasileiro cujo design foi projetado pelo estúdio italiano Pininfarina.

O anúncio dos vencedores da edição deste ano do JEC Innovation Awards será feito excepcionalmente de forma online no início de junho.

Para tirar do papel o design dinâmico e repleto de curvas criado pela Pininfarina, a Cyrela imaginava ter que usar concreto – tanto que as lajes foram estruturadas para suportar várias toneladas. Outra possibilidade aventada pela construtora foram painéis de ACM, mas essa alternativa, por exigir muitas emendas, interrompia a fluidez das linhas desenhadas pela Pininfarina.

“Em contrapartida, os compósitos possibilitaram a fabricação de peças curvas, quase sem emendas, leves e resistentes à corrosão e ao intemperismo”, detalha Lilian Basílio, arquiteta da Gatron.

Detalhe das molduras de compósitos: maior peça tem 6 m de comprimento e pesa 250 kg

Para efeito de comparação, um dos maiores componentes das molduras do Heritage – assemelha-se à letra “J” – tem 4 m de altura e 6 m de comprimento. Seu peso em compósitos é de 250 kg, mas seria de 1,5 toneladas se fosse de concreto. No caso do ACM, as placas têm comprimento médio de 1,5 m, contra 8 m dos painéis compósitos.

“Reduzimos bastante o número de emendas e, por conta da elevada estabilidade dimensional típica dos compósitos, alinhamos perfeitamente as peças aos guarda-corpos e às peles de vidro das sacadas, outra exigência do projeto”. O gap máximo aceito pela Cyrela – e cumprido pela Gatron – era de somente 2 mm.

Pintura automotiva

Com cerca de cem pessoas envolvidas no projeto, a Gatron produziu 3 mil m² de molduras de compósitos para as lajes das 33 unidades do Heritage (incluindo a cobertura), mais algumas peças instaladas nas áreas comuns. Todas foram pintadas com tinta metálica à base de poliuretano, a mesma que é usada em carros.

O processo fabril escolhido pela Gatron foi a infusão, tecnologia comumente empregada na fabricação de lanchas e pás eólicas. Segundo a empresa, todas as peças foram moldadas com resinas autoextinguíveis, de acordo com as exigências da Instrução Técnica nº 10, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

“Esse trabalho nos permitiu mostrar aos arquitetos brasileiros que os compósitos são excelentes aliados para executar qualquer tipo de fachada. E, o melhor, com benefícios adicionais à liberdade de design, como leveza, durabilidade e redução de custo, pois dispensam uma maior estruturação das lajes”, conclui Lílian.

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Acrílico avança em novas aplicações na arquitetura

02/06/2021

Nessas últimas semanas os jornais de todo o mundo estamparam suas páginas com fotos de uma piscina transparente que liga dois edifícios de luxo em Londres. Vista de baixo, é com se ela não existisse e a pessoa que nada dentro dela estivesse na verdade voando a 35 metros de altura. A obra, assinada pelo engenheiro estrutural Brian Eckersley, foi batizada de Sky Pool, e possui 25 metros de extensão. O projeto só foi possível porque o acrílico, material que dá vida à piscina, além de transparente, ainda é altamente resistente. Ao todo a piscina pesa 50 toneladas. Ela possui paredes de 200 mm e fundo de 300 mm de espessura. Sua capacidade é de 148 mil litros de água, com profundidade máxima de pouco mais de 3 metros. E a Sky Pool não deve ser a única piscina aérea da cidade britânica. O desejo de construir uma piscina panorâmica de 360 graus no alto do que deve ser um hotel de luxo também foi recentemente anunciado. A Infinity London, também feita em acrílico, deve comportar 600 mil litros de água e ficar a 55 andares do chão.

De Londres para São Paulo, o acrílico foi o que tornou possível também a construção de uma cobertura retrátil na cobertura do Shopping Cidade Jardim. No total, a cobertura pesa 20 toneladas e conta com estrutura metálica para sustentação das calhas estruturais e trilhos, sistema retrátil motorizado e 16 módulos compostos de alumínio estrutural e cobertos com chapas de acrílico cast transparente de 3mm de espessura cada. Neste caso, a leveza do acrílico, entre outros fatores, foi fundamental para sua escolha, já que a estrutura seria instalada na cobertura de um prédio e não poderia comprometer sua estrutura. O vidro, por exemplo, além de não proporcionar a mesma transparência, ainda pesa mais do que o dobro do acrílico. Segundo Reimar Sebold, diretor da Bold, essa leveza do material, além de impactar diretamente sobre o projeto, ainda permitiu diminuir também o peso da estrutura de sua sustentação. Isso significa que menos aço precisou ser usado e que, com isso, além de ficar mais leve, o projeto ainda ficou imensamente mais “clean”.

Sebold, ressalta que a durabilidade do acrílico foi outro fator determinante para a escolha deste material. “O policarbonato, por exemplo, tem uma durabilidade de 10 anos. O acrílico, por sua vez, tem uma durabilidade indeterminada, já que tem propriedades químicas intrínsecas contra os efeitos dos raios UV.”

O uso do acrílico em obras deste porte não surpreende João Orlando Vian, executivo do INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico. Segundo ele, a transparência, leveza e resistência a impactos e às intempéries fazem das chapas acrílicas a escolha natural para aplicações na arquitetura. “As chapas acrílicas são utilizadas em uma grande variedade de aplicações na construção civil”.

Além de bonitas, leves, resistentes e altamente duráveis, completa Vian, as coberturas em acrílico ainda oferecerem a possibilidade de reduzir o consumo de energia elétrica com iluminação dos ambientes, já que permitem elevada transmissão de luz.

Inovação e praticidade para o dia a dia

Além do uso em grandes obras, o material também pode ser usado também em projetos mais simples. Alexandre Lima, da Acrílico Design, de Recife, mostra portas e painéis divisórios em acrílico projetados pela arquiteta Mabel Rios que remetem às divisórias orientais moçárabes ou mesmo às divisórias feitas com cobogó, como são conhecidos os elementos vazados usados na construção civil. Segundo ele, além de mais leveza, essas são opções que contribuem com a funcionalidade do ambiente, já que permitem a passagem de luz e ar. Além disso, graças a grande oferta de cores e espessuras e até texturas, é possível fazer de quase tudo com o acrílico. Que também é bastante versátil no que diz respeito à sua maleabilidade. O acrílico pode ser cortado, moldado, colado e ainda combinado com uma grande variedade de outros materiais, como MDF, madeiras em geral, pedras e concreto, entre tantos outros.

Além das portas e divisórias Alexandre explicou como o acrílico torna viável projetos de decoração exclusivos, quer sejam do corte de mandalas personalizadas para paredes ou até mesmo de luminárias de paredes e lustres de teto, tudo feito com o uso de 100% de acrílico, exceto claro, da própria lâmpada, bocal e fiação.

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada há 20 anos, com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 30 filiados em todo o país, entre eles: Acriresinas, Bold, Castcril, Cristal Cores, Diagonale, Lofrano, Lucite, Osvaldo Cruz, Emporium, Unigel, Acrilaria, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Sheet Cril, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Brascril, CutLite, Menaf, Proneon, JR Laser, Tronord e Tudo em Acrílico.

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Adegas feitas em acrílico colocam o vinho em foco

24/10/2020

Adegas em acrílico se tornam sofisticados displays de produtos para restaurantes que têm feito do vinho parte importante do seu menu; material permite que casas e apartamentos também ganhem versões mais leves

Nada como um bom prato acompanhado de um bom vinho, dizem os amantes da boa culinária. Mas os donos de restaurantes sabem que para manter o público satisfeito, além de um bom menu e uma boa carta de vinho, é preciso ainda oferecer ao cliente um ambiente que ajude a compor esse momento. É aí que entra a importância da decoração e, junto com ela, a capacidade de dar ainda mais atenção aos produtos que a casa oferece. Daniel Sahagoff, proprietário do Loup, restaurante que abriu as portas há quatro anos na capital paulistana, conhece bem o ramo e foi categórico ao dizer ao seu marceneiro de confiança que queria uma adega que chamasse a atenção dos clientes: “Eu já tinha a experiência do Cantaloup, restaurante que há mais de 20 anos funciona em SP, e quis trazer pra cá algo que não havia em outro lugar. Eu queria que meus clientes tivessem a impressão de que as garrafas flutuassem, sem suporte, e que se replicassem”, explica.

Foi então que o marceneiro de Daniel, Tsutomu Taniguchi, da Marcenaria Taniguchi, propôs a ele o uso do acrílico. Da proposta à finalização, alguns protótipos foram elaborados. Primeiro um protótipo em escala bastante reduzida e depois outros com as peças de apoio e angulação das garrafas. “A acrílico é um material perfeito para o trabalho com adegas. Bastante fácil de manipular e, acima de tudo, translúcido e resistente”, diz Taniguchi.

Mas não foi apenas pela transparência e resistência que o acrílico tornou possível a realização deste projeto. Sua capacidade de condução da luz também foi um ponto crucial na escolha da matéria-prima. Isso porque a adega “acende” em inúmeros pontos devido à iluminação com LED, além de espelhos, que ajudam a propagar a luz e replicam a imagem das garrafas, dando à adega uma profundidade maior do que ela realmente tem.

Satisfeito e orgulhoso de sua adega, Daniel comenta: “acho que conseguimos atingir o objetivo principal que era chamar a atenção. A primeira coisa que todo mundo que vem aqui faz é olhar para a adega”.

Daniel diz agora que o foco está no lançamento de mais um restaurante. Um lugar que vai juntar, em uma casa de três andares, três cardápios diversos. Entre eles, uma espécie de elevador panorâmico, que vai colocar os pratos em destaque e outra adega em acrílico.

Mas as novidades não ficam só na capital paulista. Em Piracicaba, o restaurante Jangada, montou uma adega que também continua chamando à atenção dos clientes e admiradores de um bom vinho. “Nossa ideia era inovar, além de mostrar aos clientes os rótulos servidos pela casa, já que muitas pessoas pedem para ver a adega. Outro ponto importante é que a adega ajudou a deixar o nosso ambiente ainda mais sofisticado e agradável” “, explica Denise Nogueira.

Por lá, o projeto também é assinado por Tsutomu Taniguchi, mas desta vez em parceria com a Artcryl, empresa transformadora de acrílico. Apesar dos muitos trabalhos desenvolvidos em parceria, essa foi a primeira vez que ambas as empresas fizeram uma adega. “Já tinha visto em uma viagem ao exterior uma adega na qual as garrafas pareciam flutuar sobre as prateleiras de acrílico. Quando Taniguchi nos passou o briefing desse projeto, mostramos as imagens que tínhamos a ele, que na hora aderiu à ideia”, conta Taísa de Almeida, da Artcryl.

Construída com chapas de acrílico Castcril, de 12 e 20 mm de espessura, a adega abriga aproximadamente 600 garrafas. Devido à transparência e à iluminação especial, feita em LED e orientada por um Sommelier, as garrafas ficam ainda mais atraentes ao público.

Taniguchi reforça que a combinação do plástico nobre com os móveis em madeira, tanto no projeto do do Loup como no do Jangada, ajuda à compor um visual estético requintado.

Para aqueles que ainda ficam inseguros quanto ao uso e durabilidade do acrílico, Tiago Oliveira, representante da Castcril, explica que o acrílico é um material muito versátil, que possuí 92% de transparência independentemente da sua espessura. No projeto de Piracicaba, por exemplo, foram usadas chapas de 20 mm. “Isso faz com que a adega suporte o peso de todos os garrafas de forma segura. Além disso, é um material de fácil processamento que pode ser trabalhado no corte, polimento, moldagem e não sofre ação de agentes externos – por exemplo, baixa ou alta temperaturas. Assim, não dilata, não resseca e não amarela”, afirma. A empresa oferece 10 anos de garantia contra amarelamento de suas chapas.

Residências e estabelecimentos de menor porte

Felizmente, a sofisticação e leveza do acrílico não estão à disposição apenas de grandes restaurantes ou estabelecimentos comerciais. Donos de residências e escritórios, além de restaurantes de pequeno porte, também podem oferecer aos seus convidados ou clientes a visão de uma adega atraente. Projetos feitos pela Diagonale, em parceria com designers e arquitetos, mostram o poder estético e a versatilidade do material.

Serviço

Para os clientes interessados em montar uma adega ou outros projetos em acrílico, basta entrar em contato com o INDAC – Projetos em Acrílico através do indac@indac.org.br. Se já tem projeto pronto e deseja cotar, é só anexá-lo ao e-mail. O contato também pode ser feito pelo telefone: (11) 3171.0423.

O INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico) é uma organização criada há 19 anos com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 30 filiados em todo o país, entre eles: Acriresinas, Bold, Castcril, Cristal Cores, Lucite, Osvaldo Cruz, Emporium, Unigel, Acrilaria, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Brascril, CutLite, Menaf, Proneon, JR Laser, Tronord e Tudo em Acrílico.