Archive for the ‘Perfis’ Category

AFAP debate mudanças da norma ABNT para o mercado de perfis na Interplast

09/08/2018

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para Construção Civil (AFAP), representante do setor no Brasil, promoverá debate durante a Interplast sobre a transição da norma técnica ABNT, que define a qualidade mínima obrigatória do produto. Desde 2003, a AFAP desenvolve o Programa Setorial da Qualidade, reconhecido pelo PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), liderado pelo Governo Federal. A qualificação é indispensável para a participação em certames públicos e para a venda a grandes clientes do setor privado.

O encontro, inédito para o setor, busca promover o alinhamento de entendimentos e auxiliar os fabricantes, associados ou não, a se adaptarem à nova realidade. Será realizado na quarta-feira, 15 de agosto, na sala Tulipa n° 5, das 16h às 19h. O evento é gratuito e aberto ao público, com vagas limitadas. Inscrições disponíveis pelo e-mail secretaria@afap.org.br.

Serviço
Interplast – Feira e Congresso da Integração da Tecnologia do Plástico
EuroMold – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentarias, Design e Desenvolvimento de Produtos
Data: de 14 a 17 agosto de 2018
Horário: 14h às 21h
Local: Centro de Convenções e Exposições EXPOVILLE – R. XV de Novembro, 4315 – Glória, Joinville – SC
Organização: Messe Brasil
Credenciamento de visitantes: http://www.interplast.com.br

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Braskem expandirá capacidade de produção de PVC em 40 %

27/08/2010

Volume de negócios projetado para os próximos anos leva Braskem a realizar novos investimentos na produção de PVC, com destaque para a construção de uma fábrica em Alagoas

A Braskem investirá R$ 920 milhões para expandir sua capacidade de produção de PVC em 40% até 2012. Esse montante, recentemente aprovado pela empresa, tornará possível a construção de uma nova fábrica, situada ao lado da Unidade de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Hoje, a Braskem produz 510 mil t/ano de PVC, das quais 260 mil em Marechal Deodoro e 250 mil em Camaçari (BA). A partir de maio de 2012, data prevista para a inauguração da nova planta fabril, serão mais 200 mil t/ano, reforço necessário para atender à demanda nacional.

“No atual ritmo de crescimento do Brasil, o mercado doméstico deverá absorver 980 mil t de PVC até o fim de 2010”, afirma Marcelo Cerqueira, Diretor do Negócio de Vinílicos. “Existe equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado brasileiro, mas, considerando o volume de negócios projetado para os próximos anos, exigem-se investimentos em novas capacidades.”

A construção civil responde por quase 60% da aplicação de PVC, em tubos, conexões, perfis e esquadrias. O desempenho do segmento melhora sempre que a economia do país vai bem, como agora, quando a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) varia de 5% a 7% até o fim do ano.

Além da construção civil, o setor de infraestrutura também gera bons negócios para a resina, em suas diferentes aplicações – de tubulações para levar água e saneamento básico à população até estações compactas de tratamento de esgoto e imóveis, que podem ser projetados em Concreto-PVC, um sistema construtivo utilizado há quase uma década no Brasil e que representa soluções para cidades como São Luís do Paraitinga (SP).

Cidade histórica do Vale do Paraíba, São Luís do Paraitinga foi duramente atingida por uma enchente no começo de 2010. Agora, 45 casas e 106 sobrados de Concreto-PVC estão sendo construídos. Os futuros moradores estão entre os que perderam tudo o que tinham por causa do transbordamento do Rio Paraitinga. Após dias de chuva forte, bem acima do normal mesmo para o período, o rio saiu de seu leito, destruindo igrejas e casarões de tijolo e barro, imóveis típicos do século 19 e começo do século 20.

A construção das novas casas e sobrados é de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). O terreno tinha sido destinado à construção de casas populares pela Prefeitura um mês antes da enchente. A situação de emergência exigiu uma solução diferenciada, que reunisse qualidade e rapidez na execução. “Essas casas vão atender famílias cadastradas, cuja situação se agravou no início do ano”, diz Ana Lúcia Bilard, Prefeita de São Luís do Paraitinga. “Numa segunda etapa, vamos construir moradias para retirar famílias instaladas em Áreas de Proteção Permanente (APPs).”

O contrato para construção dos 151 imóveis foi assinado entre a CDHU e a Royal do Brasil Technologies, cliente da Braskem. O Sistema Construtivo Concreto-PVC é uma técnica desenvolvida pela Royal, no Canadá, e que utiliza perfis leves de PVC encaixados por módulos, deixando um vão livre, oco, preenchido por concreto e aço estrutural. No Canadá, o sistema é conhecido como “Casa de PVC”. O nome Concreto-PVC deve-se a outro parceiro, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

A Royal tem uma equipe própria em São Luís do Paraitinga, composta de arquiteto, engenheiro e técnicos, além de 66 trabalhadores contratados e capacitados localmente (montadores, pedreiros, carpinteiros, eletricistas, marceneiros e ajudantes de obra). “Atuamos no Brasil desde 2002 e já construímos casas, escolas, clínicas e postos de gasolina, além de termos executado projetos de saneamento e em outros segmentos”, informa Carlos Eduardo Torres, Diretor Geral da empresa no país.

Entre as qualidades do Sistema Construtivo Concreto-PVC, Torres destaca a rapidez de execução, a durabilidade e praticidade do PVC (facilidade de limpeza e manutenção), e o menor consumo de água e energia na obra.

“Começamos o projeto de São Luís do Paraitinga em 17 de março e já temos 45 casas prontas ou em fase de conclusão.” Os imóveis têm, em média, 65 m2.

O Concreto-PVC também está sendo utilizado em outro grande empreendimento voltado para a construção de casas em municípios destruídos por enchentes, nesse caso provocadas pela chuvas de 2008, em Santa Catarina. O parceiro da Braskem é a Global Housing, fornecedor dos perfis e painéis de PVC. Os recursos financeiros para a construção das cerca de 300 casas foram doados pela Arábia Saudita.

Rumo à Copa e às Olimpíadas

O Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. São eventos que mobilizarão bilhões de reais em investimentos. Para a Copa do Mundo, por exemplo, há estudos e estimativas de impactos econômicos potenciais de cerca de R$ 180 bilhões, dos quais 26% são diretos, inclusive com investimentos em infraestrutura, e 76% indiretos. Os mesmos estudos indicam a possibilidade de geração de 330 mil oportunidades de trabalho permanentes e 380 mil temporárias.

A definição de projetos e a seleção de fornecedores já começaram. A Odebrecht participou da licitação para entrega de três estádios a serem construídos de acordo com o novo conceito de estádio-arena ou estádio multi funcional. Eles terão capacidade para até 50 mil pessoas e, além de jogos de futebol, poderão receber shows, congressos e eventos diversos, movimentando recursos extras para a sua manutenção.

Das três licitações, a Odebrecht ganhou duas: a reconstrução do Estádio da Fonte Nova, em Salvador, e a construção de um novo estádio em Recife. “Estamos analisando propostas de parceiros para esses projetos. Entre eles a Braskem, como fornecedora de PVC e outras resinas termoplásticas para assentos, elementos de fachada, cobertura, sistema de captação de água de chuva para reúso e outros itens da construção”, explica Eduardo Martins, Coordenador do Projeto Copa Odebrecht.

Esse conjunto de oportunidades de negócios para o PVC orientou a decisão da Braskem de construir a nova fábrica em Marechal Deodoro. O projeto, a ser executado em regime de aliança com a Odebrecht, começará em julho. Criará cerca de 2 mil oportunidades de trabalho durante a fase de execução da obra, a serem aproveitadas por profissionais locais.

Fonte: Instituto do PVC / Odebrecht Informa (jul/ago 2010)
Por Thereza Martins
Fotos: Lalo de Almeida

Casa de PVC e concreto da COHAB/SC é destaque em feira no 17º Salão do Imóvel e Construfair.

15/08/2010

O sistema de PVC e concreto foi usado para construção de moradias do Projeto Reação Habitação, do Programa Nova Casa, em Luiz Alves, no Vale do Itajaí

Modelo de 36 metros quadrados foi construído no estande da COHAB/SC

Uma casa construída com concreto e PVC tem chamado a atenção dos visitantes no 17º Salão do Imóvel e Construfair, em Florianópolis. O modelo, com tecnologia de origem canadense, foi produzido pela Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (COHAB/SC) em parceria com a empresa Global Housing International.

O sistema já foi usado para construção de moradias do Projeto Reação Habitação, do Programa Nova Casa, em Luiz Alves, no Vale do Itajaí. Famílias atingidas pelas enchentes, em novembro de 2008, foram beneficiadas com as casas.

A COHAB/SC estuda agora a implantação do sistema para a produção de 903 moradias, que serão construídas em 30 municípios catarinenses, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Constituída de painéis leves e modulares de PVC, de simples encaixe, a estrutura é preenchida com concreto e aço, resultando em um produto de elevada resistência.

O modelo oferece alta produtividade ao facilitar a administração de materiais, mão-de-obra e transporte. Proporciona uma construção rápida e limpa, elimina a necessidade de pinturas ou revestimentos, evita desperdícios e reduz o impacto, uma vez que o PVC é um produto reciclável.

Utilizado em edificações de até cinco pavimentos, é uma solução de uso diversificado, independente da região, do clima e da topografia. O PVC é um bom isolante térmico, elétrico e acústico, além de não propagar chamas e ser impermeável a gases e líquidos. Outro benefício importante são as paredes de menores espessuras, que geram um ganho de até 7% de área útil.

O Salão de Imóvel será realizado até domingo (15), no CentroSul. O evento é um local de prospecção de negócios, apresentação de novas tecnologias, esclarecimentos, troca de informações e capacitação profissional. São mais de 130 estandes, distribuídos em cerca de 7 mil metros quadrados, destinados à exposição de produtos e serviços relacionados à construção civil, mercado imobiliário e condomínios.

Fonte: COHAB Santa Catarina

K-2010 Düsseldorf: A indústria de plástico tem muitas inovações em estoque para o setor de construção civil.

01/07/2010

Poucos segmentos econômicos na Europa e América do Norte foram atingidos tão fortemente pela crise econômica de 2009 quanto o setor da construção civil. As vendas de tubos, perfis e chapas caíram dramaticamente. Não somente os fabricantes de produtos semi-acabados, mas também os transformadores de plásticos e fabricantes de máquinas experimentaram uma queda significante nos seus negócios. Na época da K 2010 – a feira líder mundial da indústria de plásticos que ocorrerá em Düsseldorf entre 27 de outubro e 3 de novembro – os fabricantes de tubos, perfis, chapas e materiais de isolamento térmico estão aguardando uma revitalização dos negócios.

A situação atual do mercado é difícil de ser avaliada. Embora poucos números precisos estejam disponível, parece que a crise atingiu o seu fundo no meio de 2009 e o mercado então se estabilizou em um nível baixo. Se o mercado dos Estados Unidos for tomado com indicador, um estudo publicado pelo instituto de pesquisa de mercado Freedonia Group (Cleveland, Ohio, USA) no início de 2010 dá um motivo para esperança.

Apesar disto, diz o instituto de pesquisa de mercado, o crescimento global na indústria da construção entre 2008 e 2013 ficará bem abaixo do registrado entre 2003 e 2008, com uma média anual de 2,9% contra um valor médio de crescimento de 7% ao ano  no quiquênio anterior.  De acordo com o Kunststoff Information – o serviço de informações da indústria de plásticos da Alemanha –  espera-se um declínio moderado na Europa Ocidental em 2010, com a recuperação ainda fora do horizonte até 2011.

Quando se  considera a situação de mercado para certos produtos,  percebe-se que os negócios com perfis caíram em uma extensão maior  do que os negócios com tubos e ambos estão em uma situação muito pior do que os negócios com painéis para isolamento.  Estes últimos se beneficiaram da crescente consciência ambiental e de programas de incentivos governamentais para projetos de isolamento térmico – especificamente nos países desenvolvidos da Europa Ocidental e Estados Unidos.

Profissionais da indústria identificam duas razões principais para o declínio acentuado do mercado de perfis, onde quedas de até 70 % em 2009 foram relatadas. Estas razões são a forte dependência de um único produto – o perfil principal de janelas – e o fato de que a demanda da Europa Oriental – e,  primariamente, da Rússia – encolheu para quase nada.

PVC permanece com o material preferido.

De modo global, os fabricantes europeus de perfis para janelas transformaram mais de 1.6 milhões de toneladas de PVC em 2008 e geraram vendas de mais de 4 bilhões de Euros, contando com uma força de trabalho de mais de 20.000 profissionais.  As últimas novidades da indústria incluem perfis coloridos, perfis com mais de 5 câmaras,  profundidades de instalação acima de 80 mm e perfis com uma camada central de material reciclado. A demanda por estes perfis está sendo alimentada principalmente pelo desejo de se economizar energia.  Na Europa Oriental, a demanda é principalmente para janelas brancas padrão. Para regiões de climas mais quentes,  a Tecnologia de Escudo Solar (Solar Shield Technology – SST), por exemplo, está criando um nome para si, explorando as propriedades refletoras de pigmentos coloridos para reduzir a irradiação térmica e tornando possível que perfis laminados em filme sejam expostos a temperaturas acima de 70 graus C .

Apesar de muitas inovações de produtos, os negócios com perfis de PVC sofreram quedas maciças em vendas durante os últimos 18 meses. Para se preparar para o futuro, várias companhias optaram por fusões e alianças estratégicas. Existe uma tendência em direção a linhas de produção completas, com uma boa razão preço-desempenho,  e a soluções bem balanceadas de máquina única.

Na Alemanhã, cerca de 80 % de todas as janelas velhas são agora recicladas. Esta abordagem integrada oferece novas oportunidades futuras para a indústria de PVC e aplicações de PVC no setor de construção civil – e não somente na Alemanha e Europa.

Mercado de compósitos de madeira plástica continua a crescer.

Compósitos de madeira plástica (WPCs) estão ainda passando por desenvolvimentos adicionais significativos e mostrando potencial para crescimento. De acordo com com o nova-Institut GmbH em Hürth, Alemanha, estes produtos alternativos estão tendo crescentes quantidades de vendas, mesmo durante a crise. Hoje, diz o Instituto, mais de 1,5 milhões de toneladas de compósitos de madeira plástica estão sendo produzidos ao redor do mundo, principalmente na América do Norte (aproximadamente 1 milhão de toneladas), China (200.000), Europa (170.000) e Japão (100.000). Na Europa, a Alemanha – com 70.000 toneladas – é o produtor líder e também o fabricante de máquinas líder.

Enquanto nos Estados Unidos os compósitos de madeira plástica são usados como produtos de construção em “decks”, cercas, trilhos e revestimentos laterais, as suas aplicações na Europa também se estendem à indústria automotiva e outros setores.  Porém, o principal produto na Europa também são os “decks” (chapas para pisos),  que vem alcançando um crescimento de vendas anuais na casa dos dois dígitos.

Estrutura de Multi-camadas deve se tornar o padrão para tubos.

16 milhões de toneladas de plásticos foram transformados em tubos ao redor do mundo em 2008.  Aqui, novamente, PVC é a matéria-prima preferida, com uma participação de mercado de cerca de 65%, seguido do Polietileno (PE) e Polipropileno (PP). Com o aumento dos custos de matéria-prima e energia e especificações cada vez mais severas em termos de funcionalidade para tubulações, há uma demanda crescente para tubos multi-camada, tais como tubos de pressão em Polietileno de Alta Densidade (PEAD) com uma camada externa de Polipropileno como proteção contra choques e cargas de impacto. Graças à sua adaptabilidade a várias tarefas de processo, os tubos de plástico estão conquistando mais e mais campos de aplicação.

Os fornecedores de linhas de extrusão de tubos estão se concentrando não somente nas mudanças de especificações, mas também em linhas energeticamente econômicas, eficientes e com alta relação benefício/custo.  Eles  tem desenvovido sistemas especiais de refrigeração, por exemplo, que reduzem a seção de resfriamento à metade ou duplicam o desempenho ou, ainda,  aumentam a produção, enquanto, simultaneamente, melhoram a qualidade dos tubos.

Estas e outras novidades estarão à mostra de 27 de Outubro a 3 de Novembro na K 2010, em Düsseldorf, na Alemanha. A feira líder mundial da Indústria de Plásticos estará apresentando uma visão geral da produção de tubos, perfis, chapas plástics e materiais de isolamento para uso na indústria da construção civil.

Fonte: Messe Düsseldorf