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K 2022: Indústria européia de plásticos se prepara para maior instabilidade, preços mais altos e menor crescimento

13/06/2022

A indústria européia de plásticos está enfrentando desafios em várias frentes. No setor de embalagens, de longe seu maior mercado, tornou-se vítima de seu próprio sucesso, particularmente como o material ideal para aplicações de uso único e pessoas em movimento. Na construção civil, alguns projetos de infraestrutura podem ser suspensos, à medida que os governos desviam alguns fundos de projetos do setor de infraestrutura para a defesa, embora os negócios estejam sendo impulsionados à proporção que os consumidores obtêm ajuda para melhorar a eficiência energética em suas casas. No setor automotivo, os fornecedores de componentes estão sofrendo porque as montadoras estão cortando a produção – não como reação à demanda reduzida, mas porque não conseguem obter os chips de que precisam para seus eletrônicos.

Desde o início de 2019, a COVID-19 vem tendo grandes efeitos na produção, ocasionalmente positivos, mas principalmente negativos. E agora, justamente quando a Europa e o resto do mundo estavam se recuperando dos devastadores dois anos da pandemia, surgiu o conflito na Ucrânia.

Discutindo a situação no final de março, Martin Wiesweg, Diretor Executivo de Polímeros para a Europa, Oriente Médio e África (EMEA) da consultora IHS Markit, disse que, além de causar um desastre humanitário, a crise está tendo um grande peso no negócio de plásticos, em termos de inflação de custos, piora em gargalos da cadeia de suprimento, incluindo o fornecimento de energia, ao mesmo tempo em que aumenta o espectro de choque de demanda em meio ao medo da estagflação global.

A inflação em toda a União Européia atingiu uma alta histórica de 7,5% em março. A S&P Global Economics disse em 30 de março que espera que o crescimento da zona do euro seja de 3,3% este ano, em comparação com os 4,4% de uma previsão anterior, e que a inflação atinja 5% este ano e fique acima de 2% em 2023.

“No passado, os altos preços do petróleo bruto pesavam negativamente na demanda de plástico na Europa (veja o gráfico)”, diz Wiesweg. Os preços subindo ainda mais podem fazer com que a renda disponível do consumidor caia, impactando as vendas no varejo. Setores impulsionados pela renda discricionária do consumidor, como linha branca, produtos de consumo e automotivo, se sairiam mal à medida que os compradores tentassem economizar dinheiro. “No curto a médio prazo, a Europa poderia ver uma contração da demanda em polímeros.”

Garrafas de plástico, copos, sacos para reciclagem: O que antes era considerado lixo agora é uma matéria-prima útil. (Foto, SABIC)

Processamento de plásticos está a caminho da economia circular

A Alemanha continua a ser a usina de energia da indústria européia de plásticos, com seus múltiplos pontos fortes em materiais, equipamentos e capacidade de processamento. Mas alguns setores estão sofrendo do mesmo jeito. De acordo com a GKV, organização alemã da indústria de processamento de plásticos, as vendas da indústria aumentaram 12,6%, para € 69,4 bilhões em 2021, mas as empresas associadas continuam sob muita pressão para produzir bons resultados. Ele cita “explosões de custos exorbitantes” para matérias-primas e energia, bem como os muitos atrasos nas entregas e suspensões de pedidos resultantes, principalmente em suprimentos automotivos.

O setor automotivo tem apresentado um conjunto único de problemas. Vários fabricantes de automóveis europeus interromperam temporariamente a produção nos últimos meses, com relevantes efeitos negativos na cadeia de suprimentos, incluindo o fechamento permanente de alguns processadores. Os emplacamentos de carros de passageiros caíram 2,4% em 2021, para pouco menos de 10 milhões de unidades nos 27 países da UE, de acordo com a Associação Européia de Fabricantes de Automóveis, ACEA. Jincy Varghese, analista de demanda da ICIS, prevê que a produção automotiva da UE cresça 17% em 2022, embora ainda vá ficar 26% menor em relação aos níveis de 2019. Uma recuperação saudável só é provável no segundo semestre, disse ela em fevereiro.

As perspectivas econômicas gerais para 2022 permanecem muito variadas, disse o presidente da GKV, Roland Roth, na conferência anual de resultados da associação no início de março. Cerca de metade dos membros da associação esperava crescimento de vendas quando questionados ​​no período que antecedeu a conferência, mas cerca de 25% dos associados esperavam novas quedas. Vários estavam pensando em realocar ou encerrar a produção.

Roth pediu uma redução nas sobretaxas do governo sobre os preços da energia. Quanto aos preços dos materiais, ele disse que os aumentos recentes foram “quase insanos”. Em média, os preços dos plásticos na Europa aumentaram mais de 50% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano anterior e permaneceram altos. Em fevereiro de 2021, por exemplo, o PET virgem foi vendido por cerca de € 1/kg. Em março deste ano, o preço rondava os 1,7€/k. O PE linear de baixa densidade passou de cerca de € 1,2/kg para cerca de € 1,9 no mesmo período.

Mas o presidente da GKV permanece otimista: “Em 2022, a indústria de processamento de plásticos continuará a tirar o melhor proveito dos materiais poliméricos e concluir com sucesso as tarefas à frente”, disse ele.

Os alarmes estão disparando a respeito dos preços da energia na Unionplast, que representa as empresas italianas de processamento de plásticos. “A crise nos preços da energia está afetando seriamente um setor que tem mais de 5.000 empresas e mais de 100.000 funcionários”, diz Marco Bergaglio, presidente da associação.

“O aumento descontrolado dos custos de energia e a crescente dificuldade de encontrar matérias-primas é uma mistura mortal para o nosso setor e cria o risco real de não conseguirmos atender às demandas de nossos clientes. Esta situação tem consequências inevitáveis ​​também nos preços de nossos produtos.”

Fabricantes de máquinas europeus em boa forma

A fotografia é melhor com os fornecedores europeus de equipamentos plásticos. Thorsten Kühmann, secretário-geral da EUROMAP, Associação Européia de fabricantes de máquinas de plástico e borracha, disse em março que as carteiras de pedidos das empresas associadas estavam “cheias até a borda. O ano em curso será, portanto, mais um ano muito bom. Esperamos que as vendas aumentem de 5 a 10%.” No entanto, aqui também o aumento dos preços e, agora, a guerra na Ucrânia estão aumentando a incerteza.

Dario Previero é presidente da Amaplast, a associação de produtores italianos de máquinas e moldes para plásticos e borracha. No final do ano passado, ele disse: “Segundo nossas estimativas, no final de 2021 a produção deve estar bem próxima dos níveis pré-pandemia, com alta de 11,5% em relação a 2020. A clara recuperação registrada em 2021 nos dá boas razões para esperar um desempenho além dos níveis pré-crise em 2022.”

Ulrich Reifenhäuser, CSO do Reifenhäuser Group e também presidente do conselho consultivo de expositores da K, diz que a empresa tem uma carteira de pedidos “extraordinariamente positiva” para o ano atual. “Um fator importante aqui foi a demanda extremamente alta por nossas linhas de não-tecidos melt-blown, que tiveram uma contribuição decisiva em todo o mundo para que se pudesse produzir máscaras de proteção médica suficientes para combater a pandemia – especialmente na Europa, com capacidades de produção local”.

Relembrando o ano financeiro que acaba de se encerrar na Engel, a especialista em tecnologia de moldagem por injeção, o CEO Stefan Engleder disse em meados de março: “Estamos fechando um ano com grandes desafios, mas também grandes oportunidades. Fecharemos o ano comercial 2021/2022 com um aumento significativo em relação ao ano anterior. Os gargalos de materiais são atualmente um dos grandes desafios. Até agora, na medida do possível, conseguimos evitar atrasos na entrega.”

Gerd Liebig, CEO de outra grande empresa de tecnologia de injeção, Sumitomo (SHI) Demag, diz que, no geral, os números de consumo são bons. “No entanto, a situação do coronavírus claramente teve um impacto na demanda. Mas estamos prevendo uma rápida recuperação devido à nossa forte estratégia de negócios.” As vendas de máquinas estão a caminho de superar os níveis pré-pandemia também nessa empresa.

“A demanda continua a aumentar para modelos totalmente elétricos, e prevemos que essa proporção continuará aumentando”, diz Liebig. “Estamos prevendo novos aumentos em 2022 nos setores automotivo e de consumo. Há uma década, 20% de nossas máquinas eram totalmente elétricas; agora são mais de 80%.”

Alguns fabricantes de automóveis não podem fabricar carros porque não conseguem obter chips para eletrônicos. Isso teve um efeito indireto na cadeia de suprimento, colocando alguns fornecedores de componentes plásticos em dificuldades. (Foto, Getty Images)

Desafios da embalagem

Os preços altos e crescentes das resinas em todo o mundo significam que o mercado de embalagens está sob pressão contínua, diz Liebig. “Dado que o material reciclado está agora com o mesmo preço do polímero virgem há 12 meses, o impulso para pesos menores agora se estende a todos os substratos de materiais de embalagem, não apenas aos polímeros virgens. Continuamos focalizados na redução do uso de material ao melhorar o processo e permitir que nossos clientes produzam peças com paredes cada vez mais finas.”

A mudança para tampas amarradas (obrigatória a partir de 2024 sob a Diretiva de Plásticos de Uso Único, ou SUPD) e extensões da Responsabilidade Estendida do Produtor (a partir de 2023) inevitavelmente terão uma forte influência, assim como a nova Taxa de Embalagens da UE sobre resíduos de embalagens não recicladas, diz Liebig. (Desde 1º de janeiro de 2021, a UE cobra dos Estados membros € 0,80/kg de resíduos de embalagens plásticas que não são reciclados. Os Estados são livres para escolher como financiar a taxa.)

A indústria europeia de plásticos está, de fato, tendo de lidar com vários atos legislativos relativos aos resíduos de plástico. Por exemplo, agora existe uma obrigatoriedade de que 55% de todas as embalagens plásticas na UE sejam recicláveis ​​até 2030, assim como a taxa sobre resíduos de embalagens plásticas não recicladas. Alguns países também estão introduzindo legislação local (Espanha e França, por exemplo), tornando o mercado não tão nivelado quanto deveria ser.

A indústria já está tendo que enfrentar algumas consequências do SUPD, já que alguns dos seus elementos entraram em vigor em 3 de julho de 2021 na maioria dos países da UE – embora a implementação da legislação não tenha sido totalmente tranquila. Na Itália, por exemplo, ela só se tornou lei em janeiro, com atraso na implementação final; também é mais flexível em suas definições de produtos plásticos do que Bruxelas pretendia originalmente, e enquanto a Diretiva SUP não isenta certos plásticos biodegradáveis, a legislação italiana o faz.

Sobre o tema dos bioplásticos, a associação comercial European Bioplastics diz: “Infelizmente, na Europa, os bioplásticos ainda não obtêm o mesmo grau de apoio que outras indústrias inovadoras recebem dos tomadores de decisões políticas da UE. A Comissão da UE às vezes tem posições contraditórias sobre bioplásticos. As posições dos Estados-Membros sobre os bioplásticos também variam muito, o ambiente regulatório não é harmonizado. Isso desencoraja o investimento em P&D e em capacidades de produção”, diz.

Apesar destes desafios, os avanços nos bioplásticos na Europa é “muito positivo. As capacidades de produção global ainda representam menos de 1% dos mais de 367 milhões de toneladas de todos os plásticos, mas até 2026, a produção de bioplásticos ultrapassará a marca de 2% pela primeira vez.” As capacidades de produção de bioplásticos na Europa estavam perto de 600.000 toneladas em 2021 e podem aumentar para cerca de 1.000.000 toneladas nos próximos cinco anos.

No Reino Unido, agora fora da UE, um novo imposto sobre embalagens plásticas entrou em vigor em 1º de abril deste ano. O imposto será aplicado a componentes de embalagens plásticas que não contenham pelo menos 30% de plástico reciclado e que sejam fabricados no Reino Unido ou importados para o Reino Unido (mais uma vez, há isenções). O imposto será cobrado a uma taxa de £ 200/tonelada (aprox. € 235/tonelada).

Na British Plastics Federation, o diretor-geral Philip Law está determinado a ver o lado positivo. “O Imposto sobre Embalagens Plásticas poderia ser uma plataforma para inovação e ajudar a reduzir o calor do debate público”, diz ele.

A LyondellBasell está desenvolvendo sua própria tecnologia de reciclagem química, MoReTec, em uma planta piloto em Ferrara, Itália. Vários outros fornecedores de polímeros na Europa estão seguindo o exemplo. (Foto, LyondellBasell)

Reciclagem em alta

“Nova legislação e metas para a reciclagem de plásticos, assim como o uso de reciclados, estão mudando a forma como toda a indústria de plásticos deve operar”, diz Elizabeth Carroll, Consultora de Reciclagem e Sustentabilidade da AMI Consulting em Bristol, Reino Unido, que tem um novo relatório sobre a reciclagem mecânica na Europa. “A indústria de reciclagem mecânica de plásticos, portanto, tornou-se o ponto focal de investimentos, aquisições e expansão”, diz ela.

A produção de reciclados de plásticos na Europa foi de 8,2 milhões de toneladas em 2021 e deve crescer a uma taxa de 5,6%/ano até 2030. Isso se compara aos 35,6 milhões de toneladas de plásticos commodities que entraram no fluxo de resíduos em 2021. “Isso implica que a Europa alcançou uma taxa geral de reciclagem de plásticos de 23,1%”, diz Carroll. Esse número provavelmente aumentará à medida que a indústria de plásticos fizer grandes investimentos em tecnologias de reciclagem de diversos tipos.

A perspectiva de como converter plásticos reciclados em produtos de alto valor está ficando mais promissora. Diz Engleder, da Engel: “Graças à rede horizontal ao longo da cadeia de valor, não teremos mais que fazer downcycle de materiais no futuro, mas podemos realmente reciclá-los ou até mesmo fazer upcycle. Se nós trocarmos informações e dados entre as empresas, teremos capacidade para reciclar resíduos plásticos e produzir produtos plásticos de alta qualidade a partir deles novamente. A transformação digital é o pré-requisito para avançar rapidamente nas questões de sustentabilidade.”

Na Sumitomo (SHI) Demag, o CEO Liebig concorda que o processamento de recicláveis ​​em si não é um desafio tecnológico intransponível. “O maior desafio é alcançar um desempenho comparável das peças e estabilizar as propriedades não uniformes do material através de um monitoramento inteligente do processo”, diz ele. “Há muitos projetos promissores em andamento, embora o desempenho da reciclagem ainda dependa da pureza.”

Michael Ruf, CEO da KraussMaffei, que possui tecnologias de injeção e extrusão, diz: “A Economia Circular não é apenas um imperativo ecológico, mas também econômico. É, portanto, um pilar de sustentação da estratégia de produto da KraussMaffei. Os clientes já reciclaram mais de um milhão de toneladas de plásticos com nossos sistemas.”

E na empresa de equipamentos de fabricação de compostos Coperion, Marina Matta, líder da equipe de Tecnologia de Processos de Plásticos de Engenharia, diz: “Estamos observando muitos desenvolvimentos inovadores que melhoram significativamente a qualidade da triagem e lavagem de resíduos. O processo de pirólise também foi significativamente aprimorado recentemente, de modo que esse processo de reciclagem possa ser realizado de maneira muito mais eficiente em termos energéticos.”

Fornecedores de polímeros investindo no “verde”

Os produtores europeus de polímeros estão fazendo grandes esforços para melhorar a sustentabilidade de seus produtos. Na LyondellBasell, fabricante líder em poliolefinas e compostos, Richard Roudeix, vice-presidente sênior de olefinas e poliolefinas na Europa, Oriente Médio, África e Índia, diz: “Tornar-se neutro em carbono até 2050 requer que a indústria atravesse uma transformação profunda em um período de tempo relativamente curto, especialmente se for considerado que algumas tecnologias para descarbonizar completamente nossos processos ainda estão em fase inicial de desenvolvimento. Atualmente, os altos custos de energia estão comprimindo os lucros da indústria no exato momento em que a indústria precisa de recursos adicionais para fazer investimentos em descarbonização.”

Os fornecedores de polímeros não estão totalmente de acordo com os formuladores de políticas européias sobre como migrar para uma economia verde, mas as opiniões estão em processo de convergência. “A LyondellBasell acredita que políticas governamentais alternativas e medidas voluntárias são mais eficazes do que depender exclusivamente de impostos nacionais para atingir metas ambientais”, diz Roudeix. Ele sugere que uma taxa baseada na reciclabilidade de um produto poderia ser usada para financiar melhorias na infraestrutura e nos programas de reciclagem de plásticos.

A LyondellBasell tem como alvo produzir e comercializar anualmente dois milhões de toneladas métricas de polímeros reciclados e de base renovável até 2030. A empresa já lançou plásticos feitos de resíduos plásticos reciclados mecânica e quimicamente, bem como matérias-primas de base biológica.

Comentários semelhantes vêm da SABIC. Em 2019, a empresa lançou polímeros circulares certificados produzidos pelo upcycling de plásticos usados. “No entanto, a realidade é que atualmente há uma demanda maior por plásticos reciclados do que a oferta disponível”, diz um representante. “Os fabricantes precisam encontrar uma maneira de aumentar a escala para instigar uma mudança real.”

É necessário um maior apoio regulatório dos governos para ajudar os players da indústria a dar escala a novas técnicas, como a reciclagem química, diz a SABIC. “Por exemplo, é importante que a estrutura regulatória européia reconheça a resina quimicamente reciclada como equivalente à resina virgem produzida a partir de matéria-prima fóssil, a fim de aumentar a disponibilidade e impulsionar a escalabilidade.”

Na BASF, que, como a SABIC, tem uma ampla gama de plásticos destinada a múltiplos mercados, um representante diz: “Esperamos que os plásticos desempenhem um papel vital para o atingimento de metas de emissões líquidas zero na UE, ajudando a reduzir emissões para setores-chave como a construção civil, setor automotivo ou embalagens de alimentos. Estamos nos esforçando em todo o mundo para atingir a meta de zerar emissões líquidas de CO2 até 2050. Além disso, queremos reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo em 25% até 2030, em comparação com 2018.”

A empresa fabricante de policarbonatos e poliuretanos Covestro tem uma das estratégias mais ousadas entre os fornecedores de polímeros. Sua meta é ter emissões líquidas zero para os escopos 1 e 2 (relacionadas à produção própria e fontes externas de energia) até 2035.

A diretora-gerente da Plastics Europe, Virginia Janssens, diz que seus membros apóiam a meta obrigatória da UE de 30% para conteúdo reciclado em embalagens plásticas até 2030 e anunciaram recentemente 7,2 bilhões de euros de investimentos planejados em reciclagem química até 2030 na Europa.

Ao longo e além do que se espera que sejam as crises temporárias do COVID e da Ucrânia, “o mundo permanece firmemente focalizado na circularidade, poluição plástica e vazamentos ambientais”, diz Wiesweg, da IHS Markit. “O impulso da circularidade estimulará a inovação na reciclagem química, ajudando a alcançar a viabilidade comercial em escala mundial, o que, juntamente com a reciclagem mecânica, substituirá consistentemente a resina plástica virgem”.

K 2022 – a feira mais importante do mundo para a indústria

Em 2022, como a cada três anos, a K em Düsseldorf será novamente a plataforma de informações e negócios mais importante para a indústria global de plásticos e borracha. Em nenhum lugar a internacionalidade é tão alta quanto em Düsseldorf. Expositores e visitantes de todo o mundo se reunirão e aproveitarão as oportunidades, entre19 a 26 de outubro deste ano, não apenas para demonstrar as capacidades da indústria e apresentar inovações, mas também para trocar opiniões sobre a situação da indústria de plásticos e borracha em as várias regiões do mundo, discutir as tendências atuais e definir conjuntamente o rumo do futuro.

Para mais informações sobre a K 2022: www.k-online.com

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SABIC lança novo grade de PBT feita com resíduos de garrafas PET

13/06/2022

A SABIC apresentou a resina LNP Elcrin WF0061BiQ, um novo material que usa garrafas de polietileno tereftalato (PET) como fluxo de alimentação para reciclagem química para convertê-la em resina de polibutileno tereftalato (PBT). Segundo a SABIC, o material corresponde a resíduos cujo descarte é mal gerenciado, originando-se a 50 km da costa e tendo o oceano como provável destino final. O novo grade é a mais recente adição ao portfólio da SABIC de materiais LNP Elcrin iQ reciclados quimicamente, que dão suporte à circularidade, ao tempo em que servem como substitutos potenciais para resinas PBT virgens. A resina LNP Elcrin WF0061BiQ é uma candidata para aplicações em eletrônicos de consumo, como caixas de ventiladores em computadores e assentos automotivos, bem como conectores elétricos e gabinetes.

“Estamos continuamente expandindo nosso portfólio LNP Elcrin iQ (assim como os fluxos de resíduos de PET usados ​​para produzir esses materiais) para ajudar a desviar mais plástico dos oceanos, ao mesmo tempo em que ajudamos nossos clientes a incorporar materiais reciclados em seus produtos, atingir suas metas de neutralidade de carbono e atender às demandas de consumidores por maior sustentabilidade”, disse Sanjay Mishra, GM Technology & Footprint, Specialties, SABIC. “Na próxima década, prevemos transformar 10 bilhões de garrafas plásticas em materiais duráveis ​​e de alto desempenho que agregam valor aos clientes. A SABIC está comprometida em trabalhar com a cadeia de suprimentos de plásticos para encontrar novas soluções para lidar com questões ambientais urgentes, como a redução de resíduos plásticos no oceano e a obtenção de zero emissões líquidas de carbono”.

Segundo a SABIC, o novo grade LNP Elcrin WF0061BiQ, um material PBT reforçado com fibra de vidro, apresenta retardância de chama sem o uso de bromo ou cloro, atendendo ao padrão UL94 V0 em 0,8 mm e classificação F1. Ele também oferece resistência ao calor, dureza e rigidez, possuindo um alto fluxo adequado para aplicações de moldagem de paredes finas para ambientes externos, como gabinetes de equipamentos elétricos.

A SABIC afirma que todos os materiais LNP Elcrin iQ podem servir como possíveis substitutos do PBT convencional para ajudar os transformadores a aumentar a sustentabilidade dos produtos finais. A tecnologia de upcycling proprietária da SABIC, que envolve a repolimerização de PET em PBT, oferece propriedades de desempenho semelhantes às virgens. Segundo a SABIC, este processo supera a reciclagem mecânica em qualidade e consistência.

“De acordo com uma análise interna de ciclo de vida realizada de acordo com os protocolos ISO 14040/14044, o composto LNP Elcrin WF0061BiQ pode oferecer reduções potenciais de até 14% na pegada de carbono e até 25% na demanda cumulativa de energia, quando comparado ao composto de PBT virgem reforçado com fibra de vidro”, disse Darpan Parikh, Líder de Atendimento ao Cliente das Américas, Especialidades, SABIC. “Ao substituir o material virgem por nossas resinas, os clientes podem ajudar a reduzir os impactos ambientais reutilizando resíduos plásticos e eliminando aditivos halogenados.”

Além da nova resina LNP Elcrin WF0061BiQ da SABIC, com é fabricada com base em garrafas PET potencialmente destinadas ao oceano, a empresa introduziu muitos grades diferentes no portfólio LNP Elcrin iQ, incluindo produtos reforçados com vidro ou reforços minerais e formulações retardantes de chama. Por exemplo, os novos compostos LNP Elcrin WF006XXPiQ e LNP Elcrin WF0061XPiQ da SABIC incorporam fibra de vidro reciclada pré-consumo desviada do fluxo de resíduos de processos industriais. O uso de fibra de vidro reciclada aumenta ainda mais a circularidade desses materiais PBT reciclados. Segundo a SABIC, a diversidade dessas formulações permite que as resinas LNP Elcrin iQ sejam consideradas para aplicações além de componentes elétricos e eletrônicos, como peças externas automotivas, aplicações de saúde e produtos de cuidados pessoais.

A SABIC afirma que não está apenas criando materiais sustentáveis, mas também formulando regularmente novas resinas e compostos usando produtos químicos ambientalmente responsáveis ​​e seguros, como retardadores de chama não bromados/não clorados. De acordo com a classificação de referência GreenScreen for Safe Chemicals, que foi criada pela organização sem fins lucrativos Clean Production Action (CPA), esses materiais SABIC e outros em desenvolvimento são, ou serão, reconhecidos com uma pontuação de 3 ou superior, de um teto de 4. O Benchmark 3 é um resultado relativamente melhor em comparação com os produtos médios e indica apenas uma ligeira preocupação.

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Campanha Reúse promove a coleta e reciclagem de geladeiras e freezers

06/06/2022

Iniciativa desenvolvida pela Dow, em parceria com Instituto Akatu e a Indústria Fox, visa fomentar a reciclagem de materiais de geladeiras e freezers na região de Jundiaí (SP) e cidades próximas: Itu, Itupeva, Cabreúva, Salto e Valinhos

A Dow, em parceria com Instituto Akatu e a Indústria Fox, anuncia o início da Campanha “Reúse – o descarte correto é só o começo” para a coleta seletiva e a reciclagem de geladeiras e freezers. Com investimento de mais de R$ 1 milhão, iniciativa tem como objetivo facilitar as condições para a gestão dos resíduos e reutilização dos materiais contidos nestes aparelhos, fomentando a circularidade e o desenvolvimento socioeconômico na região onde está sendo realizada.

Ao orientar e estimular a população dos municípios de Jundiaí (SP) e cidades próximas em relação ao descarte adequado de geladeiras e freezers antigos, a campanha Reúse também contribui diretamente para um consumo mais racional de eletricidade por parte da população local, uma vez que ajuda a reduzir o volume em operação de equipamentos antigos e menos eficientes no uso da energia elétrica. A Indústria Fox, situada em Cabreúva (SP), é a responsável pela coleta e reaproveitamento de peças e materiais dos eletrodomésticos descartados. A empresa é pioneira no Brasil em manufatura reversa e atua na desmontagem de aparelhos antigos, reciclagem dos componentes e destruição dos gases CFC (Clorofluorocarboneto), o que contribui para o combate ao aquecimento global e possibilita a proteção da camada de ozônio.

Nas cidades alcançadas pelo projeto, a campanha irá oferecer diferentes modalidades de participação, que incluem desde a possibilidade de agendamento para coleta gratuita da geladeira ou freezer antigo na residência do consumidor até a oferta de desconto na compra dos eletrodomésticos remanufaturados mediante o descarte da geladeira ou freezer usado. As informações sobre como agendar a coleta gratuita e realizar a compra dos equipamentos remanufaturados com desconto estão disponíveis para a população em https://bit.ly/projeto-Reuse.

Além disso, o Instituto Akatu coordenará iniciativas de sensibilização e comunicação do projeto em escolas, nas organizações da sociedade civil locais, junto aos consumidores e à cadeia de reciclagem. O objetivo dessas ações, que estão em fase de desenvolvimento e serão realizadas em parceria com prefeituras, consiste em ampliar a mobilização sobre a gestão de resíduos e divulgar os impactos do descarte incorreto dos aparelhos.

“As ações com a comunidade e público escolar por meio de conteúdos, materiais, e metodologia visam estimular a melhora dos seus hábitos pós-consumo, tais como a eliminação final adequada de geladeira e freezers antigos por meio de um sistema de gestão de resíduos que estimule a eliminação apropriada do equipamento descartado e facilite as condições para o tratamento correto dos resíduos e a reutilização dos materiais contidos nestes aparelhos”, afirma Fernando Martins, coordenador de projetos de educação do Instituto Akatu.

A Campanha Reúse oferece a oportunidade de estabelecer um modelo de reaproveitamento de materiais para a indústria de eletrodomésticos, trazendo parceiros, clientes e toda a sociedade, para possibilitar que não somente as espumas de poliuretano – como também outros componentes de geladeiras e freezers – sejam corretamente extraídos de aparelhos antigos e reciclados.

”Queremos não somente integrar as cadeias de valor na busca por soluções de circularidade de materiais, como também atuamos para acelerar o desenvolvimento socioeconômico nas regiões onde estamos presentes”, enfatiza Thales Oliveira, líder de sustentabilidade do negócio de Poliuretanos da Dow para a América Latina.

Para Marcelo Souza, CEO da Indústria Fox, a parceria nesse projeto contribuirá ainda mais para a sustentabilidade, a diminuição da degradação do meio ambiente e o equilíbrio socioeconômico. “O sucesso da campanha é mais um passo em direção ao modelo de economia circular, onde o desperdício cede lugar para à regeneração, à recuperação, ao prolongamento de ciclos e à transformação de matérias primas secundárias”, enfatiza.

Descarte correto e reaproveitamento inteligente

Criada em 2021, a campanha Reúse tem como objetivo acrescentar valor às espumas de poliuretano (PU) no fim da vida útil e evitar que esses materiais sejam descartados em aterros ou incinerados. As tecnologias para poliuretano estão entre as principais soluções produzidas pela Dow e utilizadas em aplicações de colchões, móveis estofados, sistemas de refrigeração, entre outros.

Em sua primeira fase, as ações foram realizadas na cidade de Hortolândia (SP), com foco na circularidade de colchões e sofás. Segundo a Dow, o projeto recolheu e encaminhou para a reciclagem mais de 3,5 mil itens, que resultaram no reaproveitamento de 83,8 toneladas de resíduos, entre madeira, espuma de poliuretano, tecidos, borracha, molas e outros materiais. De acordo com a empresa, o total de peças coletadas, caso fossem empilhadas, corresponderiam a 13 Torres Eiffel. Além disso, foram realizadas ações educacionais em cerca de 30 escolas da rede de ensino municipal para a sensibilização e a mobilização de alunos e comunidades para o descarte correto desses materiais.

Impulso à economia circular

Segundo a Dow, o desenvolvimento da campanha Reúse está alinhado à estratégia global e regional da empresa na instituição de ações voltadas para questões sociais e de sustentabilidade. Por meio de parcerias colaborativas, a companhia investe na implementação da economia circular ao desenvolver soluções para fechar os ciclos de recursos nos principais mercados, com foco na gestão de resíduos e reciclagem inclusiva. A iniciativa faz parte do conjunto de ações da Dow com foco nas Metas de Sustentabildiade até 2050.

A Dow possuim um portfólio diferenciado de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones, oferecendo uma variedade de produtos e soluções de base científica a clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura, mobilidade e aplicações para o consumidor. A Dow opera 104 unidades fabris em 31 países e emprega cerca de 35.700 pessoas. Em 2021, gerou aproximadamente US$ 55 bilhões em vendas.

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, PICPlast lembra cinco iniciativas brasileiras em prol da sustentabilidade dos plásticos

05/06/2022


Em 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente; durante toda a primeira semana do mês são realizadas ações de conscientização sobre o tema. Pessoas do mundo inteiro têm expressado suas preocupações com o impacto do descarte de resíduos na preservação do meio ambiente e a indústria do plástico vem realizando mudanças para fabricar produtos mais adequados aos modelos de economia circular. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento visam desde a criação de novos designs de embalagens, produção de polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar, até maneiras mais eficazes de reciclar resíduos plásticos.

De acordo com Simone Carvalho, membro do comitê técnico do PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico), “no Brasil, soluções que remodelam os processos de produção de plásticos e de reciclagem estão emergindo já há alguns anos por necessidade e urgência”.

“As empresas tomaram medidas para reduzir a quantidade de plástico produzindo garrafas PET mais leves, por exemplo; ao mesmo tempo, os comportamentos de consumo estão começando a mudar, à medida que as pessoas abraçam a economia compartilhada”, explica.

Confira algumas iniciativas que, nos últimos anos, têm feito a indústria do plástico evoluir a caminho de uma atuação mais sustentável:

1 – Brasil tem o primeiro polietileno verde certificado no mundo

Em 2007, a Braskem anunciou a produção do primeiro polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar certificado mundialmente, utilizando tecnologia desenvolvida no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa. O material hoje é usado em diversas aplicações como, por exemplo, na fabricação de brinquedos, embalagens de cosméticos, equipamentos de jardinagem e até mobiliários como cadeiras e mesas.

A novidade se dá pelo fato de o material contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, já que captura 3,09 toneladas de gás carbônico durante o seu processo produtivo, segundo a Braskem. A resina também apresenta as mesmas características do polietileno tradicional, ou seja, não necessita de adaptações de maquinário e é 100% reciclável.

2 – Logística reversa passa a ser lei para destinação do plástico

A logística reversa foi instituída pela Lei Nº 12.305, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), segundo a qual as empresas devem se responsabilizar pelo ciclo de vida do produto, ou seja, desde o seu projeto até o descarte final e retorno ao ciclo produtivo. Com isso, as empresas passaram a promover ações como campanhas com o intuito de arrecadar e recolher produtos. Um exemplo é o Descarta Aí, projeto que incentiva a logística reversa de baldes plásticos da construção civil, iniciativa da COFABI – Câmara Setorial dos Fabricantes de Baldes Industriais da ABIPLAST, com patrocínio da Braskem e operacionalização da Yatoó.

3 – Lançamento do Selo Nacional de Plásticos Reciclados

O Selo Nacional de Plásticos Reciclados (Senaplas) foi lançado no dia 20 de janeiro de 2014 como uma solução para identificar, valorizar e certificar as empresas do segmento de reciclados plásticos que atuam de acordo com os critérios socioambientais e econômicos exigidos pela Lei (Senaplas Empresa).

Em 2018 foi lançado o Senaplas Produto que visa atestar certas propriedades da resina reciclada – densidade, índice de fluidez, temperatura de amolecimento ou fusão e/ou módulo de flexão. A certificação valoriza o produto, garantindo ao mercado a qualidade superior do material durante a validade do selo (24 meses). Esse foi um importante marco para regulamentar e estabelecer um padrão de qualidade para os produtos plásticos reciclados.

4 – Investimento em recuperação de resinas plásticas pós-consumo

De acordo com pesquisa encomendada pelo PICPlast, no ano de 2020, 72% da produção de plásticos reciclados no país tiveram origem no resíduo pós-consumo, enquanto 28% foram de resíduo pós-industrial. Alguns transformadores aderiram ao mercado de recuperação de resinas para vendas a terceiros. Um exemplo é o segmento bottle-to-bottle – processo que transforma uma garrafa PET pós-consumo em outra nova e pronta para ser envasada –, que está em alta, impulsionado principalmente pelas metas de sustentabilidade de grandes empresas, como a Coca-Cola.

5 – Modernização da reciclagem

O principal motivo de perdas no processamento de resíduos ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, que ocorre pela dificuldade na triagem. Por esse motivo, as recicladoras de plástico há anos vêm se modernizando e se valendo da tecnologia. Uma evidência significativa é o número crescente de unidades de reciclagem munidas de sensores ópticos para distinguir plásticos com maior precisão na triagem do resíduo, assegurando maior fluidez e pureza no material que é moído e extrudado.

Por fim, nesse consenso da indústria e consumidores em prol da sustentabilidade, o mundo caminha para a economia circular, que busca evitar a disposição de resíduos em aterros e estimular o descarte correto de resíduos plásticos, o que reduz os impactos socioambientais do plástico.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem, maior produtora de resinas das Américas, e ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. O PICPlast já investiu cerca de R$ 20 milhões em ações em prol da imagem do plástico e programas de capacitações. A iniciativa é baseada em dois pilares: aumento da competitividade e inovação do setor de transformação, e promoção das vantagens do plástico. O PICPlast também conta com investimentos voltados ao reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial. No pilar de vantagens do plástico, as frentes de trabalho são voltadas para reciclagem, estudos técnicos, educação e comunicação, com destaque para o Movimento Plástico Transforma.

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Braskem e EDF Renewables fecham acordo para uso de energia renovável

19/04/2022

O contrato prevê fornecimento de energia eólica por 20 anos, ampliando a matriz de energia limpa da petroquímica; projeto viabilizará a implantação de um complexo eólico na Bahia.

Comprometida com as metas de sustentabilidade ligadas à ecoeficiência operacional e ao combate às mudanças climáticas, a Braskem fechou um contrato de compra de energia eólica com a EDF Renewables do Brasil. O acordo será âncora para viabilizar a construção de um novo complexo eólico no sudoeste da Bahia, contribuindo para a instalação de novas fontes de energia renovável no Brasil.

O novo acordo vai permitir à petroquímica obter energia por 20 anos, a partir de 2024. A expectativa é que ocorra uma redução na emissão de gases de efeito estufa de cerca de 700 mil toneladas de CO2 pela Braskem por esse período, acelerando o uso das energias renováveis em sua matriz energética, alinhada com os objetivos de descarbonização e transição energética.

Este é o quinto contrato de energia renovável de origem eólica e/ou solar de longo prazo que a Braskem firma em 4 anos e o segundo com a EDF Renewables, alcançando mais de 150 MW médios de energia oriunda destas fontes, que representam cerca de 30% do portfólio da energia elétrica comprada no Brasil e colocam a Braskem perto de alcançar a marca estimada de 2,2 milhões de toneladas de CO2 em emissões evitadas apenas com estes contratos, contribuindo para a meta de redução de 15% de emissões de Gases de Efeito Estufa de escopo 1 e 2 até 2030 e neutralidade de carbono até 2050.

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Adirplast assina compromisso para o futuro dos oceanos

04/04/2022

A entidade criou um Comitê de sustentabilidade que tem como objetivo empreender ações durante o ano. A primeira foi a assinatura do Compromisso para o Futuro dos Oceanos

A Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) é signatária em vários projetos ambientais como, por exemplo, o Pellet Zero e o Tampinha Legal, entre outros. Agora a associação reforça o seu comprometimento criando o Comitê de Sustentabilidade. “O nosso objetivo é intensificar a nossa ação para o uso consciente do plástico e desenvolver diversas ações de incentivo a reciclagem”, explica Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast.

Uma das primeiras ações do Comitê foi assinar a carta Compromisso para o Futuro dos Oceanos, da Cátedra UNESCO para Sustentabilidade do Oceano. “Este é um passo importante e essencial no desenvolvimento de um trabalho consistente”, explica Osvaldo Cruz, integrante do Comitê. O documento assinado pela entidade propõe oito pontos fundamentais. A promoção, disseminação e o apoio a ações para a difusão da “Cultura Oceânica”. A ideia é de chamar a atenção de todos para o Oceano e para o movimento em prol de sua sustentabilidade. Além disso, o programa tem como objetivo contribuir para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, em especial do ODS 14, sejam atingidos. Colaborar para superação dos desafios da Década do Oceano também está entre os pontos importantes do programa, assim como desenvolver ou incentivar ações que busquem minimizar os impactos negativos do descarte inadequado dos plásticos e que promovam, ao invés disso, uma economia sustentável.

Para reforçar o Comitê, a entidade também conta com a experiência de duas especialistas no assunto: Silvia Piedrahita Rolim, engenheira química e especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da USP, e Claudia Veiga, que tem especialização em Administração da Comunicação com o Mercado pela FGV, além de mais de 25 anos de experiência com questões ambientais. Juntas elas irão planejar e colocar em práticas ações de sustentabilidade. “A Adirplast sempre se demonstrou atenta ao tema sustentabilidade e o desejo de fazer algo efetivo que trouxesse contribuições para a sociedade. A partir desse objetivo, estamos idealizando juntos um projeto , a fim de criar um movimento de conscientização e sensibilização da sociedade sobre a importância da ação de cada cidadão na destinação correta dos resíduos e preservação do meio ambiente”, explica Silvia.

Em boa parte, a adesão da Adirplast a projetos ambientais está ligada ao combate à falsa ideia de que a produção do plástico ou de que mesmo o plástico como produto seja o inimigo número um do meio ambiente. “Sabemos da importância do plástico na vida do ser humano, por isso trabalhamos incansavelmente para derrubar o falso mito de vilão que o produto carrega. Nós como empresários e cidadãos estamos trabalhando para trazer novas tecnologias e práticas sustentáveis para o nosso negócio e para toda a sociedade”, explica Cruz.

Além disso, finaliza Gonçalves, presidente da entidade, é preciso que se ressalte que o plástico é um produto 100% reciclável: “Se a embalagem vai parar no oceano, isso é resultado da falta de um sistema eficiente de coleta e recuperação de materiais reutilizáveis e não do plástico, que é um produto de inúmeras qualidades e que nos ajuda a produzir produtos mais higiênicos, leves e duráveis”.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes biorientados, plásticos de engenharia, masterbatches e compostos. Atualmente, a associação agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2020. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros, masterbatches, compostos e filmes biorientados comercializados no país. Credenciadas pelos fabricantes, essas empresas garantem ao cliente final a qualidade do produto e dos serviços de logística e crédito. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, em um universo de 11.500 transformadores de plásticos no Brasil.

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Braskem e Veolia se unem para implementar projeto de geração de vapor a partir de biomassa eucalipto em Alagoas

15/02/2022

Braskem e Veolia assinaram um acordo de R$ 400 milhões de investimento para produzir energia renovável com o uso de vapor a partir de biomassa de eucalipto em Alagoas. Segundo a Braskem, o projeto vai gerar 900 mil toneladas de vapor/ano, durante 20 anos, o que significará a redução de emissões de aproximadamente 150 mil toneladas de CO2 por ano. Além disso, ele vai criar mais de 400 empregos diretos durante a fase de construção e aproximadamente 100 postos de trabalho na operação (pós-obra).

Prevista para iniciar operações em 2023, a planta em Marechal Deodoro (AL) irá gerar um impacto socioambiental positivo para a região e para o país e está em linha com a estratégia global de desenvolvimento sustentável e com o propósito de transformação sustentável das companhias.

“Sendo a referência mundial para a transformação ecológica, a Veolia tem o compromisso de aumentar a implementação de soluções sustentáveis existentes e criar as soluções do futuro com nossos clientes. A parceria com a Braskem é a prova disso: duas companhias que se unem para liderar com ações as transformações que o mundo e o país necessitam”, destaca o CEO da Veolia Brasil, Pedro Prádanos.

A nova planta de produção de vapor, que promoverá um avanço expressivo da matriz energética para fontes sustentáveis na operação da Braskem em Alagoas, é um grande passo para avançar em dois dos sete macro-objetivos de sustentabilidade da companhia, na dimensão de combate às mudanças climáticas: redução de 15% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. “O projeto de biomassa de eucalipto introduz uma nova forma sustentável de gerar energia renovável dentro das operações da Braskem. Em parceria com a Veolia, iremos contribuir de forma importante com nosso plano de sustentabilidade. Teremos uma redução de um terço das emissões de gases de efeito estufa na nossa operação em Alagoas, com base nas emissões de 2020”, explica Gustavo Checcucci, diretor de Energia da Braskem.

“O projeto contribuirá de modo relevante para o desenvolvimento social e regional do Estado de Alagoas. Dinamizará negócios, e criará oportunidades de emprego em nossas instalações e de nossos parceiros, contribuindo para a economia do Estado”, explica Helcio Colodete, diretor industrial de Braskem em Alagoas.

Um projeto ecoeficiente

Com foco na sustentabilidade, mas também na ecoeficiência e na produtividade, a solução visa atender à demanda de vapor necessária para a operação contínua e de alto desempenho da petroquímica. Para atingir esse objetivo, a Veolia será a responsável pelo gerenciamento da maior parte do projeto, incluindo o processo de gestão agroflorestal de mais de 5.5 mil hectares de eucalipto, a concepção do projeto de engenharia e a construção das usinas de processamento de biomassa e de produção de vapor, além da operação e manutenção de toda a instalação durante os 20 anos do contrato. A Braskem realizará investimentos internos para adequar o complexo de Marechal Deodoro ao novo arranjo termoelétrico.

A iniciativa abrange também processos alinhados à transformação digital e à indústria 4.0. Com a implementação do Hubgrade, solução da Veolia que integra ferramentas digitais e expertise humana para monitorar e analisar em tempo real a operação, o projeto garante a otimização da performance e melhoria contínua no desempenho das instalações e no consumo energético.

“Ao cumprir com a demanda de vapor necessária para o funcionamento ininterrupto de seus processos de produção, este projeto atenderá às necessidades de operação e, ao mesmo tempo, aos desafios de sustentabilidade em gestão de energia da Braskem”, finaliza o CEO da Veolia Brasil.

O grupo Veolia atua para ser a empresa de referência da transformação ecológica. Presente nos cinco continentes com quase 179 mil colaboradores, o Grupo concebe e implementa soluções úteis e concretas para a gestão de água, resíduos e energia. Com suas três atividades complementares, a Veolia contribui para o desenvolvimento do acesso aos recursos, à preservação e renovação dos recursos disponíveis.

Em 2020, o grupo Veolia levou água potável para 95 milhões de habitantes e saneamento para 62 milhões, produziu cerca de 43 milhões de MWh e valorizou 47 milhões de toneladas de resíduos. A Veolia Environnement teve em 2020 um faturamento consolidado de 26,010 bilhões de euros.

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Fortescue e Covestro anunciam planos para acordo de fornecimento de hidrogênio verde

24/01/2022

  • Fortescue Future Industries planeja fornecer hidrogênio verde e seu derivados, incluindo amônia verde, para a Covestro
  • FFI irá fornecer o equivalente a 100 mil toneladas de hidrogênio verde por ano, a partir de 2024

A Fortescue Future Industries (FFI), indústria de energia verde baseada na Austrália, e a Covestro, fabricante global de polímeros, planejam um acordo de longo prazo para o fornecimento de hidrogênio verde e seus derivados, incluindo amônia verde.

De acordo com o Memorando de Entendimento (MoU), a FFI e a Covestro irão formalizar um acordo no qual a FFI irá fornecer o equivalente a até 100 mil toneladas de hidrogênio verde (GH2) por ano.

O acordo permitirá que a Covestro reduza suas emissões de gases de efeito estufa em até 900 mil toneladas de CO2 por ano, com a substituição do hidrogênio cinza e seus derivados pelo H2 verde. Os fornecimentos são destinados a tres possíveis localidades – Ásia, América do Norte e Europa – e poderão ser iniciadas em 2024. A FFI e a Covestro veem o memorando como o primeiro passo rumo a uma parceria estratégica mais ampla para acelerar a transição para uma energia verde, principalmente para as indústrias que consomem muita energia.

O presidente da FFI, Andrew Forrest AO, afirmou: “Essa é uma colaboração pioneira que reforça o poder do hidrogênio verde para acelerar a descarbonização de algumas das indústrias que mais utilizam energia no mundo. A FFI e a Covestro compartilham a visão de que o hidrogênio e a amônia verdes terão papel crucial para que as empresas atinjam seus objetivos climáticos e evitem o aquecimento global. Estamos ansiosos em trabalhar com a Covestro para atender suas demandas de hidrogênio verde, e colaborar com a Alemanha a fim de torná-la líder mundial em descarbonização, hidrogênio e amônia verdes”.

Markus Steilemann, CEO da Covestro, destacou: “Estamos muito felizes pela FFI compartilhar nossa visão de economia circular e estar disposta a tomar medidas corajosas para promover a necessária transição de mercado para o hidrogênio verde. Nossa colaboração com a FFI destaca nossa ambição de pioneirismo na transição rumo à economia circular e a uma produção neutra para o clima. O hidrogênio verde, e seus derivados, tem papel fundamental para a indústria química, tanto como fonte alternativa de matéria-prima quanto de energia limpa. Essa transição será um importante passo em nossos esforços para oferecer produtos mais sustentáveis, que também reduzem a pegada de carbono de nossas indústrias consumidoras”.

A CEO da FFI, Julie Shuttleworth, complementou: “A Covestro é líder global em sua indústria, com seus materiais sendo utilizados em praticamente todas as áreas da vida moderna, incluindo os segmentos automotivo, construção e eletrônico. Essa colaboração reforça a ideia de que o hidrogênio verde é uma solução prática e possível de implementar para uma série de indústrias com dificuldade de descarbonização”.

O hidrogênio verde é fabricado a partir de energia renovável e não produz nenhuma poluição, sendo o vapor d’água o seu único subproduto. O objetivo da FFI é ampliar sua produção de hidrogênio verde para 15 milhões de toneladas, por ano, até 2030, aumentando para 50 milhões de toneladas, por ano, na década seguinte.

A Covestro utiliza o hidrogênio e seus derivados como matéria-prima na produção de seus polímeros. Como parte de uma ampla estratégia de economia circular, a Covestro comprometeu-se com uma transição completa para a utilização de matérias-primas alternativas e energias renováveis. A parceria com a FFI é um importante passo rumo a este objetivo.

A Fortescue Future Industries (FFI) é uma empresa global de energia verde comprometida com a produção de hidrogênio 100% oriundo de fontes renováveis. Segundo a empresa, o hidrogênio verde é a solução prática e possível de se implementar que irá revolucionar a forma como abastecemos nosso planeta, descarbonizando indústrias pesadas e criando empregos no mundo todo. A FFI está estabelecendo um portfólio global de projetos de hidrogênio verde renovável e amônia verde com o objetivo de fornecer 15 milhões de toneladas, por ano, de hidrogênio verde renovável até 2030, aumentando este valor para 50 milhões de toneladas, por ano, na década seguinte.

Com 10,7 bilhões de euros em vendas em 2020, a Covestro é uma das empresas líderes mundiais em polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros e no desenvolvimento de soluções para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana, como a automotiva e de transportes, construção, móveis e processamento de madeira e os segmentos eletroeletrônicos e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. Ao final de 2020, a Covestro tinha 33 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,5 mil pessoas.

Foto: Covestro footage

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Colorfix obtém certificação ISO 14001

27/12/2021

A empresa paranaense Colorfix, uma das principais fabricantes brasileiras de masterbatches (concentrados de cor) e aditivos para plástico conquistou no último mês de novembro a Certificação ISO 14.001, a qual trata especificamente dos requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite à empresa desenvolver uma estrutura para a proteção do meio ambiente e rápida resposta às mudanças das condições ambientais.

Além disso, a norma leva em conta aspectos ambientais influenciados pela organização e os possíveis riscos a serem mitigados por ela. “Esta conquista não trata apenas da gestão interna de nossa indústria, mas também sobre o mundo que queremos. É a materialização do reconhecimento de que nossos recursos naturais são finitos e que devemos respeitá-los e preservá-los para as futuras gerações”, comemora o diretor superintendente da Colorfix, Francielo Fardo.

De acordo com Francielo, a ação da adequação à normativa foi um processo que envolveu a organização como um todo, sendo o setor de Meio Ambiente responsável por acompanhar e orientar os departamentos. Diversas etapas foram cumprindas, incluindo vistoria interna para identificação dos pontos a serem ajustados, reuniões periódicas com as áreas para acompanhamento das execuções de adequações e auditoria interna, a fim de identificar o andamento e atendimento aos requisitos legais (federais, municipais e estaduais).

“A sustentabilidade corporativa traz vantagens de longo prazo para clientes, colaboradores e a sociedade, sendo a norma um orientador de como controlar e reduzir os riscos ambientais e melhorar o desempenho da organização, não ficando apenas na teoria – pois são exigidas as comprovações na prática, além de ser necessário o envolvimento e comprometimento de todos (incluindo, mas não se limitando a, fornecedores, colaboradores, prestadores de serviços)”, explica o diretor.

“Agradecemos o empenho e a dedicação de cada um que fez esta conquista ser possível. O trabalho não para com a certificação – ele continua em permear a cultura de sustentabilidade em toda a empresa, para que todos os colaboradores insiram em seu dia a dia posturas mais respeitosas com o meio ambiente”, reforça Fardo.

Na prática

As mudanças no dia a dia da empresa compreenderam atitudes como a atenção ao descarte do lixo e busca pela redução de resíduos; uso de copos plásticos no processo produtivo para limpeza de máquinas; revisão de documentações e legislações; organização rigorosa das áreas de trabalho e criação e produção de materiais gráficos sobre o assunto.

Além disso, foram implantados diversos treinamentos como cuidados com vazamentos, multiplicação de conhecimento de aspectos técnicos como LAIA, impacto e aspectos ambientais. A Colorfix já possuía um cuidado com a água utilizada no processo produtivo, ponto também significativo para a certificação.

Revora

A marca Revora, lançada neste ano pela Colorfix também é resultado da preocupação da empresa com o meio ambiente. A linha reúne um conjunto de soluções e metodologias de trabalhos voltados à sustentabilidade, a qual envolve toda a cadeia da indústria de transformação: fornecedores, matérias-primas, métodos de produção, embalagens, produto final e descarte consciente.

A Colorfix Masterbatches, desde 1990, trabalha na inovação e no desenvolvimento de concentrados de cor e/ou aditivos. Com a matriz localizada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), a companhia conta ainda com unidades em São Caetano do Sul (São Paulo) e Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco).

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Tomra e Ivar IKS apresentam resultados de triagem e reciclagem de Resíduos Sólidos Urbanos de origem mista como alternativa à Coleta Seletiva

16/12/2021

A Tomra e uma planta de separação de resíduos norueguesa da empresa Ivar IKS demonstraram que a triagem de resíduos de origem mista é uma solução alternativa para a coleta seletiva. Depois de interromper a coleta seletiva de plásticos em sua região e intensificar a triagem de resíduos mistos, a planta aumentou as taxas de recuperação de 28% para 82% e atingiu taxas de reciclagem de 56,4%, afirmam as empresas. Com isso, está cumprindo assim as metas de reciclagem da UE para 2025 antes do tempo, permitindo que a Ivar Iks ocupe, hoje, o primeiro lugar no processamento de RSU em volume.

Situada em Forus, entre as cidades de Stavanger e Sandnes no sudoeste da Noruega, a Ivar gerencia todos os resíduos e a coleta de lixo de 10 municípios, abrangendo uma população aproximada de 325 mil habitantes. Com sua planta de triagem de resíduos sólidos municipais, ela recupera grandes volumes de materiais recicláveis antes da incineração, reduzindo as emissões de CO2 e a dependência global de material virgem ao fornecer conteúdo reciclado de qualidade para novos produtos e embalagens.

Com as metas locais e internacionais de reciclagem se tornando progressivamente mais rigorosas, a Ivar reconheceu a necessidade de melhorar seus métodos de gestão de resíduos e decidiu examinar mais de perto o potencial oculto dos resíduos domiciliares da região. Com o objetivo de encontrar a abordagem mais eficaz e ecologicamente correta para a gestão de resíduos, a empresa procurou a consultoria da Tomra. Para identificar as oportunidades na separação de resíduos mistos e avaliar seu potencial de desempenho, a planta enviou amostras de RSU da região para a unidade de teste da Tomra na Alemanha. Lá, esses materiais foram submetidos a extensos testes nas máquinas de seleção da empresa. A análise de teste mostrou que, enquanto a recuperação de papel de fluxos de RSU teve um desempenho razoavelmente bom, a recuperação de plásticos apresentou oportunidades de melhorias. A análise do teste revelou que o lixo doméstico ainda continha grandes quantidades de plástico reciclável, mesmo levando em conta que ele deveria ser descartado separadamente através de coleta seletiva. A equipe considerou a análise como uma clara demanda de ação concreta e orientada para o futuro.

Abraçando novas oportunidades

Com base na análise e nas possibilidades ainda intocadas na triagem de RSU, um novo plano de negócios foi desenvolvido. O resultado: a construção de uma nova planta de triagem de resíduos mistos totalmente automatizada, composta por novas instalações de seleção de plásticos e triagem de papel, além da eliminação da coleta seletiva de plásticos naquela região. Antes coletados separadamente, os plásticos agora também são descartados na caixa cinza (resíduos mistos) e recuperados nas novas instalações. Como consequência, apenas os rejeitos da planta são transportados para a planta de geração de energia e usados para a produção de eletricidade e para sistemas de aquecimento remoto. Em suma, os materiais descartados pelo município voltaram a ser valorizados da forma mais otimizada, afirma a Tomra.

No final de 2014, o projeto de construção da planta começou com a escolha da Sutco Recycling Technik como fornecedora da planta combinada de resíduos e separação de papel da Ivar. A Sutco, por sua vez, selecionou a Tomra Recycling como parceira do projeto para equipamentos de triagem. Desde que a nova planta começou a operar em janeiro de 2019, 22 unidades de triagem Autosort de última geração da Tomra separam plásticos (PET, PS, PEBD, PEAD, PP) e papel (mistos de papel, papelão, embalagens de bebidas) a partir dos resíduos mistos recolhidos nas calçadas. Além disso, metais (alumínio, aço) são recuperados dos resíduos.

“Estamos muito satisfeitos com a oportunidade de dar consultaria à Ivar no planejamento da nova planta, de fornecer nosso mais recente equipamento de triagem baseado em sensores e em acompanhar um projeto tão emocionante e revolucionário”, comenta Oliver Lambertz, vice-presidente da Tomra Recycling e Chefe de Desenvolvimento de Negócios. Combinando os  processos, equipamentos de planta e tecnologias de triagem, a planta de triagem de resíduos estabeleceu os seguintes objetivos: selecionar quase todos os plásticos PE, PP, PS ou PET adequados para a reciclagem (mecânica); recuperar 95% das frações identificadas; e obter taxas de pureza de 95-98%.

De resíduos mistos a monofrações recicláveis

Os resíduos gerados pelos municípios que a Ivar atende contêm grande quantidade de materiais valiosos e recicláveis, que, em uma forma mais pura e homogênea, podem ser posteriormente processados, reciclados e reintroduzidos no mercado como reciclados de qualidade. Hoje, a Ivar processa 40 toneladas de RSU por hora, a partir dos quais papel, plásticos, metais e resíduos são separadas em várias etapas:

Pré-seleção

Uma vez que o material coletado é alimentado na planta, itens com dimensões maiores 350 mm são classificados por uma peneira vibratória “finger” e triturados em pedaços menores, antes que duas peneiras rotativas separem o material em três granulometrias: 0-60 mm; 60-150 mm; e 150-320 mm. Em uma segunda etapa, as máquinas Autosort da Tomra recuperam 90% das frações de plástico de tamanho médio (60-150 mm) e grande (150-320 mm) antes de extrair o papel misturado. Finalmente, os ímãs e separadores indutivos removem os metais não ferrosos e ferrosos.

Recuperação de plásticos e papel

Depois que os plásticos foram pré-selecionados, eles são classificados por tipo de material. Primeiro, os separadores balísticos separam o filme plástico dos plásticos rígidos. Posteriormente, 14 máquinas Autosort realizam a separação de plásticos rígidos em PP, PEAD, PS, PET e criam uma fração limpa de filme plástico PEBD. Para aumentar ainda mais os níveis de pureza, essas frações de material limpo passam por uma segunda etapa de seleção, também realizada por máquinas Autosort, para remover os contaminantes restantes. As frações finais de PS e PET de alta qualidade são então embaladas em fardos específicos para cada tipo de material e enviadas para diferentes fábricas de reciclagem mecânica na Europa. PEBD, PEAD e PP são lavados, secos e peletizados na própria fábrica em Forus e vendidos como grânulos.

Ao mesmo tempo, a fração mista de papel, bem como a alimentação mista de papel e papelão proveniente da coleta seletiva, é processada em uma linha de triagem separada. Das 23.250 toneladas de papel separadas por turno, 95,7% do material alimentado é transformado em quatro produtos de papel vendáveis, como De-ink, Papelão ondulado, Tetra Pak e papelão.

Tecnologia Tomra para separação dos resíduos

Quando a Tomra foi selecionada como fornecedora de tecnologia da planta de triagem de resíduos da Ivar, ficou claro que uma avançada tecnologia de triagem baseada em sensores era necessária. Especificamente, a Tomra forneceu 22 de suas máquinas Autosort  para extrair papel e plásticos do lixo doméstico.

Equipada com tecnologia de seleção por infravermelho, que combina infravermelho próximo (NIR) e espectrômetro visual (VIS), a máquina pode identificar e separar de forma precisa e rápida diferentes materiais de acordo com a natureza do material e sua cor, afirma a Tomra. Na Forus, as máquinas Autosort classificam o papel em três frações-alvo e os plásticos em seis. Sua precisão de seleção se baseia principalmente na tecnologia integrada e patenteada Flying Beam, que distribui uniformemente a luz por toda a esteira transportadora, faz a leitura e analisa todo o material que passa por um scanner. O sensor envia o respectivo sinal para os blocos de válvula da máquina, que transformam as informações do scanner em ação, tanto ejetando quanto descartando itens lidos.

Rudolf Meissner, Supervisor Chefe de Sistemas de Seleção de Resíduos da Ivar, afirmou: “Os separadores e a consultoria da Tomra nos convenceram desde o início. Conforme percebemos em primeira mão, eles são uma ferramenta essencial para a separação automatizada de resíduos, operando com alto rendimento e gerando altos níveis de eficiência e pureza – a meta que todas as plantas de separação estão perseguindo e a razão pela qual essas máquinas definitivamente devem integrar qualquer instalação moderna de triagem e reciclagem. Combinado com seu serviço confiável, pudemos transformar nosso processo de separação de resíduos em uma atividade econômica e competitiva”.

Ao iniciar as operações em 2019, a Ivar definiu uma meta geral para recuperar quase todos os tipos de plástico (PE, PP, PS, PET) e uma meta mais concreta para atingir taxas de pureza de 95-96% em PEBD, PP, PEAD, PS e PET. Graças às máquinas de seleção, o objetivo da planta logo se tornou realidade, com taxas de pureza de até 98% sendo alcançadas, afirma a Tomra. Quanto ao papel, estudos de seleção mostraram que mais de 85% de todas as embalagens cartonadas de bebidas no lixo doméstico residual foram separadas com sucesso do fluxo de lixo doméstico, garante a fabricante norueguesa.

Uma nova vida para plásticos

Após a extração dos recicláveis do material de alimentação, algumas frações selecionadas passam por um extenso processo de reciclagem no local. Os fardos homogêneos de PET e PS, bem como metais ferrosos e não ferrosos, são vendidos para recicladores europeus. Já as poliolefinas (PEBD, PEAD e PP) são fragmentadas em flakes, lavadas a quente, secas e peletizadas no local antes de serem vendidas como commodities industriais. Milhares de toneladas de PE e PP recuperadas de RSU foram desviadas da incineração para serem integradas na produção de reciclados de poliolefinas de qualidade.

Reduzindo o impacto ambiental

Segundo a Tomra, o estudo de caso do Ivar prova que a triagem antes do descarte pode preservar os materiais recicláveis – que antes eram incinerados – e contribuir fortemente para a proteção do clima. Antes da inauguração da Central de Triagem, o índice de recuperação a partir da coleta seletiva na região atendida pelo Ivar já era alto: 65% dos resíduos coletados nos municípios eram separados. No entanto, com a planta em pleno funcionamento, as taxas de recuperação de recicláveis chega a 74%, assegura a Tomra.

De uma perspectiva ambiental, a atividade integrada de separação, recuperação e reciclagem de plásticos de fluxos de resíduos domiciliares – em vez de depender apenas de sistemas de coleta seletiva – leva a uma redução de duas vezes nas emissões de CO2, afirma a Tomra. Primeiro, menos plásticos são incinerados (os plásticos tem alto poder calorífico, mas são baseados em carbono de origem fóssil). Em segundo lugar, o fornecimento de plásticos reciclados de alta qualidade reduz a necessidade de produção de resinas virgens. Com isso, a Ivar contribui para o fornecimento de materiais ecologicamente mais favoráveis e atua de acordo com os princípios da economia circular, resultando na redução de 33.000 toneladas métricas de emissões de CO2 por ano, o que equivale a retirar 20.000 carros movidos a combustível fóssil das estradas, garante a Tomra.

Olhando para trás e além

Os resultados mostraram que a separação de Resíduos Sólidos Urbanos antes da incineração traz vários benefícios: na Noruega, a necessidade da coleta separada de embalagens de plástico e seus custos associados foram eliminados, permitindo que a Ivar fornecesse material reciclado pronto para o mercado – para fabricação de novos produtos e embalagens- , ao mesmo tempo em que reduz consideravelmente sua pegada de CO2. Além disso, os parceiros já começaram a investigar se o vidro e os biorresíduos poderiam ser extraídos lucrativamente da fração de finos (0-60 mm).

Automatizar o processo de seleção com a tecnologia mais recente contribuiu fortemente para essa mudança. No entanto, os parceiros estão convencidos de que a automação apenas complementa a triagem de resíduos, mas nunca substituirá os sistemas locais de coleta seletiva. Em vez disso, os componentes da gestão ideal de resíduos devem andar de mãos dadas – da coleta à separação de resíduos mistos e à reciclagem – para ter o maior impacto sobre o quanto se recicla. Na Noruega está funcionando, afirma a Tomra.

A Tomra Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Cerca de 7.400 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo, afirma a empresa. A Tomra Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 995 milhões de euros e emprega mais de 4.300 pessoas globalmente.

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Braskem e BASF fazem parceria para fomentar a economia circular

24/11/2021

Iniciativa busca soluções para os desafios ligados à reciclagem e à neutralidade de carbono

Com o propósito de colaborar para a implementação de iniciativas que estimulem a sustentabilidade na indústria, a Braskem e a BASF estão trabalhando juntas para acelerar o processo de transformação do setor químico, com foco nos desafios relacionados à reciclagem e à neutralidade de carbono.

Entre as iniciativas que fazem parte dessa parceria está a estruturação de um fluxo de reciclagem mecânica de plásticos para armazenagem de grãos – conhecidos como silo bolsas – no Agronegócio. Com isso, espera-se que a solução de plástico reciclado para este mercado esteja disponível no Brasil até o final de 2022. As demais iniciativas da parceria envolvem a utilização de matérias-primas de fonte renovável e/ou reciclada, usando o conceito de balanço de massa e a otimização logística das operações.

“É oportuno reforçar a relevância da fomentação deste grupo de trabalho, pois ambas as companhias, Braskem e BASF, compreendem a importância e a necessidade da busca pelo desenvolvimento de soluções sustentáveis na indústria química e do plástico. É fundamental que exista uma readequação não apenas do nosso setor, mas da indústria e do mercado de modo geral, visando à diminuição do impacto das ações e processos no meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é um objetivo atrelado à estratégia de negócios, então temos como propósito adotar uma série de iniciativas que contemplam práticas mais sustentáveis nos nossos processos produtivos e na cadeia de valor para a sociedade” afirma Roberto Simões, CEO da Braskem.

“O propósito dessa parceria é identificar sinergias entre as empresas para juntos potencializarmos as ações de economia circular, tema transversal para nós, da BASF, que tem em seu propósito a sustentabilidade, entregando soluções inovadoras para nossos clientes e parceiros”, afirma Manfredo Rübens, presidente da BASF América do Sul. “Temos por exemplo produtos da linha B-Cycle que garantem uma melhor qualidade da reciclagem do material plástico, permitindo que ele retorne mais de uma vez ao uso”, complementa o executivo. Há a expectativa do mercado de reciclagem mecânica triplicar até 2030. Outras oportunidades de parcerias devem surgir com o engajamento das equipes.

As companhias estão comprometidas com a transformação da economia linear para um modelo circular, destacando a participação global na AEPW – Alliance to End Plastic Waste, na busca por soluções que reduzam e evitem a poluição ambiental por resíduos plásticos.

A Braskem assumiu em 2018 um compromisso em prol da economia circular, na qual as necessidades da sociedade são atendidas por materiais, processos e sistemas mais sustentáveis. A companhia busca, até 2025, incluir 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado em seu portfólio, além de tornar-se uma empresa carbono neutro até 2050.

Por sua vez, a BASF, que tem a sustentabilidade como um dos seus pilares estratégicos, anunciou em 2021 novas metas globais em direção à neutralidade climática: prevê reduzir em 25% suas emissões mundiais de gases de efeito estufa até 2030 (tomando como base o ano de 2018) e zerar suas emissões líquidas de CO2, globalmente, até 2050. Para conquistar esses resultados, a BASF planeja investir, aproximadamente, € 1 bilhão até 2025 e entre € 2 bilhões e € 3 bilhões, até 2030.

A BASF, empresa alemã e líder mundial na área Química, comemora em 2021, 110 anos de presença no Brasil, contando com 8 unidades fabris no País. Do total de mais de 110 mil colaboradores da BASF no mundo, 5.850 deles na América do Sul, sendo 4.215 no Brasil. O portfólio da empresa está organizado em seis segmentos: Químicos, Materiais, Soluções Industriais, Tecnologias de Superfície, Nutrição & Cuidados e Soluções Agrícolas. A BASF gerou vendas de € 59 bilhões em 2020 e investiu cerca de € 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e soluções

Contando com 8 mil integrantes, a Braskem possui um portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. Com 40 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 58,5 bilhões (US$ 11,3 bilhões), a companhia exporta seus produtos para Clientes em mais de 100 países.

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Movimento Plástico Transforma firma parceria com o Grupo Muda para estimular o descarte seletivo

22/11/2021

O Movimento Plástico Transforma e o Grupo Muda fecharam parceria com o objetivo de levar educação ambiental e implementar soluções para o descarte seletivo a moradores de um condomínio residencial na Zona Leste da cidade de São Paulo. A iniciativa beneficiará 200 apartamentos, em 9 blocos, e aproximadamente 800 moradores do condomínio Páteo Andaluz, em São Miguel Paulista. A expectativa é recolher 80m3 por mês.

Por meio do programa “Adote um condomínio”, idealizado pelo Grupo Muda, foi implementado um modelo de operação para efetivar o descarte seletivo de forma individualizada e focalizada na comunicação e na educação ambiental. Juntos, o Movimento e o Instituto são responsáveis pelo treinamento dos prestadores de serviços e condôminos, comunicação voltada para a consciência ambiental, adequação da infraestrutura, com a instalação dos contêineres e coleta dos resíduos. A Cooperativa Central Tietê é quem recebe os resíduos e pode, a partir disso, ampliar a geração de renda dos cooperados.

O Movimento e o Muda realizaram webinares para capacitação e treinamento de funcionários e moradores, além do encontro presencial no dia da inauguração da ação no condomínio, para tirar dúvidas sobre o descarte correto dos resíduos recicláveis, orgânicos e dos recicláveis especiais. “É muito comum, principalmente no início do processo, que os moradores tragam dúvidas simples sobre o que pode e o que não pode ser reciclado, bem como os meios corretos para o descarte dos resíduos – como o cuidado na hora de separar eletrônicos e óleo, por exemplo”, explica Alexandre Furlan CEO do Grupo Muda.

“Está no DNA do Movimento do Plástico Transforma ações que estimulem a educação e a conscientização sobre a importância do descarte correto dos resíduos plásticos e de outros materiais. Nossa expectativa é estimular os moradores a criar essa consciência ambiental, participar ativamente da iniciativa e compartilhar com seus amigos e familiares a experiência, ampliando o esforço e os resultados”, conta Simone Carvalho, uma das coordenadoras do Movimento Plástico Transforma.

Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma tem como objetivo promover conteúdo e ações educativas sobre o uso do plástico. Além do site, em que é possível encontrar conceitos importantes sobre aplicações, reutilização, descarte correto e reciclagem do plástico, o Movimento é responsável por diversos projetos voltados à sociedade. A iniciativa é uma ação do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico – fruto da parceria entre a ABIPLAST e a Braskem.

O Grupo Muda é uma empresa que atua desde 2009 com o objetivo de promover práticas sustentáveis nos condomínios residenciais da cidade de São Paulo, por meio da gestão de resíduos e da obtenção de benefícios sociais, ambientais e econômicos para toda a sociedade. Nesse período, implantou a coleta seletiva em 500 condomínios da capital paulista, atingindo mais de 250 mil moradores e 80 mil funcionários dos condomínios. Por mês, destina corretamente mais de 500 toneladas mensais de materiais recicláveis às cooperativas.

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Unipac anuncia metas alinhadas aos objetivos globais de sustentabilidade

16/11/2021

Empresa adota estratégias alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e reforça o conceito de economia circular em todo o ciclo de vida de seus produtos

A Unipac, empresa atuante no segmento de transformação de plásticos, vem dando ênfase aos aspectos de sustentabilidade em suas operações. Segundo a empresa, adotar a sustentabilidade como estratégia significa manter uma atuação responsável em todas as fases de suas atividades – administração, fabricação e logística -, para a redução dos impactos no meio ambiente e na sociedade.

A empresa afirma atuar em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da Organização das Nações Unidas, compostos por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030. Com causas alinhadas aos ODS 9, 12 e 13, a empresa adotou a construção de infraestruturas, padrões de produção e de consumo sustentáveis e medidas para combater a mudança climática e seus impactos.

Como parte da estratégia, a Unipac está incorporando os princípios do ESG (Environmental, Social and Governance) em suas operações e construindo estratégias e metas de longo prazo que serão essenciais para a perenidade dos negócios. Além disso, adotou indicadores e relatórios de sustentabilidade corporativa. A mensuração do desempenho das ações favorece a transparência e a confiança nas relações com os diversos públicos envolvidos em seus negócios: acionistas, órgãos governamentais, clientes, fornecedores e a sociedade em geral.

Pilares de sustentabilidade

As diversas iniciativas próprias e em parceria vão desde utilização de materiais de origem não fóssil até a logística reversa, consolidando uma área totalmente voltada à gestão da estratégia de circularidade, baseada em quatro pilares de sustentabilidade. O primeiro pilar prioriza processos mais limpos e conta com a implantação de novas tecnologias que reduzem o consumo de energia, emissões de resíduos e GEE (gases do efeito estufa), entre outras iniciativas.

O segundo tem como foco a evolução do portfólio de produtos mais sustentáveis. Dentro desse pilar, a Unipac promoveu novos modelos de negócios circulares e de logística reversa de seus produtos, o desenvolvimento de produtos com materiais reciclados e também de fonte renovável, bem como a transformação digital que conecta seus produtos aos usuários.

A terceira frente busca a expansão dos negócios dentro de uma cadeia de valor mais sustentável junto a fornecedores e clientes, promovendo a reutilização sempre que possível, mas também buscando um processo de compra que reduza o consumo de materiais indiretos – papelão, saco plásticos, paletes e etc.

Por fim, como quarto pilar vem o trabalho contínuo de conscientização dos colaboradores no que diz respeito à utilização correta dos materiais e insumos, separação e coleta seletiva. As iniciativas contínuas fazem parte do sistema de gestão ambiental e favorecem a manutenção do certificado ISO 14001:2015.

Metas e métodos

A Unipac tem como meta, até 2023, reduzir em 10% as emissões de CO2, o consumo de energia elétrica e de água e a geração de resíduos. Para isso, a empresa afirma que estar investindo num parque de máquinas com tecnologias e equipamentos de menor consumo energético; no uso de iluminação a LED; na aplicação de métodos e processos para menor geração de sucatas, sobras e perdas; na elaboração de produtos mais leves – a exemplo dos tanques de combustível e embalagens para envase de defensivos agrícolas – e no maior uso de resinas recicladas, com o reaproveitamento quase total das sobras da produção.

Os esforços para alcançar as metas incluem ainda o reúso da água e tratamento de efluentes e resíduos. Cerca de 30 m³ de água são tratados diariamente, correspondendo a 15,4% da água subterrânea retirada mensalmente. Já para a coleta de resíduos, segue a prática da metodologia 5S: economia, organização, limpeza, higiene e disciplina.

Inovação em várias frentes

Outra iniciativa que se destaca é o modelo de economia circular e de logística reversa, que prolonga o tempo de utilização dos produtos. Exemplo disso, segundo a empresa, é a linha de embalagens plásticas colapsáveis Caixa Móbil, para logística e transporte de peças, que utiliza resina reciclada na sua composição e que, por meio dos serviços de manutenção oferecidos pela Unipac, possibilita o reparo das caixas danificadas, evitando o descarte e custos desnecessários. Ao final de sua vida útil, a caixa é recomprada pela empresa, que se responsabiliza pela destinação correta de seus resíduos.

As iniciativas passam, ainda, pela oferta de veículos elétricos industriais, que utilizam energia limpa e que, além de possibilitar a emissão zero de poluentes, diminuem o nível de ruídos; e os projetos in house, instalações de unidades produtivas de embalagens da Unipac próxima à linha de envase de indústrias de diferentes setores, algo que elimina, por exemplo, a movimentação de caminhões, reduzindo a emissão de CO2 na atmosfera.

“Oferecemos propostas de valor diferenciadas e mantemos o nosso compromisso com a responsabilidade socioambiental. Ao anunciar nossas iniciativas e pilares, pretendemos influenciar, de forma positiva, fornecedores, clientes e demais públicos envolvidos nos mercados nos quais atuamos. Além disso, estendemos as ações à conscientização dos colaboradores quanto ao uso dos materiais e insumos, separação e coleta seletiva, contribuindo positivamente com o ecossistema do qual fazemos parte”, comenta Mauro Fernandes, diretor comercial da Unipac.

Com 45 anos em 2021, a Unipac atua nos segmentos automotivo, de defensivos agrícolas, logístico, entre outros. Executa seis tipos de processos de transformação em suas unidades produtivas – sopro, injeção, injeção estrutural, extrusão de chapas, termoformagem e rotomoldagem – que estão instaladas em Pompeia (matriz) e Limeira (filial), ambas em São Paulo, e nos sites de seus clientes, por meio do modelo in house, nas cidades de Regente Feijó/SP, Paulínia/SP e Maracanaú/CE. Possui em torno de 1.000 colaboradores. A empresa conta com uma área voltada à inovação e um moderno centro de pesquisa de engenharia em materiais e processos. Além disso, investe em programas e parcerias com outros Centros de Pesquisa e de Inovação. A Unipac mantém uma ferramentaria para a produção de moldes para os vários processos de transformação. A Unipac é uma das unidades de negócio do Grupo Jacto, composto por importantes empresas que atuam nos segmentos agrícola, tecnologia de aplicação de polímeros (automotivo, embalagens e logística), transporte, equipamentos para serviços de limpeza e higienização, e soluções para a área médica. Fundado em 1948 e presente nos cinco continentes, o Grupo é 100% nacional.

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Cidade do México inaugura maior Estação de Transferência e Triagem de RSU no País com planta fornecida pela Stadler

20/09/2021

A Estação de Transferência e Triagem de Azcapotzalco, a maior e mais moderna da América Latina, abriu suas portas na Cidade do México (CDMX). Com esta unidade, a prefeitura é a primeira do país a avançar no tratamento dos resíduos urbanos com base no conceito de economia circular – um dos objetivos prioritários da atual gestão.

A Stadler forneceu tecnologia de ponta para atingir esse marco. Natalya Duarte, Diretora de Vendas para o México na Stadler, afirma: “Gostaríamos de agradecer à Cidade do México por nos permitir dar nossa contribuição e participar do grande desafio de reduzir o desperdício na Cidade do México, uma das megacidades mais populosas do mundo, onde mais de 12.000 toneladas de resíduos são geradas todos os dias”. Assim, a prefeitura estabelece as bases para o cumprimento de sua responsabilidade ambiental, reconhecendo a importância do cumprimento dos acordos internacionais e a necessidade de aplicação dos princípios da economia circular.

Natalya Duarte, diretora de vendas da Stadler no México

É a primeira usina automatizada de propriedade do governo do país para a separação e tratamento de resíduos sólidos urbanos. A unidade de 11.000 m2 separa papel, papelão, embalagens multicamadas, PET e HDPE, sacolas e filmes plásticos, latas de alumínio, sacolas metalizadas, tecidos, vidro e outros metais. A usina foi comissionada em maio de 2021. Ela opera em conjunto com uma estação de transferência para processar cerca de 1.000 toneladas por dia de resíduos dos municípios de Cuauhtémoc, Gustavo A. Madero, Miguel Hidalgo e Azcapotzalco, e terá capacidade para receber até 1.400 toneladas de resíduos por dia. Seu funcionamento vai gerar 404 empregos.

A instalação é administrada pela Pro Ambiente, uma subsidiária da CEMEX, que tem mais de 25 anos de experiência na gestão de resíduos e na operação de fábricas para a seleção e recuperação de combustíveis derivados de resíduos. “Temos orgulho de participar desse novo projeto, que está alinhado aos nossos objetivos de sustentabilidade e redução de emissões. Estamos preparados para operar essa planta sob um modelo que garanta, antes de mais nada, a segurança de todos os nossos colaboradores, a continuidade operacional por meio de programas de manutenção e produção com padrões internacionais e a qualidade de triagem, a fim de garantir um maior aproveitamento dos resíduos gerados na Cidade do México”, afirma José Guillermo Díaz, gerente de tecnologia e combustíveis alternativos da CEMEX.

Cerimônia de inauguração

A usina foi inaugurada oficialmente no domingo, 25 de julho, em um evento que contou com a presença de personalidades da cena política, entre elas Claudia Sheinbaum Pardo, Chefe de Governo da CDMX; Jesús Antonio Esteva Medina, Secretário de Obras da CDMX; Marina Robles García, chefe da SEMADET da CDMX; Vidal Llerenas Morales, prefeito de Azcapotzalco; e Gautier Mignot, Embaixador da Delegação da UE no México.

Na sequência de seu discurso sobre a importância da implementação da unidade, Claudia Sheinbaum apertou o botão que ligou a planta, cumprindo o plano definido em sua agenda de avançar para uma economia circular.

“Em vez de dirigir caminhões para despejar resíduos e lixo em aterros, estamos separando tudo. Além disso, a reciclagem é usada para produzir outros produtos. Isso se chama economia circular na Cidade do México. Vamos nos orgulhar desta planta de triagem de resíduos sólidos, a mais moderna da América Latina – aqui na Cidade do México “, disse Claudia Sheinbaum durante o evento de inauguração.

Equilíbrio entre automação e mão de obra

O uso de tratamento mecânico entre a transferência e a disposição final foi um primeiro passo fundamental e natural no programa de “desperdício zero” da atual administração da Cidade do México. O objetivo era capturar e separar todas as embalagens recicláveis dentro da própria estação de transferência.

“A inovadora tecnologia de triagem da Stadler faz sentido tanto pela eficiência alcançada no processo de recuperação quanto pelo alto grau de pureza dos materiais obtidos. Ela profissionaliza e industrializa este processo de gestão de resíduos, proporcionando aos classificadores manuais condições de trabalho comparáveis às de qualquer planta de primeiro mundo. Vale ressaltar que a automação não desloca recursos humanos. É possível conseguir um equilíbrio perfeito entre os dois, o que é fundamental para o mercado mexicano. Demonstramos claramente que isso é possível neste projeto na Cidade do México, onde o equilíbrio entre tecnologia e recursos humanos melhora os números do ponto de vista da administração pública e otimiza o custo operacional desse tipo de usina de reciclagem”, afirma Natalya Duarte.

Stadler: tecnologia voltada para a economia circular

A confiança que o governo depositou na Stadler foi desenvolvida através de um processo licitatório com a participação de acadêmicos e especialistas a nível nacional, bem como de instituições e ministérios envolvidos na legislação e fiscalização do correto tratamento do RSU. Segundo a empresa alemã, o resultado de uma análise detalhada feita por um comitê de especialistas, com base em uma caracterização de resíduos realizada pela UAM, levou à conclusão de que a tecnologia da Stadler, adaptada às necessidades locais e aos requisitos específicos, proporciona um tratamento mecânico que cumpre elevados padrões de qualidade e eficiência e se baseia nos princípios da sustentabilidade e da economia circular.

A Stadler é líder mundial em usinas de RSU e está presente no México por meio de 4 importantes projetos de separação de resíduos para a reciclagem: em Cuautla de Morelos (OFMRS), em Chihuahua, em San Luis Potosi e agora em Azcapotzalco. Três desses projetos foram totalmente concluídos e o restante será inaugurado em breve.

Orgulhosa pela participação da Stadler no projeto, Natalya Duarte diz que esta planta é especial por vários motivos: “A tecnologia de classificação inovadora nos permite passar de um processo de triagem mais manual para um processo automático, o qual garante maior eficiência de recuperação e pureza do material. Isso resulta em materiais recicláveis de maior valor. O processo de reciclagem também é profissionalizado e industrializado, encontrando o equilíbrio certo entre tecnologia e controle de qualidade manual. Além disso, a planta opera sob critérios de eficiência e sustentabilidade totalmente novos no país, e vê a inovação tecnológica como uma ferramenta fundamental no cuidado com o meio ambiente”.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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BASF conclui compra de 49,5% do parque eólico offshore no Mar do Norte holandês

02/09/2021

  • Aprovação de todas as autoridades relevantes já recebidas
  • As obras no Mar do Norte já começaram
  • Fornecimento de energia para tecnologias de baixa emissão com início em 2023

Após a aprovação de todas as autoridades relevantes, a BASF concluiu com sucesso hoje, 01/09/2021, a compra de 49,5% do parque eólico offshore Hollandse Kust Zuid da Vattenfall. O fechamento da transação, originalmente previsto para o quarto trimestre de 2021, foi concluído antes do planejado.

De acordo com o acordo que a BASF e a Vattenfall assinaram em junho de 2021, o preço de compra chega a € 300 milhões. Incluindo a contribuição da BASF para financiar a construção do parque eólico, o compromisso total da BASF chega a cerca de € 1,6 bilhão. A BASF pretende reduzir seu investimento vendendo ações para um co-investidor financeiro; o processo respectivo já foi iniciado.

As obras de construção do parque eólico no Mar do Norte holandês começaram em julho de 2021. O parque eólico offshore não conta com subsídios e deverá estar totalmente operacional em 2023. Nessa época, será o maior parque eólico offshore do mundo, com 140 turbinas e uma total capacidade instalada de 1,5 gigawatts. A eletricidade do parque eólico permitirá à BASF implementar tecnologias inovadoras de baixa emissão em vários de suas instalações de produção na Europa. Outra parte significativa da produção de eletricidade é reservada para os clientes holandeses da Vattenfall.

O complexo químico da BASF em Antuérpia (Bélgica) se beneficiará da energia renovável em uma extensão significativa. A unidade da BASF em Antuérpia é a maior unidade de produção de produtos químicos na Bélgica e a segunda maior unidade do Grupo BASF em todo o mundo.

O esquema de fornecimento para outras unidades da BASF na Europa dependerá do desenvolvimento do respectivo regulamento para energia renovável. O parque eólico também ajudará a Holanda a atingir sua meta de geração de energia renovável e metas de redução de gases de efeito estufa. A BASF tem mais de 1.500 funcionários na Holanda que desenvolvem, produzem e vendem produtos para muitos setores em vários locais.

“Este parque eólico será um importante alicerce para fornecer eletricidade renovável ao nosso site de Antuérpia e outros sites europeus. É o primeiro grande investimento da BASF em instalações para energia renovável. Com este investimento, estamos garantindo volumes significativos de eletricidade de fontes renováveis ​​para a BASF, que é um elemento-chave de nossa transformação em direção à neutralidade climática ”, disse o Dr. Martin Brudermüller, Presidente do Conselho de Diretores Executivos da BASF SE.

“A Vattenfall e a BASF compartilham um objetivo comum de eliminar gradualmente as emissões de gases de efeito estufa de nossas operações. Com esta cooperação, a Vattenfall prova mais uma vez que as parcerias com as indústrias são um elemento chave para acelerar a transição energética europeia entre os vários setores da economia. Estou particularmente orgulhosa de podermos fazer isso e, ao mesmo tempo, garantir o fornecimento de eletricidade livre de recursos fósseis aos nossos clientes holandeses ”, disse Anna Borg, presidente e CEO da Vattenfall.

A Vattenfall afirma ter como missão permitir uma vida livre de combustíveis fósseis em uma geração. Para atingir esse objetivo, a empresa investe fortemente em energias renováveis. A energia eólica offshore desempenha um papel importante no alcance de seus objetivos. Uma pedra angular da estratégia de crescimento da Vattenfall é procurar parceiros para equilibrar os custos de investimento significativos de seus ativos futuros. Investidores fortes apoiarão a Vattenfall para acelerar e impulsionar a transformação do cenário energético, uma vez que abrirá espaço financeiro para novos investimentos em energias renováveis ​​e descarbonização.

A BASF pretende reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 25% até o ano 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050. Uma importante alavanca para reduzir ainda mais as emissões é substituir a eletricidade de base fóssil por eletricidade livre de recursos fósseis. A BASF garantirá o suprimento das quantidades necessárias de energia renovável por meio de uma abordagem “fazer e comprar”. Isso inclui a intenção de trazer co-investidores financeiros para este projeto, permitindo um uso eficiente do capital.

A BASF está trabalhando na ampliação de tecnologias de baixa emissão para dimensões industriais. Após 2030, a BASF espera implementar tecnologias tais como processos livres de CO2 para a produção de hidrogênio e crackers a vapor aquecidos eletricamente, o que aumentará significativamente a demanda da BASF por energia renovável. Os crackers a vapor desempenham um papel central na produção de produtos químicos básicos e requerem uma quantidade significativa de energia para quebrar os hidrocarbonetos, sob altas temperaturas e pressão, em olefinas e aromáticos. Os parques eólicos offshore podem desempenhar um papel fundamental no fornecimento das quantidades necessárias de energia renovável.

“Vattenfall e BASF são parceiros de longa data. Com este projecto verdadeiramente europeu damos mais um passo no reforço da nossa parceria. Juntos, faremos um impacto positivo no clima, em nossos negócios e continuaremos a buscar oportunidades futuras de cooperação ”, disseram Borg e Brudermüller.

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Firjan: uso do hidrogênio como energia pode impulsionar investimentos no Rio de Janeiro

29/08/2021

O cenário mundial do uso do hidrogênio (H2) como energia, que prevê investimentos de US$ 500 bilhões até 2030, e o conjunto de oportunidades que o desenvolvimento dessa tecnologia representa para o Brasil e para o estado do Rio foram debatidos na segunda Websérie Novas Energias, organizada pela Firjan, no início deste mês. O H2 poderá trazer investimentos para o Rio, como no Porto do Açu, em São João da Barra, que negocia a instalação de usinas no local.

“É uma oportunidade única de discutir o tema de extrema relevância para a indústria e sua competitividade internacional. União Europeia e EUA têm metas ambiciosas de redução de emissão de carbono até 2050 e vão recorrer ao hidrogênio”, analisou Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional e um dos mediadores da série “Rotas de Hidrogênio: energia do futuro e oportunidades para o Rio”.

No país, os projetos de hidrogênio verde somam US$ 22 bilhões. O Porto do Açu aposta nessa produção, utilizando água e usinas eólica e solar que devem ser instaladas na área. “Abre um leque de opções de produção de baixo carbono, também com o uso da amônia, que tem maior potencial de transporte do hidrogênio. Estamos participando desse desenvolvimento da tecnologia e do mercado”, explicou Filipe Segantine, gerente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis no Porto do Açu.

“A demanda por hidrogênio verde tem a ver com a descarbonização, com o compromisso mundial de conter o crescimento da temperatura global em 1,5 grau. O H2 vai transformar o mercado de energia mundial. Até 2025, os países que representam 80% do PIB mundial terão suas estratégias de hidrogênio definidas. A Alemanha definiu que vai descarbonizar sua economia até 2050 e, para isso, precisa importar 90% de H2. Com esse objetivo, dedica recursos para fomentar a economia de hidrogênio no Brasil e em outros países. Mais de 60% das empresas alemãs com tecnologia nessa área têm subsidiárias no Brasil”, destacou Ansgar Pinkowski, gerente de Inovação e Sustentabilidade na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio).

“O Ministério de Minas e Energia (MME) vai lançar o Programa Nacional de Hidrogênio, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e que tem sua minuta sendo avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética do Ministério. O H2 foi introduzido como um dos temas prioritários de pesquisa e desenvolvimento”, adiantou Luciano Basto Oliveira, consultor técnico na EPE, do MME. A nota técnica de fevereiro de 2021 da EPE já mostra o panorama desse mercado, seus desafios e oportunidades.

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ONG transforma lixo marinho em objetos plásticos

19/06/2021

Coleta de lixo marinho se transforma em objetos como bancos de praça, brinquedos e quilhas de pranchas de surf

A ECO Local Brasil é uma instituição que tem como objetivo mitigar os impactos causados pelo descarte indevido dos resíduos plásticos no meio ambiente. Desde 2002, a organização não governamental (ONG) é responsável por ativações ambientais de limpeza de praia, principalmente no litoral Sul e Sudeste do Brasil.

Até agora, a ECO Local Brasil já transformou mais de 70 toneladas de plástico por meio de logística reversa, realizando centenas de ações, entre coleta de resíduos nas praias, visitas a escolas para conscientização dos alunos e doação de objetos feitos com a matéria-prima reciclada – como quilhas de surf e brinquedos. Para isso, a organização também conta com uma rede de projetos parceiros em todo o litoral Sul e Sudeste. Eles enviam os resíduos para a instituição, que os devolve em forma de matéria-prima transformada. “O que nós entendemos, como ONG, é que não basta ficar apontando para o problema. É preciso também chegar com a solução. Por isso a gente encabeçou essa responsabilidade”, conta o fundador da ONG, Filipe Oliveira. “Nós entendemos que seria importante também sermos responsáveis pelo transporte e por dar um destino final àquilo que a gente coleta”.

Após 16 anos de atuação, em 2018, seus participantes entenderam que não bastava recolher, era preciso também tratar. Então, a ONG se reorganizou e criou também uma empresa na área de prestação de serviços para fazer o gerenciamento do material por categorias. O plástico retirado das ações ambientais é transformado em pellets (grânulos) sustentáveis, com os quais as indústrias transformadoras fabricam novos produtos plásticos. A empresa também produz seus próprios objetos, que vão desde bancos de praça e lixeiras até quilhas para pranchas de surf.

Reciclagem em números

Em 2019, o Brasil reciclou 838 mil toneladas de plástico, um aumento de 10% em relação a 2018, segundo dados da pesquisa da reciclagem do Plástico, realizada anualmente pelo PICPlast. O estudo também mostra diminuição de 15,1% nas perdas do processo de reciclagem. Ainda que o país tenha avançado na reciclagem, há muito a ser feito.

O Movimento Plástico Transforma, que tem como objetivo reforçar conceitos como consumo consciente, destinação correta dos resíduos, reciclagem de plásticos pós-consumo e transformação em novos produtos, avalia que é necessária uma adaptação da indústria e dos consumidores à nova realidade. Segundo a instituição, a pesquisa demonstra que os principais motivos de perda no processo da reciclagem são de contaminação da sucata por descuido no descarte e, também, por triagem desqualificada. Cerca de 45% dos materiais coletados são PET, material reciclável.

Ainda que grande parte dos resíduos plásticos descartados incorretamente no meio ambiente seja de produtos finais, como embalagens, a perda dos pellets pela indústria do plástico também é uma fonte de preocupação. Atenta a isso, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) é licenciadora do Programa Pellet Zero no Brasil, do qual a Braskem é signatária. A iniciativa tem como objetivo prevenir a perda de pellets, matéria-prima usada para fabricar os produtos plásticos. Para o Movimento Plástico Transforma, a iniciativa é importante para mitigar a perda dos pellets no meio ambiente, já que é também responsabilidade da indústria do plástico seguir um cronograma focalizado em conceitos da economia circular. A recuperação desse material não só evita problemas ambientais como pode significar diminuição no custo de sua produção a longo prazo.

Pellets e a mobilização da cadeia do plástico

A Abiplast é licenciadora do Programa Pellet Zero no Brasil desde o fim de 2019. A iniciativa consiste em evitar e conter vazamento de pellets (grânulos plásticos antes da transformação), os quais podem ser levados para córregos, rios e mares. A Braskem é signatária do PPZ pela Plastivida (também licenciadora) e já alcançou a última estrela do programa.

O PPZ-OCS® visa o engajamento de todo o setor dos plásticos em uma ação contínua e eficaz de contenção dos pellets e demais formas de resina, evitando a contaminação dos corpos d’água e, consequentemente, do oceano.

Segundo o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, existem 274 municípios brasileiros ao longo de 8.500 km de costa, . Esses números ilustram o tamanho do desafio do combate ao lixo no mar. Trata-se de um problema complexo, que demanda uma nova postura de todos os setores da sociedade na execução de ações pragmáticas e viáveis.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem e Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais para contribuir com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. Baseado em dois pilares: aumento da competitividade e inovação do setor de transformação e promoção das vantagens do plástico, o PICPlast também conta com investimentos voltados para o reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial.

Em relação à atividade de promoção das vantagens do plástico, as frentes de trabalho são voltadas para reciclagem, estudos técnicos, educação e comunicação, com destaque para o Movimento Plástico Transforma.

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Sidel estabelece metas de redução de carbono

19/06/2021

Em linha com o Acordo de Paris, a Sidel estipulou e se comprometeu com o alvo de redução das emissões de carbono fundamentada na ciência climática através da Science Based Targets initiative (SBTi). Os alvos são a redução de 30% de emissões de CO2 em todas as fábricas e instalações da empresa, e uma redução de 25% de emissões de CO2 nas compras e utilização e dos equipamentos da Sidel até 2030. A filosofia da empresa sobre Responsabilidade Social Corporativa é enfatizada agora no novo Relatório de Sustentabilidade, e a Sidel também está lançando uma nova campanha de comunicação externa, denominada “you’re never alone”.

A Sidel diz que, ao longo de sua história, seus engenheiros e designers tem lançado inovações ecológicas no design de embalagens, equipamentos e serviços com o objetivo de consumir menos recursos. Segundo a empresa, essa experiência preparou o caminho para que ela iniciasse uma maior mudança sustentável dentro da empresa e além.

“Sustentabilidade é o ponto central de tudo o que fazemos e queremos provocar a mudança consciente tanto na indústria como no mercado mais amplo. Nossos compromissos se estendem a todas as fábricas em que a Sidel opera mundialmente, e também através daquilo que entregamos aos nossos clientes e o que adquirimos de nossos fornecedores” afirma Monica Gimre (foto), CEO & Presidente da Sidel. “Sabemos que uma única empresa ou indivíduo não podem viabilizar a transformação sustentável sozinhos. Por isso, a Sidel está em prontidão com as ferramentas que nossos clientes precisam em sua jornada de sustentabilidade. Essa é a nossa mensagem aos nossos clientes: quando se trata de criar um mundo mais limpo e ecológico de modo consciente, you are never alone”, afirma a Sra. Gimre.

A Sidel é uma das líderes no fornecimento de equipamentos e soluções de serviços para o acondicionamento de bebidas, alimentos, produtos para casa e cuidados pessoais em PET, lata, vidro e outros materiais. Contando com mais de 5.500 funcinários ao redor do mundo, A Sidel afirma possuir mais de 40.000 máquinas instaladas em mais de 190 países, com quase 170 anos de experiência.

Mais informações sobre os as metas de sustentabilidade da Sidel:
www.sidel.com/pt/sustainability_vision

Relatório de Sustentabilidade da Sidel: www.sidel.com/pt/sustainability_reports

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Braskem divulga novos compromissos de desenvolvimento sustentável

19/06/2021

A Braskem, alinhada com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU para 2030, assumiu novos compromissos. A empresa estruturou esses compromissos em sete dimensões: saúde e segurança, resultados financeiros e econômicos, eliminação de resíduos plásticos, combate às mudanças climáticas, ecoeficiência operacional, responsabilidade social e direitos humanos e inovação sustentável. Para cada um deles, a Braskem definiu metas e objetivos claros.

“As sete dimensões se conectam e promovem o desenvolvimento sustentável em sua totalidade. São compromissos com as pessoas e com o planeta. A eliminação de resíduos plásticos, a ampliação do portfólio I’m green, a promoção da inclusão, equidade e diversidade, a neutralização das emissões de carbono até 2050 são exemplos de metas que já estamos perseguindo”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em saúde e segurança, a meta da Braskem é zerar as doenças ocupacionais e reduzir pela metade a frequência de acidentes de trabalho. Para isso, contará com ações de educação, gestão de terceiros e desenvolvimento de ferramentas de digital e de indústria 4.0 para melhoria dos aspectos de saúde, segurança e meio ambiente.

Na questão dos resultados financeiros, a Braskem tem como objetivo se colocar entre as melhores do mundo do índice Dow Jones de Desenvolvimento Sustentável, assim como adotar as melhores práticas globais com foco em ESG (sigla em inglês para meio ambiente, saúde e governança). Atualmente, os executivos da companhia, por exemplo, têm metas pessoais vinculadas às metas ESG.

No esforço pela eliminação de resíduos plásticos, a companhia diz que irá ampliar seu portfólio I’m green para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado; e, até 2030, 1 milhão de toneladas desses produtos. Até 2030, vai trabalhar para eliminar que 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos seriam enviados para incineração, aterros, ou depositados no meio ambiente.

No combate às mudanças climáticas, as metas são reduzir em 15% as emissões diretas de gases de efeito estufa até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Essas metas passam por ação de redução de emissões com foco em eficiência energética e o uso de energia renovável nas operações atuais, além da compensação de emissões com investimentos em químicos e polímeros de origem renovável.

Em ecoeficiência operacional, a meta é fazer uma gestão mais eficiente do uso de água, com iniciativas de reuso, e garantir 100% de uso de fontes seguras. Além disso, aumentar a eficiência energética.

Na dimensão responsabilidade social e direitos humanos, as metas são promover o desenvolvimento das comunidades do entorno das plantas industriais, ter mais mulheres em cargos de liderança e mais integrantes negros. Para garantir diversidade, a Braskem vem já adotando práticas como o chamado currículo às cegas, para promover a equidade de oportunidades, e a flexibilização de critérios para a contratação de pessoas, eliminando critérios que criavam barreiras de igualdade de inserção.

Por fim, a dimensão de inovação sustentável prevê aumentar a porcentagem de projetos sustentáveis no portfólio de inovação e tecnologia, alcançando 85% até 2025 e 90% até 2030.

A Braskem afirma ter alcançado 85% dos objetivos estabelecidos no seu primeiro ciclo de melhoria de longo prazo entre 2009 e 2020.

Mais informações no link www.braskem.com.br/macroobjetivos

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Adirplast divulga nota contestando artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo sobre pesquisa relativa ao uso de plásticos por clientes de aplicativos de entrega

21/04/2021

No último dia 09/04, o Jornal O Estado de São Paulo publicou uma reportagem sobre pesquisa feita junto a usuários de aplicativos de entrega de comida que se diziam insatisfeitos com o uso do plástico.

Os dirigentes da Adirplast – Associação dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins – apontam alguns erros nas informações passadas pela matéria. Segundo eles, esses erros levam à manutenção de mitos que contribuem para dificultar ainda mais a implantação de políticas públicas sérias de reciclagem. Alegam os dirigentes que somente essas políticas, juntamente com a educação ambiental da população, podem verdadeiramente evitar que materiais 100% recicláveis, como o plástico, acabem em lixões ou no mar.

Segue abaixo resposta aberta da entidade ao jornal.

Imagem Negativa do Plástico está Atrelada Principalmente à Desinformação

Utensílios plásticos de uso único podem e devem ser reciclados. Demonizar esses produtos não resolve as questões ambientais e ainda pode aumentar o problema, já que o descarte inadequado desses e de outros diversos itens é o que verdadeiramente tem colocado em risco a preservação do meio ambiente

Não foi com surpresa que a Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) recebeu as informações da pesquisa contratada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela organização Oceana; afinal, não é de hoje que o plástico vem sendo apontado como inimigo número um do meio ambiente e, principalmente, como poluente dos oceanos. Os dados da pesquisa em questão foram publicados no dia 09 de abril pelo jornal O Estado de São Paulo, na matéria “Clientes de iFood e UberEats são contra uso de plástico e querem mudanças”.

A falta de informação aprofundada sobre o tema, aliada a dados incompletos ou mesmo errados, é um dos grandes motivos pelos quais muitas pessoas, entidades e governantes trabalham para banir o uso do plástico no mundo. Além disso, também explica por que 72% das 1.000 pessoas que participaram da pesquisa, todas usuárias tanto do iFood quanto do UberEats e de outros aplicativos, disseram que gostariam de receber seus pedidos sem plástico descartável.

A própria matéria do Estadão, por exemplo, ajuda a fortalecer algumas inverdades sobre os itens descartáveis feitos de plástico. Uma delas é que o plástico utilizado nesses produtos está “praticamente no final de sua vida útil”. Isso não é verdade. Os plásticos utilizados para atender aos pedidos de delivery de comida têm totais condições para serem reciclados e voltarem à vida na forma de inúmeros outros produtos, como tubulações elétricas, embalagem de produtos agrícolas e de lubrificantes, vasos de plantas e artigos de construção civil, entre outros tantos produtos. Para tanto, basta que sejam reciclados. E aí está o problema. Nós, como sociedade, não temos feito nossa tarefa de selecionar adequadamente nosso lixo e encaminhá-lo para uma recicladora. Daí, parece mais fácil culpar e banir os itens plásticos do que investir no conceito e conhecimento sobre economia circular.

Outra desinformação da reportagem é de que a maior parte do lixo plástico descartável “vai parar nos oceanos”, embora nenhuma fonte tenha sido apresentada para endossar essa informação. Infelizmente os aterros sanitários ainda são o fim de vida mais comum para o plástico não reciclado no Brasil, embora essa realidade esteja caminhando para um fim de vida mais positivo. Cerca de 23% das 3 milhões de toneladas de embalagens plásticas para alimentos produzidas anualmente no país são recicladas. Isso significa que cerca de 700 mil toneladas desses plásticos já são reutilizadas, ao invés de serem apenas descartados, aponta levantamento do Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida) e da Associação Brasileira da Indústria Plástica (Abiplast).

E esse número só não é maior porque no país as pessoas ainda não separam adequadamente seu lixo. Vale ressaltar que existem atualmente cerca de 200 recicladoras de plásticos do país e muitas delas trabalham aquém de sua capacidade. Além disso, há inúmeros pontos de coleta seletiva em praticamente todos os municípios brasileiros, onde cerca de 1 milhão de pessoas estão envolvidas diretamente na coleta, separação e reciclagem de materiais descartados.

Assim, discutir e promover a correta separação do lixo no Brasil é vital. É preciso que as pessoas aprendam a separar o plástico, além de outros materiais que podem e devem ser reciclados, como também o vidro, os metais e o papel, do lixo orgânico. Essa simples mudança de hábito poderia não apenas evitar a poluição de solo e água por detritos, como também gerar melhoria da qualidade de vida de muitos brasileiros.

Como já ressaltou a Plastivida em outra oportunidade, “o banimento de produtos plásticos não educa a sociedade a consumir conscientemente, sem desperdício”. Além disso, esse tipo de ação também não favorece a reciclagem ou cobra do poder público os investimentos necessários para que seja feita uma “ampliação da capilaridade dos serviços de coleta seletiva para que os recicláveis cheguem às empresas de reciclagem” e de políticas tributárias que incentivem a reciclagem em nosso país. É o material não reutilizado e mal descartado que polui; o plástico é 100% reciclável, basta que as pessoas aprendam a descartá-lo corretamente.

Ponto interessante da pesquisa, no entanto, é que 68% dessas mesmas pessoas que participaram do levantamento disseram achar que recebem embalagens na medida certa. Isso mostra que entre a percepção de que o plástico é um material nocivo ao meio ambiente e a realidade dos benefícios e da praticidade proporcionada por esses produtos, impera a última. O plástico é um material que vem sendo usado pela indústria alimentícia há muitos anos e que ajuda não apenas a conservar os alimentos, mas também evitar que eles sejam contaminados por agentes externos. Outras opções de produtos estão sendo propostas pela indústria, mas resta saber quais são verdadeiramente mais benéficas para o meio ambiente e para o consumidor.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2019. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país.”

Foto: iFood (Portal do Entregador)

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Dia Mundial da Reciclagem – Dow impulsiona projetos para que 1 milhão de toneladas de plástico sejam coletadas, reutilizadas ou recicladas até 2030

21/03/2021

Junto com a cadeia de valor, a Dow está desenvolvendo soluções para que a indústria produza embalagens com menos quantidade de plásticos em suas estruturas e que essas estruturas sejam recicláveis, além do lançamento de sua primeira resina PCR (plástico pós-consumo).

Durante a pandemia da COVID-19, o papel do plástico ganhou evidência tanto em embalagens como em produtos de segurança e de saúde. Segundo dados da Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública), o volume de plástico descartado no Brasil, em 2020, aumentou: foram 13,3 milhões de toneladas – 15% a mais que no ano anterior.

No Dia Mundial da Reciclagem, a Dow enfatizou a importância da colaboração entre empresas, governos, instituições, academia e públicos de interesse para abordar questões relacionadas à gestão de resíduos e ao mercado de reciclagem. Por meio de projetos, parcerias e campanhas, a companhia tem impulsionado frentes de ação para que 1 milhão de toneladas de plástico sejam coletadas, reutilizadas ou recicladas até 2030. O objetivo faz parte do conjunto de Metas de Sustentabilidade da Dow para as próximas décadas. “Queremos agregar valor a esses materiais e diminuir o descarte e o desperdício com ganhos e benefícios sociais, econômicos e ambientais”, enfatiza Tamires Silvestre, Gerente de Sustentabilidade da Dow.

Soluções para indústria da embalagem

Embora as estruturas monomateriais sejam uma tendência no mercado de embalagens, muitas aplicações precisam apresentar diferentes propriedades e necessitam de diferentes tipos de plásticos ou outros materiais para alcançá-las. Para promover e facilitar a reciclabilidade dessas embalagens, a Dow afirma ter desenvolvido um forte portfólio de compatibilizantes que permitem a reciclagem de diferentes materiais combinados em uma mesma estrutura, melhorando a aparência e a processabilidade de filmes reciclados. São exemplos desses materiais: o Retain, um modificador de polímero adicionado no desenvolvimento de embalagens flexíveis multimateriais que antes não podiam ser recicladas e que agora, segundo a Dow, podem entrar em cadeias tradicionais de reciclagem de PE sem prejudicar as características do produto final.

Para alcançar a meta proposta até 2030 e fomentar a circularidade do plástico, a Dow lançou sua primeira resina PCR (pós-consumo reciclado) no Brasil, em parceria com a Boomera LAR, abrindo caminho para o desenvolvimento de soluções recicláveis completas e de alta qualidade para a indústria e o mercado consumidor. Outras parcerias estão em andamento em toda a América Latina para avançar em novos produtos dessa família. “Trabalhamos com o objetivo de reinserir o plástico e outros materiais na cadeia produtiva para fechar o ciclo e promover a nova economia circular, mais inclusiva e sustentável”, explica a executiva da Dow.

Reciclagem – do design à gestão de resíduos

Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), embora o Brasil tenha registrado um aumento de 25 a 30% na coleta de materiais recicláveis durante a pandemia, grande parte desse volume coletado passou a ser encaminhado aos aterros por conta da diminuição da atuação das cooperativas em diversas cidades. O cenário de pandemia colabora para acentuar questões relacionadas à gestão de resíduos não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Na região, um terço de todos os resíduos urbanos gerados ainda acaba em aterros sanitários ou no meio ambiente e apenas 10% de tudo o que é coletado é reaproveitado por meio da reciclagem ou de outras técnicas de recuperação de materiais, segundo dados da Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Outra frente de atuação da Dow são os programas de reciclagem inclusiva desenvolvidos e apoiados pela companhia. O “Reciclagem que Transforma”, projeto piloto desenvolvido em São Paulo, possui planos de expansão para os próximos anos. O apoio à plataforma Latitud R, que coordena projetos de alto impacto econômico relacionados à reciclagem inclusiva e à economia circular na América Latina, é outra importante frente de atuação. Segundo estimativas do Banco Mundial, o mercado de reciclagem proporciona renda para mais de 4 milhões de pessoas e favorece o desenvolvimento sustentável na região.” Com esse apoio, ao lado de outras empresas e instituições, colaboramos de maneira conjunta com nossos projetos e ações em iniciativas que promovem a transição rumo a um novo modelo de economia inclusiva e circular, onde os resíduos se traduzam em valor com ganhos econômicos e sociais para todos”, finaliza Tamires Silvestre.

A Dow possui um portfólio de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones com uma grande variedade de produtos e soluções oferecidos a clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura, mobilidade e cuidados do consumidor. A Dow opera 106 unidades fabris em 31 países e emprega cerca de 35.700 pessoas. Em 2020, gerou aproximadamente US$ 39 bilhões em vendas.

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Resinas da Ineos Composites ajudam construtoras a conquistar a certificação LEED

24/10/2020

  • Produtos são derivados de fontes renováveis e recicláveis
  • Prédios com a certificação LEED tendem a reduzir as despesas com água, luz e manutenção

A construção civil lidera o consumo brasileiro de compósitos e deve seguir aumentando em termos de fatia de mercado, graças à combinação entre a crescente pressão ambiental sobre as construtoras e a disponibilidade de matérias-primas derivadas de fontes renováveis e recicláveis.

Para corresponder ao apelo da sustentabilidade, cada vez mais as construtoras estão buscando conseguir certificações “verdes” para os seus empreendimentos. A mais tradicional é a LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental). A certificação de um edifício conforme as exigências da LEED requer uma pontuação mínima em determinados critérios. Em um deles, segundo a Ineos Composites, os materiais da sua família de resinas Envirez podem contribuir: o de “Materiais e Recursos”. As resinas podem ser usadas na fabricação de fachadas, revestimentos, perfis, pias e assentos sanitários, entre muitas outras aplicações.

“Em peso, o conteúdo de matéria-prima renovável dessas resinas varia de 8% a 22%, enquanto a quantidade de material reciclado pode chegar a 47%. Tais características atendem às exigências de sustentabilidade da LEED”, explica Márcia Cardoso, porta-voz do departamento técnico da Ineos Composites.

Etanol de milho e soja são as fontes renováveis usadas na formulação dessas resinas, enquanto o material reciclado é oriundo de garrafas PET pós-consumo, afirma a Ineos.

Frente aos polímeros derivados totalmente de petróleo, prossegue Márcia, a produção das resinas Envirez apresenta uma redução do consumo de energia de 800 a 3800 BTU/libra (440 a 2100 kcal/kg). “Já as resinas com conteúdo reciclado diminuem em 7000 BTU/libra (3880 kcal/kg) a demanda por energia durante a fabricação”, calcula.

Na prática, isso significa que um fabricante de pias cuja produção anual é de 50 mil unidades – cada uma pesando, em média, 13 kg –, reduz o seu consumo de energia em 300 barris de petróleo, ou 150 toneladas de óleo.

Márcia ressalta que, entre os benefícios econômicos da certificação LEED, os edifícios tendem a apresentar menores despesas com água, energia e manutenção. “Há um movimento global em prol dessa homologação. Nos EUA, por exemplo, todos os prédios governamentais devem ser ter a certificação LEED. Agora, queremos oferecer às construtoras brasileiras opções de materiais que as ajudem a seguir essa tendência”, completa.

A Ineos Composites é uma líder global em resinas termofixas (poliéster insaturado e éster-vinílicas), gelcoats e aditivos low profile para a indústria de compósitos. Seus produtos são largamente consumidos pelos setores de transportes, construção, geração de energia eólica e lazer, entre outros.

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Grupo Solvay e Veolia fazem parceria para renovar o ciclo de vida de baterias de carros elétricos

25/09/2020

Novo consórcio cria um ecossistema de valor para baterias de veículos elétricos e híbridos na Europa, permitindo a reutilização de matérias-primas escassas

25 de setembro de 2020 – O Grupo Solvay e a Veolia estão anunciando parceria em um consórcio de economia circular para oferecer novas soluções que prometem melhor eficiência na recuperação de metais essenciais usados ​​em baterias de íon de lítio de veículos elétricos.

Como o número de veículos elétricos nas estradas deverá saltar de 8 (oito) milhões em 2020 para 116 milhões em 2030, garantir o acesso estável às matérias-primas é um desafio estratégico. Além disso, os materiais usados ​​hoje nas baterias de veículos elétricos nem sempre são recuperados em seu valor máximo.

A Solvay e a Veolia, por meio de sua subsidiária SARP Industries, já estão ativamente envolvidas em discussões com um fabricante de automóveis e produtores de células de bateria para coordenar, colaborar e alavancar as respectivas tecnologias e competências essenciais em cada etapa da cadeia de valor – desde o acesso às matérias-primas da bateria já desgastada pelo tempo de uso até a desmontagem, extração e purificação de metais.

O papel da Solvay neste consórcio é otimizar a extração e purificação de metais críticos, tais como cobalto, níquel e lítio, e transformá-los em matérias-primas de alta pureza para novas baterias, prontas para um novo começo. A Solvay também está presente na cadeia de valor de baterias de veículos elétricos e híbridos, graças aos seus polímeros especiais como aglutinantes e separadores, além de aditivos especiais para eletrólitos.

“Estou realmente entusiasmada com nossa parceria com a Veolia, visando dar à circularidade outro passo significativo em direção a uma mobilidade mais limpa”, explicou a CEO do Grupo Solvay, Ilham Kadri. “Na Solvay, nossas tecnologias darão nova vida às baterias no final de seu ciclo. Nosso know-how único combinando polímeros especiais, compósitos e soluções de mineração com a experiência única da Veolia em gerenciamento de resíduos é uma oportunidade fantástica de construir um ecossistema de bateria mais verde “, acrescentou Ilham Kadri.

Em sua planta de reciclagem, localizada no leste da França, a Veolia já desmonta baterias para veículos elétricos desde 2013. A combinação de processos mecânicos e hidrometalúrgicos permite tratar as células ativas e extrair os metais ativos. Esses metais são então usados ​​pela indústria e transformados em novos materiais.

“A reciclagem de baterias de veículos elétricos e o gerenciamento dos poluentes que contêm são grandes desafios ecológicos e industriais. Em parceria, a Veolia e a Solvay ajudam a desenvolver a cadeia de valor da reciclagem e a produção de matérias-primas estratégicas para a produção de novas baterias. Se hoje os compostos essenciais das baterias são principalmente importados, amanhã serão regenerados na Europa “, afirmou Antoine Frérot, Presidente e CEO da Veolia.

Estabelecer esta parceria é parte integrante das ambições de sustentabilidade do Grupo Solvay e seus compromissos com o Solvay One Planet. Até 2030, a Solvay pretende obter 15% de suas receitas com materiais de base biológica ou reciclados.

Com quase 179.000 funcionários em todo o mundo, o Grupo Veolia projeta e fornece soluções de gestão de água, resíduos e energia que contribuem para o desenvolvimento sustentável de comunidades e indústrias. Por meio de suas três atividades comerciais complementares, a Veolia tem como objetivo desenvolver o acesso aos recursos, preservar os recursos disponíveis e reabastecê-los. Em 2019, o grupo Veolia abasteceu 98 milhões de pessoas com água potável e 67 milhões de pessoas com serviço de esgoto, produziu cerca de 45 milhões de megawatts-hora de energia e tratou 50 milhões de toneladas de resíduos. A Veolia Environnement (listada na Paris Euronext: VIE) registrou receita consolidada de € 27.189 bilhões em 2019 (US $ 29,9 bilhões).

Com 24.100 empregados em 64 países, a Solvay fornecem soluções que podem ser ​​encontrados em residências, alimentos e bens de consumo, aviões, carros, baterias, dispositivos inteligentes, equipamentos de saúde, sistemas de purificação de água e ar. Fundada em 1863, a Solvay obteve vendas líquidas de € 10,2 bilhões em 2019. A Solvay está listada na Euronext Brussels (SOLB) e Paris e nos Estados Unidos, onde ações (SOLVY) são negociadas através de um programa de ADR Nível I. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

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Plástico Sul, Adirplast, Plastivida e IO/USP realizam Webinar “Por um Mar Limpo / Programa Pellet Zero para Transformadores de Plásticos”

09/09/2020

Cadastre-se para o webinar através do link: https://forms.gle/ffRiqQg2BbXLxrqp6

Canudinho biodegradável fabricado com PHA vence Prêmio de Inovação em Bioplásticos da Associação Americana da Indústria do Plástico (PLASTICS)

23/08/2020

Danimer Scientific e Wincup desenvolveram canudo fabricado com bioplástico biodegradável, o primeiro do gênero

A Divisão de Bioplásticos da Plastics Industry Association (PLASTICS) anunciou no dia 20/08 que as empresas Danimer Scientific e a WinCup foram as vencedoras conjuntas do Prêmio 2020 de Inovação em Bioplásticos. Juntas, as duas desenvolveram os primeiros canudos vendidos comercialmente fabricados com polihidroxialcanoato (PHA), um material comprovado como uma alternativa biodegradável confiável em relação ao plástico tradicional.

A WinCup criou os canudos Phade™ usando o PHA da marca Nodax™, da Danimer Scientific, que se degradam completamente sem deixar microplásticos para trás. A demanda do consumidor por produtos plásticos amigáveis ao meio ambiente está crescendo exponencialmente. Os canudos Phade™ foram os primeiros canudinhos de plástico do mercado a atender a essa demanda ecológica sem perder a sensação e a qualidade do plástico. Os canudos e agitadores Phade™ têm propriedades exclusivas que não são sensíveis à temperatura e às condições de transporte em ambientes quentes.

“Estamos honrados em conceder o Prêmio de Inovação em Bioplásticos para a Danimer Scientific e a WinCup, reconhecendo seu trabalho em inovação contínua”, disse Patrick Krieger, Diretor de Sustentabilidade e Materiais da PLASTICS. “Em 2018, a Danimer, junto com a PepsiCo, recebeu reconhecimento por seu saco de chips industrialmente compostável, que buscava fornecer uma solução de fim de vida sustentável para um formato de embalagem de difícil reciclagem. Desde então, eles avançaram muito em sua produção e compostagem com PHA, resultando em um canudo plástico que é biodegradável no meio marinho. Este produto também atende a um princípio maior na indústria de plásticos: solução inovadora de problemas para criar produtos que os consumidores desejam.”

A Danimer Scientific é atua na criação de maneiras mais sustentáveis ​​e naturais de fazer produtos plásticos que são biodegradáveis ​​e compostáveis. As aplicações para seus biopolímeros incluem aditivos, revestimentos aquosos, fibras, filamentos, filmes e artigos moldados por injeção, entre outros. Com sede nos Estados Unidos, a empresa possui 125 patentes em quase 20 países para uma variedade de processos de fabricação e formulações de biopolímeros.

“A inovação é um processo colaborativo e este reconhecimento do nosso trabalho com a WinCup destaca o sucesso que é possível quando os fabricantes de matéria-prima e produto final se associam para trazer novos materiais ao mercado”, disse Scott Tuten, diretor de marketing da Danimer Scientific. “Nosso lançamento do primeiro canudo plástico do gênero, compostável em casa e biodegradável em ambiente marinho, é apenas o começo. Esperamos continuar nossa parceria com a WinCup para fornecer aos consumidores opções confiáveis ​​e sustentáveis ​​para produtos descartáveis.”

A WinCup é uma fabricante líder de artigos de serviço de alimentação descartáveis ​​para viagem com sede nos Estados Unidos.

“Continua a crescer a demanda do consumidor por produtos inovadores que minimizem os impactos ambientais e que, ao mesmo tempo, mantêm um desempenho superior – e nós precisávamos de um material inovador para atender a essa demanda”, disse Brad Laporte, Diretor de Operações da WinCup. “A parceria com a Danimer Scientific para desenvolver canudos e agitadores com base em PHA é um grande passo para mudar o futuro em plásticos descartáveis.”

“As reações de clientes e do mercado ao lançamento deste produto inovador e relevante têm sido extremamente positivas e esperamos uma demanda muito alta pelo Phade nos próximos meses”, disse Michael Winters, presidente da WinCup Foodservice. “Estamos especialmente honrados em ter nosso trabalho reconhecido pela Plastics Industry Association.”

O Prêmio Inovação em Bioplásticos é anunciado anualmente durante a Semana de Bioplásticos da Divisão de Bioplásticos da PLASTICS. Bioplastics Week é uma iniciativa impulsionada por mídia social, criada para aumentar a visibilidade dos bioplásticos e educar as pessoas sobre os muitos benefícios dos bioplásticos.

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