Archive for the ‘Energia Solar’ Category

Covestro na K2002: Plásticos circulares para mercados verdes em crescimento

20/07/2022

Apresentação da Covestro durante a K-Preview 2022. À direita, Dr. Markus Steilemann, CEO da empresa

  • Apresentação definidora de tendências na K 2022 em Düsseldorf, Alemanha
  • Covestro como pioneira em economia circular e neutralidade climática
  • Abordagem global com matérias-primas alternativas, energia renovável e reciclagem inovadora
  • Novo conceito para produtos circulares

Na K 2022, a Covestro apresentará as possibilidades de plásticos particularmente sustentáveis ​​para o mundo e os mercados em crescimento de amanhã. Para isso, a empresa apresentará em breve novos produtos e materiais para muitas áreas-chave que dão suporte à economia circular e à neutralidade climática na maior feira de plásticos do mundo. Nesse sentido, a Covestro se vê como pioneira no setor e está se focalizando principalmente em parcerias criativas e orientadas para o futuro. A mídia internacional agora teve uma prévia da presença da Covestro na feira em Outubro durante uma conferência de imprensa em Düsseldorf, Alemanha.

“A humanidade está enfrentando enormes desafios. Além de crises agudas, precisamos superar desafios de longo prazo, tais como a proteção do clima, da natureza e de recursos e, assim, salvaguardar nossos meios de subsistência”, disse o CEO Dr. Markus Steilemann. “Isso pode ser alcançado se os negócios e a sociedade se orientarem consistentemente em direção à economia circular. Os plásticos são indispensáveis ​​nesta longa jornada e a Covestro está satisfeita em contribuir com novos produtos e materiais particularmente sustentáveis ​​para esse fim, adaptados às necessidades dos clientes de hoje e de amanhã. Junto com nossos parceiros, é assim que pretendemos aproveitar as imensas oportunidades de crescimento sustentável.”

“Crafting Connections With You”

Sob o lema “Crafting Connections With You” (Criando conexões com você), a Covestro pretende estabelecer novas colaborações com clientes e parceiros e reforçar os laços existentes no stand A 75, no Hall 6 da K 2022, entre 19 a 26 de outubro, bem como numa plataforma digital. “A colaboração ao longo das principais cadeias de valor, em particular, é de grande importância para que a visão de uma economia circular completa seja bem-sucedida”, disse a Dra. Andrea Maier-Richter, chefe global da Entidade de Negócios TPU. “Com nossos desenvolvimentos mais sustentáveis, damos suporte a nossos clientes e parceiros para facilitar sua transição para a economia circular e alcançar seus próprios objetivos climáticos”.

Para tornar as soluções circulares no portfólio de produtos ainda mais reconhecíveis para os clientes no futuro, a Covestro desenvolveu o conceito “CQ”. O sufixo de marca significa “Inteligência Circular” e indica a base alternativa de matéria-prima para os produtos da empresa, se esta for de pelo menos 25%. Entre os primeiros produtos “CQ” está o Desmodur®CQ. As espumas de poliuretano à base de Desmodur®CQ são utilizadas, por exemplo, em móveis estofados, colchões e isolamento térmico.

Afastando-se dos recursos fósseis

A Covestro usa principalmente precursores renováveis e resíduos plásticos como matérias-primas alternativas, bem como eletricidade verde. Para atingir sua visão de uma economia circular e atingir suas ambiciosas metas climáticas, a empresa também está se concentrando no fornecimento futuro de hidrogênio “verde” e no desenvolvimento de tecnologias inovadoras de reciclagem.

Todas essas medidas ajudam a conservar os recursos fósseis e evitar emissões de CO2. A longo prazo, a Covestro pretende oferecer todos os seus produtos numa versão climaticamente neutra. Até 2030, a empresa planeja investir cerca de um bilhão de euros em projetos de economia circular. Para atingir emissões líquidas zero, a Covestro também espera investir entre 250 milhões de euros e 600 milhões de euros até 2030.

O plástico de alto desempenho Policarbonato e a importante matéria-prima de poliuretano (PU) metileno difenil diisocianato (MDI) já estão disponíveis em maiores quantidades como produtos neutros para o clima. Assim como a matéria-prima renovável de PU diisocianato de tolueno (TDI), eles são fabricados com matérias-primas renováveis, como biomassa nova e bioresíduos e materiais residuais, que são alocados aos produtos por cálculo usando a abordagem de balanço de massa. De acordo com um modelo de cálculo comum, nenhuma emissão líquida de CO2 é gerada durante a produção, desde o início da produção (berço) até o portão da fábrica.

Para seu próprio suprimento de matéria-prima, a Covestro colabora com vários parceiros industriais que fornecem precursores renováveis, tais como acetona, fenol e benzeno com massas balanceadas. Fornecedores como a Borealis, Total, Mitsui Chemicals e Mitsui & Co. produzem essas matérias-primas em unidades certificadas pelo padrão ISCC PLUS reconhecido internacionalmente. Ao mesmo tempo, a Covestro está gradualmente convertendo suas unidades de produção para este padrão, o que já acontece em Leverkusen, Dormagen, Krefeld-Uerdingen, Antuérpia e Xangai.

Mais recentemente, a Covestro anunciou uma colaboração com a Neste e a empresa petroquímica sul-coreana SK geocentric para fornecer benzeno com massa balanceada para sua produção de MDI na China. O MDI é uma importante matéria-prima para a espuma rígida de PU, que proporciona isolamento eficiente para edifícios e a cadeia de frio. O policarbonato certificado, por sua vez, atua nas indústrias automotiva, elétrica-eletrônica e médica, entre outras. E o TDI é um precursor da espuma flexível de PU, que é usada para fazer colchões e móveis estofados.

A Covestro também assinou contratos com fornecedores de energia como Ørsted, EnBW, ENGIE, Datang Wuzhong New Energy e outros para fornecer eletricidade de fontes renováveis ​​a plantas na Alemanha, Bélgica e China.

Tecnologias inovadoras para reciclagem química

Hermann-Josef Dörholt, chefe global do segmento de materiais de desempenho, enfatizou a grande importância das tecnologias de reciclagem para realmente fechar ciclos: “A Covestro está adotando uma abordagem comprometida aqui: usando várias abordagens, podemos recuperar especificamente as matérias-primas de que precisamos para a produção de nossos plásticos. Além da reciclagem mecânica tradicional de policarbonato e poliuretano termoplástico, estamos focalizndo principalmente na reciclagem química para esse propósito.” O objetivo, diz ele, é reciclar completamente os materiais a fim de economizar matérias-primas fósseis e emissões de CO2, ao mesmo tempo em que se oferece produtos reciclados com qualidade de material virgem.

Como exemplos, Dörholt cita processos inovadores para a reciclagem química de resíduos de espuma de colchão e espuma de PU rígida usada. Em conjunto com parceiros, a Covestro desenvolveu um processo para recuperar quimicamente os dois principais componentes da espuma de colchão de PU: o poliol e o precursor do isocianato TDI utilizado. Os resultados dos testes realizados até o momento são promissores e estão sendo testados em uma planta piloto na unidade de Leverkusen. O projeto agora será estendido ao processamento industrial de espumas flexíveis.

A Covestro também está coordenando o projeto CIRCULAR FOAM da União Européia, que conta com 22 parceiros de nove países, o qual se dedica ao reprocessamento químico de espuma rígida de poliuretano de materiais de isolamento de edifícios e equipamentos de refrigeração usados. Os produtos contribuem de forma importante para a redução das emissões de CO2 e redução do consumo de energia, mas até agora faltam processos de reciclagem e gestão sistemática de resíduos. O projeto visa economizar até um milhão de toneladas de resíduos e 2,9 milhões de toneladas em emissões de CO2 anualmente na Europa até 2040.

A Covestro é um dos principais fabricantes mundiais dos materiais poliméricos Policarbonato e Poliuretanos, além dos seus componentes. Com seus produtos, processos e métodos inovadores, a empresa ajuda a melhorar a sustentabilidade e a qualidade de vida em diversas áreas. A Covestro fornece para clientes no mundo todo em setores-chave como mobilidade, construção e habitação, bem como para o setor elétrico e eletrônico. Além disso, os polímeros da Covestro também são utilizados em setores como esporte e lazer, cosméticos e saúde, além da própria indústria química. A empresa diz que está comprometida em se tornar totalmente circular e está se esforçando para se tornar neutra em relação ao clima até 2035 (escopo 1 e 2). A Covestro gerou vendas de EUR 15,9 bilhões no ano fiscal de 2021. No final de 2021, a empresa tinha 50 unidades de produção em todo o mundo e empregava aproximadamente 17.900 pessoas (calculadas como equivalentes em tempo integral).

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Tecnologia de painéis solares flutuantes potencializa a geração de energia limpa a baixo custo

06/06/2022

Estrutura flutuante produzida com resina da Braskem, permite instalação dos painéis em reservatórios de água, gerando aumento da capacidade de produção; aplicação deve ser impulsionada pela recente aprovação da NR 954

O cenário desafiador enfrentado pelo setor elétrico, provocado pela crise hídrica em diversas regiões do país, vem impulsionando o desenvolvimento de soluções que aplicam novas tecnologias para atender a demanda crescente por energia barata, limpa e de fonte renovável. É o caso do Hydrelio, estrutura flutuante produzida com resina da Braskem, que permite a instalação de painéis solares em reservatórios d’água, como hidrelétricas, proporcionando aumento de sua capacidade produtiva.

Desenvolvida pela Ciel et Terre, empresa francesa especializada na integração de sistemas fotovoltaicos e representada no Brasil pela Ciel et Terre Brasil Manufactoring, a solução é pioneira no mercado mundial para usinas flutuantes de geração solar, sendo composta por painéis fotovoltaicos dispostos sobre flutuadores de polietileno de alta densidade da Braskem. No território brasileiro sua instalação é feita pela empresa Sunlution.

Além de hidrelétricas, os painéis solares sobre flutuadores podem ser instalados em outros tipos de superfícies de água, como lagos industriais e de retenção, reservatórios de irrigação e de água potável, estações de dessalinização e de tratamento de águas, açudes e canais de propriedades agrícolas e pecuárias. Essas aplicações passam a ser favorecidas com a aprovação, em novembro de 2021, da Resolução Normativa ANEEL nº 954 , que regulamenta a implantação de Centrais Geradoras Híbridas e Associadas.

Atenta a esse cenário e buscando apoiar os parceiros no desenvolvimento do mercado nacional, a Braskem trabalhou não só na adequação da resina de polietileno, mas também na identificação de transformadores para a produção dos flutuadores no Brasil e na modelagem dos negócios para o mercado local.

“O papel da Braskem no desenvolvimento desta solução tem sido fundamental. A demanda inicial, que era definir uma resina que atendesse os requisitos técnicos para os flutuadores, tornou-se uma oportunidade de negócio de elevado potencial frente à gama de mercados em que o Hydrelio pode ser viabilizado e empregado”, explica Jorge Alexandre Oliveira Alves da Silva, responsável por Desenvolvimento de Mercado de PE para construção civil e infraestrutura da companhia.

Os resultados desses esforços da Braskem já vêm sendo reconhecidos pelos parceiros, como explica Luiz Piauhylino Filho, sócio-diretor da Sunlution. “Há diversos benefícios expressivos na utilização da tecnologia. Além da potencialização da geração de energia por fonte renovável, quando um painel solar é instalado em uma superfície aquática, ocorre a liberação de terrenos em terra firme, que podem ser ocupados para produção rural agropecuária, por exemplo. A solução também gera redução de custos para ligação com a rede elétrica e envolve uma manutenção mais barata e simples do que os sistemas convencionais”, explica o executivo, ressaltando que o Hydrelio é capaz de reduzir em até 70% a evaporação dos locais onde é instalado, o que inibe a proliferação de algas e micro-organismos que comprometem a qualidade da água.

Caso de sucesso

Uma das empresas que já utilizam o Hydrelio para geração de energia em suas operações é a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras e concessionária de um dos maiores sistemas de geração e transmissão de energia elétrica do Brasil. A instalação de um sistema de energia solar flutuante na usina hidrelétrica que a Chesf possui em Sobradinho (BA) ocorreu em 2018, aumentando a produtividade local, chegando a 1 Megawatt-pico (MWp), afirma a Braskem.

“Apostamos em caminhos inovadores e sustentáveis, tendo o modelo de geração de energia híbrida como forma de potencializar o mercado energético nacional, que vem passando por um período transitório”, explica José Bione de Melo Filho, gerente do Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf”.

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Fortescue e Covestro anunciam planos para acordo de fornecimento de hidrogênio verde

24/01/2022

  • Fortescue Future Industries planeja fornecer hidrogênio verde e seu derivados, incluindo amônia verde, para a Covestro
  • FFI irá fornecer o equivalente a 100 mil toneladas de hidrogênio verde por ano, a partir de 2024

A Fortescue Future Industries (FFI), indústria de energia verde baseada na Austrália, e a Covestro, fabricante global de polímeros, planejam um acordo de longo prazo para o fornecimento de hidrogênio verde e seus derivados, incluindo amônia verde.

De acordo com o Memorando de Entendimento (MoU), a FFI e a Covestro irão formalizar um acordo no qual a FFI irá fornecer o equivalente a até 100 mil toneladas de hidrogênio verde (GH2) por ano.

O acordo permitirá que a Covestro reduza suas emissões de gases de efeito estufa em até 900 mil toneladas de CO2 por ano, com a substituição do hidrogênio cinza e seus derivados pelo H2 verde. Os fornecimentos são destinados a tres possíveis localidades – Ásia, América do Norte e Europa – e poderão ser iniciadas em 2024. A FFI e a Covestro veem o memorando como o primeiro passo rumo a uma parceria estratégica mais ampla para acelerar a transição para uma energia verde, principalmente para as indústrias que consomem muita energia.

O presidente da FFI, Andrew Forrest AO, afirmou: “Essa é uma colaboração pioneira que reforça o poder do hidrogênio verde para acelerar a descarbonização de algumas das indústrias que mais utilizam energia no mundo. A FFI e a Covestro compartilham a visão de que o hidrogênio e a amônia verdes terão papel crucial para que as empresas atinjam seus objetivos climáticos e evitem o aquecimento global. Estamos ansiosos em trabalhar com a Covestro para atender suas demandas de hidrogênio verde, e colaborar com a Alemanha a fim de torná-la líder mundial em descarbonização, hidrogênio e amônia verdes”.

Markus Steilemann, CEO da Covestro, destacou: “Estamos muito felizes pela FFI compartilhar nossa visão de economia circular e estar disposta a tomar medidas corajosas para promover a necessária transição de mercado para o hidrogênio verde. Nossa colaboração com a FFI destaca nossa ambição de pioneirismo na transição rumo à economia circular e a uma produção neutra para o clima. O hidrogênio verde, e seus derivados, tem papel fundamental para a indústria química, tanto como fonte alternativa de matéria-prima quanto de energia limpa. Essa transição será um importante passo em nossos esforços para oferecer produtos mais sustentáveis, que também reduzem a pegada de carbono de nossas indústrias consumidoras”.

A CEO da FFI, Julie Shuttleworth, complementou: “A Covestro é líder global em sua indústria, com seus materiais sendo utilizados em praticamente todas as áreas da vida moderna, incluindo os segmentos automotivo, construção e eletrônico. Essa colaboração reforça a ideia de que o hidrogênio verde é uma solução prática e possível de implementar para uma série de indústrias com dificuldade de descarbonização”.

O hidrogênio verde é fabricado a partir de energia renovável e não produz nenhuma poluição, sendo o vapor d’água o seu único subproduto. O objetivo da FFI é ampliar sua produção de hidrogênio verde para 15 milhões de toneladas, por ano, até 2030, aumentando para 50 milhões de toneladas, por ano, na década seguinte.

A Covestro utiliza o hidrogênio e seus derivados como matéria-prima na produção de seus polímeros. Como parte de uma ampla estratégia de economia circular, a Covestro comprometeu-se com uma transição completa para a utilização de matérias-primas alternativas e energias renováveis. A parceria com a FFI é um importante passo rumo a este objetivo.

A Fortescue Future Industries (FFI) é uma empresa global de energia verde comprometida com a produção de hidrogênio 100% oriundo de fontes renováveis. Segundo a empresa, o hidrogênio verde é a solução prática e possível de se implementar que irá revolucionar a forma como abastecemos nosso planeta, descarbonizando indústrias pesadas e criando empregos no mundo todo. A FFI está estabelecendo um portfólio global de projetos de hidrogênio verde renovável e amônia verde com o objetivo de fornecer 15 milhões de toneladas, por ano, de hidrogênio verde renovável até 2030, aumentando este valor para 50 milhões de toneladas, por ano, na década seguinte.

Com 10,7 bilhões de euros em vendas em 2020, a Covestro é uma das empresas líderes mundiais em polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros e no desenvolvimento de soluções para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana, como a automotiva e de transportes, construção, móveis e processamento de madeira e os segmentos eletroeletrônicos e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. Ao final de 2020, a Covestro tinha 33 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,5 mil pessoas.

Foto: Covestro footage

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Firjan: uso do hidrogênio como energia pode impulsionar investimentos no Rio de Janeiro

29/08/2021

O cenário mundial do uso do hidrogênio (H2) como energia, que prevê investimentos de US$ 500 bilhões até 2030, e o conjunto de oportunidades que o desenvolvimento dessa tecnologia representa para o Brasil e para o estado do Rio foram debatidos na segunda Websérie Novas Energias, organizada pela Firjan, no início deste mês. O H2 poderá trazer investimentos para o Rio, como no Porto do Açu, em São João da Barra, que negocia a instalação de usinas no local.

“É uma oportunidade única de discutir o tema de extrema relevância para a indústria e sua competitividade internacional. União Europeia e EUA têm metas ambiciosas de redução de emissão de carbono até 2050 e vão recorrer ao hidrogênio”, analisou Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional e um dos mediadores da série “Rotas de Hidrogênio: energia do futuro e oportunidades para o Rio”.

No país, os projetos de hidrogênio verde somam US$ 22 bilhões. O Porto do Açu aposta nessa produção, utilizando água e usinas eólica e solar que devem ser instaladas na área. “Abre um leque de opções de produção de baixo carbono, também com o uso da amônia, que tem maior potencial de transporte do hidrogênio. Estamos participando desse desenvolvimento da tecnologia e do mercado”, explicou Filipe Segantine, gerente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis no Porto do Açu.

“A demanda por hidrogênio verde tem a ver com a descarbonização, com o compromisso mundial de conter o crescimento da temperatura global em 1,5 grau. O H2 vai transformar o mercado de energia mundial. Até 2025, os países que representam 80% do PIB mundial terão suas estratégias de hidrogênio definidas. A Alemanha definiu que vai descarbonizar sua economia até 2050 e, para isso, precisa importar 90% de H2. Com esse objetivo, dedica recursos para fomentar a economia de hidrogênio no Brasil e em outros países. Mais de 60% das empresas alemãs com tecnologia nessa área têm subsidiárias no Brasil”, destacou Ansgar Pinkowski, gerente de Inovação e Sustentabilidade na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio).

“O Ministério de Minas e Energia (MME) vai lançar o Programa Nacional de Hidrogênio, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e que tem sua minuta sendo avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética do Ministério. O H2 foi introduzido como um dos temas prioritários de pesquisa e desenvolvimento”, adiantou Luciano Basto Oliveira, consultor técnico na EPE, do MME. A nota técnica de fevereiro de 2021 da EPE já mostra o panorama desse mercado, seus desafios e oportunidades.

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Dow figura com dois projetos brasileiros em ranking do Prêmio LatinoAmérica Verde

21/04/2021

  • Prêmios LatinoAmérica Verde contemplam iniciativas de sustentabilidade mais relevantes em toda a região.
  • Contrato de Compra de Energia solar da Dow com a Atlas Renewable Energy para a unidade de Aratu, na Bahia e Resina PCR HDPE 96032, desenvolvida em parceria com a Boomera LAR, estão entre os 500 melhores projetos sociais e ambientais desenvolvidos na América Latina entre mais de 2,1 mil inscritos.

A Dow foi incluída na seleção entre os melhores projetos do Prêmios LatinoAmérica Verde, considerado um dos mais importantes da região, que reconhece e premia governos, organizações, empresas, microempresas, comunidades e indivíduos que tenham projetos com dados mensuráveis. A Dow foi selecionada com dois projetos brasileiros: o da Resina PCR HDPE 96032 e o contrato de Compra de Energia da Dow com a Atlas Renewable Energy para o consumo de energia solar em Aratu (Bahia).

O Prêmios LatinoAmérica Verde é organizado pela fundação que leva o mesmo nome e foi criado para dar visibilidade às iniciativas sustentáveis regionais. A cada ano, do total de inscritos, 500 projetos são selecionados pela relevância social e ambiental, distribuídos em oito categorias de premiação alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) das Organizações das Nações Unidades (ONU). Esse é o segundo ano consecutivo em que a Dow figura no ranking. Em 2020, o projeto “Reciclagem que Transforma” – parceria da Dow com a Boomera e a Fundación Avina – também foi escolhido pelo prêmio.

Os dois projetos da Dow Brasil foram selecionados entre mais de 2,1 mil inscritos na edição 2021 e se destacaram nas categorias: resíduos/reciclagem e energia/energia limpa. “Esse reconhecimento se consolida como mais um importante passo em nossa jornada para a construção de um mundo mais sustentável e reforça a nossa intenção em prosperar, por meio da colaboração com a cadeia de valor, na busca por soluções inovadoras para proteger o clima e impulsionar a economia circular”, afirma Matias Campodonico, Diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade para a América Latina da Dow.

O projeto brasileiro selecionado entre os classificados na categoria resíduos / reciclagem foi o lançamento e a produção industrial da nova resina PCR da Dow. Em parceria com a Boomera LAR, a Dow iniciou a produção industrial da resina PCR HDPE 96032 no final do ano passado. Feita totalmente a partir de plástico pós-consumo, o produto será, inicialmente, comercializado no Brasil. Mas, em breve, novas resinas semelhantes serão lançadas na Colômbia, México e Argentina, onde já foram anunciadas alianças com parceiros locais. Com a nova resina PCR, a Dow traz para o mercado um produto com qualidade de produção para ser incorporado em diferentes aplicações em embalagens, atendendo às metas de incorporação de conteúdo reciclado dos donos de marca (uma média de 25% até 2025, de acordo com a Fundação Ellen MacArthur).

Para suprir essa produção, a Dow desenvolveu um programa de reciclagem que garante uma fonte de resíduos plásticos consistentes e confiáveis. O piloto desse programa foi desenvolvido em São Paulo, em parceria com a Boomera e a Fundación Avina, e reuniu cinco cooperativas de catadores. Chamado de “Reciclagem que Transforma”, o projeto beneficiou mais de 200 catadores e cerca de 450 famílias, afirma a Dow. No comparativo com o mesmo período do ano de 2018, a ação ampliou a quantidade de resíduos enviados para a reciclagem em 37%, assim como a renda per capita dos catadores em 35%. Com metodologia escalável para implementar projetos semelhantes em outras cooperativas, a Dow tem dado andamento ao programa na América Latina, assim como apoio a outros projetos de reciclagem inclusiva com impacto social e econômico.

O contrato de Compra de Energia (PPA) da Dow com a Atlas Renewable Energy para o consumo de energia solar para a unidade de Aratu, na Bahia, é o projeto brasileiro da Dow classificado na categoria energia/energia limpa. Com duração inicial de 15 anos, o contrato representará um aumento de energia renovável consumida pela fábrica de Aratu, que, segundo a Dow, já utiliza 75% de sua demanda vinda de fontes renováveis (hidrelétrica, biomassa e gás natural). Esse contrato contribui para a meta global da Dow em atender 750 MW de sua demanda de energia por meio de fontes renováveis, até 2025, e a meta global de neutralidade em carbono até 2050.

Para isso, o novo parque de energia solar Jacarandá será construído em Juazeiro, na Bahia, e deverá ter capacidade instalada de 187 megawatts-pico (MWp). Além disso, o parque será equipado com mais de 450 mil módulos, com potência suficiente para atender a uma cidade de 750 mil habitantes. O empreendimento evitará a emissão de aproximadamente 35 mil toneladas de CO2 por ano, com base no GHG (Greenhouse Gases Protocol, metodologia desenvolvida pelo World Resources Institute), estando alinhado com o Inventário Global de Emissões da Dow. O contrato também proporcionará maior competitividade à fábrica da Dow em Aratu, reforçando o posicionamento da unidade fabril na produção de soluções para o negócio de Poliuretanos com matriz mais sustentável de energia renovável.

Além dos benefícios ambientais e de negócios, O PPA gerará empregos para moradores da região de Juazeiro, onde o parque solar será construído. Segundo a Dow, dos 1.200 trabalhadores estimados para essa iniciativa, 70% serão locais e espera-se que haja de três a quatro vezes mais mulheres contratadas do que normalmente ocorre em outros projetos solares do Brasil. O programa de contratação coordenado pela Atlas prevê que preenchimento de 50% dos cargos criados para mulheres sejam de mulheres negras e em diferentes cargos da construção civil, eletricidade e administração.

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Braskem fecha acordo de 20 anos para compra de energia solar

05/07/2020

Parceria com a Canadian Solar viabiliza construção de usina em Minas Gerais e geração de 22 mil MWh por mês, com potencial de evitar a emissão de 500 mil toneladas de CO2 na atmosfera em 20 anos de contrato.

A Braskem anunciou mais um contrato de longo prazo para compra de energia renovável, desta vez com a Canadian Solar Inc., uma das maiores empresas do ramo solar do mundo. O acordo viabiliza a construção de uma usina no Norte de Minas Gerais e garante o fornecimento por 20 anos, de acordo com a estratégia de energia sustentável da companhia e em linha com seus esforços para ampliar o uso de matrizes energéticas limpas e sustentáveis em sua operação.

A usina terá capacidade instalada de 152 MWp, o suficiente para abastecer uma cidade de 430 mil habitantes, afirma a Braskem. As obras para construção estão previstas para começar em 2021 e a energia gerada será utilizada nas unidades industriais da Braskem no Brasil. Por meio do contrato, a companhia estima evitar a emissão de 500 mil toneladas de CO2 na atmosfera ao longo de duas décadas.

De acordo com Gustavo Checcucci, diretor de Energia da Braskem, “a estratégia de energia sustentável da companhia considera a busca constante por oportunidades de agregar valor com a melhoria da eficiência energética e uso das fontes renováveis disponíveis para suprimento das nossas unidades industriais. A possibilidade de contribuir com a construção de um novo parque solar é fator decisivo para garantir competitividad

e ao negócio”. O contrato com a Canadian Solar, assim como os outros recentemente firmados pela companhia para compra e uso de energia renovável, permite contribuir com o avanço deste mercado no Brasil, estimulando outras empresas a seguirem o mesmo caminho.

A parceria da Braskem com a Canadian Solar prevê a utilização de módulos BiHiKu bifaciais, de alta eficiência. “A Canadian Solar estabeleceu uma posição de liderança no mercado solar no Brasil e continua inovando, definindo uma nova tendência. Nós temos a satisfação de nos associar à Braskem para oferecer soluções em energia integrada, desde módulos solares até o desenvolvimento e gerenciamento de projetos e serviços. Temos um compromisso de longo prazo com a energia solar no Brasil, que permanecerá sendo um dos nossos mercados mais importantes”, comenta Shawn Qu, presidente da Canadian Solar.

Compromisso com a energia renovável

Em março deste ano a Braskem anunciou parceria com a multinacional francesa Voltalia para compra de energia solar pelos próximos 20 anos, que viabilizará a construção do complexo solar Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, com capacidade de gerar 270 MW. No final de 2018, a companhia assinou contrato com a EDF Renewable para compra de energia eólica, também por um período de duas décadas. Por meio destes dois acordos, com Voltalia e EDF Renewable, a Braskem estima evitar a emissão de cerca de 455 mil toneladas de CO2.

“A indústria mundial está em plena transformação, do ponto de vista tecnológico e do ponto de vista ambiental. A Braskem sempre esteve na vanguarda destas questões e carregamos em nosso DNA o compromisso com o desenvolvimento sustentável do negócio e das regiões onde estamos presente. Temos como meta seguir avançando na ampliação do nosso portfólio de energia renovável, reforçando nosso papel como referência nacional no tema”, conclui Checcucci.

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Dow anuncia acordo para consumo de energia solar em unidade na Bahia

04/07/2020

  • O PPA (Power Purchase Agreement, acordo de compra de energia elétrica, em português), assinado com a Atlas Renewable Energy, contribui para as metas de sustentabilidade da Dow e no posicionamento almejado como a empresa química com maiores contratos de energia renovável globalmente.
  • O PPA aumentará a competitividade da unidade de Aratu, que produz soluções para o negócio de Poliuretanos da Dow, e está em linha com a estratégia de compra de energia da empresa, focada no fornecimento de energia renovável a custos competitivos, afirma a Dow. Além de energia solar, o complexo fabril de Aratu é suprido também por energia hídrica, biomassa e gás natural.
  • Segundo a Dow, a nova matriz eliminará cerca de 35 mil toneladas de CO2 emitidas por ano na unidade fabril, o que equivale a evitar emissões correspondentes a mais de 36 mil veículos circulando em um ano.

A Dow anunciou em 30 de junho a assinatura de um Contrato de Compra de Energia (PPA – Power Purchase Agreement, em inglês) com a Atlas Renewable Energy, para o consumo de energia solar para a unidade de Aratu, na Bahia. O contrato tem validade de 15 anos e o fornecimento da energia solar ocorrerá por meio da construção da usina Jacarandá, em Juazeiro, na Bahia.

Este acordo está alinhado às novas Metas de Sustentabilidade globais, anunciadas em 17 de junho pela Dow:

  • Proteger o clima: até 2030, a Dow pretende reduzir suas emissões globalmente em 5 milhões de toneladas de CO2 e, até 2050, ser neutra em carbono;
  • Eliminar resíduos: até 2030, a Dow ajudará a eliminar os resíduos, permitindo que 1 milhão de toneladas métricas de plástico sejam coletadas, reutilizadas ou recicladas por meio de suas ações e parcerias diretas;
  • Fechar o ciclo: até 2035, a Dow ajudará a “fechar o ciclo”, fazendo com que 100% dos produtos da companhia vendidos nas aplicações de embalagens sejam reutilizáveis ou recicláveis.

“A Dow tem uma presença sólida no Brasil, que é um país rico em recursos naturais e possui uma matriz de energia mais sustentável, diversificada e econômica. Nosso objetivo com as novas Metas de Sustentabilidade é abordar questões como as mudanças climáticas e os resíduos plásticos, que estão entre os maiores problemas técnicos, sociais e econômicos do mundo, propondo soluções práticas e inteligentes. Como nossos produtos e tecnologia são essenciais para a transição para um mundo de baixo carbono, nós constantemente investimos para garantir que possamos atender à demanda global nos mercados em que atuamos”, afirma Javier Constante, Presidente da Dow na América Latina.

Para Claudia Schaeffer, Diretora Global de Negócios da Dow para Energia e Mudanças Climáticas, “o acordo aumentará a competitividade da unidade de Aratu e está alinhado à estratégia de compra de eletricidade da Dow, focada no fornecimento de energia renovável a custos competitivos. Com o contrato, a empresa terá também direito a emitir Certificados de Energia Renovável. Além de energia solar, o restante da eletricidade consumida na unidade de Aratu vem de uma matriz composta de energia hídrica, biomassa e gás natural.” Após a implementação do projeto, a unidade passa a rodar com 75% de energia mais sustentável.

A Atlas tem um histórico de sucesso focado em projetos de energia renovável na América Latina. Sua plataforma de geração de energia sustentável na região inclui alguns dos melhores projetos de energia solar, com contrato de venda de eletricidade de longo prazo (PPAs de 15 a 30 anos).

Luis Pita, diretor geral da Atlas Renewable Energy no Brasil, lembra que, ao cumprir os pilares sociais, econômicos e ambientais do desenvolvimento sustentável, a energia renovável se firma como principal fonte de energia do século XXI. “Nossa parceria com a Dow para fornecimento de energia mais sustentável em muito nos orgulha, pois reforça nosso compromisso em ajudar grandes consumidores de energia no cumprimento de suas metas e políticas de sustentabilidade. Além disso, o projeto terá impacto positivo nas comunidades próximas à usina, com iniciativas que irão promover o bem-estar ambiental e social da população, em especial das mulheres, graças a um programa desenvolvido para promover igualdade de gênero, ao aprimorar ou criar novas habilidades para elas”, afirma. Com esse programa, a empresa espera contratar de três a quatro vezes mais mulheres do que a força de trabalho feminina normalmente contratada em projetos solares no Brasil.

“Estamos comprometidos com práticas sustentáveis, e a prioridade, como parte de nossa estratégia global, é buscar parceiros que estejam alinhados com nossos pilares”, reforça Claudia Schaeffer. Para a executiva, a Atlas compartilha do compromisso da Dow com a mitigação de carbono e dos princípios de responsabilidade social para as comunidades em que a companhia está presente.

Segundo a Dow, o projeto ainda proporcionará maior competitividade à sua fábrica em Aratu, reforçando o posicionamento da unidade fabril na produção de soluções para o negócio de Poliuretanos com matriz mais sustentável de energia renovável.

Neste mesmo complexo industrial são desenvolvidas soluções de Poliuretano para a geração de produtos que atendem a diversos mercados – entre eles isolamento térmico para edificações na indústria da construção e para refrigeração na cadeia do frio – promovendo eficiência energética, conforto térmico e segurança, já que diminuem as emissões de GHG (gases estufa) em geral, CO2 (gás carbônico) e VOC (compostos orgânicos voláteis), utilizam menos recursos e possuem propriedades antichamas.

A Dow cita como exemplo que os seus painéis de isolamento térmico com poliuretano para a construção civil reduzem as emissões de CO2, tanto no processo de fabricação quanto na aplicação a longo prazo, além de apresentar benefícios em relação à construção de obras convencionais em alvenaria, como: eliminação de 100% da água utilizada na montagem, redução de até 60% no consumo de energia e instalação até 10 vezes mais rápida. Além disso, proporcionam mais segurança contra incêndio dos edifícios, pois possuem retardante de fogo, cumprindo com os padrões e certificações mais exigentes da região. Assim, engenheiros e arquitetos desempenham um papel fundamental como embaixadores de edifícios inteligentes, tendo como aliados os painéis de isolamento térmico em poliuretano, ajudando as edificações a alcançarem certificações internacionais como LEED e AQUA.

Outros projetos com foco na sustentabilidade

Em outubro de 2019, a companhia anunciou acordo com a Central Puerto, para o fornecimento de 20% de energia elétrica eólica para sua planta de Bahía Blanca, na Argentina. Uma vez totalmente operacionalizado, o acordo entre a Dow e a Central Puerto dá à companhia acesso a 20 MW de capacidade de eletricidade, o equivalente ao abastecimento de cerca de 10.400 residências. O recurso renovável será integrado à rede nacional de transmissão gerenciada pela CAMMESA para ser usado pela Dow em sua planta de Bahía Blanca.

Em 2014, no próprio complexo industrial de Aratu, houve substituição do gás natural por uma fonte renovável produzida a partir de eucalipto. Segundo a Dow, a floresta de eucaliptos é cultivada de forma sustentável, evitando o desmatamento e possibilitando a diminuição da carga de gás natural em cinco caldeiras existentes na unidade. A biomassa é fornecida por parceria com produtores rurais localizados no litoral norte da Bahia. Cada uma dessas fazendas atende aos critérios de sustentabilidade estabelecidos no Padrão de Madeira para Calor e Eletricidade. Além disso, um excesso de 12 megawatts (MW) de eletricidade renovável é enviado de volta à rede de distribuição de energia pela empresa parceira da Dow.

Além dessas inciativas, a Dow vem realizando outras ações globais para alcançar seus objetivos de sustentabilidade. A empresa anunciou esta semana que estabeleceu acordos de energias renováveis em outras unidades nos Estados Unidos (Texas e Kentucky). Os acordos garantirão 338 megawatts adicionais de capacidade energética, o que representa uma redução de mais de 225 mil toneladas métricas de CO2. Além disso, a Dow também está perto de ultrapassar sua meta de adquirir 750 MW de capacidade de energia renovável até 2025.

“Hoje, mais do que nunca, é preciso buscar soluções para reduzir o impacto das mudanças climáticas,” afirma Júlio Natalense, Líder de Sustentabilidade da Dow para a América Latina. “Nosso compromisso com a sustentabilidade se firmou há décadas e continuamos a inovar e a desenvolver novas tecnologias para reduzir as emissões de nossas operações, além de fabricar produtos que possibilitem um futuro com menos impacto ambiental. Buscamos sempre os melhores parceiros, alinhados aos nossos objetivos, para conquistarmos nossas metas”, finaliza o executivo.

A Atlas Renewable Energy é uma empresa de energia renovável que desenvolve, constrói e opera projetos de energia renovável com contratos de energia de longo prazo na América Latina. O atual portfólio da empresa é de 2GW de projetos contratados em estágio de desenvolvimento, construção ou operação, e tem como objetivo um crescimento adicional de 3.5GW nos próximos anos. Lançada no início de 2017, a Atlas Renewable Energy atua no desenvolvimento, construção e operação de projetos em grande escala. A empresa faz parte do Energy Fund IV, fundado pela Actis, um dos principais investidores em private equity no setor de energia de mercados emergentes. A Atlas afirma que conta com uma das maiores bases de ativos solares da América Latina, fornecendo energia mais sustentável para aproximadamente 1 milhão de famílias e evitando a emissão de quase 800 mil toneladas de CO2.

A Dow possui um portfólio de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones utilizados por clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura e cuidados do consumidor. A Dow opera 109 unidades fabris em 31 países e emprega aproximadamente 36.500 pessoas. Em 2019, gerou aproximadamente US$ 43 bilhões em vendas.

Foto: Atlas

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Braskem e Ciel et Terre Brasil inovam no mercado de energia solar

12/09/2017

Solução para geração solar flutuante proporciona benefícios ao consumidor e ao meio ambiente

As restrições ambientais para empreendimentos de grande porte como hidrelétricas, termos à óleo e carvão, associadas à necessidade de produzir energia próximo ao ponto de consumo, impactam na redução no custo da energia e levam os brasileiros a se interessar por outros tipos de energia, especialmente a geração solar. O Brasil ainda precisa ser desafiado com a criação de soluções inovadoras para diferentes mercados e, pensando em atender clientes com este potencial, a Braskem firmou parceria com a Ciel et Terre Brasil, joint venture da francesa Ciel & Terre com a empresa brasileira Sunlution, proprietária da tecnologia Hydrelio® de geração fotovoltaica flutuante, que apresenta vantagens sobre a tecnologia tradicional de geração solar em terra.

O Hydrelio®, tecnologia desenvolvida pela Ciel & Terre, é pioneira no mercado mundial para usinas flutuantes de geração solar e é composta por painéis fotovoltaicos dispostos sobre flutuadores de polietileno de alta densidade fabricados com resinas da Braskem. Com o objetivo de apoiar o parceiro a desenvolver o mercado nacional, a petroquímica trabalhou não só na adequação da resina de polietileno, mas também na identificação de transformadores para a produção local dos flutuadores, além de suporte na modelagem do negócio no mercado brasileiro.

“O papel da Braskem no desenvolvimento desta solução tem sido fundamental. A demanda inicial, que era definir uma resina que atendesse os requisitos técnicos para os flutuadores, tornou-se uma oportunidade de negócio de elevado potencial, frente à gama de mercados em que o Hydrelio® poderá ser viabilizado e empregado”, comenta afirma Jorge Alexandre, responsável por Desenvolvimento de Mercado de PE para construção civil e infraestrutura da Braskem.

As placas solares sobre flutuadores podem ser aplicadas em uma gama variada de superfícies de água, tais como lagos industriais e de retenção, reservatórios de irrigação e de água potável, estações de dessalinização e de tratamento de águas, açudes e canais. Entre os benefícios mais expressivos na utilização desta tecnologia, afirma a Ciel & Terre, estão a liberação de terrenos em terra firme – que seriam ocupados pelo sistema tradicional de geração solar – para usos voltados à produção rural (criação, agricultura, etc.), redução de custos de ligação à rede pela utilização de infraestruturas elétricas existentes, aumento da produtividade fotovoltaica devido à refrigeração natural do sistema pela superfície da água, manutenção mais simples e barata, entre outros.

A Ciel & Terre aposta no Hydrelio® como solução sustentável não somente para Geração Distribuída mas também para a geração híbrida de energia e espera um volume de negócios expressivo até o final do ano. “A Ciel & Terre tem vasto conhecimento de centrais fotovoltaicas e, ao desenvolvermos o Hydrelio®, temos como expectativa elevar a potência de geração de energia solar fazendo duas fontes operarem ao mesmo tempo em uma única infraestrutura. O nosso produto Hydrelio® é a solução de menor investimento para incrementar a geração de energia nas hidrelétricas e usinas eólicas existentes e acreditamos que o Brasil tem um potencial enorme para este mercado”, comenta Orestes Gonçalves Junior Sócio Diretor da Ciel & Terre Brasil.

O primeiro projeto implementado no Brasil com o Hydrelio® acaba de ser concluído na Fazenda Figueiredo, em Cristalina (GO), que apostou nessa nova tecnologia para resolver sua necessidade de consumo de energia. A construção da usina fotovoltaica sobre um lago de acúmulo de água da chuva permitiu a geração de energia em uma área que estava em desuso, com maior eficiência em função do resfriamento da temperatura dos painéis fotovoltaicos instalados no espelho d’água, além de diminuir a evaporação da água do lago. Segundo a Ciel & Terre International, estudos realizados pela empresa apontam que este tipo de tecnologia gera aproximadamente 14% mais eletricidade do que a geração solar em terra ou no telhado.

A Ciel & Terre vem desenvolvendo centrais fotovoltaicas flutuantes para uso privado (comercial ou industrial) ou estatal desde 2010 e pretende gerar energia solar não somente em fazendas agropecuárias, como também em reservatórios de usinas hidrelétricas. Com isso, afirma a empresa, aproveitam-se as vantagens de infraestrutura já existentes nas instalações, principalmente com foco na redução da evaporação e na conservação da água, preservando os ecossistemas existentes e melhorando da qualidade da água, além de reduzir o desenvolvimento de algas e a erosão das margens dos reservatórios, com a diminuição da ondulação.

Fonte: Braskem

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França inaugura trecho experimental de estrada geradora de energia solar

09/01/2017

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Na quinta-feira, 22 de Dezembro de 2016, foi inaugurado na França pela Ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal, o primeiro grande projeto da estrada solar Wattway desenvolvido pela empresa Colas, subsidiária do Grupo Bouygues.

O trecho de testes da Wattway, constituído por 2.880 painéis fotovoltaicos, está instalado entre a saída sul de da cidade de Tourouvre, na Normandia, e a localidade de le Gué-à-Pont.

O trecho da Wattway que foi inaugurado é pavimentado com painéis solares que fornecem energia suficiente para alimentar as luzes de Tourouvre. O trecho do “Wattway” possui 1 km de comprimento e é coberto com aproximadamente 2.800 metros quadrados de painéis solares.

Cada painel contém células de silício policristalino de 15 cm de largura que transformam a energia solar em eletricidade. Estas células fotovoltaicas extremamente frágeis são revestidas em um substrato em multicamadas composto por resinas e polímeros, suficientemente translúcidos para permitir que a luz solar passe e resistentes o suficiente para suportar o tráfego de caminhões. A superfície que está em contato com os pneus dos veículos é tratada para garantir uma resistência ao deslizamento equivalente às misturas convencionais de asfalto.

Já foram feitos ensaios iniciais do sistema “Wattway” em áreas de estacionamento e espaços ao redor de edifícios públicos, assim como em uma ciclovia de 70 metros de comprimento na Holanda. O projeto Wattway recebeu um subsídio total do governo francês de 5 milhões de euros.

Em média, aproximadamente 2.000 carros usam a estrada em Tourouvre todos os dias, os quais irão testar a durabilidade dos painéis instalados pela Colas. A empresa observa que a estrada típica é ocupada por carros apenas cerca de 10 por cento do tempo. “O resto do tempo fica olhando para o céu”.

Este projeto faz parte da lei de transição energética francesa, que envolve empreendimentos inovadores e ambiciosos. A eletricidade produzida por este trecho de estrada solar será enviada à rede Enedis, o fornecedor francês de eletricidade. A produção anual esperada é de 280 MWh. A produção diária irá flutuar de acordo com o tempo e as estações. Em média, a produção elétrica estimada chegará a 767 kWh por dia, com picos de até 1.500 kWh por dia no verão.

Um painel de informações instalado perto da estrada solar irá indicar a produção em andamento, bem como a produção total desde a instalação. Este painel será alimentado por eletricidade gerada através dos painéis da Wattway.

O projeto da estrada solar Wattway é uma inovação de Colas concebido para fornecer uma segunda função às estradas, permitindo que produzam energia solar. Resultante de cinco anos de pesquisa e desenvolvimento conjuntos com o Instituto Nacional Francês de Energia Solar, a Wattway entrou agora em uma fase experimental para determinar usos através de uma série de locais de teste.

Para o diretor da Wattway, Jean-Charles Broizat, este projeto é um passo importante no desenvolvimento das estradas solares Wattway: “Estamos ainda numa fase experimental. Construindo um site experimental desta escala é uma oportunidade real para a nossa inovação.Este site de teste nos permitiu melhorar o processo de instalação dos nossos painéis fotovoltaicos, bem como a sua fabricação, a fim de continuar a otimizar a nossa inovação”.

Segundo os cálculos da Colas, a França poderia teoricamente se tornar independente de energia ao pavimentar com painéis solares apenas um quarto de seu 1 milhão de quilômetros de estradas.

Uma desvantagem atribuída ao sistema é que os painéis solares são mais eficazes quando inclinados em direção ao sol, ao invés de que quando eles são colocados planos. Além disso, os custos ainda são altos: cada kilowatt-pico gerado pela Wattway atualmente custa quase 19 euros, em comparação com cerca de 1,3 euros para uma instalação de grande porte montados em telhados. A Colas tem por objetivo atingir custos competitivos até o ano 2020, observando que o custo da produção de energia solar por meios convencionais reduziu-se em 60% entre 2009 e 2015.

A Colas, subsidiária do Grupo Bouygues, é uma empresa líder mundial na construção e manutenção de infra-estruturas de transporte. Com 57.000 colaboradores em mais de 50 países em cinco continentes, o Grupo realiza cerca de 80.000 projetos por ano por meio de 800 unidades de negócio de construção e 2.000 unidades de produção de materiais. Em 2015, a receita consolidada da Colas totalizou 12 bilhões de euros (49% fora da França). O resultado líquido do Grupo atingiu 234 milhões de euros.

Fonte: Colas

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