Archive for the ‘Economia Circular’ Category

Dow estabelece metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e de resíduos plásticos

17/06/2020

  • A Companhia deve alcançar a neutralidade de carbono até 2050;
  • Um milhão de toneladas métricas de plástico devem ser coletadas, reutilizadas ou recicladas até 2030;
  • 100% dos produtos da Dow serão vendidos em aplicações de embalagens reutilizáveis ou recicláveis até 2035

A Dow anunciou, hoje, novos compromissos para enfrentar as mudanças climáticas e os resíduos plásticos em seu ciclo de produção. Segundo a empresa, o seu objetivo é tornar-se a companhia de ciência dos materiais mais inovadora, centrada no cliente, inclusiva e sustentável do mundo. Pelo 17º ano consecutivo, a Companhia também emitiu seu Relatório de Sustentabilidade (ano 2019), destacando os avanços realizados e os resultados alinhados aos seus Objetivos de Sustentabilidade para 2025.

“O anúncio de hoje é o próximo passo de uma jornada de sustentabilidade iniciada há mais de 30 anos. As mudanças climáticas e os resíduos plásticos estão entre os maiores problemas técnicos, sociais e econômicos que o mundo já enfrentou, e nossos produtos e tecnologias são essenciais para lidarmos com ambos”, disse Jim Fitterling, Chairman e CEO da Dow. “Temos a responsabilidade e a oportunidade de sermos líderes no enfrentamento desses desafios globais. Um futuro mais sustentável é viável, mas somente se continuarmos a encarar esses problemas de frente, se nos responsabilizarmos e trabalharmos juntos para viabilizar novas soluções baseadas na ciência e tecnologia e criando soluções que enderecem diretamente essas duas problemáticas.”

As novas metas de sustentabilidade enunciadas pela Dow, que se alinham aos objetivos de sustentabilidade para 2025, incluem:

  • Proteger o Clima: até 2030, a Dow reduzirá suas emissões anuais líquidas de carbono em cinco (5) milhões de toneladas, ou 15% em relação a 2020. Além disso, a empresa pretende ser neutra em emissões de carbono até 2050, alinhada ao Acordo de Paris. A companhia está comprometida a implementar e avançar em tecnologias para fabricação de produtos que utilizem menos recursos e que ajudem os clientes a reduzirem suas pegadas de carbono.
  • Eliminar os resíduos: até 2030, a Dow ajudará a reduzir a emissão de resíduos por meio da coleta, reutilização e/ou reciclagem de 1 milhão de toneladas métricas de plástico, por meio de suas ações e parcerias. A companhia está investindo e colaborando no desenvolvimento de tecnologias e infraestruturas importantes que aumentem significativamente a reciclagem global.
  • Fechar o Ciclo: até 2035, a Dow ajudará a impulsionar uma economia circular do plástico por meio da adoção de embalagens que sejam reutilizáveis ​​ou recicláveis para a comercialização de 100% de seus produtos. A companhia também está comprometida em redesenhar e oferecer soluções reutilizáveis ​​ou recicláveis ​​para aplicações de embalagens.

Além das ações que a Dow já realizou ao redor do mundo para atingir seus objetivos de sustentabilidade, a companhia confirmou hoje que estabeleceu novos acordos de fornecimento de energia renovável para suas unidades fabris na Argentina, no Brasil e nos Estados Unidos (nos estados do Texas e do Kentucky), garantindo 338 megawatts adicionais de capacidade energética de origem renovável. Segundo a empresa, isso representa uma redução de mais de 225 mil toneladas métricas de CO2. Além disso, a companhia afirma estar a caminho de exceder sua meta de adquirir 750 MW de capacidade de energia renovável até 2025.

A Dow afirma que muitos dos seus produtos reduzem as emissões de gases de efeitos estufa dos clientes de forma mais significativa do que as emissões de carbono usadas para produzi-las, por meio de aplicações como automóveis mais leves e com menor consumo de combustível; edifícios com maior eficiência energética; e alimentos que se mantém seguros e frescos por mais tempo – tudo isso focado em um mundo que deve adicionar uma população de mais 2 bilhões de pessoas até 2050.

Hoje, a Dow também apresentou uma nova linha de resinas plásticas recicladas mecanicamente para aplicações de embalagens plásticas flexíveis e rígidas, que, segundo a empresa, te potencial de redução das pegadas de carbono e energia das aplicações de até 20 a 30%.

Os objetivos da Dow relacionados aos resíduos plásticos estão projetados para garantir que seus investimentos e colaboração, incluindo seus compromissos e investimentos na Alliance to End Plastic Waste e Circulate Capital, tenham metas claras para impedir que os resíduos acabem no meio ambiente e para direcionar a indústria da ciência dos materiais a uma economia circular. Outras ações da Dow para promover tecnologias de reciclagem, ajudar os clientes a desenhar produtos para reciclagem e apoiar projetos de infraestrutura e educação podem ser acessados aqui.

“Reduzir o impacto das mudanças climáticas e eliminar o resíduo plástico são desafios sociais interligados. Como fabricantes de tecnologias essenciais para uma economia de baixo carbono, estamos desenvolvendo e investindo em novos processos de produção de baixa emissão e mais eficientes. E agora estamos olhando para o resíduo como um recurso que nos permitirá continuar inovando em materiais mais sustentáveis” comentou Mary Draves, Vice-presidente e Chief Sustainability Officer da Dow.

A companhia também afirmou que irá colaborar com instituições de ensino e pesquisa, ONGs, especialistas em auditoria, parceiros de tecnologia e entre outros membros da indústria para incentivar o desenvolvimento e a comercialização de produtos e tecnologias de baixo carbono, que reduzam as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Essas medidas visam assegurar que as empresas possam prestar contas da redução desses gases. A empresa pretende compartilhar mais informações sobre essa colaboração ainda este ano.

Conforme descrito no Relatório de Sustentabilidade da Dow de 2019, divulgado hoje, a Companhia obteve um avanço significativo em relação aos Objetivos de Sustentabilidade para 2025. Segundo a empresa, desde 2006 a Dow reduziu suas emissões de GEE em 15%, incorporou um preço de carbono ao seu planejamento de negócios e investiu em capacidade de energia renovável. A empresa afirma ser a usuária número um de energia limpa na indústria química e está entre as 25 principais corporações globais em termos de uso de energia renovável.

A Dow está presente em negócios de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones, oferecendo uma ampla gama de produtos e soluções em segmentos de mercado de alto crescimento, tais como embalagens, infraestrutura e atendimento ao consumidor. A Dow opera 109 plantas em 31 países e emprega aproximadamente 36.500 pessoas. A Dow presentou resultados de vendas de aproximadamente US$ 43 bilhões em 2019.

Foto: Dow

Curta nossa página no

Abipet divulga dados do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil

17/06/2020

  • Volume reciclado corresponde a 55% das embalagens descartadas em 2019.
  • Com investimento realizado, indústria está pronta para o aumento da reciclagem nos próximos anos

O Brasil reciclou 55% das embalagens de PET descartadas pela população em 2019. O volume equivale a 311 mil toneladas do produto – 12% acima do registrado em 2018 –, que geraram um faturamento de mais de R$ 3,6 bilhões, o correspondente a 36% do faturamento total do setor do PET no Brasil.

As informações são do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com a participação de 160 empresas de todo o País. Esse grupo está dividido entre recicladores (22%); aplicadores, que são empresas que adquirem e utilizam o PET reciclado em seus produtos (70%); e integradores, que fazem a reciclagem e também utilizam o material na fabricação de itens que retornam ao mercado (8%).

“O crescimento verificado em 2019 é reflexo do fortalecimento da economia circular, composta por uma indústria diversificada, que utiliza o PET reciclado em seus produtos. A criação dessa cadeia, feita ao longo de 20 anos, resulta em uma demanda consistente, que cria valor à reciclagem do PET”, afirma Auri Marçon, diretor executivo da Abipet.

De acordo com o executivo, o desempenho brasileiro é superior ao de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, que reciclam 29% de suas embalagens PET. Mesmo a União Europeia que, apesar de coletar 58,2% do PET pós-consumo, não recicla o material e envia boa parte dele para ser processado em outros países. A amplitude no uso do PET reciclado acontece porque o Brasil é um líder mundial em diferentes aplicações para o PET reciclado, o que gera demanda pelo produto, revertido em faturamento e renda para diversos elos da sociedade.

Os principais consumidores/aplicadores de PET reciclado no Brasil são os fabricantes de pré-formas e garrafas, com 23% do total, num processo conhecido como “bottle to bottle”, principalmente em decorrência do aumento da produção de embalagens em grau alimentício (food grade), que nos últimos anos mostrou uma grande evolução tecnológica. Em seguida vem a indústria têxtil (22%), laminados e termoformados (bandejinhas) (17%), setor químico (15%) e fitas de arquear (10%). Outras aplicações respondem pelo uso dos 10% restantes do PET reciclado.

Em razão dessa diversidade, o PET reciclado é encontrado em peças de vestuário – basicamente o poliéster utilizado na composição dos tecidos –, garrafas plásticas e embalagens utilizadas por grandes fabricantes de refrigerantes e bebidas, produtos de beleza e limpeza, tintas e vernizes, tapetes e carpetes automotivos, entre outros.

O Censo realizado pela Abipet também identificou que, devido às limitações no sistema de coleta, as empresas de reciclagem trabalham, em média, com ociosidade superior a 30%. Isso significa que, em razão de investimentos já realizados, a indústria está pronta para absorver um eventual crescimento da reciclagem nos próximos anos.

Para o Executivo da Abipet, no entanto, esse aumento só virá a partir da construção de grandes centros de triagem para separar materiais recicláveis, do aumento da coleta seletiva e do número de cooperativas de catadores. “Somente essas iniciativas, associadas ao descarte correto feito pelos cidadãos, serão capazes de abastecer as linhas de reciclagem. Precisamos impedir que as embalagens continuem sendo enterradas em lixões e aterros, resultando em um desperdício de matéria-prima que poderia ser muito útil à sociedade, gerando emprego, renda e, obviamente, preservando o meio ambiente”, conclui.

Coronavírus: desafio para 2020?

A dificuldade que a pandemia de coronavírus gera, tanto para a coleta de materiais como para a demanda por produto reciclado, representa o principal desafio para que o Brasil mantenha a curva de crescimento da reciclagem do PET verificada nos últimos anos. A atividade se acelerou em 2019 e retornou ao patamar positivo de 2014, antes da crise econômica.

O risco de infecção pelo coronavírus, porém, traz algum risco de redução da coleta, diante da possibilidade de interrupção da atividade de catadores, cooperativas e comerciantes de recicláveis (sucateiros). Isso mesmo diante de um cenário de aumento do desemprego, que pode levar parte da população a essa atividade de subsistência.

A situação é menos crítica entre os recicladores. No caso do PET, devido a sazonalidades normais dentro da cadeia, as empresas formam estoque de matéria-prima suficiente para um ou dois meses de atividade. Além disso, alguns segmentos consumidores do PET reciclado vêm diminuindo a demanda pelo produto utilizado em seus produtos, como é o caso de setores como têxtil, químico, forrações e peças automotivas e para construção civil.

Por ser uma commodity internacional, o mercado do PET acaba sendo orientado pelo preço do petróleo no mercado mundial, que tem levado à redução do valor da resina virgem em relação ao reciclado. Embora a atual taxa de câmbio compense boa parte dessa queda, a influência dos preços da resina virgem pressionam para baixo o preço do material reciclado, que historicamente não tem tanta flexibilidade para redução, porque já trabalha com margens baixas, tanto na etapa da coleta como na atividade industrial.

Fundada em 1995, a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), é uma entidade sem fins lucrativos que reúne a cadeia produtiva do setor de PET: fabricantes de resina, embalagens, equipamentos e recicladores de PET. A Entidade representa aproximadamente 80% da indústria no Brasil e é a maior do segmento em toda a América Latina. Tem como objetivos promover a utilização e reciclagem das embalagens de PET, incentivar o desenvolvimento tecnológico, aplicações para o material reciclado e divulgar as ações do setor.

Curta nossa página no

Tomra Sorting Recycling lança novidades e soluções avançadas de seleção para processos de reciclagem em apresentação online

12/06/2020

Autosort de nova geração, lançado durante a apresentação online da Tomra

O dia 9 de junho marcou o lançamento global das novidades e soluções avançadas de seleção da Tomra Sorting Recycling para atender à atual e futura demanda por triagem de material, de forma mais rápida, eficiente e inteligente. Sob o tema “Sinfonia de todos os tipos”, a Tomra Sorting Recycling lançou formalmente dois novos produtos – a nova geração da tecnologia Autosort e o Autosort SpeedAir, assim como também apresentou planos para o lançamento de uma terceira novidade, o Autosort Cybot.

Os lançamentos dos produtos deveriam ocorrer originalmente na IFAT 2020, mas com o evento cancelado devido à pandemia de Covid-19, a Tomra adaptou seus planos e, em vez disso, lançou os novos produtos de forma digital. O tema “Sinfonia de todos os tipos” da Tomra foi escolhido para refletir a maneira como o Autosort de última geração e seus produtos complementares criam uma sinfonia perfeitamente harmonizada para selecionar todos os tipos de resíduos com precisão e sofisticação avançadas.

Especialistas da equipe global da Tomra fizeram apresentações sobre os lançamentos para aproximadamente 1000 participantes digitais em todo o mundo, incluindo representantes da imprensa internacional e regional. As sessões interativas de perguntas e respostas permitiram aos participantes obter mais informações sobre os novos produtos e ouvir as previsões da Tomra sobre o futuro global da seleção baseada em sensores.

Pelo feedback positivo recebido dos participantes, a Tomra Sorting acredita no grande interesse pelo modelo mais avançado de seu sistema Autosort de nova geração. O sistema de seleção baseado em sensores altamente compacto pode ser usado para diversas aplicações de separação de materiais. Segundo a Tomra, o sistema é também flexível e atualizável, reunindo as mais recentes tecnologias da Tomra para oferecer alta precisão em tarefas complexas de separação com alta capacidade. O sistema pode ser facilmente integrado a qualquer processo de seleção existente ou novo, conforme confirmado por um grande número de projetos-piloto iniciais, afirma a empresa.

De acordo com a Tomra, a nova geração do Autosort é equipada com diversos sensores e utiliza análise de dados para identificar os objetos, sendo capaz de separar materiais difíceis ou anteriormente impossíveis de serem separados através de tecnologias convencionais. Incorporada como item de série no mais recente Autosort está a tecnologia Sharp Eye da Tomra, que aumenta a intensidade da iluminação enquanto mantém o mesmo consumo de energia, aprimora a nitidez da seleção e melhora a eficiência de separação de frações complexas, afirma a empresa norueguesa.

O sistema também apresenta uma nova e aprimorada versão da tecnologia de detecção avançada Flying Beam, exclusiva e patenteada pela Tomra. Segundo a empresa, os benefícios da nova versão incluem uma melhor eficiência de luz que permite maior desempenho com baixos custos operacionais; design compacto permitindo instalação fácil e flexível; e a eficiência aprimorada do sinal de luz, que resulta em melhor detecção.

Graças à integração da tecnologia Sharp Eye e Flying Beam, o Autosort oferece consistentemente alto desempenho em termos de precisão de separação em todas as frações alvo – mesmo nas aplicações mais complexas, garante a fabricante do sistema.

Entre os opcionais do sistema tem o novo Deep Laiser, que se destaca por sua flexibilidade e diversidade de informações que é capaz de obter, afirma a Tomra. O reconhecimento de objetos permite uma otimização mais profunda da identificação, o que melhora significativamente o desempenho do processo de seleção, assegura a empresa. Outra área de aplicação é o uso de Inteligência Artificial via Deep Learning. O Deep Laiser é um dos primeiros sistemas de Deep Learning totalmente integrados do mercado.

Fabrizio Radice, vice-presidente comercial e de marketing global da Tomra Sorting Recycling, comenta: “Trabalhamos em estreita colaboração com nossos clientes e integradores de linhas completas para garantir que nossos produtos atendam consistentemente aos requisitos exigidos pelos clientes finais. Nosso sistema Autosort de nova geração é um desenvolvimento incrivelmente empolgante, pois o uso de sensores versáteis e software inteligente permitirá atender às demandas de toda uma série de aplicações de seleção atuais e futuras”.

Os participantes do evento de lançamento digital da Tomra também conheceram outra novidade desenvolvida pela Tomra – o Autosort SpeedAir, um componente adicional da linha Autosort da Tomra. De acordo coma Tomra, o Autosort SpeedAir é um sistema altamente personalizável, projetado para estabilizar materiais leves – como filmes plásticos ou papel – na esteira de aceleração, promovendo uma capacidade maior e melhorando a qualidade da seleção.

Autosort SpeedAir

A demanda da indústria por maiores capacidades reflete-se na necessidade de esteiras de aceleração com velocidades ainda mais altas. O Autosort SpeedAir incorpora entradas de ar acionadas por ventiladores controlados que geram um fluxo de ar constante sobre a esteira de aceleração para impedir que o material na esteira de aceleração se mova. Ao dobrar a velocidade das esteiras de aceleração para até 6 metros por segundo, a capacidade é muito maior e a qualidade da saída é consistentemente alta. Segundo a Tomra, os clientes se beneficiam de um melhor retorno do investimento, além de menores custos de instalação e operação. Além disso, é o primeiro sistema no mercado sem fechamento sobre a esteira, afirma a fabricante. Com isso, o acesso à unidade para manutenção é muito mais rápido e a probabilidade de um bloqueio de material é muito menor em comparação aos sistemas convencionais no mercado, assim como o risco de parada do sistema.

Além do lançamento da nova geração Autosort e Autosort SpeedAir, o terceiro e último produto mencionado no evento foi o lançamento do primeiro robô da Tomra, o Autosort Cybot. O sistema compreende um scanner Autosort de nova geração, um sensor eletromagnético e um braço robótico. É o primeiro robô do mercado que combina quatro tecnologias ao mesmo tempo: espectroscopia de infravermelho próximo (NIR) e luz visível (VIS), Deep Laiser e, se necessário, indução para recuperação de metais ferrosos e não ferrosos. Segundo a Tomra, o braço robótico Autosort Cybot é capaz de separar simultaneamente o fluxo de material em quatro frações diferentes, dependendo do tamanho do material, cor e critérios das frações alvo.

Autosort Cybot

Com instalações de triagem e reciclagem que exigem níveis de automação ainda mais altos, o Autosort Cybot estará disponível em breve, sendo outro componente de valor agregado que complementa a linha Autosort, mas que também pode operar como uma unidade autônoma. Antes de seu lançamento oficial, testes de material podem ser realizados no Centro de Testes da Tomra para confirmar suas capacidades.

Valerio Sama, vice-presidente de desenvolvimento de produtos, acrescenta: “A adição de um braço robótico ao nosso sistema Autosort oferece novas oportunidades de soluções altamente automatizadas no processo de triagem e seleção e proporcionará um nível ainda mais alto de controle de qualidade de recicláveis como PEAD, PET e PP”.

Tom Eng, vice-presidente sênior da Tomra Sorting Recycling, conclui: “Estamos muito satisfeitos com o desempenho do evento de lançamento digital. A Covid-19 estimulou novas maneiras de trabalhar e se comunicar e, como tal, ficamos mais do que felizes em testar uma plataforma de lançamento digital pela primeira vez e provavelmente não a última, devido ao seu sucesso! O lançamento proporcionou uma oportunidade de mostrar nossa variedade de tecnologias complementares, conectadas e perfeitamente harmonizadas que, juntas, oferecem uma sinfonia capaz de selecionar todo tipo de resíduo com desempenhos de seleção incomparáveis e com capacidade e eficiências impressionantes. Os participantes tiveram a chance de ouvir a sinfonia – os sons de todas as nossas máquinas – e foram cativados por ela!”.

Sessão virtual de Perguntas e Respostas, após apresentação “Sinfonia de todos os tipos” da Tomra

A “Sinfonia de todos os tipos” da Tomra continua e será agora realizada em diversos idiomas para alcançar pessoas ao redor do mundo, considerando a grande abrangência de sua atuação. No Brasil, o evento em português ocorrerá no dia 19/06 às 9h também de forma digital.

Para mais detalhes sobre os produtos e as novidades da Tomra apresentados no evento de lançamento digital realizado ontem, visite www.symphonyofallsorts.com.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Segundo a empresa, cerca de 6.000 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 815 milhões de euros e emprega mais de 4.000 pessoas globalmente.

Curta nossa página no

Stadler focaliza reciclagem de PET no contexto da economia circular

12/06/2020

Leve e barato, o plástico é um dos materiais mais usados no mundo, mas sua extrema durabilidade significa que o gerenciamento eficaz do fim da vida útil é fundamental. A reciclagem é, portanto, uma solução indispensável para o processamento de resíduos plásticos. A reciclagem reduz a demanda por recursos brutos, requer menos energia para processamento e reduz a quantidade de plástico no aterro.

O PET é o plástico mais reciclado e apresenta várias vantagens quando usado para envase de produtos. Em primeiro lugar, é um polímero muito inerte, o que torna as embalagens PET adequadas para armazenar alimentos, já que o material praticamente não interage com o conteúdo. Ele tem a propriedade de criar uma barreira para oxigênio e água e pode ser facilmente moldado, sendo também altamente resistente e muito leve – perfeito para garrafas de bebidas. Além disso, ele pode ser usado para produzir garrafas transparentes, o que não é possível com PE ou PP.

Reciclagem de PET – uma indústria em crescimento

Através de uma reciclagem eficaz e de alta qualidade, a sociedade contemporânea pode avançar para uma abordagem de economia circular, protegendo a natureza e o meio ambiente para as gerações futuras. As taxas de reciclagem estão aumentando como resultado da conscientização pública crescente e maior eficácia nas operações de reciclagem. A Stadler atua nesse contexto, buscando maneiras de maximizar a eficiência do processo de reciclagem e a qualidade da produção. A empresa afirma ter planejado e construído mais de 20 plantas de triagem para garrafas plásticas mistas em todo o mundo, das quais mais de 10 dedicadas exclusivamente ao PET.

Roland Göggel, diretor de vendas para a Alemanha, Áustria e Suíça na Stadler, afirma: “Até recentemente, não havia especificações para o uso de reciclados na fabricação de novos produtos, mas esse não é mais o caso. A União Européia introduziu novos regulamentos estipulando que as garrafas de bebidas devem conter 25% de conteúdo reciclado até 2025 e 30% até 2030. Tão importante quanto estes novos regulamentos é o surgimento de novas rotas de coleta e reciclagem de embalagens plásticas, que, juntamente com as mudanças no comportamento do consumidor, darão um enorme impulso à reciclagem. A indústria de fabricação e processamento de plásticos está agora demonstrando grande interesse na reciclagem, o que não era o caso no passado. No entanto, as metas estabelecidas pelo regulamento da União Européia só podem ser alcançadas se todos os setores envolvidos no processo trabalharem em conjunto”.

Retornando o PET ao ciclo de produção

Dentro do fluxograma do processo da reciclagem e produção, as garrafas PET usadas são coletadas e entregues na usina de reciclagem, onde são removidos os rótulos e as tampas. As garrafas são classificadas por cor e trituradas. O material é lavado, seco e descontaminado, sendo depois fundido a 270°C e granulado. Esse “regranulado” (foto) resultante é misturado com grânulos de PET novos, sendo a mistura fundida e depois processada em uma máquina injetora para produzir “pré-formas” de novas garrafas PET. As pré-formas são transportadas para a fábrica de envase, onde são aquecidas e sopradas, transformando-se em novas garrafas PET. Depois de limpas e etiquetadas, as garrafas estão prontas para recarga e venda. O círculo é fechado quando elas começam uma nova vida.

Benefícios ambientais da reciclagem de PET

A reciclagem reduz o impacto ambiental da indústria de PET de diferentes maneiras. A primeira vantagem é a redução no uso de matérias-primas: novas pré-formas para garrafas podem ser feitas com aproximadamente 35% de regranulado, com uma consequente economia de petróleo bruto que teria sido usado para produzir novo granulado. Além disso, a reciclagem de plástico requer uma quantidade bem menor de energia do que a produção de plásticos a partir de novas matérias-primas (Segundo Rick Leblanc, em “Uma visão geral da reciclagem de plástico”, a quantidade de energia usada para produzir regranulados de PET é 88% menor do que aquela necessária para produzir novos grânulos a partir de matérias primas convencionais).

Uma melhoria adicional ocorreu com o uso mais eficiente de materiais para as pré-formas (foto): “hoje a pré-forma para uma garrafa PET de 1,5 litro pesa apenas 26,8 g – consideravelmente menos que os 38 g de há cinco anos atrás”, explica Roland Göggel. “O uso de regranulado e o uso mais eficiente de materiais resultaram em uma redução significativa nas matérias-primas nos últimos cinco anos.”

A indústria de PET também otimiza o transporte ao produzir as garrafas PET na fábrica de envase, a partir do sopro das pré-formas. Assim, reduz-se drasticamente o número de viagens de caminhão vindos da fábrica de pré-formas: um caminhão pode transportar 700.000 pré-formas, mas apenas 15.000 garrafas PET acabadas. O resultado é um corte significativo no uso e nas emissões de combustível.

A importância dos sistemas de triagem profissional para uma reciclagem eficaz

Para que a reciclagem cumpra seu papel na redução dos resíduos de plástico na indústria de PET, ela precisa de processos eficientes e produtos finais de qualidade que possam competir com materiais virgens no mercado. Roland Göggel afirma: “Na Stadler, nós entendemos a tecnologia do processo durante todo o ciclo de vida do material. Isso significa que podemos projetar a combinação ideal de tecnologias e usá-las de maneira mais eficaz em termos de considerações de custo-benefício para o cliente”.

Alexander Rimmer, CEO da empresa de gerenciamento de reciclagem RCS Rohstoffverwertung GmbH, com sede em Werne, Alemanha, afirmou sobre sua experiência com a Stadler: “Eles nos ofereceram o pacote completo, desde o planejamento do projeto até a construção da modernização de toda a planta, gerenciada e implementada por sua equipe. Apreciamos particularmente o seu conhecimento técnico e o apoio durante todo o projeto. Eles nos ofereceram especialistas técnicos que aconselharam não apenas sobre tecnologia e processos, mas também sobre as possibilidades de implementação especificamente adaptadas aos nossos requisitos técnicos, com boas soluções para os problemas”.

Em função do uso cada vez mais frequente de etiquetas de “corpo inteiro” nas garrafas PET utilizadas pelo mercado, a Stadler desenvolveu um novo removedor de rótulos, usado antes da triagem, que foi incluído no projeto RCS no início da linha. Alexander Rimmer complementa: “Com o removedor de rótulos Stadler, as etiquetas são arrancadas e as garrafas PET são menos danificadas do que com outros fabricantes. Como resultado, podemos registrar uma abrasão menos fina”.

Fechando o círculo de reciclagem

As garrafas PET usadas podem ser um recurso valioso para o setor de embalagens e outras indústrias. No entanto, continua subutilizado em muitas áreas. A Stadler viu uma oportunidade de fechar o círculo de reciclagem e fez uma parceria com a Krones, uma marca bem estabelecida nas indústrias de alimentos e bebidas. Os dois parceiros têm como objetivo aproveitar as vantagens da reciclagem de plásticos em todo o mundo e beneficiar os clientes da maneira mais simples e lucrativa possível. “Queremos fornecer aos nossos clientes a produção de material da mais alta qualidade do setor”, explica Willi Stadler, CEO da Stadler.

Juntos, a Stadler e a Krones oferecerão um pacote completo, desde a triagem até o processo de lavagem, incluindo até a criação de um novo produto plástico: “Essa parceria de cooperação nos permite oferecer engenharia de processos desde misturas heterogêneas de resíduos até a garrafa de plástico acabada”, explica Roland Göggel. “Até onde eu sei, nenhuma outra empresa no mercado pode oferecer essa extensa competência em processos. Ter todo o processamento sob o mesmo teto significa que os conceitos podem ser aprimorados e adaptados ainda mais especificamente à tarefa em questão, tanto em termos qualitativos quanto econômicos. E podemos oferecer soluções não apenas para plásticos como PET, mas também para outros plásticos usados em larga escala, como PE, PP ou PS, dando uma contribuição importante para alcançar as metas de reciclagem da EU”.

A parceria não apenas visa oferecer aos clientes suas soluções testadas, como plantas completas turn-key, mas também desenvolver novas soluções, processos e tecnologias em conjunto para a triagem e tratamento de resíduos. Ao combinar sua experiência e tecnologias especializadas, a Krones e a Stadler esperam gerar um impulso significativo para a tecnologia de reciclagem e a economia circular associada.

Fundada em 1791,, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos.

 

Curta nossa página no

(Re)pense marca Dia Mundial do Meio Ambiente com live sobre reciclagem

11/06/2020

O Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06) foi marcado pelo Projeto (Re)pense com a live “A reciclagem dos plásticos e seus benefícios sociais e ambientais”. Na ocasião, o Presidente do Sinplast-RS, Gerson Haas, mediou o bate-papo online com o Deputado Federal Carlos Gomes, a Deputada Estadual Any Ortiz e o representante de Economia Circular da Braskem, Paulo de Mattos Coelho.

Haas iniciou o debate apresentando os participantes e salientando a responsabilidade da indústria na cadeia de reciclagem efetiva, evidenciando, principalmente, o projeto Tampinha Legal. “Nós todos como empresas e sociedade, com o apoio do poder público, podemos fazer com que os materiais sejam reaproveitados”, destacou.

Com destaque para a Economia Circular, Coelho focou sua fala nas mudanças de comportamento, visão e pensamentos da sociedade. Para o entendimento da Braskem, o conceito é uma corrente formada de diversos elos. “A Economia Circular visa fomentar produtos mais amigáveis, embalagens mais inteligentes e que propiciem a reciclagem em benefício imediato para o meio ambiente”, esclareceu.

A Deputada Estadual Any Ortiz trouxe projetos, que correm na Assembleia Legislativa, de forma equivocada, em seu parecer, sobre o plástico e demais materiais. “Proibir os canudos e copos não vai fazer com que a gente resolva. Temos que criar incentivos e políticas públicas para que esses itens sejam reciclados e possam voltar para dentro da cadeia”, explicou.

Da mesma forma, o Deputado Federal Carlos Gomes encerrou o debate online com dados pertinentes sobre a temática central da live: “3% do que o Brasil recicla, o que não é pouco, gera em torno de R$12 a R$13 bilhões na nossa economia. Estima-se que, de tudo que produzimos, de 30 a 40% pode ser reciclado. Por que estamos desperdiçando?”.

Acesse o bate-papo completo clicando aqui ou siga no Instagram @repenseprojeto para conferir esse e demais conteúdos!

Curta nossa página no

Covestro impulsiona mudança em direção a uma economia circular

04/06/2020

  • A hora da virada
  • Nova visão apresenta passos concretos da companhia
  • Foco em matérias-primas alternativas e energia renovável
  • Diversos projetos de pesquisa para promover reciclagem

A Covestro declara estar totalmente comprometida em tornar a economia circular um modelo para um mundo verdadeiramente sustentável. Para isso, a fabricante de polímeros quer alinhar completamente sua produção e portfolio de produtos, bem como todas as suas áreas, ao conceito circular. Esta visão estratégica será gradualmente implementada com uma série de medidas concretas e projetos. Desta forma, a Covestro quer acelerar a mudança em direção a uma economia circular, especialmente nas indústrias química e de plástico, e contribuir para o objetivo de uma economia neutra em carbono, afirma a empresa.

Especificamente, a Covestro pretende converter suas plantas de produção no mundo todo para uso de matérias-primas alternativas e energia renovável. Além disso, mais de 20 projetos vem trabalhando em pesquisas de novas formas de reciclagem. No fim, a Covestro poderia não só ser um produtor e fornecedor de soluções, mas também liderar a inovação em reciclagem. Segundo a empresa, os seus produtos serão criados com a visão de reciclagem após o uso e ainda mais alinhados aos objetivos de sustentabilidade da ONU. A Covestro também irá cooperar com parceiros em todas as áreas da cadeia de geração de valor e avaliar novas oportunidades de negócios de interesse mútuo.

Economia circular como princípio fundamental global

“A economia circular levará o mundo para um futuro sustentável. Ela deve ser o princípio fundamental para atingirmos uma neutralidade climática e protegermos os (cada vez mais) escassos recursos do nosso planeta”, enfatizou o CEO da Covestro, Markus Steilemann, no dia 26 de maio durante um webcast global para a mídia internacional.

“Produzir, consumir, jogar fora – isso nos leva a um beco sem saída sobre o qual as empresas e a sociedade precisam repensar urgentemente”, acrescentou. “A nossa indústria e nossa empresa podem e querem apoiar essa transformação. Os plásticos são utilizados em praticamente tudo e são essenciais para resolver muitos dos desafios atuais. A Covestro quer ajudar a gerenciar estes desafios para tornar o mundo um lugar melhor”.

A Covestro lançou, em 2019, um programa estratégico a fim de ancorar a circularidade em todas as áreas da empresa de forma holística. Hoje, ele vem sendo implementado e suportado por objetivos concretos e mensuráveis. O foco concentra-se em quatro tópicos:

– Matérias-primas alternativas: biomassa, CO2 bem como resíduos e materiais no fim de sua vida útil substituem matérias-primas fósseis como o petróleo; circulação de carbono.

– Inovação em reciclagem: novas tecnologias energeticamente eficientes asseguram uma maior e eficaz reciclagem dos materiais em fim de vida e dos resíduos.

– Soluções comuns: para impulsionar a economia circular, a Covestro busca cooperações e parcerias.

– Energias renováveis: a economia circular só é verdadeiramente sustentável se a eletricidade também vier de fontes alternativas.

A Covestro é pioneira no desenvolvimento de produtos inovadores baseados em matérias-primas alternativas. Estes incluem componentes derivados de biomassa para tintas automotivas e moveleiras, bem como materiais produzidos a partir de CO2, que são utilizados em colchões, pisos esportivos e têxteis. A companhia enxerga um grande potencial na pesquisa e desenvolvimento, particularmente na reciclagem química, como a reconversão dos plásticos em suas moléculas e seu reuso.

Resíduo plástico como um recurso sustentável

A Covestro também está presente em uma série de colaborações, como o uso da tecnologia de blockchain para aumentar a transparência nas cadeias de suprimento com o intuito de potencializar a economia circular. Como parte da Alliance to End Plastic Waste (AEPW), a Covestro também vem trabalhando para garantir que os resíduos plásticos não sejam descartados de forma descontrolada. “O plástico não pode mais ser descartado no meio-ambiente”, enfatiza Steilemann. “Os plásticos são muito valiosos para serem jogados fora e devem ser aceitos e usados como um recurso sustentável”.

Além de matérias-primas alternativas, a energia renovável é necessária para termos uma economia circular realmente eficiente do ponto de vista de recursos. A Covestro irá, portanto, converter gradualmente sua produção para isso. Em um significativo primeiro passo, a empresa irá obter uma parte considerável da eletricidade para suas plantas na Alemanha de um parque eólico, no Mar do Norte, que vem sendo construído pela empresa dinamarquesa Ørsted.

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 17,2 mil pessoas (calculadas equivalendo à jornada integral) no fim de 2019.

Curta nossa página no

Recicladores europeus de plásticos interrompem a produção

20/05/2020

Demanda de material reciclado é impactada pela pandemia de COVID-19

Em nota, a PRE (Associação dos Recicladores de Plásticos da Europa) informou no seu site na Internet em 14/05/2020 que a indústria européia de reciclagem de plásticos está interrompendo a sua produção devido aos desenvolvimentos atuais do mercado, causados ​​pela pandemia de COVID-19. Segundo a PRE, os principais problemas são a falta de demanda devido ao fechamento de fábricas de transformação de plásticos e os preços baixos recordes dos plásticos virgens, bem como a menor atividade econômica global.

Ton Emans (foto), presidente da PRE (associação Recicladores de Plásticos da Europa), comentou: “Se a situação persistir e nenhuma ação for tomada para remediar o setor, a reciclagem de plásticos deixará de ser rentável, dificultando o cumprimento das metas de reciclagem da União Européia e colocando em risco a transição para a economia circular dos plásticos” . Nesse caso, os resíduos de plástico reciclável não terão outra alternativa a não ser a destinação para aterros ou incineração.

Os danos ao mercado de reciclagem, além das conseqüências ambientais, teriam também impactos socioeconômicos de longo alcance, em razão do grande número de empregos na cadeia de valor da gestão de resíduos, afirma a PRE.

A Associação da Indústria de reciclagem de plásticos européia está apelando para a União Européia e os Estados-Membros incluírem a reciclagem como um dos setores apoiados por seus planos de recuperação e continuarem implementando as medidas no âmbito da economia circular.

A PRE afirma que “proteger os desenvolvimentos positivos dentro deste mercado é essencial para reduzir o uso de material plástico virgem na Europa e, consequentemente, para a sobrevivência do mercado secundário de matérias-primas, bem como para investimentos adicionais no setor.

Curta nossa página no

Stadler moderniza planta de triagem da RCS na Alemanha para produzir flakes de PET de alta pureza

14/05/2020

A RCS é uma empresa com sede em Werne, Alemanha, especializada em gerenciamento de reciclagem. Com mais de 40 anos de experiência, fornece às empresas soluções para o descarte de resíduos comerciais com suas três principais competências: descarte de resíduos, reciclagem de matérias-primas e plásticos. A sustentabilidade e o uso ecológico de recursos são princípios que percorrem os aspectos da operação da Werne, tais como os processos usados para coletar e transformar resíduos em matérias-primas secundárias, retornando-os ao ciclo de produção.

Uma área de foco importante para a RCS é a reciclagem de garrafas PET para produção de flakes de plástico destinados a uma variedade de aplicações, assim como regranulados de alta qualidade para o setor de alimentos. Essa atividade está centralizada em sua planta de triagem, onde separa o PET claro do PET colorido – que corresponde a 85% do material de entrada – latas de alumínio e ferrosas, filmes e outros materiais. Com uma capacidade de 7 toneladas / hora, a planta opera em um sistema de turnos contínuos, transformando garrafas PET usadas em flakes de plástico de qualidade alimentar.

A pureza dos flakes é de suma importância, pois eles são destinados à produção de uma variedade de produtos plásticos, desde fibras plásticas a filmes e fitas de embalagem, além de produtos para a indústria alimentícia. Segundo a empresa, ao final do processo cada Big Bag é controlado quanto à umidade residual, densidade aparente, cores incorretas e contaminantes, bem como distribuição de tamanho de grão e resíduos de adesivo para garantir a qualidade do material de saída.

Modernização

Para alcançar de forma consistente a alta pureza necessária e otimizar os processos em sua fábrica (foto), a RCS afirma ter confiado na experiência da Stadler: “Já compramos um separador balístico da Stadler em 2005”, diz Gerd Francke, CEO conjunto da RCS. “Com base na boa experiência com sua tecnologia, decidimos novamente escolher a Stadler para um novo separador balístico em 2014”.

Isso foi seguido por uma modernização completa da planta em 2017: “A Stadler nos ofereceu o pacote completo, desde o planejamento do projeto até a realização da modernização de toda a planta, gerenciada e implementada por sua equipe”, explica Alexander Rimmer, CEO conjunto da empresa. “A consultoria deles foi impecável e eles nos ofereceram especialistas técnicos que nos aconselharam não apenas no âmbito da tecnologia e de processos, mas também sobre as possibilidades de implementação especificamente adaptadas aos nossos requisitos técnicos, com soluções para os problemas”.

A conclusão do projeto dentro de prazos muito apertados foi um requisito essencial para a RCS: “O que nos convenceu particularmente foi que a Stadler seguiu nosso cronograma apertado e foram capazes de atender às nossas expectativas”, acrescenta Alexander Rimmer.

Segundo a RCS, a modernização trouxe benefícios para a planta de triagem – não apenas na qualidade do material de saída, mas também em seu funcionamento geral e nos custos operacionais: “A maior vantagem foi um aumento triplo em quantidade, qualidade e produção. Os processos de trabalho tornaram-se mais fáceis para nossos funcionários. Além disso, o equipamento Stadler é muito durável e, portanto, requer menos manutenção. Como resultado da modernização e da manutenção simplificada, os custos e os fluxos de trabalho puderam ser otimizados”, complementaram os CEO´s da empresa.

Remoção automática de rótulos

Cada vez mais as garrafas PET estão embaladas com etiquetas “de corpo inteiro”: “Para otimizar a classificação e obter melhor qualidade para nossos clientes, a separação entre rótulo e garrafa PET deve ocorrer antes da triagem”, explica Rimmer.

Removedor de Rótulos

Mais uma vez, a RCS procurou a Stadler em busca de uma solução para essa nova demanda: “com o removedor de rótulos Stadler, as etiquetas são arrancadas e as garrafas PET são menos danificadas do que com outros fabricantes. Como resultado, podemos registrar uma abrasão menos fina”, afirma Alexander Rimmer.

Segundo a Stadler, o seu removedor de rótulos da Stadler – lançado em 2019 – remove etiquetas de garrafas de todos os tipos, atingindo um padrão de qualidade de até 80% das etiquetas removidas. Ele processa um fluxo de massa de até 9 Tn / h – dependendo do tamanho das partículas e da composição do material, afirma a empresa.

O removedor de rótulos Stadler está em operação na planta de triagem de PET da RCS. Alexander Rimmer afirma: “Estamos muito satisfeitos com o removedor de rótulos, pois ele requer menos manutenção e sua capacidade é adaptada à de nossa fábrica. Ele tem menos desgaste nas facas e a máquina não é muito sensível a impurezas, como filmes ou madeira. Além disso, não causa danos às garrafas PET. Com o removedor de rótulos, podemos separar as etiquetas das garrafas antes da classificação, o que nos permite garantir um nível de pureza consistentemente alto”.

Willi Stadler, CEO do Grupo Stadler, comenta sobre o relacionamento com a RCS: “Estou muito orgulhoso de ter trabalhado lado a lado com a RCS ao longo dos anos, construindo uma parceria real que nos permitiu apoiá-los à medida que seus negócios cresceram e evoluíram. Juntos, conseguimos antecipar as mudanças na demanda do mercado e encontrar soluções eficazes para sua operação. Me alegro em estar ao lado deles, ajudando-os a enfrentar desafios futuros”.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço personalizado, desde o projeto conceitual até o planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos.

Curta nossa página no

Filmes de PET com resina pós-consumo da Terphane tem aprovação da Anvisa para contato direto com alimentos

21/04/2020

A Terphane, líder em filmes PET (poliéster) na América Latina, confirmou que os novos filmes da linha Ecophane são os únicos de poliéster com PCR (PET reciclado pós-consumo) aprovados pela Anvisa, inclusive para contato direto com alimentos. Nos Estados Unidos e Europa, a linha Ecophane já é comercializada com sucesso e foi aprovada pela FDA e EFSA (União Europeia).

Lançados em 2019, estes filmes estão alinhados a uma demanda crescente do mercado global por filmes que garantam a produção de embalagens recicláveis e com conteúdo reciclado.

“A linha Ecophane é o resultado de extensivas pesquisas e muita tecnologia de ponta aplicada ao seu desenvolvimento. Conseguimos criar um filme PET com no mínimo 30% de PCR em sua composição”, explica Marcos Vieira, Diretor de P&D Global da Terphane. Esta expertise tecnológica resultou em mais de 10 tipos de filmes da linha Ecophane, disponíveis para as mais diversas aplicações.

Além de permitirem um menor uso de matérias-primas virgens, os novos filmes da linha Ecophane, da Terphane, estão inseridos no conceito de Economia Circular: o PET descartado na forma de embalagens ou outros itens é coletado, reciclado e volta a ser embalagem.

“O desenvolvimento da linha Ecophane não vai ao encontro apenas das métricas de sustentabilidade estabelecidas pela Terphane, mas atende a uma busca dos brand owners que querem associar suas marcas e produtos a embalagens cada vez mais sustentáveis”, completa André Gani, Diretor de Vendas & Marketing da Terphane. A Terphane estabeleceu como prioridades em sua jornada de sustentabilidade, ações ambientalmente, socialmente e economicamente positivas em suas plantas, produtos e na comunidade.

Desde a sua fundação em 1976, a Terphane concentra-se no desenvolvimento de tecnologias e processos de fabricação de filmes especiais de poliéster biorientado (BOPET). Sua equipe possui experiência e conhecimento em produção, revestimento e metalização de filmes. A empresa possui uma cadeia verticalizada que vai desde a produção da resina até a extrusão de filmes especiais. A Terphane faz parte do grupo industrial norte-americano Tredegar.

Curta nossa página no

Eastman aborda lacuna de oferta e demanda em Conferência de Reciclagem de Plásticos

21/04/2020

A fornecedora de polímeros ​​discutiu a possível escassez de matéria-prima reciclada

A fornecedora global de plásticos especiais Eastman colocou em pauta a crescente demanda por materiais reciclados na Conferência e Feira de Reciclagem de Plásticos 2020, realizada em Nashville (EUA), de 17 a 19 de fevereiro. O 15º evento anual reuniu importantes vozes em sustentabilidade para discutir questões complexas enfrentadas pelo setor de reciclagem de plásticos. Holli Alexander (foto), gerente de Iniciativas Estratégicas de Sustentabilidade da Eastman, participou de uma mesa redonda, na sessão de encerramento, intitulada “Como lidar com a lacuna de oferta e demanda”.

“Na Eastman, fomos pioneiros em tecnologias de reciclagem que definirão a economia circular nos próximos anos”, diz Holli. “Nosso objetivo é trabalhar em toda a cadeia de valor para encontrar soluções viáveis ​​para escalar essas inovações. O fornecimento de matéria-prima reciclada apresenta tanto um desafio como uma oportunidade para nossos parceiros de canal e para todo o setor”.

A empresa anunciou duas grandes iniciativas de reciclagem no ano passado. A tecnologia de renovação do carbono (CRT) é um processo de reciclagem química que redireciona o lixo plástico misturado dos aterros sanitários e o converte em componentes moleculares simples, que são reintroduzidos na produção de uma variedade de produtos Eastman. A CRT agora está operando em escala. Na verdade, a Eastman fechou um acordo, em novembro de 2019, para fornecer matéria-prima proveniente da Circular Polymers, uma recuperadora de resíduos pós-consumo. A colaboração desviará milhões de quilos de carpetes descartados dos aterros em seu primeiro ano, de acordo com Mark Costa, presidente do conselho e CEO da Eastman.

A segunda inovação em reciclagem da companhia, a tecnologia de renovação do poliéster (PRT), anteriormente conhecida como reciclagem circular avançada, é um processo de reciclagem química especificamente para resíduos de poliéster, incluindo PET colorido e copoliésteres, que produz materiais do tipo virgem. A primeira fase da PRT usa a glicólise para desmontar os resíduos de PET em seus blocos de construção fundamentais, que são usados ​​para produzir novos poliésteres com altos níveis de conteúdo reciclado, alcançados por meio de alocação de massa balanceada, de maneira certificada. Uma fase posterior da PRT que utiliza metanol para quebrar uma grande variedade de resíduos de poliésteres estará totalmente operacional até 2022, afirma a empresa.

A empresa está alavancando essas inovadoras tecnologias de Reciclagem Circular Avançada para aplicações em embalagens de cosméticos, de alimentos, de bebidas e em sua linha de resinas para filmes retráteis, incluindo os copolímeros Eastman Embrace Encore e Eastman Embrace Float, aprovados pela APR. Com a CRT e a PRT, os plásticos difíceis de reciclar podem ser transformados um número ilimitado de vezes para criar produtos que podem reivindicar altos níveis de conteúdo reciclado certificado, criando um ciclo fechado.

Na Conferência de Reciclagem de Plásticos, Alexander esteve com outros especialistas em sustentabilidade identificando possíveis regras e estratégias baseadas no mercado que possam garantir o equilíbrio de oferta/demanda à medida que as marcas buscam avançar nos planos de aumentar o consumo de plásticos reciclados.

Curta nossa página no

Milliken patrocina Fórum de Economia circular da National Geographic

21/04/2020

Presidente e CEO da Milliken discute soluções sustentáveis para o fim da vida útil dos plásticos

Na esteira do Fórum de Economia Circular da National Geographic, a Milliken & Company reforçou seu compromisso com a economia circular do mundo. Junto com a Waste Management e a Ellen MacArthur Foundation, a empresa foi patrocinadora do fórum que reuniu aproximadamente 400 pensadores, que debateram soluções para a eliminação de resíduos.

“Fechar o ciclo do lixo requer um plano holístico”, disse Halsey M. Cook, presidente e CEO da Milliken & Company. “Estamos comprometidos com fóruns e conversas que levarão a inovações articuladas e sustentáveis.”

A experiência da Milliken na área de ciência de materiais pode ajudar a catalisar colaborações em torno dos resíduos, focalizando-se especificamente no desafio dos plásticos no fim da vida útil, uma das principais ênfases dos seus objetivos de sustentabilidade para 2025. O fórum, organizado pela National Geographic, reuniu líderes da indústria, organizações não-governamentais e do governo para uma abordagem de soluções multifacetadas para atingir a meta de resíduo zero.

“Nosso objetivo é tornar a fabricação de produtos reciclados mais eficaz”, disse David Moody, presidente da Divisão Química da Milliken. “Mas não podemos fazer este trabalho sozinhos. Os líderes que se reuniram hoje serão sem dúvida uma parte da solução”.

“Os plásticos são parte integrante da nossa vida cotidiana, desde o transporte sustentável até os serviços de saúde e a segurança. Podemos manter, e até mesmo melhorar, o papel crucial que eles desempenham por meio da reciclagem intencional e da melhoria dos processos de fabricação de plásticos reciclados. Já estamos realizando este trabalho com as inovações da Milliken. Estamos comprometidos em levar isso ainda mais adiante”, continuou Moody.

Segundo a Milliken, o seu aditivo melhorador de desempenho DeltaMax revolucionou a fabricação com polipropileno reciclado, um dos plásticos cuja utilização é a que mais cresce no mundo. De acordo com a empresa, o novo aditivo equilibra a qualidade do produto e os desafios da produção na fabricação de novos produtos com polipropileno reciclado, permitindo a utilização de até 100% de resinas de polipropileno reciclado pós-industrial e pós-consumo, a partir das quais são fabricados novos produtos.

O fórum da National Geographic está ajudando a estimular a colaboração e a inspirar inovações entre as partes interessadas, cadeias de valor e indústrias. A Milliken espera desempenhar um papel crítico na redefinição da sustentabilidade da produção e impactar positivamente o mundo através de inovações baseadas em P&D.

O fórum, que foi transmitido ao vivo, pode agora ser visto em:

https://www.nationalgeographic.com/circular-economy-2020/livestream/

A Milliken vem atendendo aos desafios do dia a dia com soluções inovadoras há mais de 150 anos. A experiência em pesquisa, desenvolvimento e produção abrange uma variedade de disciplinas, incluindo produtos químicos especiais, revestimento de pisos e tecidos de desempenho e proteção.

Curta nossa página no

Tomra Sorting Recycling se dedica à Economia Circular e assina acordo com a Exchange4Change Brasil para promover e dinamizar o tema

07/04/2020

Carina Arita (C) e Beatriz Luz (D)

A Economia Circular é um tema cada vez mais relevante nos dias de hoje e a Tomra Sorting Recycling tem dedicado atenção ao tema.

A Economia Circular é o futuro. Como um dos principais key-players do mercado, a Tomra vem há anos fomentando e alertando para a necessidade de uma economia circular em substituição da Economia Linear que ainda predomina nos dias de hoje e compromete as metas mundiais das taxas de reciclagem recomendadas. É sob essa permissa que a Tomra trabalha diariamente para conseguir estar na vanguarda com a melhor tecnologia e no fornecimento de equipamento de separação que vai permitir a efetiva recuperação dos recicláveis descartados no lixo a fim de conseguir melhores resultados a curto prazo.

Desde a revolução industrial, os recursos naturais são explorados de forma imprudente para satisfazer à demanda infinita da humanidade por matéria prima virgem, levando os recursos a se tornarem escassos e com uma pressão sem precedentes. Particularmente, o plástico encontra-se hoje no foco, tendo o seu uso sendo questionado. Atualmente, cerca de 40% das embalagens plásticas são dispostas em aterros, 32% acabam poluindo a natureza e 8 milhões de toneladas de plástico são arrastadas para os oceanos, o que representa uma perda anual entre 80 e 120 bilhões de dólares de materiais. Rever a maneira como os recursos são obtidos, usados e reutilizados é a principal forma para superar a barreira da disponibilidade limitada de recursos naturais.

O Brasil é o quarto maior produtor de resíduos plásticos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. Embora o país tenha uma alta taxa de coleta de plástico para a reciclagem, ainda encontramos na composição média do resíduo descartado no Brasil 13% de plásticos, tanto flexíveis quanto rígidos, conforme apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Ou seja, cerca de 9,5 milhões de toneladas de plásticos foram aterradas em 2018, considerando-se a geração de 79 milhões de toneladas de lixo nesse mesmo ano, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019, produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe). Esse material plástico com potencial de reciclagem poderia ser recuperado se os resíduos sólidos fossem processados e triados antes do seu descarte final.

Carina Arita, Diretora Comercial da Tomra Sorting Recycling Brasil, afirma: “Continuar usando nossos recursos de maneira insustentável e ineficiente não pode mais ser uma opção. Na Tomra, levamos esse problema global a sério e desenvolvemos continuamente novas soluções de triagem baseada em sensores com tecnologia de ponta para atingir de uma forma sustentável os objetivos dos nossos clientes”.

Brasil: desafios e oportunidades

Na mesma linha que o paradigma mundial, o Brasil surge como um dos principais interessados na mudança.No entanto, com um caminho ainda longo para percorrer, de forma a mudar a mentalidade do país. Carina Arita explica que, “em virtude de preocupações com o futuro, aumentou no país a pressão popular para que as grandes marcas se movam em direção à uma economia mais circular, buscando fonte de recursos alternativos, ou seja àqueles insumos reciclados.”

No Brasil todo o material reciclável pós-consumo que é recuperado dos resíduos, seja por catadores ou em centrais de triagem, é facilmente comercializado e aproveitado pela indústria recicladora. “O desafio, atualmente, está em como aumentar o volume de material recuperado, aumentando assim a fonte de material para a reciclagem. Para suprir essa demanda as Centrais de Triagem de Resíduo Sólido Urbano com grandes capacidades como 500 toneladas por dia, 1000 toneladas por dia ou até maiores, podem promover a recuperação dos recicláveis contidos nesse resíduos que atualmente estão sendo depositados em Aterros e lixões para retornarem a cadeia produtiva”, reforça a responsável da Tomra.

O principal objetivo da Economia Circular é racionalizar o uso dos recursos naturais tornando-os circulares, ou seja, reciclando os materiais e retornando-os para o ciclo produtivo diversas vezes. Carina Arita acredita que a implementação das Centrais de Triagem de Grandes Capacidades pode proporcionar a recuperação desses materiais em larga escala, aumentando assim o volume de material para a indústria recicladora processá-los e retorná-los a cadeia.

Tomra e Exchange4Change Brasil: um acordo para conscientizar

Foi assinada a participação da Tomra Sorting Recycling no Hub de Economia Circular conduzido pela Exchange4Change Brasil, pela coordenação da Beatriz Luz, que visa promover a troca de experiências e facilitar a construção de sinergias entre empresas de vários setores e variados elos da cadeia, acelerando a implementação da Economia Circular no Brasil. O HUB-EC se materializa através de um ecossistema único que reúne empresas líderes comprometidas a trabalharem juntas para superarem barreiras, quebrarem paradigmas e viabilizarem projetos. O HUB-EC conta com a participação de organizações variadas como Gerdau, Nespresso, Plastiweber, IPT, Electrolux entre outros. Também já promoveu discussões junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e FINEP.

“Nós temos um grande interesse nesta iniciativa pois acreditamos que irá contribuir diretamente para impulsionar a conscientoização das empresas e órgãos governamentais de que só é possível aumentar a circularidade dos materiais através da união de toda cadeia produtiva. Além disso, acreditamos que através da implantação das centrais de triagem de Resíduos Sólidos, seguido de uma industria recicladora bem estruturada e com o uso desses materiais secundários pela indústria, podemos viabilizar a circularidade dos materiais no Brasil.”, explica Carina Arita.

Na ótica de Beatriz Luz, “primeiramente, é importante que o mercado compreenda a necessidade urgente de redefinir o mindset de negócios e que é possível crescer e se desenvolver sem deixar pra trás um passivo ambiental e social. A importância de trazermos o debate da Economia Circular para o Brasil é a demonstração deste senso de urgência e que não podemos mais trabalhar de forma compartimentada e com um olhar de curto prazo. As empresas brasileiras precisam começar a olhar além das suas fronteiras e trabalhar de forma sistêmica envolvendo todos os elos da sua cadeia de valor no processo de avaliação de problemas e desenvolvimento de soluções”.

Nesse sentido acrescenta: “a Tomra traz para o Brasil uma tecnologia única que permite a valorização dos resíduos e a possibilidade de trazermos um olhar de negócio para a reciclagem. A atuação que a Tomra vem tendo de destacar o olhar sistêmico e demonstrar a possibilidade existente de parcerias entre os diversos elos da cadeia é essencial para a viabilização do negócio.”

É importante que o mercado brasileiro tenha um olhar diferenciado para a reciclagem, que não basta investir em tecnologia se a cadeia não estiver conectada e que a coleta seletiva e o trabalho dos catadores são apenas uma pequena parte do processo. “Temos que unir todos os atores e trabalhar na articulação completa da cadeia de valor para garantir o fornecimento de matéria prima de qualidade para o mercado com rastreabilidade, escala e viabilidade econômica. Acreditamos que a Tomra é um destes atores importantes que irão fortalecer o debate trazendo sua experiência global, seu pioneirismo e soluções inovadoras acelerando a compreensão e a implementação da Nova Economia do Plástico no Brasil”, conclui Beatriz Luz.

A Tomra Sorting Recycling projeta e fabrica tecnologias de triagem baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Mais de 6.000 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de seleção de resíduos, a Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting é de propriedade da empresa norueguesa Tomra Systems ASA, listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 876 milhões de euros e emprega cerca de 4.000 funcionários globalmente.

Para obter mais informações sobre a Tomra Sorting Recycling visite https:// www.Tomra.com/pt/sorting/recycling ou siga-nos no LinkedIn, Twitter or Facebook.</p

Curta nossa página no

Stadler comissiona nova planta automatizada de triagem de embalagens de bebidas na Dinamarca

26/03/2020

Da esquerda para a direita: Lars Krejberg, diretor executivo da Dansk Retursystem, Príncipe Frederick, Prefeito Michael de Taastrup, Ministra Lea Wermelin e Thomas Dalsgaard, chairman do Danish Return System

Planta construída para a Dansk Retursystem inicia operação no bem-sucedido sistema de devolução de embalagens de bebidas da Dinamarca

A Stadler concluiu o comissionamento de uma nova planta de triagem de embalagens de bebidas projetada e construída para a Dansk Retursystem em Taastrup, Dinamarca. A entrega completa está prevista para abril, no final do período de testes de um mês.

A cerimônia de inauguração da fábrica, realizada em 10 de março, foi realizada pelo diretor executivo da Dansk Retursystem, Lars Krejberg Petersen, e contou com a presença de convidados de honra como Frederick, príncipe herdeiro da Dinamarca e Lea Wermelin, ministra do Meio Ambiente. A planta processará as garrafas PET e latas de alumínio coletadas em todo o país através do sistema de retorno, produzindo fardos de garrafas PET e latas de alumínio para reciclagem.

Com capacidade de 110 m3 por hora, espera-se processar cerca de 55% das latas recicladas e garrafas de PET do país, totalizando mais de 25.000 toneladas de material por ano, trabalhando 16 horas por dia em dois turnos, por 300 dias do ano.

Uma colaboração público-privada bem-sucedida para uma economia circular

A Dansk Retursystem é uma empresa sem fins lucrativos de propriedade de cervejarias dinamarquesas e regulamentada por ordem estatutária sob a Lei de Proteção Ambiental da Dinamarca. Fundada em 2000, opera o sistema de depósito e retorno do país para garrafas e latas de bebidas, com o objetivo de reciclar o máximo de material possível. Todos os lucros são reinvestidos na empresa para melhorar o sistema e garantir que a alta taxa de retorno seja mantida ou aumentada ainda mais. A Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental monitora as atividades da Dansk Retursystem e revisa periodicamente sua operação para renovar seu direito exclusivo de operar o sistema de depósito e devolução do país por um novo período.

A Dansk Retursystem é um exemplo de uma colaboração bem-sucedida entre os setores público e privado. Seu modelo de negócios cria uma economia circular que envolve toda a cadeia: fabricantes de embalagens de bebidas, cervejarias, varejistas, consumidores, empresas de transporte e empresas de reciclagem. A Dansk Retursystem coleta garrafas e latas de máquinas de venda reversa encontradas em 3000 pontos em todo o país, sendo eles varejistas, lojas, escritórios, cafés e restaurantes, ou através dos bancos de retorno de depósito “pantstation” localizados em 12 cidades. A planta classifica todas as embalagens coletadas em garrafas de vidro e plástico e latas de alumínio, que são recicladas em novas embalagens. O resultado desse sistema extremamente eficaz é que 9 em cada 10 garrafas marcadas para depósito são devolvidas e recicladas, com muito pouco desperdício no processo.

Planta automatizada de alta capacidade da Stadler:  economia circular de retorno

A classificação eficiente e precisa das garrafas e latas coletadas é crucial para o sucesso da operação da Dansk Retursystem, por isso a empresa optou por um processo de licitação em toda a Europa para selecionar o fornecedor para sua nova planta.

A empresa identificou a Stadler como “um integrador profissional dedicado capaz de fornecer uma solução completa para fluxos de materiais”, explica Lars Krejberg Petersen, CEO da Dansk Retursystem, que também está muito satisfeito com o apoio recebido ao longo do projeto: “A Stadler também teve um ótimo desempenho nos parâmetros flexíveis”.

Tendo vencido o concurso, a Stadler projetou a planta e iniciou a montagem em novembro de 2019.

A planta usa separação magnética para classificar as latas de alumínio, ejetando qualquer material ferroso e a tecnologia Near Infrared (NIR) para as garrafas PET. Também faz parte do processo a remoção de etiquetas soltas. No final da linha, as enfardadeiras compactam as latas de alumínio em uma linha de saída e as garrafas PET na outra.

O projeto apresentou desafios particulares devido ao alto nível de automatização e flexibilidade da planta, o que exigiu a engenhosidade da Stadler para desenvolver uma solução sob medida. Armin Winand, gerente conjunto de projetos, explica: “Esta é uma planta de triagem totalmente automatizada com alto rendimento. Abordamos isso com bunkers intermediários extra grandes, com capacidade de até 240m³ em várias etapas do processo, e um transportador de bunkers de tamanho similar, com 20 metros de comprimento, 4 metros de largura e 4 metros de altura. Este é o maior bunker Stadler já projetado e construído. No final do processo, os fardos de alumínio e PET são transportados automaticamente para a área de armazenamento”.

“A planta também se destaca por sua extrema flexibilidade, que permite ao cliente selecionar diferentes modos de operação de acordo com os requisitos”, acrescenta Urban Konzic, da equipe de vendas. “Além disso, o gerenciamento da descarga de materiais recebidos é automatizado, com o sistema Stadler indicando aos motoristas de caminhão de entrega em qual dos 5 bunkers eles devem descarregar”.

Este é o primeiro projeto da Stadler para a Dansk Retursystem: “A experiência da Dansk Retursystems em reciclagem, combinada com a vasta experiência da Stadler em instalações de construção, significa que teremos uma planta totalmente automatizada e altamente tecnológica para garantir uma reciclagem ainda mais eficiente de latas e garrafas. Isso beneficiará o meio ambiente e o clima”, conclui Lars Krejberg Petersen.

Fundada em 1791,, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos.

Curta nossa página no

Stadler anuncia prioridades estratégicas para 2020

27/02/2020

A Stadler, empresa alemã especializada em projetar e montar plantas de triagem para o setor de reciclagem e destinação final de resíduos, definiu os objetivos estratégicos da empresa para 2020, os quais permanecem focadlizados em antecipar a evolução do setor de reciclagem, detectar novos requisitos à medida que surgem e manter a flexibilidade operacional para desenvolver soluções para resolvê-los em um curto espaço de tempo.

Willi Stadler (foto abaixo), CEO do Grupo Stadler, declarou: “A economia circular é o futuro e a maneira de enfrentar os principais desafios ambientais do nosso século, tais como a questão global dos resíduos. Em todo o mundo, a consciência de que precisamos mudar nosso estilo de vida está crescendo rapidamente. Nesse contexto, o setor de reciclagem deve crescer significativamente, também impulsionado por políticas e regulamentos cada vez mais rigorosos. Na Stadler, estamos prontos: temos o know-how, a experiência e a capacidade operacional para apoiar o setor de reciclagem à medida que ele evolui. A mudança já está acontecendo e estamos fornecendo soluções para os novos requisitos à medida que surgem”.

Atendendo à nova demanda por especialização e altas taxas de pureza na saída da classificação

A indústria de reciclagem está exigindo das plantas de triagem altos níveis de pureza das frações classificadas, a fim de atender à demanda de seus clientes por produtos finais reciclados de alta qualidade que possam competir com materiais virgens no mercado. Essa evolução também está gerando uma demanda por uma maior especialização nos processos de classificação e a capacidade de classificar vários materiais de maneira flexível.

A Stadler afirma ter antecipado essa evolução, tendo concluído diversos projetos que atendem a essas novas necessidades, a exemplo de uma das primeiras plantas de triagem do mundo especializada em filmes: a planta da Integra Plastics em Sofia, Bulgária, com capacidade para 4 toneladas / hora, classifica as frações em HDPE, PP e LDPE e por cor (transparente, azul e verde).

“Em nossa indústria, a especialização será a chave do sucesso nos próximos anos”, explica Jürgen Berger, Diretor de Vendas. “Na Stadler, temos flexibilidade operacional e experiência para desenvolver novas soluções para atender à demanda de especialização e alcançar as mais altas taxas de pureza possíveis – e podemos responder rapidamente a novas necessidades. Esse é um dos nossos principais pontos fortes e continuará sendo um foco importante para nós”.

Segundo a Stadler, o seu mais recente projeto para a empresa francesa de reciclagem Schroll Group demonstrou a capacidade da empresa de desenvolver soluções personalizadas para atender à demanda de classificação de mais frações e maior flexibilidade operacional. A empresa projetou a nova instalação de triagem na cidade de Épinal para processar 80 mil toneladas de resíduos por ano, permitindo expansão futura e adição de frações adicionais. Possui duas plantas independentes – uma para multimateriais e outra para material oco – para fornecer mais flexibilidade. Neste projeto, a Stadler entregou dentro do prazo, em apenas 14 semanas, incluindo o início das duas linhas.

Removedor de Etiquetas

Em 2019, desenvolveu uma versão aprimorada de seu removedor de etiquetas, lançado no ano anterior, com o intuito de processar um maior volume de garrafas. A nova versão aumentou a capacidade de 6 toneladas / hora de garrafas plásticas da máquina original para 9 toneladas / hora. No mesmo ano, aprimorou seu capô de expansão para atender aos mais recentes requisitos do mercado de classificação ótica.

Entrar em novos mercados, com foco na economia circular

A Stadler tem visto um interesse crescente nos mercados latino-americanos pelo desenvolvimento de sua indústria de reciclagem, à medida que se esforça para limitar o crescimento de aterros sanitários e desenvolver sua economia circular. A empresa identificou um forte interesse no México e, após concluir vários projetos nos últimos dois anos, a empresa agora planeja estabelecer presença direta por meio de uma subsidiária nos próximos meses para apoiar melhor os clientes nesse mercado.

Também concluiu recentemente uma unidade de triagem para embalagens leves, plásticos, papel e papelão no Brasil. A fábrica da Mulitlixo, em São Paulo, Brasil, está em fase final de testes. Inclui uma plataforma de visualização para os visitantes examinarem a planta e seu processo com segurança.

Preparado para crescimento contínuo

Com o setor de reciclagem definido para crescer rapidamente nos próximos anos, a Stadler afirma estar pronta para atender à crescente demanda em termos de capacidade e complexidade. Em 2014 e 2016, a empresa investiu, em duas fases, na construção de um novo centro de produção em Altshausen e, no ano passado, concluiu o projeto com a inauguração da nova sede no mesmo local, reunindo toda a equipe. Também está investindo em um novo galpão de produção na fábrica da Eslovênia, a fim de aumentar ainda mais a capacidade de produção.

O foco da Stadler em fornecer a melhor resposta às necessidades de seus clientes também levou a empresa a fechar uma parceria com a Krones, especialista no processo de lavagem e descontaminação. Com essa aliança, agora é capaz de oferecer uma planta turnkey para o processo completo de reciclagem, desde a triagem até a saída final de novos materiais reciclados.

Claus Maier, segundo CEO do Grupo Stadler, conclui: “Nossa prioridade estratégica é o cliente. Eles são nossa prioridade, porque, na Stadler, sabemos que nosso sucesso depende do sucesso de nossos clientes”.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço personalizado, desde o projeto conceitual até o planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos.

Curta nossa página no

 

E-book da Tomra Sorting detalha potencial da Inteligência Artificial para a indústria de reciclagem

20/02/2020

Imitando a aprendizagem humana, o ‘deep learning’ mostra promessa de encontrar soluções para seleção de desafios onde não existem soluções atualmente

O ‘Deep Learning’ está em ascensão no setor de reciclagem, de acordo com o novo e-book “Harnessing the Potential of AI” do fabricante de soluções em seleção baseada em sensores, Tomra Sorting, Inc. Desmistificando um equívoco comum sobre a IA, este último e-book da Tomra narra a longa história e as contribuições de 30 anos que a AI já fez para a indústria de reciclagem, bem como o futuro promissor que está por vir.

“Nos próximos meses e anos, aqueles que estão na indústria de reciclagem ouvirão muito mais sobre o ‘Deep Learning’, um componente poderoso da inteligência artificial”, diz Daniel Bender, gerente técnico de Deep Learning da Tomra Sorting. “O ‘Deep Learning’ promete oferecer soluções para os desafios de seleção mais complexos do setor. As operações de reciclagem na vanguarda do uso da IA para selecionar materiais terão uma vantagem significativa sobre as empresas que não o fazem”.

O e-book gratuito para download detalha como o ‘Deep Learning’ funciona e aprende a identificar materiais para resolver problemas não solucionáveis no aprendizado de máquinas clássicas. O e-book afirma que o ‘Deep Learning’ é a chave para alcançar índices de recuperação mais consistentes do que na seleção manual, elevando a pureza do material e reduzindo os custos.

Para baixar cópia em inglês do novo eBook da TOMRA sobre IA e Deep learning, visite: https://solutions.tomra.com/ai-ebook

A Tomra Sorting Recycling projeta e fabrica tecnologias de triagem baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Mais de 5.500 sistemas foram instalados em quase 80 países em todo o mundo, afirma a empresa. A Tomra Sorting é de propriedade da empresa norueguesa Tomra Systems ASA. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 876 milhões de euros e emprega cerca de 4.000 funcionários globalmente.

Curta nossa página no

 

Nestlé se compromete a investir para criar mercado para plásticos reciclados a serem usados em embalagens alimentícias

24/01/2020

A Nestlé anunciou em 16 de janeiro que investirá até 2 bilhões de francos suíços para estimular a substituição de material plástico virgem por plásticos reciclados de qualidade alimentar e acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras de embalagens sustentáveis.

Em cima da sua promessa feita em 2018 de tornar 100% de suas embalagens recicláveis ​​ou reutilizáveis ​​até 2025, a Nestlé diz que reduzirá o uso de plásticos virgens em um terço no mesmo período, enquanto trabalhará com parceiros para promover a economia circular e continuar os esforços de limpeza dos resíduos plásticos em oceanos, lagos e rios. A redução de um um terço no uso de plásticos virgens corresponde a uma quantidade de aproximadmaente 500.000 toneladas por ano, de acordo com Sander Defruyt, chefe do projeto de plásticos Ellen MacArthur.

A reciclagem de plásticos para uso em embalagens de alimentos é difícil para a maioria dos materiais, o que leva a um suprimento limitado de plásticos reciclados de qualidade alimentar. Para criar um mercado, a Nestlé comprometeu-se a utilizar até 2 milhões de toneladas métricas de plásticos reciclados de qualidade alimentar e alocou mais de 1,5 bilhão de francos suíços para pagar um prêmio por esses materiais entre agora e 2025. A Nestlé diz que buscará eficiência operacional para manter neutros os ganhos desta iniciativa.

Para mais informações (em inglês), clique aqui.

Curta nossa página no

Dow oferecerá PEBD e PEBDL baseados em reciclados pós-consumo na América do Norte

15/01/2020

  • Dow combina suas resinas de polietileno virgem com os pellets de resina pós-consumo (PCR) da Avangard Innovative, obtidos a partir de filmes plásticos
  • Contrato exclusivo permitirá lançamento dos primeiros produtos baseados em PCR da Dow na América do Norte

Em um contrato exclusivo, a Avangard Innovative LP, empresa de Houston (Texas) especialista em valorização de resíduos, fornecerá à Dow pellets de resina pós-consumo (PCR) obtidos a partir de filme plástico, o que corresponde a uma adição significativa ao portfólio de circularidade plástica da Dow – alinhado ao objetivo da empresa de promover a economia circular de plásticos.

As duas empresas esperam começar a oferecer no final deste ano as primeiras inovações baseadas em PCR da Dow a clientes norte-americanos que estão exigindo perfis de sustentabilidade mais consistentes em aplicações direcionados, tais como revestimentos, embalagens retráteis e embalagens protetoras, entre outras aplicações. A Dow inicialmente utilizará a PCR da Avangarde para criar produtos de polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) e polietileno de baixa densidade (PEBD).

“Estamos oferecendo aos nossos clientes as ferramentas necessárias para fornecer aos consumidores produtos feitos de plástico reciclado, tais como os revestimentos que colocam em suas lixeiras e e a embalagem retrátil que eles usam para empacotar e enviar mercadorias embaladas”, disse Victor Zapata, diretor comercial para reciclagem na América Latina e América do Norte. “Esta colaboração combina a tecnologia de coleta e classificação de resíduos da Avangard e ​​com o conhecimento da Dow em ciência de materiais, além da sua experiência em aplicações e escala operacional, a fim de oferecer um processamento consistente e um fornecimento confiável de PEBD e PEBDL baseados em PCR para nossos clientes em toda a América do Norte”.

Promovendo soluções para a economia circular de plástico

A colaboração entre a Dow e a Avangard impulsiona esforços que garantem que o valor do plástico não seja perdido após apenas somente um ciclo de uso de material.

“Qualquer plástico perdido no meio ambiente como lixo é inaceitável”, disse Nestor de Mattos, vice-presidente comercial da Dow na América do Norte para Embalagens e Plásticos Especiais. “É por isso que estamos colaborando com a Avangard para promover novas soluções que mantenham o valor dos plásticos usados. Esse esforço não apenas ajuda a Dow a atingir suas metas de sustentabilidade, mas também ajuda nossos clientes a alcançarem seus próprios objetivos de sustentabilidade, promovendo a mudança para uma economia cicular dos plásticos “.

Contrato com a Dow dá continuidade ao crescimento da Avangard

O contrato exclusivo para fornecimento de PCR à Dow, que será combinado com resinas virgens para criar novos produtos de PEBD e PEBDL, vem em seguida ao anúncio da Avangard de que está expandindo sua coleta e classificação de filmes no próximo ano – facilitada por uma segunda fábrica em Houston e novas plantas em Nevada e no México .

“A combinação de nossa colaboração com a Dow e a nossa expansão planejada torna este um momento muito emocionante para a Avangard Innovative”, disse Rick Perez, CEO da Avangard. “Construímos uma experiência de coleta e classificação de filmes ao longo de 35 anos, posicionando-nos de maneira única para oferecer materiais de PCR que permitirão à Dow desenvolver produtos circulares para seus clientes “.

A Avangard foi certificada como uma empresa comercial minoritária (MBE) pelo Conselho de Desenvolvimento de Fornecedores Minoritários de Houston (HMSDC) e pelo Estado do Texas.

O portfólio da Dow é composto pelos segmentos Materiais de Desempenho, Intermediários Industriais e Plásticos e oferece aos clientes de indústrias de alto crescimento, tais como embalagens, infraestrutura e bens de consumo, uma gama de produtos e soluções diferenciados. A Dow opera 113 unidades de produção em 31 países e emprega cerca de 37.000 funcionários em todo o mundo. Em 2018, a empresa gerou um faturamento de cerca de US $ 50 bilhões (pro forma)

Curta nossa página no

Ineos Styrolution recebe Prêmio de Inovação da ICIS pela Reciclagem Química de Poliestireno

30/12/2019

Vencedor conjunto da categoria “Inovação com melhor benefício para o meio ambiente e a sustentabilidade”

A Ineos Styrolution, empresa atuante no setor de estirênicos, foi escolhida como vencedor do ICIS Innovation Awards na categoria “Inovação com melhor benefício para o meio ambiente e a sustentabilidade”.

O prêmio reconhece as ações da Ineos Styrolution para impulsionar a reciclagem química de poliestireno. A empresa está trabalhando com líderes tecnológicos globais em soluções de circuito fechado para poliestireno, polimerizando estireno a partir de poliestireno anteriormente despolimerizado. O desenvolvimento de soluções para uma economia circular de estirênicos está no topo da agenda da empresa e a reciclagem química de poliestireno é um dos principais projetos da Ineos Styrolution.

As soluções de reciclagem química fazem parte da recém-anunciada família de soluções ECO da Ineos Styrolution para a economia circular de estirênicos.

Norbert Niessner, Diretor Global de P&D / Propriedade Intelectual, comenta: “No início deste ano, estabelecemos uma prova de conceito com as primeiras bateladas de produção de poliestireno a partir de estireno despolimerizado anteriormente em escala laboratorial / piloto. Agora estamos trabalhando na comercialização da solução”. Ele acrescenta: “Desenvolvemos nosso processo com base em uma propriedade química exclusiva do poliestireno, a qual nos permite reverter o processo de polimerização. O poliestireno produzido a partir de resíduos despolimerizados tem propriedades idênticas às do material inicial. Em outras palavras: o processo não resulta em “downcycling” e o novo material atende até os requisitos de qualidade para contato com os alimentos. ”

Sven Riechers, vice-presidente de gerenciamento de negócios de Produtos Padrão (EMEA), observa: “Estamos empenhados em fazer da despolimerização do poliestireno a base de um modelo de negócios circular para estirênicos. Nós enxergamos os resíduos pós-consumo como um recurso valioso. Essa abordagem irá maximizar o potencial de resíduos pós-consumo como um recurso valioso e também contribuirá para um ambiente mais limpo. ”

Ele continua: “O poliestireno vem contribuindo para o bem-estar de nossa sociedade há muitas décadas. Contribui para reduzir o desperdício de alimentos, preservando os alimentos e prolongando a sua vida útil. Além disso, ajuda a economizar energia com soluções leves na indústria automotiva e com soluções de isolamento térmico na indústria da construção. Com a reciclagem química, podemos continuar a produzir poliestireno novo com os mesmos padrões de qualidade com os quais nossos clientes estão acostumados – sem impacto no meio ambiente. ”

O ICIS Innovation Award foi entregue em uma cerimônia especial em 13 de dezembro de 2019 no The Savoy Hotel, no centro de Londres.

A Ineos Styrolution é o principal fornecedor global de estirênicos, com foco em monômero de estireno, poliestireno, ABS Standard e especialidades estirênicas. A empresa fornece aplicações estirênicas para muitos produtos do cotidiano em uma ampla gama de indústrias, incluindo automotiva, eletrônica, doméstica, construção, saúde, brinquedos / esportes / lazer e embalagens. Em 2018, as vendas foram de 5,4 bilhões de euros. A Ineos Styrolution emprega aproximadamente 3.500 pessoas e opera 20 locais de produção em dez países.

Curta nossa página no

Movimento Plástico Transforma firma parceria com Yescom para projeto de reciclagem de copos plásticos utilizados durante a Corrida São Silvestre

29/12/2019

Pela primeira vez os copos usados pelos corredores serão recolhidos, reciclados e transformados em novos produtos a serem doados. Projeto reforça o conceito de Economia Circular e a importância do descarte correto.

Os copos plásticos de água distribuídos aos participantes da 95ª Corrida Internacional de São Silvestre, a ser realizada no próximo dia 31 de dezembro, voltarão para a população na forma de objetos que estimulam o descarte correto de resíduos. Graças à parceria do Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, promovida pela Braskem e a ABIPLAST, e Yescom, organizadora da corrida mais tradicional do Brasil, as embalagens serão recolhidas, recicladas e transformadas em lixeiras para coleta seletiva, que serão doadas a instituições.

A corrida distribui milhares de copos de água, em diversos pontos ao longo do percurso da corrida. Os 15 km que compõem a corrida exigem dos atletas muita hidratação e a embalagem de plástico é a maneira mais apropriada para o participante ingerir o líquido de forma rápida e segura.

Com a parceria, as embalagens coletadas serão transportadas logo após o fim da corrida até uma recicladora, triadas para separar o lacre do copo, recicladas e darão origem a novos produtos. A parceria viabilizará a doação de lixeiras a instituições, visando incentivar a coleta seletiva e educar sobre o descarte correto.

“Esse ano, estaremos junto com a São Silvestre para uma corrida mais consciente e sustentável. Acreditamos que parcerias como esta reforçam a importância do potencial de transformação do plástico em novos produtos por meio da reciclagem”, afirma Edison Terra, vice-presidente executivo da Braskem. Já José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST reforça o empenho da indústria em ações de conscientização. “Este é um exemplo de Economia Circular e de incentivo ao descarte correto, já que permitirá que as embalagens sejam recicladas e transformadas em novos objetos. É uma demonstração para a sociedade do quanto a indústria está comprometida com a sustentabilidade da cadeia”, afirma.

Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma visa ressaltar a utilização do plástico, de forma criativa e responsável, em soluções que podem transformar o nosso dia a dia e nosso futuro. A primeira iniciativa voltada para a comunicação com a sociedade promovida pelo Movimento Plástico Transforma foi a instalação interativa PlastCoLab. A ação já impactou mais de 37 mil pessoas e contou com quatro edições, realizadas nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Brasília. O Movimento também é responsável pela Estação Plástico Transforma, atividade instalada no parque KidZania, em São Paulo, que visa demonstrar de forma lúdica e educativa as principais etapas do processo de reciclagem do plástico.

Curta nossa página no

Braskem, Biowash e Greco e Guerreiro firmam parceria para lançamento de embalagens feitas com plástico de origem renovável e resina pós-consumo

25/12/2019

A mistura de resinas utilizada na solução para produtos de limpeza reduz em até 168% as emissões de CO2, um dos gases causadores do efeito estufa, afirma a Braskem

Empenhada em impulsionar o conceito de economia circular também no segmento de embalagens, uma das principais áreas de atuação da Braskem, a companhia anuncia mais uma parceria para alavancar o desenvolvimento de soluções sustentáveis. A partir de agora, as embalagens dos produtos de 1 e 5 litros da empresa brasileira Biowash , pioneira no desenvolvimento de produtos de limpeza naturais e 100% biodegradáveis, passam a ser produzidas a partir da mistura de plástico renovável, feito à base da cana-de-açúcar , e resina pós-consumo (PCR).

“A iniciativa reforça um movimento em prol da economia circular, importante para a Braskem, e que depende muito do trabalho em conjunto com nossos clientes, parceiros, e da sociedade de uma forma geral. Por isso, estamos buscando cada vez mais parcerias para o desenvolvimento de novas soluções que atendam às tendências de mercado, considerando importantes pontos como a seleção prévia de matéria-prima, o design e o retorno do produto ao ciclo produtivo por meio da reciclagem”, explica Rafaela Baldin, responsável pelo projeto com o cliente.

Reforçando a importância do trabalho em conjunto, a parceria conta ainda com participação do transformador Greco e Guerreiro , responsável pela produção e fornecimento das novas embalagens sustentáveis a Biowash. Os frascos, encontrados nos multiusos concentrados, lava-roupas e lava-louças, passam a conter 60% de plástico de origem renovável da Braskem e 40% de resina PCR, oriunda da reciclagem de produtos plásticos.

Segundo a Braskem, como mais da metade da composição dos frascos contém plástico de origem renovável I’m green bio-based, que captura gás carbônico, um dos principais causadores do efeito estufa, a solução captura 6,30 toneladas de CO2 ao ano, ou seja, uma redução de até 168% de emissões atmosféricas na comparação com as embalagens convencionais. O volume de CO2 capturado por ano pelo produto também é seis vezes maior que a quantidade de gás carbônico absorvido por mil mudas de árvores cultivadas ao longo de dez anos, segundo a Braskem.

E por também incluir em sua composição a resina pós-consumo, a embalagem se torna ainda mais sustentável, contribuindo para que itens plásticos sejam reciclados e se tornem matéria-prima para uma nova utilização na cadeia produtiva. “O uso de 40% de PCR natural agrega maior sustentabilidade à embalagem e ao mesmo tempo traz o impacto visual, sem o uso de pigmentos, fazendo a diferença no ponto de venda. O esforço conjunto, a conscientização, a inclusão do trabalho de catadores e cooperativas e o foco em economia circular agregam todos os valores que norteiam o trabalho da Greco e Guerreiro nesta trajetória de 30 anos de mercado” ressalta Marcelo Guerreiro Mason, head de Sustentabilidade da empresa.

Segundo a Biowash, a parceria vai muito além do seu constante compromisso com a qualidade e respeito ao meio ambiente. “Este é o primeiro passo da Biowash na entrega de embalagens sustentáveis, mas ainda contamos com o consumidor para fazer a sua parte, destinando sempre os frascos a reciclagem”, ressalta Becky Weltzein, sócia-diretora da empresa.

“A embalagem endereça importantes questões, como a segurança do produto final, mas também é a cara da marca e reforça a sua identidade para o mercado e para o consumidor, por isso acreditamos que as parcerias neste segmento nos ajudam a levar uma mensagem mais positiva a sociedade. Sobretudo, acreditamos que o engajamento da cadeia de valor nos ajuda a seguir com o nosso propósito, que é melhorar a vida das pessoas criando soluções sustentáveis da química e do plástico, como as novas embalagens da Biowash”, finaliza Baldin.

A Biowash, fundada em 1981, é pioneira na fabricação de produtos de limpeza 100% naturais. Atualmente, a empresa conta com 24 itens. Todos biodegradáveis, veganos, base vegetal e com a importante certificação IBD e o selo Empresas BT. Conta ainda com produtos destinados a pessoas alérgicas, oferecendo produtos dermatologicamente testados e hipoalergênico.

A Greco e Guerreiro conta com mais de 800 funcionários entre todas as suas planta fabris, transformando 60 milhões de frascos soprados por mês. Fundada em 1990 na cidade de Morungaba, no interior de São Paulo, a empresa é referência em uso de material reciclado pós consumo e signatária do Global Commitment, iniciativa da Fundação EllenMacArthur e ONU Meio Ambiente. Com unidades de Sopro PEAD e PET, injeção, envase de líquidos e transportadora; o grupo atua nos segmentos de Higiene e Limpeza, Alimentício, Farmacêutico, Hospitalar e Automotivo.

Curta nossa página no

Removedor de rótulos da Stadler auxilia na triagem de garrafas plásticas para reciclagem

13/12/2019

Segundo a empresa, o removedor de rótulos pode aumentar as taxas de produção e pureza.

O uso responsável do plástico e a sua reintrodução no ciclo de produção no final de sua vida útil, através da reciclagem, tornaram-se uma necessidade para resolver de maneira eficaz o problema dos resíduos plásticos em terra, rios e oceanos.

A Stadler viu uma oportunidade para melhorar o processo de reciclagem de garrafas plásticas e desenvolveu uma solução específica para remover os rótulos.

Rok Mežič, chefe de R&D da Eslovênia, que liderou o processo de desenvolvimento do Remover de Rótulos, explica: “As garrafas compõem uma grande proporção de resíduos de plástico e apresentam um problema específico para a indústria de reciclagem: as etiquetas são feitas de um polímero diferentes do material das garrafas, com cores também diferentes, o que afeta negativamente a precisão do processo de classificação. Na Stadler, vimos a necessidade de resolver esse problema e desenvolvemos um Removedor de Rótulos para remover as etiquetas automaticamente no início do processo, a fim de obter uma classificação de alta qualidade e boas taxas de pureza”.

Segundo a Stadler, o seu Removedor de Rótulos remove etiquetas de garrafas de todos os tipos, atingindo um percentual de até 80% de etiquetas removidas. Ele processa um fluxo de massa de até nove toneladas por hora – dependendo do tamanho das partículas e da composição do material.

A empresa afirma que a construção geral robusta do seu Removedor de Rótulos e a sua resistência a impurezas e materiais problemáticos resultam em durabilidade e significam que ele proporcionará um desempenho consistente ao longo de seu ciclo de vida. É equipado com lâminas de aço de resistentes que são fixadas ao rotor em uma extremidade para que possam oscilar livremente e na parede interna da caixa na outra, descreve a Stadler. Os recursos da máquina incluem o rotor com braços rotativos, o acionamento por correia com polia tensora, o motor e a caixa de engrenagens da SEW, as portas de manutenção com trava de segurança e o quadro elétrico com inversor de frequência e velocidade ajustável do rotor – de 20 a 60 Hz (80 a 240 rpm), informa a fabricante.

A Stadler relata que o seu Removedor de Rótulos foi testado nos Estados Unidos, Romênia e em duas plantas de reciclagem na Alemanha. Segundo a empresa, os clientes envolvidos gostaram da máquina e dos resultados em seus processos e compraram o equipamento após a conclusão dos testes.

A Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. A empresa afirma oferecer um serviço que vai desde o projeto conceitual até o planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos. A empresa também é capaz de fornecer estruturas de aço e armários elétricos para as plantas que instala. Fundada em 1791, a empresa investe 5% da sua receita em Pesquisa e Desenvolvimento e possui aproximadamente 450 funcionários.

Curta nossa página no

Reifenhäuser apresenta linha de produção de filme de PE totalmente reciclável para embalagens pouch

04/12/2019

Solução 100% Monomaterial foi apresentada durante a K 2019

Possuir 100% de reciclagem e excelentes propriedades de barreira não precisam ser uma contradição. A máquina EVO Ultra Stretch patenteada pela Reifenhäuser produz filme monomaterial (100 % de polietileno). Segundo a empresa, é uma alternativa econômica ao uso do PET.

Filme Stretched de PE para aplicações complexas de embalagem

Em embalagens muiticamadas convencionais, o PET fornece propriedades de estabilidade e barreira. Por outro lado, sua reciclabilidade é muito restrita. A Reifenhäuser diz que o filme de PE “stretched” produzido com sua tecnologia pode substituir totalmente o PET, sem perda de qualidade.

Segundo a empresa, o processo EVO Ultra Stretch produz filmes de PE com propriedades mecânicas que atendem a todos os requisitos da indústria de embalagens em termos de embalagens de alto desempenho e sua conversão: propriedades de selagem térmica, alta rigidez na direção da máquina, boa planicidade e impressão de qualidade.

Eficiência energética e relação custo-benefício facilitam a entrada

O processo envolve o alongamento do filme até dez vezes sua área superficial inicial. Devido ao seu posicionamento na puxada, o EVO Ultra Stretch apresenta consumo de energia muito baixo e alta estabilidade do processo, afirma a Reifenhäuser. Uma grande vantagem é que o filme PE pode ser convertido em linhas de conversão existentes, sem necessidade de adaptação. O fabricante afirma que isso facilita consideravelmente a transição para embalagens monomaterial feitas de PE.

“Para ajudar nossos clientes a apresentarem o produto da maneira mais tranquila possível, nós fornecemos um pacote completo de know-how de uma única fonte, compreendendo tecnologia, receita de filme e parâmetros de processamento”, explica Eugen Friedel, Diretor de Vendas da Reifenhäuser Blown Film.

A aplicação já passou com sucesso em testes de campo em um cliente da Reifenhäuser e proprietário de marca. É um dos 15 exemplos de economia circular que foram exibidos no estande da Reifenhäuser durante a K 2019. “A embalagem monomaterial é a chave para uma economia circular em funcionamento”, diz Eugen Friedel.

Fonte: Reifenhäuser

Curta nossa página no

Ineos Styrolution avança e está mais perto de oferecer poliestireno quimicamente reciclado em escala comercial

18/11/2019

  • O Unternehmensgruppe Theo Müller desenvolve os primeiros copos de iogurte a partir de poliestireno quimicamente reciclado
  • Ineos Styrolution recebe prêmio do ICIS pela reciclagem química de poliestireno
  • Ineos Styrolution apresentou soluções de reciclagem química na Feira K em Düsseldorf

A Ineos Styrolution, empresa líder global em estirênicos, deu um passo mais próximo de ofertar poliestireno quimicamente reciclado em escala comercial.

No início deste ano, a Ineos Styrolution anunciou seu teste bem-sucedido na produção de poliestireno a partir de material reciclado. Seis meses depois, a empresa produziu seus primeiros pequenos lotes de poliestireno quimicamente reciclado em suas instalações em Antuérpia e forneceu chapas contendo 50% de Poliestireno de uso geral à Unternehmensgruppe Theo Müller, líder em produtos lácteos, que agora produziu copos de iogurte a partir deste material reciclado.

A Ineos Styrolution e o Unternehmensgruppe Theo Müller estão colaborando em um projeto conjunto para desenvolver uma solução circular para poliestireno baseada em reciclagem química². As duas empresas concordaram em relação a uma abordagem escalonada, com uma fase de escala de laboratório a ser iniciada neste ano, uma fase de escala piloto a começar em 2020 e uma fase em escala comercial em 2022.

O departamento de desenvolvimento de embalagens do Unternehmensgruppe Theo Müller gosta da similaridade em termos de qualidade e estética dos copos de iogurte feitos de poliestireno convencional e o poliestireno reciclado fornecido pela Ineos Styrolution.

Michiel Verswyvel, especialista global em P&D, comenta: “Estamos entusiasmados em observar que o material de poliestireno reciclado iguala a qualidade e as propriedades do nosso material feito com poliestireno convencional. Nosso próximo passo é aumentar o uso de estireno reciclado em nossos produtos para vários milhares de toneladas em 2021 ”.

Os desenvolvimentos da Ineos Styrolution na reciclagem química foram reconhecidos pela escolha da empresa como vencedora conjunta do Prêmio de Inovação ICIS (ICIS Innovation Awards) na categoria “Inovação com melhor benefício para o meio ambiente e a sustentabilidade”. A demonstração pela empresa de uma solução de circuito fechado pela polimerização de estireno a partir de poliestireno despolimerizado foi selecionada por mostrar um benefício diferenciado ao meio ambiente e à sustentabilidade da empresa e de seus clientes.

Rob Buntinx, Presidente da Styrolution para a Europa, Oriente Médio e Ásia (EMEA), resume: “Estamos muito satisfeitos por alcançar mais um marco em nosso caminho no desenvolvimento de soluções de circuito fechado para nossos produtos estirênicos para nossos clientes. Nossa colaboração bem-sucedida com o Unternehmensgruppe Theo Müller e o prêmio da ICIS mostram que estamos definitivamente no caminho certo. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com nossos clientes e todos os parceiros da cadeia de valor para desenvolver produtos e soluções inovadoras que atendam às suas metas de sustentabilidade. ”

A Ineos Styrolution esteve presente na K 2019, a principal feira mundial de plásticos e borracha, realizada em Düsseldorf, Alemanha, de 16 a 23 de outubro. A exposição da Ineos Styrolution se concentrou em soluções inovadoras e sustentáveis ​​e apresenta vários produtos e soluções reciclados, incluindo copos de iogurte reciclado da Unternehmensgruppe Theo Müller.

Curta nossa página no

DSM irá introduzir grades alternativos de origem biológica ou reciclada para todo o seu portfólio de plásticos de engenharia

18/11/2019

A Royal DSM, multinacional do setor químico, de nutrição e produtos de saúde com sede na Holanda, anunciou durante a Feira K em Düsseldorf, em Outubro passado, que seu negócio de plásticos de engenharia oferecerá até 2030 uma gama completa de materiais de base biológica ou reciclada como alternativa para o seu portfólio de plásticos de engenharia atualmente existente. Dessa forma, a DSM Engineering Plastics está dando o próximo passo em sua jornada de sustentabilidade, alinhada com a sua estratégia orientada por desempenho e objetivos, viabilizando uma economia circular e baseada em biomateriais.

Para atender à crescente demanda legislativa e dos consumidores por práticas de vida sustentáveis e produtos mais circulares, os fabricantes estão cada vez mais integrando biomateriais e materiais reciclados em seus projetos. Ao oferecer um portfólio completo de alternativas que contêm pelo menos 25% em peso de conteúdo reciclado e / ou de base biológica no produto final até 2030, a DSM Engineering Plastics está permitindo que seus clientes atendam a essas demandas e façam escolhas mais sustentáveis.

Em particular, o portfólio de alternativas sustentáveis ​​alavancará uma caixa de ferramentas de diferentes tecnologias e abordagens, tais como fermentação, reciclagem mecânica e mensuração por balanço de massa * de matérias-primas de base biológica e / ou recicladas quimicamente.

Como uma etapa imediata, a DSM Engineering Plastics está lançando grades de base biológica de seu portfólio de produtos Arnitel® e Stanyl®, fabricados por meio de uma abordagem de balanço de massa de matéria-prima de base biológica. Os grades de base biológica Stanyl® já estão disponíveis com a certificação de sustentabilidade ISCC Plus, reconhecida mundialmente. Joost d´Hooghe (foto, à esquerda), vice-presidente de poliamidas da DSM Engineering Plastics, disse: “Nossas alternativas de base biológica Arnitel® e Stanyl® oferecerão o mesmo desempenho funcional do nosso portfólio convencional. Isso permitirá que nossos clientes mudem facilmente para uma solução mais sustentável sem precisar requalificar os materiais. ”

Shruti Singhal (foto, à direita), presidente da DSM Engineering Plastics acrescentou: “Temos um longo histórico de fornecer provas tangíveis de nosso compromisso com a sustentabilidade. Estou muito orgulhoso de que a DSM esteja liderando nossa indústria, ao dar o próximo passo ambicioso de introduzir mais e mais alternativas baseadas em origem biológica e reciclada em nosso portfólio existente. Juntamente com nossos clientes, fornecedores e parceiros, estamos prontos para impulsionar nosso setor, aproveitar as oportunidades sustentáveis ​​à frente e cumprir nosso objetivo de criar uma vida melhor para todos! ”

* A mensuração por balanço de massa é uma abordagem bem conhecida que foi projetada para rastrear o fluxo de materiais através de uma cadeia de valor complexa. A abordagem do balanço de massa fornece um conjunto de regras sobre como alocar o conteúdo de base biológica e / ou reciclado para diferentes produtos para permitir a reivindicação do conteúdo como ‘biobaseado’ ou ‘reciclado’. Fonte: Fundação Ellen MacArthur (White Paper de Balanço de Massa) https://www.ellenmacarthurfoundation.org/assets/downloads/Mass-Balance-White-Paper.pdf

A DSM e suas empresas associadas geram vendas líquidas anuais de cerca de € 10 bilhões, com aproximadamente 23.000 funcionários. A empresa foi fundada em 1902

Curta nossa página no

Eastman colabora com a NB Coatings para oferecer plástico automotivo sustentável

18/11/2019

A fornecedora global de materiais plásticos Eastman anunciou o estabelecimento de colaboração com a NB Coatings, líder em tintas para plásticos para fabricantes de equipamentos automotivos. A colaboração visa criar uma nova solução para superfícies interiores pintadas de classe A com o bioplástico de engenharia Trēva (polímero da familia dos CAPs – propionatos acetato de celulose). Segundo a Eastman, o material oferece uma opção viável para empresas interessadas em criar produtos sustentáveis ​​e econômicos.

A Eastman produz Trēva  com conteúdo misto de base biológica e reciclado. Quando pintada com sistemas de pintura NB Coatings, o material pode atender aos exigentes requisitos de superfície Classe A, conforme especificado pelos OEMs.

“O Trēva fornece uma alternativa sustentável de base biológica ao policarbonato, ao ABS e ao PC-ABS para aplicações em interiores automotivos, em uma posição de custo neutro”, disse Chris Scarazzo, líder do segmento de mercado automotivo da Eastman. “As inovações de material da Eastman correspondem ao que os OEMs precisam para desenvolver peças duradouras com materiais sustentáveis ​​e os ajuda a atingir suas metas de conteúdo sustentável e substituição de plástico à base de petróleo”.

Oriundo de florestas gerenciadas de maneira sustentável, o Trēva possui de 42 a 46% de conteúdo de base biológica certificado pelo programa BioPreferred® do USDA, afirma a Eastman.

Para continuar reduzindo o desperdício e maximizando recursos, o bioplástico também se beneficia da tecnologia de renovação do carbono da Eastman, processo de reciclagem proprietária da empresa, que recicla resíduos de plástico tipicamente enviados para aterros sanitários ou encontrados como lixo nos cursos de água. Segundo a Eastman, a sua tecnologia de reciclagem química aproveita os resíduos de plásticos que seriam enviados para aterros e os converte em componentes moleculares simples, que são reintroduzidos na produção de uma variedade de produtos Eastman, incluindo o Trēva, sem comprometer o desempenho.

A Eastman afirma que o Trēva à base de celulose apresenta alto desempenho e impacto ambiental reduzido em aplicações automotivas. De acordo com a empresa, o Trēva exibe propriedades óticas e de birrefringência, fornece alta transparência e resistência superior e é adequado para aplicações como lentes HMI (interface homem-máquina). A fabricante afirma que o material também suporta os desafios dos interiores automotivos, incluindo altas temperaturas, umidade, UV, arranhões/estragos e requisitos gerais de durabilidade, além de possuir baixas emissões de COV (VOC, em inglês), o que é crítico para peças internas. Sua facilidade de processamento e suas características fluxo permitem boa estabilidade dimensional e design com paredes finas para menor uso de material e menor peso, garante o fornecedor do material.

“Como fornecedora de revestimentos ambientalmente consciente, a NB Coatings está animada em anunciar essa novidade em pintura, em colaboração com a Eastman”, disse Jesse Fritcher, vice-presidente técnico da NB Coatings. “Nossos testes com o Trēva consideraram a adesão de nossas tecnologias de revestimento comparável, se não mais fácil, ao dos tipos tradicionais de PC-ABS atualmente em uso, o que fornece novas opções sustentáveis ​​para os engenheiros de design automotivo”.

A Eastman é uma empresa global de materiais avançados que produz uma ampla gama de produtos para atrativos mercados finais, tais como transporte, construção civil e produtos de consumo. A Eastman emprega, aproximadamente, 14.500 pessoas ao redor do mundo e atende clientes em mais de 100 países. A companhia alcançou, em 2018, aproximadamente, 10 bilhões de dólares em receitas e está sediada em Kingsport, Tennessee, EUA.

A NB Coatings, Inc. (NBCi), antiga Bee Chemical, foi fundada em 1945 e adquirida pela Nippon Paint (USA) Inc. em 2006 da Rohm & Haas. A NBCi é líder em revestimentos automotivos para plásticos na América do Norte. A Nippon Paint é o quarto maior fabricante de tintas e revestimentos do mundo, com receita global superior a US$ 8 bilhões.

Fonte: Eastman

Curta nossa página no