Archive for the ‘Comércio Exterior’ Category

Câmara de Comércio Brasil-Alemanha realiza evento em São Paulo sobre o potencial de diversificação e inovação da indústria química

20/03/2018

Diversificação e inovação podem impulsionar exportações da indústria química brasileira

Nesta sexta, 23 de março, representantes da Associação Alemã de Tecnologia Química e Biotecnologia estarão em São Paulo para falar sobre diversificação e inovação e divulgar a maior feira do setor, que se realiza em Frankfurt em junho.

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha realiza encontro para discutir o tema “A indústria química e seu potencial de diversificação e inovação” nesta sexta-feira, 23 de março, das 9h30 ao meio-dia, em sua sede (rua Verbo Divino 1488, 3º andar, Chácara Santo Antônio, São Paulo).

Representantes da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) e da Associação Alemã de Tecnologia Química e Biotecnologia (DECHEMA) discutirão as tendências do setor e a importância de aprimoramento tecnológico, com foco na diversificação e inovação para exportação. A vinda de representantes da instituição alemã ao Brasil se justifica pelo fato da indústria química do Brasil ocupar, hoje, a oitava posição no mundo, com faturamento anual próximo a US$ 12 bilhões. A BASF também apresenta seu case de eficiência energética no encontro.

Por fim, será divulgada a feira ACHEMA, principal evento mundial voltado para tecnologias para a indústria química, que ocorre a cada três anos em Frankfurt, promovida pela Associação Alemã de Tecnologia Química e Biotecnologia. Neste ano, ela se realiza de 11 a 15 de junho e, no Brasil, é oficialmente representada pela Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (51 3222-5766 – larissa.behling@ahkrs.com.br), que também organiza grupos para visitá-la.

Programação e inscrições pelo https://www.sympla.com.br/achema—a-industria-quimica-e-seu-potencial-de-diversificacao-e-inovacao__252921. A participação é gratuita.

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Fabricantes italianos de máquinas para processamento de plásticos e borracha registram forte crescimento nas exportações no primeiro semestre de 2017

11/10/2017

Importações subindo 9,1% e exportações crescendo 14,6%: estes são os resultados do primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016, obtidos pelo Centro de Estudos Estatísticos da Amaplast com base na análise dos dados de comércio exterior do ISTAT (Instituto Nacional de Estatísticas da Itália).

As duas tendências apontam para uma melhoria adicional na balança comercial positiva do setor (em mais de 1,1 bilhões de euros), com um aumento de dezessete pontos percentuais em relação ao período de janeiro a junho de 2016.

Enquanto as importações diminuíram ligeiramente em relação ao final do ano de 2016 e aos primeiros meses de 2017, as vendas no exterior confirmam um robusto crescimento de dois dígitos, o qual caracterizou todo o primeiro semestre de 2017.

Em relação às exportações – a principal saída para a produção nacional do setor – os fabricantes italianos podem considerar-se satisfeitos tanto no que se refere à gama de produtos vendidos como também em termos de geografia das vendas.

Desempenho por tipo de máquina

Com exceção do desempenho negativo em plantas para maquinaria de mono e multi-filamentos, máquinas de moldagem por sopro e máquinas para materiais espumados, todos os tipos de máquinas registraram uma melhoria acentuada na demanda externa, com particular destaque para linhas de extrusão (+ 17% em relação ao ano anterior) , impressoras flexográficas (+ 23%), máquinas de termoformagem (+ 37%) e moldes (+ 18%).

Desempenho por geografia – Europa

A Europa continua a ser o principal mercado de destino das máquinas italianas. As vendas dentro da União Européia aumentaram mais de vinte pontos percentuais em relação aos primeiros seis meses de 2016 e um aumento semelhante foi registrado em todo o resto da Europa, em geral. Vale ressaltar o desempenho positivo na Rússia, onde o valor das vendas mais do que duplicou, saindo de aproximadamente 21 milhões para quase 50 milhões de euros.

Desempenho por geografia – Américas

As Américas absorveram um quinto das exportações italianas no setor, com um aumento da ordem de dez pontos percentuais, atribuível principalmente ao crescimento nos mercados latino-americanos, com o Brasil liderando (+ 73%). Os países do NAFTA, por outro lado, registraram um crescimento mais modesto devido a uma desaceleração das vendas para o México.

Desempenho por geografia – Ásia

As vendas para países asiáticos permaneceram bastante estagnadas, condicionadas por uma queda das exportações para o Oriente Médio em geral e, especificamente, para a Arábia Saudita e o Irã. As vendas para o Extremo Oriente não foram muito melhores, arrastadas pela queda de 12% registrada para a China, que certamente não foi compensada pelo aumento de 1% para a Índia (apenas olhando para os dois principais mercados da área).

Desempenho por geografia – África

Embora as vendas agregadas para África sejam de valor modesto, tanto os países mediterrâneos como os países subsaarianos registraram um aumento que se aproxima de vinte pontos percentuais.

“Deve-se notar”, ressalta o satisfeito presidente da Amaplast, Alessandro Grassi, “que a recuperação de suprimentos para mercados históricos importantes, como a Rússia e o Brasil, que estavam derrapando no passado recente devido aos seus respectivos problemas econômicos e políticos, dá um impulso bastante significativo na confiança para as empresas do nosso setor “.

“As estatísticas do fim de junho que destacam o crescimento contínuo das exportações para o setor”, continua Grassi, “são um sinal importante para os fabricantes italianos de máquinas, moldes e equipamentos de processamento de plásticos e borrachas, que têm uma percepção mais tangível da recuperação em seu mercado e podem aguardar um novo recorde de produção e exportação no final do ano. As empresas também observam uma recuperação paralela no mercado interno, sustentada em parte pelas medidas de estímulo implementadas pelo governo italiano para apoiar o investimento dos fabricantes dentro da abordagem da “Indústria 4.0”. Os fabricantes italianos de máquinas de processamento de plásticos e borracha estão prontos para contribuir com o processo, fornecendo sistemas de ponta e competitivos “.

Confirmando as estatísticas de comércio exterior acima descritas, a pesquisa de meio de ano realizada no final de julho entre as empresas associadas à Amaplast, comparando o primeiro semestre de 2017 com o mesmo período de 2016, revelou uma tendência positiva tanto no volume de negócios (aumento para 45% dos entrevistados e estável para 51%) como nos pedidos correntes (melhorando para 51% dos entrevistados e permanecendo estável para 35%).

Eventos no setor

Os próximos meses trazem um intenso calendário de importantes feiras especializadas em todo o mundo, onde a Amaplast desempenhará um papel ativo na promoção do “Made-in-Italy”:

  • Plastimagen (Cidade do México, 7 a 10 de novembro), com cerca de 40 expositores no pavilhão italiano
  • Plásticos e borracha Indonésia (Jacarta, 15 a 18 de novembro)
  • Plast Eurasia (Istambul, 6-9 de dezembro).

Além disso, a Amaplast também participou da Iranplast, em Teerã, de 24 a 27 de Setembro, onde a associação, juntamente com a ICE-Agenzia, coordenou uma exposição coletiva de aproximadamente 30 empresas italianas. A Amaplast também esteve presente na Equiplast, realizada de 2 a 6 de Outubro, em Barcelona.

Naturalmente, a presença italiana nestas feiras também oferece a oportunidade de intensificar a promoção da feira PLAST 2018 (Milão, 29 de maio a 1 de junho de 2018) entre os potenciais visitantes. Enquanto isso, o escritório organizacional da feira completou o procedimento de atribuição de stands, o qual está sendo revisado pelos mais de mil expositores atualmente registrados, que reservaram cerca de 90% do espaço disponível.

A PLAST 2018 é membro da “The Innovation Alliance”, que reúne cinco feiras internacionais (Ipack-Ima, Meat-Tech, Plast, Print4All e Intralogistica Italia), todas acessíveis com um único ingresso. As feiras contêm a excelência tecnológica de várias indústrias complementares dentro de uma lógica de cadeia de suprimentos integrada: desde o processamento de plásticos e borrachas até a moldagem industrial; desde a fabricação até a embalagem; desde gráficos personalizados para embalagens e etiquetas até o manuseio e armazenamento de mercadorias.

A PLAST 2018 também incluirá três feiras satélite: Rubber 2018 (para o segmento de borracha), 3D Plast (impressão 3D e tecnologias associadas) e Plast-Mat ​​(plásticos inovadores).

Com base em números da última edição (1.584 expositores de 57 países e 50.087 visitantes de 115 países), a PLAST será o evento mais importante do setor na Europa, em 2018. Juntamente com os outros eventos que compõem “The Innovation Alliance”, ocupará todo o recinto de feiras de Rho-Pero.

O novo nome

Amaplast é a associação industrial nacional italiana, membro da Confindustria, que representa mais de 160 fabricantes de máquinas, equipamentos e moldes para processamento de plásticos e borracha. Em 7 de junho de 2017, a Assocomaplast foi renomeada como Amaplast. O escritório da associação criou uma breve apresentação animada no Youtube (https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=kDJzqPHsi3U) para sublinhar a importância do novo nome.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Amaplast

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Firjan lança Diagnóstico do Comércio Exterior 2017 apontando entraves ao comércio internacional

25/09/2017

  • Para empresários fluminenses, a burocracia alfandegária prejudica exportações
  • Estudo aponta principais entraves à expansão dos empresários fluminenses

Burocracia alfandegária ou aduaneira, burocracia tributária, custo do frete internacional e custos portuários e aeroportuários são os principais entraves enfrentados pelas empresas exportadoras e importadoras fluminenses. Ainda assim, os empresários que atuam no segmento consideram que haverá uma melhora no ambiente de negócios este ano. As informações fazem parte do Diagnóstico do Comércio Exterior do estado do Rio 2017, documento lançado hoje pelo Sistema Firjan.

Produzido pela Firjan Internacional de dois em dois anos, o levantamento ouviu 362 empresas, das quais 52% exportam e 83% importam. Ou seja, 35% delas promovem as duas operações. Em 2016, o comércio exterior brasileiro registrou o maior saldo comercial da série histórica (iniciada em 1996), US$ 47,7 bilhões, diante de US$ 185 bilhões em exportações e US$ 138 bilhões em importações. O resultado positivo no saldo comercial decorreu da queda acentuada das importações nos últimos anos.

Em comparação a 2014, o país diminuiu a corrente de comércio, US$ 323 bilhões, em 29%. No comparativo com o ano-base da última edição do Diagnóstico (2015), recuaram tanto as importações (40%) quanto às exportações (18%). Esse desempenho está em consonância com o resultado do comércio exterior mundial, que recuou 16% nesses dois anos.

Por sua vez, o estado do Rio apresentou superávit de US$ 4,6 bilhões em 2016, o maior saldo desde 2012. Assim como o desempenho do país na comparação entre 2014 e 2016, a corrente de comércio do estado somou US$ 30 bilhões e fechou com queda de 33%. Presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira destacou a importância do estudo e a missão da Federação para apoiar e incentivar o incremento no comércio internacional das empresas fluminenses, diversificando clientes e mercados.

O secretário de Comércio Exterior do ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Miguel Árabe Neto, disse que a percepção dos empresários detectada pelo Diagnóstico está em consonância com o trabalho que o MDIC vem promovendo para melhorar o ambiente de negócios para as empresas exportadoras e importadoras brasileiras. Ele citou o Portal Único do Comércio Exterior como o principal mecanismo de desburocratização no setor.

Com 72 páginas, o Diagnóstico também aponta o perfil das empresas fluminenses, com destaque para pequenas e microempresas; a representação regional, sobressaindo-se a Capital; e os principais parceiros, com destaque para os Estados Unidos.

O estudo ressalta que 62% das empresas exportam regularmente e que consideram que poderiam ter um incremento de 30% nos negócios, caso os entraves fossem superados. A Receita Federal e a Anvisa foram citados como órgãos que mais afetam as exportações fluminenses, bem como a cobrança de ICMS também. As queixas das empresas importadoras são semelhantes.

“Conforme o Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio 2016-2025, produzido pela Firjan no ano passado, as prioridades para a melhoria de negócios no âmbito do comércio exterior a serem adotados pelo poder público são: eliminar a carga tributária sobre exportações de bens e serviços, aprimorar os mecanismos de defesa comercial brasileiro, fortalecer e diversificar os acordos econômicos-comerciais do Brasil, simplificar e agilizar os processos para o comércio exterior, e ampliar o acesso ao mercado internacional pela indústria do estado”, destacou a especialista em Comércio Exterior da Firjan Internacional, Claudia Teixeira dos Santos.

Entraves nas exportações

Na exportação, os empresários notam uma contínua melhoria no ambiente de negócios, pois a identificação de entraves às exportações caiu de 84% em 2011 para 71% em 2013, 69% em 2015 e chegou a 63% em 2017, a menor percepção de dificuldades registrada. Ainda assim, mais da metade dos exportadores encontram algum problema nas exportações. Principais entraves levantados: burocracia alfandegária ou aduaneira (46%), burocracia tributária (27%) e custo do frete internacional (22%).

Vale citar os regimes especiais que podem auxiliar na competitividade das exportações fluminenses, como o Drawback, que permite às empresas comprarem com suspensão de tributos peças ou insumos para fabricação de um produto para exportação, e o Reintegra, que restitui à exportação valores referentes aos resíduos tributários. Contudo, apenas 6% das exportadoras utilizam o Reintegra e apenas 14% fazem uso do Drawback.

Barreiras nas importações

Nas importações, a percepção de entraves foi muito maior: 76% das empresas encontraram dificuldades em seus processos, sobretudo como na exportação a burocracia alfandegária, (63%), custos tributários (59%) e custos portuários e aeroportuários (17%). Dentro os processos de burocracia, a liberação de cargas e o desembaraço aduaneiro tiveram relevante piora no comparativo, passando de 38% em 2015 para 60% em 2017.

Exportação e importações fluminenses

Em 2016, os Países Baixos foram o principal destino das exportações fluminenses de produtos, com exceção do petróleo, com destaque para plataformas flutuantes. O mesmo vale para Singapura. As vendas do setor automotivo para os países latino-americanos impulsionaram as exportações para Argentina (17%), 80% para o México e 6% para o Chile.

Em relação à importação, os Estados Unidos foram o principal parceiro do Rio, com destaque para compra de partes de motores e turbinas para aviação. A China ficou na segunda posição.

Durante o lançamento do diagnóstico foi realizada a entrega do Prêmio Rio Export 2017, em sua 20ª edição, às empresas que mais se destacaram nas relações com o mercado externo. O destaque foi para a GE Celma. A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria também foi homenageada.

O estudo completo do Diagnóstico do Comércio Exterior 2017 pode ser acessado através deste link: http://www.firjan.com.br/publicacoes/publicacoes-de-economia/diagnostico-do-comercio-exterior-do-estado-do-rio-de-janeiro.htm#pubAlign

Fonte: Assessoria de Imprensa – Firjan

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