Archive for the ‘Balanço’ Category

Consumo de compósitos caiu 4,6% em 2020

20/09/2021

  • Faturamento, por sua vez, subiu 3,9% puxado pelo aumento nos preços dos insumos
  • Demanda de compósitos para a fabricação de peças de ônibus segue em baixa

Em 2020, o consumo brasileiro de compósitos recuou 4,6%, totalizando 208 mil toneladas. Apesar da queda, o faturamento do setor subiu 3,9%, chegando a R$ 2,801 bilhões, fruto dos sucessivos aumentos nos preços das matérias-primas, principalmente resina e fibra de vidro. Os dados fazem parte de uma pesquisa feita pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO).

“Por mais que tenha havido uma forte recuperação no segundo semestre, os efeitos da pandemia no começo do ano foram muito intensos e, em alguns casos, como no segmento de ônibus, perduram até agora”, comenta Erika Bernardino Aprá, presidente da ALMACO.

De acordo com o levantamento da ALMACO, a construção civil respondeu por 35% do consumo brasileiro de compósitos de poliéster em 2020, à frente de transportes (20%), corrosão/saneamento (17%), lazer/piscinas (12%), energia eólica (6%), energia elétrica (4%), náutico (2%) e vestuário (1%), entre outros. Quando separada apenas a demanda de compósitos à base de resina epóxi, a geração de energia eólica liderou com 91%, à frente de óleo e gás (4%) e eletroeletrônicos (3%).

Para 2021, a expectativa da ALMACO é de crescimento de 11% no consumo, totalizando 230 mil toneladas de compósitos – em valor, R$ 3,377 bilhões (+16%). “A construção civil permanece aquecida, assim como a demanda de indústrias que lidam com processos altamente corrosivos, ambientes nos quais os compósitos se destacam por conta da elevada resistência química”.

Fundada em 1981, a ALMACO tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a ALMACO tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, associados à liberdade de design. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

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Produção do setor de embalagens plásticas flexíveis tem queda de 1,2 % na segunda metade de 2021

27/08/2021

Apesar do desempenho do setor de embalagens plásticas flexíveis ter ficado aquém do esperado no segundo trimestre de 2021, o Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), empresário Rogério Mani, está otimista quanto a uma recuperação gradual nos próximos meses. Segundo ele, a queda de 1,2 % na produção do setor foi puxada pelo desempenho inferior de alimentos e bebidas no período. “Acreditamos que seja uma situação pontual e sazonal e que com o avanço da vacinação e redução de grande parte das medidas de restrição nas maiores cidades do país, em breve voltaremos a um ritmo de produção e consumo mais equilibrado.”

Segundo pesquisa Maxiquim recentemente divulgada e elaborada com exclusividade para a ABIEF, a indústria produziu 487 mil toneladas de embalagens plásticas flexíveis no segundo trimestre deste ano, sendo que o setor de alimentos continuou sendo o principal cliente, absorvendo 46% desse total. O segundo principal mercado foi o de embalagens industriais, com uma participação de 19%.

Entre os materiais, PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) foram os mais usados, com uma participação de 73% nas 487 mil toneladas produzidas. Na sequência aparecem PP (polipropileno), com 18% e PEAD (polietileno de alta densidade), com 9%. Por aplicação, este volume foi dividido em embalagens multicamadas, com 163 mil ton; monocamada, 156 mil ton; shrink, 69 mil ton; stretch, 53 mil ton; sacolas e sacos, 40 mil ton; outros, 5 mil ton.

O estudo aponta ainda que, entre os itens importados, chapas, folhas autoadesivas e BOPP (polipropileno biorientado) seguem sendo os principais tipos de embalagens flexíveis adquiridas fora do Brasil. No segundo trimestre de 2021, esses produtos somaram cerca de 85% do total. As chapas e folhas autoadesivas também são as principais embalagens flexíveis exportadas, somando 56% do volume do segundo trimestre de 2021. No período, a balança comercial do setor foi positiva com exportações que totalizaram 31 mil toneladas contra importações da ordem de 20 mil toneladas.

“O desempenho de nossa indústria está atrelado ao desempenho da macroeconomia. Contudo, sabemos que o desempenho deste segundo trimestre também está atrelado, principalmente, a uma readequação dos estoques. A cadeia produtiva como um todo, inclusive o varejo, estava bem estocada e os estoques foram usados. Ou seja, tivemos um fluxo invertido: a cadeia produtiva desovou seus estoques ao mesmo tempo em que houve queda do consumo. Mas nada indica que haja algum risco iminente de falta de produtos”, analisa Mani.

É sabido também que o segundo trimestre de 2021 não foi suficiente para a economia brasileira retomar totalmente o ritmo pré pandemia. “A demanda do consumidor final foi mais fraca do que a previamente esperada e alguns setores que vinham com bom desempenho durante a pandemia apresentaram uma retração, tais como os segmentos de alimentos, descartáveis e bebidas, por conta da sazonalidade e do menor poder de compra do consumidor final. Higiene pessoal e limpeza doméstica, que foram altamente demandados em 2020, também perderam força nos últimos meses. O segmento da Agricultura, por outro lado, depois de um início de ano ruim, vem apresentando recuperação nos últimos meses”, completa o Presidente da ABIEF.

O estudo da Maxiquim também estima que as vendas internas de poliolefinas registrem queda próxima a 10% em comparação ao trimestre anterior e aumento de 19% na comparação com o segundo trimestre de 2020. “A boa notícia é que a disponibilidade de resina está normalizada após as paradas para manutenção. No mercado internacional, a disponibilidade está maior, porém o excedente para exportação ainda não está nos níveis históricos”, finaliza Rogério Mani.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

Fonte de gráficos e diagramas: Maxiquim

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Braskem registra lucro atinge R$ 7,4 bilhões no segundo trimestre de 2021

12/08/2021

Resultado cresce pelo quarto trimestre consecutivo; resultado operacional recorrente de R$ 9,4 bi no 2T21

A Braskem divulgou os resultados do segundo trimestre deste ano, no qual apresentou um forte resultado operacional recorrente, com aumento da receita líquida de vendas e do lucro líquido. Em função disso, a companhia seguiu reduzindo a sua dívida bruta e a sua alavancagem corporativa, a qual chegou ao patamar mais baixo de sua história ao final do trimestre.

  • No trimestre, o resultado operacional recorrente foi de R$ 9,4 bilhões, 35% superior ao trimestre anterior e 522% acima do mesmo período do ano passado;
  • A receita líquida de vendas alcançou R$ 26,4 bilhões, crescimento de 16% e de 136% em relação ao primeiro trimestre deste ano e ao segundo trimestre de 2020, respectivamente;
  • O lucro líquido foi de R$ 7,4 bilhões, 198% maior do que no trimestre anterior;
  • A relação em dólares de dívida líquida/resultado operacional recorrente em dólares foi de 1,1 vez no trimestre, inferior 39% quando comparada ao trimestre anterior (1,8 vez). A redução em relação ao mesmo período do ano passado foi de 85%.

“Os resultados da Braskem no trimestre refletem o positivo momento do cenário petroquímico internacional e o nosso compromisso com a higidez financeira, mantendo firme nosso objetivo de voltarmos ao nível de risco de grau de investimento. Estamos trabalhando duro para continuar a contribuir para a retomada econômica e para atender bem nossos clientes e parceiros, sempre tendo como prioridade a segurança e a saúde de nossos integrantes”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

O resultado operacional recorrente da companhia foi gerado pela melhoria dos spreads internacionais e pelo maior volume de vendas de polipropileno nos EUA e de polietileno no México. No mercado brasileiro, a Braskem registrou uma queda na demanda por resinas no segundo trimestre de 7%, quando comparado ao primeiro trimestre do ano. Tal queda se deu principalmente pela normalização da demanda em alguns segmentos da economia, como construção civil, embalagens, bens de consumo, entre outros. Apesar disso, a demanda permanece em patamares saudáveis. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando a economia desaqueceu por causa da pandemia de Covid-19, houve aumento de 34%.

Para reduzir a dívida bruta, a Braskem concluiu uma série de operações no segundo trimestre, totalizando US$ 643 milhões. Adicionalmente, em julho, a companhia concluiu o resgate total do bônus com vencimento em 2022 no montante de US$ 255 milhões e o pré-pagamento do empréstimo bancário no valor de US$ 100 milhões.

Como reflexo, em maio, a agência de classificação de risco Fitch Ratings alterou a perspectiva do rating da Braskem para positiva, no nível de risco em escala global de BB+ e, em julho, a agência Moody’s alterou a perspectiva do rating da Braskem para estável, no nível de risco em escala global de Ba1.

ESG

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, a Braskem assumiu novos compromissos estruturados em sete dimensões: saúde e segurança, resultados econômicos e financeiros, eliminação de resíduos plásticos, combate às mudanças climáticas, ecoeficiência operacional, responsabilidade social e direitos humanos e inovação sustentável.

Um marco importante para tornar públicos os esforços da companhia nesse sentido foi o lançamento do Relatório Integrado 2020, contemplando os padrões de reporte GRI (Global Report Initiative), IIRC (International Integrated Reporting Council) e, pela primeira vez, SASB (Sustainability Accounting Standards Board). Mais informação em: http://www.braskem.com.br/portal/Principal/arquivos/relatorio-anual/Braskem_RI2020_PT.pdf

Outro marco importante foi a aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária realizada em julho, da reforma e consolidação do Estatuto Social da Companhia para transformar o Comitê de Conformidade em Comitê de Conformidade e Auditoria Estatutário (CCAE). A formação do CCAE é uma recomendação do Código Brasileiro de Governança Corporativa, recepcionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na Instrução CVM no 480/09. O comitê será formado por membros independentes sendo dois externos nomeados a partir de lista selecionada por empresa de headhunter.

Seguindo nas ações de apoio na assistência ao combate à Covid-19 e aos efeitos sociais causados pela pandemia, a Braskem destinou neste ano R$ 15 milhões para projetos que incluíram a distribuição de mais de 55 mil cestas básicas e 25 mil kits de higienização. O programa de voluntariado da Braskem também entrou nesse esforço e, para aumentar ainda mais seu impacto, a companhia multiplicou em cinco vezes as doações de seus integrantes, em formato de cestas básicas.

Alagoas

A companhia assinou acordos com o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas para promover a segurança e a compensação financeira dos moradores dos bairros atingidos pelo fenômeno e para a reparação socioambiental e urbanística da região.

Para dar conta da compensação dos moradores, da reparação socioambiental e urbanística e do fechamento seguro dos poços de sal na região, a Braskem fez o provisionamento de R$ 10,2 bilhões havendo saldo atual de R$ 7,7 bilhões.

A Braskem afirma que vem cumprindo o cronograma acertado com as autoridades alagoanas, sendo que 13.807 imóveis localizados no mapa de ações prioritárias da Defesa Civil alagoana já foram desocupados, o que corresponde a quase 96% do total.

O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) chegou em julho a 8.298 propostas apresentadas aos moradores, comerciantes e empresários da área de desocupação, com um índice de aceitação de 99,7%. Até agora, o Programa pagou mais de R$ 1,3 bilhão entre indenizações e auxílios financeiros.

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Evonik registra forte crescimento no primeiro semestre do ano e eleva perspectivas para 2021

12/08/2021

  • Vendas cresceram 29% no segundo trimestre, Ebitda ajustado aumentou 42%
  • As três divisões de crescimento apresentaram resultados acima dos níveis pré-crise de 2019
  • Perspectivas para 2021: Ebitda ajustado agora projetado para 2,3-2,4 bilhões de euros

A Evonik elevou suas perspectivas para 2021, após registrar sólidos rendimentos no primeiro semestre do ano. A demanda mundial pelos produtos da empresa cresceu significativamente e os preços de venda também tiveram alta.

“Saímos da crise mais fortes que antes e obtivemos ganhos substanciais no primeiro semestre”, afirmou Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da Evonik. “Essa dinâmica positiva se manterá no segundo semestre, o que nos deixa confiantes em relação à elevação das nossas perspectivas. Do atual ponto de vista, vamos até mesmo fechar o ano na faixa superior do intervalo”.

Para o ano de 2021 inteiro, a Evonik agora prevê um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado) de 2,3 a 2,4 bilhões de euros. Na previsão anterior, a faixa era de 2,1-2,3 bilhões de euros. A perspectiva de vendas foi elevada para 13 a 14,5 bilhões de euros ante os 12 a 14 bilhões projetados anteriormente. No ano passado, a Evonik registrou um Ebitda ajustado de 1,91 bilhão de euros e vendas de 12,2 bilhões de euros.

No segundo trimestre, o Ebitda ajustado cresceu 42% para 649 milhões de euros na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mesmo quando comparado com o segundo trimestre pré-corona de 2019, o Ebitda ajustado apresentou alta de 15%. As três divisões de crescimento – Specialty Additives, Nutrition & Care e Smart Materials – contribuíram igualmente para esse impulso e demonstraram sua resiliência apesar dos altos custos das matérias-primas.

As vendas da empresa cresceram 29% para 3,64 bilhões de euros no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2020. O lucro líquido ajustado subiu 58% para 253 milhões de euros, com o lucro ajustado por ação aumentando de 0,34 para 0,54 euro.

Em virtude do melhor desempenho comercial, o fluxo de caixa livre cresceu para 101 milhões de euros na comparação ano a ano, apesar do esperado aumento no capital de giro líquido e do pagamento de impostos mais elevados. Em consequência, o fluxo de caixa livre atingiu um nível recorde de 413 milhões de euros no primeiro semestre do ano.

“O excelente fluxo de caixa do primeiro semestre do ano proporciona a base para atingir novamente neste ano uma taxa de conversão de caixa de 40%” disse Ute Wolf, CFO da empresa.

Desenvolvimento nas divisões

Specialty Additives: As vendas da divisão aumentaram 23% para 922 milhões de euros no segundo trimestre.

Os aditivos para espumas de poliuretano, por exemplo, para a indústria da construção ou de bens duráveis como colchões e refrigeradores, registraram uma alta significativa na demanda, o que ocasionou uma forte elevação nas vendas na comparação com o trimestre mais fraco do ano passado por conta da pandemia. Os aditivos para a indústria de revestimentos também contabilizaram um crescimento significativo nas vendas em todas as regiões. A demanda por produtos para o setor de energias renováveis continua boa. O negócio de aditivos para a indústria automotiva também aumentou de maneira importante na comparação ano a ano. O Ebitda ajustado cresceu 20% para 242 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas da divisão subiram 13% para 838 milhões de euros no segundo trimestre. As vendas de aminoácidos essenciais aumentaram com a boa demanda em volumes e melhores preços de venda. Os produtos para o setor de saúde e cuidados se beneficiaram da boa procura, resultando em vendas consideravelmente mais elevadas. Os ingredientes ativos, especialmente os destinados a aplicações cosméticas, foram favorecidos por um bom desenvolvimento nos volumes. No setor de aplicações farmacêuticas, as vendas de lipídios para vacinas de mRNA registraram um aumento significativo. O Ebitda ajustado da divisão aumentou 9% para 183 milhões de euros.

Smart Materials: As vendas dessa divisão cresceram 35% para 975 milhões de euros no segundo trimestre. Os polímeros de alta performance também registraram um aumento da demanda na indústria automobilística. As poliamidas 12 em pó para os setores de impressão 3D e membranas para o tratamento eficiente de gás também registraram uma alta demanda. O negócio de sílica para pneus se beneficiou de uma forte elevação na demanda na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mais fraco em razão da pandemia. Os produtos com oxigênio ativo registraram uma boa demanda em volume, tanto na atividade com especialidades quanto com peróxido de hidrogênio clássico. O negócio de catalisadores foi beneficiado pela inclusão, pela primeira vez, da Porocel, empresa adquirida em novembro de 2020. O Ebitda ajustado da divisão cresceu 73% para 176 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas da divisão subiram 62% para 708 milhões de euros no segundo trimestre. Os produtos C4 registraram um aumento significativo nas vendas em função do incremento na demanda e de preços de venda com forte melhora. O negócio com superabsorventes continua afetado pelo difícil ambiente de mercado. O Ebitda ajustado da divisão cresceu de 12 milhões de euros para 99 milhões de euros no trimestre.

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Covestro apresenta balanço com fortes resultados no segundo trimestre

06/08/2021

  • Boa recuperação da demanda e tendência positiva de preços persistem
  • Segundo trimestre forte com fôlego para maior lucro
  • Aumento de 35% nos volumes principais de vendas
  • Vendas totais de mais de 3,9 bilhões de euros (+83,5%)
  • EBITDA sobe para 817 milhões de euros (>500%)
  • Receita líquida totaliza 449 milhões de euros
  • Forte aumento no fluxo de caixa operacional livre, para 374 milhões de euros
  • Confirmado aumento do guidance de lucros, anunciado em 12/07
  • Base para crescimento sustentado: nova estrutura do Grupo desde 1º de julho

No segundo trimestre de 2021, a Covestro beneficiou-se de uma forte recuperação contínua na demanda global em comparação com um fraco 2º trimestre de 2020, decorrente da pandemia de coronavírus. A área de Resinas & Materiais Funcionais (RFM), adquirida da DSM com vigência a partir de 1º de abril de 2021, também foi consolidada pela primeira vez. Como resultado, o Grupo teve alta significativa nos volumes principais de vendas, de 35% em relação ao ano anterior, dos quais cerca de 10% podem ser atribuídos à consolidação inicial dos negócios da RFM.

Ao mesmo tempo, interrupções não planejadas na produção nos Estados Unidos por razões climáticas e gargalos contínuos na disponibilidade de matérias-primas impactaram negativamente a disponibilidade dos produtos – limitando também o potencial de crescimento de todos os segmentos no segundo trimestre de 2021. Além do crescimento dos volumes, os preços de venda substancialmente mais altos provocaram um aumento nas vendas de 83,5%, na relação com o ano anterior, chegando a mais de 3,9 bilhões de euros. Como resultado do crescimento de volumes e do aumento geral das margens, o EBITDA subiu para 817 milhões de euros (ano anterior: 125 milhões de euros). Esse resultado também inclui efeitos negativos isolados de 35 milhões, ligados à consolidação da RFM. A receita líquida no segundo trimestre de 2021 foi de 449 milhões de euros (ano anterior: -52 milhões de euros), e o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) cresceu significativamente para 374 milhões de euros (ano anterior: 24 milhões de euros).

“No segundo trimestre, pudemos seguir perfeitamente no curso positivo que os negócios tiveram no primeiro trimestre. A reorganização da nossa empresa desde 1º de julho também nos coloca mais próximos dos nossos clientes e em posição ideal para atender requisitos específicos do mercado”, afirma Markus Steilemann, CEO da Covestro. “Estamos iniciando o segundo semestre do ano com grande fôlego e continuaremos a todo vapor na concretização da nossa visão de nos tornarmos totalmente circulares.”

Previsão de maior lucro confirmada para o ano completo de 2021

Diante do seu desempenho comercial positivo, a Covestro já havia aumentado seu guidance de lucro para 2021, em 12 de julho de 2021. A empresa confirma hoje esse guidance. O Grupo prevê um EBITDA entre 2,7 bilhões e 3,1 bilhões de euros, devido à melhor perspectiva de margens no segundo semestre do ano. Espera-se que o FOCF fique entre 1,6 bilhão e 2 bilhões de euros e o retorno sobre o capital empregado (ROCE) seja de 16 a 20%. Há expectativa (inalterada) de crescimento de 10 a 15% do volume principal, dos quais 6% podem ser atribuídos aos negócios da RFM.

“Seguimos nos beneficiando da alta demanda contínua e da tendência positiva sustentada de preços no segundo trimestre, enquanto mantemos nossa disciplina de custos. Além disso, os negócios da RFM foram totalmente consolidados pela primeira vez”, destaca Thomas Toepfer, CFO da Covestro. “Nossos fortes resultados operacionais são mais uma prova da lógica estratégica por trás dessa aquisição. Agora manteremos esse impulso positivo nos lucros no terceiro trimestre.”

Base para crescimento sustentado: nova estrutura do Grupo

Com o realinhamento da estrutura do Grupo, a Covestro atingiu um primeiro marco ao implementar sua estratégia “Sustainable Future”, apresentada em fevereiro de 2021. A companhia reorganizou com sucesso suas três unidades de negócios anteriores – Poliuretnos, Policarbonatos e Coatings, Adesivos & Especialidades – em sete novas entidades corporativas desde 1º de julho de 2021. Essas entidades são organizadas de acordo com seus fatores de sucesso, sob medida para as necessidades dos clientes e requisitos de mercado específicos. Isso possibilita à empresa alinhar sistematicamente os processos e produtos às necessidades dos clientes, aumentando seu foco em rentabilidade e sustentabilidade. No futuro, a Covestro irá reportar sua nova estrutura nos relatórios financeiros nos segmentos de Materiais de Performance e Soluções e Especialidades. O primeiro relatório da Covestro neste formato será emitido ao fim do terceiro trimestre de 2021, em 8 de novembro de 2021.

Forte desempenho em todos os segmentos: crescimento em volumes e vendas

No segundo trimestre de 2021, o segmento de poliuretanos teve um crescimento nos volumes principais de vendas de 27,8% em comparação com o trimestre do ano anterior. Os volumes vendidos subiram em todas as principais indústrias consumidoras, em todas as regiões. As vendas do segmento, totalizando cerca de 1,8 bilhão de euros, mais que dobraram em comparação com o trimestre do ano anterior (913 milhões de euros). Isso se atribui principalmente a um aumento nos preços médios de venda e nos volumes totais vendidos. Somando-se às margens maiores, isso levou a uma forte elevação do EBITDA para 452 milhões de euros (ano anterior: -24 milhões de euros).

No segmento de policarbonatos, os volumes principais de vendas subiram 15,4% no segundo trimestre de 2021 em relação ao trimestre do ano anterior. Essa mudança deve-se principalmente ao crescimento, observado em todas as regiões, dos volumes vendidos nos setores automotivo e de transportes. A alta nos volumes totais vendidos e nos preços de venda causou um aumento de 56,6% nas vendas, para cerca de 1 bilhão de euros (ano anterior: 648 milhões de euros). A melhora substancial das margens e o crescimento dos volumes totais vendidos elevou o EBITDA para 260 milhões de euros (ano anterior: 96 milhões de euros).

Os volumes totais vendidos no segmento de Coatings, Adesivos e Especialidades cresceram 133,5% em relação ao trimestre do ano anterior. Esse efeito pode ser atribuído quase 100% à consolidação inicial dos negócios da RFM. Essa mudança de portfólio, junto com o aumento nos volumes e nos preços de venda, resultou em 926 milhões de euros em vendas (ano anterior: 443 milhões de euros). Consequentemente, o EBITDA mais que dobrou sobre o ano precedente, subindo para 134 milhões de euros (ano anterior: 60 milhões de euros).

Primeiro semestre de 2021: recuperação substancial da demanda

Uma recuperação substancial da demanda em todas as principais indústrias consumidoras resultou em um aumento de 18,9% nos volumes principais de vendas no primeiro semestre de 2021. Os preços mais altos de vendas, um aumento nos volumes totais vendidos e a alteração no portfólio fez com que as vendas no primeiro semestre do ano subissem 47,1% para cerca de 7,3 bilhões. Em particular, uma alta significativa nos preços de venda, que mais que compensou os preços elevados das matérias-primas, resultou em um EBITDA do Grupo de cerca de 1,6 bilhão de euros (ano anterior: 379 milhões de euros). A receita líquida no primeiro semestre de 2021 foi de 842 milhões de euros (ano anterior: -32 milhões), enquanto o FOCF atingiu 692 milhões de euros (ano anterior: -225 milhões de euros).

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Indústria italiana de máquinas para processamento de plásticos e borrachas apresenta tendência positiva em todos os indicadores do primeiro semestre de 2021

06/08/2021

Crescimento registrado tanto no faturamento como no número de pedidos

Uma tendência positiva para as máquinas de processamento de plásticos e borracha no primeiro semestre de 2021 foi anunciada pela associação italiana AMAPLAST: a última pesquisa de meio do ano conduzida pelo MECS Statistical Study Center registra crescimento de dois dígitos tanto em volume de negócios como em pedidos, consolidando o clima de fé renovada no setor após o longo e difícil período da pandemia. Com relação a janeiro-junho de 2020, o faturamento aumentou 11%. As vendas domésticas de máquinas permaneceram altas, enquanto que a demanda no exterior se deve principalmente a peças de reposição.

As empresas também testemunharam uma clara melhora em suas carteiras de pedidos nos primeiros seis meses de 2021, registrando um aumento de 46% em relação ao ano anterior. A recuperação é impulsionada principalmente por relevantes comissionamentos de plantas por clientes italianos (com um expressivo aumento de 134 % apenas no último trimestre), mas também há uma tendência muito positiva nas encomendas do exterior, tanto para máquinas quanto para peças de reposição (+58 %). Dada esta tendência, já estão assegurados em média 6,4 meses de produção.

A recuperação do mercado nacional confirma assim uma maior propensão ao investimento das empresas italianas, em parte graças aos incentivos (créditos fiscais para modernização de sistemas e investimento na Indústria 4.0) proporcionados pelos planos de política industrial.

Todos os quatro principais setores de máquinas de processamento de plásticos e borracha continuam a apresentar um desempenho vigoroso. Os setores médico, de embalagens e automotivo, em particular mostram sinais de crescimento que devem se confirmar nos próximos meses. A indústria da construção se estabilizou.

Ainda persistem incertezas quanto à disseminação da variante Delta e ainda é grande a preocupação com os altos preços das matérias-primas e sua relativa escassez, fatores que alongam os prazos médios de entrega e comprimem as margens.

Também contribuindo para as tensões está o aumento contínuo das taxas de frete marítimo, que atingiram níveis recordes. Dificuldades logísticas e aumento dos preços de transporte são observados em todo o mundo e a tendência pode continuar durante o verão, uma vez que a demanda geralmente aumenta nesta temporada.

O MECS Study Center concluiu sua Pesquisa Estatística Nacional, conduzida pela primeira vez de forma orgânica entre fabricantes italianos de máquinas, equipamentos e moldes para processamento de plásticos e borracha.

O quadro geral é de um setor que faturou 3,74 bilhões de euros em 2020, sendo cerca de 76% do total com exportações, confirmando a ênfase histórica nas exportações por parte das empresas do setor. As cerca de 350 empresas pesquisadas, que empregam pouco mais de 13.000 pessoas, estão principalmente concentradas na Lombardia (55%), Emilia-Romagna (15%) e Veneto (13%). A maior parte delas são pequenas empresas: 74% têm receitas inferiores a 10 milhões de euros, com um valor agregado que não chega a um quarto do total e com menor destaque para as exportações. Em paralelo, as grandes empresas, embora representem apenas 26% do total em número, geram 77% do faturamento e atingem cotas de exportação acima de 85%.

O maior nível de detalhamento da atual pesquisa em relação às precedentes também permite identificar as participações da produção por aplicação e tecnologia.

O primeiro indicador mostra que as embalagens são o principal mercado de saída dos fabricantes italianos, mais especificamente as embalagens para alimentos (30% do faturamente), seguidas dos outros segmentos de embalagens (cerca de 12%); o setor automotivo absorve 19% da produção e o de construção 11%. O segmentos médico, de agricultura, eletrônica / eletrotécnica e outras aplicações seguem em ordem decrescente, com participações variando de 4% a 2%.

Quanto aos tipos de máquinas, observa-se que a categoria das extrusoras, com 17% do total, representa o maior núcleo de faturamento do setor; elas são seguidos por equipamentos auxiliares em 12%, máquinas de moldagem por injeção com 11% e máquinas de moldagem por sopro com quase 7%. As linhas de recuperação e reciclagem e a macrocategoria de máquinas de processamento de borracha atingem, cada uma, uma participação de 6%.

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BASF registra resultados fortes no segundo trimestre como resultado de preços e volumes mais altos

06/08/2021

 

  • Crescimento de 56% em vendas, registrando € 19,8 bilhões
  •  O EBIT antes de itens especiais aumentou significativamente para € 2,4 bilhões
  •  Fluxos de caixa das atividades operacionais totalizaram € 2,5 bilhões, um aumento de € 295 milhões em relação ao trimestre do ano anterior
  •  A perspectiva de 2021 para as vendas aumentou entre € 74 bilhões e € 77 bilhões e para o EBIT antes de itens especiais entre € 7,0 bilhões e € 7,5 bilhões

“A forte dinâmica de crescimento dos dois trimestres anteriores continuou graças aos preços e volumes mais altos e podemos apresentar resultados muito fortes do segundo trimestre hoje”, disse o Dr. Martin Brudermüller, presidente da Junta Diretiva da BASF SE, que apresentou os resultados do segundo trimestre juntamente com o diretor financeiro, Dr. Hans-Ulrich Engel.

“Alcançamos um crescimento de volumes e aumentos de preços em todas as regiões e todos os segmentos em comparação com o segundo trimestre de 2020”, disse Brudermüller.

As vendas aumentaram € 7,1 bilhões em comparação com o segundo trimestre de 2020, para € 19,8 bilhões. Esse crescimento de vendas de 56% foi em grande parte atribuído a preços e volumes mais altos em todos os segmentos. Os níveis de preços nos segmentos de Tecnologias de Superfície, Químicos e Materiais em particular aumentaram, enquanto os volumes aumentaram principalmente nos segmentos de Tecnologias de Superfície, Materiais e Soluções Industriais. Os efeitos negativos da moeda tiveram um impacto compensatório.

A receita operacional (EBIT) antes de itens especiais no segundo trimestre de 2021 foi consideravelmente maior do que o nível pré-pandêmico de € 1 bilhão no segundo trimestre de 2019 e aumentou em comparação com o trimestre do ano anterior em mais de € 2 bilhões para atingir € 2,4 bilhões. Isso se deve principalmente ao aumento considerável no EBIT antes de itens especiais nos segmentos de Químicos e Materiais. Os segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções Industriais também aumentaram os ganhos consideravelmente. Em contraste, o EBIT antes de itens especiais em Outros e nos segmentos de Nutrição & Cuidados e Soluções para Agricultura diminuiu consideravelmente. O EBIT aumentou de € 59 milhões no segundo trimestre de 2020 para € 2,3 bilhões. A receita de operações antes da depreciação, amortização e itens especiais (EBITDA antes de itens especiais) aumentou € 2,0 bilhões em comparação com o segundo trimestre de 2020 para € 3,2 bilhões. O EBITDA cresceu € 2,1 bilhões para chegar a € 3,2 bilhões.

“Lucros consideravelmente maiores em nossos negócios upstream devido a preços e volumes mais altos foram o principal fator para o forte aumento nos ganhos em geral”, disse Brudermüller. “Em nossos segmentos downstream, também conseguimos aumentar os volumes e preços com base na forte demanda.”

Desenvolvimento dos fluxos de caixa no segundo trimestre de 2021

Os fluxos de caixa das atividades operacionais totalizaram € 2,5 bilhões no segundo trimestre de 2021, € 295 milhões acima do valor do trimestre do ano anterior. A melhoria foi atribuída principalmente ao lucro líquido consideravelmente maior de € 1,7 bilhão. Em € 1,8 bilhão, o fluxo de caixa livre aumentou € 254 milhões em comparação com o segundo trimestre de 2020.

Desenvolvimento de ganhos nos segmentos da BASF no segundo trimestre de 2021

As vendas no segmento de Químicos aumentaram consideravelmente em 91% em comparação com o trimestre do ano anterior, para € 3,4 bilhões. O aumento das vendas foi devido principalmente aos níveis de preços significativamente mais altos, em grande parte devido à forte demanda juntamente com a menor disponibilidade do produto. O EBIT antes de itens especiais de € 990 milhões ficou consideravelmente acima do nível do segundo trimestre de 2020. Em grande parte, isso pode ser atribuído a um EBIT consideravelmente mais alto antes de itens especiais na divisão de Petroquímicos. O EBIT antes de itens especiais também aumentou consideravelmente na divisão de intermediários.

Em comparação com o segundo trimestre de 2020, as vendas no segmento de Materiais aumentaram 75%, para € 3,7 bilhões. O desenvolvimento de vendas resultou principalmente de um aumento significativo de volumes relacionado à demanda. Com € 792 milhões no total, o EBIT antes de itens especiais aumentou consideravelmente em ambas as divisões.

As vendas de € 2,4 bilhões no segmento de Soluções Industriais no segundo trimestre de 2021 foram consideravelmente maiores do que no trimestre do ano anterior, particularmente na divisão de Dispersões e Pigmentos. O crescimento das vendas foi em grande parte atribuído a maiores volumes em quase todos os negócios em ambas as divisões. O EBIT antes de itens especiais aumentou consideravelmente em ambas as divisões em comparação com o segundo trimestre de 2020 e atingiu € 307 milhões. A divisão Dispersões e Pigmentos foi renomeada para Dispersões e Resinas em 1º de julho de 2021 após o fechamento da alienação do negócio global de pigmentos da BASF.

As vendas no segmento de Tecnologias de Superfície aumentaram consideravelmente em comparação com o segundo trimestre de 2020, especialmente na divisão de Catalisadores. O aumento de 90% nas vendas, para € 5,9 bilhões, foi atribuído a preços e volumes significativamente mais altos. O EBIT antes de itens especiais atingiu € 289 milhões e ficou consideravelmente acima do nível do trimestre do ano anterior em ambas as divisões devido principalmente aos volumes de vendas. Além disso, o desempenho dos lucros na divisão de Catalisadores foi apoiado por uma contribuição consideravelmente maior do comércio de metais preciosos.

As vendas no segmento de Nutrição e Cuidados aumentaram 2% em comparação com o trimestre do ano anterior, atingindo € 1,6 bilhão. Isso foi impulsionado por um crescimento considerável nas vendas na divisão Care Chemicals, enquanto as vendas na divisão Nutrição & Saúde diminuíram consideravelmente. Em € 138 milhões, o EBIT antes de itens especiais diminuiu consideravelmente em comparação com o segundo trimestre de 2020, devido principalmente a margens mais baixas e custos fixos mais altos em ambas as divisões.

As vendas de € 2,0 bilhões no segmento de Soluções para Agricultura ficaram consideravelmente acima do nível do segundo trimestre de 2020. Isso se deve principalmente aos volumes consideravelmente maiores em todas as regiões e aos preços mais altos. Os efeitos cambiais negativos, especialmente na América do Sul e do Norte, tiveram um impacto de amortecimento nas vendas. Apesar das vendas mais altas, o EBIT antes de itens especiais de € 75 milhões ficou consideravelmente abaixo do nível do trimestre do ano anterior. Isso se deve principalmente aos efeitos cambiais, bem como aos custos fixos mais elevados.

As vendas em Outros aumentaram consideravelmente em comparação com o trimestre do ano anterior e alcançaram € 793 milhões. Isso refletiu principalmente o crescimento das vendas no comércio de commodities. O EBIT antes de itens especiais ficou consideravelmente abaixo do valor do trimestre do ano anterior. Isso se deve principalmente a maiores acréscimos nas provisões para componentes de remuneração variável (bônus) como resultado do forte segundo trimestre de 2021.

Perspectivas do Grupo BASF para 2021

A avaliação do ambiente econômico global em 2021 foi ajustada da seguinte forma (previsão anterior da Declaração Trimestral da BASF Q1 2021 entre parênteses):

  • Crescimento do produto interno bruto: +5,5% (+5,0%)
  • Crescimento da produção industrial: +6,5% (+5,0%)
  • Crescimento na produção de produtos químicos: +6,5% (+5,0%)
  • Taxa de câmbio média euro/dólar de $ 1,20 por euro ($ 1,18 por euro)
  • Preço médio anual do petróleo (petróleo Brent) de $ 65 por barril
    ($ 60 por barril)

Devido ao forte desenvolvimento de negócios no primeiro semestre de 2021, a retomada contínua da economia global e o aumento considerável nas expectativas de lucros nos segmentos de Químicos e Materiais, a previsão para o ano fiscal de 2021 foi ajustada da seguinte forma (previsão anterior de a Declaração Trimestral BASF Q1 2021 entre parênteses):

  • Crescimento das vendas entre € 74 bilhões e € 77 bilhões
    (entre € 68 bilhões e € 71 bilhões)
  • EBIT antes de itens especiais entre € 7,0 bilhões e € 7,5 bilhões
    (entre € 5,0 bilhões e € 5,8 bilhões)
  • Retorno sobre o capital empregado (ROCE) entre 12,1% e 12,9% (entre 9,2% e 11,0%)
  • Aumento nas vendas de Aceleradores (soluções que dão uma contribuição significativa para a sustentabilidade na cadeia de valor) para entre € 21,0 bilhões e € 22,0 bilhões (entre € 19,0 bilhões e € 20,0 bilhões)
  • Estabilização das emissões de CO2 entre 20,5 milhões de toneladas métricas e 21,5 milhões de toneladas métricas (inalterado)

Para o segundo semestre de 2021, a BASF prevê um desenvolvimento econômico industrial amplamente estável. A previsão da BASF assume que não haverá restrições severas à atividade econômica devido às medidas de combate à pandemia do coronavírus no segundo semestre de 2021.

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Romi divulga crescimento expressivo nos indicadores do segundo trimestre de 2021

22/07/2021

Companhia registra entrada de pedidos de R$356,2 milhões, receita operacional líquida consolidada de R$351,4 milhões e EBITDA de R$66,5 milhões no segundo trimestre de 2021

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou no 2T21 uma receita operacional líquida consolidada de R$351,4 milhões, crescimento de 79,3% em relação ao 2T20. Com o maior volume de faturamento e o controle eficaz dos custos e despesas, o EBITDA, no 2T21, apresentou crescimento de 245,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Na Unidade de Máquinas Romi, a receita operacional líquida do 2T21 apresentou crescimento de 153,1% em relação ao 2T20, decorrente da retomada dos pedidos a partir de junho de 2020 e mais recentemente do mercado externo. A evolução da receita, aliada ao controle efetivo das despesas operacionais, resultou em uma expansão da margem operacional, que, nesse mesmo período de comparação, cresceu 15,5 p.p..

A Unidade de Fundidos e Usinados, no 2T21, alcançou um crescimento de 102,9% na receita operacional líquida em relação ao 2T20, com a continuidade nas entregas das peças de grande porte e da retomada dos demais segmentos. A margem operacional apresentou crescimento de 6,8 p.p., reflexo do maior volume de produção e da evolução na eficiência operacional.

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi, no 2T21, apresentou um crescimento de 100,4%, quando comparada ao 2T20, reflexo do ambiente muito favorável aos investimentos, da tecnologia embarcada nos produtos e das novas alternativas de negócios, como, por exemplo, a locação de máquinas.

A entrada de pedidos na Unidade de Fundidos e Usinados, no 2T21, apresentou um crescimento de 63,4%, quando comparada ao 2T20, reflexo da continuidade dos pedidos das peças de grande porte para o setor de energia e da retomada de todos os demais segmentos industriais atendidos por essa unidade.

A entrada de pedidos acumulada em 2021 na Unidade Burkhardt+Weber, atingiu R$80,2 milhões, crescimento de 297,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo da retomada dos projetos antes paralisados em virtude da pandemia.

A carteira de pedidos total da Companhia, ao final do 2T21, apresentou crescimento de 68,8% em relação ao 2T20.

“O ano de 2021 continua indicando um ambiente favorável para a realização de investimentos, conforme iniciado em meados de 2020 e, mais recentemente, no mercado externo. Essa recuperação importante no volume de negócios pode ser notada na entrada de pedidos de Máquinas Romi. O atual nível de juros, assim como o patamar cambial, estimula a indústria nacional e o país em geral a alocar uma maior parcela do capital na economia produtiva, na busca por uma maior produtividade e preservação da competitividade. Diante dos sinais mais concretos dessa retomada ocorrido em 2020, a Companhia se preparou, principalmente, em relação aos pedidos de matérias-primas e componentes junto à cadeia de suprimentos, o que nos tem permitido atender as demandas dos nossos clientes. A Romi está preparada para continuar apoiando seus clientes com produtos de alta tecnologia e com prazos competitivos, adequados às necessidades do mercado”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, Diretor-Presidente da Romi.

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RadiciGroup apresentou faturamento de 1 bilhão de euros em 2020

03/07/2021

  • 2021 abre com resultados positivos.
  • Faturamento consolidado: 1.019 milhões de euros
  • EBITDA: 173 milhões de euros (+4,4% em relação a 2019)
  • Lucro líquido do ano exercício: 87 milhões de euros (+8,1% em relação a 2019)
  • Investimentos equivalentes a 50 milhões de euros para atualização tecnológica e sustentabilidade

O RadiciGroup , empresa italiana nascida em Bérgamo, atuante nos negócios de química, polímeros técnicos, fibras e não-tecidos, fechou o exercício de 2020 com um faturamento consolidado de 1.019 milhões de euros, contendo a queda em relação a 2019 em -6,7%. Por sua vez, o EBITDA alcançou 173 milhões de euros, um acréscimo de +4,4% em relação ao ano anterior, e o lucro do ano exercício, líquido de depreciações e amortizações, fechou em 87 milhões de euros (+8,1% em relação a 2019).

Também durante o ano passado, inevitavelmente influenciado pelo alastramento da pandemia e pelas medidas introduzidas para a sua contenção, o Grupo continuou a prosseguir a estratégia de focalizar em seus core businesses considerados estratégicos e sinérgicos como a química do nylon, os tecnopolímeros e as soluções têxteis avançadas.

De um modo geral, em 2020 o andamento do Grupo acompanhou a evolução da propagação da pandemia, registando uma queda acentuada da procura durante a primeira parte do ano, após a introdução de medidas de bloqueio, seguida por uma recuperação moderada entre setembro e novembro, parcialmente desacelerada pela retomada das infecções em dezembro. A área têxtil foi caracterizada por um maior sofrimento em comparação com as outras áreas do Grupo, em linha com a tendência de todo o setor a nível nacional.

O ano de 2021 começou com resultados positivos: no primeiro trimestre, o volume de faturamento e a margem operacional bruta cresceram em quase todos os setores de negócio, apesar do forte aumento dos custos das matérias-primas registrado precisamente neste período.

“2020 foi certamente um ano complexo sob vários pontos de vista – declarou Angelo Radici, Presidente do RadiciGroup -, mas conseguimos limitar o impacto negativo da pandemia e obter resultados satisfatórios que confirmam a nossa competitividade no mercado. O novo ano se abre com o desafio de podermos aproveitar plenamente o potencial de recuperação da atividade econômica e, apesar de um cenário global ainda incerto, estamos confiantes de que, alavancando nossa solidez e eficiência e focando em produções de maior valor agregado, em uma maior flexibilidade de produção e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, poderemos continuar a oferecer aos nossos clientes soluções de alto desempenho, trabalhando juntos em projetos cada vez mais inovadores e sustentáveis”».

Apesar do período particularmente difícil, também em 2020, em linha com as tendências dos anos anteriores, o RadiciGroup afirma ter mantido o compromisso de garantir a competitividade das empresas, através de um plano de investimento de 50 milhões de euros que visa manter a atualização tecnológica e a flexibilidade das fábricas, além da sustentabilidade dos processos e produtos.

“Nos últimos cinco anos -sublinhou Alessandro Manzoni, CFO do RadiciGroup-, investimos mais de 240 milhões de euros que nos permitiram enfrentar os desafios tecnológicos colocados pelo mundo industrial. Tudo isso mantendo sempre sob controle o endividamento e terminando 2020 com uma posição financeira líquida positiva e com todos os indicadores de capital em melhoramento. Estamos, portanto, prontos para aproveitar novas oportunidades de crescimento e buscar outros objetivos de desenvolvimento sustentável: nessa direção, será necessário capital para investir e o financiamento será um elemento essencial da sustentabilidade”.

O RadiciGroup afirma que o seu ponto forte é a atenção à inovação e à sustentabilidade: neste contexto, o consórcio sem fins lucrativos Radici InNova, criado em 2019 para gerir e coordenar todas as atividades de P&D do Grupo, tornou-se plenamente operacional com o ano exercício de 2020 e começou a testar uma série de projetos de importância estratégica para o Grupo.

Entre estes, está o desenvolvimento de materiais para o setor médico, uma iniciativa criada para dar suporte a comunidades locais em março de 2020, em um momento de dificuldade pela falta de equipamentos de proteção individual, que em um pouco tempo foi organizado de forma estruturada. Ainda na área de novas aplicações, foram lançados projetos que visam o desenvolvimento de novos materiais para os setores automotivo, de manufatura aditiva / impressão 3D, assim como materiais derivados de projetos de economia circular destinados ao segmento têxtil e dos tecnopolímeros. Outra área de projeto diz respeito ao estudo para o desenvolvimento de poliamidas a partir de fontes renováveis.

Com mais de 3.000 funcionários, um faturamento de 1.019 milhões de euros em 2020 e uma rede de fábricas e sedes comerciais localizados entre a Europa, a América do Norte e do Sul e a Ásia, o RadiciGroup é hoje uma empresa líder na produção de uma vasta gama de produtos químicos, polímeros de poliamida, tecnopolímeros de alto desempenho e soluções têxteis avançadas, entre as quais fios em nylon, em fios em poliester, fios provenientes da recuperação e de fontes bio, não tecidos, dispositivos de proteção em âmbito sanitário. Graças à integração vertical no setor de poliamida, os produtos da Radici são empregados em múltiplos setores industriais, entre os quais: Automotivo, Elétrico/Eletrônico, Bens de consumo, Vestuário, Mobiliário, Imobiliário, Eletrodomésticos e Esportivo.

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Braskem tem lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021

13/05/2021

A Braskem registrou no primeiro trimestre resultados positivos. Foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento no resultado operacional recorrente, somado a uma redução da alavancagem, ao crescimento do lucro líquido e ao aumento de receita líquida de vendas. O resultado operacional recorrente foi de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre, 54% acima do trimestre anterior, em função principalmente dos melhores spreads internacionais utilizados como referência no Brasil, nos EUA, na Europa e no México, além de maior volume de vendas nos EUA e na Europa;

  • A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/resultado operacional recorrente, em dólares, foi de 1,8x, menor 39% do que a medida no quarto trimestre de 2020 e menor 69% do que no primeiro trimestre do ano passado;
  • O lucro líquido foi de R$ 2,5 bilhões, 195% superior ao trimestre anterior;
  • A receita líquida de vendas foi de R$ 22,7 bilhões, crescimento de 21% em relação ao trimestre anterior e 80% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2020.

“O primeiro trimestre termina com a Braskem em uma posição financeira sólida em função, principalmente, da evolução contínua dos resultados da companhia. Estamos mantendo o foco na busca para retornar ao nível de grau de investimento pelas agências de crédito”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Outro ponto de destaque da Braskem é o engajamento social neste momento de pandemia. “Iniciamos uma nova campanha de doação e solidariedade para minimizar o impacto causado pela pandemia. A sociedade precisa de todos nós neste momento”, completa Simões.

A Braskem está distribuindo 48 mil cestas básicas, 25 mil kits de limpeza e 3 toneladas de hortifrútis nas comunidades próximas às suas instalações e que foram diretamente afetadas pela crise social, causada pela pandemia da Covid-19. Ao todo, a companhia destinará neste ano R$ 15 milhões para iniciativas e parcerias em diversos estados do Brasil.

Em fevereiro, a companhia firmou parceria estratégica com a maior empresa global de logística, a A.P. Moller – Maersk, e a PSA Corporation Ltd (PSA), uma das maiores operadoras portuárias no mundo, para a utilização de seus terminais em Cingapura e iniciar operação de transbordo para servir o continente asiático. O acordo permitirá à companhia fornecer aos seus clientes na Ásia acesso regular ao portfólio de polímeros, em mais um passo para a diversificação geográfica da Braskem.

A Braskem conquistou em 2021 a certificação como Operador Econômico Autorizado (OEA) – Modalidade Conformidade, concedida pela Receita Federal do Brasil. Ser um operador OEA é ser reconhecido internacionalmente por adotar processos de gestão, que minimizam os eventos de riscos existentes em suas operações de importação e que cumprem voluntariamente critérios de conformidade, confiabilidade e segurança aplicados à cadeia logística global, assim como obrigações tributárias e aduaneiras.

Além disso, foi iniciada a operação do complexo eólico de Folha Larga Norte, em Campo Formoso (BA), um empreendimento da EDF Renewables viabilizado pelo contrato de fornecimento de 20 anos para a Braskem. O uso de energia renovável é parte essencial do compromisso da Braskem de se tornar carbono neutro até 2050 e a parceria com a EDF Renewables vai significar uma redução de 280 mil toneladas de CO2 ao longo do contrato.

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Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis Tem Resultado Abaixo do Esperado no 1o. Trimestre de 2021

13/05/2021

A economia brasileira segue em ritmo de incertezas, principalmente em razão da pandemia da Covid-19 e já há reflexos desta situação na indústria de embalagens plásticas flexíveis. Pesquisa feita pela Maxiquim, com exclusividade para a ABIEF, indica que, apesar dos principais usuários de embalagem terem apresentado um bom comportamento no mês de janeiro, houve queda na maioria dos setores em fevereiro e o mês de março também fechou com variações negativas, comprometendo o resultado trimestral.

Assim, estima-se que no primeiro trimestre de 2021 a indústria de embalagens flexíveis tenha apresentado produção inferior ao trimestre anterior, com uma queda aproximada de 1%, fechando em 493 mil toneladas produzidas. Por aplicação, este volume foi dividido em embalagens multicamadas, com 165 mil ton; monocamada, 157 mil ton; shrink, 70 mil ton; stretch, 54 mil ton; sacolas e sacos, 40 mil ton; outros, 7 mil ton.

Os setores que mais puxaram o desempenho inferior foram bebidas, produtos de limpeza e agropecuária. O setor de alimentos continuo líder no consumo de flexíveis com 228 mil ton, seguido por aplicações industriais, 93 mil toneladas; bebidas, 50 mil ton; descartáveis, 40 mil ton; limpeza doméstica, 27 mil ton; higiene pessoal, 20 mil ton; e agropecuária, 17 mil ton. O restante ficou dividido entre pet food e outras aplicações menores.

“Sabemos ainda que a baixa disponibilidade de resinas, tanto no mercado local quanto no internacional, prejudicou o setor. A nevasca que atingiu o Texas em fevereiro prejudicou muito a produção de polietileno (PE) e de polipropileno (PP) nos Estados Unidos e essas unidades ainda não retomaram a totalidade de sua produção. E como os EUA são um importante fornecedor para o Brasil, a disponibilidade de resinas ficou limitada, aumentando os preços que já estavam altos. O setor de transformação sentiu uma redução significativa de margem, por não conseguir repassar os aumentos integralmente”, comenta o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

As vendas internas de poliolefinas caíram 2% no 4T de 2020 na comparação com o trimestre anterior, mas houve um aumento de 25% na comparação com o 4T 19. Para o 1T de 2021, o estudo da Maxiquim estima um aumento aproximado de 2% no comparativo com o trimestre anterior e de 19% na comparação com o 1T de 2020. A baixa disponibilidade de resinas segue no mercado internacional, principalmente nos EUA, ainda por conta dos eventos climáticos que diminuíram o excedente de resinas dedicado à exportação para a América Latina. “Sabemos que internamente, a disponibilidade de matéria-prima também está menor que o usual, como resultado das paradas programadas na principal petroquímica”, conclui Rogério Mani.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Lanxess divulga resultados de 2020 e previsões para 2021

04/04/2021

• As vendas diminuíram 10,3% com relação ao ano anterior, para EUR 6,1 bilhões
• EBITDA pré-excepcionais no limite superior da faixa guiada em EUR 862 milhões
• Margem EBITDA pré-excepcionais em positivos 14,1%
• Proposta de dividendos para o ano fiscal de 2020: EUR 1,00
• Ano fiscal de 2021 caracterizado pelo crescimento

A Lanxess está começando o novo ano fiscal de 2021 com confiança: A empresa de especialidades químicas espera que muitos de seus clientes industriais se recuperem e, portanto, antecipa EBITDA pré-excepcionais entre EUR 900 milhões e EUR 1 bilhão para o ano inteiro.

A Lanxess se mostrou robusta no ano fiscal de 2020, mesmo com o ano dominado pela pandemia de coronavírus. A empresa de especialidades químicas atingiu EBITDA pré-excepcionais de EUR 862 milhões, apenas 15,4% abaixo do valor do ano anterior de EUR 1,019 bilhão. Os ganhos estão, portanto, no limite superior da faixa guiada entre EUR 820 milhões e EUR 880 milhões. Em 26 de janeiro, o Grupo divulgou números preliminares para o quarto trimestre, depois que muitos negócios se desenvolveram melhor do que o esperado. A margem EBITDA pré-excepcional atingiu os encorajadores 14,1%, contra 15,0% do ano anterior.

“Tivemos um bom desempenho no ano pandêmico de 2020, com um bom resultado no quarto trimestre. Nossa margem de lucro mostra que a posição estável do Grupo está resistindo ao teste da crise. Gostaria de agradecer a toda a equipe da Lanxess, que fez todo o possível neste ano difícil para manter o negócio funcionando”, disse Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess AG. “Com essa equipe e nossa posição forte, podemos enfrentar 2021 com otimismo e nos concentrar totalmente no crescimento.”

Com EUR 6,104 bilhões, as vendas do Grupo Lanxess em 2020 diminuíram 10,3% em relação ao valor do ano anterior de EUR 6,802 bilhões. O lucro líquido de operações contínuas aumentou acentuadamente para EUR 908 milhões, após EUR 240 milhões no ano anterior. Isso se deve ao produto da venda de sua participação na operadora do parque químico Currenta, que a Lanxess concluiu no final de abril. Os passivos financeiros líquidos * diminuíram de EUR 1,742 bilhões no final de 2019 para EUR 1,012 bilhões em 31 de dezembro de 2020.

Apesar da pandemia de coronavírus: dividendo deve aumentar novamente

O dividendo também deve ser aumentado novamente para o ano excepcional de 2020. O Conselho de Administração e Conselho de Supervisão irá propor um dividendo de EUR 1,00 por ação – cerca de 5% a mais do que no ano anterior – para a Assembleia Anual de Acionistas, que irá ser realizada virtualmente em 19 de maio de 2021. Isso corresponde a um pagamento total de cerca de EUR 87 milhões.

Portfólio de reestruturação continua:  sinais apontam para crescimento

Com as vendas dos negócios de membrana, produtos químicos de cromo e o anúncio da venda do negócio de produtos químicos para couro, em 2020, a Lanxess desinvestiu sistematicamente em áreas que não cabiam mais no foco estratégico de produtos químicos especiais. O Grupo lançou assim as bases para um desenvolvimento mais lucrativo. A venda de sua participação na operadora do parque químico Currenta também proporcionou uma sólida base financeira.

Em 2021, todos os sinais apontam para crescimento – com foco em negócios com produtos de proteção ao consumidor. Em poucas semanas, a Lanxess anunciou três aquisições nesta área. Com a compra da especialista francesa em biocidas INTACE já concluída, a empresa de especialidades químicas ampliou sua linha de fungicidas para papel e embalagens. No futuro, a Lanxess expandirá significativamente sua oferta para o crescente mercado de higiene animal com o portfólio do fornecedor de desinfetantes e higiene Theseo. A transação deve ser concluída no segundo trimestre de 2021.

Em meados de fevereiro de 2021, a empresa de especialidades químicas anunciou a segunda maior aquisição de sua história. Ao adquirir o grupo norte-americano Emerald Kalama Chemical, a Lanxess pode fortalecer ainda mais seu segmento de Proteção ao Consumidor e explorar novos campos de aplicação com altas margens, como a indústria de alimentos e saúde animal. O Grupo espera que a transação seja concluída no segundo semestre do ano após as aprovações regulatórias.

“Os produtos de proteção ao consumidor são caracterizados por taxas de crescimento atraentes e margens fortes. Queremos crescer nesta área e começamos a trabalhar nisso desde o início do ano,” disse Zachert.

Desenvolvimento de segmento em 2020: Proteção ao Consumidor tem performance forte

O desempenho de vendas e lucros no segmento de Intermediários Avançados foi influenciado pela pandemia de coronavírus em 2020 como um todo. A fraca demanda e preços mais baixos tiveram um efeito negativo nesta unidade de negócios em particular. As vendas caíram 11,2%, de EUR 2,251 bilhões para EUR 1,999 bilhão. Em EUR 336 milhões, o EBITDA pré-excepcional foi 12,3% menor do que o valor do ano anterior de EUR 383 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional ficou quase estável em 16,8%, contra 17,0% no ano anterior.

No segmento de aditivos especiais, os volumes de vendas – especialmente nas indústrias automotiva e de aviação – também diminuíram significativamente devido à pandemia de coronavírus. As taxas de câmbio também afetaram negativamente as vendas e os lucros. Em EUR 1,728 bilhão, as vendas caíram 12,1% em relação ao valor do ano anterior de EUR 1,965 bilhão, em parte devido aos preços de venda ligeiramente mais baixos. EBITDA pré-excepcional caiu 19,5%, de EUR 353 milhões para EUR 284 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional para o ano fiscal de 2020 ficou em 16,4%, contra 18,0% no ano anterior.

Os negócios do segmento de Proteção ao Consumidor, recém-criados em 2020, tiveram um forte desempenho ao longo do ano. Isso foi impulsionado por fortes negócios de agroquímicos em Saltigo e boa demanda por desinfetantes. O efeito positivo do portfólio da aquisição da fabricante brasileira de biocidas IPEL também mais do que compensou os efeitos adversos da taxa de câmbio. As vendas totalizaram EUR 1,110 bilhão, 5,7% acima do valor do ano anterior de EUR 1,050 bilhão. EBITDA pré-excepcional cresceu 17,7% de EUR 198 milhões para EUR 233 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional atingiu fortes 21,0%, contra 18,9% um ano atrás.

No segmento de Materiais de Engenharia, as vendas e os lucros foram afetados pela fraca demanda da indústria automotiva no primeiro semestre do ano. As vendas caíram 17,9% de EUR 1,450 bilhão para EUR 1,190 bilhão, em parte devido aos preços de venda mais baixos e efeitos negativos da taxa de câmbio. EBITDA pré-excepcional caiu 36,6%, de EUR 238 milhões para EUR 151 milhões. Além da demanda fraca, os ganhos também foram reduzidos por uma paralisação significativa para manutenção planejada e dificuldades com a subsequente retomada da produção na Bélgica. A margem EBITDA pré-excepcional de 12,7% ficou abaixo da cifra de 16,4% registrada no ano anterior

A Lanxess é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 6,1 bilhões em 2020. A empresa tem atualmente cerca de 14.300 funcionários em 33 países. O principal negócio da Lanxess é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de intermediários químicos, aditivos, especialidades químicas e plásticos. A Lanxess está listada nos principais índices de sustentabilidade, Dow Jones Sustainability Index (DJSI World e Europa) e FTSE4Good.

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Indústria brasileira de embalagens plásticos flexíveis fecha 2020 com alta no faturamento, produção e consumo per capita

21/03/2021

Apesar do ano de 2020 ter sido conturbado em função da pandemia, a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis registrou alta de 5,4% no volume produzido em comparação com o ano anterior. Conforme mostra estudo realizado para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) pela Maxiquim, a produção atingiu 2,088 milhões de toneladas. O faturamento mostrou um desempenho também positivo, com alta de 30%, chegando a R$ 27,7 bilhões.

Também foram registradas altas no consumo aparente (7,2%) e no consumo per capita (6,3%) de embalagens plásticas flexíveis. O consumo aparente subiu de 1,910 milhão de toneladas, em 2019, para 2,046 milhões de t em 2020. Já o consumo per capita em 2020 chegou a 9,7 Kg/habitante contra 9,1 Kg/hab em 2019.

“Sem dúvida nossa indústria teve um desempenho acima da média de outros setores produtivos. Mas isto só aconteceu porque, desde o início da pandemia, as empresas do setor agiram rápido e se adequaram ao novo cenário para evitar que setores estratégicos como alimentos, medicamentos e bebidas não ficassem desabastecidos de embalagens e que o consumidor final não sofresse com a falta de produtos”, pondera o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

Rogério lembra ainda que a evolução da produção de embalagens flexíveis foi sentida em praticamente todos os trimestres de 2020, exceto nos últimos três meses do ano. Já o consumo aparente oscilou, mas manteve-se em alta em todos os trimestres. “Vimos que tanto a produção como o consumo se comportaram melhor no segundo semestre de 2020”, completa o Presidente da ABIEF.

Um recorte no estudo da Maxiquim mostra que o principal mercado para as embalagens plásticas flexíveis em 2020 continuou sendo a indústria de alimentos, que consumiu 826 mil ton do total das 2,088 milhões de ton de embalagens flexíveis produzidas. Na sequência, vieram as aplicações industriais, com 371 mil toneladas, seguidas por descartáveis (239 mil ton); bebidas (200 mil ton); agropecuária (172 mil ton); higiene pessoal (101 mil ton); limpeza doméstica (101 mil ton); pet food (45 mil ton); e outros (32 mil ton).

O market share por aplicação estabeleceu a liderança para as embalagens multicamadas, com 693 mil ton. Na sequência: monocamada, 602 mil ton; shrink, 279 mil ton; sacolas e sacos, 238 mil ton; stretch, 216 mil ton; e outros, 60 mil ton.

As resinas PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) foram as mais usadas em 2020 pela indústria de flexíveis, totalizando 1,535 mil ton. O PP (polipropileno) aparece em segundo lugar com 324 mil ton e o PEAD (polietileno de alta densidade) vem em seguida, com 229 mil ton. “Aqui vemos uma certa ‘dança’ dos números, principalmente pela falta de matéria-prima e pelo aumento do seu preço, especialmente a partir do segundo semestre de 2020”, avalia Rogério.

Diferentemente do que vinha acontecendo em outros anos, em 2020 a balança comercial do setor não foi positiva, caindo 42%. Isto porque as importações, em toneladas, cresceram 8% e as exportações recuaram 18%; em faturamento as importações caíram 3% e as exportações caíram 5%, registrando, respectivamente, receitas de US $ 217 milhões e de US$ 226 milhões.

2020 também foi marcado como o ano em que as embalagens flexíveis aumentaram sua participação no universo dos transformados plásticos, passando de 28% (2019) para 31%, num volume total transformado de 6,781 milhões de toneladas. Das 572 mil ton de produtos plásticos transformados importados no ano passado, 65 mil ton corresponderam a embalagens flexíveis.

“Estes números revelam que a indústria de embalagens plásticas flexíveis consegue um bom desempenho inclusive em momento críticos, como foi 2020. Mas há sérias preocupações em relação a 2021. O setor teme não conseguir driblar uma possível falta de matéria-prima e, principalmente, nossa indústria não tem mais como absorver aumentos no preço das resinas termoplásticas. Por isso o principal conselho que damos para os associados da ABIEF é: cautela. Avaliem cuidadosamente o cenário, quase que diariamente e, mais do que nunca, pensem como uma cadeia, onde a ação de um dos elos poderá ter uma influência significativa no desempenho dos demais. Precisamos agir juntos e encontrar soluções para mantermos nossa indústria ativa e atendendo às demandas da sociedade e dos vários mercados.”, finaliza Rogério.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também incorpora às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, compreendendo fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Braskem registra prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões no ano de 2020

11/03/2021

A Braskem divulgou o balanço de 2020, indicando um resultado operacional recorrente de R$ 11 bilhões no ano, 86% superior ao de 2019, devido, principalmente, aos melhores spreads de resinas no mercado internacional em função da alta demanda global e ao aumento no volume de vendas de resinas no Brasil. A receita de vendas chegou a R$ 58 bilhões, num crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, a alavancagem corporativa apresentou uma redução importante e terminou o ano em 2,94x, afirma a empresa.

“Nosso principal foco continua sendo manter um alto padrão de segurança e com atenção constante à saúde das pessoas para atendermos os clientes. Estamos trabalhando para superar o momento tão difícil que o mundo atravessa com a pandemia do Covid-19 e seguimos firmes no propósito de solucionar os desafios que a Braskem enfrenta, como a desalavancagem da Companhia, para voltarmos a ser uma empresa com grau de investimento”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em dezembro, a Braskem concluiu um importante avanço em relação ao evento geológico de Alagoas e seus potencias impactos, com a celebração dos acordos para compensação dos moradores e para reparação socioambiental. Após a homologação dos acordos com as autoridades competentes, as ações civis públicas contra a Braskem relacionadas à compensação dos moradores e à reparação socioambiental no contexto do evento geológico em Alagoas foram extintas.

A Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões no ano. Segundo a empresa, o prejuízo resultou principalmente das provisões referentes ao evento geológico de Alagoas, no montante de R$ 6,9 bilhões, e do impacto da variação cambial no resultado financeiro dada a depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida de US$ 3,4 bilhões.

Em 2020, a Braskem anunciou a ampliação dos seus esforços para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050 e de diminuir em 15% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de ampliar seu portfólio para, até 2025, ter 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado; alcançando 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. A empresa também afirmou que vai trabalhar para que nos próximos dez anos haja o descarte adequado de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos.

Nesse contexto, no quarto trimestre de 2020, as vendas de produtos reciclados atingiram cerca de 6 mil toneladas, um aumento de 310% em relação ao trimestre anterior. No ano, a taxa de utilização de eteno verde foi de 87%, aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2019, e as vendas de PE Verde chegaram ao patamar de 170 mil toneladas, aumento de 5% em relação ao ano anterior, sendo os dois valores recordes históricos desde o início da operação de biopolímeros da Companhia em 2010.

Em energia, a Braskem reforçou sua estratégia de ter uma base cada vez maior de fontes renováveis. No ano passado, anunciou contratos de longo prazo importantes para compra de energia renovável, como o firmado com a Canadian Solar Inc., uma das maiores empresas do ramo solar do mundo. Esse acordo viabiliza a construção de uma usina no norte de Minas Gerais com capacidade instalada de 152 MWp, o suficiente para abastecer uma cidade de 430 mil habitantes. Em outro acordo, com a Voltalia, a compra de energia solar pela Braskem ajudou a viabilizar a expansão do complexo solar Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, que terá capacidade para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Já em 2021, A Braskem assinou contrato para aquisição de energia eólica da Casa dos Ventos, uma das pioneiras e maiores investidoras no desenvolvimento de projetos do segmento no Brasil.

Um importante destaque de 2020 foi a renovação dos contratos de fornecimento de nafta, etano e propano no Brasil com a Petrobras, por um prazo de cerca de 5 anos, garantindo a continuidade operacional das unidades no Brasil pelos próximos anos.

Houve também a retomada da produção de cloro-soda e dicloretano da unidade (foto) localizada no bairro do Pontal da Barra, em Maceió, que estava paralisada desde maio de 2019. Para o retorno da planta de cloro-soda, a Braskem concluiu o projeto para a produção de salmoura como matéria-prima a partir da aquisição de sal importado, o que permite a volta da produção integrada de PVC e soda cáustica.

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Covestro divulga resultados de 2020

24/02/2021

  • Queda de 5,6% nos volumes principais de vendas
  • Vendas totais de cerca de 10,7 bi de euros (-13,7%)
  • EBITDA confirma previsão, com cerca de 1,5 bi de euros (-8,2%)
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 530 mi de euros (+12,1%)
  • Dividendos propostos de 1,30 de euros; nova política de dividendos
  • Realinhamento da estratégia para se tornar totalmente circular
  • 2021: expectativa de ano fiscal acima do nível pré-pandemia

Apesar de um quarto trimestre bem-sucedido, o Grupo Covestro não conseguiu compensar totalmente as enormes quedas relacionadas à pandemia ocorridas nos primeiros seis meses do ano passado. Em 2020, os volumes principais de vendas do Grupo caíram 5,6% em relação ao período do ano anterior. As vendas totais também diminuíram, com queda de 13,7% em relação ao último ano, para aproximadamente 10,7 bilhões de euros. Com a implementação de amplas medidas de corte de custos, a Covestro conseguiu limitar a queda do EBITDA a 8,2% em relação ao ano anterior, cumprindo as previsões para o ano fiscal de 2020 com aproximadamente 1,5 bilhão de euros (ano anterior: aprox. 1,6 bilhão de euros). A receita líquida totalizou 459 milhões de euros (-16,8%) e o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) subiu para 530 milhões de euros (+12,1%).

“Conseguimos fechar com sucesso esse ano tão fora da normalidade, mantendo nossa capacidade de reação em todos os momentos. Tomamos uma ampla gama de medidas para proteger nossos colaboradores, manter as cadeias de fornecimento ativas e expandir nossa posição de forte liquidez”, afirma o CEO Markus Steilemann. “Assim, conseguimos atingir nossas metas estratégicas no ano fiscal de 2020. Definimos nossa visão para nos tornarmos totalmente circulares e demos um grande passo nessa direção, com o anúncio da aquisição do negócios de Resinas e Materiais Funcionais da DSM.”

No início do ano, a Covestro anunciou o plano de tornar-se totalmente circular. Para concretizar essa visão de longo prazo e implementar a circularidade em todas as suas áreas de atividades, o Grupo decidiu se concentrar em quatro tópicos: matérias-primas alternativas, reciclagem inovadora, soluções colaborativas e energias renováveis.

“As medidas decisivas que tomamos precocemente contribuíram muito para a entrega de fortes resultados. Apoiados por uma recuperação significativa na demanda a partir de meados do ano, retomamos a nossa trajetória de crescimento no segundo semestre de 2020 e geramos receita quase no mesmo nível do ano anterior”, diz o CFO Thomas Toepfer. “Em um ambiente ainda caracterizado pela incerteza, mantemos a atenção aos custos e continuamos a fortalecer nossa eficiência. Além disso, nos focalizaremos ainda mais em nossos clientes, a fim de gerar valor.”

Para se posicionar de maneira mais robusta na esteira da pandemia do coronavírus e garantir reservas de liquidez, a Covestro implementou numerosas medidas adicionais de corte de custos no último ano. Como resultado, o Grupo economizou um total de 360 milhões de euros a curto prazo. O programa de eficiência “Perspective”, lançado em 2018 e encerrado em 2020, também contribuiu com uma economia de 130 milhões de euros no ano fiscal de 2020.

A Covestro também buscou tomar vários tipos de medidas de financiamento em 2020. Desta forma, o Grupo alinhou seus instrumentos financeiros ao seu desempenho de sustentabilidade onde possível, destacando assim seu compromisso para tornar-se mais sustentável. O empréstimo de 2,5 bilhões de euros, assinado em março de 2020, foi atrelado ao seu rating ESG (Environment, Social, Governance), por exemplo. Quanto melhor o desempenho em ESG da Covestro, menor será o componente de juros do empréstimo.

Realinhamento da estratégia: visão como princípio norteador

Com a clara meta de tornar-se totalmente circular e como resposta para as constantes transformações do mercado, a Covestro realinhou a estratégia do Grupo.

Esse esforço concentra-se em um maior foco no cliente e no crescimento sustentável. A partir de 1º de julho de 2021, a Covestro administrará seus negócios com uma nova e personalizada estrutura centrada em sete entidades de negócios alinhadas às necessidades do cliente e ao cenário competitivo. Além disso, o Grupo irá operar em duas áreas de negócios distintas, “Materiais de Performance” e “Soluções e Especialidades”.

Materiais de Performance: Esta área será constituída por uma entidade de negócios formada por Policarbonatos, Uretanos Padrão e Químicos Básicos.

Soluções e Especialidades: Esta área será constituída por seis novas entidades de negócios chamadas Uretanos Personalizados, Revestimentos e Adesivos, Plásticos de Engenharia, Filmes Especiais, Elastômeros e Poliuretanos Termoplásticos.

Com isso, a Covestro está alinhando de forma consistente seus produtos e processos às necessidades dos seus clientes com um foco ainda maior no tema de sustentabilidade, de forma rentável. No futuro, o Grupo aplicará critérios de sustentabilidade com ainda mais rigor ao realizar investimentos, aquisições e atividades de P&D. Como parte da sua transição para uma economia circular, a Covestro também está expandindo seu portfólio de produtos circulares.

“Nossa visão de nos tornarmos totalmente circulares está guiando a nova estratégia do Grupo. A nova estrutura cria um ponto de partida ideal para o futuro e nos posicionará para nos tornarmos significativamente mais competitivos”, segundo Steilemann. “Isso nos permitirá atender melhor às necessidades dos nossos clientes, tornar nossa empresa mais eficiente e eficaz e gerar um crescimento sustentável. Estamos realmente avançando na transformação para uma economia circular.”

Nova política de dividendos com maior foco em receita

A Covestro está adotando novas bases para o pagamento dos seus dividendos. A política de dividendos passa a se basear mais na receita do Grupo, com o percentual de dividendos perfazendo de 35% a 55% da receita líquida gerada pelo grupo. “Essa política de dividendos está mais atrelada à posição financeira geral da Covestro e nos permitirá elevar os dividendos em anos com receitas fortes”, diz Toepfer. Com base na performance atual, a Covestro planeja distribuir dividendos de 1,30 euro por ação pelo ano fiscal de 2020. Isso corresponde a um índice de distribuição de 55%.

Previsão para 2021: expectativa de ano fiscal acima do nível pré-pandemia de 2019

Para o ano fiscal de 2021, a Covestro espera um crescimento do volume principal entre 10% e 15%. Atribui-se cerca de 6% desse número à aquisição planejada do negócio de Resinas e Materiais Funcionais (RFM) da DSM. Além disso, a Covestro prevê que o FOCF fique entre 900 milhões e 1,4 bilhão de euros, com ROCE de 7% a 12%. Antecipa-se que o EBITDA do Grupo para o ano completo de 2021 fique entre 1,7 bilhão e 2,2 bilhões de euros. No primeiro trimestre de 2021, a projeção do EBITDA está na faixa de 700 a 780 milhões de euros.

Recuperação de demanda em todos os segmentos no segundo semestre de 2020

O segmento de Poliuretanos sofreu uma queda de 6,1% nos volumes principais de vendas no ano fiscal de 2020. Após uma queda de demanda em decorrência da pandemia no primeiro semestre do ano, notou-se uma melhora significativa no segundo semestre. Esse fenômeno, somado a uma posição competitiva vantajosa, levou a um aumento nos volumes principais de vendas. As vendas caíram 13,1% para 5,0 bilhões de euros no ano completo, principalmente devido à baixa dos preços médios de venda no ano e à queda nos volumes totais vendidos. O EBITDA caiu 3,5% para 625 milhões de euros, também devido à redução dos volumes vendidos. No entanto, a redução de custos decorrente das medidas de corte influenciou positivamente o EBITDA.

O segmento de Policarbonatos teve uma queda de 3,0% nos volumes principais de vendas no ano fiscal de 2020. A pandemia fez a demanda encolher nos primeiros seis meses. No segundo semestre do ano, no entanto, uma recuperação robusta da demanda alavancou os volumes principais de vendas para acima do ano anterior. As vendas caíram 14,1% para 3,0 bilhões de euros, principalmente devido à baixa dos preços de venda e à queda nos volumes totais vendidos. Em contraste, o EBITDA subiu 3,2% para 553 milhões de euros, uma tendência atribuída principalmente à queda dos preços das matérias-primas e uma redução de despesas em decorrência das medidas de cortes de custos.

Os volumes principais de vendas do segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades caíram 8,9% no ano fiscal de 2020. Nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2020, os volumes principais de vendas diminuíram principalmente devido à queda acentuada da demanda decorrente da pandemia. No fim do ano, a demanda foi retomada e os volumes principais de vendas no quarto trimestre do ano fiscal de 2020 superaram os do ano anterior. As vendas do ano completo caíram 13,9% para 2,0 bilhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O EBITDA caiu 27,3% para 341 milhões de euros. Isso se deve ao declínio nos volumes vendidos, às margens mais baixas e às despesas com a aquisição planejada da DSM. No entanto, a redução de despesas decorrente das medidas de corte de custos teve impacto positivo sobre a receita. Além disso, o EBITDA no período do ano anterior havia sido positivamente impactado pelo efeito isolado da aquisição sucessiva de ações da DIC Covestro Polymer Ltd., sediada no Japão.

Quarto trimestre de 2020 bem acima do ano anterior

Os volumes principais de vendas no quarto trimestre de 2020 subiram 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas totais cresceram 5,0% para 3,0 bilhões de euros, em decorrência da alta nos preços de venda. Totalizando 637 milhões de euros, o EBITDA no quarto trimestre de 2020 mais que dobrou em comparação com o ano anterior. A receita líquida sofreu alta acentuada de 37 milhões de euros do trimestre do ano anterior para 312 milhões de euros. O FOCF também cresceu 19,4% no quarto trimestre, para 394 milhões de euros.

Com 10,7 bilhões de euros em vendas em 2020, a Covestro é uma das empresas líderes mundiais em polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana, mostrando compromisso com a economia circular. As principais indústrias atendidas são automotiva e de transportes, construção, móveis e processamento de madeira e os segmentos eletroeletrônicos e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. Ao final de 2020, a Covestro tinha 33 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,5 mil pessoas.

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Adirplast fecha os números de 2020 e vê incertezas em 2021

09/02/2021

O volume total distribuído pelos associados da Adirplast, incluindo todos os produtos (Polietilenos,PP,PS, Plásticos de Engenharia e filmes bi-orientados), atingiu 438.392 toneladas em 2020. Os números mostram uma redução de 8,5% das vendas feitas em relação a 2019

Entre as empresas associadas à Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) os números indicam que 2020 não foi um ano fácil para os distribuidores. “O volume de venda de resinas plásticas em dezembro de 2020 foi de 17.934 toneladas, o que representa uma redução de 12,2% em relação a novembro; enquanto o total em 2020 alcançou 400.595 t, revelando uma diminuição de 11,0% em relação a 2019”, explica o presidente da entidade Laercio Gonçalves.

Resinas Commodity

Em relação à quantidade vendida de Polietilenos, Polipropileno e Poliestireno, Gonçalves afirma que em dezembro foi de 17.021 t, com redução de 12,4% sobre novembro. “Em 2020, o total chegou a 374.526 t, ou seja, nós amargamos neste ano uma redução de 5,1% em relação a 2019”.

Para Silvia Regina da Silva, da Premix, o ano de 2020 foi desafiador. “Na Premix, tivemos queda de 23% em volumes”, explica. E ela segue receosa em relação a 2021: “Já tínhamos uma leitura de que teríamos problemas, principalmente pela falta de resinas. E o cenário que vemos hoje é pior até do que estimamos. Assim, para o primeiro trimestre deste ano, não vejo crescimento, mas queda”.

Plásticos de Engenharia

Os associados do segmento de plástico de engenharia também estão sofrendo com a queda de volumes, puxada principalmente pela influência da retração do setor automobilístico. O volume total da distribuição de plásticos de engenharia alcançou 26.069 t, com redução de 7,8% em relação a novembro e significativa redução de 48% sobre 2019.

Segundo Vladimir de Oliveira, da Krisoll, as empresas experimentaram em 2020 cenários antagônicos no que diz respeito à demanda e ao abastecimento. “Isso refletiu diretamente nos preços dos plásticos de engenharia. Tivemos as paralisações de importantes plantas de poliamida por conta da pandemia e também de problemas climáticos nos EUA que afetaram diretamente no desabastecimento desse produto”. Oliveira ainda diz que houve um descompasso entre a retomada das atividades produtivas com a oferta de produtos, mas que, graças à volta parcial das atividades industriais, foi possível no quarto trimestre recuperar parte das perdas causadas, sobretudo durante o segundo trimestre de 2020”.

2021 também é visto com cautela pelo executivo: “São muitas variáveis que ofuscam as previsões para este ano, como as questões ligadas ao controle da pandemia, o fim dos subsídios governamentais e as demandas reprimidas de alguns setores. É viável considerar que os ajustes estruturais feitos em 2020 por necessidade de adaptação sejam virtuosos na composição dos resultados de 2021”. Oliveira projeta para a Krisoll um primeiro trimestre análogo ao quarto trimestre de 2020, o que significa algo como 5% acima do primeiro trimestre desse ano.

Filmes bi-orientados

Entre os associados Adirplast, o segmento de filmes bi-orientados foi o que conseguiu o melhor resultado em 2020. As vendas de dezembro alcançaram 2.481 t e o volume total do ano atingiu 37.797 t. Com isso, apesar do volume total de dezembro ter sido 19,4% menor que o de novembro, o resultado total de 2020 foi 9,5% superior ao de 2019. Também vale observar que o BOPP teve um leve aumento na relação sobre o BOPET, indo de 78,4%, em 2019, para 80%, em 2020. Segundo Raul Almeida, da Plastilux, o ano passado permitiu com que o mercado voltasse a operar com valores mais justos. “Tivemos um crescimento importante. A escassez do produto fez com que nossas margens fossem recompostas e isso trouxe o setor para uma realidade saudável”.

O executivo conta que a Plastilux, no primeiro semestre de 2020, reduziu o seu volume por precaução contra a inadimplência e que, no segundo semestre, já com o mercado operando de forma mais “acirrada”, foi possível recompor os resultados. Almeida também reforça que 2021 será um ano saudável para os negócios. “Teremos um primeiro trimestre bem justo devido às manutenções nas fábricas dos fornecedores e as dificuldades de importação, mas isso deverá já estar normalizado entre abril e junho”, complementa.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2020. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país.

Credenciadas pelos fabricantes, essas empresas garantem ao cliente final a qualidade do produto e dos serviços de logística e crédito. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, atendendo cerca de 65% dos transformadores de plásticos no Brasil. Para isso, a entidade emprega 150 representantes externos e mantém 200 postos de atendimento, contando com equipes de assistência técnica e de pós-venda.

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Evonik divulga resultados do 3o. trimestre de 2020

19/11/2020

  • Evonik confirma resultados preliminares para o terceiro trimestre: Ebitda ajustado de 519 milhões de euros, vendas de 2,9 bilhões de euros
  • Perspectivas para 2020: Ebitda ajustado estimado entre 1,8 – 2,0 bilhões de euros
  • Perspectiva de fluxo de caixa livre para 2020 é elevada

No terceiro trimestre de 2020, a Evonik registrou um Ebitda ajustado de 519 milhões de euros, 4% abaixo do valor do mesmo trimestre do ano passado. As vendas somaram 2,92 bilhões de euros, comparadas aos 3,23 bilhões de euros do mesmo trimestre do exercício anterior. A Evonik confirma, portanto, os resultados preliminares já anunciados em 15 de outubro.

“Estamos satisfeitos por poder confirmar os resultados já publicados em caráter preliminar, que ficaram claramente acima das expectativas do mercado”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva. “Graças às medidas estratégicas que implementamos neste ano e em anos anteriores, estamos em excelente posição para atravessar a crise”.

A Evonik também confirmou e especificou as perspectivas para o ano completo de 2020. A empresa agora projeta um Ebitda ajustado de 1,8 a 2,0 bilhões de euros (2019: 2,15 bilhões de euros). Anteriormente, era esperado um Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros. As perspectivas de vendas se mantêm entre 11,5 e 13,0 bilhões de euros (2019: 13,1 bilhões de euros).

A expectativa em relação ao fluxo de caixa livre também foi elevada: para 2020, a Evonik espera contabilizar cerca de 700 milhões de euros (2019: 717 milhões de euros antes do pagamento dos impostos do carve-out do negócio de metacrilatos). O fluxo de caixa livre em relação ao Ebitda ajustado, a chamada taxa de conversão de caixa, deve ficar acima de 35%. Anteriormente, a Evonik havia previsto um valor semelhante ao do ano anterior, de 33,3%.

“A crise do coronavírus está longe de ter passado e a visibilidade continua muito baixa. Ainda assim, estamos cumprindo o que prometemos”, disse a Ute Wolf, CFO da Evonik.

No terceiro trimestre, a empresa conseguiu gerar um fluxo de caixa livre de 312 milhões de euros, um nível similar ao do mesmo trimestre do ano anterior (2019: 321 milhões de euros antes do pagamento dos impostos do carve-out de metacrilatos).

Evolução nas divisões

Specialty Additives: A divisão se destaca por sua resiliência, preços estáveis e um nível de margem alta sustentável de 27,5%. O desenvolvimento dos negócios nos mercados finais como o da construção e de energias renováveis, por exemplo, se manteve robusto, beneficiando-se também de programas de incentivos governamentais. A demanda, em particular nos setores automotivo e de revestimentos, melhorou em relação ao trimestre anterior, mas ainda ficou abaixo da aferida no mesmo trimestre do ano passado. As vendas em Specialty Additives caíram 10% para 777 milhões de euros no terceiro trimestre, e o Ebitda ajustado recuou 8% para 214 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas na divisão Nutrition & Care encolheram 2% para 715 milhões de euros no terceiro trimestre. A evolução foi caracterizada por uma maior demanda no setor de saúde e cuidados. As vendas de aminoácidos essenciais registraram ligeira queda, sobretudo devido ao câmbio, enquanto os preços de venda subiram nitidamente na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. O Ebitda ajustado aumentou 18% para 140 milhões de euros.

Smart Materials: No terceiro trimestre, a divisão Smart Materials apresentou um desempenho comercial mais animador que no segundo trimestre, mas as vendas e receitas ficaram abaixo dos valores registrados no mesmo período do ano passado. O desaquecimento da economia global, particularmente no segmento de carros novos da indústria automotiva, mas também em outras indústrias, ocasionou um declínio nos volumes, especialmente na linha de polímeros de alta performance e de sílicas para a indústria da borracha. Em contrapartida, a inclusão, pela primeira vez, da PeroxyChem surtiu um efeito claramente positivo. As vendas no terceiro trimestre caíram 5% para 790 milhões de euros. O Ebitda ajustado encolheu 13% para 137 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas dos produtos do C4-Verbund recuaram em consequência da retração da demanda, especialmente nas indústrias automotiva e de combustíveis. A queda maciça do preço do petróleo também pesou sobre o desempenho da atividade. As vendas encolheram 27% para 444 milhões de euros e o Ebitda ajustado baixou 43% para 28 milhões de euros no terceiro trimestre.

Setor de Embalagens Plásticas Flexíveis supera desempenho geral da Indústria no 3o. trimestre de 2020

18/11/2020

Estudo feito pela W4Chem para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) indica que a indústria de embalagens flexíveis apresentou desempenho superior ao da indústria como um todo no terceiro trimestre do ano. O resultado se deve ao uso das embalagens flexíveis em itens de primeira necessidade, como alimentos, bebidas, varejo, entre outros. “Especialmente o setor de alimentos manteve o bom desempenho verificado nos últimos meses, ou seja, praticamente inalterado mesmo com a pandemia do COVID-19. Inclusive, houve momentos em que itens de indulgência, como doces e snacks, foram largamente consumidos, favorecendo as embalagens flexíveis”, relata o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

“Enquanto no segundo trimestre o desempenho da indústria de embalagens flexíveis foi impulsionado por produtos essenciais, como alimentos, higiene e limpeza, no terceiro trimestre a recuperação foi mais generalizada e os consumidores voltaram a comprar outros itens, impulsionados, por exemplo, pelo auxílio emergencial”, completa Rogério.

Neste cenário, o setor de flexíveis registrou uma produção de 562 mil toneladas, uma alta de 8,8% em comparação ao trimestre anterior. No acumulado de Janeiro a Setembro de 2020, a produção chegou a 1,588 milhão de toneladas; as importações totalizaram 50 mil t e as exportações 94 mil t.

A indústria de alimentos continuou sendo o principal cliente, absorvendo 203 mil toneladas. O setor de aplicações industriais vem a seguir, com um consumo de 98 mil t de embalagens flexíveis; o de descartáveis, 68 mil t e bebidas, 56 mil t.

As embalagens multicamadas são as mais representativas no universo das flexíveis, respondendo por 185 mil das 562 mil t produzidas no terceiro trimestre de 2020. A segunda maior aplicação se refere às embalagens monocamada, com 154 mil t, seguidas por filmes shrink (encolhíveis), com 75 mil t.

Foram produzidas 10% mais embalagens com PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) no terceiro trimeste, em comparação ao segundo trimestre, representando 416 mil t. Com PEAD (polietileno de alta densidade), a alta foi de 8,3% (65 mil t). O PP (polipropileno) apresentou um acréscimo de 3,7% (81 mil t). Matérias-primas recicladas tiveram uma participação de 5% (30 mil t) no volume total (562 mil t).

“O desempenho do setor só não foi superior porque vivenciamos, no período avaliado, uma redução drástica da oferta de matérias-primas, como resinas e outros insumos (aditivos e pigmentos) e embalagens de outros tipos (caixas de papelão). As indústrias do setor atuaram com estoques reduzidos o que comprometeu a produção”, pontua Rogério Mani.

Mesmo assim, a consultoria W4Chem estima que as vendas internas de poliolefinas (polietileno e polipropileno) tenham aumentado cerca de 23% no terceiro trimestre, em comparação ao segundo trimestre de 2020, e 1%, na comparação com o terceiro trimestre de 2019. “A indústria petroquímica nacional foi favorecida pelo desabastecimento mundial de resinas termoplásticas – por isso o recorde de vendas em agosto e setembro. Mas lembramos que a oferta restrita de resinas no mercado interno resultou em momentos difíceis para algumas empresas produtoras de embalagens, que necessitaram buscar matérias-primas alternativas”, finaliza o Presidente da ABIEF.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Romi registra crescimento na entrada de pedidos no terceiro trimestre de 2020

30/10/2020

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou, no 3T20, entrada de pedidos de R$313,4 milhões, crescimento de 65,5% em relação ao 3T19.

Segundo a empresa, a Unidade de Fundidos e Usinados, no 3T20, alcançou um crescimento de 74,9% na receita operacional líquida em relação ao 3T19, impulsionado pelas entregas de peças de grande porte. A margem operacional apresentou crescimento de 10,1 p.p., reflexo do maior volume de produção, evolução na eficiência operacional e maior faturamento.

A Romi afirma que a receita operacional líquida no 3T20 da sua Unidade de Máquinas apresentou crescimento de 12,4% em relação ao 3T19, decorrente da retomada dos pedidos a partir de junho deste ano. A evolução da receita, aliada à redução das despesas operacionais, resultou em uma expansão da margem operacional, que, nesse mesmo período de comparação, cresceu 6,3 p.p..

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi, no 3T20, apresentou um crescimento de 140,3%, quando comparada ao 3T19, reflexo do ambiente favorável aos investimentos e das novas alternativas de negócios, como, por exemplo, a locação de máquinas, afirma a empresa.

A entrada de pedidos na Unidade de Fundidos e Usinados, no 3T20, apresentou um crescimento de 40,9%, quando comparada ao 3T19, reflexo das peças de grande porte para o setor de energia e da retomada gradual de todos os demais segmentos industriais, acrescenta a fabricante .

A carteira de pedidos total da Companhia, ao final do terceiro trimestre de 2020, apresentou crescimento de 40,9% em relação a 30 de setembro de 2019, com destaque para as Unidades de Negócios Máquinas Romi e Fundidos e Usinados.

“Os resultados do terceiro trimestre de 2020 refletem o engajamento de todo o time Romi nos últimos meses, não só para enfrentar os desafios que a pandemia nos trouxe, mas também para identificar e aproveitar as oportunidades de negócios que surgiram no período. O ambiente industrial continuou em recuperação, refletindo positivamente na entrada de pedidos e nas carteiras de Máquinas Romi e de Fundidos e Usinados. Neste contexto, a rápida reação de nossa cadeia de supply chain e a melhoria constante nos processos internos, aliadas à um sólido e cuidadoso protocolo de prevenção ao Covid-19, nos permitiram trabalhar e continuar entregando nossas soluções com a qualidade e a excelência já reconhecidas por nossos clientes”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, diretor-presidente da Romi.

Fonte: Romi

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Covestro tem crescimento em volumes e resultado no 3º trimestre de 2020

28/10/2020

  • Volumes principais crescem 3,0%
  • Vendas totais de cerca de 2,8 bilhões de euros recuam 12,7%
  • Ebitda de 456 milhões de euros (+7,3%) devido a medidas de corte de custos
  • Receita líquida de 179 milhões de euros (+21,8%)
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 361 milhões de euros (+48,6%)
  • Guidance de resultado do ano elevada
  • Aquisição anunciada torna a Covestro um dos principais fornecedores de resinas de revestimento sustentáveis

No terceiro trimestre de 2020, a Covestro elevou seus volumes principais em 3,0% em relação ao ano anterior, como resultado de um aumento significativo da demanda. Esse processo foi muito impulsionado pelo crescimento de volumes na região Ásia-Pacífico (APAC), especialmente na China. Ao mesmo tempo, as vendas totais recuaram 12,7% para cerca de 2,8 bilhões de euros, devido aos preços de venda mais baixos.

Conforme comunicado no dia 9 de outubro de 2020 como dados financeiros preliminares, o Ebitda do terceiro trimestre de 2020 superou as expectativas do mercado de capitais. Com 456 milhões de euros, esse número teve alta de 7,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O aumento pode ser atribuído principalmente à redução de despesas atingida com medidas de cortes de custos. A receita líquida subiu 21,8% para 179 milhões de euros, enquanto o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) cresceu para 361 milhões de euros (+48,6%), como resultado do aumento nos fluxos de caixa operacionais e da redução das saídas de caixa para adições em propriedades, plantas e equipamentos.

O CEO da Covestro, Markus Steilemann, comenta: “Embora a pandemia de coronavírus ainda cause incertezas, reagimos de maneira decisiva e tomamos as medidas certas, que agora estão rendendo frutos. No terceiro trimestre, a demanda de nossas indústrias consumidoras teve uma forte recuperação. O crescimento de volume que atingimos mostra que estamos atendendo às necessidades dos nossos clientes e oferecendo as soluções certas.”

Guidance do ano definido; projeção de resultados elevada

A Covestro confirmou o guidance para o ano de 2020 conforme revisado no dia 9 de outubro de 2020. Isto pressupõe que as atividades econômicas não voltarão a ser severamente restringidas para controlar a disseminação da pandemia de coronavírus. O Grupo agora prevê um Ebitda de cerca de 1,2 bilhão de euros em 2020 (anterior: 700 milhões a 1,2 bilhão de euros). Em termos de crescimento do volume principal, a Covestro mantém a expectativa de declínio em relação ao ano anterior. O prognóstico atual do Grupo é de FOCF de 0 milhões a 300 milhões de euros (anterior: –200 milhões a 300 milhões de euros) e um retorno sobre o capital empregado (ROCE) de até de 5% (anterior: –1% a 4%).

“A recuperação do impacto da pandemia de coronavírus vem ocorrendo de forma mais dinâmica do que prevemos. Por isso, no terceiro trimestre conseguimos melhorar significativamente o resultado”, explica o CFO da Covestro, Thomas Toepfer. “Com nosso rigoroso foco em eficiência, atingimos economias de custos maiores e também nos beneficiamos de uma boa evolução das margens. Pudemos elevar as previsões do resultado de 2020 com base nisso. Por isso estamos confiantes para o quarto trimestre.”

Aquisição anunciada: Covestro será um dos principais fornecedores de resinas de revestimento sustentáveis

Em 30 de setembro de 2020, a Covestro assinou um acordo de aquisição da área de Resinas e Materiais Funcionais (RFM) da DSM pelo preço de 1,61 bilhão de euros. Esse acordo representa um passo importante para a Covestro na sua estratégia corporativa de longo prazo de fortalecer seus negócios sustentáveis e movidos à inovação. A integração da RFM ao segmento de Coatings, Adesivos e Especialidades amplia significativamente o portfólio da empresa no mercado de de resinas de revestimento sustentáveis.

“A aquisição anunciada impulsiona a trajetória de crescimento da nossa empresa e é um verdadeiro marco no nosso caminho para uma economia circular: junto com a RFM, podemos atender ainda melhor a demanda global por produtos sustentáveis e gerar inovações para a transição para uma economia circular com ainda mais eficácia”, afirma Steilemann.

Em 13 de outubro de 2020, no contexto da aquisição, a Covestro concluiu com êxito um aumento de capital planejado, por meio da emissão com base em capital autorizado, de 10,2 milhões de ações ordinárias ao portador sem valor nominal, subscritas por investidores institucionais. Os valores brutos captados representam 447 milhões de euros e serão usados para financiar a aquisição.

Custos mais baixos em todos os segmentos; crescimento de volume em Poliuretanos e Policarbonatos

O segmento de Poliuretanos teve um crescimento do volume principal de 4,3% no terceiro trimestre de 2020. As vendas caíram 11,0% para 1,3 bilhão de euros, principalmente devido à queda de preços de venda pela concorrência e ao nível mais baixo dos preços de matérias-primas. O Ebitda no segmento de Poliuretanos subiu 12,2% para 220 milhões de euros. O efeito positivo dos volumes vendidos e as despesas mais baixas, como resultado de medidas de corte de custos, elevaram o resultado.

No segmento de Policarbonatos, os volumes principais subiram 3,6% no terceiro trimestre de 2020. As vendas caíram 11,1% para 801 milhões de euros, em grande parte devido à evolução dos preços de venda em decorrência dos preços mais baixos das matérias-primas. O Ebitda no segmento de Policarbonatos subiu 12,1% para 148 milhões de euros. O nível mais baixo de custos, resultante de medidas de corte de custos e margens mais altas, teve efeito positivo sobre o resultado.

No terceiro trimestre de 2020, o segmento de Coatings, Adesivos e Especialidades teve um declínio de 6,9% nos volumes principais, devido à demanda mais fraca por parte das indústrias automotiva e de transportes e construção. As vendas caíram 15,8% para 495 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O Ebitda teve queda de 10,8% para 99 milhões de euros no terceiro trimestre de 2020. O efeito negativo sobre os volumes vendidos e um leve declínio nas margens provocaram queda no resultado. Os níveis de custos mais baixos, em decorrência de medidas de corte de custos, não foram capazes de compensar esses efeitos.

Pandemia afeta resultados dos três primeiros trimestres

Após um primeiro semestre desafiador em 2020, a Covestro viu a demanda das suas principais indústrias consumidoras se recuperar ao longo do terceiro trimestre. No entanto, no todo, os resultados dos três primeiros trimestres de 2020 manteve-se abaixo do nível do ano anterior. Nos primeiros nove meses de 2020, os volumes principais caíram 7,9% e as vendas totais tiveram baixa de 19,4% para cerca de 7,7 bilhões de euros. Isso pode ser atribuído principalmente à redução dos preços de venda e à queda nos volumes totais vendidos. Consequentemente, o Ebitda caiu 37,0% para 835 milhões de euros, enquanto a receita líquida totalizou 147 milhões de euros (-71,5%). O FOCF caiu para 136 milhões de euros (-4,9%).

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias eletroeletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 17,2 mil pessoas no fim de 2019.

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Evonik divulga balanço do 2o. trimestre

16/08/2020

  • Perspectivas para 2020 confirmadas: Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros
  • 2° trimestre: as vendas caíram 14% em virtude da redução na demanda e o Ebitda ajustado recuou 19%
  • Margem Ebitda robusta de 20% nos segmentos de crescimento Nutrition & Care e Resource Efficiency

As vendas e as receitas do segundo trimestre da Evonik caíram na comparação com o ano passado como consequência de uma demanda significativamente mais fraca em alguns mercados. As vendas da empresa recuaram 14%, para 2,83 bilhões de euros, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 19%, para 456 milhões de euros.

“A Evonik está resistindo à crise”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da empresa. “No segundo trimestre, sentimos os efeitos da pandemia. No entanto, as mudanças estratégicas do portfólio e a implementação dos nossos programas de eficiência contribuíram para que atravessássemos a primeira metade do ano em melhor situação do que inicialmente esperado. Isso é especialmente verdade para os nossos fortes segmentos de crescimento”.

Os dois segmentos de crescimento Resource Efficiency e Nutrition & Care apresentaram um desempenho robusto no segundo trimestre e registraram fortes margens Ebitda de 20% cada um. O segmento Performance Materials, por outro lado, foi atingido com maior severidade pela grande queda da demanda e pelo baixo preço do petróleo.

A receita líquida ajustada do segundo trimestre recuou 30%, para 160 milhões de euros, na comparação ano a ano. O lucro ajustado por ação baixou de 0,49 euro para 0,34 euro. O fluxo de caixa livre foi de 96 milhões de euros. O pagamento de bônus menores e os reembolsos fiscais compensaram os efeitos de lucros operacionais mais baixos e um aumento no capital de giro.

“Na crise, mostramos uma alta geração de caixa e disciplina de custos”, disse Uta Wolf, CFO. “Estamos começando a ver os primeiros sinais de recuperação em alguns mercados. No entanto, ainda não se vislumbra uma recuperação econômica geral. A crise do coronavírus ainda não ficou para trás”.

Para o exercício de 2020, a Evonik confirma sua previsão de 7 de maio último. A empresa espera vendas entre 11,5 e 13 bilhões de euros e um Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros.

Desenvolvimento nos segmentos

Resource Efficiency: No segmento Resource Efficiency, alguns negócios foram afetados de modo significativo pela retração da demanda, enquanto outros se mantiveram estáveis. A linha de crosslinkers registrou uma demanda maior no mercado de energia eólica. As vendas dos produtos com oxigênio ativo também aumentaram em virtude da inclusão inicial da PeroxyChem, fabricante de peróxido de hidrogênio e ácido peracético dos Estados Unidos, adquirida no início de fevereiro, além de um bom desenvolvimento em especialidades, como os desinfetantes. Por outro lado, a retração econômica global e cortes de produção pelos clientes, especialmente na área automotiva, ocasionaram uma queda nos volumes de venda dos plásticos de alta performance e das sílicas e silanos para a indústria de pneus. A demanda por aditivos de óleo também caiu. As vendas no segmento Resource Efficiency recuaram 14%, para 1,24 bilhão no segundo trimestre e o Ebitda ajustado caiu 22%, para 255 milhões de euros.

Nutrition & Care: O segmento Nutrition & Care se manteve robusto. As vendas no segundo trimestre caíram somente 4%, para 1,09 bilhão de euros. O Ebitda ajustado até subiu 14%, para 217 milhões de euros. Os aminoácidos essenciais para nutrição animal se beneficiaram do aumento nos preços de venda e do incremento da demanda. A linha de Health Care mais uma vez registrou um bom desenvolvimento em produtos farmacêuticos e ingredientes alimentícios, além de polímeros farmacêuticos. Os aditivos para espumas de poliuretano, no entanto, registraram um declínio na demanda.

Performance Materials: As vendas do Segmento Performance Materials registraram queda de 42%, para 319 milhões de euros no segundo trimestre. A retração da demanda, especialmente nas indústrias automotiva e do petróleo, afetou de maneira significativa a linha de Performance Intermediates. Além disso, a enorme queda do preço do petróleo pesou sobre o negócio. As vendas da linha Functional Solutions também recuaram em razão da fraca demanda. O Ebitda ajustado do segmento encolheu 85%, para 11 milhões de euros.

A Evonik é uma das líderes mundiais em especialidades químicas. Contando com um quadro de mais de 32 mil colaboradores, a empresa atua em mais de 100 países em todo o mundo e gerou vendas de 13,1 bilhões de euros e um lucro operacional (Ebitda ajustado) de 2,15 bilhões de euros em 2019.

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Indústrias Romi apresentam recuperação de margens no segundo trimestre de 2020

12/08/2020

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou, no segundo trimestre de 2020, recuperação de margens. A Margem EBITDA atingiu 9,8%.

A receita operacional líquida apresentou crescimento de 16,8% no segundo trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, refletindo-se positivamente na margem Ebitda, que nesse mesmo período apresentou expansão de 5,8 p.p..

A Unidade de Fundidos e Usinados alcançou no segundo trimestre de 2020 um crescimento de 39,1% na receita operacional líquida, em relação ao segundo trimestre de 2019, impulsionada pelas entregas das peças de grande porte. Segundo a empresa, a margem operacional apresentou crescimento de 14,2 %, reflexo do maior volume de produção, evolução na eficiência operacional e maior faturamento. A entrada pedidos continua crescente e sólida, afirma a Romi.

Na Unidade de Máquinas Romi, a receita operacional líquida apresentou leve queda de 4,4% no segundo trimestre de 2020, em relação ao segundo trimestre de 2019, decorrente de projetos que foram postergados para o terceiro trimestre de 2020 devido à pandemia. Todavia, em função da redução das despesas operacionais, houve uma expansão da margem operacional, que nesse mesmo período de comparação, cresceu 3,0 %.

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi no segundo trimestre de 2020 apresentou uma redução relativamente leve (5,8%) quando comparado ao segundo trimestre de 2019, apesar do ambiente de pandemia global e sem a realização das principais feiras do setor. A empresa tem buscado novas alternativas de negócios, como, por exemplo, o novo negócio de locação de máquinas.

A Unidade de Máquinas B+W apresentou crescimento de 33,7% na receita operacional líquida no segundo trimestre de 2020, afirma a Romi. O maior volume de faturamento, aliado aos projetos com foco em incremento da rentabilidade, refletiram-se na evolução na margem operacional, que no mesmo período de comparação expandiu-se em 6,3 %.

A carteira de pedidos, ao final do segundo trimestre de 2020, apresentou crescimento de 9,4% em relação a junho de 2019, com destaque para as Unidades de Negócio Máquinas Romi e Fundidos e Usinados.

“O segundo trimestre de 2020 se iniciou bastante turbulento. O time da Romi reagiu com muita agilidade a esse ambiente incerto, identificando oportunidades e alternativas, minimizando assim, os impactos da pandemia. Garantimos a cadeia de supply chain, evoluímos em nossos processos internos, criamos novas soluções para os nossos clientes continuarem prosperando, tudo isso amparado por um sólido e cuidadoso protocolo de prevenção ao COVID-19. A partir do mês de junho, começamos a notar uma recuperação no ambiente industrial, o que se refletiu positivamente na carteira de máquinas Romi e fundidos e usinados”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, Diretor-presidente da Romi.

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Desempenho da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis se mantém estável no 2o. trimestre de 2020

11/08/2020

Pesquisa da W4Chem, feita com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), indica que a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis comportou-se de forma relativamente estável no 2o. trimestre de 2020, com uma leve queda em relação ao trimestre anterior. Se considerarmos o primeiro semestre do ano, podemos dizer que o setor de flexíveis teve um desempenho superior ao da indústria como um todo.

Este desempenho deve-se especialmente ao desempenho da indústria de alimentos, um grande cliente do setor que, durante a pandemia, tem apresentado variações positivas em sua produção. De modo geral, a população não deixou de comprar alimentos e, em algumas ocasiões, inclusive destinou mais recursos financeiros para este tipo de consumo. O que ocorreu foi uma transição para marcas de menor valor agregado.

Por outro lado, a indústria de bebidas, outro importante cliente dos flexíveis, registrou uma queda de 19% na produção em março, seguida por outra queda de 38% em abril. “Parte dessa queda foi compensada com um grande crescimento em maio, mas que não foi suficiente para retornar aos níveis de consumo”, explica o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF. A boa notícia é que o 3o. trimestre sinaliza uma retomada na produção das grandes empreas do segmento de bebidas.

As indústrias de higiene e limpeza, também importantes clientes do setor de flexíveis, especialmente neste momento de pandemia, mantiveram um bom desempenho no período, contribuindo para o desempenho estável do setor.

O estudo da W4Chem mostra ainda que a produção de embalagens plásticas flexíveis chegou a 480 mil toneladas no 2o. trimestre do ano. Embalagens de PEBD (polietileno de baixa densidade) e de PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) tiveram uma participação de 72% nese total, seguidas de PP (polipropileno, com uma participação de 16% e PEAD (polietileno de alta densidade), com 12%.

Com isso, o setor fecha o 1o. semestre de 2020 com uma produção total de 967 mil toneladas de embalagens plásticas flexíveis e um consumo aparente de 944 mil toneladas; foram exportadas 54 mil toneladas e importadas 31 mil toneladas.

Segundo Mani, “mais uma vez os números mostram o potencial do setor de embalagens flexíveis, especialmente em momentos de crise, como este do Covid-19. Na verdade, todos os itens plásticos tiveram – e continuarão a ter – um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. E, nesta pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”.

Para Mani, ainda há muitos desafios a serem vencidos, especialmente no que tange à sustentabilidade. “Mas, acredito que esta nova percepção e consciência da sociedade sobre a importância do plástico abrirá mais espaço para discussões conjuntas e soluções inseridas no cenário da Economia Circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Desta forma, teremos cada vez mais embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores.”

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e à preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Pandemia impacta resultados da Covestro no 2º trimestre de 2020

06/08/2020

  • Volumes principais caem 22,7%
  • Vendas totais de cerca de 2,2 bi € (-32,9%)
  • EBITDA de 125 milhões de euros (-72,8%)
  • Receita líquida de -52 mi €
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 24 mi €
  • Gerenciamento de crise e medidas para assegurar a liquidez
  • Direcionamento reforçado para a economia circular
  • Guidance do ano confirmada, ambiente econômico ainda incerto

O desempenho comercial da Covestro no segundo trimestre foi significativamente impactado pela continuidade da disseminação da pandemia de coronavírus na Europa e na América do Norte. Os volumes principais caíram 22,7% de abril a junho, em relação ao ano anterior, devido à enorme queda de demanda em todas as principais indústrias consumidoras, causada pela pandemia. A pandemia global de coronavírus derrubou os volumes principais, com maior impacto sobre os volumes em abril e melhorias sequenciais desde meados de maio.

Proporcionalmente, as vendas totais caíram 32,9% para cerca de 2,2 bilhões de euros (ano anterior: 3,2 bilhões de euros). As vendas nas regiões EMLA (Europa, Oriente Médio, África e América Latina) e NAFTA (América do Norte) tiveram declínio mais acentuado do que na região APAC (Ásia-Pacífico), principalmente devido à defasagem no impacto da pandemia de coronavírus. Conforme comunicado na declaração específica em caráter preliminar sobre os principais resultados financeiros de 9 de julho de 2020, o EBITDA do grupo era de 125 milhões de euros (-72,8%) no momento da publicação, superando as expectativas do mercado para o segundo trimestre de 2020. Isso pode ser atribuído principalmente à recuperação acelerada da demanda em junho, especialmente no segmento de policarbonatos. A receita líquida para o segundo trimestre foi de -52 milhões de euros (ano anterior: 189 milhões de euros). Em contraste com o declínio da receita líquida, o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) subiu para 24 milhões de euros (ano anterior: -55 milhões de euros) como resultado da gestão rigorosa de liquidez.

“Como antecipado, a pandemia global de coronavírus teve impacto significativo sobre os nossos resultados no segundo trimestre”, afirma Markus Steilemann, CEO da Covestro. “Tomamos as medidas certas com agilidade para proteger nossos colaboradores, manter a produção e as cadeias de suprimentos e garantir o fornecimento contínuo aos nossos clientes. Tivemos grande sucesso nisso até o momento e continuaremos a conduzir a Covestro com determinação para atravessar esta crise”. complementa.

A empresa confirmou a previsão para o ano, que havia sido revisada em abril. No entanto, as incertezas associadas às consequências da pandemia de coronavírus para o desenvolvimento econômico permanecem altas.

Gerenciamento de crise e fortalecimento da posição de liquidez

A Covestro também tomou novas medidas de financiamento no segundo trimestre para fortalecer sustentavelmente a sua posição de liquidez. A Covestro emitiu Eurobonds no volume total de 1 bilhão de euros no mercado de capitais em 5 de junho de 2020. Os títulos de dívida vencerão em fevereiro de 2026 e junho de 2030, e remunerarão os investidores com taxas de 0,875% e 1,375%, respectivamente. Houve procura excepcionalmente alta junto aos investidores, com o número de pedidos superando mais de 10 vezes a oferta.

“Embora a COVID-19 esteja causando impacto significativo no desempenho dos nossos negócios, nossas ações consistentes já estão rendendo frutos”, afirmou Thomas Toepfer, CFO da Covestro e Diretor de RH. “2020 continua como um ano fora do comum, e os desdobramentos futuros ainda não são totalmente previsíveis. Essa é outra razão para nos mantermos no nosso rumo claro, com foco em eficiência, atenção aos custos e em garantir a nossa liquidez.”

Em vista da situação excepcional, a diretoria, o Conselho de Administração e o quadro de colaboradores da Covestro estão fazendo contribuições solidárias conjuntas para aumentar a resiliência da empresa no ambiente atual. Para as empresas alemãs da Covestro, a diretoria e os representantes dos funcionários chegaram ao consenso de um modelo para reduzir a jornada de trabalho e a remuneração de todos os colaboradores até o fim de novembro de 2020. Todas as empresas do grupo Covestro fora da Alemanha estão implementando medidas comparáveis de economia de custos específicas por país.

Nova visão corporativa: acelerar mudança para uma economia circular

A Covestro apresentou sua nova visão de longo prazo em maio de 2020. No horizonte mais longo, a companhia pretende alinhar totalmente a sua produção, sua linha de produtos e soluções e todas as áreas ao conceito circular. O programa estratégico, que já havia sido lançado em 2019 e pretende consolidar a circularidade em todas as áreas da empresa em uma abordagem holística, agora está sendo sucessivamente implementado e reforçado com metas concretas e mensuráveis. Ele se concentra principalmente em quatro tópicos: matérias-primas alternativas, reciclagem inovadora, soluções colaborativas e energias renováveis.

Todos os segmentos afetados pela queda nas vendas devida ao coronavírus

O segmento de poliuretanos sofreu declínio significativo de 25,9% nos volumes principais no segundo trimestre de 2020, em comparação com o trimestre do ano anterior (ano anterior: 0,7%), devido à pandemia de coronavírus, uma tendência que afetou todas as principais indústrias consumidoras. As vendas caíram 38,7% para 913 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. A queda dos volumes e as margens mais baixas como um todo resultaram em um EBITDA de -24 milhões de euros (ano anterior: 172 milhões de euros).

No segundo trimestre de 2020, os volumes principais no segmento de policarbonatos caíram 14,4% em relação ao trimestre do ano anterior (ano anterior: 4,4%). Os volumes mais baixos decorrentes de quedas significativas de demanda por parte das indústrias automotiva e de transportes foram amortecidos por um declínio menor nos volumes adquiridos pelas indústrias elétrica, eletrônica e de aparelhos domésticos e pelo crescimento de volumes na indústria de construção. As vendas caíram para 648 milhões de euros (-27,8%) devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. Consequentemente, o EBITDA caiu 37,7% para 96 milhões de euros.

Os volumes principais no segmento de Coatings, Adhesives and Specialties caíram 25,3% em relação ao trimestre do ano anterior (ano anterior: -4,7%). A pandemia de coronavírus resultou em demanda muito mais baixa das indústrias consumidoras principais, uma tendência que se refletiu especialmente em uma desaceleração de volumes nas indústrias automotiva e de transportes. As vendas caíram 28,7% para 443 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O EBITDA caiu 60,0% para 60 milhões de euros sob efeito dos volumes e margens mais baixos.

Primeiro semestre de 2020 marcado pelo coronavírus

Conforme esperado, os números para o primeiro semestre de 2020 foram significativamente impactados pelos efeitos da pandemia de coronavírus. Os volumes principais caíram 13,6% e as vendas totais baixaram 22,7% para cerca de 4,9 bilhões de euros (ano anterior: 6,4 bilhões de euros). Isso deveu-se especialmente aos volumes totais mais baixos e à redução do nível dos preços de venda. Consequentemente, o EBITDA caiu 57,9% para 379 milhões de euros, enquanto a receita líquida totalizou -32 milhões de euros (ano anterior: 368 milhões de euros). O FOCF no primeiro semestre de 2020 caiu para -225 milhões de euros (ano anterior: -100 milhões de euros).

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção no mundo todo e empregava cerca de 17,2 mil pessoas no fim de 2019.

Braskem registra prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões e receita líquida de vendas de R$ 12,6 bilhões no primeiro trimestre de 2020

04/06/2020

Braskem está dando atenção especial à proteção do caixa”, diz CEO

A Braskem registrou Ebitda de R$ 1,3 bilhão (US$ 294 milhões) no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 32% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A operação no Brasil teve Ebitda de R$ 1,05 bilhão, registrando crescimento de 214% em relação ao último trimestre de 2019. Já a receita líquida da companhia se manteve estável em relação ao último trimestre do ano passado, atingindo R$ 12,6 bilhões. O resultado se deu, sobretudo, pelo maior volume na comercialização de resinas no mercado brasileiro, de polipropileno (PP) nos EUA e na Europa e de polietileno (PE) no México, além de menores despesas com vendas, gerais e administrativas.

“A Braskem segue focada na disciplina de alocação de capital como forma de manter a sua posição robusta de caixa para que possamos enfrentar esse momento de crise global. Estamos fazendo isso sem deixar de lado a segurança e a saúde das nossas equipes, um valor inegociável para a companhia”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

A taxa de frequência global de acidentes com e sem afastamento (CAF + SAF) foi de 0,81 (eventos/milhão de horas trabalhadas), 74% abaixo da média do setor.

No trimestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões. Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente ao impacto da variação cambial no resultado financeiro, dada a depreciação do real e do peso mexicano frente ao dólar ao longo do trimestre.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e a SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano, confirmaram o término da monitoria independente na Braskem prevista nos acordos firmados em 2016. A decisão do DoJ e da SEC baseou-se no relatório final dos monitores independentes que atestaram a implementação, pela companhia, de todas as recomendações relativas à estruturação e funcionamento do seu programa de conformidade, concluindo o atendimento aos padrões estabelecidos nos referidos acordos. Com o fim da monitoria independente e certificação pelo Ministério Público Federal do Brasil, DoJ e SEC, a Braskem cumpriu com suas obrigações estabelecidas nos acordos.

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