Archive for the ‘Balanço’ Category

Evonik divulga balanço do 2o. trimestre

16/08/2020

  • Perspectivas para 2020 confirmadas: Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros
  • 2° trimestre: as vendas caíram 14% em virtude da redução na demanda e o Ebitda ajustado recuou 19%
  • Margem Ebitda robusta de 20% nos segmentos de crescimento Nutrition & Care e Resource Efficiency

As vendas e as receitas do segundo trimestre da Evonik caíram na comparação com o ano passado como consequência de uma demanda significativamente mais fraca em alguns mercados. As vendas da empresa recuaram 14%, para 2,83 bilhões de euros, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 19%, para 456 milhões de euros.

“A Evonik está resistindo à crise”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da empresa. “No segundo trimestre, sentimos os efeitos da pandemia. No entanto, as mudanças estratégicas do portfólio e a implementação dos nossos programas de eficiência contribuíram para que atravessássemos a primeira metade do ano em melhor situação do que inicialmente esperado. Isso é especialmente verdade para os nossos fortes segmentos de crescimento”.

Os dois segmentos de crescimento Resource Efficiency e Nutrition & Care apresentaram um desempenho robusto no segundo trimestre e registraram fortes margens Ebitda de 20% cada um. O segmento Performance Materials, por outro lado, foi atingido com maior severidade pela grande queda da demanda e pelo baixo preço do petróleo.

A receita líquida ajustada do segundo trimestre recuou 30%, para 160 milhões de euros, na comparação ano a ano. O lucro ajustado por ação baixou de 0,49 euro para 0,34 euro. O fluxo de caixa livre foi de 96 milhões de euros. O pagamento de bônus menores e os reembolsos fiscais compensaram os efeitos de lucros operacionais mais baixos e um aumento no capital de giro.

“Na crise, mostramos uma alta geração de caixa e disciplina de custos”, disse Uta Wolf, CFO. “Estamos começando a ver os primeiros sinais de recuperação em alguns mercados. No entanto, ainda não se vislumbra uma recuperação econômica geral. A crise do coronavírus ainda não ficou para trás”.

Para o exercício de 2020, a Evonik confirma sua previsão de 7 de maio último. A empresa espera vendas entre 11,5 e 13 bilhões de euros e um Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros.

Desenvolvimento nos segmentos

Resource Efficiency: No segmento Resource Efficiency, alguns negócios foram afetados de modo significativo pela retração da demanda, enquanto outros se mantiveram estáveis. A linha de crosslinkers registrou uma demanda maior no mercado de energia eólica. As vendas dos produtos com oxigênio ativo também aumentaram em virtude da inclusão inicial da PeroxyChem, fabricante de peróxido de hidrogênio e ácido peracético dos Estados Unidos, adquirida no início de fevereiro, além de um bom desenvolvimento em especialidades, como os desinfetantes. Por outro lado, a retração econômica global e cortes de produção pelos clientes, especialmente na área automotiva, ocasionaram uma queda nos volumes de venda dos plásticos de alta performance e das sílicas e silanos para a indústria de pneus. A demanda por aditivos de óleo também caiu. As vendas no segmento Resource Efficiency recuaram 14%, para 1,24 bilhão no segundo trimestre e o Ebitda ajustado caiu 22%, para 255 milhões de euros.

Nutrition & Care: O segmento Nutrition & Care se manteve robusto. As vendas no segundo trimestre caíram somente 4%, para 1,09 bilhão de euros. O Ebitda ajustado até subiu 14%, para 217 milhões de euros. Os aminoácidos essenciais para nutrição animal se beneficiaram do aumento nos preços de venda e do incremento da demanda. A linha de Health Care mais uma vez registrou um bom desenvolvimento em produtos farmacêuticos e ingredientes alimentícios, além de polímeros farmacêuticos. Os aditivos para espumas de poliuretano, no entanto, registraram um declínio na demanda.

Performance Materials: As vendas do Segmento Performance Materials registraram queda de 42%, para 319 milhões de euros no segundo trimestre. A retração da demanda, especialmente nas indústrias automotiva e do petróleo, afetou de maneira significativa a linha de Performance Intermediates. Além disso, a enorme queda do preço do petróleo pesou sobre o negócio. As vendas da linha Functional Solutions também recuaram em razão da fraca demanda. O Ebitda ajustado do segmento encolheu 85%, para 11 milhões de euros.

A Evonik é uma das líderes mundiais em especialidades químicas. Contando com um quadro de mais de 32 mil colaboradores, a empresa atua em mais de 100 países em todo o mundo e gerou vendas de 13,1 bilhões de euros e um lucro operacional (Ebitda ajustado) de 2,15 bilhões de euros em 2019.

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Indústrias Romi apresentam recuperação de margens no segundo trimestre de 2020

12/08/2020

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou, no segundo trimestre de 2020, recuperação de margens. A Margem EBITDA atingiu 9,8%.

A receita operacional líquida apresentou crescimento de 16,8% no segundo trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, refletindo-se positivamente na margem Ebitda, que nesse mesmo período apresentou expansão de 5,8 p.p..

A Unidade de Fundidos e Usinados alcançou no segundo trimestre de 2020 um crescimento de 39,1% na receita operacional líquida, em relação ao segundo trimestre de 2019, impulsionada pelas entregas das peças de grande porte. Segundo a empresa, a margem operacional apresentou crescimento de 14,2 %, reflexo do maior volume de produção, evolução na eficiência operacional e maior faturamento. A entrada pedidos continua crescente e sólida, afirma a Romi.

Na Unidade de Máquinas Romi, a receita operacional líquida apresentou leve queda de 4,4% no segundo trimestre de 2020, em relação ao segundo trimestre de 2019, decorrente de projetos que foram postergados para o terceiro trimestre de 2020 devido à pandemia. Todavia, em função da redução das despesas operacionais, houve uma expansão da margem operacional, que nesse mesmo período de comparação, cresceu 3,0 %.

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi no segundo trimestre de 2020 apresentou uma redução relativamente leve (5,8%) quando comparado ao segundo trimestre de 2019, apesar do ambiente de pandemia global e sem a realização das principais feiras do setor. A empresa tem buscado novas alternativas de negócios, como, por exemplo, o novo negócio de locação de máquinas.

A Unidade de Máquinas B+W apresentou crescimento de 33,7% na receita operacional líquida no segundo trimestre de 2020, afirma a Romi. O maior volume de faturamento, aliado aos projetos com foco em incremento da rentabilidade, refletiram-se na evolução na margem operacional, que no mesmo período de comparação expandiu-se em 6,3 %.

A carteira de pedidos, ao final do segundo trimestre de 2020, apresentou crescimento de 9,4% em relação a junho de 2019, com destaque para as Unidades de Negócio Máquinas Romi e Fundidos e Usinados.

“O segundo trimestre de 2020 se iniciou bastante turbulento. O time da Romi reagiu com muita agilidade a esse ambiente incerto, identificando oportunidades e alternativas, minimizando assim, os impactos da pandemia. Garantimos a cadeia de supply chain, evoluímos em nossos processos internos, criamos novas soluções para os nossos clientes continuarem prosperando, tudo isso amparado por um sólido e cuidadoso protocolo de prevenção ao COVID-19. A partir do mês de junho, começamos a notar uma recuperação no ambiente industrial, o que se refletiu positivamente na carteira de máquinas Romi e fundidos e usinados”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, Diretor-presidente da Romi.

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Desempenho da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis se mantém estável no 2o. trimestre de 2020

11/08/2020

Pesquisa da W4Chem, feita com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), indica que a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis comportou-se de forma relativamente estável no 2o. trimestre de 2020, com uma leve queda em relação ao trimestre anterior. Se considerarmos o primeiro semestre do ano, podemos dizer que o setor de flexíveis teve um desempenho superior ao da indústria como um todo.

Este desempenho deve-se especialmente ao desempenho da indústria de alimentos, um grande cliente do setor que, durante a pandemia, tem apresentado variações positivas em sua produção. De modo geral, a população não deixou de comprar alimentos e, em algumas ocasiões, inclusive destinou mais recursos financeiros para este tipo de consumo. O que ocorreu foi uma transição para marcas de menor valor agregado.

Por outro lado, a indústria de bebidas, outro importante cliente dos flexíveis, registrou uma queda de 19% na produção em março, seguida por outra queda de 38% em abril. “Parte dessa queda foi compensada com um grande crescimento em maio, mas que não foi suficiente para retornar aos níveis de consumo”, explica o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF. A boa notícia é que o 3o. trimestre sinaliza uma retomada na produção das grandes empreas do segmento de bebidas.

As indústrias de higiene e limpeza, também importantes clientes do setor de flexíveis, especialmente neste momento de pandemia, mantiveram um bom desempenho no período, contribuindo para o desempenho estável do setor.

O estudo da W4Chem mostra ainda que a produção de embalagens plásticas flexíveis chegou a 480 mil toneladas no 2o. trimestre do ano. Embalagens de PEBD (polietileno de baixa densidade) e de PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) tiveram uma participação de 72% nese total, seguidas de PP (polipropileno, com uma participação de 16% e PEAD (polietileno de alta densidade), com 12%.

Com isso, o setor fecha o 1o. semestre de 2020 com uma produção total de 967 mil toneladas de embalagens plásticas flexíveis e um consumo aparente de 944 mil toneladas; foram exportadas 54 mil toneladas e importadas 31 mil toneladas.

Segundo Mani, “mais uma vez os números mostram o potencial do setor de embalagens flexíveis, especialmente em momentos de crise, como este do Covid-19. Na verdade, todos os itens plásticos tiveram – e continuarão a ter – um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. E, nesta pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”.

Para Mani, ainda há muitos desafios a serem vencidos, especialmente no que tange à sustentabilidade. “Mas, acredito que esta nova percepção e consciência da sociedade sobre a importância do plástico abrirá mais espaço para discussões conjuntas e soluções inseridas no cenário da Economia Circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Desta forma, teremos cada vez mais embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores.”

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e à preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Pandemia impacta resultados da Covestro no 2º trimestre de 2020

06/08/2020

  • Volumes principais caem 22,7%
  • Vendas totais de cerca de 2,2 bi € (-32,9%)
  • EBITDA de 125 milhões de euros (-72,8%)
  • Receita líquida de -52 mi €
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 24 mi €
  • Gerenciamento de crise e medidas para assegurar a liquidez
  • Direcionamento reforçado para a economia circular
  • Guidance do ano confirmada, ambiente econômico ainda incerto

O desempenho comercial da Covestro no segundo trimestre foi significativamente impactado pela continuidade da disseminação da pandemia de coronavírus na Europa e na América do Norte. Os volumes principais caíram 22,7% de abril a junho, em relação ao ano anterior, devido à enorme queda de demanda em todas as principais indústrias consumidoras, causada pela pandemia. A pandemia global de coronavírus derrubou os volumes principais, com maior impacto sobre os volumes em abril e melhorias sequenciais desde meados de maio.

Proporcionalmente, as vendas totais caíram 32,9% para cerca de 2,2 bilhões de euros (ano anterior: 3,2 bilhões de euros). As vendas nas regiões EMLA (Europa, Oriente Médio, África e América Latina) e NAFTA (América do Norte) tiveram declínio mais acentuado do que na região APAC (Ásia-Pacífico), principalmente devido à defasagem no impacto da pandemia de coronavírus. Conforme comunicado na declaração específica em caráter preliminar sobre os principais resultados financeiros de 9 de julho de 2020, o EBITDA do grupo era de 125 milhões de euros (-72,8%) no momento da publicação, superando as expectativas do mercado para o segundo trimestre de 2020. Isso pode ser atribuído principalmente à recuperação acelerada da demanda em junho, especialmente no segmento de policarbonatos. A receita líquida para o segundo trimestre foi de -52 milhões de euros (ano anterior: 189 milhões de euros). Em contraste com o declínio da receita líquida, o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) subiu para 24 milhões de euros (ano anterior: -55 milhões de euros) como resultado da gestão rigorosa de liquidez.

“Como antecipado, a pandemia global de coronavírus teve impacto significativo sobre os nossos resultados no segundo trimestre”, afirma Markus Steilemann, CEO da Covestro. “Tomamos as medidas certas com agilidade para proteger nossos colaboradores, manter a produção e as cadeias de suprimentos e garantir o fornecimento contínuo aos nossos clientes. Tivemos grande sucesso nisso até o momento e continuaremos a conduzir a Covestro com determinação para atravessar esta crise”. complementa.

A empresa confirmou a previsão para o ano, que havia sido revisada em abril. No entanto, as incertezas associadas às consequências da pandemia de coronavírus para o desenvolvimento econômico permanecem altas.

Gerenciamento de crise e fortalecimento da posição de liquidez

A Covestro também tomou novas medidas de financiamento no segundo trimestre para fortalecer sustentavelmente a sua posição de liquidez. A Covestro emitiu Eurobonds no volume total de 1 bilhão de euros no mercado de capitais em 5 de junho de 2020. Os títulos de dívida vencerão em fevereiro de 2026 e junho de 2030, e remunerarão os investidores com taxas de 0,875% e 1,375%, respectivamente. Houve procura excepcionalmente alta junto aos investidores, com o número de pedidos superando mais de 10 vezes a oferta.

“Embora a COVID-19 esteja causando impacto significativo no desempenho dos nossos negócios, nossas ações consistentes já estão rendendo frutos”, afirmou Thomas Toepfer, CFO da Covestro e Diretor de RH. “2020 continua como um ano fora do comum, e os desdobramentos futuros ainda não são totalmente previsíveis. Essa é outra razão para nos mantermos no nosso rumo claro, com foco em eficiência, atenção aos custos e em garantir a nossa liquidez.”

Em vista da situação excepcional, a diretoria, o Conselho de Administração e o quadro de colaboradores da Covestro estão fazendo contribuições solidárias conjuntas para aumentar a resiliência da empresa no ambiente atual. Para as empresas alemãs da Covestro, a diretoria e os representantes dos funcionários chegaram ao consenso de um modelo para reduzir a jornada de trabalho e a remuneração de todos os colaboradores até o fim de novembro de 2020. Todas as empresas do grupo Covestro fora da Alemanha estão implementando medidas comparáveis de economia de custos específicas por país.

Nova visão corporativa: acelerar mudança para uma economia circular

A Covestro apresentou sua nova visão de longo prazo em maio de 2020. No horizonte mais longo, a companhia pretende alinhar totalmente a sua produção, sua linha de produtos e soluções e todas as áreas ao conceito circular. O programa estratégico, que já havia sido lançado em 2019 e pretende consolidar a circularidade em todas as áreas da empresa em uma abordagem holística, agora está sendo sucessivamente implementado e reforçado com metas concretas e mensuráveis. Ele se concentra principalmente em quatro tópicos: matérias-primas alternativas, reciclagem inovadora, soluções colaborativas e energias renováveis.

Todos os segmentos afetados pela queda nas vendas devida ao coronavírus

O segmento de poliuretanos sofreu declínio significativo de 25,9% nos volumes principais no segundo trimestre de 2020, em comparação com o trimestre do ano anterior (ano anterior: 0,7%), devido à pandemia de coronavírus, uma tendência que afetou todas as principais indústrias consumidoras. As vendas caíram 38,7% para 913 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. A queda dos volumes e as margens mais baixas como um todo resultaram em um EBITDA de -24 milhões de euros (ano anterior: 172 milhões de euros).

No segundo trimestre de 2020, os volumes principais no segmento de policarbonatos caíram 14,4% em relação ao trimestre do ano anterior (ano anterior: 4,4%). Os volumes mais baixos decorrentes de quedas significativas de demanda por parte das indústrias automotiva e de transportes foram amortecidos por um declínio menor nos volumes adquiridos pelas indústrias elétrica, eletrônica e de aparelhos domésticos e pelo crescimento de volumes na indústria de construção. As vendas caíram para 648 milhões de euros (-27,8%) devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. Consequentemente, o EBITDA caiu 37,7% para 96 milhões de euros.

Os volumes principais no segmento de Coatings, Adhesives and Specialties caíram 25,3% em relação ao trimestre do ano anterior (ano anterior: -4,7%). A pandemia de coronavírus resultou em demanda muito mais baixa das indústrias consumidoras principais, uma tendência que se refletiu especialmente em uma desaceleração de volumes nas indústrias automotiva e de transportes. As vendas caíram 28,7% para 443 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O EBITDA caiu 60,0% para 60 milhões de euros sob efeito dos volumes e margens mais baixos.

Primeiro semestre de 2020 marcado pelo coronavírus

Conforme esperado, os números para o primeiro semestre de 2020 foram significativamente impactados pelos efeitos da pandemia de coronavírus. Os volumes principais caíram 13,6% e as vendas totais baixaram 22,7% para cerca de 4,9 bilhões de euros (ano anterior: 6,4 bilhões de euros). Isso deveu-se especialmente aos volumes totais mais baixos e à redução do nível dos preços de venda. Consequentemente, o EBITDA caiu 57,9% para 379 milhões de euros, enquanto a receita líquida totalizou -32 milhões de euros (ano anterior: 368 milhões de euros). O FOCF no primeiro semestre de 2020 caiu para -225 milhões de euros (ano anterior: -100 milhões de euros).

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção no mundo todo e empregava cerca de 17,2 mil pessoas no fim de 2019.

Braskem registra prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões e receita líquida de vendas de R$ 12,6 bilhões no primeiro trimestre de 2020

04/06/2020

Braskem está dando atenção especial à proteção do caixa”, diz CEO

A Braskem registrou Ebitda de R$ 1,3 bilhão (US$ 294 milhões) no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 32% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A operação no Brasil teve Ebitda de R$ 1,05 bilhão, registrando crescimento de 214% em relação ao último trimestre de 2019. Já a receita líquida da companhia se manteve estável em relação ao último trimestre do ano passado, atingindo R$ 12,6 bilhões. O resultado se deu, sobretudo, pelo maior volume na comercialização de resinas no mercado brasileiro, de polipropileno (PP) nos EUA e na Europa e de polietileno (PE) no México, além de menores despesas com vendas, gerais e administrativas.

“A Braskem segue focada na disciplina de alocação de capital como forma de manter a sua posição robusta de caixa para que possamos enfrentar esse momento de crise global. Estamos fazendo isso sem deixar de lado a segurança e a saúde das nossas equipes, um valor inegociável para a companhia”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

A taxa de frequência global de acidentes com e sem afastamento (CAF + SAF) foi de 0,81 (eventos/milhão de horas trabalhadas), 74% abaixo da média do setor.

No trimestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões. Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente ao impacto da variação cambial no resultado financeiro, dada a depreciação do real e do peso mexicano frente ao dólar ao longo do trimestre.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e a SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano, confirmaram o término da monitoria independente na Braskem prevista nos acordos firmados em 2016. A decisão do DoJ e da SEC baseou-se no relatório final dos monitores independentes que atestaram a implementação, pela companhia, de todas as recomendações relativas à estruturação e funcionamento do seu programa de conformidade, concluindo o atendimento aos padrões estabelecidos nos referidos acordos. Com o fim da monitoria independente e certificação pelo Ministério Público Federal do Brasil, DoJ e SEC, a Braskem cumpriu com suas obrigações estabelecidas nos acordos.

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Evonik divulga resultado financeiro do primeiro trimestre de 2020

04/06/2020

  • 1º trimestre: as vendas caíram 1%; o EBITDA ajustado recuou 5%
  • Perspectivas para 2020 adaptadas: EBITDA ajustado deverá ficar entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros

As vendas da empresa recuaram 1% para 3,24 bilhões de euros no primeiro trimestre, na comparação com o ano anterior. As receitas ajustadas antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caíram 5% para 513 milhões de euros.

“Implementamos medidas a tempo e de maneira consistente a fim de proteger da melhor forma possível a saúde dos nossos colaboradores e, ao mesmo tempo, manter as operações”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva. “Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para assegurar um fornecimento confiável aos nossos clientes”.

Embora a Evonik esteja enfrentando dificuldades de logística e produção, as cadeias de fornecimento estão intactas e praticamente não há restrições de produção no mundo inteiro, exceto por algumas paralisações determinadas pelo governo em parques industriais menores.

Em todos os locais são adotados rígidos padrões de higiene, afirma a empresa. Sempre que possível no caso de funções administrativas, a Evonik diz ter criado condições para permitir que os colaboradores trabalhassem de casa, aplicando os modelos existentes de horário de trabalho flexível. Um comitê diretivo interno tem monitorado atentamente essa situação dinâmica para permitir que a empresa reaja com rapidez no caso de novos desdobramentos. Mas, a Evonik também dispõe de liquidez e linhas de crédito compromissadas não usadas, assegura a empresa.

“Nossos esforços dos últimos anos de cortar custos e aumentar a eficiência na empresa agora estão surtindo efeito”, disse Ute Wolf, CFO. “Temos um balanço patrimonial robusto e boa folga de liquidez”.

A redução dos volumes e dos preços de venda foram responsáveis pela queda do EBITDA ajustado no primeiro trimestre. O segmento Performance Materials foi afetado ainda pela baixa demanda e a desvalorização dos estoques em decorrência da forte redução do preço do petróleo. Em consequência, a margem EBITDA ajustada baixou de 16,4% para 15,8%.

A receita líquida ajustada recuou 27% para 181 milhões de euros, com queda do lucro ajustado por ação de 0,53 para 0,39 euro. A empresa gerou um fluxo de caixa livre positivo de 113 milhões de euros no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre ao ano passado, houve uma redução de 46 milhões de euros, basicamente em virtude de maiores encargos fiscais.

Os efeitos da pandemia do coronavírus sobre as vendas e as receitas da Evonik no primeiro trimestre foram moderados. Hoje a empresa vê com maior clareza qual será a extensão dos danos da pandemia sobre a economia global. No início do ano, ainda não era possível ter essa perspectiva.

Diante desse cenário, a Evonik está ajustando a sua previsão para o exercício de 2020. A empresa agora espera vendas entre 11,5 e 13,0 bilhões de euros e um EBITDA ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros. Anteriormente, a Evonik havia projetado vendas estáveis de cerca de 13,1 bilhões de euros e um EBITDA ajustado entre 2,1 a 2,3 bilhões de euros.

A diretoria executiva mantém o seu propósito de pagar dividendos de 1,15 euro por ação para o ano financeiro de 2019. O valor de 0,57 euro por ação será pago em 2 de junho de 2020 a título de adiantamento sobre o lucro líquido. Em 3 de setembro de 2020, será pago o restante de 0,58 euro por ação, dependendo de resolução correspondente a ser tomada na reunião anual dos acionistas em 31 de agosto de 2020.

Desenvolvimento nos Segmentos

Resource Efficiency: Com vendas de 1,44 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2020, o segmento alcançou o nível do ano anterior. O segmento se beneficiou da primeira consolidação da PeroxyChem, fabricante de peróxido de hidrogênio e ácido peracético dos EUA, adquirida no início de fevereiro. Os produtos com oxigênio ativo avançaram bem, de modo geral, tanto para aplicações clássicas quanto para especialidades, como, por exemplo, desinfetantes. A linha de crosslinkers também apresentou um bom avanço. O desaquecimento da economia na Ásia e a redução da demanda dos setores automotivo e de revestimentos em razão da pandemia afetou o desenvolvimento dos negócios individuais. Em especial, aditivos para revestimento, sílica para a indústria de pneus e polímeros de alta performance registraram vendas ligeiramente mais baixas. O EBITDA ajustado no segmento Resource Efficiency cresceu 4% para 344 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas caíram 1% para 1,13 bilhão de euros no primeiro trimestre. A linha de aminoácidos essenciais para nutrição animal registrou uma demanda significativamente mais alta e conseguiu aumentar suas vendas e manter os preços praticamente estáveis. O negócio de Health Care também se desenvolveu bem em produtos farmacêuticos e ingredientes alimentícios. As vendas do negócio Baby Care, por outro lado, ficaram significativamente mais baixas, afetadas pelo acirramento da concorrência no setor de superabsorventes. O EBITDA ajustado caiu 3% para 174 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas do segmento Performance Materials recuaram 9% para 472 milhões de euros no primeiro trimestre. As vendas da linha de negócios Performance Intermediates caíram em função da fraca demanda, especialmente nas indústrias automotiva e do petróleo. O negócio também foi impactado pela queda maciça do preço do petróleo. O EBITDA ajustado do segmento recuou 57% para 23 milhões de euros em decorrência da forte redução do preço do petróleo.

 

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Setor de compósitos cresceu 5,6% em 2019

13/05/2020

Erika Bernardino Aprá, presidente da Almaco

Faturamento de R$ 2,8 bilhões do período foi puxado pelos setores de transporte e elétrico

Em 2019, o setor brasileiro de compósitos registrou o terceiro ano seguido de crescimento, com um faturamento de R$ 2,8 bilhões, cifra 5,6% superior à registrada no ano anterior. Em volume, o salto foi de 8,3%, totalizando 218 mil toneladas consumidas. Os dados fazem parte do mais recente estudo da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco).

“Os segmentos de transporte e elétrico foram os principais responsáveis por esse bom desempenho. Destaque também para o aumento da demanda do mercado náutico, ainda que represente pouco em termos de volume. A indústria da construção civil, por sua vez, teve uma importância menor em 2019, muito embora siga liderando o ranking dos principais consumidores locais de compósitos”, resume Erika Bernardino Aprá, presidente da Almaco.

De acordo com o levantamento da Maxiquim, a construção civil respondeu por 32% do consumo brasileiro de compósitos de poliéster, à frente de transportes (27%), corrosão/saneamento (22%), energia elétrica (4%), eólico (4%) e náutico (2%). Quando separada apenas a demanda de compósitos à base de resina epóxi, a geração de energia eólica liderou com 89%, à frente de óleo e gás (6%) e eletroeletrônicos (2%).

Das 218 mil toneladas de matérias-primas processadas no ano passado, 114 mil foram de resina de poliéster, 60 mil de fibra de vidro, 21 mil de resina epóxi, 12,5 mil de gel coat, 2,3 mil de resina éster-vinílica, 2,2 mil de adesivo estrutural, 2,6 mil de fibra de carbono e outros 4 mil referentes a catalisadores, aditivos e cargas minerais.

Em relação aos processos de fabricação adotados pelos transformadores brasileiros de compósitos, as tecnologias manuais, como hand lay-up e spray-up, apareceram com 52% de participação, seguidas pelos sistemas automatizados, a exemplo de RTM (8%), pultrusão (7%), enrolamento filamentar (6%), laminação contínua (5%), BMC/SMC (5%), infusão (4%) e outros (12%).

Pandemia

A pesquisa feita pela Maxiquim foi concluída no início da pandemia de Covid-19. Portanto, os dados sobre as expectativas para 2020 tiveram que ser desconsiderados, observa a presidente da Almaco. “Ninguém sabe ao certo o tamanho dos danos que a paralisação causará na economia como um todo. Estamos aguardando maiores desdobramentos para refazer o estudo e divulgar novas perspectivas sobre o mercado de compósitos”.

Fundada em 1981, a Almaco tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a Almaco tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, associados à liberdade de design. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

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Indústria brasileira de embalagens plásticas auxilia no combate à pandemia e tem desempenho positivo no primeiro trimestre do ano

29/04/2020

Apesar da produção de automóveis, eletro eletrônicos, artigos de construção e papel e celulose ter registrado queda nos primeiros três meses do ano, setores como os de alimentos, produtos de higiene (doméstica e pessoal) e embalagens tiveram um desempenho mais favorável. Segundo estudo realizado pela Maxiquim, com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), as embalagens plásticas flexíveis se destacaram dentro do setor mais amplo das embalagens, já que são utilizadas diretamente em itens da cesta básica e artigos de higiene e limpeza.

Alimentos como arroz, feijão, macarrão e molhos registraram alta de consumo puxada pelo aumento do número de refeições preparadas em casa. Itens de higiene pessoal, como sabonetes, também apresentaram um crescimento nas vendas no período analisado. “Isto justifica o desempenho das embalagens plásticas flexíveis no período, visto que estes são importantes mercados para o setor”, explica Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

O estudo da Maxiquim aponta que a produção de embalagens plásticas flexíveis cresceu 1,6% no Brasil nos primeiros três meses de 2020, em comparação com o último trimestre de 2019, chegando a 487 mil toneladas. Já o consumo aparente de embalagens flexíveis registrou alta de 1,3% no período, atingindo 474 mil toneladas. A resina mais utilizada foi o PP (polipropileno), com um incremento de 3,7% no volume total produzido, seguida por PEAD (polietileno de alta densidade), com um aumento de 3,6% no volume. As exportações brasileiras de flexíveis também tiveram um desempenho positivo, com alta de 5%, gerando US$ 57 milhões de receitas.

“Estes números são importantes para expor o potencial do setor e, principalmente, demonstrar como o plástico – incluindo a embalagem plástica flexível – tem um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. Neste período de pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”, atesta Mani.

“Isso não significa que o grande desafio de nosso setor, a sustentabilidade, será deixada de lado. Com a maior consciência da sociedade sobre a importância do plástico, poderemos abrir discussões conjuntas e chegar a soluções inseridas no cenário da Economia Circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Assim, cada vez mais teremos embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores. Mais do que nunca, o plástico provou que não é lixo, mas sim uma matéria-prima de grande valor”, finaliza o Presidente da ABIEF.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Covestro divulga balanço do 1o. trimestre de 2020

29/04/2020

  • Volumes principais caem 4,1%
  • Vendas totais de aproximadamente 2,8 bi de euros (-12,3%)
  • Ebitda de 254 mi de euros (-42,5%)
  • Receita líquida de 20 mi de euros (-88,8%)
  • Fluxo de caixa operacional livre (FOCF) de -249 mi de euros
  • Assembleia Geral Anual de 2020 reagendada para 30 de julho

A Covestro informa ter atingido sua previsão de Ebitda para o primeiro trimestre de 2020 em um ambiente de negócios fortemente afetado pelo coronavírus. Os volumes principais caíram 4,1% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso é resultado, principalmente, de uma redução substancial da demanda na China em fevereiro e março de 2020, devido às interrupções na produção de clientes locais em decorrência do coronavírus.

Aliado a um declínio mundial nos preços de venda, motivado principalmente pela maior pressão concorrencial nos segmentos de poliuretanos e policarbonatos, as vendas totais caíram para cerca de 2,8 bilhões de euros (-12,3%). O Ebitda manteve-se em 254 milhões de euros (-42,5%) – dentro da faixa esperada para o primeiro trimestre, afirma a empresa. A receita líquida caiu para 20 milhões de euros (-88,8%). O fluxo de caixa operacional livre (FOCF) de -249 milhões de euros ficou no âmbito negativo.

“A pandemia do coronavírus é uma situação excepcional e reforçou ainda mais as incertezas globais existentes”, afirma o CEO Markus Steilemann. “Proteger a saúde dos nossos colaboradores e de suas famílias, assim como dos nossos parceiros comerciais, é a nossa maior prioridade. Além disso, a Covestro está fazendo tudo que pode para continuar sendo um parceiro confiável para os seus clientes durante a crise. Temos confiança de que venceremos bem esse desafio com nosso foco absoluto nos clientes, atenção rigorosa aos custos e um forte espírito de equipe.”

Guidance do ano ajustado ao impacto do coronavírus

A Covestro já havia ajustado o guidance anual anteriormente, em meados de abril, como consequência dos previsíveis efeitos negativos da pandemia de coronavírus sobre o desenvolvimento econômico global, e por isso, também sobre o desempenho futuro da empresa. “Foi preciso atualizar nossas previsões diante do sério impacto da pandemia de coronavírus sobre os mercados globais”, explicou Thomas Toepfer, CFO da Covestro. “A Covestro tem uma posição sólida e ainda mantém um balanço forte e alta liquidez. Continuamos acreditando na nossa eficiência operacional, nos programas de cortes de custos e na revisão contínua dos nossos investimentos para garantir uma base financeira estável durante estes tempos desafiadores.”

Para o ano fiscal de 2020, a Covestro prevê um crescimento de volume inferior ao ano anterior. Espera-se que o FOCF totalize entre -200 milhões e -300 milhões de euros, com retorno sobre o capital empregado (ROCE) entre -1% e -4%. A projeção para o Ebitda é de 700 milhões a 1,2 bilhão de euros. Além do atual programa de eficiência e eficácia lançado em outubro de 2018, a Covestro elevou a meta para a redução de custos adicionais a curto prazo em mais 100 milhões de euros, totalizando 300 milhões de euros para o atual ano fiscal. Os investimentos atuais estão sendo reduzidos em cerca de 200 milhões de euros, levando os investimentos totais a cerca de 700 milhões de euros.

A Assembleia Geral Anual, originalmente marcada para 17 de abril de 2020, foi cancelada devido à pandemia de coronavírus. De acordo com as novas definições legais ela deverá ser realizada virtualmente no dia 30 de julho.

Liquidez assegurada, foco em sustentabilidade e inovação mantido

Em março de 2020, a Covestro substituiu sua linha de crédito atual de 1,5 bilhão de euros por um novo empréstimo rotativo e sindicalizado, ainda não desembolsado, no valor de 2,5 bilhões de euros, para manter a flexibilidade financeira da empresa e garantir a liquidez. O componente de interesse está ligado ao rating de ESG (desempenho socioambiental e governança), que fornece à Covestro os incentivos financeiros para o desenvolvimento sustentável dos negócios. Além disso, a Covestro contratou empréstimos de capital de giro de curto prazo no valor de 500 milhões de euros, que foram totalmente desembolsados nesse meio tempo.

A Covestro também obteve um empréstimo de 225 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI). O crédito está sendo utilizado para expandir as atividades de pesquisa e desenvolvimento da Covestro com foco especial em sustentabilidade e economia circular dentro da União Europeia. Detalhes sobre o programa estratégico para economia circular deverão ser apresentados no segundo trimestre de 2020.

A fim de ampliar a capacidade de inovação da empresa, a Covestro expandiu suas parcerias estratégicas com startups no início do ano. A empresa adotou a abordagem Covestro Venture Capital (COVeC) de investir em jovens empresas com foco em cinco áreas tecnológicas. O exemplo mais recente foi o investimento da Covestro em participações societárias na startup de tecnologia francesa Crime Science Technology (C.S.T.). Como acionista, a Covestro impulsiona o desenvolvimento de inovações sustentáveis como um catalisador de crescimento a longo prazo para suas atividades principais.

Resultados por segmentos impactados pela pandemia de coronavírus

No primeiro trimestre de 2020, os negócios da Covestro em todos os segmentos foram afetados pelo impacto significativo da pandemia de coronavírus, especialmente na China.

O segmento de Poliuretanos sofreu uma queda de 3,6% nos volumes principais nesse período, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso pode ser atribuído principalmente à baixa nos volumes nos setores eletroeletrônico e de aparelhos domésticos, além da indústria automotiva. Como resultado do aumento da concorrência no mundo todo e da mudança nos volumes totais vendidos, as vendas caíram para cerca de 1,3 bilhão de euros (-13,7%). O Ebitda baixou para 50 milhões de euros (-68,2%) devido ao declínio das margens.

Os volumes principais em Policarbonatos caíram 4,9% em relação ao trimestre do ano anterior, em decorrência da queda nos volumes vendidos nas indústrias eletroeletrônica e automotiva. O baixo patamar dos preços de venda e a queda nos volumes reduziram as vendas no segmento de policarbonatos para 733 milhões de euros (-14,8%). Com margens mais baixas o Ebitda caiu para 109 milhões de euros (-29,7%).

Os volumes principais no segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades caíram 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Isso se deu devido à queda na demanda por precursores de revestimentos em todos os principais setores consumidores, especialmente na indústria automotiva. As vendas caíram 8,8% para 572 milhões de euros devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O Ebitda caiu para 130 milhões de euros (-11,0%) devido aos efeitos negativos sobre os volumes e às margens mais fracas. Os custos mais baixos viabilizaram uma alta da margem de Ebitda no segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades para 22,7%, apesar dos efeitos do coronavírus.

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 17,2 mil pessoas (em equivalência à jornada integral) no fim de 2019.

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Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões no ano fiscal 2019

22/04/2020

Ebitda foi R$ 5,9 bilhões e geração líquida de caixa de R$ 3 bilhões no ano passado

A Braskem mostrou resiliência diante do ciclo de baixa no cenário petroquímico global e fechou o ano de 2019 com Ebitda recorrente de R$ 5,9 bilhões e geração líquida de caixa de R$ 3 bilhões. Na comparação com o ano anterior, foram resultados 46% e 56% inferiores respectivamente, impactados sobretudo pelos menores spreads no mercado internacional e pelo menor crescimento global. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões. Dois fatores contribuíram para isso: o impacto negativo da depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida da empresa não designada para hedge accounting; e, acima disso, a provisão contábil de R$ 3,38 bilhões referente à implementação dos programas de compensação financeira, apoio à realocação e promoção de atividades educacionais e ao fechamento de poços de sal em Maceió (AL). Esses programas foram fruto de acordos com autoridades de Alagoas.

“Os resultados da companhia foram significativos, diante do cenário petroquímico mundial tão desafiador. Quanto a Alagoas, estamos trabalhando para garantir a segurança das pessoas, ao mesmo tempo em que estamos dando encaminhamento ao cumprimento do acordo assinado com autoridades locais e continuamos engajados nos estudos técnicos para retomada da produção de cloro-soda na nossa planta”, diz Roberto Simões, presidente da Braskem.

No quarto trimestre, a Braskem registrou Ebitda recorrente de R$ 993 milhões e geração livre de caixa de R$ 292 milhões, respectivamente menos 32% e 33% em relação ao mesmo período de 2018. A receita líquida de vendas foi de R$ 12,6 bilhões nos últimos três meses do ano.

Em 2019 como um todo, a Braskem realizou investimentos operacionais (US$ 470 milhões) e em projetos estratégicos (US$ 229 milhões) que totalizaram US$ 700 milhões, 21% inferior ao valor estimado no início do ano e ultrapassando a meta de redução de US$ 100 milhões estabelecida ao término do primeiro semestre, como resultado de seu compromisso com a higidez financeira.

A alavancagem corporativa, medida pela relação dívida líquida/EBITDA em dólares, foi de 4,71x.

No Brasil, a taxa de utilização das centrais petroquímicas foi de 85%, 6 p.p. inferior à 2018. Nos EUA, a taxa de utilização das plantas de PP foi de 89%, 2 p.p superior a 2018. No México, a taxa de utilização das plantas de PE foi de 76%, 1 p.p inferior a 2018, em função do menor fornecimento de etano.

Segurança, pessoas, meio ambiente e responsabilidade social

A taxa de frequência de acidentes com e sem afastamento (taxa CAF+SAF) por milhão de horas trabalhadas, considerando integrantes e terceiros, foi de 1,31 no ano, 58% abaixo da média do setor. A segurança é um valor inegociável da companhia, que tem como meta trabalhar para melhorar esse indicador.

Como parte do reconhecimento do esforço da Braskem em iniciativas ambientais, a companhia foi reconhecida como “Lista Triplo A” nos índices CDP (Carbon Disclousure Program) Água e Clima, referente ao exercício de 2018, consolidando-se como referência na gestão de riscos climáticos e de recursos hídricos. Além disso, foi reconhecida pelo sexto ano consecutivo como empresa líder em Desenvolvimento Sustentável pelo Pacto Global da ONU, sendo a única brasileira entre as 10 mil associadas.

Pelo pilar da economia circular, houve a ampliação da marca I’m greenT, que resultou na venda de 1.651 toneladas de resina reciclada (PCR) no ano, além de 699 toneladas de hexano reciclado vendido.

A Braskem e a Made in Space, empresa norte-americana contratada pela NASA para desenvolver novas tecnologias para operação em gravidade zero, criaram uma recicladora de plástico, que foi lançada ao espaço em novembro, durante a 12ª missão comercial de reabastecimento da empresa Northrop Grumman (NG12) à Estação Espacial Internacional, com o objetivo de transformar os resíduos plásticos em novas matérias-primas para a impressora 3D da estação.

Fonte: Braskem

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Covestro divulga resultados do ano fiscal de 2019

27/02/2020

  • Volumes principais crescem 2,0%
  • Vendas totais de cerca de 12,4 bi de euros (-15,1%)
  • EBITDA, conforme previsto, de 1,6 bi de euros (-49,9%)
  • Lançado programa para promover economia circular
  • Dividendos propostos de 2,40 euros por ação
  • Perspectiva para 2020: mais um ano desafiador

A Covestro divulgou comunicado informando ter atingido suas metas no ano fiscal de 2019, em um ambiente de mercado desafiador. Os volumes principais subiram 2,0% em relação aos números do ano anterior. As vendas do Grupo caíram 15,1% para aproximadamente 12,4 bilhões de euros, uma vez que os preços de venda permaneceram baixos devido ao aumento da competitividade em todos os segmentos. Consequentemente, segundo a empresa, o EBITDA caiu 49,9% para 1,6 bilhão de euros, em linha com a previsão. A receita líquida foi de 552 milhões de euros (-69,7%), enquanto o fluxo de caixa operacional livre ficou em 473 milhões de euros (-71,7%). Com base nisso, a Covestro planeja distribuir dividendos de 2,40 euros por ação, no mesmo nível do ano anterior.

“2019 foi marcado por muitas incertezas geopolíticas e macroeconômicas. Ainda assim, a demanda por nossos materiais mantém-se intacta, o que confirma a nossa visão de que os plásticos serão mais valiosos do que nunca no futuro”, afirma o CEO Markus Steilemann. “2020 também será desafiador para nós. Porém ainda vemos demanda por plásticos de alta tecnologia a longo prazo a fim de viabilizar um desenvolvimento mais sustentável em uma vasta gama de diferentes tecnologia-chave. É por isso que estamos conduzindo nossos negócios sistematicamente para a economia circular.”

No ano de 2019, a Covestro lançou um programa estratégico global para incorporar a economia circular em todas as divisões. Em particular, a empresa pretende utilizar matérias-primas alternativas, desenvolver iniciativas de reciclagem inovadoras e estabelecer amplas formas de cooperação e novos modelos de negócios.

“A Covestro tem bases financeiras sólidas, ainda que, como esperado, o resultado operacional para o ano fiscal de 2019 tenha ficado abaixo dos níveis recordes dos anos anteriores, devido à pressão contínua sobre os preços. Mesmo neste ambiente atingimos nossas metas”, diz o CFO Thomas Toepfer. “Só teremos sucesso no atual mercado se nos posicionarmos de forma ainda mais eficiente, priorizando projetos e questionando investimentos, a fim de preservar a flexibilidade financeira necessária”, complementa Toepfer.

Considerando que as perspectivas para 2020 seguem desafiadoras, a Covestro acelerou a implementação do programa plurianual de eficiência e eficácia lançado em 2018. Ele já permitiu o corte de 150 milhões de euros no último ano. Para 2020, a empresa pretende alcançar economias de 250 milhões de euros a serem reconhecidas nos lucros ou perdas, enquanto a expectativa de economias acumuladas até o fim de 2021 é de cerca de 350 milhões de euros anualmente. Além disso, foram tomadas várias medidas de curto prazo, como uma gestão de custos mais eficiente e uma nova revisão de todos os investimentos existentes e planejados. Isso deve resultar em uma economia adicional de 200 milhões de euros no atual ano fiscal. Além do foco contínuo na influência comercial da empresa, o foco de 2020 continuará sendo a eficiência.

Explorando o potencial econômico das inovações

Durante a feira de plásticos K 2019, realizada no ano passado em Düsseldorf, na Alemanha, a Covestro apresentou inúmeras inovações de produtos que respondem a atuais desafios globais como urbanização, mobilidade do futuro e mudança climática. Nos próximos anos, o foco será em alavancar ao máximo esse potencial do ponto de vista comercial. Sucheta Govil, novo membro da diretoria e CCO da Covestro desde meados de 2019, irá trabalhar para fortalecer o pulso comercial da Covestro. O objetivo é intensificar o foco no cliente, a digitalização e otimizar as estratégias de marketing, além de identificar as oportunidades de mercado mais cedo.

Revisão contínua dos projetos de investimentos: foco no longo prazo

A Covestro investiu um total de 910 milhões de euros em 2019 (ano anterior: 707 milhões de euros), a maior soma da sua história. Os projetos de investimentos são controlados com foco rigoroso na eficiência e o melhor uso possível do capital. Diante do cenário desafiador, a Covestro anunciou, em janeiro de 2020, uma pausa de 18 a 24 meses em seu projeto de investimento de MDI em Baytown, nos Estados Unidos.

Ainda assim, a Covestro está confiante de que as projeções de crescimento do MDI a longo prazo são altamente promissoras. A nova planta de MDI na unidade de Brunsbüttel, na Alemanha, entrou em operação no primeiro trimestre de 2020 conforme planejado. Isso dobrará sua capacidade de produção para 400.000 toneladas métricas por ano e tornará Brunsbüttel uma das três maiores unidades produtivas de MDI na Europa, garantindo a posição de liderança da Covestro nesse segmento de mercado.

Previsão para o ano fiscal de 2020: mercado segue desafiador

Para 2020 como um todo, a Covestro antecipa um crescimento de dígito único nos volumes principais. O Grupo espera que o FOCF fique entre 0 e 400 milhões de euros e o ROCE, entre 2% e 7%. A Covestro projeta que o EBITDA do ano todo ficará entre 1,0 e 1,5 bilhão de euros. No primeiro trimestre, a expectativa é que o EBITDA fique entre 200 e 280 milhões de euros.

Ainda não é possível prever os impactos financeiros do coronavírus no ano fiscal de 2020, afirma a empresa.

Resultados dos segmentos de Poliuretanos, Policarbonatos e Coatings/Adesivos/Especialidades

Os volumes principais no segmento de Poliuretanos subiram 2,3% ao ano. Uma tendência positiva de demanda nas indústrias de móveis e construção e nas indústrias eletroeletrônica e de aparelhos domésticos mais que compensou a demanda mais fraca, principalmente da indústria automotiva. As vendas caíram 21,5% para 5.779 milhões de euros, principalmente devido à tendência negativa nos preços médios de venda pela concorrência intensificada. O baixo patamar de preços afetou fortemente as margens, apesar da queda nos preços das matérias-primas. Consequentemente, o EBITDA caiu 63,2% para 648 milhões de euros.

No ano fiscal de 2019, os volumes principais no segmento de Policarbonatos subiram 2,7% ao ano, principalmente devido à demanda mais forte nas indústrias eletroeletrônica e de aparelhos domésticos, além do setor de construção. As vendas baixaram 14,3% para 3.473 milhões de euros e o EBITDA caiu 48,3% para 536 milhões de euros. Esses declínios também podem ser atribuídos à queda ano a ano dos níveis dos preços de venda, resultante da maior pressão competitiva. Além disso, a venda do negócio de chapas nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2018 também impactou as vendas no ano fiscal de 2019, com efeito negativo de 2,2%.

Os volumes principais de Coatings, Adesivos e Especialidades em 2019 sofreram queda de 1,0% em relação ao ano anterior. A principal razão foi a demanda mais fraca por precursores de revestimentos na indústria automotiva. Com 2.369 milhões de euros, as vendas do segmento mantiveram-se estáveis ano a ano (ano anterior: 2.361 milhões de euros). O EBITDA cresceu 1,1% para 469 milhões de euros. As margens menores, decorrentes da redução dos preços de venda, e os volumes mais baixos tiveram impacto negativo nos lucros, enquanto os efeitos cambiais e o efeito sobre o portfólio da aquisição de ações da DIC Covestro Polymer Ltd., sediada no Japão, elevaram os lucros.

Quarto trimestre de 2019 marcado por concorrência acirrada

Os volumes principais no quarto trimestre de 2019 subiram 3,8%. As vendas totais caíram 12,5% em relação ao trimestre do ano anterior, principalmente devido aos preços de venda mais baixos como resultado da maior pressão concorrencial em todos os segmentos. Em vista disso, o EBITDA foi de 278 milhões de euros (-5,1%) e a receita líquida foi de 37 milhões de euros (-53,2%) no quarto trimestre. O FOCF caiu 9,1% no ano para 330 milhões de euros.

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias eletroeletrônica e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção no mundo todo e, ao final de 2019, empregava cerca de 17,2 mil pessoas (em equivalência à jornada integral).

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Evonik confirma expectativas para o ano de 2019, apesar do contínuo enfraquecimento da economia global

04/12/2019

  • 2019: Ebitda ajustado deve continuar, no mínimo, estável
  • Expectativas de fluxo de caixa livre para o ano inteiro confirmadas e especificadas: cerca de 700 milhões de euros
  • Q3: Vendas e receitas operacionais abaixo das registradas no mesmo período do último ano
  • Disciplina de custos mais austera respalda as receitas

A Evonik confirmou as expectativas para o ano completo de 2019, apesar do contínuo enfraquecimento da economia global. A empresa prevê que o Ebitda ajustado se mantenha, no mínimo, estável na comparação com o último ano. As vendas devem ficar ligeiramente mais baixas que as do ano passado em virtude da queda na demanda. A expectativa era que as vendas permanecessem estáveis. Em 2018, a Evonik gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um Ebitda ajustado de 2,15 bilhões de euros – não incluindo o desinvestimento do negócio de Metacrilatos.

“Nós nos preparamos em tempo adotando uma disciplina de custos mais austera e outras medidas contingenciais frente a uma economia global desaquecida”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da Evonik. “Estamos sendo bastante proativos para assegurar o cumprimento das nossas expectativas para o ano”.

O programa de eficiência iniciado em 2018 com o objetivo de reduzir em 200 milhões ao ano as despesas administrativas e de vendas, foi acelerado. Até o final deste ano, a Evonik economizará 120 milhões de euros, 20 milhões de euros a mais que o originalmente planejado. Outros 20 milhões de euros serão economizados com a adoção de medidas contingenciais adicionais, como o adiamento de novas contratações e a redução de gastos com serviços externos.

A Evonik está especificando suas expectativas de fluxo de caixa livre para o ano inteiro e, agora, espera um valor em torno dos 700 milhões de euros, um fluxo de caixa livre significativamente mais alto que o do ano passado. Isso se deve sobretudo à redução de gastos de capital, à menor formação de capital de giro líquido e ao reembolso parcial de pagamentos de aposentadorias decorrente do “Contractual Trust Arrangement” (CTA). As previsões mais precisas não incluem impostos resultantes do carve-out da venda do negócio de Metacrilatos.

O desaquecimento da economia global continuou impactando o desempenho da Evonik no terceiro trimestre. Nos meses de julho a setembro, as vendas caíram 3% para 3,23 bilhões de euros devido à redução nos volumes e nos preços de venda. O Ebitda ajustado caiu 6% para 543 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho por segmento

Resource Efficiency: As vendas do segmento caíram 1% para 1,4 bilhão de euros no terceiro trimestre. Os negócios de tintas assim como de adesivos e resinas foram afetados pelo arrefecimento da economia global, especialmente nas indústrias automotiva e de tintas. Os volumes de vendas da sílica para aplicações industriais baixaram. Os polímeros de alta performance, no entanto, foram beneficiados pela sólida demanda por membranas e pela indústria de impressão 3-D. Os “Crosslinkers” tiveram uma procura elevada da indústria eólica. O Ebitda ajustado do segmento baixou 4% para 322 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas declinaram 2% para 1,14 bilhão de euros no terceiro trimestre. A demanda por aminoácidos essenciais para nutrição animal se manteve alta, enquanto os preços de venda caíram ainda mais. Nos negócios de Health Care as vendas aumentaram, especialmente em resultado de boa demanda por ingredientes farmacêuticos e alimentícios. As vendas de aditivos para espumas de poliuretano subiram de maneira significativa, sobretudo devido à alta demanda por bens de consumo duráveis e materiais de isolamento. O Ebitda ajustado do segmento recuou 11% para 188 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas no terceiro trimestre caíram 20% para 475 milhões de euros na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O avanço dos negócios de Performance Intermediates foi prejudicado pela redução do preço do petróleo e da nafta e, também, em decorrência de preços de venda ligeiramente mais baixos. Restrições continuadas no fornecimento de matérias-primas e problemas técnicos nas plantas de C4 em Marl e Antuérpia afetaram as receitas. Nos negócios de Functional Solutions o setor de alcóxidos apresentou bom avanço. O Ebitda ajustado do segmento declinou 25% para 47 milhões de euros.

A Evonik é uma das empresas líderes mundiais em especialidades químicas. Com mais de 32.000 colaboradores, a Evonik atua em mais de 100 países no mundo inteiro. No ano fiscal de 2018, a empresa gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um lucro operacional (Ebitda ajustado) de 2,15 bilhões de euros.

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Braskem aumenta vendas e gera Ebitda de R$ 1,5 bilhão no 3T, mas sofre impactos da depreciação cambial

03/12/2019

A Braskem registrou no seu balanço do terceiro trimestre um maior volume de vendas de resinas tanto no mercado brasileiro quanto no externo, registrando Ebitda 2% superior ao do trimestre anterior . O Ebitda recorrente da Companhia foi de R$ 1,55 bilhão (US$ 389 milhões, em linha com o 2T19) e a receita de vendas foi de R$ 13,3 bilhões nos três meses até setembro, mesmo patamar do trimestre anterior.

Em função do menor desempenho da economia global, a Companhia vem enfrentando o ciclo de baixa que atinge o setor petroquímico global. “Estamos concentrados em fazer a nossa parte para atravessar esse momento do ciclo. Melhoramos a eficiência na gestão de estoques no trimestre, reduzimos a taxa de frequência de acidentes, que está 63% abaixo da média do setor, e arquivamos os Formulários 20-F referentes aos exercícios de 2017 e 2018 na U.S. Securities Exchange Comission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano)”, disse o presidente da Braskem, Fernando Musa.

A geração livre de caixa no 3T19 foi de R$ 401 milhões, 82% inferior ao 2T19, o que é explicado pelo efeito do menor consumo de matéria-prima no capital de giro, mas compensado pela eficiência na gestão de estoques. No acumulado do ano, a geração livre de caixa da Companhia atingiu R$ 2,8 bilhões.

O impacto negativo da depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida da Companhia não designada para hedge accounting resultou num prejuízo de R$ 888 milhões. A alavancagem corporativa, medida pela relação dívida líquida/Ebitda em dólares foi de 2,78x.

Em outubro, a Companhia emitiu US$ 2,25 bilhões em títulos de dívida no mercado internacional, sendo US$ 1,5 bilhão com prazo de dez anos e US$ 750 milhões com prazo de 30 anos, a maior emissão na história da Braskem. Em novembro, a Companhia emitiu R$ 550 milhões em notas promissórias com prazo de até cinco anos. Os recursos captados estão sendo utilizados principalmente para o pagamento de outras dívidas de prazos mais curtos e custos mais elevados.

No mesmo mês, foram arquivados os Formulários 20-F referentes aos exercícios de 2017 e 2018 na U.S. Securities Exchange Comission (SEC). Como consequência, as negociações das American Depositary Shares (ADSs) da Braskem foram retomadas na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange – NYSE).

A Braskem apresentou à Agência Nacional de Mineração (ANM) medidas para o encerramento definitivo da extração de sal e fechamento de seus poços em Maceió . Entre as ações previstas está a criação de uma área de resguardo em torno de alguns poços, que implicará realocação de pessoas e desocupação de imóveis. A Braskem disponibilizará os recursos necessários para esta situação e o planejamento e a execução ocorrerão em conjunto com Defesa Civil e demais autoridades.

Segurança, comunicação e sustentabilidade

A taxa de frequência de acidentes com e sem afastamento (taxa CAF+SAF) por milhão de horas trabalhadas, considerando integrantes e terceiros, foi de 1,17 no 3T19, 34% inferior ao 2T19 e 63% abaixo da média do setor.

Na busca por tornar mais transparente a gestão de capitais e estratégia de geração de valor da Companhia para todas as suas partes interessadas, permitindo aos investidores uma alocação de capital mais eficiente e produtiva, a Braskem dá mais um passo no aprimoramento de sua comunicação com o mercado e divulgou seu primeiro relatório elaborado com base na Estrutura Internacional do Relato Integrado desenvolvida pelo International Integrated Reporting Council (IIRC) .

No tocante à sustentabilidade, a Empresa recebeu pelo nono ano consecutivo a classificação Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol por ter realizado o seu inventário de emissões de Gases do Efeito Estuda (GEE) ano base 2018 abrangendo todas as categorias dos Escopos 1, 2 e 3 e com verificação externa independente.

A Braskem reforçou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável ao aderir ao CEO Water Mandate , uma iniciativa especial da Organização das Nações Unidas e do Pacto Global da ONU em prol do uso sustentável da água no mundo.

Reforçando também o compromisso com a economia circular , a Braskem se juntou à Tramontina , uma das maiores empresas brasileiras de utensílios e equipamentos domésticos, numa parceria para lançar em setembro uma linha de cadeiras produzidas a partir de resina pós-consumo (PCR), que passou a integrar o portfólio I’m greenTM, marca que identifica as resinas da Braskem com melhor impacto.

A Companhia anunciou ainda parceria com a marca norte-americana GreenGear Supply Company , para a aplicação do Plástico Verde em capas de chuva leves, duráveis e reutilizáveis da linha EcoRain, utilizada principalmente por fãs de esportes.

Fonte: Braskem

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Covestro divulga resultados do terceiro trimestre de 2019

10/11/2019

  • Volumes principais crescem 5,3%
  • Vendas totais de cerca de 3,2 bi de euros (-14,6%)
  • Previsão de Ebitda atingida com 425 mi de euros (-50,5%)
  • Receita líquida cai para 147 mi de euros (-70,4%)
  • Fluxo de caixa operacional livre de 243 mi de euros (-58,0%)
  • Perspectiva para 2019 atualizada na previsão existente

No terceiro trimestre de 2019, a Covestro conseguiu atingir crescimento do volume principal de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, em um ambiente econômico continuamente desafiador. Ao mesmo tempo, as vendas totais recuaram 14,6% para 3,2 bilhões de euros, devido aos preços de venda continuamente mais baixos. Com 425 milhões de euros, a previsão de Ebitda foi cumprida para o trimestre, mas caiu 50,5% em relação ao trimestre do ano anterior, como resultado dos efeitos negativos dos preços. A receita líquida caiu para 147 milhões de euros (-70,4%), enquanto o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) ficou em 243 milhões de euros (-58,0%). Isso se deu, principalmente, devido à redução dos fluxos de caixa das atividades operacionais e a investimentos planejados.

“Após gerar sólido crescimento de volume no segundo trimestre, a demanda voltou a crescer no terceiro trimestre”, diz o CEO Markus Steilemann. “O ambiente econômico segue desafiador, principalmente no setor automotivo. No entanto, nosso crescimento de volume indica que nossos negócios são bem diversificados em várias indústrias”, afirma. O crescimento pode ser atribuído, sobretudo, às indústrias de construção, móveis, elétrica e eletrônica.

Projeção para o ano confirmada

Com base nos resultados do terceiro trimestre, o CFO Thomas Toepfer confirmou a previsão para o ano como um todo. “Continuamos confiantes de que atingiremos as metas que estabelecemos para o ano fiscal”, enfatiza Toepfer. “As margens do mesmo trimestre do ano anterior foram atipicamente altas, razão pela qual a queda ano a ano nas vendas e nos lucros está alinhada às nossas expectativas.”

Após o terceiro trimestre, o grupo refinou a previsão para o ano fiscal de 2019 dentro das margens publicadas: a Covestro antecipa um crescimento de um dígito do volume principal para 2019. Espera-se que o FOCF do grupo fique entre 300 e 500 milhões de euros, com ROCE de 8% a 10%. A projeção para o Ebitda do ano fiscal é que fique entre 1.570 e 1.650 milhões de euros.

Lançado novo programa de Economia Circular

Para manter o sucesso a longo prazo com suas soluções sustentáveis e inovadoras, a Covestro pretende reforçar seu foco na economia circular para o futuro e lançou um novo programa estratégico com essa finalidade. Nos seus processos produtivos, em particular, o grupo tem como objetivo utilizar, o máximo possível, matérias-primas de fontes sustentáveis, como matéria vegetal, resíduos e CO2. Isso deve eliminar o uso de recursos fósseis como petróleo bruto tanto quanto possível. Acima de tudo, os plásticos usados devem ser reciclados sistematicamente e o máximo possível.

Sustentabilidade e inovação também foram as palavras-chave na K2019, a maior feira comercial de plásticos do mundo realizada em Düsseldorf, Alemanha. Na feira, a Covestro apresentou muitos produtos e tecnologias diferentes que oferecem soluções para desafios globais urgentes. Por exemplo, expôs materiais de alta tecnologia que utilizam carbono em tecidos mais ecológicos, elevam o desempenho de turbinas eólicas e aceleram a expansão da tecnologia 5G.

Crescimento de volume no terceiro trimestre nos segmentos de Poliuretanos e Policarbonatos

Os volumes principais no segmento de Poliuretanos subiram 5,1%. O aumento da demanda nas indústrias de móveis, elétrica e eletrônica, especialmente em aparelhos domésticos e no setor de construção, mais que compensaram a demanda mais fraca na indústria automotiva. Contudo, as vendas nesse segmento caíram 20,1% para 1.478 milhões de euros devido à queda dos preços de venda, ocasionada pela maior pressão competitiva. Esse fenômeno também se refletiu no Ebitda, que caiu para 196 milhões de euros (-54,6%).

Os volumes principais em Policarbonatos subiram 9,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A indústria elétrica e eletrônica e o setor de construção foram os que mais contribuíram para esse crescimento. As vendas nesse segmento caíram 13,2% para 901 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019. O Ebitda caiu 58,1% para 132 milhões de euros, devido, principalmente, à mudança negativa nos preços de venda.

O segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades registrou queda de 4,0% nos volumes principais como resultado da demanda mais fraca por matérias-primas para revestimento por parte de todas as principais indústrias, especialmente do setor automotivo. Como resultado, as vendas caíram 3,0% para 588 milhões de euros. No terceiro trimestre de 2019, o Ebitda caiu 11,9% para 111 milhões de euros, movido por volumes menores e margens mais baixas.

Maior concorrência e novo patamar de preços marcam os primeiros nove meses

Conforme esperado, os primeiros nove meses foram marcados por concorrência crescente e mudança nos preços. O crescimento do volume principal atingiu 1,5%. As vendas totais caíram 15,8% para 9.548 milhões de euros, principalmente como resultado da baixa nos preços de venda. O Ebitda caiu 54,4% para 1.326 milhões de euros. A receita líquida atingiu 515 milhões de euros (-70,5%). O fluxo de caixa operacional livre decresceu para 143 milhões de euros (-89,1%).

Com 14,6 bilhões de euros em vendas em 2018, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas (calculadas equivalendo à jornada integral) no fim de 2018.

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DSM registra alta nas vendas globais do primeiro semestre de 2019

11/09/2019

A DSM, empresa global de origem holandesa com atividades nas áreas de saúde, nutrição e materiais, anunciou ao mercado os resultados referentes ao primeiro semestre de 2019 (1S19), quando as vendas globais atingiram € 4,568 bilhões (crescimento de 3% em comparação com o mesmo período no ano passado) e lucro líquido de € 401 milhões. No período, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos e depreciação/amortização) registrou alta de 12%, tendo alcançado € 862 milhões, incluindo o impacto de 3% do IFRS 16 (International Financial Reporting Standards, ou Normas Internacionais de Informação Financeira, adotado a partir de 1º de janeiro de 2019), com margem Ebitda de 18,9%. O retorno sobre o capital empregado (ROCE) no período foi de 13,1% (incluindo o IFRS 16).

Para atender aos mercados onde atua, a DSM tem duas divisões de negócios principais: Nutrição e Materiais. Considerando o primeiro semestre, a divisão de Nutrição registrou vendas globais de € 3,029 bilhões (alta de 7%) e Ebitda ajustado de € 639 milhões (alta de 13%); a divisão de Materiais contabilizou vendas globais de € 1,427 bilhão (queda de 4%) e Ebitda ajustado de € 262 milhões (estável: 0%).

Os resultados do primeiro semestre do ano permitiram à DSM manter suas perspectivas com relação aos prognósticos para 2019, com a expectativa de crescimento do Ebitda ajustado de um dígito em comparação com o Ebitda ajustado subjacente. Com relação ao impacto ambiental de suas operações, a DSM registrou melhoria estrutural subjacente na redução absoluta de gases de efeito estufa no primeiro semestre de 2019 de aproximadamente 10% em comparação com a linha de base de 2016. Ela foi a primeira empresa do setor a definir novas metas de redução para emissões de gases de efeito estufa, revisadas e aprovadas pela iniciativa Science Based Targets e alinhadas com o acordo climático de Paris.

A companhia apresentou progresso em projetos inovadores. Os destaques foram o projeto Clean Cow, com o pedido de autorização na União Europeia para o aditivo para dieta de bovinos que, segundo a empresa, reduz em cerca de 30% a emissão de gás metano, e o projeto Veramaris, que iniciou a produção comercial de ácidos graxos DHA e EPA do ômega-3 a partir de algas. Além disso, o Balancius, lançado ano passado nas Américas, foi introduzido na Europa. De acordo com a DSM, ele é um aditivo alimentar para frangos de corte que melhora a digestão e absorção de nutrientes, ajudando os produtores a obterem melhor resultado da ração e a reduzir o gás de efeito de estufa.

Ao comentar os resultados do primeiro semestre, o CEO e presidente do Conselho de Administração da DSM, Feike Sijbesma, conta que está satisfeito com o bom desempenho, obtido em um ambiente macroeconômico desafiador, em que a área de Nutrição entregou alta performance e a área de Materiais experimentou condições de mercado mais brandas em alguns destinos finais, especialmente China, com destaque para a resiliência com ganhos estáveis. “A DSM continua bem posicionada para cumprir as suas metas ambiciosas da Estratégia 2021, impulsionada pelo propósito de ser uma empresa de orientação científica voltada ao alto desempenho, em Nutrição, Saúde e Vida Sustentável”, ressalta o executivo.

Desempenho na América Latina

Os resultados da DSM na América Latina no primeiro semestre também foram significativos. Na região, onde a empresa está presente em 13 países e conta com 2,23 mil colaboradores (no mundo, são 21,59 mil funcionários), a DSM teve vendas de € 536 milhões, valor que representa 12% das suas vendas globais e que indica um crescimento de 1,9% em comparação com o primeiro semestre de 2018. A área de Nutrição e Saúde Humana teve seu melhor desempenho em vendas na região da América Latina.

A DSM fornece soluções inovadoras de negócios para nutrição humana, nutrição animal, cuidados pessoais e aroma, dispositivos médicos, produtos e aplicações verdes e novas formas de mobilidade e conectividade. A DSM e suas empresas associadas têm receita líquida anual de cerca de € 10 bilhões com aproximadamente 23.000 funcionários. A empresa foi fundada em 1902

Braskem registra Ebitda de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2019

15/08/2019

Companhia reafirma compromisso com disciplina financeira para enfrentar tempos desafiadores

A Braskem registrou Ebitda recorrente de R$ 1,6 bilhão (US$ 375 milhões) no segundo trimestre de 2019, 12% superior ao trimestre anterior , porém quase 60% menor do que o mesmo período do ano passado. Considerando os efeitos não recorrentes, o Ebitda foi de US$ 412 milhões. A Companhia também registrou uma geração livre de caixa de R$ 2,3 bilhões, superior ao registrado no primeiro trimestre de 2019 em R$ 2,1 bilhões. Em relação ao segundo trimestre de 2018, a geração livre de caixa foi 31% inferior.

“Enfrentamos um cenário petroquímico desafiador, principalmente para Polietileno, por causa do crescimento econômico ainda lento e por uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China com efeitos ainda incertos. Em momentos assim, temos de ser ainda mais diligentes e focados na nossa gestão de custos e seguir criando valor para a companhia. Nosso compromisso com a disciplina e a higidez financeira segue inalterado”, afirma o presidente da Braskem, Fernando Musa.

A variação positiva do Ebitda em relação ao primeiro trimestre do ano se deve principalmente pelo melhor desempenho operacional das plantas de Polipropileno (PP) nos Estados Unidos, pelo maior volume de vendas de químicos no mercado brasileiro e pelos maiores spreads internacionais de químicos e os spreads de PP nos Estados Unidos mantidos em patamares elevados. No segundo trimestre, o lucro líquido da Braskem foi de R$ 129 milhões, 91% e 76% inferior ao 1T19 e ao 2T18, respectivamente. A alavancagem corporativa, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares, foi de 2,16x.

Resultado por região

A demanda de resinas no mercado brasileiro (PE, PP e PVC) foi de 1,3 milhão de toneladas, uma retração de 7% em relação ao trimestre anterior, que foi impactado pelo movimento de recomposição de estoques da cadeia de transformação. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a demanda de resinas foi 1% superior, período que foi impactado pelas restrições logísticas decorrentes da greve dos caminhoneiros.

A taxa de utilização das centrais petroquímicas no Brasil foi de 89%, 1 p.p. superior ao primeiro trimestre de 2019, explicada pela maior disponibilidade de matéria-prima para a central do Rio de Janeiro, que compensou a redução de carga de central da Bahia. Ante ao segundo trimestre de 2018, a taxa de utilização foi 1 p.p. inferior.

No segundo trimestre de 2019, a companhia exportou 356 mil toneladas de resinas, em linha com o primeiro trimestre de 2019. Em relação ao segundo trimestre de 2018, período que foi impactado pela menor disponibilidade de produto para exportação em função da greve dos caminhoneiros, as exportações de resinas foram 11% superiores. As exportações dos principais químicos totalizaram 146 mil toneladas, 25% inferior ao 1T19, devido, principalmente, a priorização do fornecimento no mercado brasileiro. Ante ao segundo trimestre de 2018, as exportações foram 62% superiores, positivamente impactadas também pela maior disponibilidade de eteno. No trimestre, as unidades do Brasil e exportações apresentaram Ebitda de US$ 154 milhões (R$ 604 milhões), representando 44% do consolidado de segmentos da Companhia.

Nos Estados Unidos, a demanda de PP foi superior em relação ao primeiro trimestre de 2019 e ao segundo trimestre de 2018, impulsionada pelos preços mais baixos de resinas. Na Europa, a demanda em queda é explicada, principalmente, pela desaceleração da economia e pelo verão europeu, quando a demanda é sazonalmente mais fraca.

A taxa de utilização das plantas foi de 92%, 2 p.p. e 8 p.p. superior ao 1T19 e ao 2T18, devido principalmente ao bom desempenho das unidades nos EUA. Na Europa, como consequência de problemas operacionais do fornecedor de propeno e consequente indisponibilidade de matéria-prima para a unidade de Schkopau, a parada de manutenção programada para esta planta foi antecipada para o 2T19, provocando queda das taxas de utilização das plantas da Europa no trimestre. No trimestre, as unidades dos Estados Unidos e Europa apresentaram Ebitda de US$ 107 milhões (R$ 414 milhões), representando 30% do consolidado de segmentos da Braskem.

No México, a demanda de PE foi de 510 mil toneladas, 1% superior ao 1T19. Na comparação com o 2T18, a demanda apresentou uma retração de 19%, explicada pelo fraco crescimento da economia mexicana, que sofre com o enfraquecimento da confiança dos investidores, com a ameaça da imposição de tarifas de importação por parte dos EUA, com juros altos e com a diminuição da produção industrial. A taxa de utilização das plantas de PE foi de 72%, 7% inferior em relação ao 1T19, devido ao baixo fornecimento de etano, e em linha com o 2T18. No trimestre, a unidade do México apresentou EBITDA de US$ 88 milhões (R$ 343 milhões), representando 25% do consolidado de segmentos da Companhia.

A Braskem segue em ritmo acelerado na construção da sua sexta fábrica de Polipropileno (PP) nos EUA. Ao fim do segundo trimestre, o progresso físico da obra atingiu 65,5%, com investimento total já realizado de US$ 485 milhões. A previsão é que a unidade de PP, a primeira a ser erguida no mercado americano desde 2005, entre em operação no primeiro semestre de 2020.

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Covestro divulga balanço do segundo trimestre de 2019

24/07/2019

  • Leve crescimento nos volumes principais (+1,1%)
  • Vendas totais de cerca de 3,2 bi de euros (-16,9%)
  • EBITDA de 459 milhões de euros (-53,4%)
  • Receita líquida cai para 189 milhões de euros (-68,7%)
  • Fluxo de caixa operacional livre 55 milhões de euros negativo
  • Previsão de EBITDA de cerca de 410 milhões de euros no 3º tri

A atual pressão da concorrência intensa e as incertezas em grandes mercados de vendas persistiram ao longo do segundo trimestre. Enquanto os volumes principais cresceram 1,1%, as vendas totais caíram para 3,2 bilhões de euros (-16,9%), devido à baixa nos preços de venda. Em 459 milhões, o EBITDA estabilizou-se no nível do primeiro trimestre de 2019 (442 milhões de euros), mas ficou abaixo dos excepcionais resultados registrados no mesmo trimestre do ano anterior (-53,4%). O declínio dos lucros decorreu, principalmente, das margens mais baixas nos segmentos de poliuretanos e policarbonatos. A receita líquida decresceu para 189 milhões de euros, enquanto o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) atingiu -55 milhões de euros, em decorrência dos fluxos de caixa mais baixos de atividades operacionais e investimentos mais altos.

“A situação econômica segue desafiadora, já que as incertezas globais econômicas e políticas persistem”, afirma o CEO Markus Steilemann. “Ainda assim, atingimos nossas metas de lucros e conseguimos aumentar novamente o nosso volume principal no segundo trimestre. Isso reforça a tendência de soluções mais sustentáveis, que oferecemos a muitas indústrias.”

Covestro confirma previsões para 2019

Os resultados dos primeiros seis meses ficaram bem abaixo do nível do ano anterior. Segundo a Covestro, isso se deve ao fato de 2018 ter sido marcado por margens excepcionalmente altas em alguns grupos de produtos. Por isso, afirma a empresa, os resultados do primeiro semestre de 2019 atingiram as expectativas no ambiente econômico atual.

“Com base nos resultados dos primeiros seis meses, confirmamos as nossas previsões para o ano fiscal. Ao mesmo tempo, também precisamos acompanhar de perto os próximos desenvolvimentos econômicos nos nossos principais mercados de vendas”, explica o CFO Thomas Toepfer. “O desenvolvimento da indústria automobilística foi bem mais fraco que o esperado; por outro lado, o desempenho no setor de construção e na indústria de móveis e madeira foi melhor.”

Para o ano fiscal de 2019, a Covestro mantém a projeção de crescimento do volume principal de até 5%. Espera-se que o FOCF fique entre 300 e 700 milhões de euros, com ROCE de 8% a 13%. A previsão é que o EBITDA do ano fiscal atinja de 1,5 a 2 bilhões de euros, com expectativa de que o EBITDA do terceiro trimestre atinja aproximadamente 410 milhões de euros.

Progressos em investimentos e na otimização do portfólio

No segundo trimestre, a Covestro otimizou ainda mais seu portfólio. O negócio europeu de casas de sistemas está sendo vendido para a H.I.G. Capital por um valor da ordem de dois dígitos de milhões de euros.

Paralelamente, o Grupo continua mantendo o foco em investimentos para geração de valor: em maio, a Covestro avançou na expansão da produção de filmes de policarbonato em Dormagen, Alemanha. O investimento faz parte de um programa que totaliza 100 milhões de euros, com o qual a Covestro pretende reforçar a área de filmes especializados, dotada de altas margens.

Uma vez obtidas as licenças oficiais necessárias, será iniciada a construção de uma unidade dedicada para fornecimento de cloro para a já existente produção de MDI em Tarragona, Espanha, no fim do ano. O primeiro marco interno foi atingido em Baytown, Texas (EUA), onde está prevista uma nova planta de grande escala para produção do precursor de espuma rígida MDI. Agora começará o planejamento técnico detalhado por uma equipe de projeto com 100 integrantes.

Crescimento nos volumes principais de poliuretanos e policarbonatos

No segmento de poliuretanos, os volumes principais cresceram 0,7%. As vendas caíram 24,3% para 1.489 milhões de euros, movidas pela queda nos preços de venda decorrente do aumento da concorrência. A baixa nos preços de venda também se refletiu no EBITDA, que caiu para 172 milhões de euros (-70,5%).

Os volumes principais em policarbonatos subiram 4,4% em relação ao trimestre do ano anterior. Apesar da indústria eletroeletrônica e o setor de construção terem contribuído para esse crescimento, os volumes caíram na indústria automobilística. As vendas apresentaram queda de 15,0% para 898 milhões de euros no segundo trimestre de 2019. O EBITDA no segmento de policarbonatos foi 46,0% mais baixo, somando 154 milhões de euros, principalmente devido à queda nos preços de venda.

O segmento de revestimentos, adesivos e especialidades apresentou um declínio de 4,7% nos volumes principais. Como resultado, as vendas caíram 1,3% para 621 milhões de euros. Contudo, os movimentos da taxa de câmbio e a aquisição gradual das participações na DIC Covestro Polymer Ltd., sediada no Japão, tiveram efeito positivo. O aumento da participação na joint venture japonesa também gerou um efeito positivo não recorrente sobre o EBITDA, que subiu 7,9% para 150 milhões de euros no segundo trimestre de 2019.

Concorrência intensa: um marco do 1º semestre de 2019

No geral, os primeiros seis meses de 2019 foram marcados pelo aumento da concorrência. Os volumes vendidos mantiveram-se predominantemente estáveis (-0,4%), enquanto as vendas totais caíram 16,4% para 6.386 milhões de euros, devido aos preços mais baixos de venda. Especialmente nos segmentos de poliuretanos e policarbonatos, os preços de venda ficaram bem abaixo daqueles do mesmo período do ano anterior. Como resultado, o EBITDA caiu 56,0% para 901 milhões de euros. A receita líquida atingiu 368 milhões de euros (-70,5%). O fluxo de caixa operacional livre caiu para 100 milhões de euros negativos.

Com 14,6 bilhões de euros em vendas em 2018, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros voltados principalmente para os segmentos automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas (equivalendo à jornada integral) no fim de 2018.

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Faturamento recorde da Radici em 2018 atinge 1,211 bilhões de euros

18/07/2019

  • Primeiro semestre de 2019: desaceleração nos volumes, mas com margens estáveis.
  • Segunda parte do ano mais incerta. Positiva, mas menor que 2018.

Faturamento consolidado em 1,211 bilhões de euros (+6%), Ebitda em 185 milhões (+16%) e resultado líquido após amortizações e depreciações em 97 milhões (+19%): estes são os principais números de 2018 do RadiciGroup que opera com 3100 funcionários em 16 países nos negócios da química, dos tecnopolímeros e das fibras sintéticas.

“Foi um ano excepcional, disse Angelo Radici, Presidente do RadiciGroup, que se encerrou com números recorde para o Grupo. Muito embora na última parte do ano tenhamos sentido as primeiras desacelerações que continuam em 2019. De qualquer forma, acho que posso dizer que poderemos ter um relatório semestral com margens estáveis, apesar da contração dos volumes. Quanto à segunda parte do ano em curso, será um pouco mais difícil, mas ainda com resultados positivos, ainda que certamente inferiores a 2018. O cenário global em que as empresas operam hoje é certamente influenciado pelas incertezas ligadas à questão dos impostos China-EUA e à instabilidade geopolítica. Há também a contração do mercado automotivo, com o qual estamos tentando lidar com grandes esforços em termos de pesquisa e inovação, visando a expansão do portfolio de produtos, inclusive com materiais de reduzido impacto ambiental, e criando novas oportunidades de mercado cada vez mais atentas à sustentabilidade das empresas.”

Nesse contexto, o Grupo continua a perseguir sua estratégia de focalizar nos negócios principais considerados estratégicos, como a química do náilon, os tecnopolímeros e as fibras sintéticas, além de fontes renováveis. O objetivo é melhorar a posição competitiva no mercado, alcançando um equilíbrio substancial entre as áreas geográficas em que opera, com o objetivo de se tornar menos dependente do desempenho de cada mercado.

Alessandro Manzoni, CFO do RadiciGroup, comentou: “A nossa posição financeira líquida melhorou em comparação com 2017, assim como todos os coeficientes patrimoniais e as relações de confiança mútua com as instituições financeiras. Tivemos uma situação financeira absolutamente sólida que nos colocou em condições de estarmos preparados para quaisquer oportunidades de crescimento sem necessariamente recorrer a intervenções de capital externo. Em 2018 – acrescenta Manzoni – fizemos investimentos de mais de 50 milhões de euros e o mesmo número ocorrerá em 2019, com o objetivo de manter elevados níveis de excelência tecnológica a serviço da competitividade das empresas e do meio ambiente.”

Juntamente com o desempenho positivo do Grupo, é importante enfatizar que os lucros e a solidez econômico-financeira são perseguidos em relação ao meio ambiente e seus recursos. Em 2018, o valor agregado global líquido (a capacidade de uma empresa de produzir riqueza para todos os seus stakeholders) continuou ainda a crescer, chegando a 280 milhões de euros (258 em 2017): e a este valor corresponde um decréscimo no uso de recursos como energia e água, assim como redução na produção de resíduos e emissões.

No Relatório de Sustentabilidade atualmente elaborado de acordo com o modelo GRI Standards – Core Option, todos esses dados serão interligados para fornecer um relatório preciso e certificado dos aspectos econômicos, sociais e ambientais vinculados a todas as empresas RadiciGroup nas diversas áreas de negócio que, em 2018, registraram o seguinte faturamento agregado, em milhões de euros:

  • Specialty Chemicals 471 (em 2017: 439)
  • High Performance Polymers 406 (em 2017: 360)
  • Synthetic Fibres and Nonwovens 444 (em 2017: 451)
  • Outros Negócios 10 (em 2017: 10)

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Grupo BASF aumenta vendas no 1o. trimestre; resultados menores na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior

23/05/2019

Primeiro trimestre de 2019:

  • Vendas de € 16,2 bilhões (alta de 3%)
  • EBIT antes dos itens extraordinários de € 1,7 bilhão (queda de 24%)
  • Resultados caem principalmente devido às baixas contribuições dos segmentos de Materiais e Químicos
  • Bom desempenho dos resultados no segmento de Soluções para Agricultura

Panorama para 2019 confirmado:

  • Ligeiro aumento nas vendas
  • Ligeiro aumento do EBIT antes dos itens extraordinários no período

“No primeiro trimestre de 2019 as vendas do Grupo BASF cresceram 3%, atingindo € 16,2 bilhões”, disse Dr. Martin Brudermüller, Presidente da Junta Diretiva da BASF SE, na Reunião Anual de Acionistas da empresa, realizada no Centro de Convenções Rosengarten em Mannheim, Alemanha. Em comparação com o primeiro trimestre de 2018, os resultados advindos das atividades operacionais (EBIT) antes dos itens extraordinários apresentaram decréscimo de € 549 milhões, correspondendo a € 1,7 bilhão. “Como esperado, isso se deve principalmente às contribuições consideravelmente menores dos segmentos de Materiais e Químicos. Nesses segmentos, tivemos margens excepcionalmente altas de isocianatos e sólidas margens do cracker no primeiro trimestre do ano anterior”, disse Brudermüller. O EBIT antes dos itens extraordinários também apresentou queda em “Outros” e no segmento de “Nutrição & Cuidados”, enquanto no segmento de Tecnologias para Superfície os resultados ficaram no mesmo nível do trimestre anterior. Por outro lado, os segmentos de Soluções para Agricultura e Soluções Industriais registram grande melhoria nos resultados.

O crescimento econômico global no primeiro trimestre de 2019 foi influenciado pelos avanços geopolíticos e conflitos comerciais, principalmente entre os Estados Unidos e a China. Consequentemente, o Grupo BASF observou uma demanda mais fraca das principais indústrias clientes, especialmente do setor automotivo.

Os preços caíram em 2% em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior, fato atribuído principalmente aos negócios com produtos de isocianatos e cracker. Os preços mais elevados nos segmentos de Tecnologias para Superfície, Soluções para a Agricultura e Soluções Industriais só compensaram parcialmente o declínio esperado de preço nos segmentos de Materiais e Químicos. Devido ao comportamento cauteloso de compra dos clientes, os volumes de vendas no Grupo BASF apresentaram queda de 4%. O crescimento nas vendas foi devido principalmente aos efeitos de portfólio no segmento de Soluções para Agricultura, resultantes da aquisição de importantes negócios e ativos da Bayer em agosto de 2018. Os efeitos cambiais também tiveram um impacto positivo nas vendas em todos os segmentos.

Em € 26 milhões, no geral, os itens extraordinários no EBIT foram positivos no primeiro trimestre de 2019, em comparação ao decréscimo de € 18 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. O resultado especial proveniente dos desinvestimentos nos segmentos de Soluções para a Agricultura e Soluções Industriais excedeu os custos de integração, taxas especiais de medidas de reestruturação e outras taxas.

O EBIT teve uma queda de € 505 milhões em comparação ao primeiro trimestre de 2018, para € 1,8 bilhão. O resultado antes do imposto de renda caiu em € 520 milhões, passando a € 1,6 bilhão. A alíquota do imposto aumentou de 24,1% para 25,4%.

O resultado após impostos das operações contínuas apresentou queda de € 415 milhões para € 1,2 bilhão. O resultado depois de impostos das operações descontinuadas, que abrange as atividades de petróleo e gás da BASF, aumentou em € 97 milhões, atingindo o patamar de € 274 milhões. Este fato é, em grande parte, devido ao significativo aumento dos volumes, principalmente na Rússia, assim como à suspensão da depreciação e amortização desde o reconhecimento do grupo para alienação no terceiro trimestre de 2018.

O resultado líquido apresentou queda de € 273 milhões, para € 1,4 bilhão. O lucro por ação foi de € 1,53 no primeiro trimestre de 2019 – primeiro trimestre de 2018: € 1,83. O lucro por ação ajustado pelos itens extraordinários e amortização de ativos intangíveis totalizou € 1,65 (primeiro trimestre de 2018: € 1,93).

No primeiro trimestre de 2019, o fluxo de caixa das atividades operacionais totalizou € 373 milhões, € 858 milhões abaixo dos números para o mesmo trimestre no ano anterior. O fluxo de caixa livre apresentou uma queda de € 604 milhões no mesmo trimestre no ano anterior para menos € 368 milhões, principalmente como resultado dos melhores fluxos de caixa das atividades operacionais.

Fusão da Wintershall e DEA

Depois da aprovação por todas as autoridades relevantes, em 1º de maio de 2019, a BASF e a LetterOne concluíram a fusão da Wintershall e DEA. “Com a Wintershall Dea criamos a empresa europeia independente líder em exploração e produção, com operações internacionais nas principais regiões. Ao combinar as duas entidades com sede na Alemanha, a BASF e a LetterOne assentam as bases para um forte e próspero crescimento da Wintershall Dea”, disse Dr. Hans-Ulrich Engel, Vice-Presidente da Junta Diretiva da BASF SE, em uma teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre de 2019.

Dividendo proposto de € 3,20 por ação

A Junta de Diretores Executivos e o Conselho Fiscal propuseram à Reunião Anual de Acionistas que o dividendo tenha um aumento de € 0,10, passando a € 3,20 por ação. “Assim, a ação da BASF oferece um rendimento de dividendos atraente, de 5,3%, com base no preço da ação no final do ano de 2018, de € 60,40”, disse Brudermüller. Depois da adoção da resolução relevante pela Reunião Anual de Acionistas, um total de € 2,9 bilhões será pago aos acionistas da BASF SE em 8 de maio.

Panorama para 2019 confirmado

As expectativas da BASF para o ambiente econômico global em 2019 continuam inalteradas:

  • Crescimento do produto interno bruto: 2,8%
  • Crescimento da produção industrial: 2,7%
  • Crescimento da produção de químicos: 2,7%
  • Taxa de câmbio média euro/dólar de US$ 1,15 por euro
  • Preço médio do petróleo de US$ 70 dólares por barril de petróleo Brent

A BASF confirma a previsão de vendas e receitas para o Grupo BASF feita no Relatório BASF de 2018 e espera um ligeiro crescimento das vendas, assim como ligeiro aumento do EBIT antes dos itens extraordinários, que deve ficar no nível inferior da faixa de 1% a 10%. O retorno sobre capital empregado (ROCE) deve ser um pouco mais alto do que o percentual do custo de capital, com o ROCE um pouco mais baixo do que em 2018.

Desempenho do negócio nos segmentos no primeiro trimestre de 2019

As vendas no segmento de Químicos, que abrange Petroquímicos e Intermediários, sofreram queda de 13% em comparação ao primeiro trimestre de 2018, para € 2,5 bilhões. A divisão de Petroquímicos, em particular, observou brusca queda nas vendas, enquanto a divisão de Intermediários registrou um ligeiro declínio. O desempenho das vendas foi influenciado pelos menores volumes e preços nas duas divisões.

Em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, o EBIT antes dos itens extraordinários apresentou queda de € 169 milhões, para € 306 milhões. As duas divisões registraram resultados mais baixos, principalmente a de Petroquímicos. O desempenho do EBIT antes dos itens extraordinários se deve, em grande parte, às menores margens na divisão de Petroquímicos, principalmente para produtos de steam cracker, além dos menores volumes nas duas divisões. Além disso, os custos fixos das duas divisões apresentaram um discreto aumento. Na divisão de Petroquímicos, o aumento foi devido principalmente às altas despesas de manutenção, enquanto na divisão de Intermediários o desempenho dos custos fixos foi influenciado negativamente especialmente pelos efeitos cambiais.

No segmento de Materiais, que abrange Materiais de Performance e Monômeros, as vendas de € 2,9 bilhões apresentaram uma queda de 15% em comparação ao primeiro trimestre de 2018. As duas divisões, de Monômeros e de Materiais de Performance, apresentaram queda nas vendas, principalmente devido aos menores preços dos isocianatos na divisão de Monômeros.

O EBIT antes dos itens excepcionais teve uma queda nas duas divisões, atingindo € 323 bilhões, em comparação aos € 816 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. Esta queda resulta principalmente das menores margens de isocianatos na divisão de Monômeros. Na divisão de Materiais de Performance, as maiores margens não conseguiram compensar os menores volumes, principalmente no setor automotivo. Além disso, os custos fixos das duas divisões foram um pouco mais elevados do que no mesmo trimestre do ano anterior, principalmente por causa dos efeitos cambiais.

No segmento de Soluções Industriais, que abrange Dispersões e Pigmentos e Químicos de Performance, as vendas de € 2,2 bilhões foram 2% mais baixas do que as vendas no mesmo trimestre do ano anterior. As vendas na divisão de Dispersões e Pigmentos se mantiveram no mesmo nível do primeiro trimestre de 2018, enquanto as vendas na divisão de Químicos de Performance apresentaram uma ligeira queda. O declínio no período se deveu principalmente à transferência do negócio de químicos para papel e água da BASF, que antes foi reportado em Químicos de Performance, para o grupo Solenis.

O segmento de Soluções Industriais aumentou o EBIT antes dos itens extraordinários em 15%, em comparação ao primeiro trimestre de 2018, para € 264 milhões. Isso se deveu principalmente ao EBIT antes dos itens extraordinários consideravelmente mais alto na divisão de Químicos de Performance, resultante dos preços mais elevados, aumento do volume e efeitos cambiais positivos. A divisão de Dispersões e Pigmentos também apresentou ligeiro aumento no EBIT antes dos itens extraordinários, principalmente por causa dos preços mais elevados e dos efeitos cambiais positivos. O EBIT do segmento incluiu receitas especiais na divisão de Químicos de Performance advindas da transferência do negócio de químicos para papel e água da BASF para o grupo Solenis.

Em comparação ao primeiro trimestre de 2018, as vendas no segmento de Tecnologias para Superfície, que abrange Catalisadores, Tintas e Químicos para Construção, aumentaram em 13%, para € 3,6 bilhões. O crescimento das vendas na divisão de Catalisadores foi particularmente acentuado. As vendas também apresentaram um aumento considerável na divisão de Químicos para Construção. Na divisão de Tintas, as vendas ficaram no mesmo nível que no mesmo trimestre no ano anterior. O aumento nas vendas pode ser atribuído aos preços mais elevados em todas as divisões, assim como aos efeitos cambiais positivos e maiores volumes nas divisões de Catalisadores e Químicos para Construção.

Em € 159 milhões, o EBIT antes dos itens extraordinários para o segmento se manteve no nível do mesmo trimestre no ano anterior. O EBIT antes dos itens extraordinários na divisão de Químicos para Construção apresentou uma melhoria considerável, devido principalmente às margens mais elevadas. Na divisão de Catalisadores, os resultados tiverem um discreto aumento em consequência do crescimento das vendas. Por outro lado, a divisão de Tintas registrou um EBIT antes dos itens extraordinários consideravelmente menor, principalmente devido ao enfraquecimento do negócio automotivo.

As vendas de € 1,6 bilhão no segmento Nutrição & Cuidados, que abrange Care Chemicals e Nutrição e Saúde, se mantiveram no nível do mesmo trimestre no ano anterior. As vendas consideravelmente mais elevadas na divisão de Nutrição e Saúde foram compensadas pelas vendas um pouco mais baixas na divisão de Care Chemicals.

Em € 222 milhões, o EBIT antes dos itens extraordinários ficou 13% abaixo dos € 254 milhões registrados no primeiro trimestre de 2018. Isso pode ser atribuído principalmente aos maiores custos fixos da divisão de Nutrição e Saúde, em grande parte devido ao reembolso do seguro recebido no mesmo trimestre do ano anterior, em razão das quedas na produção em 2017. Além disso, as margens tiveram uma queda no negócio de nutrição animal, resultando em um significativo declínio na receita da divisão de Nutrição e Saúde em geral. Uma grande melhoria na receita da divisão de Care Chemicals, principalmente devido às margens mais elevadas, teve um efeito de compensação.

As vendas de € 2,6 bilhões no segmento de Soluções para Agricultura foram 53% mais altas do que no primeiro trimestre de 2018. Este fato pode ser atribuído principalmente aos efeitos de portfólio da aquisição de importantes negócios e ativos da Bayer, em agosto de 2018. A BASF também alcançou maior nível de preço no negócio legado, enquanto os volumes de vendas foram consideravelmente mais baixos no período, principalmente devido a fatores climáticos.

O EBIT antes dos itens extraordinários de € 740 milhões foi 75% mais alto do que no primeiro trimestre de 2018, em grande parte por causa da contribuição dos negócios adquiridos. O EBIT incluiu receitas especiais de desinvestimentos, segundo as condições impostas pelas autoridades antitruste no escopo da aquisição dos negócios da Bayer. No primeiro trimestre de 2019, o EBIT excedeu as taxas especiais para a integração dos negócios adquiridos.

As vendas em Outros apresentaram um aumento considerável em comparação ao mesmo trimestre no ano anterior. Isso se deve principalmente às atividades remanescentes do negócio de químicos para papel e água da BASF, que não foram incluídos na transferência para a Solenis e, desde então, são reportados em Outros. O EBIT antes dos itens extraordinários ficou bem abaixo dos números para o primeiro trimestre de 2018, principalmente devido aos resultados cambiais e efeitos de valorização de nosso programa de incentivo em longo prazo.

Fonte: BASF

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Evonik divulga resultados do primeiro trimestre de 2019

21/05/2019

  • Vendas cresceram 1% para 3,29 bilhões de euros
  • Ebitda ajustado recuou para 539 milhões de euros
  • Fluxo de caixa livre melhorou significativamente para 159 milhões de euros
  • Previsão para 2019 foi elevada: Ebitda ajustado ficará, no mínimo, estável

As vendas da Evonik foram de 3,29 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2019, o que significa um aumento de 1% em comparação ao mesmo período do exercício anterior. O Ebitda ajustado recuou 3% para 539 milhões de euros.

“A despeito do enfraquecimento da economia global, conseguimos manter a nossa posição no que diz respeito a volumes e resultados”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva. “Em termos de fluxo de caixa livre, conseguimos até registrar um ganho significativo. No geral, nosso portfólio agora é mais robusto do que antes em relação às tendências macroeconômicas. O desinvestimento do nosso negócio de metacrilatos contribuiu para isso”.

Custos iniciais não recorrentes para novas unidades de produção e um gargalo temporário no fornecimento de matérias-primas no segmento Performance Materials contribuíram para a queda do Ebitda ajustado. Em consequência, a margem Ebitda ajustada encolheu de 17,1% para 16,4%. A receita líquida ajustada recuou 5% para 249 milhões de euros, o que corresponde a um lucro ajustado por ação de 0,53 euro.

O fluxo de caixa livre melhorou em 109 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 159 milhões de euros. Isso se deveu sobretudo a uma formação menor de capital de giro líquido e a uma redução nos pagamentos de aposentadorias.

Perspectivas foram elevadas

Como resultado do acordo de venda do negócio de metacrilatos, as perspectivas para as operações continuadas foram revisadas. A Evonik agora prevê que os valores de Ebitda ajustado e vendas fiquem, no mínimo, no mesmo nível do ano passado. A receita da planejada aquisição da empresa americana PeroxyChem não está incluída na perspectiva ajustada. Em 2018, as operações contínuas registraram um Ebitda ajustado de 2,15 bilhões de euros e vendas de 13,3 bilhões de euros.

Os progressos significativos alcançados com o programa de economia de custos, aplicado na empresa toda, também contribuíram para as receitas. Mais da metade dos 1.000 empregos a serem reduzidos será concretizada até o fim deste ano.

Desempenho por segmento

Resource Efficiency: O desenvolvimento dos negócios desse segmento se manteve no primeiro trimestre de 2019. As vendas cresceram 3% para 1,4 bilhão de euros. O crescimento se deveu sobretudo ao aumento nos preços de venda; os volumes, por outro lado, ficaram ligeiramente abaixo daqueles registrados no mesmo período do ano anterior. A demanda por polímeros de alta performance (poliamida 12) e membranas continuou alta, de maneira que o aumento nos preços teve um impacto positivo que resultou num correspondente forte incremento nas vendas. Maiores volumes em vendas também foram registrados na linha de crosslinkers como resultado da alta demanda, especialmente por aplicações em compósitos no mercado de energia eólica; e pela sílica, que se beneficiou de uma tendência em aplicações de borracha e pneus. Apesar dos custos iniciais da nova planta de sílica nos EUA, o Ebitda ajustado avançou 2% para 324 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas aumentaram 3% para 1,15 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2019. Isso se deveu, sobretudo, a uma elevação nos volumes de vendas, enquanto os preços de venda baixaram. As vendas de aminoácidos essenciais para nutrição animal registraram ligeira queda, em decorrência da redução nos preços de venda, embora os volumes entregues tenham aumentado de maneira significativa. O negócio de care solutions registrou um desenvolvimento, tendo se beneficiado do aumento da demanda por aplicações especiais, por exemplo, da indústria cosmética. O Ebitda ajustado foi de 180 milhões de euros, 14% abaixo do valor registrado no mesmo período do ano anterior, em parte devido a despesas relacionadas ao planejado início das atividades na nova planta de metionina em Singapura, previsto para meados deste ano.

Performance Materials: No primeiro trimestre de 2019, as vendas encolheram 7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O total de 559 milhões de euros decorreu de menores volumes de venda, preços em queda e efeitos negativos do câmbio. O desenvolvimento da linha de performance intermediates (química do C4) foi prejudicado por uma restrição no fornecimento de matérias-primas causada por problemas técnicos em um fornecedor e também pelo preço mais baixo da nafta, ocasionando o recuo nas vendas. Já na linha de negócios Functional Solutions as vendas registraram aumento. Esse negócio se beneficiou principalmente de uma maior demanda por alcoolatos. O Ebitda ajustado do segmento recuou 9% para 59 milhões de euros.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Evonik

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Covestro confirma previsão para o ano após balanço do 1º trimestre

21/05/2019

  • Leve queda nos volumes principais (-1,8%)
  • Vendas totais de cerca de 3,2 bi de euros (-16,0%)
  • Ebitda de 442 mi de euros alinhado às expectativas (-58,4%)
  • Receita líquida de 179 mi de euros menor que ano anterior (-72,2%)
  • Fluxo de caixa operacional livre 45 mi de euros negativo
  • Previsões para o ano fiscal de 2019 confirmadas

A alta pressão competitiva influenciou os resultados do primeiro trimestre de 2019 da Covestro. Apesar da demanda sólida no geral, os volumes principais tiveram leve queda de 1,8%, principalmente devido aos volumes mais baixos no segmento de policarbonatos. Uma expressiva queda nos preços de venda levou a uma redução de 16,0% nas vendas totais, para 3,2 bilhões de euros. O Ebitda do Grupo, de 442 milhões de euros (-58,4%), que contrasta com os resultados excepcionalmente positivos do ano anterior, mostrou-se alinhado às previsões. Como resultado, a receita líquida também caiu para 179 milhões de euros (-72,2%). Com 45 milhões de euros negativos, o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) ficou abaixo do ano anterior (364 milhões de euros), devido à redução nos fluxos de caixa de atividades operacionais e à elevação dos investimentos. Segundo a empresa, embora os resultados como um todo tenham ficado significativamente abaixo dos excepcionais resultados do trimestre do ano anterior, eles ficaram na faixa esperada.

“O primeiro trimestre manteve-se alinhado às nossas previsões e confirma nossas expectativas reduzidas para o ano completo”, explica o CEO Markus Steilemann. “Por isso, agora é ainda mais importante definir o rumo correto para o nosso crescimento futuro, com investimentos e esforços para elevar a eficiência. Afinal, a demanda por nossos materiais inovadores e sustentáveis continua intacta.”

Covestro confirma metas para o ano fiscal de 2019

Thomas Toepfer, CFO da Covestro, compara os resultados do primeiro trimestre ao mesmo período de 2018: “O trimestre do ano anterior foi influenciado por margens excepcionalmente altas em vários grupos de produtos. Por isso, em linha com nossas expectativas, nossos resultados ficaram abaixo dos do mesmo período do ano passado. Antecipando a continuidade do ambiente desafiador que influenciará os resultados ao longo do ano, estamos focando especialmente na eficiência da produção e dos processos e em investimentos direcionados.”

Seguindo esse foco, a Covestro elevou sua participação para 80% na joint venture DIC Covestro Polymer no Japão a partir de 1º de abril de 2019, expandindo seus promissores negócios globais de poliuretanos termoplásticos. A Covestro planeja investimentos totais de mais de 900 milhões de euros este ano para reformar e expandir suas plantas produtivas e ampliá-las para áreas em crescimento, tais como a de filmes especializados. A expectativa é de que os programas de eficiência proporcionem economias de custos de 350 milhões de euros por ano no médio prazo.

Para o ano fiscal de 2019, a Covestro mantém a projeção de crescimento do volume principal de até 5%. Espera-se que o FOCF fique entre 300 e 700 milhões de euros, com ROCE de 8% a 13%. A previsão é que o Ebitda do ano fiscal atinja de 1,5 a 2,0 bilhões de euros, com expectativa de que o Ebitda do segundo trimestre se mantenha próximo do nível do primeiro trimestre de 2019.

Iniciativas estratégicas mostram avanços

As iniciativas estratégicas para avançar na digitalização e na inovação trouxeram benefícios no primeiro trimestre. A nova plataforma comercial digital B2B Asellion foi lançada com sucesso no fim de março, permitindo que os clientes da Covestro façam pedidos de produtos on-line e comprem 24h por dia com apenas alguns cliques no link covestro.asellion.com.

A Covestro também uniu forças à empresa de biotecnologia sediada nos EUA Genomatica para pesquisar e desenvolver materiais de alto desempenho baseados em matérias-primas renováveis. O objetivo da cooperação é reduzir o uso de recursos de origem fóssil como petróleo bruto, usando matérias-primas sustentáveis no lugar.

Crescimento de vendas e lucro no segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades

Os volumes principais no segmento de poliuretanos mantiveram-se amplamente estáveis (-0,2%) no primeiro trimestre de 2019. As vendas no segmento caíram 24,3% para 1,476 milhão de euros devido à queda nos preços de venda, com todas as três regiões registrando vendas mais baixas. O Ebitda caiu para 157 milhões de euros (-75,4%) devido às margens mais baixas.

Puxados pela queda na demanda da indústria automotiva, os volumes principais no segmento de policarbonatos caíram 6,3%. As vendas nesse segmento caíram 16,7% para 860 milhões de euros, também devido aos preços de venda mais baixos. Com margens em queda e preços estáveis das matérias-primas, o Ebitda caiu para 155 milhões de euros (-48,8%).

No segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades, os volumes principais praticamente não sofreram alterações em relação ao trimestre do ano anterior (-0,1%). As vendas no segmento subiram 5,9% para 627 milhões de euros, impulsionadas pela alta na média dos preços de venda, por volumes levemente mais altos e movimentos da taxa de câmbio. Alavancado pela alta das margens e dos volumes de vendas, o Ebitda subiu 7,4% para 146 milhões de euros.

Com 14,6 bilhões de euros em vendas em 2018, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em segmentos como o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem cerca de 30 unidades produtivas no mundo todo e, no final de 2018, empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas (em equivalência à jornada integral).

Fonte: Covestro

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Braskem registra lucro líquido de 1 bilhão no primeiro trimestre de de 2019

15/05/2019

A Braskem registrou Ebitda de R$ 2,77 bilhões no primeiro trimestre de 2019, um crescimento de 45% em relação ao último trimestre de 2018 e de 5% sobre o mesmo período do ano passado. Em dólar, o Ebitda foi de US$ 729 milhões, uma queda de 11% na comparação com igual trimestre do ano passado.

Esses resultados foram impactos por efeitos não recorrentes como a receita com PIS/COFINS pagos a maior entre janeiro de 2012 a fevereiro de 2017 e a reversão de provisões relacionadas à Conta de Desenvolvimento Energético e ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq). Sem esses efeitos, o Ebitda foi de US$ 336 milhões, queda de 16% e 60%, respectivamente, ao quarto trimestre e ao primeiro trimestre de 2018.

“O primeiro trimestre se mostrou desafiador em razão dos menores spreads petroquímicos no mercado internacional, dada a revisão de crescimento da economia global para o ano de 2019”, afirma o presidente da Braskem, Fernando Musa. “Neste cenário, seguiremos focados com a nossa estratégia de atuação a fim de superar os desafios globais do ciclo petroquímico”, completa Musa, referindo-se à diversificação geográfica e de base de matéria-prima equilibrada entre nafta e gás.

A receita líquida de vendas da Braskem atingiu R$ 13 bilhões no primeiro trimestre de 2019, praticamente em linha ao registrado no mesmo período do ano passado. O lucro líquido da companhia foi de R$ 1,03 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 78 milhões observado no trimestre anterior e mantendo-se em linha ao primeiro trimestre do ano passado.

No lado operacional, a taxa de utilização das centrais petroquímicas no Brasil foi de 88% no primeiro trimestre, dois pontos percentuais inferiores ao mesmo trimestre do ano passado, impactada por problemas operacionais. A taxa de utilização das plantas nos EUA e na Europa foi de 90%, superior ao 4T18 devido à normalização do fluxo logístico na Europa, porém inferior ao mesmo período do ano passado em função de paradas não programadas. No México, a taxa de utilização das plantas de polietileno foi de 79%, seis pontos percentuais acima do quarto trimestre de 2018 devido ao maior fornecimento de etano no período.

Mercado brasileiro de resinas

A demanda de resinas no mercado brasileiro foi de 1,4 milhão de toneladas, 7,8% e 4,2% superior ao quarto trimestre e ao primeiro trimestre do ano passado, respectivamente, em função do movimento de reabastecimento ocorrido no período. As vendas de resinas da Braskem totalizaram 878 mil toneladas, resultado 10% superior ao último trimestre do ano passado e superior ao crescimento do mercado. A participação de mercado da Braskem ficou em 64% no período.

No primeiro trimestre de 2019, a companhia exportou, a partir do Brasil, 356 mil toneladas de resinas, um crescimento de 16% em relação ao quarto trimestre de 2018. Foram exportadas 194 mil toneladas dos principais químicos produzidos no Brasil, uma queda de 10% sobre o trimestre anterior, influenciado pelo menor volume de gasolina.

Nos Estados Unidos, a demanda de polipropileno foi inferior devido ao alto nível de estoque na cadeia e ao fraco desempenho do segmento de fibras têxteis. Na Europa, a demanda se recuperou no trimestre e o mercado mostrou crescimento principalmente em função de uma antecipação à temporada de paradas programadas que irão acontecer no segundo trimestre deste ano. A demanda de polietileno no México foi de 504 mil toneladas, uma retração de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, em função da queda no investimento público e privado e à desaceleração no crescimento econômico.

Investimento e competitividade

Os planos de expansão da Braskem seguem avançando. A empresa já concluiu 56,2% do investimento total previsto para construção da nova planta de Polipropileno nos Estados Unidos, a sexta unidade industrial desta resina no país. Já foram aportados US$ 426 milhões na nova unidade, que deve começar a operar em 2020.

Durante a Feiplastic, a maior feira do Plástico na América Latina, a Braskem anunciou uma nova solução para o mercado de embalagem conhecida como stand-up pouch monomaterial, um produto que facilita o processo de reciclagem dos materiais por conter apenas uma matéria-prima. Esse lançamento feito de polietileno é voltado ao segmento de cosméticos e alimentos e foi realizado em parceria com a Antilhas Flexíveis.

Além disso, a Braskem lançou uma nova solução que une a resina pós-consumo oriunda da logística reversa de sacarias da empresa ao Polietileno Verde (I’m greenT). A matéria prima traz o conceito de zero emissão de gás carbônico, uma vez que a emissão de CO2 durante o processo de reciclagem é compensada pela fixação do gás durante o processo produtivo do polietileno verde.

Fonte: Braskem

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BASF registra discreto aumento nas vendas de 2018 e queda nos lucros devido a menor contribuição de Químicos

12/03/2019

  • Vendas de €62,7 bilhões (acréscimo de 2%)
  • EBIT de €6,4 bilhões (decréscimo de 17%)
  • Fluxo de caixa de atividades operacionais de €7,9 bilhões (decréscimo de 10%). Fluxo de caixa livre de €4 bilhões
  • Dividendo proposto de €3,20 para o exercício de 2018 (2017: €3,10)

Panorama para 2019:

  • Expectativa de discreto crescimento das vendas, em decorrência principalmente de grandes volumes de vendas e efeitos de portfólio
  • EBIT ligeiramente acima do previsto em 2018

A BASF registrou vendas de €62,7 bilhões no ano passado, representando um aumento de 2% em comparação ao ano anterior. Os resultados das atividades operacionais antes de juros e tributos (EBIT) apresentaram queda em relação a 2017, de €7,6 bilhões para €6,4 bilhões, decorrente, principalmente, do segmento de Químicos, que respondeu por aproximadamente dois terços da queda total de lucros. As margens de lucro do isocianato sofreram uma brusca queda no segundo semestre do ano. Além das margens de cracker terem sido menores do que o esperado em 2018, em todas as regiões.

No geral, 2018 foi um ano marcado por difíceis cenários econômicos e geopolíticos globais e conflitos comerciais. No segundo semestre do ano, a BASF sentiu uma retração econômica nos principais mercados, especialmente na indústria automotiva, o maior setor de clientes da empresa. A demanda de clientes chineses, em especial, diminuiu significativamente em decorrência do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China. As incertezas aumentaram globalmente e, portanto, muitos participantes do mercado agiram com bastante cautela.

“Estamos lidando com estes desafios. Com a nossa nova estratégia corporativa, usaremos 2019 como um ano de transição para emergirmos ainda mais fortes. Neste ano, estamos adaptando nossas estruturas e processos, focalizando nossa organização expressamente nas necessidades de nossos clientes”, disse o presidente da Junta Diretiva da BASF, Dr. Martin Brudermüller, que apresentou os dados financeiros do exercício de 2018 juntamente com o Chief Financial Officer Dr. Hans-Ulrich Engel.

A BASF implementou aumento de preços em todos os segmentos e divisões em 2018. Houve um discreto aumento de volumes quando comparados ao ano anterior. Os maiores volumes foram registrados nos segmentos de Materiais e Soluções Funcionais e Soluções para Agricultura, que foram parcialmente compensados pelos baixos volumes nos segmentos de Produtos de Performance e Químicos. A principal razão primordial para os menores volumes no segmento de Produtos de Performance foi a parada da fábrica de citral em Ludwigshafen, que reiniciou a produção no segundo trimestre. Os volumes de vendas no segmento de Químicos sofreram influência negativa devido ao baixo nível de água do rio Reno. No geral, os efeitos cambiais apresentaram um decréscimo de 4%, enquanto que os efeitos de portfólio registraram acréscimo de 1%.

Os menores lucros nos segmentos de Materiais e Soluções Funcionais, Soluções para Agricultura e Produtos de Performance também contribuíram para o declínio no EBIT. No segmento de Soluções para Agricultura, os efeitos cambiais negativos em todas as regiões diminuíram os lucros. Além disso, houve uma forte contribuição negativa das empresas adquiridas da Bayer, cujo controle foi assumido pela BASF somente em agosto. Tal período levou a uma desvantagem devido à sazonalidade do negócio de sementes, que gera lucros predominantemente no primeiro semestre do ano, adicionado ao fato de que incorreram custos para integrar as atividades adquiridas.

Além disso, o longo período com baixo nível de água do rio Reno foi um desafio para a BASF. Na unidade de Ludwigshafen, durante grande parte do terceiro e do quarto trimestre, o recebimento de matérias-primas por via fluvial foi praticamente impossível. Consequentemente, a BASF foi forçada a reduzir as taxas de utilização da capacidade da planta em Ludwigshafen, fato que restringiu os ganhos de 2018 em cerca de €250 milhões.

Os itens extraordinários totalizaram €320 milhões, em função, principalmente, das aquisições dos novos negócios no segmento de Soluções para Agricultura. O resultado, comparado com 2017, teve decréscimo de € 58 milhões. O EBIT diminuiu em 20%, indo para €6 bilhões. Com 9,5 bilhões, o EBITDA antes de itens especiais ficou 12% abaixo do resultado do ano anterior. O EBITDA totalizou €9,2 bilhões, comparado a €10,8 bilhões em 2017.

O lucro por ação caiu de €6,62 para €5,12 em 2018. Ajustado pelos juros, impostos, depreciação e amortização de ativos intangíveis, o lucro por ação totalizou €5,87, apresentando queda de €0,57 em relação ao ano anterior.

Evolução dos lucros do Grupo BASF no quarto trimestre de 2018

As vendas do Grupo BASF aumentaram em 2% no quarto trimestre de 2018, totalizando €15,6 bilhões. Os segmentos de Produtos de Performance, Materiais e Soluções Funcionais e Soluções para Agricultura deram suporte para um possível aumento de 2% nos preços. Os volumes caíram em 3%, resultado principalmente do longo período de baixo nível de água do rio Reno que limitou drasticamente a entrega de matérias-primas essenciais para a unidade de Ludwigshafen, forçando, assim, a redução de sua capacidade de utilização. Os efeitos de portfólio totalizaram um acréscimo de 3% devido à aquisição do negócio da Bayer no segmento de Soluções para Agricultura.

O EBIT no quarto trimestre foi de €630 milhões, representando uma queda de 59% em relação ao ano anterior, devidos aos lucros significativamente menores nos segmentos de Químicos e Soluções para Agricultura. No segmento de Químicos, a principal razão da queda teve relação com as margens menores no negócio de isocianato e cracker. A evolução dos lucros no quarto trimestre no segmento de Soluções para Agricultura foi prejudicada por despesas relacionadas à aquisição. A BASF conseguiu melhorar os ganhos nos segmentos de Produtos de Performance e Materiais e Soluções Funcionais. Os gargalos no fornecimento, resultantes do baixo nível de água do rio Reno, impactaram negativamente os lucros em aproximadamente €200 milhões no período em questão.

Fluxos de Caixa do Grupo BASF no ano de 2018

Os fluxos de caixa das atividades operacionais caíram de €8,8 bilhões para €7,9 bilhões, principalmente devido à redução do lucro líquido. Em 2018, a mudança no capital de giro líquido reduziu os fluxos de caixa em €530 milhões, comparado com €1,2 bilhão de 2017. O montante utilizado nas atividades de investimento aumentou de €4 bilhões para €11,8 bilhões. Em 2018, os pagamentos líquidos para aquisições e desinvestimentos totalizaram €7,3 bilhões, principalmente relacionados à aquisição de negócios e ativos da Bayer. Os pagamentos feitos para o ativo imobilizado e intangível diminuíram em €102 milhões, indo para €3,9 bilhões. Com €4 bilhões, o fluxo de caixa livre voltou a ter força, porém com €744 milhões a menos que em 2017, devido à diminuição dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais.

Dividendo proposto de €3,20

“A BASF quer aumentar seu dividendo mesmo em tempos difíceis. Por isso, iremos propor à Assembleia Geral de Acionistas um dividendo de €3,20 por ação, €0,10 superior ao do ano anterior. A ação da BASF, portanto, oferece um rendimento de dividendos muito atraente, de 5,3%, com base no preço da ação no final de 2018”, comentou Brudermüller.

Implementação da estratégia da BASF

A BASF desenvolveu ainda mais sua estratégia, implementando-a sistematicamente por meio de inúmeras medidas. Como primeiro passo, desde 1º de janeiro, a BASF alterou a alocação organizacional de cerca de 14 mil colaboradores que anteriormente trabalhavam em unidades centrais. Esta transferência para as divisões de negócios foi muito suave.

“Todo o processo será concluído até o final do terceiro trimestre de 2019 e cerca de 20 mil colegas trabalharão mais próximos de nossos clientes, nos permitindo reconhecer melhor suas necessidades, desenvolver idéias e implementá-las mais rapidamente”, disse Brudermüller.

As alterações na organização afetam áreas como pesquisa e desenvolvimento, engenharia, cadeia de suprimentos, compras, recursos humanos, serviços de informação e meio ambiente, saúde e segurança. A BASF também modificou sua estrutura de relatório e agora conta com seis segmentos, ao invés de quatro: Químicos, Materiais, Soluções para Indústria, Tecnologias de Superfície, Nutrição & Cuidados e Soluções para Agricultura. “A mudança tornará nossa comunicação mais transparente e mais fácil de ser comparada com as dos nossos concorrentes”, disse o presidente da Junta Diretiva.

A BASF empreendeu inúmeras medidas para desenvolver ainda mais seu portfólio. Por exemplo, concluiu a transferência de seus negócios envolvendo químicos para papel e água para a Solenis. O negócio em conjunto, no qual a BASF tem uma participação de 49%, opera sob o nome Solenis desde 1º de fevereiro de 2019. Em 2017, registrou vendas proforma de cerca de €2,4 bilhões e contava com aproximadamente 5,2 mil colaboradores. Hoje, o negócio conjunto oferece um portfólio de produtos expandido para os clientes nos setores de papel e tratamento de água.

Em 18 de janeiro de 2019, a Comissão Europeia concedeu à BASF uma autorização condicional para aquisição do negócio de poliamida da Solvay. Para resolver as preocupações de concorrência da Comissão Europeia, a BASF deve transferir parte do escopo da transação original para um terceiro comprador, nomeadamente os ativos de produção e as capacidades de inovação dos negócios de poliamida da Solvay na Europa. Brudermüller comentou: “Com esta aquisição, a BASF ainda pode atingir seus objetivos estratégicos e fortalecer consideravelmente os negócios com a poliamida 6.6.”

A BASF e a LetterOne esperam agora as aprovações regulatórias necessárias para a fusão de seus respectivos negócios de petróleo e gás em uma joint venture. As duas empresas assinaram um acordo de fusão no final de setembro de 2018. A conclusão da transação está prevista para o primeiro semestre de 2019. As medidas preparatórias para a integração estão sendo realizadas de acordo com o planejado. A BASF espera que a oferta pública inicial (IPO) ocorra no segundo semestre de 2020.

Como parte de sua gestão ativa de portfólio, a BASF analisa continuamente se os negócios podem atender de uma maneira ainda melhor seu potencial em uma esfera de negócio diferente, por exemplo, uma joint venture ou fora da BASF. Neste contexto, a BASF anunciou em outubro de 2018 que está avaliando opções estratégicas, como a fusão com um parceiro forte ou um desinvestimento para seu negócio de químicos para construção. O presidente da Junta Diretiva da BASF comentou: “Nosso objetivo é chegar a um acordo com relação a uma transação durante o ano de 2019. Estamos atualmente preparando um processo estruturado”.

Investimentos em crescimento orgânico na Ásia

A China já é o principal mercado da Ásia e do mundo – tanto para a BASF quanto para toda a indústria química. A BASF quer crescer mais rápido do que o mercado químico global. “Portanto, precisamos participar do crescimento na China, o maior mercado mundial de produtos químicos”, disse Brudermüller. O presidente da Junta Diretiva nomeou vários projetos de investimento com os quais a BASF quer fortalecer ainda mais sua posição na Ásia e acelerar o crescimento orgânico.

No final de outubro de 2018, por exemplo, a BASF assinou um acordo com a SINOPEC para expandir sua parceria na unidade Verbund em Nanjing, China. A joint venture BASF-YPC investirá em uma participação de 50% na construção de mais um steam cracker com capacidade de 1 milhão de toneladas de etileno por ano. A SINOPEC Yangtzi Petrochemical investirá os outros 50%. Além disso, a BASF e a SINOPEC explorarão conjuntamente novas oportunidades de negócios no crescente mercado chinês de materiais para baterias.

A Índia é outro mercado onde a BASF quer investir. A empresa assinou recentemente um memorando de entendimento com a Adani para estudar uma grande aplicação conjunta na cadeia de valor de acrílicos. A unidade designada estaria localizada no porto de Mundra, no estado indiano de Gujarat. Este seria o maior investimento da BASF na Índia até hoje e sua primeira unidade de produção neutra em CO2.

Panorama para o ano de 2019

Neste ano, a expectativa é de que a economia mundial cresça 2,8%, consideravelmente um ritmo mais lento do que em 2018 (3,2%). Na União Europeia, a empresa prevê crescimento mais fraco na demanda doméstica e, também, na demanda de exportação. Por outro lado, a BASF supõe que os Estados Unidos apresentarão um crescimento sólido, embora o efeito estimulador da reforma tributária deva ser menos expressivo do que em 2018. O crescimento na China provavelmente continuará desacelerando, mas permanecerá alto em comparação com as economias avançadas. Por outro lado, há a expectativa de que a recuperação econômica no Brasil deve perseverar.

O panorama é baseado nas seguintes hipóteses econômicas adicionais para o ano de 2019:

  • Crescimento de 2,7% na produção global de químicos em 2019 (2018: +2,7%)
  • Preço médio do petróleo de US$70 por barril de Brent bruto
  • Taxa média de câmbio de U$$1,15 por euro

“Também esperamos que o crescimento nas indústrias de nossos clientes continue. Para o setor automotivo, prevemos uma ligeira recuperação após a menor produção que ocorreu no ano anterior”, disse Brudermüller. A perspectiva da BASF também leva em consideração que os conflitos comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais irão amenizar ao longo do ano, e que o Brexit ocorrerá sem grandes repercussões econômicas.

“Embora o ambiente seja desafiador e marcado por um alto nível de incerteza, pretendemos crescer de forma lucrativa. Esperamos um discreto aumento nas vendas, principalmente devido aos efeitos de portfólio. Queremos aumentar ligeiramente o EBIT. Além disso, prevemos que o retorno sobre o capital empregado (ROCE) seja um pouco maior do que o custo do percentual de capital, mas diminuirá um pouco em comparação ao patamar de 2018”, disse o presidente da Junta Diretiva da BASF.

Brudermüller enfatizou que os dois primeiros trimestres de 2019 serão relativamente fracos: “Em primeiro lugar, no primeiro semestre de 2018 ainda nos beneficiamos de margens elevadas dos isocianatos, o que aumenta a base de comparação. Em segundo lugar, os custos associados à implementação da nossa estratégia terão um impacto nos lucros, assim como um número maior de paradas programadas nas fábricas em relação ao ano anterior. Os fatores decisivos para alcançar nossas metas para 2019 são um melhor desempenho dos negócios, uma sólida demanda dos clientes, bem como as primeiras contribuições de nosso programa de excelência estratégica no segundo semestre do ano. As mudanças estruturais que iniciamos na BASF também resultarão em itens extraordinários negativos notavelmente mais altos em 2019.”

Fonte: BASF

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Covestro eleva dividendos após divugação do desempenho dos negócios em 2018

12/03/2019

  • Demanda crescente em um ambiente de mercado cada vez mais desafiador
  • Crescimento do volume principal mantido em 1,6%
  • Vendas totais sobem para 14,6 bi de euros
  • EBITDA cai para 3,2 bi de euros
  • Dividendos propostos de 2,40 de euros por ação
  • Cerca de 1,7 bi de euros devolvido aos acionistas por meio de recompra de ações e dividendos
  • Previsões para 2019 influenciadas por maior crescimento dos volumes e margens menores

A Covestro obteve fortes resultados em 2018, mesmo com desafios crescentes ao longo do ano. Os volumes principais subiram 1,6% e as vendas totais cresceram 3,4% para 14,6 bilhões de euros. Após um quarto trimestre mais fraco, a Covestro não pôde atingir o patamar de lucro do ano anterior, marcado por um ambiente comercial excepcionalmente positivo. Apesar da baixa dos preços de venda, aliada a margens em declínio no segundo semestre, a Covestro gerou um EBITDA de 3,2 bilhões de euros, 6,8% abaixo do ano recorde de 2017. A receita líquida atingiu 1,8 bilhão de euros (-9,3%). Com base nesse desempenho, a Covestro planeja elevar os dividendos em cerca de 9% para 2,40 euro por ação (ano anterior: 2,20 euro).

“A demanda por nossos materiais de alta tecnologia se mantém intacta. Esse é um forte alicerce para o nosso crescimento rentável no longo prazo, especialmente em um ambiente de mercado cada vez mais desafiador”, explica o CEO Dr. Markus Steilemann. “Lançamos iniciativas estratégicas importantes em 2018 para promover ativamente essa trajetória de crescimento. Elas incluem investimentos em segmentos comerciais específicos com potencial de demanda acima da média e foco reforçado em eficiência.”

Maior demanda e margens menores, ao mesmo tempo

Em um ano instável, a Covestro atingiu resultados sólidos também em números importantes em 2018. O fluxo de caixa operacional livre (FCO) caiu para 1,7 bilhão de euros devido a investimentos em alta. Com 29,5%, o retorno sobre o capital empregado (ROCE) ficou bem acima da média plurianual. A dívida financeira líquida manteve o nível baixo de 348 milhões de euros no final do ano fiscal de 2018.

“2018 foi um ano de sucesso para a Covestro, mesmo que, após um início forte, não tenhamos chegado perto do nosso ano recorde de 2017 no geral”, afirma o Dr. Thomas Toepfer, CFO da Covestro. “Os últimos dois anos foram marcados por margens atipicamente altas. Para 2019, esperamos que a demanda continue a crescer; no entanto, as margens cairão significativamente devido à pressão competitiva.”

Previsões influenciadas pela cenário competitivo

A Covestro antecipa um crescimento de meio dígito único no volume principal para 2019 como um todo. A expectativa é que o FCO fique entre 300 e 700 milhões de euros, enquanto a projeção para o ROCE é de 8% a 13%. Devido à elevada pressão competitiva, a Covestro espera registrar entre 1,5 e 2,0 bilhões de euros de EBITDA. No primeiro trimestre de 2019, antecipa-se cerca de 440 milhões de EBITDA.

Investimentos garantem crescimento no longo prazo

Em 2018, a Covestro deu passos estratégicos importantes para reforçar ainda mais a posição do Grupo perante a concorrência. Um elemento-chave são os investimentos a serem feitos em segmentos de crescimento rentável. O Grupo pretende construir uma nova planta de escala mundial para produzir o precursor de espuma rígida MDI em Baytown, Texas (EUA). Outro exemplo é a expansão das atividades produtivas da área de filmes especializados, que oferece altas margens, em quatro unidades no mundo. Simultaneamente, o objetivo é diversificar o portfólio do Grupo para garantir independência ainda maior de flutuações cíclicas. Hoje a Covestro gera mais de 50% das vendas do Grupo com negócios resilientes.

Foco reforçado em eficiência e eficácia

Por meio de um programa lançado em 2018, a Covestro aumentará seu foco na eficácia e na eficiência no futuro. Até no máximo 2021, estima-se que a economia de custos será da ordem de 350 milhões de euros por ano, com a meta de limitar o aumento dos custos operacionais. Esse objetivo será atingido principalmente com a intensificação de parcerias entre divisões e do uso de soluções digitais. Medidas iniciais serão implementadas nos próximos meses: será montado um departamento centralizado de marketing para consolidar as funções globais de marketing e comunicação dos segmentos.

Transformação digital ganha forma

Desde 2017, a empresa vem consolidando todas as atividades digitais no programa estratégico Digital@Covestro, com o objetivo de avançar na transformação digital do Grupo. Sucessos iniciais já se evidenciaram nos últimos meses, como a expansão de canais de vendas e marketing e o desenvolvimento de novas plataformas on-line de vendas. Desde 2018, uma equipe global de pesquisa e desenvolvimento está trabalhando para o desenvolvimento mais rápido e eficiente de aplicações, com o auxílio de sistemas informatizados de alto desempenho. Novas soluções de software para manutenção e reparo de equipamentos foram desenvolvidas na produção.

Recompra de ações concluída

Em 2018, a Covestro deu continuidade ao programa de recompra de ações iniciado no ano anterior. A companhia adquiriu ações em três etapas, totalizando mais de 9,8% do capital social e quase 1,5 bilhão de euros. Assim, considerando também os dividendos pagos, a Covestro ofereceu aos acionistas um retorno total de cerca de 1,7 bilhão de euros no último ano fiscal. Para a próxima Reunião Geral Anual, a diretoria planeja propor uma nova autorização para adquirir ações em tesouraria no montante de até 10% do capital social.

Crescimento de volume em todos os segmentos

O segmento de poliuretanos registrou desempenho estável nos volumes principais vendidos em 2018 com modesto crescimento de 0,8%. Em comparação com 2017, o EBITDA caiu 19,1% para 1.763 milhões de euros. Apesar da alta nos volumes totais e nos preços médios de venda que elevou os lucros no ano completo, essas elevações não foram capazes de compensar os efeitos negativos da concorrência cada vez mais intensa, especialmente no quarto trimestre de 2018. Além disso, houve efeitos positivos não recorrentes no ano fiscal de 2017, razão pela qual havia expectativa de queda do EBITDA em 2018.

Os volumes principais em policarbonatos subiram 3,0%. O EBITDA cresceu 21,5% para 1.036 milhões de euros. Uma tendência geral de margens positivas e aumento dos volumes totais elevou os lucros, assim como os recursos provenientes da venda do setor de chapas nos EUA. Ao longo do quarto trimestre de 2018, os lucros sofreram o impacto de um ambiente competitivo cada vez mais desafiador.

Os volumes principais no segmento Revestimentos, Adesivos e Especialidades subiram 2,5%. A alta nos preços de matérias-primas e os efeitos negativos do câmbio exerceram pressão sobre o EBITDA, que caiu 4,5% para 464 milhões de euros.

Concorrência intensificada e despesas excepcionais no quarto trimestre

No quarto trimestre de 2018, a Covestro atingiu um crescimento de volume de 1,7%. Ao mesmo tempo, o ambiente de mercado tornou-se significativamente mais desafiador. As vendas totais cederam 7,1%. Além da competição intensificada, efeitos não recorrentes como a alta dos custos de logística causadas pela baixa no nível do rio Reno e despesas relacionadas ao programa de eficiência em curso geraram impacto negativo. Como resultado, o EBITDA caiu 66,7% para 293 milhões de euros. A receita líquida caiu 86,0% para 79 milhões de euros (4º tri de 2017: 566 milhões de euros). Com 363 milhões de euros, o FCO ficou 44,6% abaixo do número do trimestre do ano anterior (655 milhões de euros).

A Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros, com atividades comerciais na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em segmentos como o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem cerca de 30 unidades produtivas no mundo todo e, no final de 2018, empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas (em equivalência à jornada integral).

Fonte: Assessoria de Imprensa – Covestro

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Grupo Solvay divulga resultados de 2018

12/03/2019

  • Empresa registra crescimento orgânico do EBITDA de 5,3% em relação ao ano anterior
  • Faturamento global alcançou 10,3 bilhões de euros
  • Na América Latina, a empresa faturou 1,2 bilhão de euros

O Grupo Solvay alcançou um faturamento de 10,3 bilhões de euros em 2018, registrando 5,7% de crescimento em relação a 2017, quando comparado com o mesmo escopo de atividades e sem efeito cambial, segundo anúncio feito em 28/2 pela companhia.

O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 2,23 bilhões de euros, com um aumento orgânico de 5,3% sobre 2017. A margem sobre o EBITDA em 2018 foi mantida em 22%, um índice altamente relevante para a indústria química em geral.

A empresa obteve em 2018 uma geração de caixa de 830 milhões de euros, uma expansão de 6,1% em relação a 2017. O lucro por ação ajustado de 10,57 euros aumentou 16% em relação ao ano anterior, principalmente devido à redução dos encargos financeiros.

Ao analisar os resultados de 2018, o CEO do Grupo Solvay, Jean-Pierre Clamadieu, disse que a empresa mais uma vez registrou um crescimento do EBITDA orgânico superior a 5%, graças ao crescimento em aplicações para mobilidade sustentável e eficiência de recursos.

Clamadieu disse que “esse desempenho e a transformação do Grupo nos levaram a superar todas as nossas metas financeiras e extrapatrimoniais de médio prazo estabelecidas em 2016. O lucro por ação cresceu anualmente em torno de 13% na média e o fluxo de caixa livre para os acionistas subiu no período de 148 milhões de euros para 725 milhões de euros”

Durante o anúncio dos resultados de 2018, Jean-Pierre Clamadieu se despediu do Grupo Solvay informando que seu mandato como CEO da empresa terminava na sexta-feira, 01 de março, e deu boas-vindas à nova CEO do Grupo, Ilham Kadri. “Ela iniciará um novo capítulo na extraordinária história da empresa, aproveitando o grande potencial de suas equipes e de seu portfólio, levando a Solvay a um novo patamar no setor industrial”, disse.

Crescem as vendas na América Latina

Na região da América Latina, o Grupo Solvay obteve um faturamento em 2018 da ordem de 1,2 bilhão de euros, cerca de 10% a mais do que em 2017. No Brasil, o faturamento do Grupo Solvay alcançou cerca de 840 milhões de euros. As exportações de produtos feitas a partir do Brasil somaram o total de US$ 215 milhões.

Segundo Daniela Manique, presidente do Grupo Solvay na América Latina, o bom desempenho deve ser creditado principalmente a uma atuação muito próxima dos clientes, ao lançamento de inovações e novas aplicações de produtos, além de programas de excelência operacional e de aumento de competitividade, mesmo em um cenário desafiador para o setor químico na região.

Os investimentos do Grupo Solvay na região estiveram em seu patamar histórico, em torno de 50 milhões de euros, que foram empregados principalmente em aumento de capacidade de produção em suas fábricas e desenvolvimento de novos produtos.

A empresa deve manter para 2019 o mesmo nível de investimentos, disse Daniela Manique, tendo em vista projetos que estão sendo realizados em suas unidades industriais. O Grupo Solvay atua na América Latina em diversas atividades do setor químico e de materiais avançados, contando com 13 unidades industriais (incluindo joint ventures) e escritórios comerciais em todos os países da região.

A Solvay é uma empresa de materiais avançados e de especialidades químicas cujos produtos e soluções são utilizados em aviões, automóveis, dispositivos inteligentes e instrumentos médicos, baterias, na extração de minerais e petróleo, entre muitas outras aplicações. A Solvay tem sede em Bruxelas e emprega 27.000 pessoas em 62 países. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Solvay

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