Archive for the ‘Balanço’ Category

Romi divulga crescimento expressivo nos indicadores do segundo trimestre de 2021

22/07/2021

Companhia registra entrada de pedidos de R$356,2 milhões, receita operacional líquida consolidada de R$351,4 milhões e EBITDA de R$66,5 milhões no segundo trimestre de 2021

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou no 2T21 uma receita operacional líquida consolidada de R$351,4 milhões, crescimento de 79,3% em relação ao 2T20. Com o maior volume de faturamento e o controle eficaz dos custos e despesas, o EBITDA, no 2T21, apresentou crescimento de 245,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Na Unidade de Máquinas Romi, a receita operacional líquida do 2T21 apresentou crescimento de 153,1% em relação ao 2T20, decorrente da retomada dos pedidos a partir de junho de 2020 e mais recentemente do mercado externo. A evolução da receita, aliada ao controle efetivo das despesas operacionais, resultou em uma expansão da margem operacional, que, nesse mesmo período de comparação, cresceu 15,5 p.p..

A Unidade de Fundidos e Usinados, no 2T21, alcançou um crescimento de 102,9% na receita operacional líquida em relação ao 2T20, com a continuidade nas entregas das peças de grande porte e da retomada dos demais segmentos. A margem operacional apresentou crescimento de 6,8 p.p., reflexo do maior volume de produção e da evolução na eficiência operacional.

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi, no 2T21, apresentou um crescimento de 100,4%, quando comparada ao 2T20, reflexo do ambiente muito favorável aos investimentos, da tecnologia embarcada nos produtos e das novas alternativas de negócios, como, por exemplo, a locação de máquinas.

A entrada de pedidos na Unidade de Fundidos e Usinados, no 2T21, apresentou um crescimento de 63,4%, quando comparada ao 2T20, reflexo da continuidade dos pedidos das peças de grande porte para o setor de energia e da retomada de todos os demais segmentos industriais atendidos por essa unidade.

A entrada de pedidos acumulada em 2021 na Unidade Burkhardt+Weber, atingiu R$80,2 milhões, crescimento de 297,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo da retomada dos projetos antes paralisados em virtude da pandemia.

A carteira de pedidos total da Companhia, ao final do 2T21, apresentou crescimento de 68,8% em relação ao 2T20.

“O ano de 2021 continua indicando um ambiente favorável para a realização de investimentos, conforme iniciado em meados de 2020 e, mais recentemente, no mercado externo. Essa recuperação importante no volume de negócios pode ser notada na entrada de pedidos de Máquinas Romi. O atual nível de juros, assim como o patamar cambial, estimula a indústria nacional e o país em geral a alocar uma maior parcela do capital na economia produtiva, na busca por uma maior produtividade e preservação da competitividade. Diante dos sinais mais concretos dessa retomada ocorrido em 2020, a Companhia se preparou, principalmente, em relação aos pedidos de matérias-primas e componentes junto à cadeia de suprimentos, o que nos tem permitido atender as demandas dos nossos clientes. A Romi está preparada para continuar apoiando seus clientes com produtos de alta tecnologia e com prazos competitivos, adequados às necessidades do mercado”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, Diretor-Presidente da Romi.

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RadiciGroup apresentou faturamento de 1 bilhão de euros em 2020

03/07/2021

  • 2021 abre com resultados positivos.
  • Faturamento consolidado: 1.019 milhões de euros
  • EBITDA: 173 milhões de euros (+4,4% em relação a 2019)
  • Lucro líquido do ano exercício: 87 milhões de euros (+8,1% em relação a 2019)
  • Investimentos equivalentes a 50 milhões de euros para atualização tecnológica e sustentabilidade

O RadiciGroup , empresa italiana nascida em Bérgamo, atuante nos negócios de química, polímeros técnicos, fibras e não-tecidos, fechou o exercício de 2020 com um faturamento consolidado de 1.019 milhões de euros, contendo a queda em relação a 2019 em -6,7%. Por sua vez, o EBITDA alcançou 173 milhões de euros, um acréscimo de +4,4% em relação ao ano anterior, e o lucro do ano exercício, líquido de depreciações e amortizações, fechou em 87 milhões de euros (+8,1% em relação a 2019).

Também durante o ano passado, inevitavelmente influenciado pelo alastramento da pandemia e pelas medidas introduzidas para a sua contenção, o Grupo continuou a prosseguir a estratégia de focalizar em seus core businesses considerados estratégicos e sinérgicos como a química do nylon, os tecnopolímeros e as soluções têxteis avançadas.

De um modo geral, em 2020 o andamento do Grupo acompanhou a evolução da propagação da pandemia, registando uma queda acentuada da procura durante a primeira parte do ano, após a introdução de medidas de bloqueio, seguida por uma recuperação moderada entre setembro e novembro, parcialmente desacelerada pela retomada das infecções em dezembro. A área têxtil foi caracterizada por um maior sofrimento em comparação com as outras áreas do Grupo, em linha com a tendência de todo o setor a nível nacional.

O ano de 2021 começou com resultados positivos: no primeiro trimestre, o volume de faturamento e a margem operacional bruta cresceram em quase todos os setores de negócio, apesar do forte aumento dos custos das matérias-primas registrado precisamente neste período.

“2020 foi certamente um ano complexo sob vários pontos de vista – declarou Angelo Radici, Presidente do RadiciGroup -, mas conseguimos limitar o impacto negativo da pandemia e obter resultados satisfatórios que confirmam a nossa competitividade no mercado. O novo ano se abre com o desafio de podermos aproveitar plenamente o potencial de recuperação da atividade econômica e, apesar de um cenário global ainda incerto, estamos confiantes de que, alavancando nossa solidez e eficiência e focando em produções de maior valor agregado, em uma maior flexibilidade de produção e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, poderemos continuar a oferecer aos nossos clientes soluções de alto desempenho, trabalhando juntos em projetos cada vez mais inovadores e sustentáveis”».

Apesar do período particularmente difícil, também em 2020, em linha com as tendências dos anos anteriores, o RadiciGroup afirma ter mantido o compromisso de garantir a competitividade das empresas, através de um plano de investimento de 50 milhões de euros que visa manter a atualização tecnológica e a flexibilidade das fábricas, além da sustentabilidade dos processos e produtos.

“Nos últimos cinco anos -sublinhou Alessandro Manzoni, CFO do RadiciGroup-, investimos mais de 240 milhões de euros que nos permitiram enfrentar os desafios tecnológicos colocados pelo mundo industrial. Tudo isso mantendo sempre sob controle o endividamento e terminando 2020 com uma posição financeira líquida positiva e com todos os indicadores de capital em melhoramento. Estamos, portanto, prontos para aproveitar novas oportunidades de crescimento e buscar outros objetivos de desenvolvimento sustentável: nessa direção, será necessário capital para investir e o financiamento será um elemento essencial da sustentabilidade”.

O RadiciGroup afirma que o seu ponto forte é a atenção à inovação e à sustentabilidade: neste contexto, o consórcio sem fins lucrativos Radici InNova, criado em 2019 para gerir e coordenar todas as atividades de P&D do Grupo, tornou-se plenamente operacional com o ano exercício de 2020 e começou a testar uma série de projetos de importância estratégica para o Grupo.

Entre estes, está o desenvolvimento de materiais para o setor médico, uma iniciativa criada para dar suporte a comunidades locais em março de 2020, em um momento de dificuldade pela falta de equipamentos de proteção individual, que em um pouco tempo foi organizado de forma estruturada. Ainda na área de novas aplicações, foram lançados projetos que visam o desenvolvimento de novos materiais para os setores automotivo, de manufatura aditiva / impressão 3D, assim como materiais derivados de projetos de economia circular destinados ao segmento têxtil e dos tecnopolímeros. Outra área de projeto diz respeito ao estudo para o desenvolvimento de poliamidas a partir de fontes renováveis.

Com mais de 3.000 funcionários, um faturamento de 1.019 milhões de euros em 2020 e uma rede de fábricas e sedes comerciais localizados entre a Europa, a América do Norte e do Sul e a Ásia, o RadiciGroup é hoje uma empresa líder na produção de uma vasta gama de produtos químicos, polímeros de poliamida, tecnopolímeros de alto desempenho e soluções têxteis avançadas, entre as quais fios em nylon, em fios em poliester, fios provenientes da recuperação e de fontes bio, não tecidos, dispositivos de proteção em âmbito sanitário. Graças à integração vertical no setor de poliamida, os produtos da Radici são empregados em múltiplos setores industriais, entre os quais: Automotivo, Elétrico/Eletrônico, Bens de consumo, Vestuário, Mobiliário, Imobiliário, Eletrodomésticos e Esportivo.

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Braskem tem lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021

13/05/2021

A Braskem registrou no primeiro trimestre resultados positivos. Foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento no resultado operacional recorrente, somado a uma redução da alavancagem, ao crescimento do lucro líquido e ao aumento de receita líquida de vendas. O resultado operacional recorrente foi de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre, 54% acima do trimestre anterior, em função principalmente dos melhores spreads internacionais utilizados como referência no Brasil, nos EUA, na Europa e no México, além de maior volume de vendas nos EUA e na Europa;

  • A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/resultado operacional recorrente, em dólares, foi de 1,8x, menor 39% do que a medida no quarto trimestre de 2020 e menor 69% do que no primeiro trimestre do ano passado;
  • O lucro líquido foi de R$ 2,5 bilhões, 195% superior ao trimestre anterior;
  • A receita líquida de vendas foi de R$ 22,7 bilhões, crescimento de 21% em relação ao trimestre anterior e 80% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2020.

“O primeiro trimestre termina com a Braskem em uma posição financeira sólida em função, principalmente, da evolução contínua dos resultados da companhia. Estamos mantendo o foco na busca para retornar ao nível de grau de investimento pelas agências de crédito”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Outro ponto de destaque da Braskem é o engajamento social neste momento de pandemia. “Iniciamos uma nova campanha de doação e solidariedade para minimizar o impacto causado pela pandemia. A sociedade precisa de todos nós neste momento”, completa Simões.

A Braskem está distribuindo 48 mil cestas básicas, 25 mil kits de limpeza e 3 toneladas de hortifrútis nas comunidades próximas às suas instalações e que foram diretamente afetadas pela crise social, causada pela pandemia da Covid-19. Ao todo, a companhia destinará neste ano R$ 15 milhões para iniciativas e parcerias em diversos estados do Brasil.

Em fevereiro, a companhia firmou parceria estratégica com a maior empresa global de logística, a A.P. Moller – Maersk, e a PSA Corporation Ltd (PSA), uma das maiores operadoras portuárias no mundo, para a utilização de seus terminais em Cingapura e iniciar operação de transbordo para servir o continente asiático. O acordo permitirá à companhia fornecer aos seus clientes na Ásia acesso regular ao portfólio de polímeros, em mais um passo para a diversificação geográfica da Braskem.

A Braskem conquistou em 2021 a certificação como Operador Econômico Autorizado (OEA) – Modalidade Conformidade, concedida pela Receita Federal do Brasil. Ser um operador OEA é ser reconhecido internacionalmente por adotar processos de gestão, que minimizam os eventos de riscos existentes em suas operações de importação e que cumprem voluntariamente critérios de conformidade, confiabilidade e segurança aplicados à cadeia logística global, assim como obrigações tributárias e aduaneiras.

Além disso, foi iniciada a operação do complexo eólico de Folha Larga Norte, em Campo Formoso (BA), um empreendimento da EDF Renewables viabilizado pelo contrato de fornecimento de 20 anos para a Braskem. O uso de energia renovável é parte essencial do compromisso da Braskem de se tornar carbono neutro até 2050 e a parceria com a EDF Renewables vai significar uma redução de 280 mil toneladas de CO2 ao longo do contrato.

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Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis Tem Resultado Abaixo do Esperado no 1o. Trimestre de 2021

13/05/2021

A economia brasileira segue em ritmo de incertezas, principalmente em razão da pandemia da Covid-19 e já há reflexos desta situação na indústria de embalagens plásticas flexíveis. Pesquisa feita pela Maxiquim, com exclusividade para a ABIEF, indica que, apesar dos principais usuários de embalagem terem apresentado um bom comportamento no mês de janeiro, houve queda na maioria dos setores em fevereiro e o mês de março também fechou com variações negativas, comprometendo o resultado trimestral.

Assim, estima-se que no primeiro trimestre de 2021 a indústria de embalagens flexíveis tenha apresentado produção inferior ao trimestre anterior, com uma queda aproximada de 1%, fechando em 493 mil toneladas produzidas. Por aplicação, este volume foi dividido em embalagens multicamadas, com 165 mil ton; monocamada, 157 mil ton; shrink, 70 mil ton; stretch, 54 mil ton; sacolas e sacos, 40 mil ton; outros, 7 mil ton.

Os setores que mais puxaram o desempenho inferior foram bebidas, produtos de limpeza e agropecuária. O setor de alimentos continuo líder no consumo de flexíveis com 228 mil ton, seguido por aplicações industriais, 93 mil toneladas; bebidas, 50 mil ton; descartáveis, 40 mil ton; limpeza doméstica, 27 mil ton; higiene pessoal, 20 mil ton; e agropecuária, 17 mil ton. O restante ficou dividido entre pet food e outras aplicações menores.

“Sabemos ainda que a baixa disponibilidade de resinas, tanto no mercado local quanto no internacional, prejudicou o setor. A nevasca que atingiu o Texas em fevereiro prejudicou muito a produção de polietileno (PE) e de polipropileno (PP) nos Estados Unidos e essas unidades ainda não retomaram a totalidade de sua produção. E como os EUA são um importante fornecedor para o Brasil, a disponibilidade de resinas ficou limitada, aumentando os preços que já estavam altos. O setor de transformação sentiu uma redução significativa de margem, por não conseguir repassar os aumentos integralmente”, comenta o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

As vendas internas de poliolefinas caíram 2% no 4T de 2020 na comparação com o trimestre anterior, mas houve um aumento de 25% na comparação com o 4T 19. Para o 1T de 2021, o estudo da Maxiquim estima um aumento aproximado de 2% no comparativo com o trimestre anterior e de 19% na comparação com o 1T de 2020. A baixa disponibilidade de resinas segue no mercado internacional, principalmente nos EUA, ainda por conta dos eventos climáticos que diminuíram o excedente de resinas dedicado à exportação para a América Latina. “Sabemos que internamente, a disponibilidade de matéria-prima também está menor que o usual, como resultado das paradas programadas na principal petroquímica”, conclui Rogério Mani.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Lanxess divulga resultados de 2020 e previsões para 2021

04/04/2021

• As vendas diminuíram 10,3% com relação ao ano anterior, para EUR 6,1 bilhões
• EBITDA pré-excepcionais no limite superior da faixa guiada em EUR 862 milhões
• Margem EBITDA pré-excepcionais em positivos 14,1%
• Proposta de dividendos para o ano fiscal de 2020: EUR 1,00
• Ano fiscal de 2021 caracterizado pelo crescimento

A Lanxess está começando o novo ano fiscal de 2021 com confiança: A empresa de especialidades químicas espera que muitos de seus clientes industriais se recuperem e, portanto, antecipa EBITDA pré-excepcionais entre EUR 900 milhões e EUR 1 bilhão para o ano inteiro.

A Lanxess se mostrou robusta no ano fiscal de 2020, mesmo com o ano dominado pela pandemia de coronavírus. A empresa de especialidades químicas atingiu EBITDA pré-excepcionais de EUR 862 milhões, apenas 15,4% abaixo do valor do ano anterior de EUR 1,019 bilhão. Os ganhos estão, portanto, no limite superior da faixa guiada entre EUR 820 milhões e EUR 880 milhões. Em 26 de janeiro, o Grupo divulgou números preliminares para o quarto trimestre, depois que muitos negócios se desenvolveram melhor do que o esperado. A margem EBITDA pré-excepcional atingiu os encorajadores 14,1%, contra 15,0% do ano anterior.

“Tivemos um bom desempenho no ano pandêmico de 2020, com um bom resultado no quarto trimestre. Nossa margem de lucro mostra que a posição estável do Grupo está resistindo ao teste da crise. Gostaria de agradecer a toda a equipe da Lanxess, que fez todo o possível neste ano difícil para manter o negócio funcionando”, disse Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess AG. “Com essa equipe e nossa posição forte, podemos enfrentar 2021 com otimismo e nos concentrar totalmente no crescimento.”

Com EUR 6,104 bilhões, as vendas do Grupo Lanxess em 2020 diminuíram 10,3% em relação ao valor do ano anterior de EUR 6,802 bilhões. O lucro líquido de operações contínuas aumentou acentuadamente para EUR 908 milhões, após EUR 240 milhões no ano anterior. Isso se deve ao produto da venda de sua participação na operadora do parque químico Currenta, que a Lanxess concluiu no final de abril. Os passivos financeiros líquidos * diminuíram de EUR 1,742 bilhões no final de 2019 para EUR 1,012 bilhões em 31 de dezembro de 2020.

Apesar da pandemia de coronavírus: dividendo deve aumentar novamente

O dividendo também deve ser aumentado novamente para o ano excepcional de 2020. O Conselho de Administração e Conselho de Supervisão irá propor um dividendo de EUR 1,00 por ação – cerca de 5% a mais do que no ano anterior – para a Assembleia Anual de Acionistas, que irá ser realizada virtualmente em 19 de maio de 2021. Isso corresponde a um pagamento total de cerca de EUR 87 milhões.

Portfólio de reestruturação continua:  sinais apontam para crescimento

Com as vendas dos negócios de membrana, produtos químicos de cromo e o anúncio da venda do negócio de produtos químicos para couro, em 2020, a Lanxess desinvestiu sistematicamente em áreas que não cabiam mais no foco estratégico de produtos químicos especiais. O Grupo lançou assim as bases para um desenvolvimento mais lucrativo. A venda de sua participação na operadora do parque químico Currenta também proporcionou uma sólida base financeira.

Em 2021, todos os sinais apontam para crescimento – com foco em negócios com produtos de proteção ao consumidor. Em poucas semanas, a Lanxess anunciou três aquisições nesta área. Com a compra da especialista francesa em biocidas INTACE já concluída, a empresa de especialidades químicas ampliou sua linha de fungicidas para papel e embalagens. No futuro, a Lanxess expandirá significativamente sua oferta para o crescente mercado de higiene animal com o portfólio do fornecedor de desinfetantes e higiene Theseo. A transação deve ser concluída no segundo trimestre de 2021.

Em meados de fevereiro de 2021, a empresa de especialidades químicas anunciou a segunda maior aquisição de sua história. Ao adquirir o grupo norte-americano Emerald Kalama Chemical, a Lanxess pode fortalecer ainda mais seu segmento de Proteção ao Consumidor e explorar novos campos de aplicação com altas margens, como a indústria de alimentos e saúde animal. O Grupo espera que a transação seja concluída no segundo semestre do ano após as aprovações regulatórias.

“Os produtos de proteção ao consumidor são caracterizados por taxas de crescimento atraentes e margens fortes. Queremos crescer nesta área e começamos a trabalhar nisso desde o início do ano,” disse Zachert.

Desenvolvimento de segmento em 2020: Proteção ao Consumidor tem performance forte

O desempenho de vendas e lucros no segmento de Intermediários Avançados foi influenciado pela pandemia de coronavírus em 2020 como um todo. A fraca demanda e preços mais baixos tiveram um efeito negativo nesta unidade de negócios em particular. As vendas caíram 11,2%, de EUR 2,251 bilhões para EUR 1,999 bilhão. Em EUR 336 milhões, o EBITDA pré-excepcional foi 12,3% menor do que o valor do ano anterior de EUR 383 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional ficou quase estável em 16,8%, contra 17,0% no ano anterior.

No segmento de aditivos especiais, os volumes de vendas – especialmente nas indústrias automotiva e de aviação – também diminuíram significativamente devido à pandemia de coronavírus. As taxas de câmbio também afetaram negativamente as vendas e os lucros. Em EUR 1,728 bilhão, as vendas caíram 12,1% em relação ao valor do ano anterior de EUR 1,965 bilhão, em parte devido aos preços de venda ligeiramente mais baixos. EBITDA pré-excepcional caiu 19,5%, de EUR 353 milhões para EUR 284 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional para o ano fiscal de 2020 ficou em 16,4%, contra 18,0% no ano anterior.

Os negócios do segmento de Proteção ao Consumidor, recém-criados em 2020, tiveram um forte desempenho ao longo do ano. Isso foi impulsionado por fortes negócios de agroquímicos em Saltigo e boa demanda por desinfetantes. O efeito positivo do portfólio da aquisição da fabricante brasileira de biocidas IPEL também mais do que compensou os efeitos adversos da taxa de câmbio. As vendas totalizaram EUR 1,110 bilhão, 5,7% acima do valor do ano anterior de EUR 1,050 bilhão. EBITDA pré-excepcional cresceu 17,7% de EUR 198 milhões para EUR 233 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional atingiu fortes 21,0%, contra 18,9% um ano atrás.

No segmento de Materiais de Engenharia, as vendas e os lucros foram afetados pela fraca demanda da indústria automotiva no primeiro semestre do ano. As vendas caíram 17,9% de EUR 1,450 bilhão para EUR 1,190 bilhão, em parte devido aos preços de venda mais baixos e efeitos negativos da taxa de câmbio. EBITDA pré-excepcional caiu 36,6%, de EUR 238 milhões para EUR 151 milhões. Além da demanda fraca, os ganhos também foram reduzidos por uma paralisação significativa para manutenção planejada e dificuldades com a subsequente retomada da produção na Bélgica. A margem EBITDA pré-excepcional de 12,7% ficou abaixo da cifra de 16,4% registrada no ano anterior

A Lanxess é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 6,1 bilhões em 2020. A empresa tem atualmente cerca de 14.300 funcionários em 33 países. O principal negócio da Lanxess é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de intermediários químicos, aditivos, especialidades químicas e plásticos. A Lanxess está listada nos principais índices de sustentabilidade, Dow Jones Sustainability Index (DJSI World e Europa) e FTSE4Good.

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Indústria brasileira de embalagens plásticos flexíveis fecha 2020 com alta no faturamento, produção e consumo per capita

21/03/2021

Apesar do ano de 2020 ter sido conturbado em função da pandemia, a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis registrou alta de 5,4% no volume produzido em comparação com o ano anterior. Conforme mostra estudo realizado para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) pela Maxiquim, a produção atingiu 2,088 milhões de toneladas. O faturamento mostrou um desempenho também positivo, com alta de 30%, chegando a R$ 27,7 bilhões.

Também foram registradas altas no consumo aparente (7,2%) e no consumo per capita (6,3%) de embalagens plásticas flexíveis. O consumo aparente subiu de 1,910 milhão de toneladas, em 2019, para 2,046 milhões de t em 2020. Já o consumo per capita em 2020 chegou a 9,7 Kg/habitante contra 9,1 Kg/hab em 2019.

“Sem dúvida nossa indústria teve um desempenho acima da média de outros setores produtivos. Mas isto só aconteceu porque, desde o início da pandemia, as empresas do setor agiram rápido e se adequaram ao novo cenário para evitar que setores estratégicos como alimentos, medicamentos e bebidas não ficassem desabastecidos de embalagens e que o consumidor final não sofresse com a falta de produtos”, pondera o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

Rogério lembra ainda que a evolução da produção de embalagens flexíveis foi sentida em praticamente todos os trimestres de 2020, exceto nos últimos três meses do ano. Já o consumo aparente oscilou, mas manteve-se em alta em todos os trimestres. “Vimos que tanto a produção como o consumo se comportaram melhor no segundo semestre de 2020”, completa o Presidente da ABIEF.

Um recorte no estudo da Maxiquim mostra que o principal mercado para as embalagens plásticas flexíveis em 2020 continuou sendo a indústria de alimentos, que consumiu 826 mil ton do total das 2,088 milhões de ton de embalagens flexíveis produzidas. Na sequência, vieram as aplicações industriais, com 371 mil toneladas, seguidas por descartáveis (239 mil ton); bebidas (200 mil ton); agropecuária (172 mil ton); higiene pessoal (101 mil ton); limpeza doméstica (101 mil ton); pet food (45 mil ton); e outros (32 mil ton).

O market share por aplicação estabeleceu a liderança para as embalagens multicamadas, com 693 mil ton. Na sequência: monocamada, 602 mil ton; shrink, 279 mil ton; sacolas e sacos, 238 mil ton; stretch, 216 mil ton; e outros, 60 mil ton.

As resinas PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) foram as mais usadas em 2020 pela indústria de flexíveis, totalizando 1,535 mil ton. O PP (polipropileno) aparece em segundo lugar com 324 mil ton e o PEAD (polietileno de alta densidade) vem em seguida, com 229 mil ton. “Aqui vemos uma certa ‘dança’ dos números, principalmente pela falta de matéria-prima e pelo aumento do seu preço, especialmente a partir do segundo semestre de 2020”, avalia Rogério.

Diferentemente do que vinha acontecendo em outros anos, em 2020 a balança comercial do setor não foi positiva, caindo 42%. Isto porque as importações, em toneladas, cresceram 8% e as exportações recuaram 18%; em faturamento as importações caíram 3% e as exportações caíram 5%, registrando, respectivamente, receitas de US $ 217 milhões e de US$ 226 milhões.

2020 também foi marcado como o ano em que as embalagens flexíveis aumentaram sua participação no universo dos transformados plásticos, passando de 28% (2019) para 31%, num volume total transformado de 6,781 milhões de toneladas. Das 572 mil ton de produtos plásticos transformados importados no ano passado, 65 mil ton corresponderam a embalagens flexíveis.

“Estes números revelam que a indústria de embalagens plásticas flexíveis consegue um bom desempenho inclusive em momento críticos, como foi 2020. Mas há sérias preocupações em relação a 2021. O setor teme não conseguir driblar uma possível falta de matéria-prima e, principalmente, nossa indústria não tem mais como absorver aumentos no preço das resinas termoplásticas. Por isso o principal conselho que damos para os associados da ABIEF é: cautela. Avaliem cuidadosamente o cenário, quase que diariamente e, mais do que nunca, pensem como uma cadeia, onde a ação de um dos elos poderá ter uma influência significativa no desempenho dos demais. Precisamos agir juntos e encontrar soluções para mantermos nossa indústria ativa e atendendo às demandas da sociedade e dos vários mercados.”, finaliza Rogério.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também incorpora às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, compreendendo fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Braskem registra prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões no ano de 2020

11/03/2021

A Braskem divulgou o balanço de 2020, indicando um resultado operacional recorrente de R$ 11 bilhões no ano, 86% superior ao de 2019, devido, principalmente, aos melhores spreads de resinas no mercado internacional em função da alta demanda global e ao aumento no volume de vendas de resinas no Brasil. A receita de vendas chegou a R$ 58 bilhões, num crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, a alavancagem corporativa apresentou uma redução importante e terminou o ano em 2,94x, afirma a empresa.

“Nosso principal foco continua sendo manter um alto padrão de segurança e com atenção constante à saúde das pessoas para atendermos os clientes. Estamos trabalhando para superar o momento tão difícil que o mundo atravessa com a pandemia do Covid-19 e seguimos firmes no propósito de solucionar os desafios que a Braskem enfrenta, como a desalavancagem da Companhia, para voltarmos a ser uma empresa com grau de investimento”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em dezembro, a Braskem concluiu um importante avanço em relação ao evento geológico de Alagoas e seus potencias impactos, com a celebração dos acordos para compensação dos moradores e para reparação socioambiental. Após a homologação dos acordos com as autoridades competentes, as ações civis públicas contra a Braskem relacionadas à compensação dos moradores e à reparação socioambiental no contexto do evento geológico em Alagoas foram extintas.

A Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões no ano. Segundo a empresa, o prejuízo resultou principalmente das provisões referentes ao evento geológico de Alagoas, no montante de R$ 6,9 bilhões, e do impacto da variação cambial no resultado financeiro dada a depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida de US$ 3,4 bilhões.

Em 2020, a Braskem anunciou a ampliação dos seus esforços para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050 e de diminuir em 15% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de ampliar seu portfólio para, até 2025, ter 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado; alcançando 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. A empresa também afirmou que vai trabalhar para que nos próximos dez anos haja o descarte adequado de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos.

Nesse contexto, no quarto trimestre de 2020, as vendas de produtos reciclados atingiram cerca de 6 mil toneladas, um aumento de 310% em relação ao trimestre anterior. No ano, a taxa de utilização de eteno verde foi de 87%, aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2019, e as vendas de PE Verde chegaram ao patamar de 170 mil toneladas, aumento de 5% em relação ao ano anterior, sendo os dois valores recordes históricos desde o início da operação de biopolímeros da Companhia em 2010.

Em energia, a Braskem reforçou sua estratégia de ter uma base cada vez maior de fontes renováveis. No ano passado, anunciou contratos de longo prazo importantes para compra de energia renovável, como o firmado com a Canadian Solar Inc., uma das maiores empresas do ramo solar do mundo. Esse acordo viabiliza a construção de uma usina no norte de Minas Gerais com capacidade instalada de 152 MWp, o suficiente para abastecer uma cidade de 430 mil habitantes. Em outro acordo, com a Voltalia, a compra de energia solar pela Braskem ajudou a viabilizar a expansão do complexo solar Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, que terá capacidade para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Já em 2021, A Braskem assinou contrato para aquisição de energia eólica da Casa dos Ventos, uma das pioneiras e maiores investidoras no desenvolvimento de projetos do segmento no Brasil.

Um importante destaque de 2020 foi a renovação dos contratos de fornecimento de nafta, etano e propano no Brasil com a Petrobras, por um prazo de cerca de 5 anos, garantindo a continuidade operacional das unidades no Brasil pelos próximos anos.

Houve também a retomada da produção de cloro-soda e dicloretano da unidade (foto) localizada no bairro do Pontal da Barra, em Maceió, que estava paralisada desde maio de 2019. Para o retorno da planta de cloro-soda, a Braskem concluiu o projeto para a produção de salmoura como matéria-prima a partir da aquisição de sal importado, o que permite a volta da produção integrada de PVC e soda cáustica.

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Covestro divulga resultados de 2020

24/02/2021

  • Queda de 5,6% nos volumes principais de vendas
  • Vendas totais de cerca de 10,7 bi de euros (-13,7%)
  • EBITDA confirma previsão, com cerca de 1,5 bi de euros (-8,2%)
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 530 mi de euros (+12,1%)
  • Dividendos propostos de 1,30 de euros; nova política de dividendos
  • Realinhamento da estratégia para se tornar totalmente circular
  • 2021: expectativa de ano fiscal acima do nível pré-pandemia

Apesar de um quarto trimestre bem-sucedido, o Grupo Covestro não conseguiu compensar totalmente as enormes quedas relacionadas à pandemia ocorridas nos primeiros seis meses do ano passado. Em 2020, os volumes principais de vendas do Grupo caíram 5,6% em relação ao período do ano anterior. As vendas totais também diminuíram, com queda de 13,7% em relação ao último ano, para aproximadamente 10,7 bilhões de euros. Com a implementação de amplas medidas de corte de custos, a Covestro conseguiu limitar a queda do EBITDA a 8,2% em relação ao ano anterior, cumprindo as previsões para o ano fiscal de 2020 com aproximadamente 1,5 bilhão de euros (ano anterior: aprox. 1,6 bilhão de euros). A receita líquida totalizou 459 milhões de euros (-16,8%) e o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) subiu para 530 milhões de euros (+12,1%).

“Conseguimos fechar com sucesso esse ano tão fora da normalidade, mantendo nossa capacidade de reação em todos os momentos. Tomamos uma ampla gama de medidas para proteger nossos colaboradores, manter as cadeias de fornecimento ativas e expandir nossa posição de forte liquidez”, afirma o CEO Markus Steilemann. “Assim, conseguimos atingir nossas metas estratégicas no ano fiscal de 2020. Definimos nossa visão para nos tornarmos totalmente circulares e demos um grande passo nessa direção, com o anúncio da aquisição do negócios de Resinas e Materiais Funcionais da DSM.”

No início do ano, a Covestro anunciou o plano de tornar-se totalmente circular. Para concretizar essa visão de longo prazo e implementar a circularidade em todas as suas áreas de atividades, o Grupo decidiu se concentrar em quatro tópicos: matérias-primas alternativas, reciclagem inovadora, soluções colaborativas e energias renováveis.

“As medidas decisivas que tomamos precocemente contribuíram muito para a entrega de fortes resultados. Apoiados por uma recuperação significativa na demanda a partir de meados do ano, retomamos a nossa trajetória de crescimento no segundo semestre de 2020 e geramos receita quase no mesmo nível do ano anterior”, diz o CFO Thomas Toepfer. “Em um ambiente ainda caracterizado pela incerteza, mantemos a atenção aos custos e continuamos a fortalecer nossa eficiência. Além disso, nos focalizaremos ainda mais em nossos clientes, a fim de gerar valor.”

Para se posicionar de maneira mais robusta na esteira da pandemia do coronavírus e garantir reservas de liquidez, a Covestro implementou numerosas medidas adicionais de corte de custos no último ano. Como resultado, o Grupo economizou um total de 360 milhões de euros a curto prazo. O programa de eficiência “Perspective”, lançado em 2018 e encerrado em 2020, também contribuiu com uma economia de 130 milhões de euros no ano fiscal de 2020.

A Covestro também buscou tomar vários tipos de medidas de financiamento em 2020. Desta forma, o Grupo alinhou seus instrumentos financeiros ao seu desempenho de sustentabilidade onde possível, destacando assim seu compromisso para tornar-se mais sustentável. O empréstimo de 2,5 bilhões de euros, assinado em março de 2020, foi atrelado ao seu rating ESG (Environment, Social, Governance), por exemplo. Quanto melhor o desempenho em ESG da Covestro, menor será o componente de juros do empréstimo.

Realinhamento da estratégia: visão como princípio norteador

Com a clara meta de tornar-se totalmente circular e como resposta para as constantes transformações do mercado, a Covestro realinhou a estratégia do Grupo.

Esse esforço concentra-se em um maior foco no cliente e no crescimento sustentável. A partir de 1º de julho de 2021, a Covestro administrará seus negócios com uma nova e personalizada estrutura centrada em sete entidades de negócios alinhadas às necessidades do cliente e ao cenário competitivo. Além disso, o Grupo irá operar em duas áreas de negócios distintas, “Materiais de Performance” e “Soluções e Especialidades”.

Materiais de Performance: Esta área será constituída por uma entidade de negócios formada por Policarbonatos, Uretanos Padrão e Químicos Básicos.

Soluções e Especialidades: Esta área será constituída por seis novas entidades de negócios chamadas Uretanos Personalizados, Revestimentos e Adesivos, Plásticos de Engenharia, Filmes Especiais, Elastômeros e Poliuretanos Termoplásticos.

Com isso, a Covestro está alinhando de forma consistente seus produtos e processos às necessidades dos seus clientes com um foco ainda maior no tema de sustentabilidade, de forma rentável. No futuro, o Grupo aplicará critérios de sustentabilidade com ainda mais rigor ao realizar investimentos, aquisições e atividades de P&D. Como parte da sua transição para uma economia circular, a Covestro também está expandindo seu portfólio de produtos circulares.

“Nossa visão de nos tornarmos totalmente circulares está guiando a nova estratégia do Grupo. A nova estrutura cria um ponto de partida ideal para o futuro e nos posicionará para nos tornarmos significativamente mais competitivos”, segundo Steilemann. “Isso nos permitirá atender melhor às necessidades dos nossos clientes, tornar nossa empresa mais eficiente e eficaz e gerar um crescimento sustentável. Estamos realmente avançando na transformação para uma economia circular.”

Nova política de dividendos com maior foco em receita

A Covestro está adotando novas bases para o pagamento dos seus dividendos. A política de dividendos passa a se basear mais na receita do Grupo, com o percentual de dividendos perfazendo de 35% a 55% da receita líquida gerada pelo grupo. “Essa política de dividendos está mais atrelada à posição financeira geral da Covestro e nos permitirá elevar os dividendos em anos com receitas fortes”, diz Toepfer. Com base na performance atual, a Covestro planeja distribuir dividendos de 1,30 euro por ação pelo ano fiscal de 2020. Isso corresponde a um índice de distribuição de 55%.

Previsão para 2021: expectativa de ano fiscal acima do nível pré-pandemia de 2019

Para o ano fiscal de 2021, a Covestro espera um crescimento do volume principal entre 10% e 15%. Atribui-se cerca de 6% desse número à aquisição planejada do negócio de Resinas e Materiais Funcionais (RFM) da DSM. Além disso, a Covestro prevê que o FOCF fique entre 900 milhões e 1,4 bilhão de euros, com ROCE de 7% a 12%. Antecipa-se que o EBITDA do Grupo para o ano completo de 2021 fique entre 1,7 bilhão e 2,2 bilhões de euros. No primeiro trimestre de 2021, a projeção do EBITDA está na faixa de 700 a 780 milhões de euros.

Recuperação de demanda em todos os segmentos no segundo semestre de 2020

O segmento de Poliuretanos sofreu uma queda de 6,1% nos volumes principais de vendas no ano fiscal de 2020. Após uma queda de demanda em decorrência da pandemia no primeiro semestre do ano, notou-se uma melhora significativa no segundo semestre. Esse fenômeno, somado a uma posição competitiva vantajosa, levou a um aumento nos volumes principais de vendas. As vendas caíram 13,1% para 5,0 bilhões de euros no ano completo, principalmente devido à baixa dos preços médios de venda no ano e à queda nos volumes totais vendidos. O EBITDA caiu 3,5% para 625 milhões de euros, também devido à redução dos volumes vendidos. No entanto, a redução de custos decorrente das medidas de corte influenciou positivamente o EBITDA.

O segmento de Policarbonatos teve uma queda de 3,0% nos volumes principais de vendas no ano fiscal de 2020. A pandemia fez a demanda encolher nos primeiros seis meses. No segundo semestre do ano, no entanto, uma recuperação robusta da demanda alavancou os volumes principais de vendas para acima do ano anterior. As vendas caíram 14,1% para 3,0 bilhões de euros, principalmente devido à baixa dos preços de venda e à queda nos volumes totais vendidos. Em contraste, o EBITDA subiu 3,2% para 553 milhões de euros, uma tendência atribuída principalmente à queda dos preços das matérias-primas e uma redução de despesas em decorrência das medidas de cortes de custos.

Os volumes principais de vendas do segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades caíram 8,9% no ano fiscal de 2020. Nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2020, os volumes principais de vendas diminuíram principalmente devido à queda acentuada da demanda decorrente da pandemia. No fim do ano, a demanda foi retomada e os volumes principais de vendas no quarto trimestre do ano fiscal de 2020 superaram os do ano anterior. As vendas do ano completo caíram 13,9% para 2,0 bilhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O EBITDA caiu 27,3% para 341 milhões de euros. Isso se deve ao declínio nos volumes vendidos, às margens mais baixas e às despesas com a aquisição planejada da DSM. No entanto, a redução de despesas decorrente das medidas de corte de custos teve impacto positivo sobre a receita. Além disso, o EBITDA no período do ano anterior havia sido positivamente impactado pelo efeito isolado da aquisição sucessiva de ações da DIC Covestro Polymer Ltd., sediada no Japão.

Quarto trimestre de 2020 bem acima do ano anterior

Os volumes principais de vendas no quarto trimestre de 2020 subiram 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas totais cresceram 5,0% para 3,0 bilhões de euros, em decorrência da alta nos preços de venda. Totalizando 637 milhões de euros, o EBITDA no quarto trimestre de 2020 mais que dobrou em comparação com o ano anterior. A receita líquida sofreu alta acentuada de 37 milhões de euros do trimestre do ano anterior para 312 milhões de euros. O FOCF também cresceu 19,4% no quarto trimestre, para 394 milhões de euros.

Com 10,7 bilhões de euros em vendas em 2020, a Covestro é uma das empresas líderes mundiais em polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana, mostrando compromisso com a economia circular. As principais indústrias atendidas são automotiva e de transportes, construção, móveis e processamento de madeira e os segmentos eletroeletrônicos e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. Ao final de 2020, a Covestro tinha 33 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,5 mil pessoas.

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Adirplast fecha os números de 2020 e vê incertezas em 2021

09/02/2021

O volume total distribuído pelos associados da Adirplast, incluindo todos os produtos (Polietilenos,PP,PS, Plásticos de Engenharia e filmes bi-orientados), atingiu 438.392 toneladas em 2020. Os números mostram uma redução de 8,5% das vendas feitas em relação a 2019

Entre as empresas associadas à Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) os números indicam que 2020 não foi um ano fácil para os distribuidores. “O volume de venda de resinas plásticas em dezembro de 2020 foi de 17.934 toneladas, o que representa uma redução de 12,2% em relação a novembro; enquanto o total em 2020 alcançou 400.595 t, revelando uma diminuição de 11,0% em relação a 2019”, explica o presidente da entidade Laercio Gonçalves.

Resinas Commodity

Em relação à quantidade vendida de Polietilenos, Polipropileno e Poliestireno, Gonçalves afirma que em dezembro foi de 17.021 t, com redução de 12,4% sobre novembro. “Em 2020, o total chegou a 374.526 t, ou seja, nós amargamos neste ano uma redução de 5,1% em relação a 2019”.

Para Silvia Regina da Silva, da Premix, o ano de 2020 foi desafiador. “Na Premix, tivemos queda de 23% em volumes”, explica. E ela segue receosa em relação a 2021: “Já tínhamos uma leitura de que teríamos problemas, principalmente pela falta de resinas. E o cenário que vemos hoje é pior até do que estimamos. Assim, para o primeiro trimestre deste ano, não vejo crescimento, mas queda”.

Plásticos de Engenharia

Os associados do segmento de plástico de engenharia também estão sofrendo com a queda de volumes, puxada principalmente pela influência da retração do setor automobilístico. O volume total da distribuição de plásticos de engenharia alcançou 26.069 t, com redução de 7,8% em relação a novembro e significativa redução de 48% sobre 2019.

Segundo Vladimir de Oliveira, da Krisoll, as empresas experimentaram em 2020 cenários antagônicos no que diz respeito à demanda e ao abastecimento. “Isso refletiu diretamente nos preços dos plásticos de engenharia. Tivemos as paralisações de importantes plantas de poliamida por conta da pandemia e também de problemas climáticos nos EUA que afetaram diretamente no desabastecimento desse produto”. Oliveira ainda diz que houve um descompasso entre a retomada das atividades produtivas com a oferta de produtos, mas que, graças à volta parcial das atividades industriais, foi possível no quarto trimestre recuperar parte das perdas causadas, sobretudo durante o segundo trimestre de 2020”.

2021 também é visto com cautela pelo executivo: “São muitas variáveis que ofuscam as previsões para este ano, como as questões ligadas ao controle da pandemia, o fim dos subsídios governamentais e as demandas reprimidas de alguns setores. É viável considerar que os ajustes estruturais feitos em 2020 por necessidade de adaptação sejam virtuosos na composição dos resultados de 2021”. Oliveira projeta para a Krisoll um primeiro trimestre análogo ao quarto trimestre de 2020, o que significa algo como 5% acima do primeiro trimestre desse ano.

Filmes bi-orientados

Entre os associados Adirplast, o segmento de filmes bi-orientados foi o que conseguiu o melhor resultado em 2020. As vendas de dezembro alcançaram 2.481 t e o volume total do ano atingiu 37.797 t. Com isso, apesar do volume total de dezembro ter sido 19,4% menor que o de novembro, o resultado total de 2020 foi 9,5% superior ao de 2019. Também vale observar que o BOPP teve um leve aumento na relação sobre o BOPET, indo de 78,4%, em 2019, para 80%, em 2020. Segundo Raul Almeida, da Plastilux, o ano passado permitiu com que o mercado voltasse a operar com valores mais justos. “Tivemos um crescimento importante. A escassez do produto fez com que nossas margens fossem recompostas e isso trouxe o setor para uma realidade saudável”.

O executivo conta que a Plastilux, no primeiro semestre de 2020, reduziu o seu volume por precaução contra a inadimplência e que, no segundo semestre, já com o mercado operando de forma mais “acirrada”, foi possível recompor os resultados. Almeida também reforça que 2021 será um ano saudável para os negócios. “Teremos um primeiro trimestre bem justo devido às manutenções nas fábricas dos fornecedores e as dificuldades de importação, mas isso deverá já estar normalizado entre abril e junho”, complementa.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2020. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país.

Credenciadas pelos fabricantes, essas empresas garantem ao cliente final a qualidade do produto e dos serviços de logística e crédito. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, atendendo cerca de 65% dos transformadores de plásticos no Brasil. Para isso, a entidade emprega 150 representantes externos e mantém 200 postos de atendimento, contando com equipes de assistência técnica e de pós-venda.

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Evonik divulga resultados do 3o. trimestre de 2020

19/11/2020

  • Evonik confirma resultados preliminares para o terceiro trimestre: Ebitda ajustado de 519 milhões de euros, vendas de 2,9 bilhões de euros
  • Perspectivas para 2020: Ebitda ajustado estimado entre 1,8 – 2,0 bilhões de euros
  • Perspectiva de fluxo de caixa livre para 2020 é elevada

No terceiro trimestre de 2020, a Evonik registrou um Ebitda ajustado de 519 milhões de euros, 4% abaixo do valor do mesmo trimestre do ano passado. As vendas somaram 2,92 bilhões de euros, comparadas aos 3,23 bilhões de euros do mesmo trimestre do exercício anterior. A Evonik confirma, portanto, os resultados preliminares já anunciados em 15 de outubro.

“Estamos satisfeitos por poder confirmar os resultados já publicados em caráter preliminar, que ficaram claramente acima das expectativas do mercado”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva. “Graças às medidas estratégicas que implementamos neste ano e em anos anteriores, estamos em excelente posição para atravessar a crise”.

A Evonik também confirmou e especificou as perspectivas para o ano completo de 2020. A empresa agora projeta um Ebitda ajustado de 1,8 a 2,0 bilhões de euros (2019: 2,15 bilhões de euros). Anteriormente, era esperado um Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros. As perspectivas de vendas se mantêm entre 11,5 e 13,0 bilhões de euros (2019: 13,1 bilhões de euros).

A expectativa em relação ao fluxo de caixa livre também foi elevada: para 2020, a Evonik espera contabilizar cerca de 700 milhões de euros (2019: 717 milhões de euros antes do pagamento dos impostos do carve-out do negócio de metacrilatos). O fluxo de caixa livre em relação ao Ebitda ajustado, a chamada taxa de conversão de caixa, deve ficar acima de 35%. Anteriormente, a Evonik havia previsto um valor semelhante ao do ano anterior, de 33,3%.

“A crise do coronavírus está longe de ter passado e a visibilidade continua muito baixa. Ainda assim, estamos cumprindo o que prometemos”, disse a Ute Wolf, CFO da Evonik.

No terceiro trimestre, a empresa conseguiu gerar um fluxo de caixa livre de 312 milhões de euros, um nível similar ao do mesmo trimestre do ano anterior (2019: 321 milhões de euros antes do pagamento dos impostos do carve-out de metacrilatos).

Evolução nas divisões

Specialty Additives: A divisão se destaca por sua resiliência, preços estáveis e um nível de margem alta sustentável de 27,5%. O desenvolvimento dos negócios nos mercados finais como o da construção e de energias renováveis, por exemplo, se manteve robusto, beneficiando-se também de programas de incentivos governamentais. A demanda, em particular nos setores automotivo e de revestimentos, melhorou em relação ao trimestre anterior, mas ainda ficou abaixo da aferida no mesmo trimestre do ano passado. As vendas em Specialty Additives caíram 10% para 777 milhões de euros no terceiro trimestre, e o Ebitda ajustado recuou 8% para 214 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas na divisão Nutrition & Care encolheram 2% para 715 milhões de euros no terceiro trimestre. A evolução foi caracterizada por uma maior demanda no setor de saúde e cuidados. As vendas de aminoácidos essenciais registraram ligeira queda, sobretudo devido ao câmbio, enquanto os preços de venda subiram nitidamente na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. O Ebitda ajustado aumentou 18% para 140 milhões de euros.

Smart Materials: No terceiro trimestre, a divisão Smart Materials apresentou um desempenho comercial mais animador que no segundo trimestre, mas as vendas e receitas ficaram abaixo dos valores registrados no mesmo período do ano passado. O desaquecimento da economia global, particularmente no segmento de carros novos da indústria automotiva, mas também em outras indústrias, ocasionou um declínio nos volumes, especialmente na linha de polímeros de alta performance e de sílicas para a indústria da borracha. Em contrapartida, a inclusão, pela primeira vez, da PeroxyChem surtiu um efeito claramente positivo. As vendas no terceiro trimestre caíram 5% para 790 milhões de euros. O Ebitda ajustado encolheu 13% para 137 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas dos produtos do C4-Verbund recuaram em consequência da retração da demanda, especialmente nas indústrias automotiva e de combustíveis. A queda maciça do preço do petróleo também pesou sobre o desempenho da atividade. As vendas encolheram 27% para 444 milhões de euros e o Ebitda ajustado baixou 43% para 28 milhões de euros no terceiro trimestre.

Setor de Embalagens Plásticas Flexíveis supera desempenho geral da Indústria no 3o. trimestre de 2020

18/11/2020

Estudo feito pela W4Chem para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) indica que a indústria de embalagens flexíveis apresentou desempenho superior ao da indústria como um todo no terceiro trimestre do ano. O resultado se deve ao uso das embalagens flexíveis em itens de primeira necessidade, como alimentos, bebidas, varejo, entre outros. “Especialmente o setor de alimentos manteve o bom desempenho verificado nos últimos meses, ou seja, praticamente inalterado mesmo com a pandemia do COVID-19. Inclusive, houve momentos em que itens de indulgência, como doces e snacks, foram largamente consumidos, favorecendo as embalagens flexíveis”, relata o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

“Enquanto no segundo trimestre o desempenho da indústria de embalagens flexíveis foi impulsionado por produtos essenciais, como alimentos, higiene e limpeza, no terceiro trimestre a recuperação foi mais generalizada e os consumidores voltaram a comprar outros itens, impulsionados, por exemplo, pelo auxílio emergencial”, completa Rogério.

Neste cenário, o setor de flexíveis registrou uma produção de 562 mil toneladas, uma alta de 8,8% em comparação ao trimestre anterior. No acumulado de Janeiro a Setembro de 2020, a produção chegou a 1,588 milhão de toneladas; as importações totalizaram 50 mil t e as exportações 94 mil t.

A indústria de alimentos continuou sendo o principal cliente, absorvendo 203 mil toneladas. O setor de aplicações industriais vem a seguir, com um consumo de 98 mil t de embalagens flexíveis; o de descartáveis, 68 mil t e bebidas, 56 mil t.

As embalagens multicamadas são as mais representativas no universo das flexíveis, respondendo por 185 mil das 562 mil t produzidas no terceiro trimestre de 2020. A segunda maior aplicação se refere às embalagens monocamada, com 154 mil t, seguidas por filmes shrink (encolhíveis), com 75 mil t.

Foram produzidas 10% mais embalagens com PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) no terceiro trimeste, em comparação ao segundo trimestre, representando 416 mil t. Com PEAD (polietileno de alta densidade), a alta foi de 8,3% (65 mil t). O PP (polipropileno) apresentou um acréscimo de 3,7% (81 mil t). Matérias-primas recicladas tiveram uma participação de 5% (30 mil t) no volume total (562 mil t).

“O desempenho do setor só não foi superior porque vivenciamos, no período avaliado, uma redução drástica da oferta de matérias-primas, como resinas e outros insumos (aditivos e pigmentos) e embalagens de outros tipos (caixas de papelão). As indústrias do setor atuaram com estoques reduzidos o que comprometeu a produção”, pontua Rogério Mani.

Mesmo assim, a consultoria W4Chem estima que as vendas internas de poliolefinas (polietileno e polipropileno) tenham aumentado cerca de 23% no terceiro trimestre, em comparação ao segundo trimestre de 2020, e 1%, na comparação com o terceiro trimestre de 2019. “A indústria petroquímica nacional foi favorecida pelo desabastecimento mundial de resinas termoplásticas – por isso o recorde de vendas em agosto e setembro. Mas lembramos que a oferta restrita de resinas no mercado interno resultou em momentos difíceis para algumas empresas produtoras de embalagens, que necessitaram buscar matérias-primas alternativas”, finaliza o Presidente da ABIEF.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Romi registra crescimento na entrada de pedidos no terceiro trimestre de 2020

30/10/2020

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou, no 3T20, entrada de pedidos de R$313,4 milhões, crescimento de 65,5% em relação ao 3T19.

Segundo a empresa, a Unidade de Fundidos e Usinados, no 3T20, alcançou um crescimento de 74,9% na receita operacional líquida em relação ao 3T19, impulsionado pelas entregas de peças de grande porte. A margem operacional apresentou crescimento de 10,1 p.p., reflexo do maior volume de produção, evolução na eficiência operacional e maior faturamento.

A Romi afirma que a receita operacional líquida no 3T20 da sua Unidade de Máquinas apresentou crescimento de 12,4% em relação ao 3T19, decorrente da retomada dos pedidos a partir de junho deste ano. A evolução da receita, aliada à redução das despesas operacionais, resultou em uma expansão da margem operacional, que, nesse mesmo período de comparação, cresceu 6,3 p.p..

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi, no 3T20, apresentou um crescimento de 140,3%, quando comparada ao 3T19, reflexo do ambiente favorável aos investimentos e das novas alternativas de negócios, como, por exemplo, a locação de máquinas, afirma a empresa.

A entrada de pedidos na Unidade de Fundidos e Usinados, no 3T20, apresentou um crescimento de 40,9%, quando comparada ao 3T19, reflexo das peças de grande porte para o setor de energia e da retomada gradual de todos os demais segmentos industriais, acrescenta a fabricante .

A carteira de pedidos total da Companhia, ao final do terceiro trimestre de 2020, apresentou crescimento de 40,9% em relação a 30 de setembro de 2019, com destaque para as Unidades de Negócios Máquinas Romi e Fundidos e Usinados.

“Os resultados do terceiro trimestre de 2020 refletem o engajamento de todo o time Romi nos últimos meses, não só para enfrentar os desafios que a pandemia nos trouxe, mas também para identificar e aproveitar as oportunidades de negócios que surgiram no período. O ambiente industrial continuou em recuperação, refletindo positivamente na entrada de pedidos e nas carteiras de Máquinas Romi e de Fundidos e Usinados. Neste contexto, a rápida reação de nossa cadeia de supply chain e a melhoria constante nos processos internos, aliadas à um sólido e cuidadoso protocolo de prevenção ao Covid-19, nos permitiram trabalhar e continuar entregando nossas soluções com a qualidade e a excelência já reconhecidas por nossos clientes”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, diretor-presidente da Romi.

Fonte: Romi

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Covestro tem crescimento em volumes e resultado no 3º trimestre de 2020

28/10/2020

  • Volumes principais crescem 3,0%
  • Vendas totais de cerca de 2,8 bilhões de euros recuam 12,7%
  • Ebitda de 456 milhões de euros (+7,3%) devido a medidas de corte de custos
  • Receita líquida de 179 milhões de euros (+21,8%)
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 361 milhões de euros (+48,6%)
  • Guidance de resultado do ano elevada
  • Aquisição anunciada torna a Covestro um dos principais fornecedores de resinas de revestimento sustentáveis

No terceiro trimestre de 2020, a Covestro elevou seus volumes principais em 3,0% em relação ao ano anterior, como resultado de um aumento significativo da demanda. Esse processo foi muito impulsionado pelo crescimento de volumes na região Ásia-Pacífico (APAC), especialmente na China. Ao mesmo tempo, as vendas totais recuaram 12,7% para cerca de 2,8 bilhões de euros, devido aos preços de venda mais baixos.

Conforme comunicado no dia 9 de outubro de 2020 como dados financeiros preliminares, o Ebitda do terceiro trimestre de 2020 superou as expectativas do mercado de capitais. Com 456 milhões de euros, esse número teve alta de 7,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O aumento pode ser atribuído principalmente à redução de despesas atingida com medidas de cortes de custos. A receita líquida subiu 21,8% para 179 milhões de euros, enquanto o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) cresceu para 361 milhões de euros (+48,6%), como resultado do aumento nos fluxos de caixa operacionais e da redução das saídas de caixa para adições em propriedades, plantas e equipamentos.

O CEO da Covestro, Markus Steilemann, comenta: “Embora a pandemia de coronavírus ainda cause incertezas, reagimos de maneira decisiva e tomamos as medidas certas, que agora estão rendendo frutos. No terceiro trimestre, a demanda de nossas indústrias consumidoras teve uma forte recuperação. O crescimento de volume que atingimos mostra que estamos atendendo às necessidades dos nossos clientes e oferecendo as soluções certas.”

Guidance do ano definido; projeção de resultados elevada

A Covestro confirmou o guidance para o ano de 2020 conforme revisado no dia 9 de outubro de 2020. Isto pressupõe que as atividades econômicas não voltarão a ser severamente restringidas para controlar a disseminação da pandemia de coronavírus. O Grupo agora prevê um Ebitda de cerca de 1,2 bilhão de euros em 2020 (anterior: 700 milhões a 1,2 bilhão de euros). Em termos de crescimento do volume principal, a Covestro mantém a expectativa de declínio em relação ao ano anterior. O prognóstico atual do Grupo é de FOCF de 0 milhões a 300 milhões de euros (anterior: –200 milhões a 300 milhões de euros) e um retorno sobre o capital empregado (ROCE) de até de 5% (anterior: –1% a 4%).

“A recuperação do impacto da pandemia de coronavírus vem ocorrendo de forma mais dinâmica do que prevemos. Por isso, no terceiro trimestre conseguimos melhorar significativamente o resultado”, explica o CFO da Covestro, Thomas Toepfer. “Com nosso rigoroso foco em eficiência, atingimos economias de custos maiores e também nos beneficiamos de uma boa evolução das margens. Pudemos elevar as previsões do resultado de 2020 com base nisso. Por isso estamos confiantes para o quarto trimestre.”

Aquisição anunciada: Covestro será um dos principais fornecedores de resinas de revestimento sustentáveis

Em 30 de setembro de 2020, a Covestro assinou um acordo de aquisição da área de Resinas e Materiais Funcionais (RFM) da DSM pelo preço de 1,61 bilhão de euros. Esse acordo representa um passo importante para a Covestro na sua estratégia corporativa de longo prazo de fortalecer seus negócios sustentáveis e movidos à inovação. A integração da RFM ao segmento de Coatings, Adesivos e Especialidades amplia significativamente o portfólio da empresa no mercado de de resinas de revestimento sustentáveis.

“A aquisição anunciada impulsiona a trajetória de crescimento da nossa empresa e é um verdadeiro marco no nosso caminho para uma economia circular: junto com a RFM, podemos atender ainda melhor a demanda global por produtos sustentáveis e gerar inovações para a transição para uma economia circular com ainda mais eficácia”, afirma Steilemann.

Em 13 de outubro de 2020, no contexto da aquisição, a Covestro concluiu com êxito um aumento de capital planejado, por meio da emissão com base em capital autorizado, de 10,2 milhões de ações ordinárias ao portador sem valor nominal, subscritas por investidores institucionais. Os valores brutos captados representam 447 milhões de euros e serão usados para financiar a aquisição.

Custos mais baixos em todos os segmentos; crescimento de volume em Poliuretanos e Policarbonatos

O segmento de Poliuretanos teve um crescimento do volume principal de 4,3% no terceiro trimestre de 2020. As vendas caíram 11,0% para 1,3 bilhão de euros, principalmente devido à queda de preços de venda pela concorrência e ao nível mais baixo dos preços de matérias-primas. O Ebitda no segmento de Poliuretanos subiu 12,2% para 220 milhões de euros. O efeito positivo dos volumes vendidos e as despesas mais baixas, como resultado de medidas de corte de custos, elevaram o resultado.

No segmento de Policarbonatos, os volumes principais subiram 3,6% no terceiro trimestre de 2020. As vendas caíram 11,1% para 801 milhões de euros, em grande parte devido à evolução dos preços de venda em decorrência dos preços mais baixos das matérias-primas. O Ebitda no segmento de Policarbonatos subiu 12,1% para 148 milhões de euros. O nível mais baixo de custos, resultante de medidas de corte de custos e margens mais altas, teve efeito positivo sobre o resultado.

No terceiro trimestre de 2020, o segmento de Coatings, Adesivos e Especialidades teve um declínio de 6,9% nos volumes principais, devido à demanda mais fraca por parte das indústrias automotiva e de transportes e construção. As vendas caíram 15,8% para 495 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O Ebitda teve queda de 10,8% para 99 milhões de euros no terceiro trimestre de 2020. O efeito negativo sobre os volumes vendidos e um leve declínio nas margens provocaram queda no resultado. Os níveis de custos mais baixos, em decorrência de medidas de corte de custos, não foram capazes de compensar esses efeitos.

Pandemia afeta resultados dos três primeiros trimestres

Após um primeiro semestre desafiador em 2020, a Covestro viu a demanda das suas principais indústrias consumidoras se recuperar ao longo do terceiro trimestre. No entanto, no todo, os resultados dos três primeiros trimestres de 2020 manteve-se abaixo do nível do ano anterior. Nos primeiros nove meses de 2020, os volumes principais caíram 7,9% e as vendas totais tiveram baixa de 19,4% para cerca de 7,7 bilhões de euros. Isso pode ser atribuído principalmente à redução dos preços de venda e à queda nos volumes totais vendidos. Consequentemente, o Ebitda caiu 37,0% para 835 milhões de euros, enquanto a receita líquida totalizou 147 milhões de euros (-71,5%). O FOCF caiu para 136 milhões de euros (-4,9%).

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias eletroeletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 17,2 mil pessoas no fim de 2019.

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Evonik divulga balanço do 2o. trimestre

16/08/2020

  • Perspectivas para 2020 confirmadas: Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros
  • 2° trimestre: as vendas caíram 14% em virtude da redução na demanda e o Ebitda ajustado recuou 19%
  • Margem Ebitda robusta de 20% nos segmentos de crescimento Nutrition & Care e Resource Efficiency

As vendas e as receitas do segundo trimestre da Evonik caíram na comparação com o ano passado como consequência de uma demanda significativamente mais fraca em alguns mercados. As vendas da empresa recuaram 14%, para 2,83 bilhões de euros, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 19%, para 456 milhões de euros.

“A Evonik está resistindo à crise”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da empresa. “No segundo trimestre, sentimos os efeitos da pandemia. No entanto, as mudanças estratégicas do portfólio e a implementação dos nossos programas de eficiência contribuíram para que atravessássemos a primeira metade do ano em melhor situação do que inicialmente esperado. Isso é especialmente verdade para os nossos fortes segmentos de crescimento”.

Os dois segmentos de crescimento Resource Efficiency e Nutrition & Care apresentaram um desempenho robusto no segundo trimestre e registraram fortes margens Ebitda de 20% cada um. O segmento Performance Materials, por outro lado, foi atingido com maior severidade pela grande queda da demanda e pelo baixo preço do petróleo.

A receita líquida ajustada do segundo trimestre recuou 30%, para 160 milhões de euros, na comparação ano a ano. O lucro ajustado por ação baixou de 0,49 euro para 0,34 euro. O fluxo de caixa livre foi de 96 milhões de euros. O pagamento de bônus menores e os reembolsos fiscais compensaram os efeitos de lucros operacionais mais baixos e um aumento no capital de giro.

“Na crise, mostramos uma alta geração de caixa e disciplina de custos”, disse Uta Wolf, CFO. “Estamos começando a ver os primeiros sinais de recuperação em alguns mercados. No entanto, ainda não se vislumbra uma recuperação econômica geral. A crise do coronavírus ainda não ficou para trás”.

Para o exercício de 2020, a Evonik confirma sua previsão de 7 de maio último. A empresa espera vendas entre 11,5 e 13 bilhões de euros e um Ebitda ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros.

Desenvolvimento nos segmentos

Resource Efficiency: No segmento Resource Efficiency, alguns negócios foram afetados de modo significativo pela retração da demanda, enquanto outros se mantiveram estáveis. A linha de crosslinkers registrou uma demanda maior no mercado de energia eólica. As vendas dos produtos com oxigênio ativo também aumentaram em virtude da inclusão inicial da PeroxyChem, fabricante de peróxido de hidrogênio e ácido peracético dos Estados Unidos, adquirida no início de fevereiro, além de um bom desenvolvimento em especialidades, como os desinfetantes. Por outro lado, a retração econômica global e cortes de produção pelos clientes, especialmente na área automotiva, ocasionaram uma queda nos volumes de venda dos plásticos de alta performance e das sílicas e silanos para a indústria de pneus. A demanda por aditivos de óleo também caiu. As vendas no segmento Resource Efficiency recuaram 14%, para 1,24 bilhão no segundo trimestre e o Ebitda ajustado caiu 22%, para 255 milhões de euros.

Nutrition & Care: O segmento Nutrition & Care se manteve robusto. As vendas no segundo trimestre caíram somente 4%, para 1,09 bilhão de euros. O Ebitda ajustado até subiu 14%, para 217 milhões de euros. Os aminoácidos essenciais para nutrição animal se beneficiaram do aumento nos preços de venda e do incremento da demanda. A linha de Health Care mais uma vez registrou um bom desenvolvimento em produtos farmacêuticos e ingredientes alimentícios, além de polímeros farmacêuticos. Os aditivos para espumas de poliuretano, no entanto, registraram um declínio na demanda.

Performance Materials: As vendas do Segmento Performance Materials registraram queda de 42%, para 319 milhões de euros no segundo trimestre. A retração da demanda, especialmente nas indústrias automotiva e do petróleo, afetou de maneira significativa a linha de Performance Intermediates. Além disso, a enorme queda do preço do petróleo pesou sobre o negócio. As vendas da linha Functional Solutions também recuaram em razão da fraca demanda. O Ebitda ajustado do segmento encolheu 85%, para 11 milhões de euros.

A Evonik é uma das líderes mundiais em especialidades químicas. Contando com um quadro de mais de 32 mil colaboradores, a empresa atua em mais de 100 países em todo o mundo e gerou vendas de 13,1 bilhões de euros e um lucro operacional (Ebitda ajustado) de 2,15 bilhões de euros em 2019.

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Indústrias Romi apresentam recuperação de margens no segundo trimestre de 2020

12/08/2020

A Indústrias Romi S.A., empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos e usinados, registrou, no segundo trimestre de 2020, recuperação de margens. A Margem EBITDA atingiu 9,8%.

A receita operacional líquida apresentou crescimento de 16,8% no segundo trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, refletindo-se positivamente na margem Ebitda, que nesse mesmo período apresentou expansão de 5,8 p.p..

A Unidade de Fundidos e Usinados alcançou no segundo trimestre de 2020 um crescimento de 39,1% na receita operacional líquida, em relação ao segundo trimestre de 2019, impulsionada pelas entregas das peças de grande porte. Segundo a empresa, a margem operacional apresentou crescimento de 14,2 %, reflexo do maior volume de produção, evolução na eficiência operacional e maior faturamento. A entrada pedidos continua crescente e sólida, afirma a Romi.

Na Unidade de Máquinas Romi, a receita operacional líquida apresentou leve queda de 4,4% no segundo trimestre de 2020, em relação ao segundo trimestre de 2019, decorrente de projetos que foram postergados para o terceiro trimestre de 2020 devido à pandemia. Todavia, em função da redução das despesas operacionais, houve uma expansão da margem operacional, que nesse mesmo período de comparação, cresceu 3,0 %.

A entrada de pedidos na Unidade de Máquinas Romi no segundo trimestre de 2020 apresentou uma redução relativamente leve (5,8%) quando comparado ao segundo trimestre de 2019, apesar do ambiente de pandemia global e sem a realização das principais feiras do setor. A empresa tem buscado novas alternativas de negócios, como, por exemplo, o novo negócio de locação de máquinas.

A Unidade de Máquinas B+W apresentou crescimento de 33,7% na receita operacional líquida no segundo trimestre de 2020, afirma a Romi. O maior volume de faturamento, aliado aos projetos com foco em incremento da rentabilidade, refletiram-se na evolução na margem operacional, que no mesmo período de comparação expandiu-se em 6,3 %.

A carteira de pedidos, ao final do segundo trimestre de 2020, apresentou crescimento de 9,4% em relação a junho de 2019, com destaque para as Unidades de Negócio Máquinas Romi e Fundidos e Usinados.

“O segundo trimestre de 2020 se iniciou bastante turbulento. O time da Romi reagiu com muita agilidade a esse ambiente incerto, identificando oportunidades e alternativas, minimizando assim, os impactos da pandemia. Garantimos a cadeia de supply chain, evoluímos em nossos processos internos, criamos novas soluções para os nossos clientes continuarem prosperando, tudo isso amparado por um sólido e cuidadoso protocolo de prevenção ao COVID-19. A partir do mês de junho, começamos a notar uma recuperação no ambiente industrial, o que se refletiu positivamente na carteira de máquinas Romi e fundidos e usinados”, menciona Luiz Cassiano R. Rosolen, Diretor-presidente da Romi.

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Desempenho da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis se mantém estável no 2o. trimestre de 2020

11/08/2020

Pesquisa da W4Chem, feita com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), indica que a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis comportou-se de forma relativamente estável no 2o. trimestre de 2020, com uma leve queda em relação ao trimestre anterior. Se considerarmos o primeiro semestre do ano, podemos dizer que o setor de flexíveis teve um desempenho superior ao da indústria como um todo.

Este desempenho deve-se especialmente ao desempenho da indústria de alimentos, um grande cliente do setor que, durante a pandemia, tem apresentado variações positivas em sua produção. De modo geral, a população não deixou de comprar alimentos e, em algumas ocasiões, inclusive destinou mais recursos financeiros para este tipo de consumo. O que ocorreu foi uma transição para marcas de menor valor agregado.

Por outro lado, a indústria de bebidas, outro importante cliente dos flexíveis, registrou uma queda de 19% na produção em março, seguida por outra queda de 38% em abril. “Parte dessa queda foi compensada com um grande crescimento em maio, mas que não foi suficiente para retornar aos níveis de consumo”, explica o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF. A boa notícia é que o 3o. trimestre sinaliza uma retomada na produção das grandes empreas do segmento de bebidas.

As indústrias de higiene e limpeza, também importantes clientes do setor de flexíveis, especialmente neste momento de pandemia, mantiveram um bom desempenho no período, contribuindo para o desempenho estável do setor.

O estudo da W4Chem mostra ainda que a produção de embalagens plásticas flexíveis chegou a 480 mil toneladas no 2o. trimestre do ano. Embalagens de PEBD (polietileno de baixa densidade) e de PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) tiveram uma participação de 72% nese total, seguidas de PP (polipropileno, com uma participação de 16% e PEAD (polietileno de alta densidade), com 12%.

Com isso, o setor fecha o 1o. semestre de 2020 com uma produção total de 967 mil toneladas de embalagens plásticas flexíveis e um consumo aparente de 944 mil toneladas; foram exportadas 54 mil toneladas e importadas 31 mil toneladas.

Segundo Mani, “mais uma vez os números mostram o potencial do setor de embalagens flexíveis, especialmente em momentos de crise, como este do Covid-19. Na verdade, todos os itens plásticos tiveram – e continuarão a ter – um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. E, nesta pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”.

Para Mani, ainda há muitos desafios a serem vencidos, especialmente no que tange à sustentabilidade. “Mas, acredito que esta nova percepção e consciência da sociedade sobre a importância do plástico abrirá mais espaço para discussões conjuntas e soluções inseridas no cenário da Economia Circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Desta forma, teremos cada vez mais embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores.”

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e à preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrudados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Pandemia impacta resultados da Covestro no 2º trimestre de 2020

06/08/2020

  • Volumes principais caem 22,7%
  • Vendas totais de cerca de 2,2 bi € (-32,9%)
  • EBITDA de 125 milhões de euros (-72,8%)
  • Receita líquida de -52 mi €
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 24 mi €
  • Gerenciamento de crise e medidas para assegurar a liquidez
  • Direcionamento reforçado para a economia circular
  • Guidance do ano confirmada, ambiente econômico ainda incerto

O desempenho comercial da Covestro no segundo trimestre foi significativamente impactado pela continuidade da disseminação da pandemia de coronavírus na Europa e na América do Norte. Os volumes principais caíram 22,7% de abril a junho, em relação ao ano anterior, devido à enorme queda de demanda em todas as principais indústrias consumidoras, causada pela pandemia. A pandemia global de coronavírus derrubou os volumes principais, com maior impacto sobre os volumes em abril e melhorias sequenciais desde meados de maio.

Proporcionalmente, as vendas totais caíram 32,9% para cerca de 2,2 bilhões de euros (ano anterior: 3,2 bilhões de euros). As vendas nas regiões EMLA (Europa, Oriente Médio, África e América Latina) e NAFTA (América do Norte) tiveram declínio mais acentuado do que na região APAC (Ásia-Pacífico), principalmente devido à defasagem no impacto da pandemia de coronavírus. Conforme comunicado na declaração específica em caráter preliminar sobre os principais resultados financeiros de 9 de julho de 2020, o EBITDA do grupo era de 125 milhões de euros (-72,8%) no momento da publicação, superando as expectativas do mercado para o segundo trimestre de 2020. Isso pode ser atribuído principalmente à recuperação acelerada da demanda em junho, especialmente no segmento de policarbonatos. A receita líquida para o segundo trimestre foi de -52 milhões de euros (ano anterior: 189 milhões de euros). Em contraste com o declínio da receita líquida, o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) subiu para 24 milhões de euros (ano anterior: -55 milhões de euros) como resultado da gestão rigorosa de liquidez.

“Como antecipado, a pandemia global de coronavírus teve impacto significativo sobre os nossos resultados no segundo trimestre”, afirma Markus Steilemann, CEO da Covestro. “Tomamos as medidas certas com agilidade para proteger nossos colaboradores, manter a produção e as cadeias de suprimentos e garantir o fornecimento contínuo aos nossos clientes. Tivemos grande sucesso nisso até o momento e continuaremos a conduzir a Covestro com determinação para atravessar esta crise”. complementa.

A empresa confirmou a previsão para o ano, que havia sido revisada em abril. No entanto, as incertezas associadas às consequências da pandemia de coronavírus para o desenvolvimento econômico permanecem altas.

Gerenciamento de crise e fortalecimento da posição de liquidez

A Covestro também tomou novas medidas de financiamento no segundo trimestre para fortalecer sustentavelmente a sua posição de liquidez. A Covestro emitiu Eurobonds no volume total de 1 bilhão de euros no mercado de capitais em 5 de junho de 2020. Os títulos de dívida vencerão em fevereiro de 2026 e junho de 2030, e remunerarão os investidores com taxas de 0,875% e 1,375%, respectivamente. Houve procura excepcionalmente alta junto aos investidores, com o número de pedidos superando mais de 10 vezes a oferta.

“Embora a COVID-19 esteja causando impacto significativo no desempenho dos nossos negócios, nossas ações consistentes já estão rendendo frutos”, afirmou Thomas Toepfer, CFO da Covestro e Diretor de RH. “2020 continua como um ano fora do comum, e os desdobramentos futuros ainda não são totalmente previsíveis. Essa é outra razão para nos mantermos no nosso rumo claro, com foco em eficiência, atenção aos custos e em garantir a nossa liquidez.”

Em vista da situação excepcional, a diretoria, o Conselho de Administração e o quadro de colaboradores da Covestro estão fazendo contribuições solidárias conjuntas para aumentar a resiliência da empresa no ambiente atual. Para as empresas alemãs da Covestro, a diretoria e os representantes dos funcionários chegaram ao consenso de um modelo para reduzir a jornada de trabalho e a remuneração de todos os colaboradores até o fim de novembro de 2020. Todas as empresas do grupo Covestro fora da Alemanha estão implementando medidas comparáveis de economia de custos específicas por país.

Nova visão corporativa: acelerar mudança para uma economia circular

A Covestro apresentou sua nova visão de longo prazo em maio de 2020. No horizonte mais longo, a companhia pretende alinhar totalmente a sua produção, sua linha de produtos e soluções e todas as áreas ao conceito circular. O programa estratégico, que já havia sido lançado em 2019 e pretende consolidar a circularidade em todas as áreas da empresa em uma abordagem holística, agora está sendo sucessivamente implementado e reforçado com metas concretas e mensuráveis. Ele se concentra principalmente em quatro tópicos: matérias-primas alternativas, reciclagem inovadora, soluções colaborativas e energias renováveis.

Todos os segmentos afetados pela queda nas vendas devida ao coronavírus

O segmento de poliuretanos sofreu declínio significativo de 25,9% nos volumes principais no segundo trimestre de 2020, em comparação com o trimestre do ano anterior (ano anterior: 0,7%), devido à pandemia de coronavírus, uma tendência que afetou todas as principais indústrias consumidoras. As vendas caíram 38,7% para 913 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. A queda dos volumes e as margens mais baixas como um todo resultaram em um EBITDA de -24 milhões de euros (ano anterior: 172 milhões de euros).

No segundo trimestre de 2020, os volumes principais no segmento de policarbonatos caíram 14,4% em relação ao trimestre do ano anterior (ano anterior: 4,4%). Os volumes mais baixos decorrentes de quedas significativas de demanda por parte das indústrias automotiva e de transportes foram amortecidos por um declínio menor nos volumes adquiridos pelas indústrias elétrica, eletrônica e de aparelhos domésticos e pelo crescimento de volumes na indústria de construção. As vendas caíram para 648 milhões de euros (-27,8%) devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. Consequentemente, o EBITDA caiu 37,7% para 96 milhões de euros.

Os volumes principais no segmento de Coatings, Adhesives and Specialties caíram 25,3% em relação ao trimestre do ano anterior (ano anterior: -4,7%). A pandemia de coronavírus resultou em demanda muito mais baixa das indústrias consumidoras principais, uma tendência que se refletiu especialmente em uma desaceleração de volumes nas indústrias automotiva e de transportes. As vendas caíram 28,7% para 443 milhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O EBITDA caiu 60,0% para 60 milhões de euros sob efeito dos volumes e margens mais baixos.

Primeiro semestre de 2020 marcado pelo coronavírus

Conforme esperado, os números para o primeiro semestre de 2020 foram significativamente impactados pelos efeitos da pandemia de coronavírus. Os volumes principais caíram 13,6% e as vendas totais baixaram 22,7% para cerca de 4,9 bilhões de euros (ano anterior: 6,4 bilhões de euros). Isso deveu-se especialmente aos volumes totais mais baixos e à redução do nível dos preços de venda. Consequentemente, o EBITDA caiu 57,9% para 379 milhões de euros, enquanto a receita líquida totalizou -32 milhões de euros (ano anterior: 368 milhões de euros). O FOCF no primeiro semestre de 2020 caiu para -225 milhões de euros (ano anterior: -100 milhões de euros).

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção no mundo todo e empregava cerca de 17,2 mil pessoas no fim de 2019.

Braskem registra prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões e receita líquida de vendas de R$ 12,6 bilhões no primeiro trimestre de 2020

04/06/2020

Braskem está dando atenção especial à proteção do caixa”, diz CEO

A Braskem registrou Ebitda de R$ 1,3 bilhão (US$ 294 milhões) no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 32% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A operação no Brasil teve Ebitda de R$ 1,05 bilhão, registrando crescimento de 214% em relação ao último trimestre de 2019. Já a receita líquida da companhia se manteve estável em relação ao último trimestre do ano passado, atingindo R$ 12,6 bilhões. O resultado se deu, sobretudo, pelo maior volume na comercialização de resinas no mercado brasileiro, de polipropileno (PP) nos EUA e na Europa e de polietileno (PE) no México, além de menores despesas com vendas, gerais e administrativas.

“A Braskem segue focada na disciplina de alocação de capital como forma de manter a sua posição robusta de caixa para que possamos enfrentar esse momento de crise global. Estamos fazendo isso sem deixar de lado a segurança e a saúde das nossas equipes, um valor inegociável para a companhia”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

A taxa de frequência global de acidentes com e sem afastamento (CAF + SAF) foi de 0,81 (eventos/milhão de horas trabalhadas), 74% abaixo da média do setor.

No trimestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões. Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente ao impacto da variação cambial no resultado financeiro, dada a depreciação do real e do peso mexicano frente ao dólar ao longo do trimestre.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e a SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano, confirmaram o término da monitoria independente na Braskem prevista nos acordos firmados em 2016. A decisão do DoJ e da SEC baseou-se no relatório final dos monitores independentes que atestaram a implementação, pela companhia, de todas as recomendações relativas à estruturação e funcionamento do seu programa de conformidade, concluindo o atendimento aos padrões estabelecidos nos referidos acordos. Com o fim da monitoria independente e certificação pelo Ministério Público Federal do Brasil, DoJ e SEC, a Braskem cumpriu com suas obrigações estabelecidas nos acordos.

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Evonik divulga resultado financeiro do primeiro trimestre de 2020

04/06/2020

  • 1º trimestre: as vendas caíram 1%; o EBITDA ajustado recuou 5%
  • Perspectivas para 2020 adaptadas: EBITDA ajustado deverá ficar entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros

As vendas da empresa recuaram 1% para 3,24 bilhões de euros no primeiro trimestre, na comparação com o ano anterior. As receitas ajustadas antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caíram 5% para 513 milhões de euros.

“Implementamos medidas a tempo e de maneira consistente a fim de proteger da melhor forma possível a saúde dos nossos colaboradores e, ao mesmo tempo, manter as operações”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva. “Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para assegurar um fornecimento confiável aos nossos clientes”.

Embora a Evonik esteja enfrentando dificuldades de logística e produção, as cadeias de fornecimento estão intactas e praticamente não há restrições de produção no mundo inteiro, exceto por algumas paralisações determinadas pelo governo em parques industriais menores.

Em todos os locais são adotados rígidos padrões de higiene, afirma a empresa. Sempre que possível no caso de funções administrativas, a Evonik diz ter criado condições para permitir que os colaboradores trabalhassem de casa, aplicando os modelos existentes de horário de trabalho flexível. Um comitê diretivo interno tem monitorado atentamente essa situação dinâmica para permitir que a empresa reaja com rapidez no caso de novos desdobramentos. Mas, a Evonik também dispõe de liquidez e linhas de crédito compromissadas não usadas, assegura a empresa.

“Nossos esforços dos últimos anos de cortar custos e aumentar a eficiência na empresa agora estão surtindo efeito”, disse Ute Wolf, CFO. “Temos um balanço patrimonial robusto e boa folga de liquidez”.

A redução dos volumes e dos preços de venda foram responsáveis pela queda do EBITDA ajustado no primeiro trimestre. O segmento Performance Materials foi afetado ainda pela baixa demanda e a desvalorização dos estoques em decorrência da forte redução do preço do petróleo. Em consequência, a margem EBITDA ajustada baixou de 16,4% para 15,8%.

A receita líquida ajustada recuou 27% para 181 milhões de euros, com queda do lucro ajustado por ação de 0,53 para 0,39 euro. A empresa gerou um fluxo de caixa livre positivo de 113 milhões de euros no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre ao ano passado, houve uma redução de 46 milhões de euros, basicamente em virtude de maiores encargos fiscais.

Os efeitos da pandemia do coronavírus sobre as vendas e as receitas da Evonik no primeiro trimestre foram moderados. Hoje a empresa vê com maior clareza qual será a extensão dos danos da pandemia sobre a economia global. No início do ano, ainda não era possível ter essa perspectiva.

Diante desse cenário, a Evonik está ajustando a sua previsão para o exercício de 2020. A empresa agora espera vendas entre 11,5 e 13,0 bilhões de euros e um EBITDA ajustado entre 1,7 e 2,1 bilhões de euros. Anteriormente, a Evonik havia projetado vendas estáveis de cerca de 13,1 bilhões de euros e um EBITDA ajustado entre 2,1 a 2,3 bilhões de euros.

A diretoria executiva mantém o seu propósito de pagar dividendos de 1,15 euro por ação para o ano financeiro de 2019. O valor de 0,57 euro por ação será pago em 2 de junho de 2020 a título de adiantamento sobre o lucro líquido. Em 3 de setembro de 2020, será pago o restante de 0,58 euro por ação, dependendo de resolução correspondente a ser tomada na reunião anual dos acionistas em 31 de agosto de 2020.

Desenvolvimento nos Segmentos

Resource Efficiency: Com vendas de 1,44 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2020, o segmento alcançou o nível do ano anterior. O segmento se beneficiou da primeira consolidação da PeroxyChem, fabricante de peróxido de hidrogênio e ácido peracético dos EUA, adquirida no início de fevereiro. Os produtos com oxigênio ativo avançaram bem, de modo geral, tanto para aplicações clássicas quanto para especialidades, como, por exemplo, desinfetantes. A linha de crosslinkers também apresentou um bom avanço. O desaquecimento da economia na Ásia e a redução da demanda dos setores automotivo e de revestimentos em razão da pandemia afetou o desenvolvimento dos negócios individuais. Em especial, aditivos para revestimento, sílica para a indústria de pneus e polímeros de alta performance registraram vendas ligeiramente mais baixas. O EBITDA ajustado no segmento Resource Efficiency cresceu 4% para 344 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas caíram 1% para 1,13 bilhão de euros no primeiro trimestre. A linha de aminoácidos essenciais para nutrição animal registrou uma demanda significativamente mais alta e conseguiu aumentar suas vendas e manter os preços praticamente estáveis. O negócio de Health Care também se desenvolveu bem em produtos farmacêuticos e ingredientes alimentícios. As vendas do negócio Baby Care, por outro lado, ficaram significativamente mais baixas, afetadas pelo acirramento da concorrência no setor de superabsorventes. O EBITDA ajustado caiu 3% para 174 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas do segmento Performance Materials recuaram 9% para 472 milhões de euros no primeiro trimestre. As vendas da linha de negócios Performance Intermediates caíram em função da fraca demanda, especialmente nas indústrias automotiva e do petróleo. O negócio também foi impactado pela queda maciça do preço do petróleo. O EBITDA ajustado do segmento recuou 57% para 23 milhões de euros em decorrência da forte redução do preço do petróleo.

 

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Setor de compósitos cresceu 5,6% em 2019

13/05/2020

Erika Bernardino Aprá, presidente da Almaco

Faturamento de R$ 2,8 bilhões do período foi puxado pelos setores de transporte e elétrico

Em 2019, o setor brasileiro de compósitos registrou o terceiro ano seguido de crescimento, com um faturamento de R$ 2,8 bilhões, cifra 5,6% superior à registrada no ano anterior. Em volume, o salto foi de 8,3%, totalizando 218 mil toneladas consumidas. Os dados fazem parte do mais recente estudo da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco).

“Os segmentos de transporte e elétrico foram os principais responsáveis por esse bom desempenho. Destaque também para o aumento da demanda do mercado náutico, ainda que represente pouco em termos de volume. A indústria da construção civil, por sua vez, teve uma importância menor em 2019, muito embora siga liderando o ranking dos principais consumidores locais de compósitos”, resume Erika Bernardino Aprá, presidente da Almaco.

De acordo com o levantamento da Maxiquim, a construção civil respondeu por 32% do consumo brasileiro de compósitos de poliéster, à frente de transportes (27%), corrosão/saneamento (22%), energia elétrica (4%), eólico (4%) e náutico (2%). Quando separada apenas a demanda de compósitos à base de resina epóxi, a geração de energia eólica liderou com 89%, à frente de óleo e gás (6%) e eletroeletrônicos (2%).

Das 218 mil toneladas de matérias-primas processadas no ano passado, 114 mil foram de resina de poliéster, 60 mil de fibra de vidro, 21 mil de resina epóxi, 12,5 mil de gel coat, 2,3 mil de resina éster-vinílica, 2,2 mil de adesivo estrutural, 2,6 mil de fibra de carbono e outros 4 mil referentes a catalisadores, aditivos e cargas minerais.

Em relação aos processos de fabricação adotados pelos transformadores brasileiros de compósitos, as tecnologias manuais, como hand lay-up e spray-up, apareceram com 52% de participação, seguidas pelos sistemas automatizados, a exemplo de RTM (8%), pultrusão (7%), enrolamento filamentar (6%), laminação contínua (5%), BMC/SMC (5%), infusão (4%) e outros (12%).

Pandemia

A pesquisa feita pela Maxiquim foi concluída no início da pandemia de Covid-19. Portanto, os dados sobre as expectativas para 2020 tiveram que ser desconsiderados, observa a presidente da Almaco. “Ninguém sabe ao certo o tamanho dos danos que a paralisação causará na economia como um todo. Estamos aguardando maiores desdobramentos para refazer o estudo e divulgar novas perspectivas sobre o mercado de compósitos”.

Fundada em 1981, a Almaco tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a Almaco tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, associados à liberdade de design. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

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Indústria brasileira de embalagens plásticas auxilia no combate à pandemia e tem desempenho positivo no primeiro trimestre do ano

29/04/2020

Apesar da produção de automóveis, eletro eletrônicos, artigos de construção e papel e celulose ter registrado queda nos primeiros três meses do ano, setores como os de alimentos, produtos de higiene (doméstica e pessoal) e embalagens tiveram um desempenho mais favorável. Segundo estudo realizado pela Maxiquim, com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), as embalagens plásticas flexíveis se destacaram dentro do setor mais amplo das embalagens, já que são utilizadas diretamente em itens da cesta básica e artigos de higiene e limpeza.

Alimentos como arroz, feijão, macarrão e molhos registraram alta de consumo puxada pelo aumento do número de refeições preparadas em casa. Itens de higiene pessoal, como sabonetes, também apresentaram um crescimento nas vendas no período analisado. “Isto justifica o desempenho das embalagens plásticas flexíveis no período, visto que estes são importantes mercados para o setor”, explica Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

O estudo da Maxiquim aponta que a produção de embalagens plásticas flexíveis cresceu 1,6% no Brasil nos primeiros três meses de 2020, em comparação com o último trimestre de 2019, chegando a 487 mil toneladas. Já o consumo aparente de embalagens flexíveis registrou alta de 1,3% no período, atingindo 474 mil toneladas. A resina mais utilizada foi o PP (polipropileno), com um incremento de 3,7% no volume total produzido, seguida por PEAD (polietileno de alta densidade), com um aumento de 3,6% no volume. As exportações brasileiras de flexíveis também tiveram um desempenho positivo, com alta de 5%, gerando US$ 57 milhões de receitas.

“Estes números são importantes para expor o potencial do setor e, principalmente, demonstrar como o plástico – incluindo a embalagem plástica flexível – tem um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. Neste período de pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”, atesta Mani.

“Isso não significa que o grande desafio de nosso setor, a sustentabilidade, será deixada de lado. Com a maior consciência da sociedade sobre a importância do plástico, poderemos abrir discussões conjuntas e chegar a soluções inseridas no cenário da Economia Circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Assim, cada vez mais teremos embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores. Mais do que nunca, o plástico provou que não é lixo, mas sim uma matéria-prima de grande valor”, finaliza o Presidente da ABIEF.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Covestro divulga balanço do 1o. trimestre de 2020

29/04/2020

  • Volumes principais caem 4,1%
  • Vendas totais de aproximadamente 2,8 bi de euros (-12,3%)
  • Ebitda de 254 mi de euros (-42,5%)
  • Receita líquida de 20 mi de euros (-88,8%)
  • Fluxo de caixa operacional livre (FOCF) de -249 mi de euros
  • Assembleia Geral Anual de 2020 reagendada para 30 de julho

A Covestro informa ter atingido sua previsão de Ebitda para o primeiro trimestre de 2020 em um ambiente de negócios fortemente afetado pelo coronavírus. Os volumes principais caíram 4,1% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso é resultado, principalmente, de uma redução substancial da demanda na China em fevereiro e março de 2020, devido às interrupções na produção de clientes locais em decorrência do coronavírus.

Aliado a um declínio mundial nos preços de venda, motivado principalmente pela maior pressão concorrencial nos segmentos de poliuretanos e policarbonatos, as vendas totais caíram para cerca de 2,8 bilhões de euros (-12,3%). O Ebitda manteve-se em 254 milhões de euros (-42,5%) – dentro da faixa esperada para o primeiro trimestre, afirma a empresa. A receita líquida caiu para 20 milhões de euros (-88,8%). O fluxo de caixa operacional livre (FOCF) de -249 milhões de euros ficou no âmbito negativo.

“A pandemia do coronavírus é uma situação excepcional e reforçou ainda mais as incertezas globais existentes”, afirma o CEO Markus Steilemann. “Proteger a saúde dos nossos colaboradores e de suas famílias, assim como dos nossos parceiros comerciais, é a nossa maior prioridade. Além disso, a Covestro está fazendo tudo que pode para continuar sendo um parceiro confiável para os seus clientes durante a crise. Temos confiança de que venceremos bem esse desafio com nosso foco absoluto nos clientes, atenção rigorosa aos custos e um forte espírito de equipe.”

Guidance do ano ajustado ao impacto do coronavírus

A Covestro já havia ajustado o guidance anual anteriormente, em meados de abril, como consequência dos previsíveis efeitos negativos da pandemia de coronavírus sobre o desenvolvimento econômico global, e por isso, também sobre o desempenho futuro da empresa. “Foi preciso atualizar nossas previsões diante do sério impacto da pandemia de coronavírus sobre os mercados globais”, explicou Thomas Toepfer, CFO da Covestro. “A Covestro tem uma posição sólida e ainda mantém um balanço forte e alta liquidez. Continuamos acreditando na nossa eficiência operacional, nos programas de cortes de custos e na revisão contínua dos nossos investimentos para garantir uma base financeira estável durante estes tempos desafiadores.”

Para o ano fiscal de 2020, a Covestro prevê um crescimento de volume inferior ao ano anterior. Espera-se que o FOCF totalize entre -200 milhões e -300 milhões de euros, com retorno sobre o capital empregado (ROCE) entre -1% e -4%. A projeção para o Ebitda é de 700 milhões a 1,2 bilhão de euros. Além do atual programa de eficiência e eficácia lançado em outubro de 2018, a Covestro elevou a meta para a redução de custos adicionais a curto prazo em mais 100 milhões de euros, totalizando 300 milhões de euros para o atual ano fiscal. Os investimentos atuais estão sendo reduzidos em cerca de 200 milhões de euros, levando os investimentos totais a cerca de 700 milhões de euros.

A Assembleia Geral Anual, originalmente marcada para 17 de abril de 2020, foi cancelada devido à pandemia de coronavírus. De acordo com as novas definições legais ela deverá ser realizada virtualmente no dia 30 de julho.

Liquidez assegurada, foco em sustentabilidade e inovação mantido

Em março de 2020, a Covestro substituiu sua linha de crédito atual de 1,5 bilhão de euros por um novo empréstimo rotativo e sindicalizado, ainda não desembolsado, no valor de 2,5 bilhões de euros, para manter a flexibilidade financeira da empresa e garantir a liquidez. O componente de interesse está ligado ao rating de ESG (desempenho socioambiental e governança), que fornece à Covestro os incentivos financeiros para o desenvolvimento sustentável dos negócios. Além disso, a Covestro contratou empréstimos de capital de giro de curto prazo no valor de 500 milhões de euros, que foram totalmente desembolsados nesse meio tempo.

A Covestro também obteve um empréstimo de 225 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI). O crédito está sendo utilizado para expandir as atividades de pesquisa e desenvolvimento da Covestro com foco especial em sustentabilidade e economia circular dentro da União Europeia. Detalhes sobre o programa estratégico para economia circular deverão ser apresentados no segundo trimestre de 2020.

A fim de ampliar a capacidade de inovação da empresa, a Covestro expandiu suas parcerias estratégicas com startups no início do ano. A empresa adotou a abordagem Covestro Venture Capital (COVeC) de investir em jovens empresas com foco em cinco áreas tecnológicas. O exemplo mais recente foi o investimento da Covestro em participações societárias na startup de tecnologia francesa Crime Science Technology (C.S.T.). Como acionista, a Covestro impulsiona o desenvolvimento de inovações sustentáveis como um catalisador de crescimento a longo prazo para suas atividades principais.

Resultados por segmentos impactados pela pandemia de coronavírus

No primeiro trimestre de 2020, os negócios da Covestro em todos os segmentos foram afetados pelo impacto significativo da pandemia de coronavírus, especialmente na China.

O segmento de Poliuretanos sofreu uma queda de 3,6% nos volumes principais nesse período, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso pode ser atribuído principalmente à baixa nos volumes nos setores eletroeletrônico e de aparelhos domésticos, além da indústria automotiva. Como resultado do aumento da concorrência no mundo todo e da mudança nos volumes totais vendidos, as vendas caíram para cerca de 1,3 bilhão de euros (-13,7%). O Ebitda baixou para 50 milhões de euros (-68,2%) devido ao declínio das margens.

Os volumes principais em Policarbonatos caíram 4,9% em relação ao trimestre do ano anterior, em decorrência da queda nos volumes vendidos nas indústrias eletroeletrônica e automotiva. O baixo patamar dos preços de venda e a queda nos volumes reduziram as vendas no segmento de policarbonatos para 733 milhões de euros (-14,8%). Com margens mais baixas o Ebitda caiu para 109 milhões de euros (-29,7%).

Os volumes principais no segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades caíram 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Isso se deu devido à queda na demanda por precursores de revestimentos em todos os principais setores consumidores, especialmente na indústria automotiva. As vendas caíram 8,8% para 572 milhões de euros devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O Ebitda caiu para 130 milhões de euros (-11,0%) devido aos efeitos negativos sobre os volumes e às margens mais fracas. Os custos mais baixos viabilizaram uma alta da margem de Ebitda no segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades para 22,7%, apesar dos efeitos do coronavírus.

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem 30 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 17,2 mil pessoas (em equivalência à jornada integral) no fim de 2019.

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Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões no ano fiscal 2019

22/04/2020

Ebitda foi R$ 5,9 bilhões e geração líquida de caixa de R$ 3 bilhões no ano passado

A Braskem mostrou resiliência diante do ciclo de baixa no cenário petroquímico global e fechou o ano de 2019 com Ebitda recorrente de R$ 5,9 bilhões e geração líquida de caixa de R$ 3 bilhões. Na comparação com o ano anterior, foram resultados 46% e 56% inferiores respectivamente, impactados sobretudo pelos menores spreads no mercado internacional e pelo menor crescimento global. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões. Dois fatores contribuíram para isso: o impacto negativo da depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida da empresa não designada para hedge accounting; e, acima disso, a provisão contábil de R$ 3,38 bilhões referente à implementação dos programas de compensação financeira, apoio à realocação e promoção de atividades educacionais e ao fechamento de poços de sal em Maceió (AL). Esses programas foram fruto de acordos com autoridades de Alagoas.

“Os resultados da companhia foram significativos, diante do cenário petroquímico mundial tão desafiador. Quanto a Alagoas, estamos trabalhando para garantir a segurança das pessoas, ao mesmo tempo em que estamos dando encaminhamento ao cumprimento do acordo assinado com autoridades locais e continuamos engajados nos estudos técnicos para retomada da produção de cloro-soda na nossa planta”, diz Roberto Simões, presidente da Braskem.

No quarto trimestre, a Braskem registrou Ebitda recorrente de R$ 993 milhões e geração livre de caixa de R$ 292 milhões, respectivamente menos 32% e 33% em relação ao mesmo período de 2018. A receita líquida de vendas foi de R$ 12,6 bilhões nos últimos três meses do ano.

Em 2019 como um todo, a Braskem realizou investimentos operacionais (US$ 470 milhões) e em projetos estratégicos (US$ 229 milhões) que totalizaram US$ 700 milhões, 21% inferior ao valor estimado no início do ano e ultrapassando a meta de redução de US$ 100 milhões estabelecida ao término do primeiro semestre, como resultado de seu compromisso com a higidez financeira.

A alavancagem corporativa, medida pela relação dívida líquida/EBITDA em dólares, foi de 4,71x.

No Brasil, a taxa de utilização das centrais petroquímicas foi de 85%, 6 p.p. inferior à 2018. Nos EUA, a taxa de utilização das plantas de PP foi de 89%, 2 p.p superior a 2018. No México, a taxa de utilização das plantas de PE foi de 76%, 1 p.p inferior a 2018, em função do menor fornecimento de etano.

Segurança, pessoas, meio ambiente e responsabilidade social

A taxa de frequência de acidentes com e sem afastamento (taxa CAF+SAF) por milhão de horas trabalhadas, considerando integrantes e terceiros, foi de 1,31 no ano, 58% abaixo da média do setor. A segurança é um valor inegociável da companhia, que tem como meta trabalhar para melhorar esse indicador.

Como parte do reconhecimento do esforço da Braskem em iniciativas ambientais, a companhia foi reconhecida como “Lista Triplo A” nos índices CDP (Carbon Disclousure Program) Água e Clima, referente ao exercício de 2018, consolidando-se como referência na gestão de riscos climáticos e de recursos hídricos. Além disso, foi reconhecida pelo sexto ano consecutivo como empresa líder em Desenvolvimento Sustentável pelo Pacto Global da ONU, sendo a única brasileira entre as 10 mil associadas.

Pelo pilar da economia circular, houve a ampliação da marca I’m greenT, que resultou na venda de 1.651 toneladas de resina reciclada (PCR) no ano, além de 699 toneladas de hexano reciclado vendido.

A Braskem e a Made in Space, empresa norte-americana contratada pela NASA para desenvolver novas tecnologias para operação em gravidade zero, criaram uma recicladora de plástico, que foi lançada ao espaço em novembro, durante a 12ª missão comercial de reabastecimento da empresa Northrop Grumman (NG12) à Estação Espacial Internacional, com o objetivo de transformar os resíduos plásticos em novas matérias-primas para a impressora 3D da estação.

Fonte: Braskem

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Covestro divulga resultados do ano fiscal de 2019

27/02/2020

  • Volumes principais crescem 2,0%
  • Vendas totais de cerca de 12,4 bi de euros (-15,1%)
  • EBITDA, conforme previsto, de 1,6 bi de euros (-49,9%)
  • Lançado programa para promover economia circular
  • Dividendos propostos de 2,40 euros por ação
  • Perspectiva para 2020: mais um ano desafiador

A Covestro divulgou comunicado informando ter atingido suas metas no ano fiscal de 2019, em um ambiente de mercado desafiador. Os volumes principais subiram 2,0% em relação aos números do ano anterior. As vendas do Grupo caíram 15,1% para aproximadamente 12,4 bilhões de euros, uma vez que os preços de venda permaneceram baixos devido ao aumento da competitividade em todos os segmentos. Consequentemente, segundo a empresa, o EBITDA caiu 49,9% para 1,6 bilhão de euros, em linha com a previsão. A receita líquida foi de 552 milhões de euros (-69,7%), enquanto o fluxo de caixa operacional livre ficou em 473 milhões de euros (-71,7%). Com base nisso, a Covestro planeja distribuir dividendos de 2,40 euros por ação, no mesmo nível do ano anterior.

“2019 foi marcado por muitas incertezas geopolíticas e macroeconômicas. Ainda assim, a demanda por nossos materiais mantém-se intacta, o que confirma a nossa visão de que os plásticos serão mais valiosos do que nunca no futuro”, afirma o CEO Markus Steilemann. “2020 também será desafiador para nós. Porém ainda vemos demanda por plásticos de alta tecnologia a longo prazo a fim de viabilizar um desenvolvimento mais sustentável em uma vasta gama de diferentes tecnologia-chave. É por isso que estamos conduzindo nossos negócios sistematicamente para a economia circular.”

No ano de 2019, a Covestro lançou um programa estratégico global para incorporar a economia circular em todas as divisões. Em particular, a empresa pretende utilizar matérias-primas alternativas, desenvolver iniciativas de reciclagem inovadoras e estabelecer amplas formas de cooperação e novos modelos de negócios.

“A Covestro tem bases financeiras sólidas, ainda que, como esperado, o resultado operacional para o ano fiscal de 2019 tenha ficado abaixo dos níveis recordes dos anos anteriores, devido à pressão contínua sobre os preços. Mesmo neste ambiente atingimos nossas metas”, diz o CFO Thomas Toepfer. “Só teremos sucesso no atual mercado se nos posicionarmos de forma ainda mais eficiente, priorizando projetos e questionando investimentos, a fim de preservar a flexibilidade financeira necessária”, complementa Toepfer.

Considerando que as perspectivas para 2020 seguem desafiadoras, a Covestro acelerou a implementação do programa plurianual de eficiência e eficácia lançado em 2018. Ele já permitiu o corte de 150 milhões de euros no último ano. Para 2020, a empresa pretende alcançar economias de 250 milhões de euros a serem reconhecidas nos lucros ou perdas, enquanto a expectativa de economias acumuladas até o fim de 2021 é de cerca de 350 milhões de euros anualmente. Além disso, foram tomadas várias medidas de curto prazo, como uma gestão de custos mais eficiente e uma nova revisão de todos os investimentos existentes e planejados. Isso deve resultar em uma economia adicional de 200 milhões de euros no atual ano fiscal. Além do foco contínuo na influência comercial da empresa, o foco de 2020 continuará sendo a eficiência.

Explorando o potencial econômico das inovações

Durante a feira de plásticos K 2019, realizada no ano passado em Düsseldorf, na Alemanha, a Covestro apresentou inúmeras inovações de produtos que respondem a atuais desafios globais como urbanização, mobilidade do futuro e mudança climática. Nos próximos anos, o foco será em alavancar ao máximo esse potencial do ponto de vista comercial. Sucheta Govil, novo membro da diretoria e CCO da Covestro desde meados de 2019, irá trabalhar para fortalecer o pulso comercial da Covestro. O objetivo é intensificar o foco no cliente, a digitalização e otimizar as estratégias de marketing, além de identificar as oportunidades de mercado mais cedo.

Revisão contínua dos projetos de investimentos: foco no longo prazo

A Covestro investiu um total de 910 milhões de euros em 2019 (ano anterior: 707 milhões de euros), a maior soma da sua história. Os projetos de investimentos são controlados com foco rigoroso na eficiência e o melhor uso possível do capital. Diante do cenário desafiador, a Covestro anunciou, em janeiro de 2020, uma pausa de 18 a 24 meses em seu projeto de investimento de MDI em Baytown, nos Estados Unidos.

Ainda assim, a Covestro está confiante de que as projeções de crescimento do MDI a longo prazo são altamente promissoras. A nova planta de MDI na unidade de Brunsbüttel, na Alemanha, entrou em operação no primeiro trimestre de 2020 conforme planejado. Isso dobrará sua capacidade de produção para 400.000 toneladas métricas por ano e tornará Brunsbüttel uma das três maiores unidades produtivas de MDI na Europa, garantindo a posição de liderança da Covestro nesse segmento de mercado.

Previsão para o ano fiscal de 2020: mercado segue desafiador

Para 2020 como um todo, a Covestro antecipa um crescimento de dígito único nos volumes principais. O Grupo espera que o FOCF fique entre 0 e 400 milhões de euros e o ROCE, entre 2% e 7%. A Covestro projeta que o EBITDA do ano todo ficará entre 1,0 e 1,5 bilhão de euros. No primeiro trimestre, a expectativa é que o EBITDA fique entre 200 e 280 milhões de euros.

Ainda não é possível prever os impactos financeiros do coronavírus no ano fiscal de 2020, afirma a empresa.

Resultados dos segmentos de Poliuretanos, Policarbonatos e Coatings/Adesivos/Especialidades

Os volumes principais no segmento de Poliuretanos subiram 2,3% ao ano. Uma tendência positiva de demanda nas indústrias de móveis e construção e nas indústrias eletroeletrônica e de aparelhos domésticos mais que compensou a demanda mais fraca, principalmente da indústria automotiva. As vendas caíram 21,5% para 5.779 milhões de euros, principalmente devido à tendência negativa nos preços médios de venda pela concorrência intensificada. O baixo patamar de preços afetou fortemente as margens, apesar da queda nos preços das matérias-primas. Consequentemente, o EBITDA caiu 63,2% para 648 milhões de euros.

No ano fiscal de 2019, os volumes principais no segmento de Policarbonatos subiram 2,7% ao ano, principalmente devido à demanda mais forte nas indústrias eletroeletrônica e de aparelhos domésticos, além do setor de construção. As vendas baixaram 14,3% para 3.473 milhões de euros e o EBITDA caiu 48,3% para 536 milhões de euros. Esses declínios também podem ser atribuídos à queda ano a ano dos níveis dos preços de venda, resultante da maior pressão competitiva. Além disso, a venda do negócio de chapas nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2018 também impactou as vendas no ano fiscal de 2019, com efeito negativo de 2,2%.

Os volumes principais de Coatings, Adesivos e Especialidades em 2019 sofreram queda de 1,0% em relação ao ano anterior. A principal razão foi a demanda mais fraca por precursores de revestimentos na indústria automotiva. Com 2.369 milhões de euros, as vendas do segmento mantiveram-se estáveis ano a ano (ano anterior: 2.361 milhões de euros). O EBITDA cresceu 1,1% para 469 milhões de euros. As margens menores, decorrentes da redução dos preços de venda, e os volumes mais baixos tiveram impacto negativo nos lucros, enquanto os efeitos cambiais e o efeito sobre o portfólio da aquisição de ações da DIC Covestro Polymer Ltd., sediada no Japão, elevaram os lucros.

Quarto trimestre de 2019 marcado por concorrência acirrada

Os volumes principais no quarto trimestre de 2019 subiram 3,8%. As vendas totais caíram 12,5% em relação ao trimestre do ano anterior, principalmente devido aos preços de venda mais baixos como resultado da maior pressão concorrencial em todos os segmentos. Em vista disso, o EBITDA foi de 278 milhões de euros (-5,1%) e a receita líquida foi de 37 milhões de euros (-53,2%) no quarto trimestre. O FOCF caiu 9,1% no ano para 330 milhões de euros.

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias eletroeletrônica e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção no mundo todo e, ao final de 2019, empregava cerca de 17,2 mil pessoas (em equivalência à jornada integral).

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Evonik confirma expectativas para o ano de 2019, apesar do contínuo enfraquecimento da economia global

04/12/2019

  • 2019: Ebitda ajustado deve continuar, no mínimo, estável
  • Expectativas de fluxo de caixa livre para o ano inteiro confirmadas e especificadas: cerca de 700 milhões de euros
  • Q3: Vendas e receitas operacionais abaixo das registradas no mesmo período do último ano
  • Disciplina de custos mais austera respalda as receitas

A Evonik confirmou as expectativas para o ano completo de 2019, apesar do contínuo enfraquecimento da economia global. A empresa prevê que o Ebitda ajustado se mantenha, no mínimo, estável na comparação com o último ano. As vendas devem ficar ligeiramente mais baixas que as do ano passado em virtude da queda na demanda. A expectativa era que as vendas permanecessem estáveis. Em 2018, a Evonik gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um Ebitda ajustado de 2,15 bilhões de euros – não incluindo o desinvestimento do negócio de Metacrilatos.

“Nós nos preparamos em tempo adotando uma disciplina de custos mais austera e outras medidas contingenciais frente a uma economia global desaquecida”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da Evonik. “Estamos sendo bastante proativos para assegurar o cumprimento das nossas expectativas para o ano”.

O programa de eficiência iniciado em 2018 com o objetivo de reduzir em 200 milhões ao ano as despesas administrativas e de vendas, foi acelerado. Até o final deste ano, a Evonik economizará 120 milhões de euros, 20 milhões de euros a mais que o originalmente planejado. Outros 20 milhões de euros serão economizados com a adoção de medidas contingenciais adicionais, como o adiamento de novas contratações e a redução de gastos com serviços externos.

A Evonik está especificando suas expectativas de fluxo de caixa livre para o ano inteiro e, agora, espera um valor em torno dos 700 milhões de euros, um fluxo de caixa livre significativamente mais alto que o do ano passado. Isso se deve sobretudo à redução de gastos de capital, à menor formação de capital de giro líquido e ao reembolso parcial de pagamentos de aposentadorias decorrente do “Contractual Trust Arrangement” (CTA). As previsões mais precisas não incluem impostos resultantes do carve-out da venda do negócio de Metacrilatos.

O desaquecimento da economia global continuou impactando o desempenho da Evonik no terceiro trimestre. Nos meses de julho a setembro, as vendas caíram 3% para 3,23 bilhões de euros devido à redução nos volumes e nos preços de venda. O Ebitda ajustado caiu 6% para 543 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho por segmento

Resource Efficiency: As vendas do segmento caíram 1% para 1,4 bilhão de euros no terceiro trimestre. Os negócios de tintas assim como de adesivos e resinas foram afetados pelo arrefecimento da economia global, especialmente nas indústrias automotiva e de tintas. Os volumes de vendas da sílica para aplicações industriais baixaram. Os polímeros de alta performance, no entanto, foram beneficiados pela sólida demanda por membranas e pela indústria de impressão 3-D. Os “Crosslinkers” tiveram uma procura elevada da indústria eólica. O Ebitda ajustado do segmento baixou 4% para 322 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas declinaram 2% para 1,14 bilhão de euros no terceiro trimestre. A demanda por aminoácidos essenciais para nutrição animal se manteve alta, enquanto os preços de venda caíram ainda mais. Nos negócios de Health Care as vendas aumentaram, especialmente em resultado de boa demanda por ingredientes farmacêuticos e alimentícios. As vendas de aditivos para espumas de poliuretano subiram de maneira significativa, sobretudo devido à alta demanda por bens de consumo duráveis e materiais de isolamento. O Ebitda ajustado do segmento recuou 11% para 188 milhões de euros.

Performance Materials: As vendas no terceiro trimestre caíram 20% para 475 milhões de euros na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O avanço dos negócios de Performance Intermediates foi prejudicado pela redução do preço do petróleo e da nafta e, também, em decorrência de preços de venda ligeiramente mais baixos. Restrições continuadas no fornecimento de matérias-primas e problemas técnicos nas plantas de C4 em Marl e Antuérpia afetaram as receitas. Nos negócios de Functional Solutions o setor de alcóxidos apresentou bom avanço. O Ebitda ajustado do segmento declinou 25% para 47 milhões de euros.

A Evonik é uma das empresas líderes mundiais em especialidades químicas. Com mais de 32.000 colaboradores, a Evonik atua em mais de 100 países no mundo inteiro. No ano fiscal de 2018, a empresa gerou vendas de 13,3 bilhões de euros e um lucro operacional (Ebitda ajustado) de 2,15 bilhões de euros.

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