Empresas capixabas do setor de Plásticos destacam os reflexos da pandemia de Covid-10 na rotina industrial e na produção

Entre queda e aumento de demandas, empresas ainda mantém equilíbrio  após a chegada do vírus ao País

Desde o início da pandemia provocada pela Covid-19, o setor de Transformados Plásticos do Espírito Santo buscou se adequar para manter a produção essencial e promover a segurança dos colaboradores, clientes e fornecedores, no atendimento, especialmente, de demandas por embalagens para alimentos e bebidas, descartáveis, produtos de higiene e limpeza, e agricultura no Estado.

Pouco mais de um mês após o primeiro caso da doença registrado no Brasil, os empresários e gestores do setor contam como a pandemia impactou o dia a dia das empresas e como estão gerenciando a produção neste período. A Embali Indústria Plásticas, empresa localizada no município de Cariacica, que fornece para os segmentos Alimentício, Farmacêutico, Cosméticos e Laboratorial, destaca que a produção teve uma queda pequena.

“Ainda não tivemos um impacto muito forte. Nossa baixa maior foi no início de março, estando agora mais estabilizada. Como nossos contratos são de longo prazo, optamos por não pegar demandas sazonais vindas em decorrência da pandemia, dando prioridades aos atendimentos que já temos. Investimos então na fidelização e no bom atendimento aos nossos clientes”, destacou o CEO da Embali, Frederico Yamashita.

A Afort, empresa localizada no polo industrial de Serra, utilizou como estratégia a negociação com os clientes, a fim de facilitar os pagamentos. Segundo a gestora financeira da empresa, Tânia Pereira Nunes, foram implementadas novas opções para os pagamentos, como a utilização do cartão de crédito e do aplicativo PicPay, além do pagamento via boleto que já existia. “Nossos clientes são especialmente os materiais de construção, por isso, optamos por oferecer mais flexibilidade de pagamento, prorrogar alguns prazos e isentar os juros por um certo período”, disse.

A estrutura financeira e a gestão interna da empresa também permitiram que a Afort pausasse algumas áreas temporariamente, para colaborar com o isolamento social, e trabalhasse com a venda de produtos em estoque. Outros setores, entretanto, mantiveram o funcionamento, respeitando as orientações dos órgãos de saúde e da indústria. “Colocamos muitos profissionais em home office e estamos tratando um plano de ação mês a mês, revisado de acordo com o momento da pandemia”, completa a gestora.

Na Fibral, localizada em Aracruz, 80% dos funcionários foram colocados de férias no início de abril e a parte que manteve as atividades está em home office. Essa foi a alternativa do proprietário Celito Lima para lidar com a queda no número de serviços durante a pandemia. A empresa atua no fornecimento de produtos e serviços em fibra de vidro, tendo como principais clientes as indústrias de papel e celulose e as indústrias químicas.

“Alguns clientes suspenderam os serviços, mantendo apenas o atendimento para casos de urgência. Já os serviços preventivos e corretivos foram prorrogados para o segundo semestre”, afirma Celito Lima. Ele diz que tem recorrido a recursos disponíveis em bancos e do Governo para manter as atividades sem um impacto maior. “Temos um planejamento e vamos tomando as medidas de acordo com os acontecimentos”, explica o empresário.

Otimismo consciente acompanha o setor

Ciente do momento de fragilidade econômica, mas sem perder a confiança no trabalho, o empresário Antonio Narciso, proprietário da empresa Galão Brasil, localizada em Viana, afirma que este é um momento de agir com prudência sem perder o otimismo. Fabricante de garrafão para água mineral e tampa para garrafão, ele viu sua produção cair em quase 30%, mas, por atuar em um mercado bastante sazonal, não responsabiliza a pandemia por essa queda.

O empresário ainda está concentrado na construção de uma estrutura própria para sua empresa em um investimento em torno de R$ 1 milhão. A partir da inauguração do espaço, previsto para o final de 2021, planeja também aumentar o mix de produtos. “Tratamos a pandemia com todo o cuidado em relação às medidas preventivas e protetivas, orientando e aconselhando nossa equipe em diversas reuniões e seguindo as diretrizes recomendadas. Chegamos a ter dois funcionários afastados com sintomas de gripe, mas sem confirmação do coronavírus. Eu sempre fui muito otimista. Acredito muito no mercado e muito no trabalho”, diz.

O presidente do Sindiplast-ES, Jackley Maifredo, afirma que estar atento também às circunstâncias durante a pandemia é essencial para as empresas se manterem competitivas. A Maifredo Embalagens, empresa de sua propriedade, aumentou a produção em cerca de 40% desde o início do coronavírus no País. “Tivemos este crescimento pela venda de embalagens de álcool em gel. Hoje, nossa produção está mais de 50% voltada para este produto e estamos instalando uma nova máquina com capacidade de dobrar as produções dessa linha”.

O empresário destaca que, na gestão do Sindiplast-ES, tem priorizado o diálogo e as orientações aos associados, para a adoção de medidas que protejam a saúde e também os empregos dos colaboradores. “Muitas empresas de Plásticos estão apoiando o Governo do Estado na produção de protetores faciais e exercendo a solidariedade a partir de doações de produtos para famílias carentes da Grande Vitória. No sindicato, nos colocamos a disposição para divulgar produtos e serviços dos associados em nossos canais de comunicação. Ao mesmo tempo, estamos levantando ações solidarias que podem ser praticadas por cada um deles”, finalizou.

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