Simplas promoverá apresentação sobre Indústria 4.0 durante a próxima reunião-jantar

Diretor Regional do Senai-SC, Jefferson de Oliveira Gomes, abordará o tema segunda-feira (9), às 20h, na CIC de Caxias do Sul (RS)

Vislumbra-se que em 2020 haverá profissões que ainda não existem e que substituirão outras que acabaram de surgir; a educação precisará ser reformulada para a solução de problemas; e o desenvolvimento dos negócios no Brasil precisará de uma completa reformulação.

Tal cenário será explorado durante a palestra “Indústria 4.0” que o diretor regional do Senai de Santa Catarina, Jefferson de Oliveira Gomes, traz para a Reunião-Jantar do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) na segunda-feira (9), a partir das 20h. O evento será na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS). Mais informações e consulta para adesões podem ser feitos pelo telefone (54) 3013.8484 ou e-mail vanessa@simplas.com.br.

Engenheiro mecânico com graduação e mestrado pela UFSC e professor da divisão de engenharia mecânica-aeronáutica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Gomes deixou a gerência executiva de tecnologia e inovação do Senai nacional, em Brasília, para assumir o comando da regional catarinense, em Florianópolis, há dois anos.

“Nos acostumamos com uma indústria em que a gente trabalha com máquina. Só que agora chegamos num momento em que a máquina trabalha com a gente. É uma lógica um pouco diferente”, comenta Gomes. Segundo o palestrante, a dificuldade de acesso à infraestrutura e o labirinto regulatório tem sido os maiores entraves para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. Por outro lado, existe grande oportunidade para novidades germinadas em parques tecnológicos.

“Os americanos dizem que estamos saindo da era em que produzimos para o cliente e estamos chegando na era em que o cliente nos produz. É a era da customização em massa. O cliente me diz o quê e como quer. Por meio de sensores, estas informações são transmitidas diretamente à fábrica, a partir do produto. Primeiro, tínhamos as máquinas comunicando-se entre si. Agora, temos plantas industriais inteiras interligadas, recebendo e transmitindo informações e trabalhando com robótica inteligente”, comentou.

Neste sentido, afirma Gomes, há uma necessidade premente de se reformular o paradigma da educação no Brasil. Segundo ele, hoje o Brasil tem 27 milhões de estudantes que serão formados sem uma especialização técnica. Apenas 6% dos jovens brasileiros concluem o ensino médio com alguma formação técnica. Na Alemanha, o índice gira em torno dos 56%. E na Suécia, supera os 70%.

Dados do Fórum Econômico Mundial citados por Gomes revelam que, dos 3 bilhões de trabalhadores com algum tipo de vínculo empregatício no mundo, 1 bilhão exercem profissões que não existiam cinco anos atrás. E das profissões que surgirão nos próximos oito anos, 65% ainda são desconhecidas.

“Ninguém sabe dizer com certeza o que vai acontecer. Mas o que se sabe é que a educação terá de ser baseada em problemas. As pessoas terão que trabalhar mais em conjunto. Será preciso entender de engenharia e de psicologia. A indústria moderna é feita por gente que pensa e trabalha”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Simplas

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