Apesar da queda no consumo de resinas plásticas, Adirplast está confiante nas perspectivas para 2017

adirplastCom queda prevista de 4% no consumo de resinas plásticas no país neste ano, em relação ao ano anterior, distribuidores associados à Adirplast acreditam que iniciativas de valorização às empresas transformadoras nacionais podem fortalecer a indústria brasileira do plástico

A Adirplast (Associação de Distribuidores de Resinas Plásticas) apresentou no dia 8 de dezembro, em São Paulo, estudo que aponta queda prevista de 4% a 5% na comercialização de resinas plásticas no país em relação a 2015. O material, analisado pela 2U Inteligência de Marketing, considerou, entre outras informações, as vendas de PE’s (polietilenos) e PP’s (polipropilenos) feitas durante janeiro e setembro deste ano no Brasil – não apenas por empresas vinculadas à entidade. Não bastasse a queda deste ano, é preciso lembrar que o setor já amargava números 5% menores em 2015, quando comparado a 2014.

Considerando apenas o mercado de PE’s e levando em conta apenas o primeiro semestre deste ano, já que números totais ainda não foram consolidados, as quedas são mais acentuadas. Na comparação com mesmo período do ano passado, as vendas caíram 12,2%. A explicação pode estar na importação, mas não de resinas apenas. Isso porque, apesar de as PE’s terem sido as resinas plásticas mais importadas no período, com 30% do mercado, as importações também estão caindo e devem fechar este ano ao menos 5,5% menores do que ao final de 2015. A importação de produtos acabados, inclusive embalagens, além, claro, da própria diminuição de consumo no país, colaboraram em muito para esse cenário. O consumo aparente de resinas de PE’s, PP’s e PS+EPS no país em 2016 será aproximadamente 4% menor que o de 2015, quando foram comercializadas 3,8 milhões de toneladas de resinas PE’s e PP’s.

Apesar do cenário negativo, os associados à entidade, responsáveis por um faturamento de R$ 3,5 bilhões por ano, comemoram estabilidade em suas atividades e contabilizam quase 50% do setor de varejo. O que é uma conquista, considerando que o setor é muito pulverizado e sem regras claras de competição, no qual concorrem centenas de empresas, entre distribuidores sem bandeiras e transformadores revendedores.

No mercado nacional de resinas, o varejo atende a cerca de 20% da demanda. A comercialização dos outros 80% é feita diretamente pelas petroquímicas aos grandes transformadores. No entanto, o mercado é formado, quase que em sua totalidade (80%) por pequenas e médias empresas que precisam de apoio.

Entre os diferenciais oferecidos pelas afiliadas à Adirplast aos clientes, destaca a entidade, está a procedência e qualidade dos produtos, a grande gama de resinas ofertadas, com mais de 2.500 grades, assistência técnica, o financiamento das compras e a entrega em menos de 24 horas. “Nosso foco é o cliente. Sabemos que quando um transformador brasileiro perde venda para as importações de produtos acabados, todos nós perdemos. Por isso, resolvemos ter uma postura mais ativa diante de temas que influenciam diretamente o nosso negócio e, consequentemente, a cadeia do plástico. Um deles é na forma como nossos clientes gerem seu negócio”, explica Laercio Gonçalves, presidente da entidade e da Activas Plásticos Industriais.

A preocupação com a eficiência da gestão empresarial é o que tem permitido que as empresas associadas à Adirplast obtenham resultados acima da média do mercado, apesar da significativa redução de tamanho do mercado e dos sérios inconvenientes causados pela inadimplência no setor. Por isso, gestão é uma das bandeiras da entidade, que deve promover cursos e palestras sobre o assunto para seus clientes: “Acreditamos que a gestão aprimorada é o que pode de fato mudar a história dos pequenos e médios transformadores de plástico no país. Por isso, pedimos que as petroquímicas entrem conosco neste desafio. É preciso mais atenção com mercado local e transformador fidelizado”, explica Osvaldo Cruz, diretor da Entec Polímeros e vice-presidente da Adirplast.

A Adirplast, que completa 10 anos em 2017, tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de plásticos. Seu objetivo é estreitar os laços que unem os segmentos da indústria, além de demonstrar a importância que os distribuidores têm para o setor e para o desenvolvimento do mercado brasileiro de plásticos. A entidade trabalha ainda para promover a imagem sustentável do plástico, melhorar a gestão financeira dos transformadores e ajustar o desordenamento tributário sobre a indústria.

Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de resinas plásticas e filmes BOPP-PET que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 3,5 bilhões, em 2015, e responderam por cerca de 10% de todo o volume de polímeros comercializados no país. Credenciadas pelos fabricantes, essas empresas ostentam bandeiras dos produtores, o que garante ao cliente final a qualidade do produto e do serviço de logística. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, em um universo de 11.500 transformadores de resinas plásticas no Brasil. Para atendê-los, emprega 180 representantes externos e mantém 150 contact centers, além de equipes de assistência técnica e de pós-venda.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Adirplast

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