Embalagem de ráfia retorna ao mercado de sementes tratadas

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Com a mudança da Instrução Normativa, resinas plásticas buscam espaço em setor que consome mais de 30 milhões de embalagens por ano

Produto capaz de garantir mais leveza e proteger contra a umidade, roedores e sujeira do ambiente, as embalagens de ráfia feitas com polipropileno da Braskem voltam ao mercado para o armazenamento de sementes tratadas após 10 anos.

A volta das embalagens de plástico foi possível após alteração, pelo Ministério da Agricultura, da Instrução Normartiva nº9/2005. Se antes o armazenamento de sementes tratadas estava limitado a sacos feitos de papel (multifoliados), agora a regra permite o acondicionamento em outros tipos de embalagens, desde que sejam “embalagens novas, confeccionadas em material de comprovada durabilidade, resistência e eficiência técnica, que não ponham em risco a saúde humana ou animal”.

A solicitação para a mudança partiu da Braskem, Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol), Embrapa e Comissão de Sementes e Mudas (CSM) do Paraná. Os estudos foram acompanhados pelo especialista em Patologia de Sementes da Embrapa de Londrina, Ademir Assis Henning, que realizou os experimentos apresentados ao Ministério da Agricultura. “Analisamos duas safras diferentes e observamos o comportamento das sementes nas embalagens multifoliadas de papel e de ráfia, feitas de polipropileno, por mais de 120 dias. Notamos que não houve prejuízos com o uso da ráfia. Pelo contrário, a embalagem plástica mostrou melhor performance para o manuseio do agricultor”, afirma Henning.

A embalagem de resina plástica apresenta inúmeras vantagens em relação à de papel, pois pode ser transparente, permitindo a visualização da cor e do tipo da semente, e oferece maior proteção contra a umidade, roedores e sujeira do ambiente, afirma a Braskem. Além disso, a embalagem é também mais resistente e leve, o que otimiza o processo logístico. “Foram dois anos intensos de trabalho para comprovar e apresentar os avanços tecnológicos e inovações promovidas pela indústria de embalagens e de sementes que colocaram novamente a embalagem de ráfia no mercado em condições de atender o segmento”, explica André Giglio, especialista de desenvolvimento de mercado da Braskem.

“Os produtores de sementes já utilizavam a embalagem plástica de ráfia nos produtos sem tratamento, por ser mais resistente. Com a mudança na norma, acreditamos que num curto período de tempo a procura pelo mercado de sementes tratadas deve aumentar”, relata Marcelo Vivolo, diretor geral da Embrasa.

Com a alteração da Norma desde outubro de 2015, os produtores de sementes com tratamento industrial ganharam mais uma opção de empacotamento e o segmento voltou a atuar em um mercado que consome mais de 30 milhões de embalagens por ano, qual pode corresponder a um volume de aproximadamente três mil toneladas/ano de resinas. “A tendência é que haja aumento no consumo da ráfia e já estamos vendo isso na nossa empresa com o aumento na procura. Temos pedidos fechados que vão até abril e clientes do país inteiro solicitando amostras para testar o produto”, afirma Jefferson Chezamoski, supervisor comercial da Procopio Indústria e Comércio.

“Esse trabalho realizado em parceria com a Afipol, Embrapa e CSM/PR é uma conquista que favorece toda a cadeia produtiva, trazendo benefícios até o consumidor final”, relata Marco Boix, líder comercial do segmento de ráfia da Braskem.

Fonte: Braskem

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