Braskem lucra 2,9 bilhões em 2015

Queda no preço da nafta, derivada do petróleo, beneficiou a empresa

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Beneficiada pela queda nas cotações globais do petróleo, que afetam diretamente o preço da sua principal matéria-prima, a nafta, a Braskem teve lucro líquido de aproximadamente 2,9 bilhões de reais no ano de 2015, o que significou um aumento de 299 % em relação ao lucro do ano anterior, que foi de R$ 726 milhões. Além disso, a apreciação do dólar no mercado interno contribuiu para aumentar a competitividade da empresa frente às resinas importadas, o que compensou a retração na demanda interna por resinas resultante da desaceleração da economia brasileira.

Segundo a empresa, ganhos de eficiência nas linhas de produção, melhores resultados nas unidades dos Estados Unidos e Europa e espaço para aumento das exportações, associados ao efeito positivo do câmbio e dos spreads petroquímicos internacionais, também contribuíram para o resultado de 2015.

Em 2015, a Braskem apresentou taxa média de utilização dos crackers de 89%, 3 pontos percentuais acima do ano anterior, refletindo o bom desempenho operacional da companhia com o recorde da produção da unidade de petroquímicos básicos. Se fosse desconsiderado o fornecimento insuficiente de matéria-prima para o polo do Rio de Janeiro, a taxa de operação no ano teria sido de 92%. No último trimestre do ano, a taxa média de uso dos crackers foi de 83%, impactada pelo incidente no polo petroquímico de Mauá (SP).

Nos EUA e na Europa, as plantas de polipropileno (PP) operaram acima de sua capacidade nominal, atingindo taxa média de 101% no quarto trimestre e refletindo tanto uma maior eficiência operacional como também a maior demanda pelo produto nos Estados Unidos. No período, a produção bateu novo recorde e totalizou 510 mil toneladas, alta de 9% sobre igual trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, a taxa média de operação das unidades industriais nos EUA e na Europa foi de 98%, 6 p. p. superior a 2014.

Por conta da fraca demanda brasileira de resinas (PE, PP e PVC), o mercado doméstico retraiu-se 7,6% em relação a 2014, somando 4,9 milhões de toneladas. No ano passado, a participação de mercado da Braskem avançou 1 ponto percentual e as vendas da companhia totalizaram 3,4 milhões de toneladas, com queda de 6% em relação a 2014, menor que a retração ocorrida no mercado. De forma a compensar essa queda no front interno, a Braskem aumentou suas exportações de resinas em 28% e de petroquímicos básicos em 1%.

A companhia teve um EBITDA ajustado (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 9,372 bilhões em 2015, alta de 67% sobre o obtido um ano antes. Os dividendo propostos para o ano de 2015 foram estabelecidos em 1 bilhão de reais.

No quarto trimestre de 2015, o lucro foi de R$ 158 milhões, revertendo o prejuízo em igual período do ano anterior. O nível de alavancagem financeira da Braskem, medido pela relação entre dívida líquida por EBITDA em dólar, encerrou o trimestre abaixo de 2 vezes (1,91x), o mais baixo patamar em nove anos.

A receita líquida cresceu apenas 3 % no ano, para R$ 47,283 bilhões, números bem menos expressivos do que os outros indicadores do balanço, em decorrência da queda no preço do petróleo, que impacta diretamente o preço de derivados como os intermediários de segunda e terceira geração petroquímicas, além de produtos como as resinas plásticas comercializadas. pela Braskem. A receita líquida seria ainda menor se não fossem o aumento das exportações, beneficiadas pela depreciação do real frente ao dólar.

“Apesar do fraco desempenho da economia brasileira, o resultado da companhia foi muito positivo graças à maior eficiência operacional no Brasil e no exterior e à estratégia de direcionar parte da produção para a exportação, além de importantes fatores conjunturais externos, como o câmbio e os spreads petroquímicos internacionais”, diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem. “Mas, diante de um cenário desafiador para 2016 no Brasil, a Braskem continuará empenhada na busca de maior competitividade com programas internos de redução de gastos, no apoio à cadeia de transformados plásticos e no esforço de exportação”.

Planta Mexicana

No primeiro trimestre de 2016, a Braskem está dando partida na operação do Complexo no México, que traz importante diversificação de matéria-prima e geográfica no portfólio de ativos da Companhia. Localizado em Nanchital, no estado mexicano de Veracruz, o complexo petroquímico, fruto de um investimento de US$ 5,2 bilhões em parceria com a empresa Idesa, tem capacidade de produção de mais de 1 milhão de toneladas de Polietileno (PE) fabricado a partir do etano fornecido pela PEMEX. Ao longo do ano, a expectativa é que a curva de operação aumente de forma gradual e de forma mais acentuada a partir do segundo semestre.

Fonte: Estado de São Paulo / Braskem

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