Empresários do setor de plásticos do ABC conhecem medidas para redução de custos da energia elétrica

Em um cenário de elevação do preço da energia elétrica em todo o país, provocado, entre outros fatores, pelo aumento no custo da energia hidrelétrica e o acionamento de usinas termoelétricas, empresas do Grande ABC buscam alternativas para se manterem competitivas. Na noite da quinta-feira, dia 24/09, empresários receberam dicas sobre como economizar o insumo, durante palestra gratuita do SENAI.

No evento, idealizado pelo Arranjo Produtivo Local do Plástico do ABC, e realizado por meio de parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e o SEBRAE SP, foram pontuadas as razões para o aumento do preço da energia elétrica, mencionando, por exemplo, o sistema de bandeiras tarifárias, autorizado pela ANEEL, que vigora desde o início do ano e torna o custo do insumo variável de acordo com os níveis de abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas.

Para contornar a elevação dos preços, é necessário estruturar internamente a gestão da energia, seja em uma empresa ou até mesmo em uma residência. É o que explicou Dener Piolo, engenheiro eletrotécnico do SENAI,  especialista em Produtos Tecnológicos, durante a palestra.

“A idéia das ações de eficiência energética é proporcionar que as empresas produzam a mesma coisa, ou até mais, com custos menores. Nosso papel é ajudar as empresas a conseguirem otimizar o uso da energia na produção”, disse.

Mudanças como a substituição do modelo de lâmpadas fluorescentes e de reatores convencionais para reatores eletrônicos e alterações na tecnologia de equipamentos e máquinas utilizadas na produção estão entre as medidas que podem contribuir para a redução da conta com a energia elétrica.

Ao final do evento, Piolo apresentou os serviços e consultorias prestados pelo SENAI relativas a soluções em eficiência energética para a redução dos custos, consumo e diminuição do impacto ambiental no processo produtivo, com o objetivo de maximizar competitividade e a produtividade da indústria.

A palestra marca a retomada das ações do Arranjo Produtivo Local (APL) do Plástico do ABC. O grupo, que se reúne periodicamente, discute assuntos estratégicos para a indústria de plástico e toda sua cadeia produtiva.

A partir de temas relevantes para o setor que estão sendo elencados nas reuniões, o APL Plástico planeja e executa atividades para ampliar o alcance dos debates e a participação dos empresários nas ações.

“Este é o passo inicial para a retomada do APL, mas precisamos de novos atores para conseguir dar mais peso às ações do grupo. Com um arranjo forte, é mais fácil encontrar soluções para desafios comuns aos empresários do setor”, afirmou Giancarlo Bechelli, da empresa Letska, uma das integrantes do APL.

Segundo um estudo realizado em 2014 pela consultoria MaxiQuim sobre o setor químico do ABC, o faturamento das indústrias de transformação plástica chegou a R$ 3,9 bilhões em 2013.

De acordo com dados analisados pelo GT Químico do ABC, com base nas estatísticas do RAIS 2013*, do Ministério do Trabalho e Emprego, existem no ABC cerca de 540 estabelecimentos cadastrados como “indústria de transformação plástica”.

Fonte: Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC

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