Start-up americana aposta na produção de precursor do PET a partir do CO2

  • Conversão de CO2 em garrafas de plástico
  • Startup consegue produzir químicos a baixo custo utilizando dióxido de carbono.

Reciclagem_logoUma startup norte-americana angariou 15 milhões de dólares para desenvolver tecnologia que converte dióxido de carbono (CO2) em produtos químicos. A Liquid Light vai utilizar como matéria-prima o CO2 que resulta da atividade humana – e deste modo contribuir para reduzir, à sua escala, as concentrações deste gás de efeito de estufa.

A solução técnica é inovadora e explica-se, em traços gerais, da seguinte forma: o dióxido de carbono é recolhido de fontes industriais (uma fábrica, por exemplo) e através de um sistema de catalisadores obtêm-se outros elementos químicos. Ou seja, geram-se produtos necessários utilizando pouca energia e sem recorrer a processos poluentes, além de reduzir as emissões de dióxido de carbono, o qual contribui para o efeito-estufa.

Este método permitirá criar vários tipos de compostos químicos que têm como base átomos de carbono  e oxigênio (presentes na molécula de CO2), além do hidrogênio, mas a primeira aposta da Liquid Light é a produção de etilenoglicol, um composto utilizado, entre outros processos, na produção de garrafas de PET. A empresa estima que o mercado potencial é da ordem de 87 bilhões de dólares.

A importância desta nova técnica é reforçada pela escala que pode vir a ser alcançada. A startup norte-americana afirma que a abundância da matéria-prima e o custo de produção do etileno glicol pode reduzir o preço final em 80%.

Esta tecnologia responde parcialmente ao problema global da acumulação de dióxido de carbono na atmosfera, o principal responsável pelo aquecimento global. Há vários anos que muitos cientistas procuram soluções, enquanto as emissões continuam a aumentar e a capacidade regenerativa da floresta diminui. A captura e retenção do CO2 em minas ou poços secos de gás e petróleo, situados a grande profundidade e isolados por camadas de rocha sólida, é um processo eficiente mas caro e não reconverte o dióxido de carbono como fazem as plantas, apenas o “esconde”. Por isso esta nova técnica resolvem-se dois problemas com uma solução: aproveita-se o CO2 poluentes para produzir compostos e materiais úteis.

Fonte: Abiplast / Observador

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