Abiplast apóia Interplast e aponta os desafios da indústria de plásticos em 2014

O desempenho da indústria de transformados plásticos em 2013, de maneira geral, foi positivo. Variáveis importantes como produção, exportação, emprego e investimento apresentaram aumento no ano. Contudo, o setor ainda revela desafios para 2014. A afirmação é da Abiplast, apoiadora da Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico (Interplast), que será realizada de 18 a 22 de agosto, em Joinville/SC.

Segundo a entidade, a região Sul é estratégica para um evento como a Interplast porque concentra 27,6% das 11,7 mil empresas transformadoras de plástico brasileiras. São 3.226 empresas, que empregam mais de 94 mil pessoas, o que representa quase 5% do total de emprego gerado pela indústria de transformação na região.

“O setor de transformados plásticos é um importante fornecedor de produtos e soluções para praticamente todos os segmentos da economia brasileira. O fortalecimento desse setor passa pela solução de problemas horizontais da indústria, associados ao “custo Brasil”, e pela criação de um ambiente competitivo, com matérias-primas a preços competitivos e redução de distorções tributárias que afetam especificamente o setor”, defende José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast.

Para apoiar o setor, a associação desenvolve ações estruturantes visando melhorar as condições de mercado com programas para qualificação de mão de obra, melhoria da gestão empresarial, incentivo à inovação e ações voltadas ao meio ambiente com participação ativa na Política Nacional de Resíduos Sólidos, no Acordo Setorial de Logística Reversa e na melhoria e estruturação do setor de reciclagem de plástico. “São ações que demandam mais apoio do Governo na análise da estrutura tributária brasileira para resolver assimetrias. Por conta do momento político, essa é uma agenda de longo prazo e  versa sobre equalizações tributárias, com a isonomia entre IPI de matérias-primas e produtos finais; a revisão da lógica tributária da atividade de reciclagem e a manutenção de condições de acesso a matérias primas a preços competitivos”, explica Coelho. A Abiplast desenvolve ainda ações para eliminar entraves que limitam a competitividade do setor de transformados plásticos.

Segundo o executivo, o processo de desindustrialização é uma realidade do setor industrial brasileiro e o transformado plástico também é afetado nesse processo. “O fato é que o crescimento da demanda brasileira por transformados plásticos, que no último ano cresceu em 8%, está sendo sistematicamente absorvida por importações. O coeficiente de importação de transformados plásticos, ou seja, o percentual da demanda brasileira atendida por importações está em 12% e cresceu 20% desde 2007. Já o déficit da balança comercial de transformados plásticos, aumentou 20% em 2013 em comparação com o ano anterior e se observarmos desde 2007 o déficit da balança hoje está três vezes maior”, diz.

Os desafios para 2014 envolvem o fortalecimento da indústria para que ela consiga atender a demanda nacional, que cresceu 8% em 2013. A busca pela competitividade também se tornou um desafio em meio a tantos fatores desfavoráveis de cunho estrutural, que só devem ser solucionados no longo prazo.

“2014 apresenta dois fatores extras que podem postergar o desenvolvimento da indústria plástica: a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, que diminuirá os dias úteis de trabalho e as eleições que inibem decisões importantes na política industrial. Entretanto, o setor espera que a balança comercial, a produção e o faturamento aumentem em 2014. O setor alimentício e a produção de embalagens para esse segmento sempre é o mais representativo da indústria de transformados plásticos e a expectativa é de crescimento de 2,5% a 3,5% no consumo por essa indústria. Outro segmento expressivo é o da construção civil, que consome diversos componentes de plástico e estima crescer de 3,5% a 4% em 2014. Além disso, está em discussão o Plano Nacional de Saneamento que prevê aportes de aproximadamente R$ 25 bilhões/ano. Por fim, o setor automotivo, que não espera repetir o crescimento de 2013, porém o Programa Inovar-Auto representa uma grande oportunidade para fornecedores de peças e componentes automotivos plásticos”, finaliza.

Sobre a feira

A Interplast – Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico – é a principal feira do segmento plástico do Brasil realizada nos anos pares. Em sua oitava edição, conta com cerca de 550 expositores abrangendo soluções e tecnologias nos segmentos de máquinas e equipamentos, transformadores, ferramentarias, embalagens, matéria-prima, periféricos, design e serviços.

Em paralelo à feira acontece o Cintec 2014 Plásticos – Congresso de Inovação Tecnológica -, organizado pela UniSociesc, e que reúne cerca de 400 congressistas a cada edição.

Simultaneamente à feira da indústria plástica ocorre a EUROMOLD BRASIL – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentarias, Design e Desenvolvimento de Produtos -, viabilizada por meio de joint venture entre a Messe Brasil e a Demat, uma das mais representativas empresas privadas de organização de feiras da Alemanha. A estimativa é que as duas feiras gerem mais de R$ 500 milhões em negócios.

A Interplast tem promoção e realização do Simpesc (Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina) e apoio da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Fonte: Assessoria de Imprensa – Messe Brasil

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