Expositores comemoram vendas realizadas durante Feiplastic 2013 e indústria têm encomendas programadas até o final de 2013

ExpositorFeiplastic_2es que chegaram a vender até 60 máquinas, ou com faturamento de R$ 15 milhões em cinco dias de feira. Este é o balanço positivo da FEIPLASTIC 2013 – Feira Internacional do Plástico, encerrada no dia 24 de maio. Estandes lotados e satisfação de visitantes e expositores deram a tônica do evento, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. “Muitos já venderam o suficiente para reservar a produção até o final do ano”, relata Wilson Carnevalli, diretor da Carnevalli e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq.

Durante a FEIPLASTIC, os 69.150 mil visitantes percorreram 85 mil m² do Anhembi em busca de inovação, lançamentos e alta tecnologia aliados à sustentabilidade de 673 empresas e 1402 marcas. De acordo com Liliane Bortoluci, diretora do evento, “a feira superou as expectativas, tanto em número de expositores como em público visitante, cada vez mais qualificado e com poder de decisão. Só aqui engenheiros, diretores, técnicos, entre outros, podem comparar produtos e vê-los funcionando ao vivo, num mesmo lugar. Negócios se efetivam aqui dentro”. Neste ano, a FEIPLASTIC recebeu 144 novas empresas participantes interessadas em ampliar presença no mercado brasileiro e concretizar negócios. Entre elas, destacam-se grandes multinacionais como a holandesa DSM, cujas áreas de atuação envolvem os plásticos de engenharia; a alemã SIKORA, que agora tem filial no Brasil; e o grupo italiano TCM, que pretende instalar sua primeira fábrica no País, voltada à produção de embalagens PET.

Segundo a Abiplast, os investimentos em máquinas realizados pelo setor apontam recuperação, confirmada pelo pelos expositores da FEIPLASTIC. Nos três primeiros meses de 2013, foram investidos R$ 623 milhões. Em nenhum mês do ano anterior foi verificado volume igual de investimentos. O presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, ressaltou também a importância da indústria plástica como fonte de emprego. “Na terceira geração do petróleo, que são os transformados plásticos, a cada R$ 1,3 milhão investido, um emprego é criado. Na segunda geração, o valor já é de R$ 10 milhões para um emprego. A indústria de primeira geração precisa de R$ 22 milhões por emprego. Por isso, somos uma grande força empregadora no país”. A evolução de vagas de emprego no setor plástico no primeiro trimestre de 2013 foi de 6,4 mil vagas.

Também presente na feira, a Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista, instituição financeira do governo do Estado de São Paulo, que firmou acordos com fabricantes e revendedores. No total, foram realizados 35 acordos operacionais com expositores, que estimam novos negócios nos próximos meses.  Outro foco de investimentos foi a rodada internacional de negócios Think Plastic Brazil organizada pela Abiplast junto com a Apex Brasil, e que proporcionou aos participantes 107 reuniões, com compradores do Peru, Equador, EUA, Guatemala, México e Colômbia e 31 empresas brasileiras, além da expectativa de retorno na ordem dos US$ 6,850 milhões nos próximos 12 meses.

Operação Reciclar

A ação consistiu em doar o material reciclável produzido por 28 empresas expositoras da FEIPLASTIC para a ONG PIVI (Projeto de Incentivo à Vida). Durante os cinco dias de evento, a equipe de coleta retirou 25 toneladas de aparas, resíduos processados e produtos finais nos estandes.

Conferência Feiplastic

Os dois dias de Conferência Feiplastic levaram aos participantes especialistas e lideranças do setor, como o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho que traçou um cenário de crescimento nas últimas décadas. “De 1981 a 1990, a indústria plástica nacional registrou crescimento de 2,3%, e entre 1991 e 2000, 2,7%. A partir da década seguinte, o ritmo aumentou, e de 2003 a 2010 a alta foi de 4,4%”. O BNDES, também palestrante, corroborou o otimismo do empresariado, apontando grande procura por financiamentos. “Há 15 anos, as atividades do BNDES voltadas para o setor plástico eram praticamente zero. No ano passado, os aportes somaram R$ 1,6 bilhão”, concluíram Gabriel Gomes e Martim Francisco de Oliveira e Silva, palestrantes do banco.

DEPOIMENTOS

CARNEVALLI – Wilson Miguel Carnevalli, diretor da Carnevalli e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq

“A feira está tão boa que mal temos tempo de reunir a equipe de vendas. Está acima da expectativa. Tenho conversado com expositores e muitos estão com produção de máquinas vendida até o final do ano. Para nós é a melhor feira que existe. A Carnevalli vendeu na feira 15 máquinas, o que representa um faturamento de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões, o que corresponde a 60 dias de vendas”.

WORTEX, Paolo de Filippis, diretor

“Posso dizer que foi um sucesso. Claro que o clima de feira empolga as pessoas e pode ser que muitas vendas que foram acordadas aqui acabem não se realizando.  Mas para os próximos seis meses temos uma estimativa, conservadora, de faturar 15 milhões de reais com vendas que nasceram aqui na Feiplastic. O destaque foi a linha de filmes Recycler. Ficamos contentes com a qualidade dos visitantes, e muitos possíveis clientes”.

LINDNER – Luiz Henrique Hartmann, diretor

“Até agora vendemos 3 máquinas na Feiplastic e faturamos 200 mil euros, o que é significativo no faturamento da empresa. A expectativa é que chegue a 500 mil euros até o final do evento. E nos próximos dois meses temos uma estimativa de vender mais máquinas em negócios iniciados na feira. Isso deve gerar mais 500 mil euros.”

HAITIAN – Roberto Candido de Melo, gerente

“Vendemos 60 máquinas na Feiplastic. Por ano vendemos cerca de 500 máquinas. Ou seja, nosso desempenho aqui em uma semana corresponde a mais ou menos 10% das nossas vendas no ano. É como se em uma semana obtivéssemos o resultado de um mês de trabalho”.

WISEWOOD – Edilson Gomes, gerente de vendas

“Faturamos 300 mil reais, é um ótimo desempenho. Tão bom quanto isso foram os contatos que fizemos com possíveis clientes do Canadá e dos EUA que ficaram bastante interessados nos dormentes de plástico que produzimos (equipamento utilizado em trilhos de trem). Acho que esses contatos vão render bons negócios nos próximos meses”.

RULLI STANDARD – Paulo Sérgio Leal, engenheiro

“Fechamos vários negócios e fizemos inúmeras cotações. Já vendemos pelo menos R$ 5 milhões. Nossa intenção é divulgar a marca, que já é bem estabelecida, e atender clientes novos e antigos”.

POLIMÁQUINAS, Clóvis Barbosa, gerente comercial

“Para nós, a feira está muito boa e já era o esperado, pois inovamos no estande. Até hoje, penúltimo dia de feira, já vendemos oito máquinas, o que significa cerca de R$ 2,5 milhões. Foram clientes do Brasil e de fora. Vendemos duas máquinas para a Venezuela e uma para o Chile. Após a feira, entre oito e 10 negócios devem se concretizar a partir da Feiplastic. Só não vendemos mais porque o ano está fechado com encomendas. Estamos ampliando a fábrica, inclusive, que ganhará mais 1000 m², além dos 5 mil m² já instalados”.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Feiplastic; Foto: Feiplastic

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