EMPRESÁRIOS INVESTEM NA FEIPLASTIC 2013 E FEIRA CONFIRMA PAPEL DE PLATAFORMA DE NEGÓCIOS PARA INDÚSTRIA PLÁSTICA

Expositores comemoram vendas e indústrias já têm encomendas para até o final de 2013.

Estandes lotados e fisionomias de satisfação, provas irrefutáveis do otimismo dos empresários da indústria brasileira e internacional. Foi esse o clima durante a FEIPLASTIC 2013 – Feira Internacional do Plástico, que terminou no dia 24, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo. “Muitos já venderam o suficiente para reservar a produção até o final do ano”, relata Wilson Carnevalli, diretor da Carnevalli e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq.

Durante os cinco dias de feira os 70 mil visitantes percorreram 85 mil m² de inovação, lançamentos e alta tecnologia aliados à sustentabilidade de 673 empresas e 1402 marcas. De acordo com Liliane Bortoluci, diretora da feira, “a FEIPLASTIC superou expectativas, tanto em números de expositores como em público visitante, cada vez mais técnico e com poder de decisão. Só aqui engenheiros, diretores, técnicos, entre outros, podem comparar produtos e vê-los funcionando ao vivo, num mesmo lugar. Negócios se efetivam aqui dentro”. Neste ano, a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, identificou 144 novas empresas participantes em busca de exposição para ganhar mercado e concretizar negócios. Entre elas, destacam-se grandes multinacionais como a holandesa DSM, cujas áreas de atuação envolvem os plásticos de engenharia; a alemã SIKORA, que agora conta com filial no Brasil; e o grupo italiano TCM, que pretende instalar sua primeira fábrica brasileira, voltada à produção de embalagens PET.

Outro foco de investimentos internacional foi a rodada de negócios Think Plastic organizada pela Abiplast junto da Apex Brasil, e que proporcionou aos participantes 107 reuniões, com compradores do Peru, Equador, EUA, Guatemala, México e Colômbia e 31 empresas brasileiras, além da expectativa de retornos na ordem dos US$ 6,850 milhões nos próximos 12 meses. Pelo menos uma parceria, de US$ 35 mil, foi concretizada no encontro.

DEPOIMENTOS

CARNEVALLI – Wilson Miguel Carnevalli, diretor da Carnevalli e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq

“A feira está tão boa que mal temos tempo de reunir a equipe de vendas. Está acima da expectativa. Tenho conversado com expositores e muitos estão com produção de máquinas vendida até o final do ano. Para nós é a melhor feira que existe. A Carnevalli vendeu na feira 15 máquinas, o que representa um faturamento de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões, o que corresponde a 60 dias de vendas”.

WORTEX, Paolo de Filippis, diretor

“Posso dizer que foi um sucesso. Claro que o clima de feira empolga as pessoas e pode ser que muitas vendas que foram acordadas aqui acabem não se realizando.  Mas para os próximos seis meses temos uma estimativa, conservadora, de faturar 15 milhões de reais com vendas que nasceram aqui na Feiplastic. O destaque foi a linha de filmes Recycler. Ficamos contentes com a qualidade dos visitantes, e muitos possíveis clientes”.

LINDNER – Luiz Henrique Hartmann, diretor

“Até agora vendemos 3 máquinas na Feiplastic e faturamos 200 mil euros, o que é significativo no faturamento da empresa. A expectativa é que chegue a 500 mil euros até o final do evento. E nos próximos dois meses temos uma estimativa de vender mais máquinas em negócios iniciados na feira. Isso deve gerar mais 500 mil euros.”

HAITIAN – Roberto Candido de Melo, gerente

“Vendemos 60 máquinas na Feiplastic. Por ano vendemos cerca de 500 máquinas. Ou seja, nosso desempenho aqui em uma semana corresponde a mais ou menos 10% das nossas vendas no ano. É como se em uma semana obtivéssemos o resultado de um mês de trabalho”.

WISEWOOD – Edilson Gomes, gerente de vendas

“Faturamos 300 mil reais, é um ótimo desempenho. Tão bom quanto isso foram os contatos que fizemos com possíveis clientes do Canadá e dos EUA que ficaram bastante interessados nos dormentes de plástico que produzimos (equipamento utilizado em trilhos de trem). Acho que esses contatos vão render bons negócios nos próximos meses”.

RULLI STANDARD – Paulo Sérgio Leal, engenheiro

“Fechamos vários negócios e fizemos inúmeras cotações. Já vendemos pelo menos R$ 5 milhões. Nossa intenção é divulgar a marca, que já é bem estabelecida, e atender clientes novos e antigos”.

POLIMÁQUINAS, Clóvis Barbosa, gerente comercial

“Para nós, a feira está muito boa e já era o esperado, pois inovamos no estande. Até hoje, penúltimo dia de feira, já vendemos oito máquinas, o que significa cerca de R$ 2,5 milhões. Foram clientes do Brasil e de fora. Vendemos duas máquinas para a Venezuela e uma para o Chile. Após a feira, entre oito e 10 negócios devem se concretizar a partir da Feiplastic. Só não vendemos mais porque o ano está fechado com encomendas. Estamos ampliando a fábrica, inclusive, que ganhará mais 1000 m², além dos 5 mil m² já instalados”.

CONFERÊNCIA FEIPLASTIC

Os dois dias de Conferência Feiplastic levaram aos participantes especialistas do setor, como o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho que afirmou “Entre 1981 e 1990, a indústria plástica nacional registrou crescimento de 2,3%. Entre 1991 e 2000, 2,7%. A partir da década seguinte, o ritmo aumentou, e de 2003 a 2010 a alta foi de 4,4%”. O BNDES, também palestrante, corroborou o otimismo do empresariado do setor, apontando grande procura por financiamentos. “Há 15 anos, as atividades do BNDES voltadas para o setor plástico eram praticamente zero. No ano passado, os aportes para o setor somaram R$ 1,6 bilhão”, concluíram Gabriel Gomes e Martim Francisco de Oliveira e Silva, palestrantes do banco.

No segundo dia da conferência, a sustentabilidade teve papel protagonista. Em sua palestra, a consultora Solange Stumpf deixou claro o espaço de crescimento da reciclagem de plástico no Brasil. “Metade do plástico consumido no Brasil é de vida curta, e podemos reciclar muito mais. Descartamos 2,6 milhões de toneladas e reciclamos somente 736 mil toneladas, predominantemente através da reciclagem mecânica. Das 815 empresas existentes, 324 localizam-se no Estado de São Paulo”. O professor José Carlos Pinto, da UFRJ, membro do COPPE – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia questionou o conceito geral, negativo, de que o tempo de degradação dos plásticos é necessariamente nocivo ao meio ambiente. “O maior problema que encontramos é a cultura do descarte inapropriado, mas a degradabilidade não é vantagem intrínseca dos materiais. “No COPPE, também pesquisamos resinas para aplicação em tratamentos de câncer e tumores. Nosso grupo de pesquisa registra cerca de duas patentes por ano, e a planta piloto de produção, instalada na UFRJ, tem grau farmacêutico.

“Entre os anos que a pesquisa compreende – de 2003 a 2011 – observamos uma estabilidade na capacidade ociosa das empresas de reciclagem. Esse número permaneceu entre 37% e 33%. Se na indústria de transformação esse coeficiente é fatal, para a reciclagem é normal, e somente significa que temos muito fôlego para fortalecer a atividade no País”. Em tempo, o país campeão em reciclagem é a Suécia, que tem uma taxa de 35% de todo plástico descartado transformado em novos produtos. O Brasil tem uma eficiência atual de 24,7%.

A geração de empregos no setor de reciclagem também foi apresentada. Entre 2010 e 2011, o número de trabalhadores saltou de 18.288 para 22.705. O faturamento geral em 2011, último ano com informações disponíveis, foi de R$ 2,39 milhões, aumento de 22% em relação a 2010, ano que fechou em R$ 1,9 milhão. Em relação à indústria de reciclagem mecânica, o Sudeste representa 55,5% do total, o Sul é 27,7% da atividade e o Nordeste, 9,9%. Stumpf também apresentou os destinos mais comuns dos materiais produzidos com matéria-prima reciclada no Brasil. A indústria de bens de consumo não duráveis e semiduráveis é a maior absorvedora do material, representando 41%. A construção civil figura em segundo lugar, com 16%. Agropecuária e indústria são 15%. Em 2003 as empresas recicladoras eram 492, depois de sete anos, em 2011, o número havia saltado para 815. “O dinamismo é muito grande entre essas empresas de micro e pequeno porte, e muitas abrem e fecham, todo ano”. A informalidade é fator que dificulta estimativa, pois somente 22% de todas as empresas do segmento, no Brasil, têm CNPJ.

Fonte:  Assessoria de Imprensa – Feiplastic

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