Pesquisa indica que África do Sul é um grande mercado para fabricantes de plásticos brasileiros.

O Programa Export Plastic encomendou uma pesquisa de mercado à consultoria sul-africana Whitehouse & Associates com o intuito de mapear e identificar oportunidades de negócios na África do Sul, segunda maior economia do continente, nas áreas de utilidades domésticas e flexíveis. Os resultados foram apresentados durante a recepção à comitiva nacional na Embaixada Brasileira na África do Sul. “Estes dados nortearam a discussão que tivemos sobre as possibilidades da indústria brasileira de transformados plásticos no país”, afirma Marco Wydra, gerente executivo do Programa.

Segundo o estudo, o mercado de plásticos na África do Sul é de cerca de US$ 5 bilhões. A indústria local de transformação representa cerca de US$ 3,5 bilhões e há aproximadamente 850 transformadores, que empregam mais de 30 mil pessoas.

Este setor sofreu com a crise de 2008, no entanto acumulou um crescimento de 27%, entre 1998 e 2009. O consumo anual de plásticos no país, em 2009, atingiu 1,25 mil toneladas, o que representa um consumo per capita de 25 kg/habitante. No Brasil, este índice totalizava 27,94 kg/habitante no mesmo ano. “O consumo de plásticos na África do Sul ainda é considerado baixo se comparado com países desenvolvidos, o que demonstra uma grande oportunidade para os exportadores brasileiros”, afirma Marco Wydra.

O setor de embalagens, de acordo com o levantamento, domina a demanda por plásticos no país, com 52%, seguido de setores como construção (7%) e eletroeletrônicos (6%). A indústria de embalagens no país é competitiva e sofisticada, sendo altamente automatizada com maquinários de última geração, para suprir a demanda interna. De acordo com pesquisas, o mercado local valoriza as inovações, o que pode beneficiar os fornecedores brasileiros que investem continuamente em novas tecnologias.

Outra oportunidade para os exportadores brasileiros está nos flexíveis, em especial nos filmes e nas sacolas plásticas. Apesar de o preço ser o grande fator decisório na hora da compra desses itens, a qualidade e o design do produto brasileiro são pontos fortes neste mercado, que é largamente dominado por produtos asiáticos. Segundo Wydra, este pode ser um caminho para que o produto brasileiro volte a ocupar um espaço significativo no mercado sul-africano.

Em 2006, o Brasil ocupava a 11ª posição como fornecedor de transformados plásticos ao país africano, quando repentinamente caiu para o 32° lugar, em 2007. Uma das razões para queda brusca das exportações pode ser o aumento do preço dos produtos brasileiros e a consequente perda de competitividade nos anos seguintes. Atualmente, o maior exportador é a China, com 66% do valor declarado e 74% do volume, seguida de outros países asiáticos. Em 2010, a África do Sul importou itens de utilidades domésticas de plásticos no valor de US$ 69,7 milhões e volume total de 19,3 mil toneladas. Isso representou um aumento de 44%, se comparado com 2006.

Outra área na qual existem possibilidades para o produto brasileiro é no mercado de utilidades domésticas voltado para produtos de médio e alto padrão, a chamada linha Premium, devido à qualidade e design únicos. Segundo a pesquisa, os fabricantes que atuam nesse segmento devem estar atentos às inovações tanto tecnológicas como de moda, estilo e qualidade para ganhar cada vez mais espaço nas lojas sul-africanas. Segundo Wydra, o estudo ressalta que a África do Sul está aberta para a importação de produtos brasileiros. “Temos grandes chances de retomar um forte relacionamento com este mercado”, completa.

Fonte:  Boletim Export Plastic


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