Empresas ligadas à Adirplast devem distribuir biolpolímeros.

Para Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas, as campanhas contra o uso do plástico estão baseadas em argumentos, muitas vezes, infundados. Por isso, as empresas ligadas à entidade já estudam a melhor forma de distribuir  os polímeros de fontes renováveis, como o etanol ou amido de milho

A partir de 1º de janeiro de 2012, a população de São Paulo terá de enfrentar um grande desafio: não vai mais dispor das tradicionais sacolas plásticas descartáveis para levar suas compras para casa. A medida, anunciada recentemente pelo Governo do Estado, deve tirar de circulação cerca de 2,2 bilhões de sacolinhas por ano, só em São Paulo, segundo Associação Paulista de Supermercados (Apas).

As tradicionais sacolinhas, feitas com polímero sintético, devem ser substituídas por sacolas de plástico biodegradáveis, que serão vendidas aos consumidores por R$ 0,19 cada. Essas sacolas de bioplástico, feitas com resinas de fontes naturais, são, segundo Laércio Gonçalves, presidente da ADIRPLAST – Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas -, uma alternativa bastante prática para a cadeia produtiva, já que não devem demandar grandes mudanças no setor transformador. Isso porque as máquinas instaladas para produzir embalagens com polímero sintético podem proces sar também o biopolímero. “O problema, no entanto, diz respeito à escala. Ainda não existem fabricantes capazes de produzir polímeros naturais suficientes para atender a demanda do setor de plástico”, explica Gonçalves.

Apesar disso, os distribuidores associados à ADIRPLAST já estudam a melhor maneira para facilitar o fornecimento das “resinas verdes” para a cadeia de transformação, que conta com 11.465 empresas. “Assim como acontece com os polímeros sintéticos, facilitaremos para os transformadores a compra também dessas resinas derivadas de fontes renováveis. Com o tempo, elas poderão ser entregues aos nossos clientes, em qualquer região do País, num prazo máximo de 24 horas”, afirma Laércio.

Para Laércio Gonçalves, a medida adotada pelo governo paulista não resolve os problemas ambientais gerados pelo desperdício das embalagens nem mesmo ajuda a reduzir a emissão em demasia de CO2 na atmosfera: “Novos produtos irão substituir as sacolas e a produção de todos eles em maior escala impacta diretamente no meio ambiente. Estaremos apenas trocando seis por meia dúzia, ao invés de educar as pessoas a consumirem conscientemente, seja o plástico, o papel ou qualquer outra matéria-prima”.

Ainda segundo o presidente da ADIRPLAST, a incapacidade dos órgãos públicos de fazer a coleta seletiva do lixo é outro problema que não será resolvido pela simples proibição do uso das sacolas plásticas. “Em uma cidade como São Paulo, é inaceitável que só ocorra a coleta seletiva com apenas 2% do lixo gerado pela população. O plástico é uma matéria-prima 100% reciclável e poderia ser usado por mais vezes. No caso das sacolinhas, por exe mplo, pelo menos mais três vezes”. 

A proibição das sacolinhas plásticas ainda é um tema que deve gerar muita discussão. Em Americana, por exemplo, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) a lei municipal que suspendia a distribuição das sacolas foi suspensa por tempo indeterminado. A decisão atende a um pedido de liminar feito pelo Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico de São Paulo).

A ADIRPLAST, que foi fundada há quatro anos, tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a consolidação com petroquímicas. Além disso, a entidade trabalha para promover a imagem sustentável do plástico.

Fonte: Abiplast

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