Empresas brasileiras buscam soluções sustentáveis para garantir mercado externo

Bioplásticos, plásticos à base de etanol e resinas biodegradáveis. Esses termos estão se tornando cada vez mais comuns no universo das empresas, especialmente daquelas que atuam em nível internacional.

“A cada feira que participamos, percebemos que o interesse mundial por produtos sustentáveis se torna maior, o que mostra a necessidade das empresas desenvolverem um novo portfólio, voltado a essa demanda”, afirma Cristina Sacramento, especialista em filmes flexíveis do Programa Export Plastic.

Seguindo essa tendência, algumas empresas associadas ao Programa já disponibilizam para seus clientes opções de materiais sustentáveis. A Cromex, fabricante de masterbatches, é uma delas. A empresa desenvolveu linhas de cores e de aditivos para serem usados em polietileno (PE) verde – de fonte renovável, e para resinas biodegradáveis fabricadas a partir de uma base de ácido poliláctico (PLA), derivado de plantas.

O PE Verde é uma resina produzida a partir do etanol de cana-de-açúcar, desenvolvido pela fabricante brasileira de resinas Braskem. Além de renovável, cada tonelada de PE Verde produzida contribui com a absorção de 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera. Já o PLA é um bioplástico que, em condições de compostagem (umidade de 80% e temperatura constante maior que 60ºC), se decompõe num período de três a quatro meses.

Esses insumos são destinados especialmente às indústrias automobilística, de brinquedos, cosméticos e higiene pessoal, embalagens, entre outras. Essas indústrias demandam cada vez mais produtos com reduzido impacto ambiental, tanto em seu processo produtivo quanto em seu descarte.

Além de inovação para gerar menos impactos na produção, o mercado da sustentabilidade também pede que os materiais possam ser reaproveitados, reduzindo o volume de matérias-primas necessário para o próprio processo produtivo e a quantidade de resíduos descartados. Neste sentido, a Vitopel desenvolveu um papel sintético fabricado a partir de diversos tipos de plásticos reciclados, coletados no pós-consumo – embalagens, rótulos, tampas de garrafas e sacolas plásticas, por exemplo. Com 850 quilos de plásticos retirados do lixo, a empresa fabrica uma tonelada do papel sintético.

O resultado é um material de alta qualidade visual, de textura agradável ao toque e extremamente resistente (não rasga e nem molha). Além disso, é 100% reciclável no final de sua vida útil.

Com a atenção mundial voltada às questões de sustentabilidade, produtos que atendam requisitos como uso de matérias primas renováveis e recicladas, geração de menos impactos ambientais em sua produção e disposição e possuir um bom potencial de reciclabilidade têm obtido um maior espaço no mercado e os transformadores brasileiros estão de olho na nova tendência.

Fonte: Boletim Export Plastic

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