Instituto do PVC apóia empresas do segmento eletro-eletrônico que mantém o PVC em seus componentes

Empresas são penalizadas na 16ª edição do Guia dos Eletrônicos Verdes do Greenpeace, que classifica o PVC como produto não sustentável.

O Instituto do PVC apóia as empresas que contrariaram as diretrizes do Greenpeace ao não deixarem de utilizar o PVC em seus produtos e que por isso foram penalizadas pela ONG em sua 16ª edição do Guia dos Eletrônicos Verdes (Guide to Greener Electronics). Segundo o Instituto, não há comprovações técnicas e científicas que sustentem as críticas equivocadas feitas pelo Greenpeace ao PVC usado no segmento de eletro-eletrônicos.

O guia do Greenpeace é baseado na Diretiva Européia RoHS – Restriction of the use of Certain Hazardous Substances in Electrical and Electronic Equipment, diretiva que faz com que a União Européia proíba o uso de seis substâncias químicas em equipamentos eletroeletrônicos: chumbo, mercúrio, cádmio, cromo hexavalente, polibromato bifenil e PBDE – éter difenil polibromato. Porém, a Diretiva RoHS não proíbe o uso do PVC nesses equipamentos, o que torna no mínimo questionável . segundo o Instituto do PVC, a forma com que o material é tratado neste guia.

A principal matéria-prima do PVC é o sal marinho, recurso inesgotável na natureza. Cerca de 57% da resina de PVC, em peso, tem origem nesta matéria-prima, sendo este o único plástico que não é 100% derivado do petróleo (o que contribui para a diminuição da emissão de CO2). Os 43% restantes correspondem ao petróleo que, inclusive, já pode ser substituído pelo eteno produzido a partir da cana-de-açúcar, permitindo que a resina seja derivada de matérias-primas 100% inesgotáveis na natureza.

Assim, segundo o Instituto do PVC, não há razões técnicas, científicas ou sequer legislações no mundo para que as empresas do segmento de eletroeletrônicos eliminem o PVC de seus produtos. O PVC é um produto inerte, atóxico, seguro e largamente utilizado no segmento de eletroeletrônicos, principalmente em fios e cabos. O PVC também é utilizado na fabricação de tubos e conexões para o transporte de água potável, embalagens de alimentos e remédios, além de ser o plástico mais utilizado na área médica, com aprovação de órgãos competentes como o Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, Farmacopéia Européia e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil, entre outros, o que demonstra sua total segurança.

Descarte correto e reciclagem – Apesar de ser um dos três plásticos mais utilizados do mundo, o PVC é também um dos menos presentes nos aterros sanitários. As razões são simples, a maioria dos produtos de PVC é de longa vida útil (os tubos de PVC duram mais que 50 anos). Além disso, o PVC é um material 100% reciclável e é reciclado. (http://www.institutodopvc.org/publico/index.php?a=imprensa&imp_ano=2008&imp_id=142).

Pesquisa realizada sobre a reciclagem mecânica do PVC, encomendada pelo Instituto do PVC, mostra que o índice de reciclagem mecânica do PVC pós-consumo no Brasil, em 2007, foi de 17%. Número bastante significativo considerando que na União Européia, o índice de reciclagem mecânica de todos os plásticos foi de 18,6%, no mesmo período. O índice se torna ainda mais significativo se avaliarmos a reciclagem do PVC flexível, o principal tipo de PVC utilizado na indústria de eletroeletrônicos. Neste caso, o índice chega a 19,6% e supera o da União Européia.

E quando a reciclagem mecânica não é mais possível, o PVC pode ser tratado na reciclagem energética, processo limpo e extremamente evoluído em países desenvolvidos. As legislações que regulamentam a queima dos materiais para que se tornem energia são extremamente rígidas, exatamente para garantir que as emissões a partir destes equipamentos sejam seguras para o ser humano e meio ambiente. As emissões verificadas na incineração do PVC não são diferentes de quaisquer outras a partir de outros resíduos e estão de acordo com o que exigem as legislações mundiais sobre esse processo.

Adicionalmente, estudos científicos, como o da ASME – Associação Americana de Engenheiros Mecânicos comprovam que a emissão de dioxinas não tem qualquer relação com a quantidade de cloro alimentada no incinerador. Sendo o PVC uma das muitas fontes de cloro em um incinerador, mesmo colocando pouca ou muita quantidade de PVC (ou de cloro via outras fontes) isto não significa o aumento das emissões de dioxinas.

Por todas essas razões, o Instituto do PVC cumprimenta as empresas que, ao contrário do que determina o Guia dos Eletrônicos Verdes do Greenpeace , mantém o PVC em seus componentes.

O Instituto do PVC representa a união de todos os segmentos da cadeia produtiva do PVC, desde os fabricantes de matéria-prima até os recicladores. Seu compromisso é orientar as empresas associadas a adotarem posturas socialmente responsáveis, promovendo o crescimento do mercado de PVC e difundindo suas características técnico-científicas, ambientais e de reciclabilidade para a sociedade, sempre adotando posturas éticas.

Fonte: Instituto do PVC

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