Braskem recebe licença operacional definitiva para planta de eteno verde

Licença foi dada em 14 de julho

A Braskem recebeu em 14 de julho das mãos da governadora Yeda Crusius a licença de operação para sua fábrica de eteno verde concedida pela Fepam. Esta é a permissão definitiva do órgão ambiental para a partida da unidade industrial, prevista para agosto. A empresa esteve representada no ato pelo vice-presidente da Unidade de Petroquímicos Básicos, Manoel Carnaúba Cortez, pelo gerente de relações institucionais, João Ruy Freire, pelo conselheiro da Braskem, Alfredo Tellechea, e pelo diretor de empreendimentos, Guilherme Guaragna, e pelo diretor industrial da Unib, Ademir Zaparolli.

A Fepam concede a licença após analisar os estudos de impacto ambiental da fábrica.  Carnaúba destacou que a unidade utilizou tecnologia  para produzir o eteno verde com os mais avançados critérios de preservação ambiental. Por processar unicamente o etanol, o único efluente gerado pela fábrica é a água.

Carnaúba informou, durante solenidade, que 80% da futura produção da planta já foi comercializada, principalmente, para clientes da Europa, Estados Unidos e Ásia. A Braskem planeja manter parte do volume disponível, porque a intenção é realizar um marketing global da resina. “Há um apelo ambiental muito forte e queremos que o mundo conheça essa opção”, diz o executivo.

A Yeda Crusius anunciou, na ocasião, a criação de um comitê para tratar da autossuficiência na produção de etanol no Rio Grande do Sul. O governo estudará municípios para induzir a plantação de cana. O projeto do PE Verde consumirá cerca 470 milhões de litros de etanol/ano, volume que inicialmente será adquirido em outras regiões.

A unidade de eteno verde da Braskem  será a 1ª no mundo em escala industrial a utilizar matéria-prima 100% renovável. Com investimento de R$ 500 milhões, a planta foi construída com as melhores práticas de engenharia. A capacidade de produção será de 200 mil toneladas.

Até o momento, cerca de 2200 trabalhadores atuaram na construção da planta, destes, 174 formados pelo Programa Acreditar. O Acreditar capacitou, durante oito meses, 248 moradores de Triunfo nos cursos de eletricista, montador de estruturas, encanador, carpinteiro e soldador. O Projeto foi uma iniciativa da Odebrecht, em parceria da Braskem, SENAI e Prefeitura Municipal de Triunfo.

Sobre projeto do plástico verde
A fábrica de eteno verde da Braskem é a primeira unidade industrial do mundo a utilizar etanol de cana-de-açúcar para a produção em escala comercial de eteno de origem 100% renovável. “A implantação desse projeto confirma o compromisso assumido pela Braskem de contribuir para o desenvolvimento do setor petroquímico brasileiro e do Rio Grande do Sul”, afirma o vice-presidente da Braskem Manoel Carnaúba.

A unidade terá capacidade para produzir 200 mil toneladas/ano de eteno, que serão transformadas em volume equivalente de polietileno em unidades industriais já existentes no próprio Pólo de Triunfo. Iniciada em abril de 2009, a unidade estará pronta em agosto, dois meses antes do previsto.

O projeto de Polímeros Verdes se insere na estratégia de acesso a fontes competitivas de matéria-prima renováveis, em linha com a visão de sustentabilidade da companhia. Além disso, contribui para o desenvolvimento sustentável da sociedade, já que o plástico verde retira mais carbono da atmosfera do que emite ao longo de todo o seu ciclo de vida, do cultivo da cana à reciclagem pós-consumo.

A Braskem vem estabelecendo, desde o ano passado, uma série de parcerias com renomados clientes nacionais e internacionais, principalmente da Europa, Estados Unidos e Japão, interessados em reforçar a associação de suas marcas ao conceito de sustentabilidade. Cabe ressaltar os acordos firmados com a Toyota Tsusho, “trading company” do grupo Toyota, e Shiseido, renomado fabricante de cosméticos voltados ao segmento de alto padrão, e com a gaúcha Acinplas. A demanda potencial já identificada para o PE Verde é ao redor de 600 mil toneladas/ano, três vezes maior do que a capacidade da nova planta.

Além dos aspectos ambientais, um estímulo adicional ao uso do polímero verde está no fato de apresentar características de aplicação e propriedades idênticas às do plástico tradicional, o que permite às indústrias de transformação aproveitarem todo o seu parque fabril atual para processar a resina de fonte renovável. O PE Verde tem aplicação em mercados como o automobilístico, indústria de brinquedos, embalagens sopradas para alimentos e produtos de higiene e embalagens injetadas para utilidades domésticas.

O projeto do PE Verde consumirá cerca 500 milhões de litros de etanol/ano, volume que inicialmente será adquirido em outras regiões. Trata-se de uma oportunidade para o desenvolvimento da cadeia produtiva do etanol no Estado, com enorme potencial de geração de empregos, renda e receita tributária.

A planta em construção no Rio Grande do Sul representa a capacidade do Estado de atrair grandes empreendimentos pela sua situação econômico-financeira saudável construída nos últimos anos.

Fonte: Braskem

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