Novo Presidente do Conselho da Abiplast empenhado na Busca da Competitividade da Indústria de Plásticos.

Em busca da competitividade

Palavra do Presidente do Conselho de Administração da ABIPLAST – José Ricardo Roriz Coelho

A Abiplast representa mais de 11.500 empresas, na quais trabalham cerca de 330 mil brasileiros. O País tem um consumo per capita de plásticos de 30 quilos por habitante/ano, significando 5,38 milhões de toneladas transformadas. Em 2009, faturamos R$ 35,9 bilhões. Por outro lado, importamos US$ 2,1 bilhões em produtos transformados plásticos e o déficit de nossa balança comercial chegou a quase US$ 1 bilhão. Ademais, embora nossa atividade represente quase 5% dos empregos da indústria nacional de transformação, exportamos menos de 0,9% de todos os produtos transformados no Brasil. Estes dados referentes ao comércio exterior evidenciam a premência de ampliar a competitividade do setor. Este é o nosso objetivo na condução da Abiplast!

Nesse sentido e conforme consenso dos membros da diretoria, os principais pontos a serem desenvolvidos são os seguintes: construção e execução de uma agenda para a modernização de equipamentos do setor; melhoria da gestão; Inovação e investimentos em P&D; normalização; qualificação da força de trabalho; sustentabilidade e imagem do plástico, buscando o reconhecimento da sociedade para a sua importância no dia-a-dia das pessoas, com produtos adequados à preservação do meio ambiente.

Ao lado dos diversos setores da economia, também buscaremos alternativas de políticas públicas que diminuam o custo Brasil, com menor ônus de capital, menos impostos nos setores produtivos, câmbio em níveis adequados e solução  das grandes ineficiências existentes em nossa economia.

Buscaremos, ainda, incrementar a representatividade da Abiplast perante a sociedade, formadores de opinião, governo e imprensa. Queremos que a entidade seja a grande fonte de informações sobre os números e as projeções do setor e tenha influência sobre a definição de políticas públicas que estejam diretamente ligadas à indústria do plástico.

Com certeza, quando mais representativos, mais teremos condições de vencer os desafios. Assim, espero que as empresas do setor  associem-se à Abiplast, estejam presentes, sugiram, atuem, participem, critiquem e cobrem efetividade nas ações. De nossos clientes, esperamos que nos desafiem e nos cobrem, mas que reconheçam o valor dos nossos produtos e paguem um preço justo por eles.

Da Petrobras, única fornecedora da matéria-prima básica, queremos o reconhecimento de que as suas referências de preços já não representam a realidade de quem é autossuficiente em petróleo e será um grande exportador dessa commodity. Só de janeiro a abril de 2010, as exportações de petróleo e derivados tiveram o impressionante crescimento de 148,6% em relação ao ano anterior.

Várias cadeias produtivas, como a de alimentos, automóveis, eletroeletrônico, têxteis, construção civil, higiene e limpeza e brinquedos, dentre outras, dependem do plástico para que sejam competitivas. Temos um potencial enorme para aumentar a demanda de nossos produtos no Brasil, que poderá ou não ser atendida pela produção local, a depender da urgente mudança da política de estabelecimentos de preços de matérias-primas. É preciso refletir sobre essa questão, pois temos assistido com frequência a vários segmentos industriais serem dizimados pela importação de produtos acabados.

A nossa balança comercial já é muito deficitária, podendo agravar-se muito se não mudarmos essas referências. Estados Unidos, Europa e Japão já não são mais competitivos nesse setor. Hoje, os modelos de sucesso estão na Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu. Exportar resinas que poderiam ser transformadas aqui certamente não será uma boa alternativa.

A Petrobras, à sua conveniência em determinados momentos, é a empresa dos brasileiros, mas cobra por seus produtos como a mais agressiva companhia do mercado. Vamos agregar valor aos derivados de petróleo com margens justas para toda a cadeia produtiva e gerar empregos no Brasil. Afinal, onde está a vantagem de ser autossuficiente?

Dos fabricantes de resinas termoplásticas, esperamos que, ao compararmos os preços com os nossos concorrentes internacionais, não tenhamos diferenças tão representativas como as existentes hoje. É preciso executar com urgência uma agenda de modernização, inserção internacional, sustentabilidade e isonomia do IPI, com preços adequados de resinas, que nos deem condições de competir em vantagem com os nossos concorrentes internacionais.

O cumprimento de todas essas missões exigirá empenho dos diretores, que, apesar da gestão de suas empresas, precisam dedicar uma parcela de tempo ao trabalho voltado ao bem comum de nosso setor. Consciente dos desafios e dificuldades, estou colocando a serviço dessa causa e da Abiplast quase trinta anos de experiência no setor, muita disposição, coragem e vontade de exercer o mandato outorgado pela confiança Dos associados!

Fonte:  ABIPLAST

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Uma resposta to “Novo Presidente do Conselho da Abiplast empenhado na Busca da Competitividade da Indústria de Plásticos.”

  1. Lado C | LEI ESTADUAL DE PROTEÇÃO AMBIENTAL É QUESTIONADA PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS. Says:

    […] Novo Presidente do Conselho da Abiplast empenhado na Busca da Competitividade da Indústria de Plá… […]

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