Instituto do PVC apóia as empresas do segmento eletroeletrônico que mantiveram o PVC em seus produtos.

Diversos fabricantes de produtos eletroeletrônicos foram rebaixados na 15ª edição do Guia dos Eletrônicos Verdes do Greenpeace, que classifica erroneamente o PVC como produto não sustentável.

O Instituto do PVC apóia as empresas, que de acordo com o Guia dos Eletrônicos Verdes do Greenpeace (“Guide to Greener Electronics”) retrocederam em relação aos compromissos de eliminação de substâncias ditas como tóxicas de seus produtos, entre elas o PVC. Lançada em maio, no Japão, a 15ª edição do Guia do Greenpeace critica equivocadamente o PVC utilizando argumentos completamente descabidos, entre eles o de que o PVC “pode  causar danos ao meio ambiente e prejudicar a saúde humana”.

O guia do Greenpeace é baseado (talvez principalmente) na Diretiva Européia RoHS – Restriction of the use of Certain Hazardous Substances in Electrical and Electronic Equipment, diretiva que faz com que a União Européia proíba o uso de seis substâncias químicas em equipamentos eletroeletrônicos: chumbo, mercúrio, cádmio, cromo hexavalente, polibromato bifenil e PBDE – éter difenil polibromato. Porém, a Diretiva RoHS não proíbe o uso do PVC nesses equipamentos, o que torna no mínimo questionável a forma com que o PVC é tratado neste guia.

A principal matéria-prima do PVC é o sal marinho, recurso inesgotável na natureza. Cerca de 57% da resina de PVC, em peso, tem origem nesta matéria-prima, sendo este o único plástico que não é 100% derivado do petróleo (o que contribui para a diminuição da emissão de CO2). Os 43% restantes correspondem ao petróleo que, inclusive, pode ser substituído pelo eteno produzido a partir da cana-de-açúcar, permitindo que a resina seja derivada de matérias-primas 100% inesgotáveis na natureza.

Assim, não há razões técnicas, científicas ou sequer legislações no mundo para que as empresas do segmento de eletroeletrônicos eliminem o PVC de seus produtos. O PVC é um produto inerte, atóxico, seguro e largamente utilizado no segmento de eletroeletrônicos, principalmente em fios e cabos. O PVC também é utilizado na fabricação de tubos e conexões para o transporte de água potável, embalagens de alimentos e medicamentos, além de ser o plástico mais utilizado na área médica, com aprovação de órgãos competentes como o Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, Farmacopéia Européia e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil, entre outros, o que demonstra sua total segurança.

Descarte correto e reciclagem – Apesar de ser um dos três plásticos mais utilizados do mundo, o PVC é também um dos menos presentes nos aterros sanitários. As razões são simples, a maioria dos produtos de PVC é de longa vida útil (os tubos de PVC duram mais que 50 anos). Além disso, o PVC é um material 100% reciclável e é reciclado.  (http://www.institutodopvc.org/publico/index.php?a=imprensa&imp_ano=2008&imp_id=142).

Pesquisa realizada sobre a reciclagem mecânica do PVC, encomendada pelo Instituto do PVC, mostra que o índice de reciclagem mecânica do PVC pós consumo no Brasil, em 2007, foi de 17%. Número bastante significativo considerando que na União Européia, o índice de reciclagem mecânica de todos os plásticos foi de 18,6%, no mesmo período. O índice se torna ainda mais significativo se avaliarmos a reciclagem do PVC flexível, o principal tipo de PVC utilizado na indústria de eletroeletrônicos. Neste caso, o índice chega a 19,6% e supera o da União Européia.

Quanto à incineração, sabe-se que este é um processo bastante evoluído em países desenvolvidos. As legislações que regulamentam os incineradores são extremamente rígidas, exatamente para garantir que as emissões a partir destes equipamentos sejam seguras para o ser humano e meio ambiente. Não existem leis que digam que um determinado resíduo não possa ser incinerado, e sim leis que regulam o processo de incineração, independente do que for ser incinerado. As emissões verificadas na incineração do PVC não são diferentes de quaisquer outras a partir de outros resíduos e estão de acordo com o que exigem as legislações mundiais sobre esse processo.

Adicionalmente, estudos científicos, como o da ASME – Associação Americana de Engenheiros Mecânicos comprovam que a emissão de dioxinas não tem qualquer relação com a quantidade de cloro alimentada no incinerador. Sendo o PVC uma das muitas fontes de cloro em um incinerador mesmo colocando pouca ou muita quantidade de PVC (ou de cloro via outras fontes) não significa o aumento das emissões de dioxinas.

É por todas essas razões que o instituto do PVC cumprimenta as empresas que, ao contrário do que determina o Guia dos Eletrônicos Verdes do Greenpeace, mantém o PVC em seus componentes. Tais companhias demonstram que o apelo do ecomarketing não pode ser substituído pela informação técnica-científica quando o assunto é sustentabilidade.

O Instituto do PVC representa a união de todos os segmentos da cadeia produtiva do PVC, desde os fabricantes de matéria-prima até os recicladores. Seu compromisso é orientar as empresas associadas a adotarem posturas socialmente responsáveis, promovendo o crescimento do mercado de PVC e difundindo suas características técnico-científicas, ambientais e de reciclabilidade para a sociedade, sempre adotando posturas éticas.

Veja abaixo vídeo sobre reciclagem de PVC em uma empresa que trabalha com material proveniente de fios e cabos de PVC.

Fonte: Instituto do PVC

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